Morondava, Avenida dos Baobás, Madagáscar

O Caminho Malgaxe para o Deslumbre


Lento fim do dia
Nativo empurra um carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás.
Fila aquática
Peixeiras de Morondava atravessam o rio carregadas de peixe para o mercado da povoação.
A caminho
Condutor de tricycle percorre a Avenida dos Baobas.
Baobás I
Dois dos muitos embondeiros da Avenida dos Baobás.
Cama, cama, cama, camaleon
Crianças exibem enormes camaleões capturados na savana em redor da Avenida dos Baobás, junto aos grandes embondeiros.
Relação vegetal
Baobás Apaixonados, os famosos embondeiros entrelaçados nas imediações da avenida dos baobás.
Fila amfíbia
Peixeiras de Morondava prestes a fornecerem o mercado de peixe fresco.
A caminho II
Carro de bois percorre a avenida dos Baobás, entre embondeiros.
Ocaso vegetal
Sol põe-se a oeste da Avenida dos baobás.
Saída do nada, uma colónia de embondeiros com 30 metros de altura e 800 anos ladeia uma secção da estrada argilosa e ocre paralela ao Canal de Moçambique e ao litoral piscatório de Morondava. Os nativos consideram estas árvores colossais as mães da sua floresta. Os viajantes veneram-nas como uma espécie de corredor iniciático.

A manhã ainda se instala. A foz do rio Morondava resplandece de vida. Um barqueiro solitário vê-se aflito para dar resposta a tanto trabalho.

Da margem em que a apreciamos e ao o caudal e ao dia passar, algumas mulheres com afazeres na margem oposta de Betania, sobem a bordo do barco de madeira gasta, escavado de um único velho tronco.

Do lado bem mais tropical de lá, um pequeno exército de varinas malgaxes, com grandes alguidares à cabeça, avança água adentro, até ao limiar em que a embarcação as pode recolher.

Peixeiras, Rio Morondava, Madagascar

Peixeiras de Morondava atravessam o rio carregadas de peixe para o mercado da povoação.

Uma vez estabelecido o contacto com o barco, instalam-se e ao peixe que os homens da aldeia acabaram de pescar. A sua viagem completa-se nuns meros trezentos metros, pouco mais de três minutos.

Fotografamo-las durante todo este curto percurso.

Quando de nós se aproximam, tapam as faces com as mãos ou usam-nas para replicarem a mímica para dinheiro. Só se rendem às nossas intenções quando se veem obrigadas a equilibrar os pesados alguidares com os braços.

Peixeiras em marcha, Madagascar

Peixeiras da região de Morondava atravessam a foz do rio carregadas com grandes alguidares de peixe

Este ritual logístico repete-se durante todo o tempo que ali passamos. Nem a chegada de dois militares de metralhadoras ao ombro, também eles passageiros iminentes, o parece importunar.

Como não o afecta a passagem de uma pequena caravana de canoas diminutas provinda da entrada para o grande Índico, ou a diversão fluvial de cinco jovens nativos que mergulham da quilha do seu dhow azul-celeste para a água lamacenta.

Banhos no Rio Morondava, Madagascar

Nativos de Morondava refrescam-se e divertem-se no rio homónimo.

As mulheres fartam-se do nosso abuso. Organizam-se para o cobrar. São demasiadas para lhes podermos fazer a vontade. Mudamos de paragens, mais para diante, para onde o Morondava se entrega ao oceano e o amarela.

A Vida Piscatória às Margens entre o Canal de Moçambique e o Rio Morondava

O areal vasto em frente à povoação homónima é, também ele, palco de uma intensa faina. Vários grupos de homens e adolescentes puxam por redes que antes espalharam no mar em frente e depositam os pequenos peixes capturados no interior semi-alagado de longas canoas.

Outros recolhem, lavam e enrolam redes já antes libertas da pescaria. Outros ainda empurram carros repletos de peixe, de forma atabalhoada, sobre a areia seca.

Em época do turismo do oeste de Madagascar tão baixa como a maré, o nosso itinerário errante pela beira-mar, deixa a maioria dos nativos intrigada mas também serve de pretexto para pausas que todos acham merecidas.

Numa das suas abordagens, dois jovens pescadores exibem-nos, orgulhosos, uma raia recém-capturada. Acabamos a banhar-nos com eles no Canal de Moçambique amornado entre Madagascar e o leste de Moçambique, entregues a chapinhanços e gargalhadas.

Com o sol a elevar-se para o seu zénite, o calor torna-se insuportável. Aos poucos, os pescadores recolheram às casas em redor da povoação ou, pelo menos, à sombra.

Mulher com mussiro, Morondava, Madagáscar

Moradora de Morondava protegida com uma máscara facial mussiro.

Em muito maior risco de dali sairmos grelhados que os nativos, refugiámo-nos num dos restaurantes instalados de ambos os lados da pequena estrada de Morondava.

Lalah Randrianary conduzia-nos e guiava-nos desde a já longínqua capital Antananarivo. Esperava, com ansiedade, pela hora de regressar a zonas malgaxes mais frescas e familiares, mais próximas da sua etnia merina proveniente das actuais ilhas indonésias, em vez da sakalava, com origem no leste africano e com pouca ou nenhuma afinidade com a merina.

Almoçamos duas das especialidades que Lalah nos havia aconselhado. Logo após, metemo-nos na carrinha e apontamos para o interior tribal da região de Menabe.

Quando a via RT35 se despromove do asfalto para a terra batida da RT8, ganhamos consciência da iminência de um cenário africano que há tantos anos nos seduzia.

Em Busca dos Grandes Embondeiros. Ou Baobás.

A estrada em direcção a norte liga a região de Morondava à de Belo Tsibirihina, uma povoação sobre o rio Tsibirihina que, até a chegada em força da época seca, corta o acesso a outro dos lugares de sonho da maior das ilhas africanas: a incrível floresta de rochedos afiados e cortantes de Tsingy de Bemaraha, lar improvável dos mais furtivos lémures de Madagáscar e de inúmeras outras espécies.

A época seca estava, no entanto, por chegar. Porções do caminho permaneciam semi-lamaçentas e riachos que atravessavam a estrada obrigam-nos a duas travessias anfíbias. A “avenue” não tarda. Passamos por aldeias tribais, agrupamentos de palhotas consolidadas com galhos e lama seca.

Passamos ainda por plantações artesanais de amendoim e de mandioca.

Trycicle, Avenida dos Baobás, Madagascar

Condutor de tricycle percorre a Avenida dos Baobas.

Por fim, avistamos ao longe as copas ramificadas dos gigantescos embondeiros que, na sua passagem pioneira pela zona, estima-se que há cerca de 1000 anos, os marinheiros árabes terão descrito como o diabo tendo arrancado as árvores e as colocado de cabeça para baixo, isto por as suas copas mais parecerem raízes.

Minutos depois, chegamos ao enfiamento da sua majestosa alameda.

Em Busca dos Baobás Apaixonados

A tarde ainda vai a meio. Concordamos com Lalah que sugere que devíamos espreitar primeiro a outra grande atracção vegetal da zona e avançamos por caminhos arenosos até as imediações dos Baobás Apaixonados, dois embondeiros que cresceram entrelaçados um no outro, símbolos seculares de uma lenda de amor proibido entre dois jovens de tribos distintas.

Baobás Apaixonados, Madagascar

Baobás Apaixonados, os famosos embondeiros entrelaçados nas imediações da avenida dos baobás.

Estes jovens queriam viver as suas vidas juntos mas as famílias e os chefes das respectivas tribos já lhes haviam determinado parceiros, pelo que tiveram que se conformar. Aqueles dois baobás ter-se-ão abraçado pouco depois. Celebram a sua união frustrada e encantam viajantes para todo o sempre.

No regresso à estrada RT8, temos a primeira visão panorâmica dos embondeiros, da espécie adansonia grandidieri, os mais altos à face da Terra.

A Grandiosa Avenida dos Baobás

Surgem alinhados num segmento de savana com quase trezentos metros. São entre vinte a vinte e cinco árvores, com uma altura média de trinta metros.

Pastam cabras e chilram inúmeros pássaros em redor do ponto de que os apreciamos, entre três ou quatro agrupamentos tribais semi-fechados sobre si mesmos por uma criteriosa cebe de arbustos espinhosos.

Se o lugar tem, hoje, um ecossistema resplandecente enriquecido pela simbiose das próprias árvores, com lémures, morcegos da fruta, formigas e outros insectos, colibris e dezenas de aves, o que terá sido antes, quando os embondeiros endémicos de Madagáscar se perdiam numa vasta e densa floresta tropical.

Baobás, Avenida dos Baobás, Madagascar

Dois dos muitos embondeiros da Avenida dos Baobás.

O tempo passou. A população malgaxe aumentou, com grande contribuição da etnia sakalava por ali também predominante.

A Sacralização Milenar dos Baobás de Madagáscar

A floresta original deu, assim, lugar a arrozais e outros campos de cultivo e a pastagens. Os nativos não tocaram todavia nos embondeiros que chamam de renalas, as mães da floresta.

A maior parte dos malgaxes nunca chegam a ver um embondeiro nas suas vidas já que crescem apenas na franja ocidental de Madagáscar, a mais próxima do Canal de Moçambique.

Os embondeiros não existem nas terras altas, mais frias e populosas do interior da ilha. São, no entanto, a árvore e o principal símbolo da nação, com profundo significado espiritual para várias tribos que as veem como reencarnação ou habitat de espíritos ancestrais.

Os malgaxes que com elas convivem deixam com frequência, na sua base, mel e rum dentro de conchas de enormes caracóis terrestres. Tentam, com tais oferendas, obter dos baobás sagrados auxílio na recuperação de familiares ou, em alturas de seca, o rápido regresso das chuvas.

Por mais improvável que pareça, no distante Japão tudo é possível e também por aqueles lados o baobá se tornou místico. Ano após ano, aldeãos nipónicos participam em verdadeiras peregrinações a Madagáscar, recém-imbuídos da crença de que os embondeiros são a árvore sagrada do xintoísmo.

Como resultado desta veneração histórica, a impressionante avenida arbórea mantém-se firma e hirta. Não tardamos a encará-la de forma longitudinal e, logo, a percorrê-la.

Carro de bois na Avenida dos Baobás, Madagascar

Carro de bois percorre a avenida dos Baobás, entre embondeiros.

Dia a dia em Redor dos Gigantescos Baobás

Lalah recolhe a uma área de estacionamento improvisada junto à entrada sul da via.

Convive com os vendedores de artesanato e de fruta que ali tentam aproveitar a visita dos forasteiros, à falta de um estatuto de parque nacional que proteja aquele seu património e os ajude a lucrar com bilhetes cobrados aos vahiny, assim são denominados os turistas.

Eram raros os jipes ou veículos modernos que cruzavam à avenida. Ao invés, sucediam-se os carros de bois puxados por parelhas de zebus, pastores e camponeses carregados de instrumentos e dos frutos da sua lavra.

Um pequeno bando de miúdos aparece do nada cada qual com o seu enorme camaleão agarrado a um galho.

Vendedores de Camaleões, Avenida dos Baobás, Madagascar

Crianças exibem enormes camaleões capturados na savana em redor da Avenida dos Baobás, junto aos grandes embondeiros.

Tentam convencer-nos a comprá-los como mascotes.

Confrontados com a inviabilidade daquele negócio, recorrem ao alternativo, bem mais fácil de concretizar: “ok, então pelo menos façam umas fotos com eles.

Vocês têm umas boas máquinas. Depois, dão-nos o que quiserem!”

Silhuetas de Embondeiros sobre o Ocaso Malgaxe

O sol precipita-se sobre o solo e esquadrões de morcegos começam a sobrevoar as copas rendilhadas daqueles portentos arbóreos.

Também nós nos posicionamos. Contornamos um pântano abaixo do plano da avenida até que a temos contra o céu a pegar fogo.

Por do sol, Avenida dos Baobás, Madagascar

Sol põe-se a oeste da Avenida dos baobás.

O negro das silhuetas dos baobás torna-se cada vez mais escuro e mais gráfico.

Esse contraste de cores e formas assume uma beleza divinal que só se intensifica com o fluir crepuscular da vida local. Instalamo-nos do lado de lá do charco.

Bandos infernais de mosquitos sedentos provindos da vegetação encharcada acossam-nos.

Apesar do repelente, mordem-nos ao ponto de aquele massacre asado nos deixar preocupados com a chatice de contrairmos malária, ou outra maleita afim. Mas o que tínhamos por diante anulava todo e qualquer incómodo. Movemo-nos uns metros para a esquerda ou para a direita e fazemos a bola do sol afundar entre os gigantescos troncos.

Enquanto o horizonte incandescia, vários nativos percorriam a avenida na base dos baobás, indiferentes à sumptuosidade do cenário. Vemos e registamos os seus contornos diminutos e graciosos, uns atrás dos outros, como se assistíssemos a um teatro natural e orgânico de sombras.

Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar

Nativo empurra um carrinho-de-mão ao longo da Avenue des Baobás.

Um camponês empurra um carrinho de mão. Logo, um ciclista e várias mulheres com trouxas sobre a cabeça, seguidos por um cão que se detém, aqui e ali, entretido com cheiros familiares.

A Viagem Nocturna para Antsirabe

O pôr-do-sol dá lugar a um longo lusco-fusco que aguentamos ainda sob ataque dos mosquitos determinados a registar o panorama e as sucessivas cenas com distintos tons. Por fim, a luz solar desvanece-se de vez e entrega às estrelas o firmamento acima dos embondeiros.

Lalah aguardava-nos há uma eternidade. Voltamos a contornar o pântano. Juntamo-nos a ele no abrigo da carrinha e regressamos ao núcleo balnear abafado de Morondava para lá passarmos a noite.

Quando, na manhã seguinte, regressamos encantados a Antsirabe e às terras altas, merinas e betsileo, estávamos certos que haveríamos de voltar a percorrer a avenida mais famosa de Madagáscar, a caminho das terras não menos fascinantes de Tsingy de Bemaraha.

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Fianarantsoa, Madagáscar

A Cidade Malgaxe da Boa Educação

Fianarantsoa foi fundada em 1831 por Ranavalona Iª, uma rainha da etnia merina então predominante. Ranavalona Iª foi vista pelos contemporâneos europeus como isolacionista, tirana e cruel. Reputação da monarca à parte, quando lá damos entrada, a sua velha capital do sul subsiste como o centro académico, intelectual e religioso de Madagáscar.
Bazaruto, Moçambique

A Miragem Invertida de Moçambique

A apenas 30km da costa leste africana, um erg improvável mas imponente desponta do mar translúcido. Bazaruto abriga paisagens e gentes que há muito vivem à parte. Quem desembarca nesta ilha arenosa exuberante depressa se vê numa tempestade de espanto.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem a Via Dolorosa, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.
Leão, elefantes, PN Hwange, Zimbabwe
Safari
PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Pela sombra
Arquitectura & Design
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Sombra de sucesso
Cerimónias e Festividades
Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Perth Cidade Solitária Austrália, CBD
Cidades
Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Comida
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Saida Ksar Ouled Soltane, festival dos ksour, tataouine, tunisia
Cultura
Tataouine, Tunísia

Festival dos Ksour: Castelos de Areia que Não Desmoronam

Os ksour foram construídos como fortificações pelos berberes do Norte de África. Resistiram às invasões árabes e a séculos de erosão. O Festival dos Ksour presta-lhes, todos os anos, uma devida homenagem.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Cenário marciano do Deserto Branco, Egipto
Em Viagem
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, Nova Caledonia, Grande Calhau, Pacifico do Sul
Étnico
Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Montanha da Mesa vista a partir de Waterfront, Cidade do Cabo, África do Sul
História
Table Mountain, África do Sul

À Mesa do Adamastor

Dos tempos primordiais das Descobertas à actualidade, a Montanha da Mesa sempre se destacou acima da imensidão sul-africana e dos oceanos em redor. Os séculos passaram e a Cidade do Cabo expandiu-se a seus pés. Tanto os capetonians como os forasteiros de visita se habituaram a contemplar, a ascender e a venerar esta meseta imponente e mítica.
Amigas em Little Venice, Míconos
Ilhas
Míconos, Grécia

A Ilha Grega em Que o Mundo Celebra o Verão

Durante o século XX, Míconos chegou a ser apenas uma ilha pobre mas, por volta de 1960, ventos cicládicos de mudança transformaram-na. Primeiro, no principal abrigo gay do Mediterrâneo. Logo, na feira de vaidades apinhada, cosmopolita e boémia que encontramos quando a visitamos.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia
Natureza
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil, cachoeira Véu de Noiva
Parques Naturais
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, Brasil

No Coração Ardente da América do Sul

Foi só em 1909 que o centro geodésico sul-americano foi apurado por Cândido Rondon, um marechal brasileiro. Hoje, fica na cidade de Cuiabá. Tem nas imediações, os cenários deslumbrantes mas demasiado combustíveis da Chapada dos Guimarães.
tarsio, bohol, filipinas, do outro mundo
Património Mundial UNESCO
Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.
Casal de visita a Mikhaylovskoe, povoação em que o escritor Alexander Pushkin tinha casa
Personagens
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Conversa ao pôr-do-sol
Praias
Boracay, Filipinas

A Praia Filipina de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.
Ilha de Miyajima, Xintoismo e Budismo, Japão, Portal para uma ilha sagrada
Religião
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sociedade
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
saksun, Ilhas Faroé, Streymoy, aviso
Vida Quotidiana
Saksun, StreymoyIlhas Faroé

A Aldeia Faroesa que Não Quer ser a Disneylandia

Saksun é uma de várias pequenas povoações deslumbrantes das Ilhas Faroé, que cada vez mais forasteiros visitam. Diferencia-a a aversão aos turistas do seu principal proprietário rural, autor de repetidas antipatias e atentados contra os invasores da sua terra.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Vida Selvagem
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
PT EN ES FR DE IT