Japão


Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Okinawa, Japão
Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.
O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Nara, Japão
O Berço Colossal do Budismo Nipónico
Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Okinawa, Japão
O Pequeno Império do Sol
Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao “A”

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Hiroxima, Japão

Uma Cidade Rendida à Paz

Em 6-8-1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Tóquio, Japão

Ronronares Descartáveis

Tóquio é a maior das metrópoles mas, nos seus apartamentos exíguos, não há lugar para mascotes. Empresários nipónicos detectaram a lacuna e lançaram "gatis" em que os afectos felinos se pagam à hora.

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Até há pouco, os estúdios nipónicos produziam 60% de todas as séries de animação. “Higurashi no Naku Koro ni” teve enorme sucesso. Em Ogimashi, damos com um grupo de kigurumis das suas personagens.

Sombra vs Luz

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Danças
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Portal para uma ilha sagrada

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Vai-e-vem fluvial

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Embaixada

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Buda Vairocana, templo Todai ji, Nara, Japão
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Mapa


Como ir


VISTOS E OUTROS PROCEDIMENTOS

Cidadãos portugueses não necessitam de visto para visitas turísticas até 90 dias. Cidadãos brasileiros devem requerer visto na embaixada japonesa mais próxima.

CUIDADOS DE SAÚDE

O Japão não requer aos visitantes vacinas ou procedimentos dignos de registo. Como depressa constatará, os japoneses têm cuidados públicos e pessoais quase obsessivos com a higiene e a saúde.

Para mais informações sobre saúde em viagem, consulte o Portal da Saúde do Ministério da Saúde e Clínica de Medicina Tropical e do Viajante. Em FitForTravel encontra conselhos de saúde e prevenção de doenças específicas de cada país (em língua inglesa).

VIAGEM PARA O JAPÃO

Voe para Tóquio, Kansai ou Osaka com a TAP (tel.: 707 205 700) e a JAL, via Madrid ou Barcelona a partir de 800€. 

Os aeroportos mais importantes e convenientes para viajar para o Japão são:

Ilha de Honshu: ​Narita (Tóquio), Kansai, próximo de Osaka mas que serve toda aquela região incluindo Quioto. 

Outros aeroportos internacionais importantes de Honshu são os de Nagoya, a norte de Osaka, os de Niigata e Sendai, no norte da ilha de Honshu, o sul de Honshu é ainda servido pelo Hiroshima. 

Hokkaido: Sapporo.

Kyushu: Fukuoka e Hiroshima. 

Arquipélago de Okinawa (na zona sub-tropical do Japão) : Naha 

A não perder


  • Hokkaido: Parque Nacional de Shiretoko; Parque Nacional de Daisetsu-Zan; viagem de quebra-gelo no mar de Okhotsk a partir de Abashiri​; estâncias de esqui; ​Parque Nacional de Akan
  • Honshu: Tóquio; Monte Fuji; Nikko; Takayama e Shirakawa Go; Nagano; Koya San​; Nara​; Quioto, Osaka​; Hiroshima e Miyajima
  • Kyushu: Nagasaki; Kokura; Beppu, Fukuoka
  • Ilha de Yakushima
  • Okinawa​; Ishigaki e Iriomote
  • Cenários de Outono (excepto no Japão sub-tropical)
  • Torneio de Sumo
  • Festivais culturais e religiosos

Explorar


Apesar de formado por um conjunto de ilhas principais e outras secundárias e de grande parte do país estar ocupado por montanhas, o super-tecnológico Japão desenvolveu uma rede de transportes quase perfeita com preços a condizer com a qualidade.

VOOS INTERNOS

O país é servido por voos internos JAL (Japan Airlines), ANA (All Nippon Airways) para quase todas as cidades principais que têm, por norma, preços relativamente elevados. A companhia low-cost Skymark opera voos mais baratos de e para cidades de todas as ilhas do arquipélago nipónico

Japan Air Pass

Existe ainda o Japan Airpass, da companhia ANA / Star Alliance que agrega 5 voos internos com desconto e pode ser adquirido pelos visitantes que cheguem ao Japão num voo internacional ANA.

COMBOIO

A forma mais prática e económica de viajar no Japão é uma combinação de comboio e metro (nas cidades) que estão quase sempre ligados aos principais aeroportos. Além de sofisticado e até luxuoso (tem até as suas próprias hospedeiras), o comboio-bala Shinkansen é considerado mais rápido e prático que o avião, para viagens com menos de 600 km mas também não é propriamente barato e deve ser reservado com bastante antecedência, principalmente nos períodos de férias dos japoneses, quando os lugares esgotam em pouco tempo.

Existem 4 tipos de Shinkansen com distintos serviços e preços:

Kodama – pára num maior número de estações

Hikari – pára apenas nas principais cidades

Tsubame – serve a ilha de Kyushu

Nozomi – O mais rápido de todos e também o mais dispendioso

As viagens ferroviárias mais acessíveis são as feitas em comboios mais lentos e que param mais vezes. Exceptuando os casos das estações mais pequenas de zonas menos desenvolvidas do país, existem, com frequência elevadores, e escadas rolantes que evitam esforços maiores com bagagem pesada.

Japan Rail Pass

A companhia nacional ferroviária JR (Japan Railways) criou uma série de passes ferroviários (7,14 ou 21 dias em 1ª ou 2ª classe ) com distintas características que inclui também trechos de autocarros e ferries afiliados. Estes passes permitem diminuir substancialmente o custos das viagens de comboio e passar pelas estações sem parar para comprar bilhetes. Basta mostrar os passes aos funcionários nos torniquetes. Se tiver bagagem mais volumosa, estes funcionários abrem-lhe uma portinhola mais larga para facilitar a passagem. O JR Pass não é válido em nenhum sistema de metro do país.

METRO

Os sistemas de metro mais amplos do Japão são o de Tóquio, seguido do de Osaka. Muitas outras cidades têm os seus próprios sistemas menos abrangentes. Nos principais existe sinalética em inglês (ou, pelo menos, alfabeto latino), também nas máquinas de bilhetes. A organização dos sistemas de linhas –  normalmente por cores – os mapas das estações e saídas e a sofisticação implementada pelas empresas que os gerem permitem à maior parte dos visitantes desenvencilharem-se sem grandes problemas, quase sem terem que questionar os funcionários das estações. Estes, só muito raramente falam inglês.

As viagens de metro podem ser pagas com bilhetes individuais ou com cartões/chips de carregamento electrónicos lidos pelos torniquetes. Existem quase sempre elevadores e escadas rolantes que evitam esforços maiores com a bagagem pesada.

Os sistemas de transportes públicos interrompem o seu serviço por volta da meia-noite ou 1 da manhã e retomam-no às 5 da manhã.

ALUGUER DE VIATURA

Justifica-se o aluguer de um carro apenas para visitar as atracções do interior rural ou natural provavelmente menos percorridas por comboio e autocarros.

O preço mais baixo (por exemplo para um Mazda Demi 1.3 gasolina; 5 lugares) ronda os 44€ para 12 horas já com seguro incluído. Deve somar a esta despesa entre 22€ a 45€ de gasolina diários consoante os quilómetros que percorrer. Tenha ainda em atenção que grande parte dos carros têm mudanças automáticas e volante à direita. A condução faz-se pela esquerda.

Tudo isto é algo complexo de início mas, passada a fase de habituação, a condução é, no Japão, extremamente fácil e segura.

AUTOCARRO

Autocarros de Longa Distância: O sistema ferroviário japonês é de tal forma extenso e funcional que a necessidade de recorrer a esta solução é rara. De qualquer maneira, os veículos e o serviço pouco diferem do que existe no Ocidente.

Autocarros urbanos: as estações ficam quase sempre na proximidade das estações de comboio e podem ter distintos sistemas de pagamento incluindo depositar moedas numa caixa junto ao condutor quando a entrada é feita pela frente. Ou tirar bilhetes de uma máquina. Neste caso, deverá existir um número no bilhete que deverá comparar com o que constar num painel na dianteira em conjunto com o número da estação em que sair para apurar o valor que deverá deixar no mesmo tipo de caixa, junto ao condutor.

Quando ir


As melhores alturas para visitar o Japão são a Primavera e o Outono, quando as temperaturas são mais amenas. O início do Verão (Maio e Junho) traz fortes chuvas de monção – tsuyu. Os meses seguintes são agradáveis na montanha mas muito húmidos nas zonas planas. O Outono tem a vantagem acrescida de proporcionar uma paisagem natural vermelho-amarelada fabulosa que antecede a queda da folha. A partir do meio de Dezembro e até Março, o mais certo é encontrar paisagem nevada com temperaturas que podem baixar bastante dos zero graus, principalmente na ilha de Hokkaido e nas povoações de maior altitude das montanhas nipónicas.

Dinheiro e Custos


A moeda local é o Iene (JPY). Vai encontrar caixas ATM por todo o país, até há algum tempo, só algumas colocadas estrategicamente em aeroportos, estações de comboio, metro e estações de correio permitiam levantamentos com cartões de crédito estrangeiros mas essa restrição tem vindo a diminuir ao longo dos anos. O Japão é um dos países mais dispendiosos do Mundo, ainda mais quando o Iene entra em períodos de valorização contra a maior parte das moedas. Conte gastar um mínimo absoluto de 80€ por dia, isto alojado num hotel cápsula ou dormitório de guest-house simples das maiores cidades, a fazer refeições nas cadeias de restaurantes mais populares como a Yoshinoya – muito famosa entre jovens visitantes estrangeiros – ou a comprar comida em supermercados. 

Este valor aumenta exponencialmente de cada vez que tiver que voar, viajar de comboio ou ferry ou pagar uma entrada para uma qualquer atracção.

ALOJAMENTO

As estadias mais acessíveis são as reservadas nas guest houses para mochileiros e nos hotéis cápsula, custam a partir de 30€ por noite, por pessoa. Os International Youth Hostels são normalmente muito bem equipados mas relativamente mais dispendiosos, em média 60€ a 90€ por pessoa, por noite.

ALIMENTAÇÃO

Uma água de meio litro custa cerca de 1€. Uma refeição completa pode custar entre os 8€ de um prato de ramen na cadeia Yoshinoya e os muitas centenas de euros nos melhores restaurantes nipónicos. Refeições pré-cozinhadas bento mais baratas podem ser compradas em supermercados e lojas de conveniência mas, por norma, estão impregnadas de conservantes.

INTERNET

O Japão é dos países mais desenvolvidos do mundo no que diz respeito a acesso a Internet. Vai encontrá-la por todo o lado, na maior parte das situações, gratuita e de grande velocidade de navegação. Nas grandes cidades, são muitos os moradores e donos de negócio que deixam as suas redes supostamente privadas abertas e, como se não bastasse, os hotspots gratuitos abundam.

Caso não consiga acesso gratuito, os Internet cafés são um modo de vida no Japão. Algumas pessoas chegam a dormir neles em poltronas rebatíveis, com acesso fácil a bebidas e a comida servidas por máquinas. Podem ainda ler livros de manga ou dedicar-se aos videojogos para passar o tempo. O custo de permanência nestes Internet Cafés ronda os 3€ por hora. Alguns estabelecimentos fazem promoções para atrair clientes para o período nocturno. 

Outra solução são os cartões SIM com acesso à Internet que podem ser obtidos de um sem número de empresas ou outros dispositivos que asseguram Wi-fi onde quer que vá e, no Japão, vai encontrar muitos mais que as convencionais pens (USB sticks). Qualquer loja de comunicações terá as soluções tecnológicas mais revolucionárias. O mais complicado deverá ser obter explicações mais aprofundadas em inglês.