Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo


Últimos Preparativos
Jóqueis posicionam-se na caixa de partida da Kings Cup, Porokuninkuusajot.
Ao Milímetro
Corrida de renas (Porokuninkuusajot) disputada sobre a superfície gelada do Lago Inarvi.
Jóquei 1
Jóquei número 1 aguarda no exterior da caixa de partida.
Em Fuga II
Renas tresmalhadas da corrida, após quedas dos jóqueis durante a Kings Cup da Kings Cup - Porokuninkuusajot
Esforço a 2
Criadores de renas imobilizam uma delas contra um dos postes usados para as aprisionar durante a competição Kings Cup ou Porokuninkuusajot
Ao Milímetro II
Jóqueis e as renas que conduzem na dianteira de uma eliminatória da Kings Cup ou Momento disputado de uma eliminatórias da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.
Elegância Sami
Jovem mulher sami protegida do frio árctico em trajes tradicionais.
A Solo
Participante prestes a cruzar a meta numa eliminatória de velocidade individual.
Ponto de Vista
Criador de renas observa a acção do cimo da sua mota de neve.
Em fuga
Renas tresmalhada da corrida, após queda dos jóquei, foge para o lado do público da Kings Cup - Porokuninkuusajot
Moda Sami
Proprietário de renas vestido com pele de raposa.
Ao Mílimetro III
Fase curva da corrida vista de trás.
Conforto Árctico
Criança abrigada num trenó sobre a superfície gelada do lago Inari.
Na Dianteira
Momento disputado de uma eliminatórias da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.
Rena expectante
Jóquei junto à rena que irá conduzir, na caixa de partida da Kings Cup ou Momento disputado de uma eliminatórias da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.
A Última Intervenção dos Donos
Proprietários e criadores puxam as suas renas para a caixa de partida da Kings Cup, da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.
Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

“Como é possível conduzires a uma velocidade destas numa estrada completamente gelada? Estes pneus com espigões foram uma invenção mesmo especial não foram, Timo, mas e se aparece alguma rena?”

“Já percebi que vão com medo aí atrás. Pronto OK, vou mais devagar mas não se preocupem que esta é uma área protegida”.

Não percebemos de imediato a que se refere o dono do hotel Korpikartano mas aproximamo-nos de uma misturadora de cimento que roda sem parar e faz girar bandeiras vermelhas a ela presas.

O anfitrião passa a explicar. “A estrada não está em obras. Há uns tempos, alguém se lembrou de criar aquela geringonça e percebeu que dava um óptimo dispositivo anti-renas.

Elas ouvem o ruído das pedras lá dentro e fogem de imediato para o interior da floresta. São animais muito particulares, as renas. Mas já ficam a saber mais sobre elas. Estamos quase lá!”

Tínhamos deixado Menesjarvi havia meia-hora e já seguíamos ao longo do maior lago da Lapónia, o de Inari, em cujas margens se situa a mais importante povoação Sami.

Passamos a igreja em forma de A, o novo parlamento e todo o pequeno centro da pequena cidade. Timo corta para o reduto de Inari Village e, mal deixamos para trás as suas cabanas vermelhas, damos com um parque de estacionamento improvisado. “Bom, é aqui que vos deixo”, informa-nos. “O recinto fica mais para a frente. Divirtam-se!”.

Mulher sami, Kings Cup Porokuninkuusajot, Inari, Finlândia

Jovem mulher sami protegida do frio árctico em trajes tradicionais.

A Chegada Atempada ao Lago Inari

Avançamos entre as centenas de veículos distribuídos sobre a superfície gelada do lago que se estende por 80 por 50 km, com cerca de 3.300 km de costa e abriga 3000 ilhas, algumas delas sagradas para os indígenas.

Ainda é cedo. O céu azul contrasta com o branco predominante e o sol dá o seu melhor mas, em pleno Inverno árctico, a temperatura ronda os -19º. Tendo em conta os registos dos dias anteriores e a ausência total de nuvens, não esperamos que o dia aqueça por aí além.

De acordo com a meteorologia, a pequena feira de bancas e roulottes que se instalou no recinto vende um pouco de tudo para o frio: enormes gorros de pele de animais ou lã, fatos coloridos,  meias, camuflados e armadilhas de caça, comida gorda e hiper-calórica ou o simples café preto a ferver.

Exploramos as bancas com uma curiosidade mediterrânea entre uma multidão crescente de finlandeses do norte, em grande parte sami, alguns nos seus trajes folclóricos, outros com roupas convencionais mas todos com peles, olhos e cabelos muito claros e bochechas ruborescidas.

Renas Escolhidas a Dedo e os seus Criadores Sami

Atrás desta feira, encontramos a zona das renas. Agrupam-se, ali, dezenas de espécimes numerados, presos a uma floresta de postes que contornam assustados pela passagem dos humanos e inquietos com o seu destino.

A Porokuninkuusajot (Kings Cup) é a grande final, a prova do ano. Apesar da categoria superior do evento, dão-nos acesso permanente ao recinto dos animais, como a outros estrangeiros curiosos que os perscrutam com falsos olhares veterinários e tentam perceber os cuidados e procedimentos ministrados pelos jóqueis, donos e tratadores.

Tratadores e rena, Corrida de Renas Porokuninkuusajot, Kings Cup, Inari, Finlândia

Criadores de renas imobilizam uma delas contra um dos postes usados para as aprisionar durante a competição Kings Cup ou Porokuninkuusajot.

Entretanto, a multidão dá origem a uma assistência respeitadora alinhada ao longo de uma corda baixa. Do lado oposto, ficam todos os intervenientes na competição. As renas são animais caprichosos e medrosos.

Para que  o seu desempenho não possa ser prejudicado pelo público, não há quase ninguém para lá da projecção das linhas de partida e de chegada da longa pista, marcada em forma de U com simples paus espetados na neve.

Joquei e Rena, Corrida de Renas Kings Cup ou Porokuninkuusajot, Kings Cup, Inari, Finlândia

Jóquei junto à rena que irá conduzir, na caixa de partida da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.

Jóqueis com Figuras Juvenis

A acção está prestes a começar. Os  jóqueis aquecem os músculos e tendões, assumem as suas posições nas boxes da estrutura de partida e ficam a aguardar os animais com que constituem equipa.

Joqueis na meta, Corrida de Renas Porokuninkuusajot, Kings Cup-Inari, Finlândia

Jóqueis posicionam-se na caixa de partida da Kings Cup, Porokuninkuusajot.

São rapazes e raparigas, por lei, com mais de 15 anos e 60km (incluindo equipamento), por norma, os mais esguios, leves e aptos para aquele ofício das suas comunidades. Vemo-los, lado a lado, a contemplarem-se com rivalidade disfarçada ou a conversarem através da viseira aberta dos capacetes sofisticados.

Enquanto isso, os donos ou tratadores puxam as renas do estábulo e, com a colaboração dos jóqueis, tentam metê-las nos compartimentos respectivos, tarefa que dá origem a quedas e confusões hilariantes.

Donos puxam renas, Kings Cup Porokuninkuusajot, Inari, Finlândia

Proprietários e criadores puxam as suas renas para a caixa de partida da Kings Cup, da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.

Encaixado sobre os pequenos currais vermelhos, apenas com o tronco a aparecer do seu topo, um juiz altivo e solitário supervisiona a regularidade dos acontecimentos a coberto de um enorme gorro peludo cinzento que só lhe deixa a descoberto parte da face e os óculos volumosos.

Os competidores estão finalmente preparados. O juiz fiscaliza-os uma última vez e abre as portinholas que retêm as renas.

Uma Volta Longa e Extenuante ao Lago Gelado de Inari

Estas, disparam como loucas para a pista e rebocam os jóqueis num equilíbrio frágil sobre esquis. Os participantes levantam uma nuvem de neve e somem-se em três tempos na distância.

Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia

Jóqueis e as renas que conduzem na dianteira de uma eliminatória da Kings Cup ou Momento disputado de uma eliminatórias da Kings Cup, ou Porokuninkuusajot.

Desprovidos de binóculos, como o público, em geral, ficamos sem perceber o que se passa, até que os competidores mais rápidos vencem a parte curva do percurso e surgem a disputar a recta final.

Vitórias Gloriosas, Simples Derrotas e as Quedas Inevitáveis

Entusiasma-se parte da multidão perante a iminência da vitória dos que apoiam. Os restantes, conformam-se com os maus desempenhos ou lamentam a sorte que não sorriu aos seus. Todos conhecem a humilhação das piores derrotas. Mesmo a rebocar os jóqueis, as renas atingem os 60 a 80 km/h.

Renas puxam jóqueis, Corrida de Renas Porokuninkuusajot, Kings Cup, Inari, Finlândia

Momento disputado de uma eliminatórias da Kings Cup

Correm muitas vezes encostadas umas às outras ou em trajectórias menos favoráveis. Causam a queda dos jóqueis menos preparados e fogem para a imensidão do lago Inarijarvi obrigando recuperadores sobre motas de neve a complexas perseguições para os trazerem de volta aos donos.

Renas tresmalhadas, corrida de Renas Em curva-Corrida de Renas-Kings Cup-Inari-Finlândia, Kings Cup, Inari, Finlândia

Renas tresmalhadas da corrida, após quedas dos jóqueis durante a Kings Cup da Kings Cup – Porokuninkuusajot

Dependendo da distância para a linha de chegada e da sua disposição, os jóqueis podem regressar a pé ou à boleia. Cabe-lhes ainda a árdua missão de disfarçar a sua desilusão perante o público, a família e os rivais. Mas, dos fracos não reza a história. Concentremo-nos nos vencedores.

Foi algo que, entretidos com os aspectos secundários mais fascinantes do evento, nem sempre conseguimos, demasiadas vezes perdidos da lógica do grande cronómetro instalado junto à linha de chegada e da classificação.

Meta a vista, corrida de Renas , Kings Cup-Inari-Finlândia

Participante prestes a cruzar a meta numa eliminatória de velocidade individual.

Tem lugar uma derradeira prova e o suspense aumenta. Quando termina, família, amigos e outros elementos da assistência cercam um homem de fato escuro e gorro branco e felicitam-no de forma efusiva com passou-bens e abraços prolongados.

Criador de renas, Corrida de Renas Porokuninkuusajot - Kings Cup, Inari, Finlândia

Criador de renas observa a acção do cimo da sua mota de neve.

Destaque aos Campeões: o Jóquei, a Rena e o Criador

O vencedor é Länsman Anni. A sua rena Annintähti guiada pelo jóquei Uula Petteri Somby tinha percorrido 1 km em 1:17, 34 e os 2 km em 2:29,22.

Os resultados estavam algo distantes do recorde mundial de 1:13 segundos para os 1000 metros mas a conquista da Kings Cup vale mais que qualquer recorde e a época tinha terminado em glória para a cooperativa de Kaldoaivi, com vários participantes nos primeiros dez lugares.

Aos poucos, a multidão debanda. Destaca-se a figura de um proprietário de renas que veste uma combinação excêntrica de cabedal com pele felpuda de raposa, coroado por um gorro de que espreita a própria cabeça de um espécime juvenil daquele canídeo.

Criador, corrida de renas Porokuninkuusajot, Kings Cup , Inari, Finlândia

Proprietário de renas vestido com pele de raposa.

Fotografamos o homem e a raposa e ensaiamos um diálogo de ocasião mas, nestes confins setentrionais da Lapónia, só os mais jovens falam inglês e somos forçados a desistir.

Ainda assim, deixamos o nativo ainda mais orgulhoso do seu visual. Depois, continuamos a acompanhar o lento desarmar do evento até que o sol se some, o vento começa a soprar e a temperatura baixa de forma drástica. Não temos roupa nem calçado que nos aguente por muito mais tempo sobre aquele lago.

Sem alternativas, seguimos os passos dos últimos resistentes em direcção à cabana salvadora e aconchegante da Inari Village. Na recepção, o dono e gerente recebe-nos admirado por voltarmos já quase de noite: ”Estou a ver que gostaram. É uma grande competição não é?”

Por estes lados, toda a gente é louca pela Kings Cup e estão com muita sorte em aqui dormirem. Já vos tinha dito que temos todas as cabanas reservadas nos dias de corrida para os próximos 25 anos, certo? É só para ficarem com uma ideia mais concreta”.

Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. O imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor". Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Parques nacionais
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
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O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Parada e Pompa
Cerimónias e Festividades
São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
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Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
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Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

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À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

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