Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta


Verão insuflável
Bóias expostas à beira de uma estrada de Kissamos, a caminho da garganta de Topolio.
Erro pouco tradicional
Placa promove produtos tradicionais de Creta, com um erro natural em quem usa o alfabeto grego, não o latino.
Amor Kri Kri
Giorgos segura um grande bode kri kri, à beira da estrada que atravessa a garganta de Topolio.
Agia. A Sofia
Capela ortodoxa da gruta de Agia Sofia.
Um Campanário Estrelado
Ícones da Ortodoxia
Imagens de Cristo reforçam a religiosidade ortodoxa da gruta de Agia Sofia.
Giorgos, em Voulgaro
Cretense vestido à moda tradicional da ilha.
Atracção Marinha
Banhistas à beira do Mediterrâneo quase raso de Elafonisi.
Praia Cretense Vigiada
Torre de vigia de uma das praias pouco profundas de Elafonisi.
Ânsia de Mar Profundo
Banhista corre pelo mar de Elafonisi adentro.
Voo Rasado
Gaivota faz um voo a rasar um rochedo à beira do mar de Elafonisi.
A leste de Elafonisi
Baía a leste de Elafonisi, como vista do cimo da ilha.
À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.

A alternativa iria revelar-se um improviso rodoviário sinuoso e custoso, como vários outros em que, nos dias que já levávamos de deambulação por Creta, nos tínhamos metido.

Optamos, assim, pelo caminho mais fácil da auto-estrada grega 90, mais conhecida por VOAK, a via suprema da ilha, que percorre a sua costa norte e de que partem incontáveis estradas secundárias que servem outros tantos lugares para sul.

Em plena Kolpos Kissamou, a Baía de Kissamos, desviamos para uma delas, a Epar.Od. Kaloudianon-Chrisoskalitissas.

Ainda no seu início, a montra insuflável de uma loja deixa-nos a impressão de que estamos no bom caminho. Preenche-a uma formação de boias garridas, de flamingos, cisnes brancos e até unicórnios.

Loja praia, Kissamos, Creta, Grecia

Bóias expostas à beira de uma estrada de Kissamos, a caminho da garganta de Topolio.

Acima da placa destacada do edifício, um letreiro informa a morada e contactos da loja. Em grego, e a azul e branco, as cores da bandeira helénica, para que não restem dúvidas quanto ao patriotismo do negócio. Dissimulado atrás das boias, um painel de um verde quase igual ao da fachada, versa, em inglês “Going to the Sea”.

Estrada Kaloudianon-Chrisoskalitissas Abaixo, Rumo à Garganta de Topolia

Dali para baixo, quase não tínhamos como nos equivocarmos. De volta às nações e seus alfabetos, foi o que fizeram os donos de uma banca de produtos rurais, uma de tantas que servem a região de Kissamos, sobretudo no fim da Primavera e Verão, quando a fértil Creta se torna ainda mais prolífica.

Desta feita a branco, vermelho e verde, uma tabuleta promovia TraNditional Products, assim mesmo, com um N desnecessário, um erro irrisório se tivermos em conta o quanto o alfabeto grego nos conseguia desorientar.

Placa com erro, Kissamos, Creta, Grécia

Placa promove produtos tradicionais de Creta, com um erro natural em quem usa o alfabeto grego, não o latino.

Devemos, acima de tudo, vangloriar a diversidade e a qualidade de tudo o que sai dos terrenos agrícolas e pequenas granjas da região de Kissamos: os queijos e carnes fumadas, azeite, as compotas, rakomelo (raki com mel) e, o expoente dos expoentes, o famoso mel de tomilho que não tardarmos a encontrar, em distintos miradouros sobre a garganta de Topolia.

Distração após distração, damos connosco à sua entrada. Estacionamos junto a um destes mirantes, no sentido contrário ao que seguíamos, com vista sobre as profundezas do desfiladeiro.

Dedicamo-nos a apreciar os penhascos rochosos por diante e um casal de grandes águias-douradas que, tudo indicava, pairavam em redor de um ninho no cimo da falésia.

Águias Douradas, Cabras kri kri e a Moda Cretense de Vestir

Um vendedor da banca aproxima-se e aborda-nos, num inglês com algum sotaque helénico: “Compreendo que as águias vos mereçam toda a atenção. Connosco é a mesma coisa. Aqui, por estes lados, estamos no território das cabras kri kri (cabras-de-creta). E, acreditem ou não, estas águias têm força para apanharem os cabritos mais pequenos e os levarem para os ninhos. Já não é a primeira vez, nem a segunda que o testemunhamos. Aliás, já aconteceu camponeses daqui lá irem tentar resgatar cabras deles. Querem ir espreitar o ninho? Se quiserem, levo-vos lá e fazem fotos incríveis!”

Confrontado com a nossa escusa, Savvas – assim se chamava o interlocutor – direcciona-nos para a montra do seu mel e apresenta-nos ao amigo Giorgos Papantonakis. Este, deslumbra-nos de imediato. Giorgos traz vestes tradicionais da zona, camisa negra de que pende um lenço a terminar num X de pernas díspares.

Pastor em trajes tradicionais, Topolia, Creta, Grécia

Cretense vestido à moda tradicional da ilha.

Veste ainda calças de um cinzento-claro, do mesmo tom do lenço, enfiadas numas botas de cano alto que lhe ficavam logo abaixo do joelho. Giorgos segurava ainda um cajado de madeira retorcida.  E mantem uma barba e bigode arruivados que combinavam com o conjunto, tão genuíno como Creta se podia revelar.

Como se não bastasse, não falava inglês.

De quando em quando, esboçava um esforço para o fazer. Mas seu o discurso tombava logo para o helénico e obrigava Savvas a vir em seu socorro. “Ele está a perguntar se querem ver o bode dele” transmite-nos o tradutor.

Curiosos, anuímos. Giorgos, olha para um pequeno curral abaixo do muro que nos separava do fundo da garganta. Ouvimo-lo chamar “Yero! Yero!” Num ápice, um enorme bode lança as patas dianteiras sobre o muro, encavalita-se na direcção do dono e beija-lhe a face.

Giorgos pega no cajado. Sem sequer o termos que sugerir, segura a barbicha negra do animal e compõe uma produção caprina-cretense que nos tira do sério. Fotografamos o inesperado duo. Logo, Giorgos remete a cabra para os seus aposentos. Savvas retoma o discurso. “Tem quatro anos. Já viram bem o tamanho?? Incrível não é?”

Cretense em trajes tradicionais, Voulgaro, Creta, Grécia

Giorgos segura um grande bode kri kri, à beira da estrada que atravessa a garganta de Topolio.

Despedimo-nos. Prosseguimos pela garganta de Topolia abaixo, uns poucos quilómetros, apenas, os suficientes para atingirmos Kythira.

A Visita Incontornável à Gruta Agia Sofia

Já nesta povoação, um grande sinal castanho à direita da estrada indica a gruta de Agia Sofia, e o início ventoso dos cento e cinquenta degraus que lhe dão acesso.

Vencemos a escadaria imposta à falésia, entre figueiras bravas e outras árvores que renovavam o aroma inconfundível do estio cretense. Mais para o alto, certas aberturas revelavam-nos o aperto do desfiladeiro para norte. E como, para dela se livrar, a estrada ziguezagueava em apuros, numa das subidas mais íngremes do percurso.

No cimo da escadaria, já dentro da caverna, cruzamo-nos com um funcionário solitário, sentado a uma mesa com vista para uma galeria de estalagmites e estalactites dispostas por diante. O funcionário levanta a cabeça. Contempla-nos com olhar de toupeira, detrás de uns óculos com lentes fundo de garrafa.

Saúda-nos com um “kalispéra” contido e deixa-nos à vontade para explorarmos a sacralidade lúgubre e ortodoxa do santuário, também conhecido como Sabedoria de Deus, de acordo com o ícone trazido de um templo de Constantinopla por combatentes cretenses.

Num recanto da gruta, uma simples parede e um telhado coroado por um campanário com uma cruz de pedra e uma estrela eléctrica compõem uma capela.

Gruta Agia Sofia, Topolia, Creta, Grécia

Capela ortodoxa da gruta de Agia Sofia.

Lá dentro, encontramos uma área exclusiva aos sacerdotes, delimitada por um biombo preenchido com um sortido de imagens iconográficas de Cristo, de Nossa Senhora, de anjos e afins, assentes num dourado que a luz natural que ali se aventurava e a de algumas lâmpadas faziam resplandecer.

Em redor, um grande cadeirão de madeira e vários outros ícones alinhados sobre um muro baixo completavam a ortodoxia grega da gruta.

Gruta Agia Sofia, Topolia, Creta, Grécia

Imagens de Cristo reforçam a religiosidade ortodoxa da gruta de Agia Sofia.

Malgrado a sua importância histórica e religiosa, no tempo que lá passámos, fomos os únicos visitantes. Não nos demorámos.

Por altura da Taverna Oi Myloi Iliakis Michael, tínhamos deixado a garganta de Topolia para trás.

Prosseguimos pela sua sequência, o desfiladeiro longo, se bem que menos apertado e profundo do rio Potamos. Mesmo diminuído pela secura do Verão, o rio entregou-se ao Mediterrâneo na baía de Ormos Stómio. Nós, flectimos para sul, rumo aos confins sudoeste de Creta.

Avistamos Elafonisi do cimo de um ponto sobranceiro da estrada, junto a um restaurante que, com justiça posicional e etimológica, se intitulava Panorama.

Dali, vemos uma meio ilha meio península estender-se pelo azulão do mar adentro, separada de terra apenas por uma lagoa de águas rasas e, como tal, bem mais claras, de um gradiente translúcido de ciano e esmeralda.

Baía, Elafonisi, Creta, Grécia

Baía a leste de Elafonisi, como vista do cimo da ilha.

Apesar de distante das principais cidades do norte da ilha – Chania, Iráklio, Retimo – Elafonisi tornou-se um dos domínios litorais reverenciados de Creta.

Frequentam-na milhares de cretenses, outros gregos e estrangeiros, muitos dos quais alugam casas de campo e de praia nos fundos da ilha.

A comprová-lo, quando descemos para o nível do mar, damos com um parque de estacionamento improvisado entre as árvores à pinha.

Àquela hora, a maré estava tão baixa quanto possível. Mantinha a descoberto o istmo anfíbio que separava a ilha de Elafonisi da grande Creta e que, em simultâneo, dava para duas praias opostas.

A virada a oriente preservava um mar quase digno desse nome, menos raso, mesmo se exigia várias dezenas de passos para nos subir à cintura.

Não obstante a superficialidade e imobilidade do Mediterrâneo, as autoridades gregas levavam a sério as suas responsabilidades. Uma torre de vigia destacada  bem acima das colónias de chapéus de palha vigiava os movimentos dos banhistas.

Elafonisi, Creta, Grécia

Torre de vigia de uma das praias pouco profundas de Elafonisi.

Estava identificada a vermelho, como “Lifeguard” mas, de maneira a evidenciar a helenicidade daquele domínio, ostentava uma bandeira azul e branca listada a ondular ao vento.

À sombra concedida pelo cimo da estrutura, um jovem salva-vidas mantinha-se no seu posto, não propriamente a postos. “Tu, com este mar, chegas a ter alguma coisa que fazer? atiramos, em jeito de brincadeira, de maneira a estabelecermos conversa. Giorgis surpreende-se com a abordagem.

“Olá! Olhem que não é bem como vocês pensam. O mês passado morreu aqui uma senhora estrangeira. Claro que não teve a ver com ondas ou correntes. Foi vítima de um ataque de epilepsia e ninguém reparou a tempo. Eu estava de folga”.

“De onde são vocês? De Portugal? Ai, tão feliz que eu fui por lá. Fiz um Erasmus inteiro em Lisboa, sabiam? O mais difícil, ainda foi estudar, não preciso de explicar porquê, certo?” e pisca-nos o olho com ar malandro. “Subam. Tirem umas fotos cá de cima! O meu turno está no fim. Eu vou andando. Assim até ficam com mais espaço”.

Durante uns bons dez minutos, aproveitamos a benesse. De volta á areia, caminhamos até ao solo permanente da ilha de Elafonisi, uma reserva natural protegida das multidões que esconde mini-praias deliciosas.

Elafonisi, Creta, Grécia

Banhista corre pelo mar de Elafonisi adentro.

Exploramos as suas dunas. Admiramos o Mediterrâneo imaculado daquele sul remoto, estendido até uma baía recortada a leste, no sopé das montanhas que escondiam a vila piscatória, hoje mais estância de Verão que outra coisa, de Gialos.

Até o paraíso que nos cercava preservava o seu passado macabro.

Como acontece em tantas outras partes da pátria helénica, tinha-o originado o conflito que há séculos opõe a Grécia à Turquia e vice-versa.

Em Abril de 1824, em plena expansão do Império Otomano, centenas de habitantes gregos destas partes abrigaram-se das incursões inimigas. Por azar, as tropas turcas decidiram aquartelar-se nas imediações. Como se não bastasse, um dos seus cavalos fugiu. Na comoção gerada, o animal acabou por revelar o esconderijo dos cretenses.

Gaivota, Elafonisi, Creta, Grécia

Gaivota faz um voo a rasar um rochedo à beira do mar de Elafonisi.

Reza a história que, entre 650 a 850 gregos, boa parte foram mortos, e os sobreviventes levados para o Egipto, onde se viram vendidos como escravos.

Uma placa no cimo de Elafonisi assinala a tragédia e a eterna contenda turco-helénica, hoje, mais acirrada que nunca, pela disputa dos tesouros do Mediterrâneo, os minerais, não os balneares.

A riqueza de Elafonisi, vivemo-la e louvámo-la em paz. Até que o sol se sumiu para os lados da Sicília, de Malta de Gozo e nos ditou o regresso à menos longínqua Chania.

Iraklio, Grécia

De Minos a Menos

Chegamos a Iraklio e, no que diz respeito a grandes cidades, a Grécia fica-se por ali. Já quanto à história e à mitologia, a capital de Creta ramifica sem fim. Minos, filho de Europa, lá teve tanto o seu palácio como o labirinto em que encerrou o minotauro. Passaram por Iraklio os árabes, os bizantinos, os venezianos e os otomanos. Os gregos que a habitam falham em lhe dar o devido valor.
Míconos, Grécia

A Ilha Grega em Que o Mundo Celebra o Verão

Durante o século XX, Míconos chegou a ser apenas uma ilha pobre mas, por volta de 1960, ventos cicládicos de mudança transformaram-na. Primeiro, no principal abrigo gay do Mediterrâneo. Logo, na feira de vaidades apinhada, cosmopolita e boémia que encontramos quando a visitamos.
Thira, Santorini, Grécia

Thira: Entre as Alturas e as Profundezas da Atlântida

Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Thira e levou ao colapso a civilização minóica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
Nea Kameni, Santorini, Grécia

O Cerne Vulcânico de Santorini

Tinham decorrido cerca de três milénios desde a erupção minóica que desintegrou a maior ilha-vulcão do Egeu. Os habitantes do cimo das falésias observaram terra emergir no centro da caldeira inundada. Nascia Nea Kameni, o coração fumegante de Santorini.
Gozo, Malta

Dias Mediterrânicos de Puro Gozo

A ilha de Gozo tem um terço do tamanho de Malta mas apenas trinta dos trezentos mil habitantes da pequena nação. Em duo com o recreio balnear de Comino, abriga uma versão mais terra-a-terra e serena da sempre peculiar vida maltesa.
Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta foi a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que há memória.

Senglea, Malta

A Cidade com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.

Visitantes em caminhada, Fortaleza de Massada, Israel
Parques nacionais
Massada, Israel

Massada: a Derradeira Fortaleza Judaica

Em 73 d.C, após meses de cerco, uma legião romana constatou que os resistentes no topo de Massada se tinham suicidado. De novo judaica, esta fortaleza é agora o símbolo supremo da determinação sionista
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Aventura
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Para diante
Cidades

Acra, Gana

A Cidade que Nasceu no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.

Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Mini-snorkeling
Cultura
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

A Toy Train story
Em Viagem
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Capacete capilar
Étnico
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Cores e sombras
História

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Banco improvisado
Ilhas
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Pescador manobra barco junto à Praia de Bonete, Ilhabela, Brasil
Natureza
Ilhabela, Brasil

Em Ilhabela, a Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das dez melhores praias do Brasil.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Praia de El Cofete do cimo de El Islote, Fuerteventura, ilhas Canárias, Espanha
Parques Naturais
Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha

A (a) Ventura Atlântica de Fuerteventura

Os romanos conheciam as Canárias como as ilhas afortunadas. Fuerteventura, preserva vários dos atributos de então. As suas praias perfeitas para o windsurf e o kite-surf ou só para banhos justificam sucessivas “invasões” dos povos do norte ávidos de sol. No interior vulcânico e rugoso resiste o bastião das culturas indígenas e coloniais da ilha. Começamos a desvendá-la pelo seu longilíneo sul.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Património Mundial UNESCO
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Perigo de praia
Praias

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Teleférico de Sanahin, Arménia
Religião
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Sociedade
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Vida Selvagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.