Tórshavn, Ilhas Faroé

O Porto Faroês de Thor


Vestaravág a Dobrar
Lado do porto de Tórshavmn de Vestaravág. Em duplicado.
Arquitectura nórdica, a cores
Telhados e fachadas dão mais cor à capital das ilhas Faroe.
Península sem Saída
Adolescentes chegam ao um extremo da Península de Skansapakkhusid.
Pasto como telhados
Casas tradicionais com telhado de turfa e relva.
Penama
Boneco desagasalhado à entrada do restaurante Penama.
Vestaravág à Pinha
Embarcações arrumadas no sector do porto de Vestaravág.
Tagarelice em Tinganes
Duas amigas conversam na base dos edifícios históricos e governamentais de Tinganes.
Ao Balcão
Empregada do restaurante Katrina Christiansen.
Tórshavn Panorâmica
Tórshavn e Nólsoy vistas da encosta da montanha de Húsareyn.
A Catedral de Tórshavn
A velha catedral da capital das ilhas Faroe.
Da Luz para a Sombra
Passageira de um veleiro dirige-se à rua Undir Bryggjubakka.
A Ilha Vizinha
Sol ilumina um istmo da ilha de Nólsoy, em frente de Tórshavn.
O campo em casa
Uma de várias casas tradicionais com telhado de turfa, de Tórshavn.
Barbara Fish House
Empregado trabalha no restaurante Barbara Fish House.
A Remos, pela História das Faroé
Grupo de adolescentes zarpam para um passeio de barco a remos em redor da zona histórica e governamental de Tinganes.
Undir Bryggjubakka
Pedestre entra na rua marginal Undir Bryggjubakka.
Undir Bryggjubakka Iluminada
Edifícios históricos e coloridos que delimitam a rua marginal Undir Bryggjubakka.
Casa Tradicional
Moradora no exterior do seu lar de turfa e erva.
É a principal povoação das ilhas Faroé desde, pelo menos, 850 d.C., ano em que os colonos viquingues lá estabeleceram um parlamento. Tórshavn mantém-se uma das capitais mais diminutas da Europa e o abrigo divinal de cerca de um terço da população faroense.

É sábado. No final boreal de Junho, a tarde passeia-se com a noite, ambas borrifadas por uma chuva miúda que, caída de nuvens baixas e escuras, nos deixam confusos quanto a quantas vai o dia.

Vínhamos de uma boa meia-hora a apreciar e a fotografar o casario, o porto e o cenário que envolve Tórshavn, de uma meia encosta da montanha que a encerra a noroeste, a Húsareyn.

Dali, das imediações do hotel Foroyar que nos acolhia, a cidade estendia-se pela encosta verdejante abaixo, num salpicado de telhados negros e fachadas de todas as cores em que se encaixava o reduto murado do porto.

O canal de mar azulão de Nólsoyarfjordur separava a capital de Nólsoy, uma ilha alongada que em tempos, se terá libertado de Streymoy, aquela que explorávamos, a maior das dezoito que formam o arquipélago das Faroé.

Torshavn, Ilhas Faroe, panorâmica

Tórshavn e Nólsoy vistas da encosta da montanha de Húsareyn.

Fartamo-nos da contemplação das alturas. Ladeira após ladeira, Descemos apontados ao coração urbano de Tórshavn. Assim que chegamos à entrada da rua pedestre Niels Finsens Gota, a urbe que, de longe, nos parecia um cenário subárctico anestesiante, estremecia de vida.

O Festival de Música Ébrio e Escuro de Voxbotn

O Voxbotn, um festival de música predilecto dos jovens das Faroe, desenrolava-se. Uma multidão trajada de negro, alourada e, em boa parte, embriagada partilhava gritos, abraços e outras expressões de euforia que destoavam da tranquilidade habitual das Faroé e da cidade.

Entusiasmava-os a evasão cerimonial do evento. E o ritmo de rap semi-metálico dos Swangah Dangah, um duo da casa, de quase todos se orgulhavam, como estandarte contemporâneo, irreverente da nação faroense, súbdita da monarquia dinamarquesa, se bem que, desde 1948, autónoma e auto-governada.

O hino das ilhas Faroé intitula-se “Tú alfagra land mítt”, algo como “Tu Minha Terra Bela”. Os faroeses sabem bem o quão especial é o seu arquipélago, como estão conscientes do protagonismo histórico que Tórshavn preserva desde os tempos da remota fundação.

Noutras ocasiões, com o Voxbotn já encerrado, em dias solarengos, exploramos o âmago da capital de uma ponta à outra: a velha catedral – a segunda igreja mais antiga do arquipélago – e a rua Bryggiubakki por ela abençoada. Abaixo, a marginal Undir Bryggjubakka.

E a separá-las, uma sequência de prédios de madeira de três andares e águas furtadas de frentes alinhadas pela marina Vestaravág, a metade oeste do porto, quase sempre repleta de veleiros, lanchas e outras embarcações de menor porte.

Com a intempérie já ao largo, encontramos tudo espelhado nas mesmas cores e na perfeição sobre a água escura, gélida e imóvel daquele reduto do norte do Atlântico do Norte.

Vestaravág, Torshavn, Ilhas Faroe

Embarcações arrumadas no sector do porto de Vestaravág.

Caminhada até à Ponta sem Saída de Skansapakkhusid

Prosseguimos ao longo da Undir Bryggjubakka. Chegados ao extremo, encontramos a ponta de Tinganes, a “ponta do parlamento” de Tórshavn e a génese da nacionalidade das Faroé. Hoje, destaca-se do resto da cidade pela uniformidade branca (nas bases) vermelha (acima, até aos telhados) e verde (nos telhados) dos seus edifícios seculares.

Na dianteira do conjunto arquitectónico, sobre uma laje de rocha proeminente, uma bandeira ondulante impinge a quem chega a intensa faroesidade do lugar.

Os primeiros habitantes das Faroes até poderão ter sido celtas provenientes da Irlanda ou da Escócia, eremitas dessas paragens, assim o afiançou o monge irlandês Dicuil na sua obra De mensura orbis terrae. Sabe-se, todavia, que por volta do século IX, os viquingues chegaram e colonizaram boa parte do arquipélago.

Era norma, entre os viquingues fundar o Parlamento da colónia num sítio inabitado, de maneira a garantir a sua neutralidade política.

Quando o estabeleceram em Tinganes, em 850 d.C., ergueram uma das assembleias (Ting) mais antigas à face da Terra, ainda mais antiga que a da Islândia (Thingvellir), essa datada de 930 d.C.. E ergueram ainda a base política da evolução de Thórshavn.

O Rei Olavo, a Cristianização das Ilhas Faroé e o Declínio Viquingue

Por volta de 1035, a era de descoberta e conquista viquingue chegou ao seu término, ditado pela Cristianização imposta pelo rei Olavo, pelo abandono forçado da colónia de Vinlândia – no actual litoral leste do Canadá (Terra Nova).

E por derrotas militares retumbantes, as das batalhas de Stiklestad em que Olavo pereceu e outras em solo britânico, a de Stamford Bridge e a de Hastings.

Torshavn, Ilhas Faroe, catedral

A velha catedral da capital das ilhas Faroé, testemunho histórico da Cristianização quase milenar do arquipélago

Em Tórshavn, o ting de Tinganes deu lugar a um mercado casual que se desenvolveu até que, em 1271, a Coroa Norueguesa a tornou num entreposto comercial importante que comerciava em permanência com Bergen, na costa ocidental da Noruega.

Mesmo assim, o desenvolvimento da remota Tórshavn provou-se lento. Na viragem para o século XVII, contavam-se apenas cento e um habitantes na povoação.

Visitante de Torshavn, Ilhas Faroe, arquitectura

Passageira de um veleiro dirige-se à rua Undir Bryggjubakka.

Eram famílias de agricultores, seus servos, encarregados do entreposto comercial, oficiais governamentais e dezenas de trabalhadores de outras partes que, sem terras, afluíam à cidade esperançados em encontrar trabalho.

Tórshavn: das Tragédias à Prosperidade

A vida em Tórshavn melhorava a olhos vistos mas calamidades imprevistas travaram o progresso.

Em 1673, Thor, o deus da guerra e do trovão que inspira o nome da cidade resolveu fazer das suas. Sem se saber muito bem como, um paiol repleto de pólvora explodiu e fez alastrar um incêndio que arrasou muitas das casas e edifícios até então erguidos.

Torshavn, Ilhas Faroe, rua Undir Bryggjubakka

Pedestre entra na rua marginal Undir Bryggjubakka.

Já sob a Coroa Dinamarquesa, em 1709, o entreposto comercial de Tórshavn passou a servir um monopólio real com base em Copenhaga.

Fruto dessa benesse, a povoação abrigava já trezentos habitantes mas, uma epidemia de varíola assolou-a. Terão sobrevivido menos de cinquenta habitantes.

Torshavn, Ilhas Faroe, Skansapakkhusid

Adolescentes chegam ao um extremo da Península de Skansapakkhusid.

Não obstante, o estatuto de porto do Monopólio Real atraiu novos moradores e comerciantes.

Durante o século XVIII, Tórshavn recuperou a bom ritmo. Ao ponto de se tornar uma cidade nórdica digna desse nome, com os seus armazéns a transbordar de bens que, a meio do século, podiam já ser comerciados com todos os portos disponíveis e viáveis, não só com os pré-definidos pela monarquia dinamarquesa.

Torshavn, Ilhas Faroe, arquitectura

Telhados e fachadas dão mais cor à capital das ilhas Faroe.

Com o tempo e a consolidação da capital até aos seus 21.200 habitantes de hoje – um terço do das ilhas Faroé – a península administrativa de Tinganes evoluiu.

Até se tornar a unidade urbanística actual, aquela porque, continuámos a cirandar, num absoluto deslumbre histórico.

Do nada, três rapazes amigos, vestidos de negro como dita a moda jovem da cidade, irrompem pela pequena península oposta à ocupada pela bandeira faroense, com as proas dos barcos do estaleiro local e o prateado contraluz do mar em fundo.

Na direcção oposta, a bem iluminada, duas amigas tagarelam e põem os níveis de vitamina D em ordem, num banco instalado contra o fundo de pedra de um dos edifícios estatais.

Subimos para o cimo urbanizado do promontório. Cruzamos um pequeno túnel, internamo-nos no complexo de edifícios, alguns deles com mais de quinhentos anos.

Sem pressas, inteiramo-nos da sua configuração e funções. E sentimos a vida pacata do lugar fluir arejada pela brisa marinha.

Torshavn, Ilhas Faroe, edifícios de Tinganes

Duas amigas conversam na base dos edifícios históricos e governamentais de Tinganes.

Tinganes, o Âmago Político e Histórico de Tórshavn

O edifício no extremo absoluto da península de Skansapakkhusid, mais exposto ao mar e às intempéries foi, em tempos, o velho forte de Skansapakkasini. E é, hoje, o Lögtingid, o edifício principal do governo faroês, representado em termos gráficos por um carneiro de língua de fora.

Para o interior, já com telhados típicos e pitorescos de erva, sucedem-se o velho Portugalid, uma antiga prisão e casa do seu guarda. Nas imediações, estão o Munkastovan, um mosteiro em que se realizaram missas, e os adjacentes Leigubudin, um armazém real.

O movimento humano é ténue por estes lados. Passam dois homens, um de fato e gravata, coisa incomum na cidade, pelo que estimamos que se dirijam ao Lögtinget (Logting). Cruzamo-nos ainda com alguns visitantes dinamarqueses de férias. Quando o Reynagardur fica para trás, finda-se a uniformidade do vermelho e verde.

Ali mesmo, encaixada entre o muro branco e a sua casa negra de telhado de turfa e erva e de encantar, uma senhora trata do seu jardim térreo.

Torshavn, Ilhas Faroe, Lar de turfa

Moradora no exterior do seu lar de turfa e erva.

Prosseguimos para a base de Skansapakkhusid, por becos e vielas. Sem que o esperássemos, reencontramos a catedral. Antes de regressarmos à Undir Bryggjubakka e à pedestre Niels Finsens Gota, damos uma derradeira olhadela no sector oriental do porto, o Eystaravág.

Do lado de lá, uma frota de jovens descendentes de viquingues coloca barcos a remos no mar, zarpa península abaixo, contorna a ponta rochosa e a bandeira da sua nação e entrega-se a uma navegação lúdica mas comprometida por parte da rota do ferry que liga Tórshavn à ilha de Nólsoy.

Torshavn, Ilhas Faroe, remo

Grupo de adolescentes zarpam para um passeio de barco a remos em redor da zona histórica e governamental de Tinganes.

A Lenda de Barbara, o “Barbara Fish House” e Outras Experiências Gastronómicas

No entretanto, longe de escurecido, o dia chegava à hora convencionada nestas paragens boreais para o jantar. Com mesa marcada, retrocedemos para o bairrinho antigo na base de Skansapakkhusid, disposto em redor de uma artéria fulcral, a Gongin.

Damos entrada no restaurante “Barbara Fish House”, instalado noutra das várias casas tradicionais com telhado de turfa desta zona.

Mais que nos sentarmos para uma experiência gastronómica, tínhamos inaugurado uma nova incursão ao passado das ilhas Faroé.

Torshavn, Ilhas Faroe, casa tradicional

Uma de várias casas tradicionais com telhado de turfa, de Tórshavn.

De tal maneira emblemática que Jorgen-Frantz Jacobsen, um escritor faroense fez da narrativa que inspirou o baptismo do restaurante uma das suas obras mais famosas”.

O enredo do romance tem lugar no século XVIII. Recupera “Beinta e Peder Arrheboe” uma das Faroé famosa.

Barbara é viúva de dois párocos protestantes, vista por boa parte da comunidade como responsável pelas suas mortes. Quando o navio “Fortuna” atraca, tráz a bordo um novo pároco chamado Poul. Já desembarcado, Poul é avisado sobre o passado de Barbara. Mesmo assim, apaixona-se pela mulher.

Barbara interessa-se por Poul mas cede à atração por outros homens, marinheiros chegados em barcos vindos de longe. Barbara e Poul casam mas, Barbara apaixona-se por Andreas e parte com ele. Andreas vê-se confrontado por Poul e deixa-se persuadir a partir para Copenhaga sem Barbara.

Torshavn, Ilhas Faroe, restaurante Barbara Fish House

Empregado trabalha no restaurante Barbara Fish House.

A história termina com o desespero de Barbara a tentar alcançar o “Fortuna”, em vão, já após o navio ter zarpado rumo à capital dinamarquesa.

Entre repastos noutros restaurantes, no “Barbara Fish House”, comemos uma Fiskasuppa, Torskur e Jákupsskeljar: sopa de peixe, com bacalhau e escalopes. Também um Oda, um mexilhão-cavalo em escabeche.

O menu dos vinhos contava com vinhos espanhóis, franceses e alguns portugueses. Pedimos um Alvarinho que o empregado de mesa, esmerado, mas sem poder fazer milagres no que diz respeito ao português, nos apresenta como proveniente de Melgago, em vez de Melgaço.

Rimo-nos um pouquinho entre nós. Apenas o suficiente para descontraímos do frenesim fotográfico faroês que os dias sem fim do estivo árctico intensificava.

Quase duas horas e meia depois, com o lento lusco-fusco a começar a azular Tórshavn e todo o sul da ilha de Streymoy, recolhemos ao abrigo quase no cimo da montanha do Foroyar.

Nolsoy, Torshavn, Ilhas Faroe

Sol ilumina um istmo da ilha de Nólsoy, em frente de Tórshavn.

Vários dias, várias ilhas das Faroés vizinhas de Streymoy se seguiriam. Caso de Kalsoy, com o seu remoto farol de Kallur.

Mykines, Ilhas Faroé

No Faroeste das Faroé

Mykines estabelece o limiar ocidental do arquipélago Faroé. Chegou a albergar 179 pessoas mas a dureza do retiro levou a melhor. Hoje, só lá resistem nove almas. Quando a visitamos, encontramos a ilha entregue aos seus mil ovinos e às colónias irrequietas de papagaios-do-mar.
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.

PN Thingvelir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.

Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Magma Geopark, Noruega

Uma Noruega Algo Lunar

Se recuássemos aos confins geológicos do tempo, encontraríamos o sudoeste da Noruega repleto de enormes montanhas e de um magma incandescente que sucessivos glaciares viriam a moldar. Os cientistas apuraram que o mineral ali predominante é mais comum na Lua que na Terra. Vários dos cenários que exploramos no vasto Magma Geopark da região parecem tirados do nosso grande satélite natural.
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Stavanger, Noruega

A Cidade Motora da Noruega

A abundância de petróleo e gás natural ao largo e a sediação das empresas encarregues de os explorarem promoveram Stavanger de capital da conserva a capital energética norueguesa. Nem assim esta cidade se conformou. Com um legado histórico prolífico, às portas de um fiorde majestoso, há muito que a cosmopolita Stavanger impele a Terra do Sol da Meia-Noite.
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Balestrand, Noruega

Balestrand: uma Vida Entre Fiordes

São comuns as povoações nas encostas dos desfiladeiros da Noruega. Balestrand está à entrada de três. Os seus cenários destacam-se de tal forma dos demais que atraíram pintores famosos e continuam a seduzir viajantes intrigados.
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
festa no barco, ilha margarita, PN mochima, venezuela
Parques nacionais
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Arquitectura & Design
Fortalezas

O Mundo à Defesa – Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades
Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão
Cidades
Hiroxima, Japão

Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz

Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Manhã cedo no Lago
Étnico

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
História
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Ilhas
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Uma Busca solitária
Natureza

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Fuga de Seljalandsfoss
Parques Naturais
Islândia

Ilha de Fogo, Gelo, Cascatas e Quedas de Água

A cascata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
Património Mundial UNESCO
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Perigo de praia
Praias

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Casario de Gangtok, Sikkim, Índia
Religião
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Uma espécie de portal
Sociedade

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Patrulha réptil
Vida Selvagem
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.