Hiroxima, Japão

Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz


Para cá e para lá
Transeuntes cruzam-se no jardim do Parque Memorial da Paz de Hiroxima.
A Dome
Catedral A-Dome vista à distância, através do Cenotáfio Memorial.
A Resistente A Dome
A Dome no fundo do Jardim do Memorial da Paz.
Ruína A Dome
Pormenor da Cúpula A-Dome (Genbaku Dome), um edifício cuja estrutura resistiu à explosão da Little Boy, com epicentro a algumas centenas de metros.
De Passagem
Moradores passam em frente à Cúpula Genbaku, ruínas do único edifício que não foi arrasado pela explosão da Little Boy.
Cartas da Paz
Amigos jogam às cartas num banco do Memorial da Paz de Hiroxima
Monumento da Paz das Crianças
Monumento da Paz das Crianças, erguido no Memorial da Paz de Hiroxima.
A Destruição
Visitante do Museu do Memorial da Paz confronta a imagem de devastação de Hiroxima após o rebentamento da bomba atómica Little Boy.
A Hora
Visitantes do museu do Memorial da Paz observam a imagem de um relógio que parou à hora da explosão atómica sobre Hiroxima.
A aniquilação
Visitantes do Museu do Memorial da Paz contemplam a devastação de Hiroxima após o rebentamento da bomba atómica Little Boy.
Maquete da destruição
Maquete de Hiroxima após o rebentamento da bomba atómica
Metamorfose da A Dome
Painel explica a história da cúpula A-Dome, ruína do velho Salão Prefectural da Promoção Industrial de Hiroxima.
hiroxima-cidade-rendida-paz-japao-militar
Militar deixa o cenotáfio que abriga os nomes de todas as vítimas directas e indirectas do ataque nuclear a Hiroxima.
hiroxima-cidade-rendida-paz-japao-museu
Fachada do Museu do Memorial da Paz
A Bomb
Japonês lê o painel explicativo da cúpula A-Dome.
Rio Ota
Cenário de Hiroxima percorrida pelo Ota, um de vários rios que a atravessam.
Sino evocativo
Pormenor da data da tragédia num Sino da Paz, um dos muitos monumentos do Parque Memorial de Hiroxima.
Recreio abrigado
Crianças brincam nos Sinos da Paz, mais um dos monumentos do Parque da Paz de Hiroxima
Visita de Estudo
Estudantes convivem sentados no exterior do Museu do Memorial da Paz.
Visita ao passado
Filha de sobrevivente de Hiroxima visita o cenotáfio do Memorial da cidade.
Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.

Não fosse pelo seu passado marcante e nunca seria prioritária a descoberta desta urbe populosa do oeste de Honshu, a maior ilha do Japão.

Como qualquer forasteiro, chegamos intrigados quanto às cicatrizes históricas que viríamos encontrar. Estávamos conscientes que mais de seis décadas tinham decorrido desde a sua destruição massiva.

A chegada de comboio-bala (shinkansen) a uma estação sofisticada local que abrigava vários comboios similares dizia-nos mais do lado futurista do Japão. O cenário urbano em redor pouco ajudava.

Viagem de Eléctrico à Bordo do Passado de Hiroxima

Pedimos indicações para chegamos à paragem de autocarro. Um velho eléctrico verde e amarelo aproxima-se com o número que devemos apanhar. Quando subimos, viajamos, por fim, a bordo do passado da cidade.

A Hiroden, a companhia que os explora e aos autocarros da cidade, estabeleceu-se em 1910. No início de 1945, operava já dezenas de eléctricos. Apenas quatro sobreviveram à 2ª Guerra Mundial mas a construção de um metropolitano revelou-se demasiado dispendiosa (Hiroxima está situada num delta).

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Cenário de Hiroxima percorrida pelo Ota, um de vários rios que a atravessam.

De acordo, as autoridades optaram por reforçar os transportes à superfície. Compraram eléctricos antigos a cidades vizinhas. Hoje, combinam o seu serviço com o de outros mais modernos.

É fim de semana. Passamos por um estádio de basebol à pinha. Ao longe, vemos a réplica do castelo medieval da cidade. Mais cedo do que estimávamos, uma voz feminina de tom juvenil, à boa moda nipónica, anuncia-nos a paragem de saída.

Atravessamos a mesma avenida por que o eléctrico prosseguiu. Já do lado oposto, damos com o Parque do Memorial da Paz. E, numa absoluta solidão arquitectónica e temporal, com as ruínas da Cúpula de Genbaku, à beira do rio Aioi.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Moradores passam em frente à Cúpula Genbaku, ruínas do único edifício que não foi arrasado pela explosão da Little Boy.

O Bombardeamento Avassalador que Ditou o Término da 2ª Guerra Mundial

À época da explosão da bomba Fat Boy, este edifício funcionava como o Salão de Promoção Industrial de Hiroxima. A sua resistência à explosão continua a surpreender os cientistas.

Devido à intensidade do vento, a tripulação do B-29 Enola Gay falhou o alvo definido, uma ponte próxima do rio Aioi. A detonação da Little Boy deu-se a 580 metros do solo, como predeterminado, mas cerca de 240 metros ao lado do ponto escolhido.

Horas da detonação, Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Visitantes do museu do Memorial da Paz observam a imagem de um relógio que parou à hora da explosão atómica sobre Hiroxima.

Mesmo assim, a cerca de 100 metros de distância, estima-se que a pressão provocada sobre o edifício tenha sido de 35 toneladas por m².

Num raio de 2 km, quase nenhuma estrutura ficou de pé. A destruição generalizada verificou-se até 12 km².

Neste espaço e fora dele, entre 70 a 80 mil habitantes, (cerca de 30% da população de então) morreu de imediato. Outros tantos habitantes ficaram feridos. E sabe-se que o urânio (U235) utilizado era ineficiente e que só 1.68% do material presente na bomba fissionou.

Monumento da Paz das Crianças, Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Monumento da Paz das Crianças, erguido no Memorial da Paz de Hiroxima.

Outras cidades japonesas, incluindo Quioto foram consideradas alvos possíveis. Hiroxima viu-se condenada por acolher um importante arsenal do exército e um porto no seio de uma vasta área industrial urbana.

Para mais, era cercada de colinas o que contribuiria para aumentar os efeitos da explosão e convencer o Japão a render-se incondicionalmente, de acordo com a Declaração de Potsdam.

O Parque da Paz de Hiroxima. Um Memorial Verdejante de um Japão em Ruína

Atravessamos o rio e o parque verdejante.

Caminhamos entre grupos de crianças japonesas que as escolas fazem questão de levar ao memorial para as elucidar sobre o período mais tenebroso da história nipónica.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Vista do Parque Memorial de Paz de Hiroxima com a Cúpula A-Bomb ao fundo.

Como é de esperar, a inocência das suas idades impede-as de assimilar o significado daquele lugar. Muitas, entregam-se a brincadeiras endiabradas em redor dos monumentos e perturbam os pensamentos e as orações de visitantes que continuam a sofrer com a perda de familiares ou tão só da honra japonesa.

Entramos no museu. Por três longas horas, ficamos entregues ao silêncio lúgubre das suas salas, aos mapas, aos vídeos, aos vestígios distorcidos e transformados de outras formas pela explosão e seus efeitos. E aos cenários reconstituídos do terror vivido pela cidade.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Maquete de Hiroxima após o rebentamento da bomba atómica

Nesse tempo, a abundância de informação simplificada permite-nos também saber e compreender vários aspectos surpreendentes da tragédia: o facto de os radares japoneses terem detectado os aviões uma hora antes do bombardeamento e terem optado por não enviar caças para os tentar interceptar por serem apenas três e a força aérea nipónica precisar de poupar combustível.

Inteiramo-nos também do destino incrível de Eizo Nomura que sobreviveu a apenas 170 metros do hipocentro (hoje marcado no chão como um monumento) por se encontrar na cave de um edifício anti-sísmico de betão reforçado.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Pormenor da Cúpula A-Dome (Genbaku Dome), um edifício cuja estrutura resistiu à explosão da Little Boy, com epicentro a algumas centenas de metros.

E o drama comovente de Sadako Sakai, a menina que tinha dois anos quando se deu a explosão e a quem foi, nove anos depois, diagnosticada leucemia.

Sabe-se que Chizuko Hamamoto, a sua melhor amiga, a visitou no hospital. E que, a fazer fé na crença popular japonesa de que um cisne concederá um desejo a quem dobrar 1000 cisnes de origami, ofereceu a Sadako o primeiro.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Crianças brincam nos Sinos da Paz, mais um dos monumentos do Parque da Paz de Hiroxima

À data, Sadako tinha apenas um ano de vida. Diz-se que dobrou 644 cisnes de origami antes de falecer e que os seus amigos completaram os restantes e os enterraram junto com a menina.

A Sobrevivência Castigadas dos hibakuskas, os Vitimados de Hiroxima

Regressamos ao exterior. Encontramos duas idosas nipónicas em meditação junto à estátua das crianças da bomba atómica. Questionamo-nos se não serão hibakushas – sobreviventes do ataque nuclear. A sua idade e a sua postura compenetrada e comovida levam-nos a crê-lo.

Em 2010, o governo japonês reconhecia 227.565 hibakushas, em grande parte a viver ainda no Japão e, muitas, em Hiroxima.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Militar deixa o cenotáfio que abriga os nomes de todas as vítimas directas e indirectas do ataque nuclear a Hiroxima.

Destes, 1% sofriam de doenças causadas pela radiação. Todos os sobreviventes recebem um apoio financeiro mas o apoio médico e financeiro prestado aos últimos é especial. Como é especial, de uma forma negativa, o seu estatuto social encoberto.

Durante décadas, o desconhecimento acerca dos efeitos da radiação levou a que os hibakusha fossem discriminados por receio de contágio e hereditariedade das doenças. Essa questão desvaneceu-se à medida que as vítimas, todas idosas, faleceram.

Horas da detonação, Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Pormenor da data da tragédia num Sino da Paz, um dos muitos monumentos do Parque Memorial de Hiroxima.

A Quimera da Paz Nuclear Propagada pela Hiroxima em Paz

É outra das heranças problemáticas que Hiroxima tenta ultrapassar. Em 1949, por iniciativa do seu mayor, o parlamento japonês declarou Hiroxima Cidade de Paz.

Desde então, tornou-se numa sede apetecível para conferências internacionais sobre a paz e outros assuntos sociais. De acordo, a Universidade local fundou, em 1998, um Instituto da Paz de Hiroxima.

Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão

Amigos jogam às cartas num banco do Memorial da Paz de Hiroxima

À data deste texto, o edil actual de Hiroxima era o Presidente dos Mayors for Peace, uma organização que tem como fim mobilizar as cidades e os seus cidadãos para a abolição e eliminação de todas as armas nucleares até 2020.

E à data da última revisão do artigo, Maio de 2020, esse objectivo continuava por cumprir.

Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Coron, Busuanga, Filipinas

A Armada Japonesa Secreta mas Pouco

Na 2ª Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
DMZ, Dora - Coreia do Sul

A Linha Sem Retorno

Uma nação e milhares de famílias foram divididas pelo armistício na Guerra da Coreia. Hoje, enquanto turistas curiosos visitam a DMZ, várias das fugas dos oprimidos norte-coreanos terminam em tragédia
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.
Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado a Formosa. Passados quase 500 anos, mesmo insegura do seu futuro, Taiwan prospera. Algures entre a independência e a integração na grande China.
Pearl Harbor, Havai

O Dia em que o Japão foi Longe Demais

Em 7 de Dezembro de 1941, o Japão atacou a base militar de Pearl Harbor. Hoje, partes do Havai parecem colónias nipónicas mas os EUA nunca esquecerão a afronta.
Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Safari
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com subida ao Ice Lake (4620m).
Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa – Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Cidades
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Jardin Escultórico, Edward James, Xilitla, Huasteca Potosina, San Luis Potosi, México, Cobra dos Pecados
Cultura
Xilitla, San Luís Potosi, México

O Delírio Mexicano de Edward James

Na floresta tropical de Xilitla, a mente inquieta do poeta Edward James fez geminar um jardim-lar excêntrico. Hoje, Xilitla é louvada como um Éden do surreal.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Alasca, de Homer em Busca de Whittier
Em Viagem
Homer a Whittier, Alasca

Em Busca da Furtiva Whittier

Deixamos Homer, à procura de Whittier, um refúgio erguido na 2ª Guerra Mundial e que abriga duzentas e poucas pessoas, quase todas num único edifício.
MAL(E)divas
Étnico
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Glamour vs Fé
História
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia
Ilhas
Brava, Cabo Verde

A Ilha Brava de Cabo Verde

Aquando da colonização, os portugueses deparam-se com uma ilha húmida e viçosa, coisa rara, em Cabo Verde. Brava, a menor das ilhas habitadas e uma das menos visitadas do arquipélago preserva uma genuinidade própria da sua natureza atlântica e vulcânica algo esquiva.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Vulcao dos Capelinhos, Misterios, Faial, Açores
Natureza
Vulcão dos Capelinhos, Faial, Açores

Na Pista do Mistério dos Capelinhos

De uma costa da ilha à opostoa, pelas névoas, retalhos de pasto e florestas típicos dos Açores, desvendamos o Faial e o Mistério do seu mais imprevisível vulcão.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Hipopótamo na Lagoa de Anôr, Ilha de Orango, Bijagós, Guiné Bissau
Parques Naturais
Ilha Kéré a Orango, Bijagós, Guiné Bissau

Em Busca dos Hipopótamos Lacustres-Marinhos e Sagrados das Bijagós

São os mamíferos mais letais de África e, no arquipélago das Bijagós, preservados e venerados. Em virtude da nossa admiração particular, juntamo-nos a uma expedição na sua demanda. Com partida na ilha de Kéré e fortuna no interior da de Orango.
Moscovo, Kremlin, Praça Vermelha, Rússia, rio Moscovo
Património Mundial UNESCO
Moscovo, Rússia

A Fortaleza Suprema da Rússia

Foram muitos os kremlins erguidos, ao longos dos tempos, na vastidão do país dos czares. Nenhum se destaca, tão monumental como o da capital Moscovo, um centro histórico de despotismo e prepotência que, de Ivan o Terrível a Vladimir Putin, para melhor ou pior, ditou o destino da Rússia.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Praias
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Forte de São Filipe, Cidade Velha, ilha de Santiago, Cabo Verde
Religião
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Cabine lotada
Sociedade
Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. O imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Manada de búfalos asiáticos, Maguri Beel, Assam, Índia
Vida Selvagem
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT