São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos


Alcatraz em fundo
Cable car 24 sobe para as alturas de São Francisco com a famosa ilha e ex-prisão de Alcatraz em fundo
Casamento sobre carris
Noivos e convidados celebram um matrimónio sobre os carris do cable car, no topo de um dos incontáveis declives da cidade
Frisco rosada
Vista nocturna sobre uma das muitas colinas percorridas pelos funiculares de São Francisco.
Chinatown acima
Cable car passa em frente a um prédio com arquitectura oriental que se destaca da enorme Chinatown de São Francisco.
Crossing
Sinal de trânsito alerta para a passagem de cable cars.
Nos dois sentidos
Dois funiculares cruzam-se a meio de uma das colinas de Frisco, com vista para a baía da cidade.
Penduras
Passageiros sobem uma colina de São Francisco pendurados num cable car.
Ponte São Francisco – Oakland
A ponte San Francisco/Oakland que possibilita um acesso à cidade norte-americana das colinas alternativo ao da Golden Gate Bridge.
A meio do cimo
Cable car impõe-se ao topo de uma longa colina.
Transamerica Pyramid
Cable car surge de uma rampa com a Transamerica Pyramid no fundo.
Linha em sombra
Passageiros descem de um cable car com o Sol a pôr-se a Oeste de São Francisco.
De volta ao sol
Cable car deixa a escuridão que preenche o fundo de uma elevação de São Francisco.
Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

O polícia de trânsito destacado para controlar os muitos cable cars de São Francisco de passagem pelo cruzamento da Califórnia Street com a Powell-Hyde desespera:

«Amigo, mais uma dessas e vou ter que o multar. E olhe que não me agrada nada multar peões.»

Para variar, a tarde está solarenga. Na Powell-Hyde Street, uma horda ansiosa e indisciplinada de visitantes atravessa e volta a atravessar, espera no meio das ruas, de câmara em riste.

Afasta-se apenas no último momento e passa, de novo, para o lado oposto, em repetidos movimentos incautos que levam os guarda-freios ao desespero.

De máquinas fotográficas em riste, resistem. Aguardam as cabines deslizantes nas várias dobras que a estrada impôs ao relevo.

As mesmas lombas que Clint Eastwood e o detective Dirty Harry Callahan que representava galgavam contra o sistema e em contramão, ao volante de um emblemático blue Sedan, durante intermináveis perseguições policiais

Para cá, para lá, Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Dois funiculares cruzam-se a meio de uma das colinas de Frisco, com vista para a baía da cidade.

Um Património Secular da Cidade das Colinas

Encontram-se ali duas das principais linhas de cable cars de São Francisco, semelhantes aos «eléctricos» alfacinhas, ou aos bondes do Brasil. As cabines deslizantes podem não surpreender forasteiros oriundos de Lisboa, ou de uma ou outra urbe europeia ou do mundo.

Mas, no cenário inusitado em que se inserem, por se tratarem de uma das principais imagens de marca da cidade, geram um entusiasmo redobrado que os condutores e as autoridades se habituaram a perdoar.

A prisão de Alcatraz surge ao fundo, a meio da baía de São Francisco. Um manto de nevoeiro arroxeado desliza por detrás da ilha que a acolheu. Confere um toque místico de beleza ao cenário. Com Alcatraz, são já três os símbolos da cidade numa só imagem, para regozijo dos diversos fotógrafos, dos iniciantes aos profissionais.

No interior de cada funicular o ambiente está também longe de ser pacífico. Os passageiros são de igual forma, em grande maioria, forasteiros.

Mesmo que existam lugares vagos, alguns dos mais jovens fazem questão de seguir pendurados no exterior. Encaram a viagem como uma nova experiência radical, e inclinam-se em excesso para fora, em nome da fotografia e da aventura.

Sinal de Crossing, Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Sinal de trânsito alerta para a passagem de cable cars.

Ignoram os alertas repetidos dos pacientes guarda-freios e dos seguranças que seguem na traseira das cabines. “Os jovens aí fora importam-se de não surfarem tanto, por favor? Há obstáculos pelo caminho. Se alguma coisa acontece, estamos todos em apuros…”

Cable Cars de Frisco: a Criação Providencial de Andrew Hallidie

Nunca Andrew Hallidie imaginou que, 138 anos depois, a sua criação ainda fizesse tanto furor. E, se actualmente a maior parte dos admiradores e passageiros saem incólumes deste frenesim, foi um acidente terrível numa das colinas da cidade que  convenceu este inglês a desenvolver o primeiro funicular de São Francisco.

Em 1869, 17 anos depois de chegar da Grã-Bretanha, Hallidie descia uma rua íngreme e molhada pela chuva. Sem aviso, uma carruagem que vencia a inclinação a custo, perdeu a tracção devido a um óbvio excesso de peso e começou a descair.

De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Cable car deixa a escuridão que preenche o fundo de uma elevação de São Francisco.

Ganhou tal velocidade que, ao despenhar-se, matou os cinco cavalos que a puxavam uma tragédia que o impressionou tal como a inúmeros outros transeuntes e às autoridades.

Na terra da oportunidade, Hallidie não perdeu tempo. O seu pai registara, além-mar, a primeira patente para o fabrico de cabo de aço e Hallidie tinha-o já empregue em pontes e sistemas de içamento de minas em várias partes do Gold Country californiano. O passo seguinte foi mudar a produção para São Francisco e construir um sistema de transporte digno das suas colinas.

A obra foi aperfeiçoada ao longo do fim do século XIX mas, em 1892, uma rede de eléctricos operava já noutras zonas da cidade com custos de construção e de manutenção bastante inferiores aos dos cable cars de São Francisco o que os colocou sob a pressão da companhia que geria os eléctricos, a San Francisco & San Mateo Electric Railway.

A partir de então, à imagem dos itinerários que percorrem, o seu passado teve inúmeros altos e baixos.

A discussão agravou-se, polarizada entre o aspecto financeiro e a inestética dos postes e cabos necessários aos eléctricos. Até que o grande tremor de terra de 1906 destruiu várias cabines e restantes infraestruturas dos cable cars e obrigou a United Railroads a ceder à electricidade.

Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Vista nocturna sobre uma das muitas colinas percorridas pelos funiculares de São Francisco.

Viagem da Quase Extinção à Glória Turística

Em 1912, sobravam só 8 e apenas porque serviam colinas que os cable cars não conseguiam vencer. Em 1944, a decadência tinha-se acentuado e já só restavam os 2 da famosa Powell Street.

No fim da década de 70, além de diminuído, o sistema revelava-se demasiado desgastado e perigoso e foi desactivado. Mas, depois de cada baixo há um alto e, em breve, a história viria a inverter-se.

O turismo tornava-se cada vez mais importante para a cidade e os sucessivos mayors viram finalmente nos cable cars de São Francisco, ícones que se deviam valorizar.

Uma convenção do Partido Democrata a realizar-se em Frisco, contribuiu para justificar o enorme esforço financeiro e, em Junho de 1984, o sistema foi reactivado a tempo de beneficiar da publicidade que traria o evento político.

Desde então, a sua recuperação intensificou-se, como o interesse dos visitantes e o orgulho dos governantes e habitantes da cidade ainda mais porque o novo sistema de três linhas é o último no mundo permanentemente operado de forma manual.

Uma Profissão Que Não é Para Todos

Como pudemos compreender em várias viagens, não é qualquer um que chega a guarda-freio (gripman) dos cable cars de São Francisco. Só cerca de 30% passam no curso de treino e, até hoje, apenas uma mulher – com o nome bem sulista de Fannie May Barnes – foi contratada, em 1998.

Rampa, Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Cable car surge de uma rampa com a Transamerica Pyramid no fundo.

Trata-se de um trabalho que requer um tronco forte mas, ao mesmo tempo, é relativamente qualificado já que a operação de travagem e libertação exige bom senso, sensibilidade e coordenação para que os veículos se imobilizem nos lugares indicados e se antecipem possíveis colisões e tragédias, algo que nem sempre é possível.

O historial de segurança das relíquias está longe de ser famoso. Uma investigação apoiada por números do US Department of Transportation apurou que quase todas as semanas os cable cars chocam contra outros veículos ou embatem em pedestres, ou que travam com demasiada brusquidão e magoam passageiros ou a tripulação.

De tempos a tempos, verificam-se acidentes graves e até mortes. Como resume Miguel Duarte, um guarda-freios hispânico: “… muitas pessoas pensam que estão na Disneylândia, que isto é uma espécie de montanha-russa.” “Nós fazemos com que pareça fácil mas acreditem que não é.”

A Atribulada Gestão Financeira dos Cable Cars de São Francisco

O mesmo se pode dizer da missão dos revisores que há muito sentem dificuldades para vencer os oportunistas e quase-anarquistas da classe média-baixa da cidade, conhecida por acolher um grande número de bilionários mas também pelo desemprego elevado e por uma sub-população de sem-abrigos.

Um outro estudo realizado em 2007 comprovou que, até então, cerca de 40% dos passageiros viajava sem pagar bilhete. À estatística não serão inócuos os preços implacáveis praticados pela Muni (San Francisco Municipal Railway) que vão dos 5 dólares para uma simples viagem de ida aos 60 dólares dos passes mensais.

Bastou-nos percorrer para cá e para lá o bairro de The Haight para percebermos que a sua comunidade de residentes alternativos ou desenquadrados por certo fariam parte das estatísticas.

Chinatown, Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Cable car passa em frente a um prédio com arquitectura oriental que se destaca da enorme Chinatown de São Francisco.

Ao fim de outro dia húmido, subimos a California Street, em boa parte do percurso com a Chinatown gigantesca de São Francisco à nossa direita.

O sol põe-se por detrás da névoa, sobre o horizonte ocidental da metrópole e cria uma cortina amarelada de que vão irrompendo os veículos num dos cimos da colina.

Nova Colina, Nova Epopeia Fotográfica

As silhuetas atraem-nos. Decidimos esperar pela chegada dos cable cars da carreira 61, que têm as formas que realmente queremos. Mas, mais uma vez, a operação é delicada e arriscada. A linha passa no meio da estrada que é também espaço dos carros e autocarros.

Silhueta, cable cars de São Francisco, Vida Altos e baixos

Passageiros descem de um cable car com o Sol a pôr-se a Oeste de São Francisco.

Temos, assim, que actuar nos tempos ínfimos em que os cable cars surgem na posição cimeira exacta e os outros veículos nos dão tréguas, um exercício que nos concedeu as imagens pretendidas e gerou alguma adrenalina.

Quando terminamos, percebemos que, nem ali, nem àquela hora tardia, somos os únicos a acossar os funiculares. Um casamento decorria num hotel luxuoso da avenida.

E, para fechar as recordações, noivos e fotógrafo de serviço tiram algumas fotos com família e amigos mesmo no meio da emblemática California Street.

A sorte sorri-lhes e passam dois cable cars num período mais tranquilo do trânsito. Nós aproveitamos também e registamos mais um momento insólito sobre os carris históricos de São Francisco.

The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
Alcatraz, São Francisco, E.U.A.

De Volta ao Rochedo

Quarenta anos passados sobre o fim da sua pena, a ex-prisão de Alcatraz recebe mais visitas que nunca. Alguns minutos da sua reclusão explicam porque o imaginário do The Rock arrepiava os piores criminosos.
Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouac e Henri Miller.
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Sobre Carris

Viagens de Comboio: O Melhor do Mundo Sobre Carris

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie os melhores cenários do Mundo sobre Carris.
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.
Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Fremont Street.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Gravuras, Templo Karnak, Luxor, Egipto
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Corrida de camelos, Festival do Deserto, Sam Sam Dunes, Rajastão, Índia
Cerimónias e Festividades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Uma espécie de portal
Cidades
Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Florida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Cultura
Espectáculos

O Mundo em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Natal na Austrália, Platipus = ornitorrincos
Em Viagem
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Étnico
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

real de Catorce, San Luís Potosi, México, sombras
História
Real de Catorce, San Luís Potosi, México

De Filão da Nova Espanha a Pueblo Mágico Mexicano

No início do século XIX, era uma das povoações mineiras que mais prata garantia à Coroa Espanhola. Um século depois, a prata tinha-se desvalorizado de tal maneira que Real de Catorce se viu abandonada. A sua história e os cenários peculiares filmados por Hollywood, cotaram-na uma das aldeias preciosas do México.
Gran Canária, ilha, Canárias, Espanha, La Tejeda
Ilhas
Gran Canária, Canárias

Gran (diosas) Canária (s)

É apenas a terceira maior ilha do arquipélago. Impressionou tanto os navegadores e colonos europeus que estes se habituaram a tratá-la como a suprema.
Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia
Natureza
PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Macaco-uivador, PN Tortuguero, Costa Rica
Parques Naturais
PN Tortuguero, Costa Rica

Tortuguero: da Selva Inundada ao Mar das Caraíbas

Após dois dias de impasse devido a chuva torrencial, saímos à descoberta do Parque Nacional Tortuguero. Canal após canal, deslumbramo-nos com a riqueza natural e exuberância deste ecossistema flúviomarinho da Costa Rica.
Em plena costa do Ouro
Património Mundial UNESCO
Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Praias
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Pemba, Moçambique, Capital de Cabo Delgado, de Porto Amélia a Porto de Abrigo, Paquitequete
Religião
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Composição Flam Railway abaixo de uma queda d'água, Noruega
Sobre Carris
Nesbyen a Flam, Noruega

Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

Por estrada e a bordo do Flam Railway, num dos itinerários ferroviários mais íngremes do mundo, chegamos a Flam e à entrada do Sognefjord, o maior, mais profundo e reverenciado dos fiordes da Escandinávia. Do ponto de partida à derradeira estação, confirma-se monumental esta Noruega que desvendamos.
Teleférico de Mérida, Renovação, Venezuela, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Sociedade
Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução a partir de 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida foi levada a cabo na Sierra Nevada por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Vida Selvagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
PT EN ES FR DE IT