Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês


Kallur na névoa
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Miradouro natural
Casal admira o povoado de Trollanes de um cimo no trilho para Kallur.
Sydradadur Vista do Ferry
Vista de Sydradadur por uma escotilha do M/F Sam, o ferry que liga Klaksvik a Kalsoy.
No Limiar
Sara Wong no cimo de um dos penhascos relvados de Kallur.
Na ponte de comando
Sámal Petur Grund, comandante do ferry M/F Sam que liga Klaksvik a Sydradadur, já em Kalsoy.
Crista-de-Kallur-Kalsoy-ilhas faroe
Caminhantes percorrem uma crista de Kallur, a pouca distância da do farol.
Estátua-da-mulher-foca-de-Mikladalur-ilhas Faroe
Estátua da mulher-foca Kópakonan, no mar dos fundos de Mikladalur.
Galinheiro-em-Trollanes-Kalsoy-Ilhas Faroe
Galinheiro em Trollanes, no limiar norte de Kalsoy.
No caminho certo II
Casal numa meia-encosta do trilho liga Trollanes a Kallur.
Espera que desespera
Cães-pastores das ilhas Faroé aguardam, impacientes, que os donos os levem para o trabalho com o rebanho, em Trollanes.
No caminho certo III
Casal numa meia-encosta do trilho liga Trollanes a Kallur.
Passeio em Trollanes.
Sara Wong na rua principal de Trollanes,
No caminho certo I
Panorâmica do trilho entre Trollanes e Kallur.
Ovelhas na névoa
Ovelhas quase perdidas em névoa no trilho que liga Trollanes a Kallur
Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.

Partimos da capital Torshavn quase tão cedo quanto tínhamos planeado e de sobreaviso para a eventualidade de o pequeno ferry que liga Klaksvik – a segunda cidade da nação – à ilha vizinha de Kalsoy poder não chegar para todos os candidatos.

Às 8h45, decorrida de mais de uma hora de viagem pela alpondra geológica de que são feitas as Faroés, ainda debaixo de chuva, chegamos ao porto. Somos os terceiros na fila de veículos por embarcar.

Com um lugar tanto no pódio como no barco assegurado, ensonados de cansaço e de mais um despertar madrugador, deitamos os bancos, activamos os despertadores dos telefones e deixamo-nos dormir.

Quando voltamos a despertar, pouco antes das dez, já estão sete carros na fila do ferry M/F Sam, ainda bem longe do limite de dezasseis. Todos eram alugados, conduzidos por estrangeiros. Estacionamos o nosso consoante as intruções do arrumador de serviço. Logo, subimos para a plataforma destinada aos passageiros e ao comandante.

Vista de Sydradadur do interior do ferry M/F Sam, Ilhas Faroé

Vista de Sydradadur por uma escotilha do M/F Sam, o ferry que liga Klaksvik a Kalsoy.

A Travessia Suave para Kalsoy, a Bordo do Ferry M/F Sam

O M/F Sam, uma espécie de balsa artilhada, faz-se ao mar liso que preenche o fiorde em que se instalou a cidade. Deixa para trás a ilha de Bordoy e dá início à travessia para Sydradadur, o porto de destino já na ilha de Kalsoy. Navegamos por águas protegidas pelos caprichos insulares do território faroês que a quase ausência de vento mantinha lisas.

Apreciamos o casario de Klaksvik enquanto a distância e a névoa o reduzia a um quase nada. Quando essa mesma longura tornou as margens difusas, fazemos uma visita à ponte de comando.

Uma mulher de feições asiáticas tagarelava com o comandante em faroense, num diálogo arrastado que nos deixava mais e mais intrigados. Por fim, a senhora pressente que também queríamos falar com o comandante e aborda-nos em jeito de passagem de testemunho proselitista. “Vão a Kallur, certo? Ao meio-dia, há missa em Mikladalur. Se puderem, juntem-se a nós.” Agradecemos o convite mas ficamo-nos por aí.

A Ligação Faroense-Portuguesa do Comandante Sámal Petur Grund

Abordamos o comandante, um homem sessentão de cabelo e bigode brancos e olhos de um azul bem vivo. Sámal Petur Grund, assim se chamava, não perde tempo a apurar de onde vínhamos. “De Portugal? A sério? Não vemos cá muitos de vocês! Sejam bem-vindos.

Sabem que eu tenho uma enorme admiração por Portugal, aliás… até é possível que eu exista devido a Portugal. Porquê? Olhem, durante os anos 60 e 70 o meu pai fez a vida dele a pescar bacalhau aqui nas Faroé, na Islândia e na Gronelândia e a ir vendê-lo a Portugal.

Ele já não está vivo mas, pelo que sei, vocês continuam a comer bacalhau em quantidades incríveis.” Confirmamos a sua suposição e prolongamos a conversa o mais que podemos. Não muito.

Sámal Petur Grund, comandante do ferry M/F Sam que liga Klaksvik a Sydradadur, Kalsoy, Ilhas Faroé

Sámal Petur Grund, comandante do ferry M/F Sam que liga Klaksvik a Sydradadur, já em Kalsoy.

De Sydradadur a Trollanes, túnel atrás de túnel

Sydradadur aproximava-se. O comandante viu-se na iminência da atracagem E, nós, na urgência de descermos para o carro a tempo de desembarcarmos e desbloquearmos os restantes.

Uns minutos depois, já percorríamos a estrada costeira que segue da ponta sul ao extremo norte da ilha, numa caravana espontânea formada por todos os carros que seguiam a bordo.

À imagem de tantas outras ilhas do arquipélago, sucessivos movimentos tectónicos e a erosão enrugaram a delgada Kalsoy. Como tal, só uma sucessão de túneis rústicos de montanha nos permitia a todos chegar a Trollanes, a última paragem da estrada e o ponto de partida para a caminhada que estávamos prestes a inaugurar.

Um derradeiro túnel deixa-nos de frente para um vale amplo e verdejante. Trollanes surgia anichada num recanto à beira-mar. Prendados com uma meteorologia bem mais favorável que a que tínhamos tido até então, decidimos deixá-la para a volta.

Casal admira vista sobre o vale de Trollanes, Kalsoy, ilhas Faroé

Casal admira o povoado de Trollanes de um cimo no trilho para Kallur.

A Caminhada Deslumbrante-Verdejante entre Trollanes e Kallur

Detemo-nos num parque de estacionamento instalado junto ao início do caminho para Kallur, um trilho meio enlameado que começava por trepar uma encosta por degraus naturais.

Pausamos a marcha no cimo dessa primeira vertente. Daí, contemplamos o vale e o litoral rugoso em formato panorâmico. Vislumbramos ainda os contornos longínquos de Kunoy, a ilha a leste, perdidos na vastidão do Mar da Noruega.

Retomamos o trilho. Por um bom tempo, ondula por nova meia-encosta até que passa a ascender para as alturas costeiras que buscávamos. Nesse tempo, como é suposto nas ilhas Faroé, cruzamo-nos com ovelhas entregues às suas intermináveis pastagens.

Ovelhas, Kallur, Kalsoy, Ilhas Faroé

Ovelhas quase perdidas em névoa no trilho que liga Trollanes a Kallur

Umas são pretas, outras castanhas, outras cinzentas, outras de um branco-bastante-sujo e outras ainda malhadas. Habituadas às incursões dos estrangeiros por aquele domínio, os ovinos desprezam-nos. Ao contrário dos quase tão abundantes ostraceiros que desatam numa guincharia infernal sempre que nos aproximamos dos seus ninhos.

O Farol de Kallur, por fim, à Vista

Vencida nova ladeira, enfim, damos com o farol branco e vermelho de Kallur. Ao contrário do que esperávamos, a estrutura impressionou-nos pela sua insignificância, como que rendida à grandiosidade ervada e recortada, rochosa e marinha do cenário em redor.

De um momento para o outro, a ponta noroeste de Kalsoy ganha braços de terra que entram pelo mar em distintas direcções. O farol surge numa orla com precipícios mortais tanto para um lado como para o outro. Já tínhamos lido sobre os perigos e riscos da exploração de Kallur. Ainda assim, a vertigem surpreendeu-nos.

Não fomos os primeiros passageiros do M/F Sam a ali chegar. Um jovem casal britânico fazia as suas fotos a alto ritmo, pressionado pela forte probabilidade de as nuvens baixas retidas pelo penhasco meio-rochoso meio-ervado que se destacava acima do farol nos emboscarem.

Caminhantes em Kallur, ilha de Kalsoy, Ilhas Faroé

Caminhantes percorrem uma crista de Kallur, a pouca distância da do farol.

Dez minutos decorridos, vemo-los deixarem o istmo elevado em que se situava o farol e a percorrerem uma crista concorrente, bem mais longa. Aproveitamos de imediato a nossa vez.

Pé ante pé, com tanto cuidado como receio e a evitarmos espreitar os precipícios que nos ameaçavam de ambos os lados, chegamos à ponta destacada e quase tão vertiginosa, de onde era possível fotografar o farol com o tal penhasco em fundo.

Mas, umas poucas fotos frenéticas depois, as nuvens começaram mesmo a entrar e a despejar uma chuva se intensificou. Lembrámo-nos de imediato que, se a ida já tinha sido complicada, o que seria então o retorno com a névoa e o aguaceiro a esconderem e a enlamearem ainda mais aquele fio da navalha escorregadio.

Os Complicados Caprichos Meteorológicos de Kallur

De acordo, com o mesmo cuidado com que havíamos vindo, mas com as pernas já a tremer da adrenalina, revertemos o caminho para o farol. Abrigamo-nos atrás da sua fachada protegida da chuva, recuperamos a calma e esperamos.

No entretanto, chega um casal chinês com uma criança e apercebem-se de que não se vê nada em redor. Aguardaram cinco minutos e desistem.

Pela experiência meteorológica que já levamos de tantos anos de viagem e de fotografia, tínhamos uma certeza quase absoluta que aquelas nuvens rasteiras não resistiriam muito mais. Tal prognóstico veio a confirmar-se.

Uma brisa súbita levou o manto branco para cima do mar e deixou as nuvens que se seguiam uma vez mais retidas atrás do penhasco.

O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.

O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.

Sós naquela batalha contra o tempo e os elementos, recuperámos a coragem. Mesmo se escorregava já o dobro, voltamos a desafiar o trilho letal. Por sorte, as nuvens hesitaram por quase quarenta minutos. Nessa clemência, fizemos todas as fotos que queríamos: a partir do tal pedestal, do farol e até do declive abaixo que a inclinação parcial e a cobertura de relva nos permitia descer uns bons metros sem cairmos para uma morte marinha mais que certa.

Sara Wong em Kallur, Kalsoy

Sara Wong no cimo de um dos penhascos relvados de Kallur.

Regresso à Segurança Rural de Trollanes

Mal a névoa retomou a invasão, rendemo-nos às evidências. Arrumámos o equipamento nas mochilas e inaugurámos o regresso a Trollanes.

Quando lá chegamos, já não vemos rasto dos restantes estrangeiros. Espreitamos uma plantação murada de ruibarbo, o único vegetal que os faroenses conseguem cultivar ao ar livre. Passamos por uma casa tradicional de madeira em que víamos os moradores pela janela da cozinha, como eles nos conseguiam ver a nós.

Cá fora, alinhados sobre a caixa de uma carrinha pick-up, quatro cães pastores das Faroé, aguardavam impacientes que os donos deixassem o lar e os levassem para a lida das ovelhas da sua satisfação.

Cães-pastores em Trollanes, Kalsoy, Ilhas Faroé

Cães-pastores das ilhas Faroé aguardam, impacientes, que os donos os levem para o trabalho com o rebanho, em Trollanes.

Até então, não tínhamos encontrado nenhum dos 75 habitantes de Kalsoy que decidimos não desperdiçar aquela oportunidade. Sem que o esperássemos, uma criança com os seus três ou quatro anos surgiu da casa. Os cães sentiram que os donos estariam prestes a chegar e começaram a ladrar.

A criança assustou-se com a nossa inesperada presença fotográfica e com o frenesim dos cães. Regressou à protecção do lar.

Nós, aproximamo-nos dos cães e tentamos fazer-lhes festas. Só que, espertos como são estes cães-pastores, por aquela altura já teriam percebido que estávamos a perturbar a rotina da saída dos donos para o campo. Um deles irritou-se e ameaçou uma mordidela. Ficaram por ali as festas.

Boa parte dos faroeses rurais são algo avessos aos turistas que invadem as suas povoações de máquinas fotográficas em riste. Esta família não saiu sequer de casa enquanto por ali cirandávamos.

Trollanes, Kalsoy, Ilhas Faroé

Sara Wong na rua principal de Trollanes,

Investigamos um pouco mais da ínfima Trollanes e encantamo-nos com um galinheiro de pedra que um bando de galináceos apreensivos contornava numa direcção e na outra, consoante a fachada de que aparecêssemos.

Logo, deixamos o vale de Trollanes ao som da banda sonora estridente de seis ou sete ostraceiros que reclamavam a exclusividade da sua beira da estrada.

Em Busca da mulher-foca de Kópakonan

Retrocedemos para o sul de Kalsoy, com as horas contadas para apanharmos a última travessia do dia do M/F Sam rumo a Klaksvik.

Pelo caminho, paramos em Mikladalur, a maior das povoações da ilha, também ela situada num grande vale em forma de U. Já não chegámos a tempo da missa para que a passageira de visual asiático nos convidara.

Em vez, descemos para a beira-mar profunda da aldeia e apreciamos a estátua anfíbia que justificava a paragem de quase todos os visitantes.

Estátua da mulher-foca Kópakonan, Mikladalur, Kalsoy, ilhas Faroé

Estátua da mulher-foca Kópakonan, no mar dos fundos de Mikladalur.

A maré estava vazia. O mar mantinha-se relativamente calmo tendo em conta a ondulação tresloucada que batia aquele litoral feito de penhascos nos piores dias de tempestade. Kópakonan, a mulher foca, destacava-se, assim, a seco, da base de rocha que a sustem, tão sólida como a tradição das lendas folclóricas das ilhas Faroé.

A sua estátua homenageia, aliás, uma das lendas mais conhecidas e intrincadas da nação, de tal forma complexa e longa que teremos que a contar da próxima vez que voltarmos a Kalsoy.

Mykines, Ilhas Faroé

No Faroeste das Faroé

Mykines estabelece o limiar ocidental do arquipélago Faroé. Chegou a albergar 179 pessoas mas a dureza do retiro levou a melhor. Hoje, só lá resistem nove almas. Quando a visitamos, encontramos a ilha entregue aos seus mil ovinos e às colónias irrequietas de papagaios-do-mar.
PN Thingvellir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Magma Geopark, Noruega

Uma Noruega Algo Lunar

Se recuássemos aos confins geológicos do tempo, encontraríamos o sudoeste da Noruega repleto de enormes montanhas e de um magma incandescente que sucessivos glaciares viriam a moldar. Os cientistas apuraram que o mineral ali predominante é mais comum na Lua que na Terra. Vários dos cenários que exploramos no vasto Magma Geopark da região parecem tirados do nosso grande satélite natural.
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Islândia

Ilha de Fogo, Gelo, Cascatas e Quedas de Água

A cascata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades
Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Cidades
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
ocupação Tibete pela China, Tecto do Mundo, As forças ocupantes
Cultura
Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Monte Lamjung Kailas Himal, Nepal, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Em Viagem
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Étnico
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

A Vida Lá Fora

Colonia del Sacramento, Uruguai
História
Colónia do Sacramento, Uruguai

Colónia do Sacramento: o Legado Uruguaio de um Vaivém Histórico

A fundação de Colónia do Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Ilhas
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
PN Tortuguero, Costa Rica, barco público
Natureza
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Mangal entre Ibo e ilha Quirimba-Moçambique
Parques Naturais
Ilha do Ibo a Ilha QuirimbaMoçambique

Ibo a Quirimba ao Sabor da Maré

Há séculos que os nativos viajam mangal adentro e afora entre a ilha do Ibo e a de Quirimba, no tempo que lhes concede a ida-e-volta avassaladora do oceano Índico. À descoberta da região, intrigados pela excentricidade do percurso, seguimos-lhe os passos anfíbios.
Picos florestados, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes
Património Mundial UNESCO
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Personagens
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
Tambores e tatoos
Praias
Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.
Estante Sagrada
Religião
Tsfat (Safed), Israel

Quando a Cabala é Vítima de Si Mesma

Nos anos 50, Tsfat congregava a vida artística da jovem nação israelita e recuperava a sua mística secular. Mas convertidos famosos como Madonna vieram perturbar a mais elementar discrição cabalista.
Sobre Carris
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Sociedade
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Fazenda de São João, Pantanal, Miranda, Mato Grosso do Sul, ocaso
Vida Selvagem
Fazenda São João, Miranda, Brasil

Pantanal com o Paraguai à Vista

Quando a fazenda Passo do Lontra decidiu expandir o seu ecoturismo, recrutou a outra fazenda da família, a São João. Mais afastada do rio Miranda, esta outra propriedade revela um Pantanal remoto, na iminência do Paraguai. Do país e do rio homónimo.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
PT EN ES FR DE IT