Míconos, Grécia

A Ilha Grega em Que o Mundo Celebra o Verão


Sombras de Renda II
Amigas à sombra na prainha na extensão da Little Venice de Míconos.
Uma igreja pouco ortodoxa
A igreja de Paraportiani, com as suas linhas nada convencionais.
Ruela de Hora
Rua branca e azul tradicional de Míconos.
Selfie-a-duas
Amigas fotografam-se na esplanada de Little Venice.
Grécia souvenir
Loja de recordações numa ruela de Hora, Míconos.
2/5 de Kato Mili
Dois dos 5 moinhos do conjunto de Kato Mili.
“Celestyal Crystal”
Navio cruzeiro "Celestyal Crystal" ancorado ao largo de Míconos.
Adoração do ocaso
Multidão de adoradores do pôr-do-sol na praínha de Little Venice.
Outro Fim de Dia
Visitantes de Míconos admiram o pôr-do-sol.
Hora Nocturna
Lusco-fusco amarela o casario de Hora (cidade, em Grego).
Fé a cores
Transeuntes contornam uma das várias capelas ortodoxas de Hora.
Só fachada
As fachadas pitorescas de Little Venice.
Linhas pouco ortodoxas
Arquitectura harmoniosa mas excêntrica da igreja ortodoxa de Paraportiani.
Sombra de Renda I
Visitante de Míconos à sombra na prainha na extensão da Little Venice. de Míconos.
“Celestyal Crystal”
Navio cruzeiro "Celestyal Crystal" ancorado ao largo de Míconos.
Durante o século XX, Míconos chegou a ser apenas uma ilha pobre mas, por volta de 1960, ventos cicládicos de mudança transformaram-na. Primeiro, no principal abrigo gay do Mediterrâneo. Logo, na feira de vaidades apinhada, cosmopolita e boémia que encontramos quando a visitamos.

O “Celestyal Crystal” em que seguíamos, procedentes do porto ateniense de Piraeus, atraca em Míconos à hora de tabela, as sete da manhã. Não é o primeiro cruzeiro do dia a ancorar na ilha. Não seria o último. Desembarcamos para um dos habituais dias gloriosos do estio do Egeu: de céu azul, como pelo menos metade da bandeira grega. Azulão à imagem das variantes que quebram o branco do casario por diante.

Que se possam dizer seus, Míconos mantém nesses lares tradicionais uns dez mil habitantes. Quando chega Maio, se não for logo em Abril, acolhe uma migração de visitantes de todas as partes.

Uns chegam por mar, outros por ar. Alguns, desejosos de desvendar o âmago civilizacional das Cíclades, a sua história e o património arquitectónico e cultural lá legado. Outros – a grande maioria, há que dizê-lo – afluem atraídos pela aura de destino grã-fino, hedonista sempre jovem, em forma e na moda.

Cimo da igreja ortodoxa de Paraportiani, em Míconos, Grécia

Arquitectura harmoniosa mas excêntrica da igreja ortodoxa de

Desembarcamos para o cimento do molhe que envolve a baía piscatória à entrada de Hora. As esplanadas em volta não tardam a ficar preenchidas de convivas entregues às especialidades gastronómicas helénicas. A prainha abaixo da rua Polikandrioti acolhe dezenas de almas turistas que sacrificavam repastos nos restaurantes da marginal pela poção mágica do sol e do mar afável do Egeu.

Metemo-nos no labirinto de ruelas para sul da marginal e  abstraímo-nos o mais que conseguimos da mácula comercial, inevitável numa ilha diminuta que recebe cerca de dois milhões de forasteiros por ano.

Deixamo-nos encantar pela elegância simples do casario: as cúpulas, portas, janelas, varandas e corrimões azuis ou vermelhos, destacados das incontáveis paredes alvas. As bougainvilleas fartas e outras trepadeiras exuberantes a alastrarem e penderem das varandas e terraços, adubadas pela bonança financeira que o turismo emprestou a Míconos.

 

Transeunte numa rua de Hora, Míconos, Grécia

Transeunte percorre uma rua tradicional de Hora, a cidade de Míconos.

Uma Ilha Requintada, uma ilha Incontornável dos Influencers

Mesmo a essa hora calorenta, passamos por recantos já gastos de tão pisados e retratados pelos influencers que disputam a ilha. Encontramo-los amiúde em acção. Em filas disfarçadas, à espera da sua vez de estenderem os reflectores para retocarem o make up e produzirem as fotos e os vídeos clonados e “invejáveis” com que fidelizam as multidões de seguidores.

As brisas de requinte e sofisticação pós-adolescente que confluíram para Míconos a partir de 1960 não mais pararam de soprar desde a invasão gay de então. Rendida aos proveitos dos novos ares, Míconos reajustou-se.

Os antigos lares das famílias de pescadores são agora hotéis boutique e boutiques, bares, restaurantes, lojas glamorosas de tudo um pouco e incontáveis negócios particulares registados no Booking, AirBnB e afins. São minas insulares que enchem as contas bancárias dos moradores e dos investidores durante a Primavera-Verão e que lhes permitem atravessar, sem problemas, o pousio do Inverno, quando quase tudo em Mykonos permanece encerrado.

Loja de recordações, Hora, Míconos, Grécia

Loja de recordações numa ruela de Hora, Míconos.

São proveitos fáceis, nunca sonhados nas décadas iniciais do século XX, uma altura em que, após a abertura do Canal de Corinto e a Primeira Guerra Mundial, os habitantes de Míconos se viram vítima de um inesperado declínio comercial e foram forçados a emigrar para o continente grego e para os mais diversos países do mundo, sobretudo para os Estados Unidos. No enfiamento da História, os deuses gregos parecem ter tido em conta a proximidade de Míconos face a Delos, o santuário sagrado de Apolo. E protegeram os micónios a condizer.

Little Venice. Pequena Veneza à Moda Helénica

No lugar de Delos, a marginal alternativa da Little Venice local é o poiso de culto da turba de gays, princesas da moda e VIPs viajados. Passeiam-se em Míconos, esculturais e trajados de trapos exorbitantes. Para seu indisfarçável desgosto, Míconos abriu também portas a um populacho mais idoso e descuidado, “culpa dos cruzeiros”, escutamos intrigarem más línguas ao sol.

Mais para o fim da tarde, contornamos as esquinas arredondadas da igreja ortodoxa Paraportiani e enfiamo-nos na ruela Agion Anargiron que ziguezagueia na direcção de Little Venice. Caminhamos determinados a descobrir como e porquê se tornara tão popular aquela amostra cicladense de Veneza.

Mas, avançamos alguns metros e vemo-nos barrados pelo tráfico pedestre da zona. A ruela mal dá para duas pessoas se cruzarem. Como se não bastasse, lá se sucedem lojas com artesanato e recordações pendurados no exterior. Uns turistas detêm-se de um lado a examinar algo. Outros, imitam-nos do lado oposto. Assim se geram filas caóticas que, quando os milhares de passageiros de três ou mais cruzeiros deambulam ao mesmo tempo pela povoação, se provam quase intransponíveis.

Com paciência de chinês, esperamos que o grande sino-grupo que nos antecede abra caminho. Após o que cortamos para o beco Venetias para logo darmos com uma correnteza de bares-esplanada em que esbarravam as ondas gentis do Egeu. Ali, casais apaixonados, grupos de amigos entretidos a bebericar gin, cocktails e cerveja prolongam convívios arejados e ensaiam selfies e mais selfies, afogados em grandes almofadões ou recostados em cadeiras de realizador.

Amigas em Little Venice, Míconos

Amigas fotografam-se na esplanada de Little Venice.

Como indicia o nome do lugar, os edifícios semi-afundados no mar foram erguidos no século XIV, no período em que os Venezianos controlaram Míconos e tantas outras ilhas gregas, até que, decorria o século XVIII, os Otomanos delas se apoderaram.

Moinhos de Kato Mili, Míconos

Dois dos 5 moinhos do conjunto de Kato Mili.

Os Moinhos Concorridos de Kato Milli

Outro conjunto arquitectónico ímpar de origem veneziana, mais que batido pelos influencers e viciados em selfies, é o formado pelos cinco moinhos de Kato Mili (moinhos de baixo).

Na era veneziana, a principal produção da árida Míconos era o trigo. Tendo em conta a constância dos ventos Meltemi (do italiano mal tempo), por volta do século XVI, começaram a ser instalados moinhos processadores do cereal. Chegaram a contar-se algumas dezenas. Hoje, sobram dezasseis. Destes, mesmo desprovida das suas velas brancas mas mais acessível e exposta ao ocaso a quina de Kato Mili preserva um óbvio protagonismo.

Mal o sol poente começa a alaranjar o céu para oeste, grupos de visitantes irrequietos colocam-se nos lugares privilegiados para apreciarem o mergulho do grande astro e o registarem embelezado pelas silhuetas dos engenhos.

Multidão ao pôr-do-sol, Little Venice, Míconos, Grécia

Multidão de adoradores do pôr-do-sol na praínha de Little Venice.

O ocaso arrasta-se, num registo também ele grego, sem pressas ou imprevistos. Temos tempo de sobra de circularmos entre os moinhos, de contemplarmos o dourar das fachadas da Little Venice e de descermos para a praia abaixo de Kato Mili. Quando lá chegamos, os visitantes da ilha concentravam-se em peso sobre o murinho da marginal e no areal contíguo, de smartphones e máquinas fotográficas em riste.

Soa apenas um burburinho de fundo que o vento funde com a música próxima dos bares. Aos poucos, o sol afunda-se entre um grande cruzeiro fundeado ao largo e uma escuna ancorada para proporcionar a passageiros pagantes uma contemplação vantajosa face a quem estavam em terra.

Tínhamos acabado de entrar em Junho. Com mais quatro meses de posts dos seus cenários e crepúsculos, Míconos conquistará milhares de novos seguidores.

Pôr-do-sol em Míconos, Grécia

Visitantes de Míconos admiram o pôr-do-sol.

 

OS CELESTYAL CRUISES OPERAM CRUZEIROS NO MAR EGEU E MAR MEDITERRÂNEO DE MARÇO A NOVEMBRO, POR A PARTIR DE 539€. RESERVAS EM www.celestyalcruises.com e pelo telf.: +30 2164009600.

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.
Senglea, Malta

A Cidade Maltesa com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.
Valletta, Malta

As Capitais Não se Medem aos Palmos

Por altura da sua fundação, a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários apodou-a de "a mais humilde". Com o passar dos séculos, o título deixou de lhe servir. Em 2018, Valletta foi a Capital Europeia da Cultura mais exígua de sempre e uma das mais recheadas de história e deslumbrantes de que há memória.
Iraklio, CretaGrécia

De Minos a Menos

Chegamos a Iraklio e, no que diz respeito a grandes cidades, a Grécia fica-se por ali. Já quanto à história e à mitologia, a capital de Creta ramifica sem fim. Minos, filho de Europa, lá teve tanto o seu palácio como o labirinto em que encerrou o minotauro. Passaram por Iraklio os árabes, os bizantinos, os venezianos e os otomanos. Os gregos que a habitam falham em lhe dar o devido valor.
Fira, Santorini, Grécia

Fira: Entre as Alturas e as Profundezas da Atlântida

Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Fira e levou ao colapso a civilização minóica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
Nea Kameni, Santorini, Grécia

O Cerne Vulcânico de Santorini

Tinham decorrido cerca de três milénios desde a erupção minóica que desintegrou a maior ilha-vulcão do Egeu. Os habitantes do cimo das falésias observaram terra emergir no centro da caldeira inundada. Nascia Nea Kameni, o coração fumegante de Santorini.
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Chania, Creta, Grécia

Chania: pelo Poente da História de Creta

Chania foi minóica, romana, bizantina, árabe, veneziana e otomana. Chegou à actual nação helénica como a cidade mais sedutora de Creta.
Balos a Seitan Limani, Creta, Grécia

O Olimpo Balnear de Chania

Não é só Chania, a pólis secular, repleta de história mediterrânica, no extremo nordeste de Creta que deslumbra. Refrescam-na e aos seus moradores e visitantes, Balos, Stavros e Seitan, três dos mais exuberantes litorais da Grécia.

Atenas, Grécia

A Cidade que Perpetua a Metrópolis

Decorridos três milénios e meio, Atenas resiste e prospera. De cidade-estado belicista, tornou-se a capital da vasta nação helénica. Modernizada e sofisticada, preserva, num âmago rochoso, o legado da sua gloriosa Era Clássica.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Thorong La, Circuito Annapurna, Nepal, foto para a posteridade
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 13º - High Camp a Thorong La a Muktinath, Nepal

No Auge do Circuito dos Annapurnas

Aos 5416m de altitude, o desfiladeiro de Thorong La é o grande desafio e o principal causador de ansiedade do itinerário. Depois de, em Outubro de 2014, ter vitimado 29 montanhistas, cruzá-lo em segurança gera um alívio digno de dupla celebração.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades
Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Perth Cidade Solitária Austrália, CBD
Cidades
Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.
jovem vendedora, nacao, pao, uzbequistao
Comida
Vale de Fergana, Usbequistão

Uzbequistão, a Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Uzbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.
Camponesa, Majuli, Assam, India
Cultura
Majuli, Índia

Uma Ilha em Contagem Decrescente

Majuli é a maior ilha fluvial da Índia e seria ainda uma das maiores à face da Terra não fosse a erosão do rio Bramaputra que há séculos a faz diminuir. Se, como se teme, ficar submersa dentro de vinte anos, mais que uma ilha, desaparecerá um reduto cultural e paisagístico realmente místico do Subcontinente.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Cruzeiro Princess Yasawa, Maldivas
Em Viagem
Maldivas

Cruzeiro pelas Maldivas, entre Ilhas e Atóis

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.
Vanuatu, Cruzeiro em Wala
Étnico
Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Kremlin de Rostov Veliky, Rússia
História
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
Bonaire, ilha, Antilhas Holandesas, ABC, Caraíbas, Rincon
Ilhas
Rincon, Bonaire

O Recanto Pioneiro das Antilhas Holandesas

Pouco depois da chegada de Colombo às Américas, os castelhanos descobriram uma ilha caribenha a que chamaram Brasil. Receosos da ameaça pirata, esconderam a primeira povoação num vale. Decorrido um século, os holandeses apoderaram-se dessa ilha e rebaptizaram-na de Bonaire. Não apagaram o nome despretensioso da colónia precursora: Rincon.
Quebra-Gelo Sampo, Kemi, Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Natureza
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Camiguin, Filipinas, manguezal de Katungan.
Parques Naturais
Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.
Gravuras, Templo Karnak, Luxor, Egipto
Património Mundial UNESCO
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Praias
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Gelados, Festival moriones, Marinduque, Filipinas
Religião
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Sociedade
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Vida Selvagem
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.