Overseas Highway, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.


Via caribenha

Veleiro destacado no Manatee Creek, a alguns quilómetros de Key Largo.

Liberdade dourada

Banhista sobre a água rasa numa praia do Bahia Honda State Park.

To Bridge

Sinal indica o acesso à Overseas Highway, uma sucessão de pontes sobre o limiar leste do Golfo do México.

Tropicalidade

Banhista passeia ao longo do litoral do Bahia Honda State Park.

A praia possível

Delimitação do estacionamento da Anne's Beach, a sul de Islamorada.

O 900136

Identificação catalogada de um Crocodile Crossing, a caminho de Key Largo.

Docking Lot

Lanchas ancoradas num braço de mar Lower Matecumbe Key.

Um Ocaso ao caso

Pedestres sobre a velha estrutura rodoviária do Florida East Coast Railway de Henry Flagler, no Bahia Honda State Park

“Dossier Pelicano”

Pelicanos dominam um passadiço de um embarcadouro de Matecumbe Key

Posto à sombra

Segurança controla a entrada de um dos muitos resorts com beira-mar privada.

O outro lado

Sol ilumina um dos longos tabuleiros de betão da Overseas Highway.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.

São dez e meia da manhã. Miami estava uma hora e noventa quilómetros para trás. Tínhamos também deixado a vastidão verdejante e ensopada dos Southern Glades e continuávamos rumo à origem da U.S. Hwy 1, em grande parte denominada de Overseas Highway por a sua estrutura de asfalto e betão assentar no mar.

Esta estrada emblemática dos Estados Unidos levava-nos pela região anfíbia dos Sounds das Florida Keys adentro, ora por viadutos elevados face à vastidão de mangues e arvoredo alagado, ora por vias térreas mas em que vedações e sucessivas placas proibitivas mantinham inacessível a paisagem em redor.

Não era para menos. À imagem dos famosos Everglades, os Southern Glades e a sua extensão marinha mantêm-se selvagens até mais não.

Pantanosos e labirínticos, abrigam espécies como os crocodilos americanos, os jacarés e as panteras da flórida (pumas endémicos) que, confrontadas com a necessidade e a oportunidade, não desperdiçariam uma refeição humana.

É, assim, com algum alívio que vemos aparecer um desvio na estrada para um reduto em que, tudo aparentava, poderíamos sair do carro a salvo e desentorpecer as pernas.

Pelican Cay RV park: um Insólito Refúgio dos Glades

Uma placa sinalizava a eminência de um Pelican Cay RV park. Um segundo sinal alertava que estávamos numa zona de “Crocodile Crossing” e uma impressão grafitada no muro que delimitava a estrada especificava que se tratava da área de travessia dos répteis US1 900136.

Crocodile Crossing, junto ao Pelican Cay RV park, Florida Keys, Estados Unidos da América

Identificação catalogada de um Crocodile Crossing, a caminho de Key Largo.

As autoridades tinham os bichos e os seus movimentos catalogados e controlados. Ao contrário de nós que depressa suspeitamos que não deveríamos ali ficar muito mais tempo.

Damos com um parque de estacionamento e com um complexo de recreação privado e guardado a condizer. Antes de chegarmos ao pórtico de entrada, novo aviso com direito a tradução em castelhano chama-nos a atenção “No coolers, No Outside Food or Beverage”.

Os proprietários levavam a sério o seu direito ao lucro. De tal maneira que o segurança responsável pela cancela nos faz abrir o porta-bagagens e vasculha o habitáculo e a mala em busca de transgressões. Dizemos-lhe que só vamos dar uma espreitadela ao lugar. O funcionário relaxa das suas funções e concede-nos a entrada.

Uma Elaborada Base para Pescarias

Atravessamos um grande bar desafogado com visual de resort. Só do lado de lá percebemos que estávamos na margem de um dos muitos braços de mar que sulcavam a região, um tal de Manatee Creek que ligava aquela esguelha de terra à imensidão marinha das Florida Keys.

Manatee Creek, Florida, Estados Unidos da América

Veleiro destacado no Manatee Creek, a alguns quilómetros de Key Largo

Na ausência de areais, tendo em conta a perigosidade animal daquelas águas, o complexo funcionava como um dos inúmeros antros em que os pescadores da Florida se alojavam, de onde zarpavam para  pescarias ao largo e onde conviviam e trocavam as suas peripécias em noites bem regadas.

Os próprios quartos do estabelecimento, palafíticos, davam para o canal. Em vez de carros – como acontecia em quase todos os motéis espalhados pelos Estados Unidos – tinham às portas embarcadouros e lanchas apetrechadas de grandes canas-de-pesca.

Sentamo-nos por breves momentos a examinar o lugar. Ainda acompanhámos a partida de duas dessas embarcações para alto-mar.  Em seguida, retomámos a nossa própria jornada.

Rumo à Alpondra das Florida Keys

Dali, a US Hwy 1 prosseguia para sudoeste até encontrar a longa barreira de terra que separava as Florida Keys do Mar das Caraíbas. Intersectámo-la em Key Largo, a maior das Keys (ilhotas), com quase 53 km de extensão. Key Largo assume-se como uma meca do mergulho.

A sua costa sul dá para um recife de coral bem preservado que atrai snorkelers e mergulhadores aos magotes ao seu John PennenKamp Coral Reef State Park, o primeiro parque submarino dos E.U.A.

Entre manguesQuando por lá passamos, o vento forte e uma camada persistente de nuvens reduziam a visibilidade subaquática a um quase nada. Apostados em mantermos intacta a reputação sedutora e tropical daquele limiar das Caraíbas, mantemo-nos em terra.

Vasculhamos como por ali se entretinham os americanos veraneantes, entregues a expedições de caiaque e paddleboard entre os mangues, a exercícios de passes de futebol americano ou leituras nas enseadas dissimuladas pela verdura da beira-mar.

Entretanto desata a chover. Era o pretexto ideal para abreviarmos novo regresso à estrada. Tínhamos estadia marcada em Islamorada. O destino do dia distava 40km. Nesse trecho, a esplendorosa e arrojada  engenharia da Overseas Highway começaria a surpreender-nos.

Viagem pela História das Florida Keys

Por volta de 1920, a extensão peculiar e insular da Flórida despoletou grande interesse de investidores imobiliários. Interessados em valorizar milhares de hectares no limiar do arquipélago que deliciariam a comunidade de pescadores da nação, esses investidores aliaram-se ao Miami Motor Club.

Com o caminho de ferro entretanto completo e o serviço de ferry que transportava veículos até certas zonas insuficiente, pareceu a todos que a construção de uma via seria não só exequível como premente. Aos poucos e contra sucessivos contratempos, o projeto foi concretizado ainda que os espaços entre as ilhas mais distantes tenham continuado a depender dos ferries.

Indicação de acesso a uma ponte da Overseas Highway, Florida Keys, Estados Unidos da América

Sinal indica o acesso à Overseas Highway, uma sucessão de pontes sobre o limiar leste do Golfo do México.

Passadas as dificuldades financeiras da Grande Depressão da década de 30, a obra foi retomada. Milhares de homens ainda desenquadrados pela participação na 1ª Guerra Mundial e carecidos de rendimentos, obraram uma longa autoestrada marinha única, em boa parte assente em pilares fixos no leito do Mar das Caraíbas.

Em 1935, um ciclone de categoria 5 varreu a zona. Destruiu muita da infraestrutura rodoviária e vitimou 400 trabalhadores, mais de metade veteranos da 1ª Guerra e suas famílias. A catástrofe fez as autoridades abortarem a construção.  Dissipada a polémica intensa levantada pelo furacão, viria a ser retomada num trajeto distinto.

A Overseas Highway com percurso íntegro do sul da Flórida até Key West em que agora conduzíamos, só seria inaugurada em 1938. No ano seguinte, o Presidente Roosevelt percorreu-a com a devida pompa e circunstância.

Arcos dourados da Overseas Highway, Florida Keys, Estados Unidos da América.

Sol ilumina um dos longos tabuleiros de betão da Overseas Highway.

De Key Largo, descemos pela estreita faixa de terra que, como por clemência geológica, os milénios legaram ao Mar das Caraíbas.

A Overseas Highway foi imposta às maiores de todas as keys da Florida, uma longa cadeia que vem desde a Biscaine Bay, a sul de Miami, e se prolonga por quase 200km até ao improvável extremo peninsular de Key West, a maior das suas cidades.

braço de mar Lower Matecumbe Key, Florida Keys, Estados Unidos da América

Lanchas ancoradas num braço de mar Lower Matecumbe Key.

Seven Mile Bridge e umas Milhas mais até Key West

Chegados à Islamorada que nos acolheria nessa noite, instalamo-nos no hotel e saímos de imediato à descoberta. Uma realidade para que devíamos estar avisados naquele contexto marginal mas, ainda assim, capitalista dos E.U.A., surpreendeu-nos.

Por mais que nos esforçássemos, o acesso ao litoral sempre iminente era monopolizado pelas propriedades particulares, casas de férias, hotéis, resorts e afins.

Rua de Islamorada com o mar azulão em fundo

Segurança controla a entrada de um dos muitos resorts com beira-mar privada.

De quando em quando, lá aparecia o fim de uma rua transversal que permitia a visão do oceano, em retalhos incaracterísticos, pouco ou nada atrativos.

Só 10km para sudoeste, demos com uma praia pública, um retalho de areal salpicado por mangue que o recuar da maré vazia descobria, como revelava o imenso leito superficial para diante. A Anne’s Beach prestava-se mais a passeios caribenhos anfíbios que a banhos.

Entrada para Anne's Beach, Islamorada, Florida Keys, Estados Unidos da América

Delimitação do estacionamento da Anne’s Beach, a sul de Islamorada

Abandonamo-la em busca de alternativas e encontramos em Lower Matecumbe Key  um novo recanto surreal das keys, um complexo de bares e lojinhas de pesca e de recordações com extensão para novo ancoradouro.

Parte dos seus passadiços delimitavam viveiros repletos de grandes peixes. Os visitantes compravam baldes de isco e entretinham-se a alimentá-los. Como seria de esperar, os pelicanos caribenhos tornaram-se clientes habituais do lugar.

embarcadouro de Matecumbe Key, Florida Keys, Estados Unidos da América

Pelicanos dominam um passadiço de um embarcadouro de Matecumbe Key

Quando lá entramos, patrulhavam os passadiços. Roubavam pedaços de peixe e disputavam-nos com alarido, para entretenimento das famílias que ali almoçavam ou se preparavam para zarpar para as suas sagradas tardes de pesca.

Seven Mile Bridge e umas Milhas mais até Key West

De Islamorada para sul, viajamos literalmente sobre o Mar das Caraíbas com “saltos” e paragens investigativas noutras poldras intrigantes. Passamos por Vaca Key e por Boot Key.

Pouco depois, entramos na Seven Mile Bridge, a mais longa das Florida Keys, com 11.2 km e que mantém a companhia paralela da ponte original, bem mais apertada, ainda assim considerada uma maravilha mundial da engenharia quando foi completada em 1916, graças à obsessão de Henry Flagler, um magnata do petróleo que apostou em levar o seu Florida East Coast Railway de Miami, sobre o mar, até Key West.

Flagler gastou 30 milhões de dólares do seu próprio dinheiro naquela que foi chamada de “A Loucura de Flagler”. Mas, em Setembro de 1935, o mais poderoso ciclone a atingir os E.U.A. devastou boa parte dessa obra.

Overseas Highway vista de Pigeon Key, Florida Keys, Estados Unidos da América

Perspectiva da Overseas Highway a partir de Pigeon Key

Pigeon Key: um Legado da Determinação de Henry Flagler

Avançamos até Pigeon Key, um ilhéu e antigo campo em que, entre 1908 e 1912, habitaram cerca de 400 dos milhares de trabalhadores contratados por Flagler a 1.5 dólares ao dia. Lá nos inteiramos de muitas outras curiosidades e peripécias, protegidos de nova súbita bátega de água nos velhos edifícios-museu.

Do Pigeon Key, prosseguimos para a Bahia Honda Key e para o Bahia Honda State Park. Ali, por fim, as Florida Keys desvendam-nos um pouco da sua faceta balnear: areais brancos de coral, coqueiros destacados acima de uma floresta de mangue, mas não só.

litoral do Bahia Honda State Park, Florida Keys, Estados Unidos da América

Banhista passeia ao longo do litoral do Bahia Honda State Park.

Íbises percorriam o areal em busca de alimento, mesmo entre banhistas que ora absorviam o sol invernal ora se divertiam na água rasa.

A velha Seven Mile Bridge também por ali passava. Primeiro perdida entre as copas dos coqueiros. Logo, estendida ao longo do mar em toda a sua excentricidade geométrica de betão e aço.

O sol cai sobre o horizonte. Transforma a ponte e a praia numa silhueta inusitada, num fundo rendilhado que recebe a pintura primeiro prateada, entretanto dourada, daquele nobre fim de tarde.

praia do Bahia Honda National Park, com a antiga linha do caminho de ferro, Florida Keys, Estados Unidos da América

Momentos antes do ocaso numa praia do Bahia Honda National Park, com a antiga linha do caminho de ferro em fundo.

velha estrutura rodoviária do Florida East Coast Railway de Henry Flagler, no Bahia Honda State Park, Florida Keys

Pedestres sobre a velha estrutura rodoviária do Florida East Coast Railway de Henry Flagler, no Bahia Honda State Park

É já noite cerrada quando damos entrada em Key West, a urbe mais meridional dos E.U.A. continentais e o ponto habitado da nação ianque mais avançado nas Florida Keys.

À imagem do Alasca, Key West ganhou fama de ser algo tresloucada. Como teorizam com orgulho alguns moradores “é como se tivessem abanado os E.U.A. e todos os maluquinhos caído para o fundo”. A Key West, dedicaremos um artigo tão à parte como a cidade.

A TAP opera voos diários de Lisboa para Miami.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Anchorage a Homer, E.U.A.

Viagem ao Fim da Estrada Alasquense

Se Anchorage se tornou a grande cidade do 49º estado dos E.U.A., Homer, a 350km, é a sua mais famosa estrada sem saída. Os veteranos destas paragens consideram esta estranha língua de terra solo sagrado. Também veneram o facto de, dali, não poderem continuar para lado nenhum. 

Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.

Victoria, Austrália

No Grande Sul Australiano

Uma das evasões preferidas dos habitantes de Melbourne, a estrada B100 desvenda um litoral sublime que o oceano moldou. E bastam alguns km para perceber porque foi baptizada The Great Ocean Road.

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Mendoza, Argentina

De Um Lado ao Outro dos Andes

Saída da Mendoza cidade, a ruta N7 perde-se em vinhedos, eleva-se ao sopé do Monte Aconcágua e cruza os Andes até ao Chile. Poucos trechos transfronteiriços revelam a imponência desta ascensão forçada

Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Tribal
Cerimónias e Festividades

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Cidade dourada
Cidades

Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Creepy-Graffiti
Cultura

The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

A Toy Train story
Em Viagem
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Paz de "cenote"
Étnico

Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Apocalipse teimou em não chegar. Na Mesoamérica, os maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Moradora de Dali, Yunnan, China
História
Dali, China

A China Surrealista de Dali

Encaixada num cenário lacustre mágico, a antiga capital do povo Bai manteve-se, até há algum tempo, um refúgio da comunidade mochileira de viajantes. As mudanças sociais e económicas da China fomentaram a invasão de chineses à descoberta do recanto sudoeste da nação.
Vista aérea da Ilha de Principe, São Tomé e Principe
Ilhas
Príncipe, São Tomé e Príncipe

O Nobre Retiro de Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Manhã cedo no Lago
Natureza

Nantou, Taiwan

No Âmago da Outra China

Nantou é a única província de Taiwan isolada do oceano Pacífico. Quem hoje descobre o coração montanhoso desta região tende a concordar com os navegadores portugueses que baptizaram Taiwan de Formosa.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Patrulha réptil
Parques Naturais
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Travessia ao ocaso
Património Mundial UNESCO

Lago Taungthaman, Myanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Monumento do Heroes Acre, Zimbabwe
Personagens
Harare, Zimbabwe

O Último Estertor do Surreal Mugabué

Em 2015, a primeira-dama do Zimbabué Grace Mugabe afirmou que o presidente, então com 91 anos, governaria até aos 100, numa cadeira-de-rodas especial. Pouco depois, começou a insinuar-se à sua sucessão. Mas, nos últimos dias, os generais precipitaram, por fim, a remoção de Robert Mugabe que substituiram pelo antigo vice-presidente Emmerson Mnangagwa.
Desembarque Tardio
Praias

Arquipélago Bacuit, Filipinas

A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.

Planície sagrada
Religião

Bagan, Myanmar

A Planície das Compensações Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.

Tren del Fin del Mundo, Ushuaia, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Parada e Pompa
Sociedade

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Cabo da Cruz, colónia focas, cape cross focas, Namíbia
Vida Selvagem
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.