Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.


Street Scooter scene

Mural numa rua nas imediações da antiga casa de Ernest Hemingway.

O limite sul

Visitante de Key West faz-se fotografar junto ao marco do Southermost Point of the Continental USA

Cidade verdejante

Panorâmica de Key West, como vista do cimo do farol de Key West.

Teatrinho

Dois figurantes do Key West Shipwreck Treasures Museum dialogam durante uma representação de acolhimento.

Velas à vista

Barcos de recreio repletos de passageiros forasteiros sulcam o mar ao largo de Key West.

Cuba quase à vista

Decoração de um bar junto à Mallory Square e à doca em que atracam os sucessivos cruzeiros.

O engolidor de espadas

Saltimbanco leva a cabo o seu número no limiar da Mallory Square e pouco antes do pôr-do-sol.

Vida Marinha motorizada

Ciclista passa junto de um carro de uma empresa de mergulho com sede na cidade.

Relíquia de madeira

Cimo de velha igreja tradicional, perdida na vegetação tropical da cidade.

The Donald Fashion

T-shirts com Donald Trump entre muitas outras bugigangas e recordações há venda nas incontáveis lojas de Key West.

Um pequeno show

Dois amigos junto a um músico que anima a rua junto à Customs House.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.

Um marco em jeito de bala multicolor destaca-se junto à South Beach. Assinala o “Southernmost Point Continental USA”. Em época alta, mal o sol se eleva do Mar das Antilhas, ali se forma uma fila de forasteiros de inúmeras paragens determinados a fotografar-se no local.

Quando lá chegamos, a multidão é tal e geram-se tantas altercações que decidimos fotografá-los em detrimento de uma dispensável selfie.

O Fundo Tropical e algo Chanfrado dos Estados Unidos

À imagem do Alasca, Key West ganhou fama de tresloucada. Como teorizam, orgulhosos, certos moradores “é como se tivessem abanado os E.U.A. e todos os maluquinhos tivessem caído para o fundo”. Alguns revelaram-se verdadeiros wackos, outros nem tanto.

Tennessee Williams viveu uma vida sóbria, em Key West, durante cerca de 30 anos. A actriz Kelly McGillis, a musa de Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise) no êxito adolescente dos anos 80 “Top Gun” (“Ases Indomáveis”) chegou a lá gerir um bar, mas sem grandes escândalos.

O escritor laureado Ernest Hemingway, provou-se de longe o mais notório dos inquilinos da cidade. Foi dono de vários gatos com seis dedos, fiel à pescaria de alto-mar e a sucessivas noites de boémia fortemente alcoolizada, interrompidas apenas pelas suas incursões jornalísticas a cenários de guerra ou pré-guerra do Mundo de então.

O clima quente e húmido e a sensação de liberdade e de evasão transmitida pelo mar sem fim, inspiraram e atraíram, a Key West, formas alternativas e descontraídas de ser e de estar. Existências em tudo distintas das do Norte onde o pragmatismo financeiro e o individualismo há muito tinham levado a melhor.

Do Existencialismo ao Capitalismo Forçado

E, no entanto, vítima do influxo crescente de forasteiros, Key West viu-se atafulhada de lojas, bares, restaurantes, casas de espectáculo e museus, muitos abertos pelas companhias de cruzeiros com o fim de entreter os passageiros que lá faziam desembarcar.

A cidade e a ilha ganharam, assim, uma estranha aura de parque temático sem entrada, aberto a todas as excentricidades e propostas de diversão e facturação.

Em frente da casa de Hemingway, uma senhora numa pequena banca motorizada vende cocos, sumo de cana-de-açúcar e limonada. Cada coco – que noutra partes do Caribe nem um dólar vale – custa ali, mesmo que ínfimo, nem mais nem menos que cinco dólares.

Um galo com visual garrido e garboso de guerreiro de luta de galos circunda a sua venda, atento aos petiscos que consegue extraviar.

Malgrado a sofisticação e devassa turística dominante, Key West preserva destas coisas. Na sequência de casas caribenhas recém-restauradas, demasiado brilhantes e faustosas, encontramos outras, desgastadas e decadentes. Por perto, alguns nativos partilham alpendres e bancos de rua à sombra.

A seus pés, mais galos e galinhas vasculham o solo, para cá e para lá, como membros de direito do lugar e quase que das famílias de sangue misto que com eles coabitam.

Às Portas de Cuba

Em termos culturais e étnicos, as Florida Keys – como boa parte da Florida – são intensamente cubanas. Foi um dos seus traços que mais encantou Ernest Hemingway e o levou a residir em Key West, antes de, em 1942, se mudar para a Finca Vigia.

Assim se chamava a fazenda dos subúrbios havaneses de San Francisco de Paula que viria a habitar até 1960, com um papel cada vez mais activo no sucesso estrondoso da Revolução Cubana.

A Florida, as Florida Keys e Key West andaram, aliás, quase sempre de braço dado com Cuba. A origem desta intimidade caribenha tem o aroma intenso dos melhores habanos.

No final do século XIX, as empresas americanas de charutos começaram a mudar-se de Cuba para a Florida para assim evitarem os impostos levantados pelo governo. Por essa altura, os trabalhadores cubanos moviam-se livremente entre Havana, Tampa e Key West, entre 50 e 100 mil, todos os anos. Muitos, acabaram por se radicar a norte do Estreito.

Ora, em 1953, quando Fidel Castro liderou o seu exército revolucionário, tomou Cuba e a atirou ao fosso ideológico e social do Comunismo, milhões de cubanos desiludidos pela limitação da sua liberdade e degradação das condições de vida, inauguraram uma série de vagas de emigração ilegal balsera.

Demasiados sucumbiram às condições precárias em que empreendiam a travessia. Ao longo do século XX, centenas de milhares de cubanos insatisfeitos – muitos, sobreviventes dessa mesma travessia –  inundaram as Florida Keys, a Florida e outras partes dos E.U.A.

A Quimera da Conch Republic

A própria Key West frenética e rendida aos dólares a que nos tentávamos adaptar teve os seus momentos ideológicos e revolucionários. Em 1982, a Marinha dos E.U.A. respondeu a um fluxo de emigração cubana para a Flórida denominado Mariel Boatlift, com um bloqueio naval e rodoviário. A US Hwy 1 (Overseas Highway) foi barrada e todos os veículos revistados.

O bloqueio paralisou as Florida Keys e despoletou a fúria de Key West. Como resposta, a sua população solidária declarou a independência de uma tal de Conch Republic, baptismo inspirado no termo que designa os nativos e colonos pioneiros das Florida Keys e das Bahamas. Mesmo idealista e quimérica,  a sua micronação espontânea nunca seria esquecida.

Perdura em bandeiras, instrumentos musicais como o Conchalele e numa miríade de itens comemorativos do género, casos das t-shirts que admiramos lado a lado com outras que ridicularizam ou louvam Donald Trump e nos fazem sorrir a condizer.

We shall overcomb” versa uma delas, que exibe o cabelo de fios-de-ovos do agora presidente norte-americano de forma a desenhar uma águia alourada de bico aberto.

Noutra ainda, Trump abre o seu fato protocolar e revela um traje icónico de Super-Homem.

A cada 23 de Abril, a Conch Republic é comemorada por um festival cultural e gastronómico para que contribuem dezenas de estabelecimentos e organizações da cidade. E, no entanto, são notórias as razões porque o estado que os seus defensores almejaram nunca poderia ter passado do sonho.

Após deixarmos a antiga casa de Hemingway, visitamos uma delas, um lar ainda mais pomposo e influente de Key West, simbólico do poderio incomensurável dos E.U.A. e pouco paciente para com movimentos independentistas, por mais quiméricos que sejam: a Little White House de Harry Truman.

Uma Pequena Casa Branca no Fundo Tropical dos E.U.A.

Entre americanos híper-patriotas e estrangeiros surpreendidos pelo perfil elegante, mas quase museu-Playmobil da mansão, lá examinamos fotos, mobílias e objectos marcantes dos tempos despendidos por Truman e sucessores em Key West.

Quase sempre por motivos estratégicos, distintos presidentes, antes e depois de Truman, lá protagonizaram reuniões familiares e políticas, encontros diplomáticos e até mini-cimeiras. Na verdade, por detrás da preferência da Little White House esteve quase sempre o desejo de descanso, de evasão ou de quebra da rotina.

Dwight Eisenhower marcou na propriedade uma série de encontros com o seu staff. Mas também lá se refugiou para recuperar de um ataque cardíaco. John Kennedy frequentou-a uma segunda vez, em 1962, em plena Crise dos Mísseis Cubanos e Invasão da Baía dos Porcos que se desenrolaram ali à porta.

Em 2005, o Presidente Bill e a senadora Hillary Clinton partilharam toda uma semana naquela Casa Branca mais pequena, simplesmente a descansar.

E, chegado o ano de 2009, as autoridades da Casa Branca de Inverno (assim é também chamada) tentaram exercer influência para que os Obamas e Bo, o seu cão de água português, lá passassem as férias. Nunca chegou a acontecer, por tudo excepto falta de segurança.

A mansão goza da protecção adicional do vizinho Forte Zachary Taylor, a mais austral das instalações militares dos Estados Unidos continentais e ainda da Estação Aérea-Naval de Boca Chica, situada a meros 6km.

Com a tarde a consolidar-se, mudamo-nos para a marina da cidade em plena azáfama de acolhimento e embarque das tripulações e passageiros em dezenas de navios de recreio.

Damos com programas para todos os gostos, do mero passeio e convívio regado a champanhe em catamarãs sofisticados, a navegações participativas em escunas e veleiros, uns históricos, outros nem por isso.

Navegações Românticas de Pôr-do-sol & Batalhas de Piratas de faz-de-conta

Subimos a bordo de uma dessas relíquias flutuantes. Jeff, o dono trintão da embarcação e timoneiro da pequena expedição inaugura um discurso bacoco-sentimental que quase leva alguns dos embarcados mais sensíveis à lágrima: “tenho que vos agradecer do fundo do coração por nos terem escolhido.

A vida bafejou-me com este barco. Graças a ele – e a vocês, claro – tenho o melhor trabalho do Planeta. Faço isto todos os fins de tarde como se fosse a primeira vez.” Em simultâneo, à boa-maneira americana, os tripulantes por ele contratados destacam do briefing, o lugar em que os passageiros já sensibilizados devem depositar as gorjetas.

O vento intensifica-se. Num ápice, afastamo-nos. Partilhamos o oceano ao largo de Key West com uma frota de naves concorrentes. Duas delas içam bandeiras piratas e levam tão a  sério quanto possível a missão de recrear o passado da região.

Piratas de Faz de Conta e Conquistadores a Sério

Fazem-se cruzar uma, duas, três vezes. A cada uma das razias alvejam-se com tiros de canhão de pólvora seca que, mais que não seja, atingem os tímpanos dos passageiros surpresos.

Desde 1521 – quando o mesmo explorador e conquistador espanhol Juan Ponce de Leon que se diz ter almejado a Fonte da Juventude inspirou nestas paragens a colónia de Cayo Hueso – muitos combates reais e naufrágios por ali tiveram lugar.

De 1761, a região alternou entre a Coroa Hispânica e a Britânica até que, em 1821, toda a Florida, incluindo as Keys foi oferecida pelo governador espanhol de Cuba a um oficial da Marinha Real Espanhola.

Juan Pablo Salas entrou numa tal ansiedade para lucrar com ela que a vendeu por verdadeiras pechinchas a dois compradores norte-americanos. Desfeito o imbróglio, um deles assumiu-se como real dono. Daí em diante, Key West preservou-se como uma posse inquestionada dos E.U.A.

O Ocaso Concorrido da Mallory Square

Regressamos à Marina. Mudamo-nos para a frente oceânica da tão ou mais atarefada Mallory Square. Cruzeiros recém-atracados inundam de forasteiros frescos a zona histórica da cidade.

Uma multidão curiosa lá se  distrai com os espectáculos saltimbancos: sobressaem, pelo seu espalhafato, o do equilibrista Reidiculous e um outro, de um engolidor de espadas anónimo, que anuncia cada uma das proezas com voz de bagaço.

O iminente mergulho do grande astro dita o término das exibições. Centenas de espectadores deixam as estrelas de rua entregues à contagem das doações. Por fim, o sol desfaz-se sobre o Golfo do México. Suscita uma adoração fotográfica contagiosa e inaugura nova noite de boémia alcoólico-tropical nos confins caribenhos dos E.U.A.

 

A TAP tem voos diários de Lisboa para Miami, com partida às 10:35 e chegada a Miami às 14:30.

Overseas Highway, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Flórida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Juneau, Alasca

Na Capital Diminuta do Grande Norte

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta cidade ínfima que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Arquitectura & Design
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Cerimónias e Festividades
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Bom conselho Budista
Cidades

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

Vendedores de Tsukiji
Comida

Tóquio, Japão

No Reino do Sashimi

Num ano apenas, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Uma parte considerável é processada e vendida por 65 mil habitantes de Tóquio no maior mercado piscícola do mundo.

Cultura
Lhasa, Tibete

Quando o Budismo se Cansa da Meditação

Nem só com silêncio e retiro espiritual se procura o Nirvana. No Mosteiro de Sera, os jovens monges aperfeiçoam o seu saber budista com acesos confrontos dialécticos e bateres de palmas crepitantes.
Fogo-de-artifício branco
Desporto

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Por Chame
Em Viagem
Circuito Anapurna: 1º Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Pequena súbdita
Étnico

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Silhuetas Registão
História

Samarcanda, Usbequistão

Um Desvio na Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Usbequistão.

Chocolate hills
Ilhas

Bohol, Filipinas

Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km2 de oceano Pacífico. No grupo Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e colinas extraterrenas a que chamaram Chocolate Mountains

Verificação da correspondência
Inverno Branco

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Natureza
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Filhos da Mãe-Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Príncipe da Selva
Parques Naturais
Príncipe, São Tomé e Príncipe

O Nobre Retiro de Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
Vale de socalcos
Património Mundial Unesco

Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.

Palestra
Personagens

Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell o bruxo da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. O último obrigou-o a mudar-se para casa da mãe.

Magníficos Dias Atlânticos
Praia

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Amarelo a dobrar
Religião
Bingling Si, China

O Desfiladeiro dos Mil Budas

Durante mais de um milénio e, pelo menos sete dinastias, devotos chineses exaltaram a sua crença religiosa com o legado de esculturas num estreito remoto do rio Amarelo. Quem desembarca no Desfiladeiro dos Mil Budas, pode não achar todas as esculturas mas encontra um santuário budista deslumbrante.
Em manobras
Sobre carris

Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.

Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Vai-e-vem fluvial
Vida Selvagem

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.