Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação


A caminho
Grupo de adolescentes percorre uma ruela da cidade alta de Fianarantsoa.
Um Lar no Verde
Casa tradicional destacada abaixo do casario da Cidade Alta de Fianarantsoa.
Menino Merina
Menino de etnia merina bem agasalhado numa manhã fresca.
Família Cristã
Fieis descem de uma missa para o sopé da Cidade Alta
Fianar: zona alta
Casario da Cidade Alta de Fianarantsoa com a catedral de Ambonzontani em destaque, à direita.
Hora da missa
Missa numa das várias igrejas cristãs de Fianarantsoa.
Contemplação
Moradores da Cidade Alta de Fianarantsoa com tempo para contemplar.
A Fianar Alta e Velha
Casario da Cidade Alta de Fianarantsoa.
Ambonzontani
A catedral de Ambonzontani, a maior igreja da Cidade Alta de Fianarantsoa.
A Vida de Rova
Momento de vida no sopé da Cidade Alta de Fianarantsoa.
Equilíbrio sobre varandas típicas
Galinha sobre varanda típica da Cidade Alta e velha de Fianarantsoa.
Linhas de Fianar
Retalho da arquitectura tradicional religiosa e habitacional da Cidade Alta de Fianarantsoa.
Conversa em dia
Jovens moradoras numa pequena loja do bairro de Rova.
Roupa-suja
Mulheres lavam roupa num lavadouro do bairro de Rova.
Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.

À letra, o termo Fianarantsoa é traduzível como “a cidade onde se aprende o bem” ou “o lugar em que se pode aprender algo de bom”. Logo na primeira vez em que a contemplamos, o casario secular da sua zona suprema e mais antiga, sugeriu-nos uma Coimbra exótica e antípoda, uma “lição de sonho e tradição…” malgaxe que não estávamos dispostos a perder.

Como Coimbra, Fianar – assim é tratada com carinho especial – desenrola-se encosta de Ivoneana abaixo até às margens dos rios que fluem pela sua base, o Tsiandanitra, o Mandanofotsy. Ocupou o espaço de uma antiga aldeia betsileo com esse mesmo nome, traduzível como “onde os mortos são escondidos”.

Casario, cidade alta, Fianarantsoa, Madagascar

Casario da Cidade Alta de Fianarantsoa.

Situada a uma altitude média de 1200 metros, Fianarantsoa mantém-se dividida em três níveis históricos e urbanísticos fáceis de destrinçar: a Cidade Alta ou Velha, o âmago da sua origem, onde se concentra a maior parte dos edifícios tradicionais.

A Cidade Colonial disposta sobre a colina vizinha de Tsianolondroa e que acolheu quase todos os edifícios administrativos construídos durante a soberania francesa, entre 1894 e 1960. Por fim, a Cidade Baixa, disseminada pela alternância de pequenas colinas e vales em redor.

Mesmo se a sua mentora Ranavalona Iª se afirmou como avessa à influência e prepotência da França e da Grã-Bretanha – e ainda mais à Cristianização tentada pela London Missionary Society no reino do seu antecessor Radama I – a imposição colonial (francesa) e o proselitismo cristão que lhe veio agregado, não tardaram a triunfar.

Catedral de Ambonzontani, Fianarantsoa, Madagascar

A catedral de Ambonzontani, a maior igreja da Cidade Alta de Fianarantsoa.

Escadarias, Igrejas e Muita Fé

Assim se explicam as quase cinquenta igrejas protestantes, luteranas e católicas que lá existem, na maior concentração de toda a grande ilha de Madagáscar e a sucessão de fiéis nos seus melhores trajes que encontramos enquanto subimos a escadaria de cimento que conduz aos píncaros da Cidade Velha, e ao cirandarmos pelas ruelas e becos que a servem.

Entramos num dos templos protestantes que acolhia missa, a igreja FLM Trinitie Masombahoaka, de 1859. Lá damos com uma cena eucarística que nos seria em tudo familiar, não fossem os crentes deixarem livre uma ampla frente de assentos que os mantinha distantes tanto do altar como do coro instalado à sua direita.

Missa, Fianarantsoa, Madagascar

Missa numa das várias igrejas cristãs de Fianarantsoa.

A missa termina com os fiéis a saírem ordeiramente pela coxia central, escoltados pelo padre e acólitos que se colocam à saída do templo, a jeito de se despedirem do rebanho.

Lá fora, outros fiéis mais vencem os degraus largos da escadaria Rabaut St. Etienne e os pisos antigos e algo irregulares da Rue du Rova.

O Dia a Dia Secular de Fianarantsoa

Mas nem só de fé vive a Cidade Alta de Fianarantsoa. Por aqueles mesmos lados, um grupo de mulheres em animada galhofa castiga a roupa suja das famílias num lavadouro público na base da colina.

Lavadouro, Rova, Fianarantsoa, Madagascar

Mulheres lavam roupa num lavadouro do bairro de Rova.

Um jovem morador de um dos lares tradicionais de tijolinho e reboco em tons pastel, estende alguma sua roupa enfiado numa t-shirt CR7 apertada da selecção portuguesa que combina com uma imitação grená de ténis All Stars.

Na base da Cidade Alta e da pirâmide social de Fianarantsoa, vendedores campesinos provenientes das aldeias em redor, tentam ganhar a vida num mercadinho de chão improvisado contra uma de tantas paredes ocres de adobe.

Lá dispõem sacas de arroz da sua última colheita, bananas, ananases, amendoins, tomate, outros vegetais. Parte deles partilha as feições indomalaias e o tom de pele caramelo que os migrantes trouxeram daqueles lados da Ásia para a maior das ilhas africanas crê-se que em redor do século V d.C.

Moradores, Fianarantsoa, Madagascar

Moradores da Cidade Alta de Fianarantsoa com tempo para contemplar.

Os Merinos no Cume do Mosaico Étnico Malgaxe

Outros, têm peles muito mais escuras e traços do rosto menos refinados. A diferença, bem como o padrão colorido e de manta de retalhos que usam como uma espécie de moda rural, deixa-nos intrigados quanto à sua etnia.

Naquele momento, não tínhamos por perto o guia e condutor Lalah Randrianary, ele próprio um merino de pele quase branca e olhos ainda algo rasgados. Ponderarmos por conta própria, um sentido para a genética daquelas gentes seria, à partida, uma missão impossível.

Preferimos resignar-nos ao facto de serem dezoito os povos principais e oficiais que dividem entre si Madagáscar. E que, como seria de esperar, com o passar dos tempos, estes povos se amalgamaram em algo que já só pode ser qualificado como malgaxe.

Compramos bananas a duas das vendedoras, tagarelamos um pouco sobre já nem sabemos bem o quê. O suficiente para lhes cairmos nas graças e nos deixarem fotografá-las ainda que naqueles preparos que – para tal nos alertaram vezes sem conta – não eram dignos do nosso trabalho.

Acima e Abaixo das Ruelas Íngremes de Rova

Voltamos a apontar para o cimo. Na praceta que faz de preâmbulo à rampa que lá conduz, uma placa gasta indica a direcção do “Centre de Santé de Base Niveau de Rova”.

Rova-Fianarantsoa-Madagascar

Momento de vida no sopé da Cidade Alta de Fianarantsoa.

Antecede-a um parque de estacionamento espontâneo ocupado por carros e carrinhas de cores garridas, quase todos franceses. Lá se destacam pela sua madurez e exuberância cromática duas Renault 4L, entre Clios, Peugeots 205 e afins.

Alguns miúdos pedem dinheiro dizem-nos que para cadernos da escola. Na dúvida quanto ao destino da verba, compramos-lhe um conjunto deles. Assim nos rendemos ao seu plano de abordagem que incluía realizar o peditório à entrada da papelaria mais próxima e conveniente da zona.

Uma jovem mãe surge à porta de uma loja de artesanato com o seu bebé pesadão ao colo, entre chapéus coloridos de palha e um cesto metálico em que vende ovos avulso.

Cidade alta, Fianarantsoa, Madagáscar

Casario da Cidade Alta de Fianarantsoa com a catedral de Ambonzontani em destaque, à direita.

O Mirante Conveniente do Cimo de Fianarantsoa

Nessa derradeira ascensão da Rue du Rova, cruzamo-nos com mais crentes, desta feita, vindos da igreja protestante de FJKM Antranobiriky, apontados à semi-base da colina de Ivoneana de que se destaca a catedral d’Ambozontany, a maior das igrejas de Fianar, pelo menos no que à Cidade Velha concerne.

Subimos ao topo da colina, lugar de um palácio mandado erguer em 1830 por Rafaralahindraininaly um dos governadores da cidade, na vigência de Ranavalona Iª.

Um reservatório de água vedado impede-nos de o explorar como merecia. Para compensar, o cume desvenda-nos vistas sobre a Cidade Baixa e sobre as colinas e vales verdejantes que a envolvem.

Casa típica, Fianarantsoa, Madagascar

Casa tradicional destacada abaixo do casario da Cidade Alta de Fianarantsoa.

Nem ali nos falta a companhia. Uma espécie de gang de miuditos arejados e bem-dispostos aparece do nada. Perguntam-nos o que andamos ali a fazer e apontam-nos alguns dos sítios lá em baixo que conseguem identificar.

Uma das miúdas, provavelmente a mais velha, carrega uma criança com um ano e meio, no máximo dois anos. “É o meu bebé, agora, sabem. Os pais dele desapareceram.  Eu é que tomo conta dele.”. A mensagem, directa e genuína, à boa moda juvenil, comove-nos e deixa-nos quase sem jeito.

Pelo menos, até que uma das jovens amiga intercede e brinca com a criança e com a mãe adoptiva, com uma sensibilidade bem mais madura do que a sua face pueril deixaria adivinhar.

Com o passar das horas e os sucessivos contactos, começámos a sentir que as gentes de Fianar de todas as idades, partilhavam uma mesma subtileza do ser, um tacto e bom-senso vivencial com o seu quê de contagioso. Tendo em conta a história da cidade, tais atributos pareciam-nos tão inesperados como explicáveis.

Galinha e varandas típicas, Fianarantsoa, Madagascar

Galinha sobre varanda típica da Cidade Alta e velha de Fianarantsoa.

Ranavalona Iª – a Rainha Avessa a Interferências Coloniais

Como puderam testemunhar os emissários franceses e britânicos, Ranavalona Iª, a fundadora de Fianarantsoa não brincava em serviço e fazia questão de o deixar bem claro: “A todos os europeus, ingleses ou franceses, em reconhecimento do bem que fizeram ao meu país ao ensinarem a sabedoria e o conhecimento, exprimo-vos os meus agradecimentos….

E declaro-vos que podem seguir os vossos hábitos, não tenham receio porque não tenho qualquer intenção de os modificar….” Agora repare o leitor no aviso que se segue: “mas se eu vejo qualquer um dos meus súbditos querer mudar o que seja das regras estabelecidas pelos grandes doze reis meus ancestrais, isso nunca permitirei…. Assim, no que diz respeito à religião, seja ao Domingo, seja durante a semana, os baptismos e comunhões, interdito os meus súbditos de neles tomarem parte deixando-vos livres vocês, europeus de fazerem o que quiserem”.

Fieis cristãos, Fianarantsoa, Madagascar.

Fieis descem de uma missa para o sopé da Cidade Alta

Senhora de um nariz imperial, Ranavalona Iª não tardou a dotar a sua capital do sul de instituições académicas que atraíram mais e mais intelectuais do reino,  uns professores, outros nem por isso. Após a sua morte, o seu filho Rakotosehenondradama sucedeu-a enquanto rei Radama II.

Por mais filho que fosse, Radama II desprezava o isolacionismo e anti-europeísmo da progenitora. Provou-se um monarca fortemente francófilo que admitiu que, às escolas e outras instituições académicas, se juntassem as religiosas e culturais que perduram e proliferam na cidade.

Aos poucos, Fianarantsoa resplandeceu de conhecimento e de fé. Ao que se veio a juntar o trunfo não menos francófono de se ter tornado o centro vinícola e gastronómico da grande ilha de África.

A Relação Bipolar com Ravanalona Iª os ex-colonos Franceses

Durante a década de 50, o povo malgaxe passou pelo processo independentista comum a todas as colónias africanas.

Ainda que os franceses mantenham o seu cunho histórico em Fianar e em Madagáscar em geral, de cada vez que a nação se vê ameaçada por intrusões pós-coloniais excessivas, é comum os malgaxes da cidade (e não só) exaltarem a referência da cruel soberana Ranavalona Iª, não a do descendente quase gaulês Radama II.

Isto, apesar de a rainha ter assegurado o seu reinado de 33 anos e 15 dias após mandar assassinar todos os regentes que a ameaçavam na sucessão do recém-falecido marido: outras mulheres, filhos e até a sua própria mãe, de ter torturado e assassinado inúmeros súbditos malgaxes mas também estrangeiros.

Jovens moradoras, Rova, Fianarantsoa, Madagascar

Jovens moradoras numa pequena loja do bairro de Rova.

E de muitos malgaxes discordantes tratarem a sua vigência por “tany maizina” ou “os anos de escuridão”.

Na madrugada seguinte, conduzidos pelo nativo Lalah Randrianary embarcamos noutro dos contributos europeus que Ranavalona Iª teria permitido e agradecido: o Fianarantsoa-Côte Est railway.

Este caminho de ferro foi construído pelos franceses em dez anos (1926 – 1936) para ligar, em 162 km, o planalto em que se expande Fianar ao litoral tropical da costa leste da ilha. O TGV (Train à Gran Vibrations) malgaxe demorou quase 40 horas a cumprir o percurso. Fianarantsoa quase entrava noutra era.

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Morondava, Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre

Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.
Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. O Homem tende emular outros lares doces lares do mundo. Alguns desses casarios revelam-se impressionantes.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Treasures, Las Vegas, Nevada, Cidade do Pecado e Perdao
Arquitectura & Design
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia – Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Rua de São Pedro Atacama, Chile
Cidades
San Pedro de Atacama, Chile

São Pedro de Atacama: a Vida em Adobe no Mais Árido dos Desertos

Os conquistadores espanhóis tinham partido e o comboio desviou as caravanas de gado e nitrato. San Pedro recuperava a paz mas uma horda de forasteiros à descoberta da América do Sul invadiu o pueblo.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Cultura
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã
Étnico
Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Sensações vs Impressões

Totem, Sitka, Viagem Alasca que já foi da Rússia
História
Sitka, Alasca

Sitka: Viagem por um Alasca que Já foi Russo

Em 1867, o czar Alexandre II teve que vender o Alasca russo aos Estados Unidos. Na pequena cidade de Sitka, encontramos o legado russo mas também os nativos Tlingit que os combateram.
Submarino Vesikko, Suomenlinna, Helsínquia, Finlândia
Ilhas
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Inverno Branco
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
barco enferrujado, Mar de Aral, Usbequistão
Natureza
Mar de Aral, Uzbequistão

O Lago que o Algodão Absorveu

Em 1960, o Mar de Aral era um dos quatro maiores lagos do mundo mas projectos de irrigação secaram grande parte da água e do modo de vida dos pescadores. Em troca, a URSS inundou o Uzbequistão com ouro branco vegetal.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Parques Naturais
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Sombra vs Luz
Património Mundial UNESCO
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Cabana de Bay Watch, Miami beach, praia, Florida, Estados Unidos,
Praias
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.
Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Religião
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Sociedade
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Vida Selvagem
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
EN FR PT ES