Garden Route, África do Sul

O Litoral Jardim da África do Sul


A Garden Route Ajardinada
No cimo de Tsitsikamma
Damões do Cabo ao Sol
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Ponte sobre o rio Bloukrans
Lookout Beach
O Polémico Abalone
As Alturas de Outenika
Banho Grandioso
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Entre Penas
Tsitsikamma Falls
Fazenda High Gate
Penas de Avestruz
Arte em Ovos
Couro de Avestruz
Vendedora, Stormy River
Num Caminho Rochoso
Litoral de Tsitsikamma
Estendida por mais de 200km de costa natural, a Garden Route ziguezagueia por florestas, praias, lagos, desfiladeiros e parques naturais esplendorosos. Percorremo-la de leste para oeste, ao longo dos fundos dramáticos do continente africano.

O recente revisionismo histórico das autoridades sul-africanas mudou o velho nome de Port Elisabeth para Gqeberha.

É o nome zulu, com o seu quê de impronunciável, de uma das povoações mais antigas na origem colonial de Port Elisabeth. Tal revisão pouco fez pela capacidade de sedução da cidade. Limitamo-nos a espreitar o areal vasto que, a espaços, a separa do oceano Índico na iminência do Atlântico.

Tínhamos, a ocidente, um dos lugares incontornáveis do litoral sul-africano. Nós, sabíamo-lo. Alberthram Tenk Engel, o guia que nos conduzia, tinha uma hora certa para lá levar o grupo.

Deixamos uns poucos passageiros que abandonavam a viagem em Port Elisabeth. Cumpridas as despedidas, Tenk (como era conhecido), instala-se e a nós no camião transformado em grande jipe. Parte prego a fundo.

Garden Route: o Litoral Rochoso e o Nevoento do PN Tsitsikamma

Chegamos ao Parque Nacional Tsitsikamma não são sequer oito da manhã. Confrontado com um nevoeiro denso, Tenk concede mais tempo que o planeado para novo pequeno-almoço ao ar livre.

Quando inauguramos o Waterfall Trail local, por fim, o sol dissipa um manto de nuvens. Aos poucos, também a névoa rasteira dá de si, ascende e permite-nos ver onde colocamos os pés.

O piso alterna entre pedras polidas e resvaladiças, lajes cobertas de limos e escorregadias.

É uma das razões porque as autoridades classificaram o Waterfall Trail como “difícil”.

Da beira-mar, despontam rochedos que as vagas castigam sem cerimónia.

Uns poucos, terminam em pontas panorâmicas que nos desafiam a conquistá-las. Outros, adentram-se de tal forma no oceano frígido que se tornaram pousos exclusivos de corvos-marinhos.

Saltitamos de laje em laje, de rochedo em rochedo. Sem que o esperássemos, damos com clãs de damões-do-cabo que nos parecem indignados.

Não bastava já o atraso do afago solar matinal a que estão habituados, uma turba de trespassantes quebrava a integridade do seu território.

Tenk, o Mar da África do Sul e os Polémicos Abalones

Alberthram Tenk Engel caminha, em deleite, no seu ambiente predilecto.

Nos vários dias que com ele passámos, entre Joanesburgo e a Cidade do Cabo, sobretudo às refeições, Tenk partilhou, connosco, a sua paixão pelo mar, pelas histórias e filmes de piratas. “Xiii, nem imaginam as vezes que já vi os dos “Piratas das Caraíbas! E sempre maravilhado!”

Tenk era natural de Elim, uma povoação fundada por missionários alemães morávios, uns poucos quilómetros a norte do ponto mais austral de África, o Cabo Agulhas.

Como nos contou, ao longo da sua adolescência participou, amiúde, na apanha ilegal de abalone sul-africano, procurado e cozinhado sobretudo por uma série de países asiáticos. Mais que ilegal, essa apanha lucrativa é, em certas zonas, controlada por gangues. Foi, assim, com alívio, que Tenk agarrou a oportunidade de guiar grupos da Nomad Africa.

O oceano, as rochas, o kelp e outros elementos marinhos mantiveram-se sempre no seu imaginário. Tenk surpreendeu-se com o nosso interesse pelas suas narrativas.

De repente, lembra-se que lhe tínhamos dito que não sabíamos como eram os abalones. Vasculha uma zona de rochas e poças. Num ápice, encontra um espécime.

“É isto?” perguntamos-lhe espantados. “É isto mesmo! Esta criatura gera confusões que vocês nem imaginam. Conto-vos mais coisas logo, ao jantar. Agora, temos que continuar!”.

Algum tempo depois, atingimos a base de uma das quedas d’água que justificavam a caminhada. Tem um volume comedido.

Para compensar, cai do cimo de falésias limiares, para lagoas ao alcance da maré cheia e de intempéries. Compõe o cenário que inspirou o termo nativo Khoekhoe na origem do nome Tsitsikamma: tse-tsesa, traduzível por águas claras, ou por lugar de muitas águas.

Storm River e a Viagem até ao Desfiladeiro do rio Bloukrans

A névoa volta a adensar-se. Acercam-se nuvens carregadas. Também em função da insignificância temporária das quedas d’água, Tenk dita o regresso ao ponto de partida.

Só poderá ser coincidência que nos abrigamos para o resto do dia em Storms River.

Numa pousada histórica com arquitectura holandesa, na sua versão africaner, repleta de trofeus de caça a servirem de decoração: peles de leopardo e até um espécime integral, hastes de antílopes e uma cabeça de zebra, entre outros.

Na manhã seguinte, bem cedo, prosseguimos para oeste. No caminho, deparamo-nos com o rio Bloukrans e com uma ravina profunda.

Ambos ditam a fronteira entre as províncias de Cabo Oriental e Cabo Ocidental, ligadas por uma ponte em arco com o seu tabuleiro 216 metros acima do leito do rio.

A ponte acolhe uma operação de bungee jumping que se promove como o salto mais alto a partir de uma ponte.

Do grupo, feitas as contas não só ao custo da experiência, só George Chadwick, um rapaz australiano destemido, faz questão de experimentar.

Os restantes, fotografam a paisagem e, quando o momento chega, o seu salto arrepiante no abismo. Corre perfeito. A organização pode continuar a orgulhar-se do seu registo de 100% segura.

Cruzamos a ponte para norte e para o interior. Durante umas boas dezenas de quilómetros, viajamos distantes do oceano. Atravessamos novo rio, o Keurbooms.

Para Oeste da Garden Route: a Baía de Plettenberg

Seguimos paralelos ao seu derradeiro fluir, apartado do Índico por uma longa língua de areia.

Um ponto elevado e panorâmico, revela-nos a praia imensa de Lookout e outras mais distantes, separadas pela foz assoreada do rio.

Estamos a um mero quilómetro da Baía de Plettenberg, outra referência incontornável da Garden Route, com um dos litorais privilegiados da África do Sul e surf, windsurf, kitesurf e afins que acompanham a paisagem.

E, no entanto, como tantas outras estâncias balneares desse Mundo fora, padece daquele sentimento saudosista de “em tempos foi divinal, agora… já não é o que era”.

Knysna e o Restaurante Pescador, a 34º Sul

Do ponto panorâmico, avançamos para Knysna, outra povoação balnear, situada na boca desbocada do rio homónimo, geradora de um estuário desafogado que alberga uma marina repleta de veleiros, dos clássicos e catamarãs.

Servem-na uma série de bares, restaurantes e lojas de vestuário e equipamento marinho.

Como seria de esperar, na África do Sul, um dos restaurantes tem origem portuguesa. O próprio nome “O Pescador” deixa poucas dúvidas.

Abriu em 1985. Desde então um dos seus lemas expressos é “ninguém sai de uma casa portuguesa com fome”.

Mesmo não sendo uma especialidade lusa, as famosas ostras de Knysna lá servidas contribuem para qualquer festim.

Atravessamos o rio Knysna. Continuamos na iminência do Índico, entre lagoas e novos estuários rodeados de vegetação verdejante, casos do Wolwerivier e do Tousrivier.

O Rio Kaimaans, Outenika e Oudtshoorn, à entrada do Klein Karoo

Este último, acompanhamo-lo até à sua foz, como o fazem os carris da Garden Route Railway Line, percorridos com frequência pelo comboio a vapor Choo Tjoe.

Uma das imagens que esperávamos fazer era a sua travessia da ponte emblemática sobre o rio Kaimaans, de um ângulo ideal, com a rebentação do mar em fundo. Só que os horários do comboio revelaram-se inconciliáveis com os nossos. Tenk tinha um itinerário a cumprir.

De acordo, conduz-nos através da cidade de George, logo, pelo desfiladeiro de Outenika.

Paramos num miradouro de beira da estrada.

Enquanto admiramos e fotografamos o cenário do canyon, uns poucos calhambeques e carros clássicos estacionam por ali. Entretêm as famílias a bordo e curiosos que os apreciam de alto a baixo.

Segue-se Oudtshoorn, uma cidade e região famosa pelas suas grandes fazendas criadoras de avestruzes.

Tenk e o colega Ricardo tinham disseminado entre o grupo que conduziam a febre de comprarmos um ovo de avestruz, de todos partilharmos uma omelete hiperbólica, ao jantar.

Concluímos a vaquinha necessária à compra do ovo. Meia-hora depois, regressados das compras para o dia, os guias desvelam que as lojas estavam sem ovos.

Mesmo comunal, a desilusão depressa se desvanece.

Pouco depois, damos entrada na fazenda HighGate, onde as avestruzes, como os seus ovos, abundam.

Convivemos com as aves, separados da sua curiosidade potencialmente perigosa, por uma vedação de arame.

Na sequência, passamos para uma oficina.

Um funcionário exibe a criação de algumas peças decorativas, a partir de ovos e penas.

Oudtshoorn e as suas avestruzes marcavam o ponto de partida para o Klein Karoo, uma região semi-desértica que antecede o Great Karoo.

Por essa altura, tínhamos completado a Garden Route. Ainda continuámos até à Cidade do Cabo. Mas, por terras inóspitas que destoavam do litoral verde-azul de que provínhamos.

COMO IR

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