Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal


Maksim

Sami de origem russa, Maksim, conduz um passeio de renas a norte de Inari.

Igreja Pielpajarvi

A igreja luterana de Pielpajarvi, à margem do lago Inari.

Virsi Kirja

Bíblia colocada junto ao altar da igreja luterana de Pielpajarvi.

Ukonkivi

A ilha de Ukonkivi, situada no meio do lago Inari e sagrada para os sami da Lapónia finlandesa.

Do Paganismo ao Luteranismo

Altar austero da igreja luterana de Pielpajarvi, um dos templos da "nova" fé do povo sami.

Sogra de Maksim

Armi Palonoja junto à sua casa-restaurante, situada a norte de Saariselka, onde acolhe visitantes para passeios de rena guiados pelo genro Maksim

Lago Inari

Vista do lago Inari do topo da ilha de Ukonkivi.

Fé humilde

Púlpito destacado no Interior de madeira pintada da igreja luterana de Pielpajarvi.

Palavras de acolhimento

Uma nota dá as boas-vindas e explica parte da história da igreja luterana de Pielpajarvi, erguida em 1760.

Templo de madeira

Cerca e fachada da igreja luterana de Pielpajarvi na margem do lago Inari.

Maksim II

Retrato do russo Maksim, protegido pelos trajes tradicionais sami que usa, contrariado, no dia a dia profissional

Durante muito tempo discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera o orgulho e autonomia. A 6 de Fevereiro, esta etnia indígena comemora a sua nacionalidade.

Chegam as dez da manhã e comprova-se mais um dia árctico inspirador de céu limpo e sol radioso que, com o reflexo na neve predominante, gera uma agradável luminosidade Invernal. O primeiro contacto com Maksim não parece condizer. As vestes folclóricas com que aparece são as típicas dos nativos da terra Sapmi, com o padrão das cores vivas da bandeira nacional, dispostas sobre o azul profundo que lhe serve de base. Já as suas expressões, pelo contrário, são rígidas e sisudas. Pedem-nos uma total abertura à diferença étnica e cultural, felizmente muito menos duradoura do que receávamos.

Entramos na carrinha. O anfitrião organiza-se e prepara a mente para mais uma das suas missões. Assim que acciona o modo conformativo, faz pergunta sobre pergunta acerca destes convidados e as suas origens. Aos poucos, as nossas respostas divertem-no e suscitam-lhe comentários cómicos. Os olhos quase turquesa adoçam-se como a personagem em si que começa de imediato a encantar-nos. “Estão quase 20º em Portugal? Que horror, eu não era capaz de aguentar isso! Só gosto de frio. Sou sami mas da zona mais gélida da Rússia. Lembro-me da nossa infância lá na aldeia. Fechavam a escola dos 30º negativos para baixo. Quando estava quase a acontecer, reuníamo-nos à volta do termómetro da entrada, a rezar para que a temperatura caísse mais um pouco. Aos -31º, começava a festa. Agarrávamos nos trenós e brincávamos que nem loucos. Achavam que era demasiado frio para nos aguentarmos na escola mas, à solta, nenhum de nós se queixava!”

Maksim conduz-nos até à base operacional da família, uma enorme casa de madeira escurecida pelo fumo, perdida no meio da tundra e dotada de cercas que retêm as renas. O sami aparelha alguns dos animais e convida-nos e a outros visitantes a subirmos às carroças deslizantes. Começa, ali, um percurso panorâmico por trilhos já marcados que, sem percebermos como, volta ao ponto de partida. De regresso, espera-nos um almoço de sopa de salmão suculento e uma sobremesa de crepe com doce e frutos silvestres confeccionados pela sogra Armi Palonoja.

Maksim parece aliviado pelo fim do castigo. No exterior, o sol fere-lhe as íris de husky. Assim que vence o desconforto, informa-nos que Armi foi um nome popularizado pela famosa Miss Universo finlandesa de 1952 (Armi Kuusela, a primeira Miss Universo de sempre), que tinha corrido o país e o estrangeiro numa espécie de tournée ferroviária, na companhia do marido e antes de se estabelecer nas Filipinas com o marido, o empresário Virgílio Hilário.

Não detectamos na senhora mãe da esposa, também ela trajada com roupa tradicional sami, nenhum prodígio de beleza. Para compensar, a comida que oferecia aos clientes no seu restaurante Joiku-Kotsamu merecia toda a aclamação.

O anfitrião retoma a conversa e aproveita para desabafar: “a verdade é que estou farto de ter que andar com esta roupa para turista ver. Na Rússia, não uso traje sami mas este emprego dá um bom dinheiro. Não estamos propriamente em Helsínquia mas é claro que têm muito melhores condições cá na Finlândia que do outro lado da fronteira. De início, assustava-me com o que ia do ordenado para os impostos mas, aqui, o estado comparticipa e trata de tudo. Aliás, em suomi nem sequer existem verbos em tempo futuro. Tudo se resolve de imediato. Quando se quer deixar algo para mais tarde diz-se, no pior dos casos, faço-o amanhã!”

Maksim tem um filho de um outro casamento na Rússia que só vê de tempos a tempos. Há um mês e meio, a filha dos patrões tinha-o prendado com o segundo. Mas o parto foi periclitante: “tivemos que percorrer 250 km daqui até Rovaniemi e estavam -40º. Felizmente correu bem. Na Rússia teria sido bem pior. Acho que vou ficar por cá. Quero que os meus filhos vivam uma vida mais fácil.”

Nem sempre o povo sami pôde contar com a segurança adicional concedida pelos governos, principalmente o norueguês, o sueco e o finlandês. Em tempos ancestrais, os sami percorriam livremente as estepes geladas do topo da Europa em função dos melhores pastos para as manadas de renas ou da pesca, no caso das tribos instaladas em zonas litorais. A sua adaptação ao exigente clima árctico garantiu-lhes uma prosperidade invejada a sul e frequentes encontros comerciais com os vizinhos.

No século XIX, estas nações mais poderosas começaram a impor-lhes as suas culturas e, através da acção dos missionários a aceitação da religião luterana em detrimento da milenar xamanista. O uso dos dialectos de Sapmi foi desencorajado e proibido. A aquisição e exploração de terras anexadas, só era permitida aos sami que dominassem as línguas dos colonos. Estes, por sua vez, recebiam incentivos para se mudarem para terras de Sapmi. No extremo norte da Finlândia, como em redor, a determinada altura, muitos sami sentiam vergonha de si próprios.

Os séculos passaram e as potências ocupantes evoluíram em termo civilizacionais como poucas na Europa. Este facto, em conjunto com uma emergente consciência da identidade dos indígenas, reverteu os diferentes processos destrutivos da suas várias sub-etnias.  Como em tantas outras comunidades da pan-nação são muitos os revezes para ultrapassar. Mas, agora, os indígenas assumem o desafio com forte mobilização política e uma combinação de determinação e dignidade nunca antes sonhada.

Na manhã seguinte, Jarmo Sirvio, um outro residente, espera-nos para nos guiar num passeio de mota de neve pelo lago Inari – então sob uma camada gelada com mais de um metro de espessura – e a Ukonkivi, uma ilha em forma de tiranossauro que é sagrada para os sami. Paramos primeiro na igreja luterana de Pielpajarvi, de madeira velha (erguida em 1760) e perdida entre as árvores das margens de uma forma surpreendentemente pitoresca. Jarmo tem uma afeição especial por aquele lugar: “A minha mãe nasceu em 1954 ou 1955, já não sei bem. Sei que ela andava horas a pé para aqui vir às missas e vender produtos sami. Incrível não é? Nós agora vamos fazer bem mais que os 8 km que ela fazia nuns meros minutos.”

Regressamos às motas e arrancamos para atravessar o lago. A 80 ou 90 km/h, o frio extremo depressa neutraliza a máquina de filmar, penetra nas luvas e fere-nos as mãos. Em boa hora, lembramo-nos da dica do instrutor e salvamo-nos do sofrimento quando accionamos os potentes aquecedores de punhos.

Mais cedo do que esperamos, chegamos à base da ilha que os samis ancestrais usavam para realizarem rituais de sacrifício e sepulcrais em honra dos seus deuses celestes. Subimos a longa escadaria de madeira. Ainda algo ofegantes, sorvemos o ar denso e frígido com sofreguidão através das máscaras. Recuperamos o fôlego e ficamos a  contemplar, deliciados, o vasto território sami branco em redor. 

Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor". Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Ilha Hailuoto, Finlândia

À pesca do verdadeiro peixe fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

A pequena-grande Senglea
Arquitectura & Design

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Parada e Pompa
Cerimónias e Festividades

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Comunismo Imperial
Cidades

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Ilha menor
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Radical 24h por dia
Desporto

Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

Promo Polynesian Blue
Em Viagem
Viajar Não Custa

Compre Voos Antes de os Preços Descolarem

Conseguir um bilhete de avião a baixo preço tornou-se quase uma ciência. Fique a par dos princípios porque se rege o mercado das tarifas aéreas e evite o desconforto financeiro de comprar em má hora.
Frescura da manhã
Étnico
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Luminosidade caprichosa no Grand Canyon
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Do lado de cá do Atlântico
História

Ilha de Goreia, Senegal

Uma Ilha Escrava da Escravatura

Foram vários milhões ou apenas milhares os escravos a passar por Goreia a caminho das Américas? Seja qual for a verdade, esta pequena ilha senegalesa nunca se libertará do jugo do seu simbolismo.​

Viagem no Tempo
Ilhas

Samoa Ocidental

Em Busca do Tempo Perdido

Durante 121 anos, foi a última nação na Terra a mudar de dia. Mas, Samoa percebeu que as suas finanças ficavam para trás e, no fim de 2012, decidiu voltar para Oeste da Linha Internacional de Data.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Platipus = ornitorrincos
Natureza

Atherton Tablelands, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.

Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Príncipe da Selva
Parques Naturais
Príncipe, São Tomé e Príncipe

O Nobre Retiro de Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
Um cenário imponente
Património Mundial Unesco

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Mme Moline popinée
Praia

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Portal para uma ilha sagrada
Religião

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

No coração amarelo de San Cristóbal
Sociedade

San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Perigo: correntes
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos

Glaciar de Godwin, Alasca

Dog mushing estival

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.