Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália


Devils Marbles
A visão excêntrica dos Devils Marbles, um fenómeno geológico improvável também sagrado para os aborígenes.
Terra inundável
Sinal avisa para o risco de inundação súbita nas imediações dos Devils Marbles.
Negócio isolado
Marco, dono de um negócio à beira da estrada em Barrow Creek.
Stuart Highway em Tenant Creek
Tanque de àgua destaca-se logo ao lado da Stuart Highway, em Tenant Creek.
Austrália Tropical
Monumento geográfico assinala a intersecção da Stuart Highway com o Trópico de Capricórnio.
Arte indígena vs Publicidade Aussie
Mulher aborígene vende pinturas.
Em busca de petroglifos
Viajantes procuram pinturas deixadas pelos aborígenes nas imediações de Ubirr.
Daly Waters Servo
Viajantes param na estação de serviço improvisada do Daly Waters Pub.
Thylacine
Pintura rupestre aborígene de um Thylacine (Tigre da Tasmânia) que em tempos proliferava na Austrália.
Edith Falls
Rio Katherine precipita-se num lago natural, num cenário avermelhado do Outback do Parque Nacional Nitmiluk.
Lagoa escura
Grupo de viajantes refrescam-se num lago natural do Parque Nacional Litchfield.
A transbordar
O rio Katherine inundado pelas chuvas permanentes trazidas pela monção que toma conta da costa norte da Austrália.
Mary River crock
Tripulante de um barco faz um crocodilo saltar do rio Mary.
Puzzle Daly Waters
Decoração com a evolução histórica do pub Daly Waters.
Mural de matrículas
Espécie de mural repleto de matrículas nas traseiras do pub Daly Waters.
Ancoradouro luxuriante
Embarcações de recreio ancoradas junto à floresta tropical na margem alagada do rio Katherine.
Arte aborígene
Pintura rupestre aborígene numa vertente rochosa de Ubirr.
Travessia alagada
Autocarro prepara-se para cruzar uma estrada inundada no parque nacional Kakadu.
Águas arriscadas
Sinais alertam para a presença de crocodilos estuarinos numa zona alagada do parque nacional Kakadu.
Salto carnívoro
Crocodilo projecta-se do caudal do rio Mary para morder um pedaço de carne.
Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

É na sugestiva povoação perdida no Outback vermelho de Erlunda que nos juntamos ao tráfico espaçado da estrada Stuart Highway. 

Baptizada em honra do pioneiro homónimo, esta estrada liga Adelaide a Darwin, via Alice Springs, nuns intermináveis 2834 km. Percorrem-na, com enormes intervalos, veículos de todos os tipos, das mais antigas relíquias automóveis a sofisticados comboios rodoviários compostos por dezenas de atrelados.

Alguns quilómetros depois da partida madrugadora, o “Track” – como é também chamado – leva-nos a cruzar a linha imaginária do Trópico de Capicórnio assinalada, sem grande pompa, numa esfera armilar plantada à beira do asfalto.

Trópico Capricórnio, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Monumento geográfico assinala a intersecção da estrada Stuart Highway com o Trópico de Capricórnio.

Continuamos em direcção ao topo do Grande Norte e deparamo-nos com a primeira paragem histórica do percurso: Barrow Creek.

Barrow Creek a Wycliff Wells: um Outback da Stuart Hwy, no Mínimo, Surreal

A povoação fantasma surgiu no mapa como uma estação de telégrafo perdida no meio do nada australiano.

Depressa se tornou famosa pelos permanentes conflitos entre colonos e aborígenes Kaytetye de que foi palco, originados pelo roubo de gado e sabotagens da linha por parte dos últimos e alimentados por consequentes vinganças e contra-vinganças sanguinárias.

Aborígene, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Mulher aborígene vende pinturas.

Sobram da povoação original, apenas as ruínas do edifício emissor e da pequena prisão. Na proximidade, as bombas de combustível e o pub local reciclaram o seu estatuto de estação do Outback, a que atribuíram, hoje, funções de abastecimento.

Marco, o barman residente, queixa-se de que há muito que não deixa o negócio-domicílio: “aqui tudo fica longe demais. Estamos condenados a esta sina renovada de ver passar…” O desabafo poético é interrompido pelo pedido de mais dois pints de Millers e resgata-o da realidade árida do bush circundante.

Barrow Creek, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Marco, dono de um negócio à beira da estrada Stuart Hwy em Barrow Creek.

Enquanto isso, os clientes, todos estrangeiros, ignoram o balcão e o interminável test de cricket e circulam ao longo das paredes de madeira como intelectuais de ocasião, maravilhados pela incoerência criativa das obras expostas.

Há notas antigas de todo o mundo, recortes de jornais com notícias insólitas, troféus poeirentos e outros bibelôs improváveis. Retoca-se a galeria cada vez que chegam mais viajantes. Sarah e Rebecca, inglesas de Liverpool, afixam dois postais cómicos.

Ainda divertidas com o contributo, regressam, ao seu ínfimo Twingo alugado e somem no horizonte da Stuart Hwy.

A altura da vegetação aumenta à medida que a latitude decresce. Também parte da dinâmica climatérica e paisagística, as nuvens brancas que salpicam o céu azulão assumem formas particulares e anunciam a próxima experiência esotérica do percurso.

Tenant Creek, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Tanque de àgua destaca-se logo ao lado da estrada Stuart Highway, em Tenant Creek.

Wycliff Wells a Devils Marbles: uma Austrália Vermelha, Imensa e Inusitada

Situada a quatrocentos quilómetros para norte de Alice Springs, a povoação seguinte, não passa de um ponto ínfimo perdido na vastidão do mapa australiano mas, fazendo fé em vários testemunhos, parece ter conquistado um lugar de destaque no Universo.

Luzes no firmamento, discos rotativos com cúpulas azuis e seres prateados deles teletransportados para a superfície, ali, vermelha da Terra, tudo parece ser comum em Wycliffe Wells.

Lew Farkas, gerente da estação de serviço e do parque de caravanas locais, há cerca de vinte e cinco anos, não só decorou as suas instalações com estátuas e motivos de outros mundos como assegura “ … eu próprio já tive uma meia dúzia de avistamentos, só este ano”.

E, para que não fiquem quaisquer dúvidas, remata: “o dono anterior avisou-me logo quando me passou isto … com ele, e com vários aborígenes de cá, é exactamente a mesma coisa”.

extraterrestre, Wycliffe Wells, Australia

Criaturas extraterrestres representadas à entrada de Wycliffe Wells, Stuart Highway

As posições mantêm-se extremadas. Os analistas mais cépticos afiançam que tudo se deve, na verdade, ao alto consumo de álcool do Território do Norte e à necessidade que os locais têm de acrescentar emoções àquelas que são consideradas as vidas mais monótonas do país.

Do lado oposto e sem complexos, os locais rejubilam com as frequentes visitas de ovnilogistas conceituados, participam em convenções e descrevem experiências à media especializada internacional.

À passagem pelos Devils Marbles – duas enormes rochas amareladas, redondas e sagradas para os aborígenes que se equilibram sobre uma plataforma rochosa – o sol revela-se mais abrasador que o normal. Provoca uma busca desesperada de sombra que acaba por precipitar a partida.

marble partido de devils marble, Stuart Highway, Australia

Um dos Devil’s Marbles partido ao meio forças que se podem ou não crer naturais

Daly Waters a Catherine Gorge: o Vermelho Australiano Cada Vez Mais Verde

Três horas depois, anuncia-se Daly Waters. A chegada é acompanhada duma suave transição para o clima tropical do Top End e as nuvens cobrem agora o céu. Surgem árvores dignas desse nome e rios a extrapolar o leito que nos obrigam desviar caminho e a cruzar pontes de campanha.

A povoação revela-se mais um apinhado de casas de madeira abandonadas que tem na proximidade o que resta do primeiro aeroporto internacional da Austrália, construído para combater a invasão japonesa, na 2ª Guerra Mundial.

Daly Waters dá sinais de vida apenas no pub homónimo, mais um antro aberrante e acolhedor do Outback que seduz e retêm ozzies e estrangeiros como se a função da Stuart Hwy fosse, tão só, ali chegar. Repete-se a decoração caótica de um qualquer ferro-velho próspero e a oferta das melhores cervejas australianas.

Puzzle Daly Waters, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Decoração com a evolução histórica do pub Daly Waters

Ao lado do balcão, jazem a inevitável mesa de snooker e uma TV em que o mesmo test de cricket emitido, na tarde anterior, em Barrow Creek,  está para durar.

O acumular dos quilómetros e o adensar da estação das chuvas deixa o Outback vermelho para trás. Aparecem os já esperados territórios inacessíveis do Top End.

Sem forma de chegar a Matarranca e às curiosas termas homónimas, seguimos directos ao Parque Nacional Nitmiluk (lugar do sonho das cigarras, em dialecto aborígene jawoyn). Lá descobrimos que a sua Katherine Gorge está também, em boa parte, fora de alcance.

A transbordar, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

O rio Katherine inundado pelas chuvas permanentes trazidas pela monção que toma conta da costa norte da Austrália.

Sobra a vista panorâmica do alto da falésia, logo à entrada da garganta que revela a vastidão verdejante do “bush” ensopado, quebrada pelo caudal transbordante e repleto de crocodilos do rio Katherine.

Parques Lichtfield e Kakadu. E o Top End Tropical Surge Inundado

O cenário repete-se ao longo dos parques nacionais vizinhos, o Lichtfield e o Kakadu, irrigados por uma humidade sufocante e pela chuva, ora escassa ora diluviana, sempre presente.

Só as estradas principais, como a Stuart e a Arhnem Highway, escapam à inundação e impõem frequentes travessias anfíbias sempre que delas nos desviamos.

Travessia alagada, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Autocarro prepara-se para cruzar uma estrada inundada no parque nacional Kakadu.

A planície de Nadab é um território privilegiado pela natureza. Dela se projectam mesetas ferrosas que contrastam com o verde  dominante.

Foram, há muito, eleitas pelos aborígenes como abrigos e suportes da sua arte.

Ubirr, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Viajantes procuram pinturas deixadas pelos aborígenes nas imediações de Ubirr, um bom desvio da estrada Stuart.

A Intrigante Arte Rupestre Aborígene

Ubirr destaca-se pela quantidade de inscrições em surpreendente estado de preservação descrevendo cenas de caça, cerimónias, mitologia e magia.

Para êxtase dos apaixonados pela fauna australiana e da pré-história, entre desenhos de peixes locais, tartarugas e wallabies (pequenos cangurus) sobressai uma pintura de um thylacine, o recém-extinto Tigre da Tasmânia.

Thylacine rupestre, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Pintura rupestre aborígene de um Thylacine (Tigre da Tasmânia) que em tempos proliferava na Austrália.

Pela sua localização, no prolongamento do planalto de Arhnem, o caudal do Mary River transborda, de Dezembro a Abril.

Cria, em redor, uma enorme área de pântanos, pauis e lagoas fluviais que, com a chegada do Gurrung (uma das seis estações do ano aborígenes, de meio de Agosto a meio de Outubro), se transformam nos grandes oásis australianos, os billabongs.

Mary River croc, alice-springs-darwin-stuart-hwy-caminho-top-end

Tripulante de um barco faz um crocodilo saltar do rio Mary, nas imediações da Stuart Hwy

Até então, uma comunidade conflituosa de crocodilos de água salgada e doce partilha a paisagem verdejante e encharcada com uma fauna variada que inclui manadas de brumbies (cavalos selvagens) e de búfalos de água.

A impossibilidade de viajar pelos territórios inundados até às famosas Jim Jim Falls de Kakadu, faz das diversas quedas de água do Parque Nacional Lichtfield um itinerário alternativo, procurado pelos australianos da capital Darwin e por todas as agências de turismo a operar no Território do Norte.

Uma atrás da outra, Wangi, Tolmer, Tjaetaba e Tjayanera surgem invadidas por grupos de jovens irrequietos que, munidos de geleiras pejadas de cervejas, celebram cada minuto longe de Darwin e dos seus castigadores postos de trabalho.

Lagoa escura, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Grupo de viajantes refrescam-se num lago natural do Parque Nacional Litchfield.

1500km de Estrada Stuart Depois, Por fim a Incaracterística Cidade de Darwin

Com 120.650 habitantes, a cidade mais moderna e populosa do inóspito Território do Norte, é, em simultâneo, a menor das capitais de estado do país.

Erguida, de frente para o Mar de Timor e o Oceano Indico, como porta de entrada setentrional da Austrália, Darwin tem um passado complicado e um futuro promissor.

Foi destruída e reconstruída em duas ocasiões distintas. Em 1942, 188 caças japoneses – a mesma frota que atacaria, em seguida, Pearl Harbour – deram início a uma série de incursões que deixaram a cidade em ruínas. Na década de setenta, Tracy, o mais devastador dos ciclones que a visitaram até hoje, destruiu 70% dos edifícios erguidos ou recuperados após o fim da 2ª Guerra Mundial.

A nova reconstrução sublinhou os traços modernos da sua arquitectura que acolheu uma sociedade multiétnica enriquecida por imigrantes dos quatro cantos do mundo que continuam a instalar-se para trabalhar na indústria mineira e no crescente sector turístico local.

Notícias crocs, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End

Participantes numa excursão ao rio Mary aguardam junto a um painel com notícias de incidentes com crocodilos

Darwin esforça-se para não desiludir quem chega ao fim da Stuart Hwy. Anima-se com festivais originais e outros eventos. Essa missão revela-se ingrata.

É que, de Alice Springs a este longínquo Top End, a estranha Austrália do Território do Norte fez sempre questão de no deslumbrar.

Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

Os séculos passaram. As velhas e degradadas estradas soviéticas sulcam os desertos e oásis antes atravessados pelas caravanas da Rota da Seda. Sujeitos ao seu jugo durante uma semana, vivemos cada paragem e incursão nos lugares e cenários usbeques como recompensas rodoviárias históricas.
Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Great Ocean Road, Austrália

Oceano Fora, pelo Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes do estado australiano de Victoria, a via B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. Bastaram-nos uns quilómetros para percebermos porque foi baptizada de The Great Ocean Road.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Austrália. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.
Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques nacionais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Teatro de Manaus, Brasil
Cidades
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Capacete capilar
Cultura
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Noiva entra para carro, casamento tradicional, templo Meiji, Tóquio, Japão
Étnico
Tóquio, Japão

Um Santuário Casamenteiro

O templo Meiji de Tóquio foi erguido para honrar os espíritos deificados de um dos casais mais influentes da história do Japão. Com o passar do tempo, especializou-se em celebrar bodas tradicionais.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Banco improvisado
História
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Ilhas
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Moradora de Nzulezu, Gana
Natureza
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Abastecimento
Parques Naturais

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Património Mundial UNESCO
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
De visita
Personagens

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Perigo de praia
Praias

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

planicie sagrada, Bagan, Myanmar
Religião
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Teleférico de Mérida, Renovação, Venezuela
Sociedade
Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução a partir de 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida foi levada a cabo na Sierra Nevada por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.