Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.


Ngawal, a aldeia
Sortido budista
Bandeiras de oração tremelicam ao vento e contra a luz.
Repasto animado
Natureza moribunda
Recenseamento eleitoral é obrigatório
Moldura nepalesa
Mandamentos
Geminação
Duo bovino
Moradora
Vida ao sol
Uma pausa ensolarada
Estupa & Tunel
Estupa vs Annapurna
Fé ao vento
Cor da luz e da fé
Amuleto dourado
Lar budista
Estupa já quase em Braga
Uma velha e elegante estupa, entre Munchi e Braga.
Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.

O banho: esse tema transcendental e quase bélico do Circuito do Annapurna. Intriga os anfitriões nepaleses a urgência dos mochileiros de se banharem. Exasperam-nos as sucessivas exigências por água quente: ao fim de cada dia. Logo após o despertar.

A maior parte dos nativos cresceram a tomar banho de quinze em quinze dias. Os mais velhos, fazem-no, com sorte, de mês a mês. Escapa à sua razão o porquê de os hóspedes implorarem por duches fluídos com água cálida. E, no entanto, quando interrogados sobre se os seus hotéis garantem banhos quentes, seja ou não verdade, prometem-nos.

Assim nos tínhamos decidido instalar na Ngawal Mountain Home, à entrada da povoação em vez de no seu centro. Uma hora após o check-in, estávamos deitados. Cobertos pelos sacos-cama polares e por todos os cobertores que o quarto oferecia, a tentarmos recuperar de uma inesperada hipotermia.

“Os alemães tomaram há pouco. Parece que estava bom!” assim nos incentivou o nepalês de serviço na pousada. Metemo-nos no duche, pensávamos que em segurança. Decorridos três minutos, ainda ensaboados, sentimos a água a passar de morna a gélida. Vemo-nos forçados a continuar o banho a uns cruéis 0º (ou lá perto) e a nos enregelarmos ainda mais no regresso ao quarto. Quando lá reentramos, estamos a tiritar que nem varas verdes. Só após meia-hora de recobro acamado  recuperamos o normal controlo dos movimentos. Ainda a tempo do jantar.

À Descoberta de Ngawal

Dormimos cedo. Acordamos mais tarde do que queríamos numa segunda-feira radiante. Saímos na direcção do casario de pedra e adobe que víamos à distância. Já em pleno reduto habitacional, encontramos uma das várias estupas da aldeia.

Na sua base, uma escadaria desenrolava-se encosta acima, a perder de vista, decorada por uma colónia multicolor de bandeirinhas budistas de oração que tremelicavam ao vento. Havia ainda um letreiro que com três avisos em inglês de “notice” e o dobro dos pontos de exclamação alertava para a entrada do Nar-Phoo trekk, uma derivação do circuito Annapurna que ascendia aos 5300 metros de altitude do desfiladeiro de Kang-La.

Ngawal, circuito Anapurnna, Nepal

Panorama de Ngawal, com os montanhas Anapurnna em fundo.

Ficamo-nos pela escadaria. Pouco depois de meio, abandonamo-la para a encosta abrupta em que ziguezagueamos com cuidados redobrados para evitarmos rebolar por ali abaixo. Mesmo antes de chegarmos a um ponto de observação que nos parece ideal, fazemos soltar uma grande pedra tão arredondada quanto instável. O calhau ganha ímpeto. Rola na direcção das casas mais próximas e da estrada por que tínhamos entrado na aldeia e em que víamos cirandar alguns vultos.

Por momentos, fazemos fé em que se deteria na falda. A gravidade acelera-o de tal forma que o imaginamos a entrar por uma casa adentro e, a nós, a fugirmos de uma turba nepalesa em fúria. Por sorte, a rocha acaba por se estatelar entre o mosteiro e uma outra estupa. Sem danos. O alívio faz-nos apreciar o cenário abaixo e por diante com prazer redobrado.

De Volta ao Sopé de Ngawal

Ngawal estende-se numa área plana mas elevada do vale, sobranceira ao leito do rio Marsyangdi e à pista do aeródromo local que se aninha aos pés da cordilheira dos Annapurnas, ali, já da montanha Annapurna III, com a Gangapurna a sugerir-se a oeste. Como a víamos daquele ponto panorâmico, era formada por um núcleo de telhados lisos de argila e palha, cada qual com o seu estandarte budista a esvoaçar ao vento.

Bandeiras de oração, Ngawal, circuito Anapurnna, Nepal

Bandeiras de oração tremelicam ao vento e contra a luz.

Regressamos à escadaria e descemos para às ruelas ainda semi-solarengas da povoação. Como tínhamos feito nas aldeias para trás, lá admiramos o dia-a-dia arrastado dos poucos habitantes e os detalhes arquitectónicos dos lares e edifícios religiosos: as janelas coloridas com molduras recortadas, os alpendres e varandins que se abrem para a atmosfera pura dos Himalaias e garantem aos moradores uma supremacia sempre útil face às ruas contíguas.

Aproximamo-nos do maior hotel de Ngawal, bem destacado no seu âmago. Duas senhoras nepalesas de alerta para a chegada de turistas insistem em impingir-nos o pequeno-almoço que já trazíamos tomado. Continuamos a deambulação por mais meia-hora até que decidimos resgatar as mochilas grandes da Ngawal Mountain Home e avançarmos até à povoação que tínhamos prevista para o novo fim de dia.

Nativa, Ngawal, circuito Annapurna, Nepal

Anciã de Ngawal no alpendre da sua casa.

Ngawal, a Caminho de Braga.

Mal passamos o portão da propriedade, esbarramos com Fevsi. Tínhamo-lo deixado, ao alemão Josh e ao casal ítalo-espanhol Edu e Sara em Ghyaru. Nessa manhã, Josh retrocedera em busca do permit do circuito de que se esquecera em Chame. Edu e Sara já tinham passado para diante. Fevsi, caminhava sozinho no seu encalço. Saudamo-lo agradados por termos companhia.

Enquanto andamos, inteiramo-nos das novidades e entretemo-nos com sucessivos temas, dos relacionados com o circuito à vida de Fevsi na sua terra turca na iminência da Geórgia e até as incursões que fazia a Batumi e a outros litorais do Mar Negro e da antiga república soviética.

Descemos os três do cimo intermédio em que se espraiava Ngawal para o desfiladeiro do Marsyangdi abaixo. Caminhamos ao longo do prolongamento alpino do vale, com os picos bem nevados da cordilheira Annapurna a rasgarem o firmamento azulado. Ao contrário do que acontecera noutros, esse trecho mantêm-se movimentado.

Cruzamo-nos com um grupo de mulheres que trazem as suas crianças da escola. Não tarda, também com dois ou três motociclistas apontados a terras mais baixas. Duas horas depois, contornamos o fundo raiado de uma zona de encosta que quase fechava o vale. O lado de lá revela-nos novo lugarejo e um enfiamento de pequenos restaurantes locais em que, malgrado a proximidade do destino final, optamos por almoçar.

Repasto numa casa de chá de Munchi, Circuito Annapurna, Nepal

Grupo de mulheres almoça e convive numa pequena tea-house de Munchi, a pouca distância de Braga.

O Descanso Merecido de Munchi

Sabe-nos bem pousar as mochilas pesadas como chumbo. Quase tão bem como a tagarelice e os sumos de bagas de espinheiro-mar que bebericamos na esplanada diminuta enquanto esperamos pelos petiscos.

Sentimo-nos reanimados. Mesmo assim, não tão animados como o grupo de nativas instaladas no interior que, na companhia dos proprietários, alternam entre uma conversa matraqueada e ataques desenfreados de riso.

Pequenos pelotões de caminhantes, alemães, israelitas, na sua maioria, dirigidos a Manang, passam por nós e pela estátua dourada de Buda que abençoa a povoação. Conscientes de que pouco faltava para o nosso destino, deixamos arrastar o repasto tardio de sopas, iaque guisado e pão tibetano. Até que o sol cai para trás das montanhas e o calorzinho que nos afagava as faces dá lugar à brisa frígida que, por norma, anuncia a noite.

Pagamos o almoço. Recolocamos as mochilas às costas. Retomamos o serpentear da longa via Manang Sadak que continuava a emular o do Marsyangdi. Vencidas mais umas centenas de metros, damos com uma profusão de tabuletas de beira-de-estrada que indicavam o Ice Lake e uma tal de Milarepa Cave. Por essa altura, não estávamos disso conscientes, mas, viriam a provar-se ambas caminhadas árduas, cruciais para a aclimatização que a conquista do Thorong-La Pass, feita a 5.416 metros de altitude, nos exigia.

O Derradeiro Esforço

Deixamos para trás essas placas e deparamo-nos com uma estupa antiga envolta de bandeiras de oração. No meandro seguinte, cruzamo-nos com quatro ou cinco iaques negros a caminho sabe-se lá de onde.

Por essa altura, o grupo de mulheres que encontrámos em convívio dentro do restaurante de Munchi já quase nos apanhava. Ao perceberem o interesse fotográfico que tínhamos pelos animais, bloqueiam-lhes a marcha até que nos aproximássemos. Mesmo se o proveito fora pouco por os bichos terem, de imediato, debandado, agradecemos-lhes o esforço e a gentileza.

Fevsi continuava a sua caminhada. Encurtamos o espaço que dele nos separava na companhia das mulheres, que falavam algum inglês e seguiam na mesma boa-disposição em que as tínhamos visto pela primeira vez.

As senhoras despedem-se e retomam um passo acelerado que as nossas mochilas nunca nos concederiam. No entretanto, alcançamos Fevsi que, ao invés, tinha reduzido o seu ritmo. Juntamo-nos a ele sobre um novo meandro. Contornamo-lo, uma vez mais curiosos. Até que vislumbramos um mosteiro budista branco e vermelho encaixado a meio de um fim de encosta coroado por penhascos afiados. Só podia ser Braga. Ou Braka, como era também conhecida.

Estupa, Braka, circuito Annapurna, Nepal

Uma velha e elegante estupa, entre Munchi e Braga.

Enfim, Braga

Descemos da vertente que fechava o anfiteatro natural em que se abrigava a povoação para o prado inclinado e semi-encharcado no entremeio. O pasto que ali se exibia bem mais viçoso que na maior parte do Nepal, servia de cama e de alimento a alguns iaques pachorrentos.

Mas não só. Bandos de patos selvagens e outras aves chafurdavam e vasculhavam a relva enlameada em busca de alimento. De tempo a tempo, aterrava um novo bando que reforçava o contingente de visitantes asados.

Ainda estávamos a chegar mas Braga já nos conquistava. Voltamos à Manang Sadak de que nos tínhamos perdido. Percebemos que quase todos os hotéis da povoação surgiam alinhados à beira da estrada.

Esta nova escala do Circuito Annapurna podia até ser bem distinta de Ngawal. O tema premente na altura de escolher a estadia, esse, era o da noite anterior e o de sempre: o banho. O New Yak Hotel – o primeiro que encontramos em Braga – prometia duches aquecidos a gás de botija. Estava ainda servido de uma padaria repleta de tarte de maça e outras pastelarias de fazer água na boca.

Os preços da estadia e da alimentação destoavam pouco do habitual pelo que concordámos num ápice em lá nos instalarmos. Em boa-hora. Os banhos a gás de botija eram raros ao longo do circuito. Ofereciam-nos apenas hotéis que, como o New Yak, tinham conseguido fama online e que, como tal, se mantinham cheios.

Mesmo sem o dramatismo térmico do fim de dia em Ngawal, o duche inaugural volta a desiludir-nos. Ao contrário da Braga do Nepal, que não mais deixaria de nos encantar.

Mais informações sobre caminhadas no Nepal no site oficial do Turismo do Nepal.

Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Circuito Anapurna: 3º- Upper Pisang, Nepal

Uma Inesperada Aurora Nevada

Aos primeiros laivos de luz, a visão do manto branco que cobrira a povoação durante a noite deslumbra-nos. Com uma das caminhadas mais duras do Circuito Annapurna pela frente, adiamos a partida tanto quanto possível. Contrariados, deixamos Upper Pisang rumo a Ngawal quando a derradeira neve se desvanecia.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Circuito Annapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Arquitectura & Design
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Pleno Dog Mushing
Aventura
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
Dia da Austrália, Perth, bandeira australiana
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Uma espécie de portal
Cidades

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Festival MassKara, cidade de Bacolod, Filipinas
Cultura
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
viagem de volta ao mundo, símbolo de sabedoria ilustrado numa janela do aeroporto de Inari, Lapónia Finlandesa
Em Viagem
Volta ao Mundo - Parte 1

Viajar Traz Sabedoria. Saiba como dar a Volta ao Mundo.

A Terra gira sobre si própria todos os dias. Nesta série de artigos, encontra esclarecimentos e conselhos indispensáveis a quem faz questão de a circundar pelo menos uma vez na vida.
Cenário marciano do Deserto Branco, Egipto
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Luzes de Ogimachi, Shirakawa-go, Ogimachi, Japao, Aldeia das Casas em Gassho
História
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Vai-e-vem fluvial
Ilhas
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Inverno Branco
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Manada de búfalos asiáticos, Maguri Beel, Assam, Índia
Natureza
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Mini-snorkeling
Parques Naturais
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso a “A Praia”

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Rio Matukituki, Nova Zelândia
Património Mundial UNESCO
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Personagens
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Aula de surf, Waikiki, Oahu, Havai
Praias
Waikiki, OahuHavai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbor e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.
Wall like an Egyptian
Religião
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Sociedade
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar
Vida Quotidiana
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.