Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol


Bastião Ryukyu
O castelo de Shuri, reconstruído após a 2a Guerra Mundial para recuperar a história Ryukyu de Okinawa.
Superstição mitológica
Pintura de um dragão shisa amuleto num recanto de uma casa de campo.
Sam’s Sailor Girls
Empregadas de mesa do restaurante Sam's Sailor, de Naha.
Muralha de Castelo Ryukyu
Muralha do castelo Zakimi erguido no século XV em pedra calcária.
Dança tradicional
Dançarina Ryukyu actua no castelo Shuri de Naha.
Sanã-de-Okinawa
Estátua gigante de uma ave endémica ameaçada desta ilha destaca-se no Cabo Hedo.
Guardião Ryukyu
Guarda do castelo de Shuri, em trajes tradicionais ryukyu.
Refeições Privativas
Clientes de um restaurante-bar tradicional de Naha.
Japoneses veraneantes
Casal no cimo de uma falésia, com o mar cristalino de Okinawa em fundo.
Petisco marinho
Taça de algas, uma dos trunfos alimentares de Okinawa, alegadamente responsável por a ilha ter a população mais longeva do mundo.
Fast Food Americana à japonesa
Outdoor promove um restaurante A&W de fast food americana nos arredores de Naha.
Mar a fingir
Anfitriã narra informação científica aos visitantes do aquário de Shuraumi, o 2º; maior do mundo.
Passeio no Tempo
Casal prestes a atravessar uma porta do velho castelo de Zakimi, a norte de Naha.
Ciclo-Amizade
Amigas passeiam-se numa aldeia piscatória de Okinawa.
Decoração Venenosa
Cobras preservadas, expostas numa loja de Naha.
A vida veraneante de Okinawa
Cena de rua num recanto colorido da capital de Okinawa, Naha
Estilo Silver 925
Empregada posa ao volante de um Porsche Carrera estacionado dentro da bijuteria em que trabalha.
Esquina de Naha
Taxi passa numa rua colorida de Naha, a capital de Okinawa.
Foto emblemática
Amigas fotografam-se junto a um monumento que homenageia o retorno de Okinawa ao Japão, no cabo Hedo, extremo norte da ilha.
Fruteira
Vendedora de fruta idosa do mercado de Naha
Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

O avião descolou, há minutos, do aeroporto Haneda.

Ganha altitude sobre a baía de Tóquio. Aos poucos, desvenda os arrozais encharcados e o relevo acidentado que preenchem o sudeste de Honshu incluindo, à distância, o imponente monte Fuji.

Até que, já próximo dos 11000 m de altitude, passa a sobrevoar a imensidão do oceano Pacífico e rende-se ao azul do céu e do mar. Para diante, estende-se o longo Nansei-shoto, uma sequência de ilhas que se alinham para sul da extremidade de Kyushu.

Como gigantescas alpondras, estas ilhas conduzem a Okinawa, falham a aproximação a Miyako mas, dali, continuam, ponto atrás de ponto no mapa, até Hateruma-jima, o último estertor territorial nipónico do sul.

Uma hora depois da partida, aterramos em Naha, a capital e principal cidade da província de Okinawa e da vasta região insular em redor.

Vida de rua de Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão

Cena de rua num recanto colorido da capital de Okinawa, Naha.

Um Japão Sem Raízes Nipónicas

Esqueça por momentos tudo o que sabe sobre o país dos imperadores. Esqueça as gueixas e o Sumo, esqueça os ambientes futuristas de néon e gigantescos ecrãs outdoor, esqueça os comboios-bala, as cerejeiras em flor, as paisagens vermelho-amareladas de Outono e as montanhas quase afundadas em neve.

O Japão que lhe vamos revelar fica a mais de 700 km do que conhece e pouco ou nada tem que ver com este seu imaginário.

Arrasada pelos bombardeamentos norte-americanos do fim da 2ª Guerra Mundial, Naha foi rapidamente recuperada. Acolheu uma profusão de edifícios modernos que deram resposta a uma inesperada explosão populacional. Erguido como palácio real, o castelo de Suri continua a ser o seu coração e alma.

Castelo de Shuri em Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão

O castelo de Shuri, reconstruido após a 2a Guerra Mundial para recuperar a história Ryukyu de Okinawa.

Grandioso e elegante, sobressai na paisagem luxuriante como um testemunho arquitectónico e histórico imponente do reino Ryukyu que, entre os séculos XV e XIX, unificou Okinawa e várias outras ilhas a norte e a sul e teve um papel de destaque no comércio marítimo entre o sudeste e o leste da Ásia.

Durante séculos, esta estranha simbiose diplomática foi benéfica para todas as partes e em especial para o reino Ryukyu e para os nipónicos.

As Danças Tradicionais Ryukyunas: Seculares e sem Pressas

É com uma atmosfera dessa época que nos deparamos ao entrarmos no enorme pátio do palácio onde são reencenadas danças tradicionais ryukyuanas. O palco tem como fundo uma tela branca bordada com motivos florais.

Ali, os músicos alinham-se munidos de sanshins (instrumentos comparáveis ao alaúde, mas forrados a pele de cobra) e de flautas.

O ritmo dos primeiros e das sanba (tiras de madeira com funções de percussão leve) define a peculiaridade da música de Ryukyu mas são as flautas que anunciam a entrada em cena das dançarinas.

No acto inicial, surgem uma de cada vez. Trajam quimonos garridos e chapéus hanagasa (em forma de flor), tal como o fundo, decorados com forte inspiração na natureza.

Dançarina Ryukyu Okinawa o Império do Sol, Japão

Dançarina Ryukyu actua no castelo Shuri de Naha

Os seus movimentos, quase sempre sincronizados e tão lentos como graciosos, foram aperfeiçoados segundo a função de cada dança.

Temos a honra de assistir a uma exibição de cada estilo e de apreciar as suas peculiaridades, como têm todos os visitantes do Shuri Castle que as apresenta vezes sem conta.

A Incorporação Forçada no Império Nipónico

Em 1879, o governo Meiji aproveitou fragilidades internas da China (o poder precursor do império nipónico) e anunciou a tomada das ilhas Ryukyu. A medida teve uma oposição apenas diplomática por parte dos chineses que reclamaram a mediação do então presidente dos Estados Unidos Ulysses S. Grant.

Este, ignorou as pretensões dos indígenas e apoiou a posição do governo japonês que, legitimado pelo ocidente, assassinou parte substancial dos políticos e civis que continuavam a opor-se à anexação.

Daí para diante, a cultura japonesa passou a ser imposta como forma de diluir a civilização ryukyuana que, em termos étnicos, sempre foi absolutamente distinta e mais íntima da China que da esfera nipónica.

Mas, apesar de os indígenas terem perdido a sua já comprometida liberdade, o destino, de novo traçado pelos influentes E.U.A. guardava-lhes piores provações.

Estátua de Sanã-de-Okinawa, Japão

Estátua gigante de uma ave endémica ameaçada desta ilha destaca-se no Cabo Hedo

Da Incorporação no Japão à Destruição Generalizada da 2ª Guerra Mundial

Estávamos em Abril de 1945. Várias das ilhas do mar azul-celeste para sul tinham já sido tomadas pelos norte-americanos mas, devido à sua importância estratégica, a conquista de Okinawa era essencial à invasão final do Japão.

De acordo, cento e oitenta mil aliados foram mobilizados para o ataque e cerca de 115.000 japoneses tentaram evitar um desfecho que, o desenrolar furioso da batalha – conhecida por Tufão de Aço pelos ocidentais e por Chuva de Aço pelos nipónicos – tardou a anunciar.

Quatro meses depois, encerradas as hostilidades, Okinawa encontrava-se devastada e mais de um quarto da sua população (cerca de 100.000 pessoas, o mesmo número dos militares nipónicos mortos) havia perecido.

A resistência da ilha foi feroz e destrutiva também para os aliados. De tal maneira que vários historiadores militares acreditam ter levado à decisão dos Estados Unidos de lançar bombas atómicas sobre o Japão para apressar a sua rendição.

Tão ou mais devastadas que Okinawa, Hiroshima, Nagasaki e a quase totalidade do Japão viram-se livres dos norte-americanos em 1953, ano em que foi devolvida ao país a sua soberania.

A Presença Semi-Repelente das Forças Militares dos E.U.A.

Já Okinawa, permaneceu na posse dos ocupantes até 1972. Representa 1% do território nipónico, nos dias que correm, acolher mais de 75% da presença dos Estados Unidos.

A maior parte dos nativos tem dificuldade em aceitar, em especial quanto ocorrem abalos sociais como o de Junho passado em que um trabalhador da base assassinou uma mulher local de 20 anos, duas décadas depois do rapto e violação de uma criança de 12 por três militares norte-americanos.

Ao mesmo tempo, muitos indígenas rejeitam a integração das ilhas Ryukyu no Japão. Outros – os mais preocupados com a debilidade económica da ilha resignam-se. A permanência norte-americana é, aliás, um tema fulcral que determina o resultado tanto das eleições regionais como das nacionais.

À medida que exploramos, os sinais desta ocupação são omnipresentes. Voam caças e helicópteros a toda a hora nos céus de Okinawa.

Enquanto percorremos as suas estradas perfeitas, a única sintonia a que o rádio se mostra fiel é a American Forces Network-Okinawa e cruzamo-nos frequentemente com veículos com matrículas Y, em que os japoneses evitam a todo o custo bater por saberem pertencer aos todos poderosos yankees.

Aquário de Shuraumi, Japoneses veraneantes, Okinawa o Império do Sol, Japão

Anfitriã narra informação científica aos visitantes do aquário de Shuraumi, o 2º; maior do mundo

Especialmente em Okinawa City e no corredor de terra que se estende para oeste, até à Kadena Air Force Base, sucedem-se mais e mais evidências que se concentram de forma singular na Mihama American Village de Chatan.

É este o paraíso shopping-entertainment do norte de Okinawa, um mega-complexo reconhecido à distância pela sua roda panorâmica de Ferris. A atracção emprega mais de três mil locais.

Atrai cerca de um milhão de visitantes por ano, incluindo os militares norte-americanos, sempre fascinados pelas inesgotáveis sugestões de consumo da cultura ocidental e pela atmosfera festiva que se apodera do lugar durante a noite, quando os artistas de rua dão um ar da sua graça.

Restaurante AW, Japoneses veraneantes, Okinawa o Império do Sol, Japão

Outdoor promove um restaurante A&W de fast food americana nos arredores de Naha

Quando o Estilo de Vida Americano contrasta com o Ryukyuano e o Nipónico

Situada em plena capital, com uma aparência nipónica mas muito conteúdo ryukyuano, a avenida Kokusai é a principal artéria de Naha e contrabalança a sul a oferta comercial e de diversão da American Village.

Dela ramificam a longa arcada Heiwa Dori, e o shotengai Makishi, um mercado interior público repleto de peixe fresco, carnes e uma panóplia inesgotável de outros produtos que tanto encantam como surpreendem ou assustam os forasteiros.

Fruteira de Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão

Vendedora de fruta idosa do mercado de Naha.

Vagueamos entre as bancas fascinados com o exotismo tanto das mercadorias como dos vendedores tímidos mas, à sua maneira, bem dispostos.

Aqui e ali, encontramos representantes da famosa longevidade de Okinawa, conseguida sem esforço – apesar das atribulações passadas pela ilha – com base num estilo de vida simples e numa alimentação leve e equilibrada assente na combinação vegetais-peixe-soja que, contra qualquer lógica, pouco diz da riquíssima gastronomia de Ryukyu.

Clientes num restaurante-bar de Naha, Okinawa o Império do Sol, Japão

Clientes de um restaurante-bar tradicional de Naha.

A Gastronomia que Garante a Longevidade dos anciãos de Okinawa

A comida de Okinawa e das ilhas do Sudoeste pouco ou nada tem em comum com a das grandes ilhas japonesas. Reflecte o seu isolamento histórico e geográfico.

É descendente tanto do esplendor da corte ryukyuana como das vidas empobrecidas do seu povo, de uma preocupação em comer saudável que vem de tempos longínquos em que a medicina e a comida eram vistas como uma só e os alimentos se dividiam em kusui-mun (os medicinais) e os ujinimum (os nutritivos).

Hoje, malgrado o contágio da fast food trazida pelas cadeias americanas, estes princípios sobrevivem. Duas iguarias tornaram-se mais representativas que toda as outras: o porco e o konbu local (um tipo de algas).

Taça de algas marinhas, Japoneses veraneantes, Okinawa o Império do Sol, Japão

Taça de algas, uma dos trunfos alimentares de Okinawa, alegadamente responsável por a ilha ter a população mais longeva do mundo

Todas as partes do animal parecem ser cozinhadas na região, segundo uma miríade de receitas que envolvem os mais inesperados ingredientes e sabores. As algas, essas, compensam a riqueza nutritiva e ácida do suíno. Têm zero calorias, são alcalinas e conferem às sopas e restantes alimentos um sabor distinto.

Nos apertados intervalos para almoço, no entanto, os trabalhadores optam por pratos mais digestíveis e fáceis de comer.

Quando subimos ao andar superior do mercado Makishi, todo ele dedicado à restauração, depressa nos vemos cercados de executivos e empregados de lojas que devoram soba de Okinawa e Yaeyama, massas robustas servidas em caldos de porco.

E de outros comensais que não resistem ao suculento bife de Ishigaki, oriundo da ilha homónima do arquipélago Yaeyama, por coincidência, a nossa próxima paragem.

Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Iriomote, Japão

Iriomote, uma Pequena Amazónia do Japão Tropical

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.
Quioto, Japão

Um Japão Milenar Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Hiroxima, Japão

Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz

Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.
Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Escadaria Palácio Itamaraty, Brasilia, Utopia, Brasil
Arquitectura & Design
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Aventura
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades
Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Acolhedora Vegas
Cidades
Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Silhuetas Islâmicas
Cultura

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
ilha Streymoy, Ilhas Faroe, Tjornuvik, Gigante e Bruxa
Em Viagem
Streymoy, Ilhas Faroé

Streymoy Acima, ao Sabor da Ilha das Correntes

Deixamos a capital Torshavn rumo a norte. Cruzamos de Vestmanna para a costa leste de Streymoy. Até chegarmos ao extremo setentrional de Tjornuvík, deslumbramo-nos vezes sem conta com a excentricidade verdejante da maior ilha faroesa.
Étnico
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Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

Acre, Fortaleza dos Templários, Israel, Doces crocantes
História
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Sementeira, Lombok, mar Bali, ilha Sonda, Indonesia
Ilhas
Lombok, Indonésia

Lombok. O Mar de Bali Merece uma Sonda Assim

Há muito encobertos pela fama da ilha vizinha, os cenários exóticos de Lombok continuam por revelar, sob a protecção sagrada do guardião Gunung Rinjani, o segundo maior vulcão da Indonésia.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Inverno Branco
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Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Natureza
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Bandeiras de oração em Ghyaru, Nepal
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 4º – Upper Pisang a Ngawal, Nepal

Do Pesadelo ao Deslumbre

Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca dos Annapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
Telhados cinza, Lijiang, Yunnan, China
Património Mundial UNESCO
Lijiang, China

Uma Cidade Cinzenta mas Pouco

Visto ao longe, o seu casario vasto é lúgubre mas as calçadas e canais seculares de Lijiang revelam-se mais folclóricos que nunca. Em tempos, esta cidade resplandeceu como a capital grandiosa do povo Naxi. Hoje, tomam-na de assalto enchentes de visitantes chineses que disputam o quase parque temático em que se tornou.
Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Praias
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Banhistas em pleno Fim do Mundo-Cenote de Cuzamá, Mérida, México
Religião
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Mahu, Terceiro Sexo da Polinesia, Papeete, Taiti
Sociedade
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Macaco-uivador, PN Tortuguero, Costa Rica
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

Tortuguero: da Selva Inundada ao Mar das Caraíbas

Após dois dias de impasse devido a chuva torrencial, saímos à descoberta do Parque Nacional Tortuguero. Canal após canal, deslumbramo-nos com a riqueza natural e exuberância deste ecossistema flúviomarinho da Costa Rica.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
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