Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal


Altar de Pielpajarvi
Altar austero da igreja luterana de Pielpajarvi, um dos templos da nova fé do povo sami.
Mulher Sami
Armi Palonoja junto à sua casa-restaurante, situada a norte de Saariselka, onde acolhe visitantes para passeios de rena guiados pelo genro Maksim.
Lago Inari Gelado
Vista do lago Inari do topo da ilha de Ukonsaari.
Senhora Sami
Armi Palonoja apoia-se no parapeito da varanda da sua casa-restaurante, trajada com roupas e joias tradicionais sami.
Virsi Kirja
Biblia colocada junto ao altar da igreja luterana de Pielpajarvi.
Esquilo vermelho, Pielpajarvi
Um esquilo felpudo analisa a paisagem em redor numa floresta em redor da igreja luterana de Pielpajarvi.
Igreja luterana de Pielpajarvi
A igreja luterana de Pielpajarvi, atrás da sua vedação rosada.
Igreja de Pielpajarvi
Púlpito destacado no Interior de madeira pintada da igreja luterana de Pielpajarvi.
Ilha Ukonsaari
A ilha de Ukonsaari, situada no meio do lago Inari e sagrada para os sami da Lapónia finlandesa.
Escadaria ilha Ukonkivi
Cenário do lago Inari completamente gelado, como visto do cimo da ilha de Ukonkivi.
Nota aos fiéis
Uma nota dá as boas-vindas e explica parte da história da igreja luterana de Pielpajarvi, erguida em 1760.
Sami e rena
Sami de origem russa, Maksim, conduz um passeio de renas a norte de Inari.
Sami Maksim
Retrato do russo Maksim, protegido pelos trajes tradicionais sami que usa, contrariado, no dia a dia profissional
Igreja de Pielpajarvi
A igreja luterana de Pielpajarvi, à margem do lago Inari.
Ardósia da igreja de Pielpajarvi
Quadro de ardosia na velha igreja luterana de Pielpajarvi, a que muitos visitantes chegam de mota de neve mas a fé continua a ser renovada à moda antiga.
Pegadas rumo a Ukonsaari.
Um rasto conduz à ilha sagrada de Ukonsaari, no coração do lago Inari e cercada por gelo na maior parte do longo Inverno boreal do extremo norte da Lapónia
Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.

Chegam as dez da manhã.

Comprova-se mais um dia árctico inspirador de céu limpo e sol radioso que, com o reflexo na neve predominante, gera uma agradável luminosidade Invernal. O primeiro contacto com Maksim não parece condizer.

As vestes folclóricas com que aparece são as típicas dos nativos da terra Sapmi, com o padrão das cores vivas da bandeira nacional, dispostas sobre o azul profundo que lhe serve de base. Já as suas expressões, pelo contrário, são rígidas e sisudas.

Entramos na carrinha. O anfitrião organiza-se. Prepara a mente para mais uma das suas missões.

Assim que acciona o modo conformativo, faz pergunta sobre pergunta acerca destes convidados e as suas origens. Aos poucos, as nossas respostas divertem-no e suscitam-lhe comentários cómicos.

Maksim, o Guia Sami avesso ao Calor

Os olhos quase turquesa adoçam-se como a personagem em si que começa de imediato a encantar-nos. “Estão quase 20º em Portugal? Que horror, eu não era capaz de aguentar isso! Só gosto de frio.

Sou sami mas da zona mais gélida da Rússia. Lembro-me da nossa infância lá na aldeia. Fechavam a escola dos 30º negativos para baixo. Quando estava quase a acontecer, reuníamo-nos à volta do termómetro da entrada, a rezar para que a temperatura caísse mais um pouco. Aos -31º, começava a festa.

Agarrávamos nos trenós e brincávamos que nem loucos. Achavam que era demasiado frio para nos aguentarmos na escola mas, à solta, nenhum de nós se queixava!”

Maksim conduz-nos até à base operacional da família, uma enorme casa de madeira escurecida pelo fumo, perdida no meio da tundra e dotada de cercas que retêm as renas.

O sami aparelha alguns dos animais e convida-nos e a outros visitantes a subirmos às carroças deslizantes.

Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2

Sami de origem russa, Maksim, conduz um passeio de renas a norte de Inari.

A Miss Universo Finlandesa, a Sopa de Salmão e o Elogio da Finlândia

Começa, ali, um percurso panorâmico por trilhos já marcados que, sem percebermos como, volta ao ponto de partida. De regresso, espera-nos um almoço de sopa de salmão suculento e uma sobremesa de crepe com doce e frutos silvestres confeccionados pela sogra Armi Palonoja.

Maksim parece aliviado pelo fim do castigo. No exterior, o sol fere-lhe as íris de husky.

Assim que vence o desconforto, informa-nos que Armi foi um nome popularizado pela famosa Miss Universo finlandesa de 1952 (Armi Kuusela, a primeira Miss Universo de sempre), que tinha corrido o país e o estrangeiro numa espécie de tournée ferroviária, na companhia do marido e antes de se estabelecer nas Filipinas com o marido, o empresário Virgílio Hilário.

Não detectamos na senhora mãe da esposa, também ela trajada com roupa tradicional sami, nenhum prodígio de beleza. Para compensar, a comida que oferecia aos clientes no seu restaurante Joiku-Kotsamu merecia toda a aclamação.

Armi Palonoja, povo sami, Inari, Finlandia

Armi Palonoja junto à sua casa-restaurante, situada a norte de Saariselka, onde acolhe visitantes para passeios de rena guiados pelo genro Maksim.

O anfitrião retoma a conversa e aproveita para desabafar: “a verdade é que estou farto de ter que andar com esta roupa para turista ver. Na Rússia, não uso traje sami mas este emprego dá um bom dinheiro. Não estamos propriamente em Helsínquia mas é claro que têm muito melhores condições cá na Finlândia que do outro lado da fronteira.

De início, assustava-me com o que ia do ordenado para os impostos mas, aqui, o estado comparticipa e trata de tudo. Aliás, em suomi nem sequer existem verbos em tempo futuro. Tudo se resolve de imediato. Quando se quer deixar algo para mais tarde diz-se, no pior dos casos, faço-o amanhã!”

O Povo da Europa Boreal, em Tempos sem Fronteiras, Sami

Maksim tem um filho de um outro casamento na Rússia que só vê de tempos a tempos. Há um mês e meio, a filha dos patrões tinha-o prendado com o segundo. Mas o parto foi periclitante: “tivemos que percorrer 250 km daqui até Rovaniemi e estavam -40º. Felizmente correu bem.

Maksim, homem Sami, Inari, Finlandia

Retrato do russo Maksim, protegido pelos trajes tradicionais sami que usa, contrariado, no dia a dia profissional

Na Rússia teria sido bem pior. Acho que vou ficar por cá. Quero que os meus filhos vivam uma vida mais fácil.”

Nem sempre o povo sami pôde contar com a segurança adicional concedida pelos governos, principalmente o norueguês, o sueco e o finlandês.

Em tempos ancestrais, os sami percorriam livremente as estepes geladas do topo da Europa em função dos melhores pastos para as manadas de renas ou da pesca, no caso das tribos instaladas em zonas litorais.

A sua adaptação ao exigente clima árctico garantiu-lhes uma prosperidade invejada a sul e frequentes encontros comerciais com os vizinhos.

esquilo vermelho-inari-Finlandia, Inari, Finlandia

Um esquilo felpudo analisa a paisagem em redor numa floresta em redor da igreja luterana de Pielpajarvi.

A Inevitável Imposição das Nações Dominantes a Sul

No século XIX, estas nações mais poderosas começaram a impor-lhes as suas culturas e, através da acção dos missionários a aceitação da religião luterana em detrimento da milenar xamanista. O uso dos dialectos de Sapmi foi desencorajado e proibido.

A aquisição e exploração de terras anexadas, só era permitida aos sami que dominassem as línguas dos colonos. Estes, por sua vez, recebiam incentivos para se mudarem para terras de Sapmi.

Biblia, igreja de Pielpajarvi, Inari, Finandia

Biblia colocada junto ao altar da igreja luterana de Pielpajarvi.

No extremo norte da Finlândia, como em redor, a determinada altura, muitos sami sentiam vergonha de si próprios.

Os séculos passaram e as potências ocupantes evoluíram em termo civilizacionais como poucas na Europa. Este facto, em conjunto com uma emergente consciência da identidade dos indígenas, reverteu os diferentes processos destrutivos da suas várias sub-etnias.

Como em tantas outras comunidades da pan-nação são muitos os revezes para ultrapassar. Mas, agora, os indígenas assumem o desafio com forte mobilização política e uma combinação de determinação e dignidade nunca antes sonhada.

A Incursão Motorizada à Ilha Sagrada de Ukonsaari, Lago Inari

Na manhã seguinte, Jarmo Sirvio, um outro residente, espera-nos para nos guiar num passeio de mota de neve pelo lago Inari – então sob uma camada gelada com mais de um metro de espessura – e a Ukonsaari, uma ilha em forma de tiranossauro que é sagrada para os sami.

Ukonkivi, Lago Inari, Finlandia

Um rasto conduz à ilha sagrada de Ukonsaari, no coração do lago Inari e cercada por gelo na maior parte do longo Inverno boreal do extremo norte da Lapónia

Paramos primeiro na igreja luterana de Pielpajarvi, de madeira velha (erguida em 1760) e perdida entre as árvores das margens de uma forma surpreendentemente pitoresca.

Jarmo tem uma afeição especial por aquele lugar: “A minha mãe nasceu em 1954 ou 1955, já não sei bem.

Igreja de Pielpajarvi, lago Inari, finandia

A igreja luterana de Pielpajarvi, à margem do lago Inari.

Sei que ela andava horas a pé para aqui vir às missas e vender produtos sami. Incrível não é? Nós agora vamos fazer bem mais que os 8 km que ela fazia nuns meros minutos.”

Altar da igreja de Pielpajarvi, Inari, Finlandia

Altar austero da igreja luterana de Pielpajarvi, um dos templos da nova fé do povo sami.

Regressamos às motas e arrancamos para atravessar o lago. A 80 ou 90 km/h, o frio extremo depressa neutraliza a máquina de filmar, penetra nas luvas e fere-nos as mãos.

Em boa hora, lembramo-nos da dica do instrutor e salvamo-nos do sofrimento quando accionamos os potentes aquecedores de punhos.

Ilha Ukonkivi, Lago Inari, Finlandia

Cenário do lago Inari completamente gelado, como visto do cimo da ilha de Ukonsaari.

Mais cedo do que esperamos, chegamos à base da ilha que os samis ancestrais usavam para realizarem rituais de sacrifício e sepulcrais em honra dos seus deuses celestes.

Subimos a longa escadaria de madeira. Ainda algo ofegantes, sorvemos o ar denso e frígido com sofreguidão através das máscaras.

Recuperamos o fôlego e ficamos a  contemplar, deliciados, o vasto território sami branco em redor.

Vista a partir de Ukonkivi, Lago Inari, Finlandia

Vista do lago Inari do topo da ilha de Ukonsaari.

Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum "Barco do Amor". Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Ilha Hailuoto, Finlândia

À Pesca do Verdadeiro Peixe Fresco

Abrigados de pressões sociais indesejadas, os ilhéus de Hailuoto sabem sustentar-se. Sob o mar gelado de Bótnia capturam ingredientes preciosos para os restaurantes de Oulu, na Finlândia continental.
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. O imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Helsínquia, Finlândia

A Páscoa Pagã de Seurasaari

Em Helsínquia, o sábado santo também se celebra de uma forma gentia. Centenas de famílias reúnem-se numa ilha ao largo, em redor de fogueiras acesas para afugentar espíritos maléficos, bruxas e trolls
Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com boa parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela arte, pela estética e pelo modernismo inspirada na vizinha Escandinávia.
Porvoo, Finlândia

Uma Finlândia Medieval e Invernal

Uma das povoações anciãs da nação suómi, no início do século XIV, Porvoo era um entreposto ribeirinho atarefado e a sua terceira cidade. Com o tempo, Porvoo perdeu a importância comercial. Em troca, tornou-se um dos redutos históricos venerados da Finlândia.  
Oulu, Finlândia

Oulu: uma Ode ao Inverno

Situada no cimo nordeste do Golfo de Bótnia, Oulu é uma das cidades mais antigas da Finlândia e a sua capital setentrional. A meros 220km do Círculo Polar Árctico, até nos meses mais frígidos concede uma vida ao ar livre prodigiosa.
Helsínquia, Finlândia

A Filha Suomi do Báltico

Várias cidades cresceram, emanciparam-se e prosperaram à beira deste mar interior do Norte. Helsínquia lá se destacou como a capital monumental da jovem nação finlandesa.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Thorong Pedi a High Camp, circuito Annapurna, Nepal, caminhante solitário
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 12º - Thorong Phedi a High Camp

O Prelúdio da Travessia Suprema

Este trecho do Circuito Annapurna só dista 1km mas, em menos de duas horas, leva dos 4450m aos 4850m e à entrada do grande desfiladeiro. Dormir no High Camp é uma prova de resistência ao Mal de Montanha que nem todos passam.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Frederikstad-Saint-Croix-ilhas-virgens-americanas-freedom
Cidades
Frederiksted, Saint Croix, Ilhas Virgens Americanas

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Se Christiansted se afirmou como a capital e principal polo comercial da ilha de Saint Croix, a “irmã” do sotavento, Frederiksted teve o seu apogeu civilizacional quando lá se deu a revolta e posterior libertação dos escravos que garantiam a prosperidade da colónia.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
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Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Verão Escarlate
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Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

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Desporto
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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
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Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
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luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
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Colónia do Sacramento: o Legado Uruguaio de um Vaivém Histórico

A fundação de Colónia do Sacramento pelos portugueses gerou conflitos recorrentes com os rivais hispânicos. Até 1828, esta praça fortificada, hoje sedativa, mudou de lado vezes sem conta.
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Com a capital homónima para trás, rumamos à descoberta da realidade da roça Agostinho Neto. Daí, tomamos a estrada marginal da ilha. Quando o asfalto se rende, por fim, à selva, São Tomé tinha-se confirmado no top das mais deslumbrantes ilhas africanas.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
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Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
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África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
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Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
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Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
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Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

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Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão
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Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz

Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.
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Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Promessa?
Praias
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Mtshketa, Cidade Santa da Geórgia, Cáucaso, Catedral de Svetitskhoveli
Religião
Mtskheta, Geórgia

A Cidade Santa da Geórgia

Se Tbilissi é a capital contemporânea, Mtskheta foi a cidade que oficializou o Cristianismo no reino da Ibéria predecessor da Geórgia, e uma das que difundiu a religião pelo Cáucaso. Quem a visita, constata como, decorridos quase dois milénios, é o Cristianismo que lá rege a vida.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Sociedade
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Curieuse Island, Seychelles, tartarugas de Aldabra
Vida Selvagem
Île Felicité e Île Curieuse, Seychelles

De Leprosaria a Lar de Tartarugas Gigantes

A meio do século XVIII, continuava inabitada e ignorada pelos europeus. A expedição francesa do navio “La Curieuse” revelou-a e inspirou-lhe o baptismo. Os britânicos mantiveram-na uma colónia de leprosos até 1968. Hoje, a Île Curieuse acolhe centenas de tartarugas de Aldabra, o mais longevo animal terrestre.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.