Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta


Himalaias urbanos

Vista do casario característico da cidade, a partir do cimo do seu mercado Lal.

SOS Nirvana

Um encontro celestial numa ponte elevada da capital de Sikkim

Uma estupada

Monge trabalha em frente da grande estupa sagrada de Do-Drul Chorten

Sortido Veg

Vendedora de vegetais do mercado Lal de Gangtok

1920 ??

Cena "cinéfila" de Rua em Gangtok

A deusa himalaia

Sol nasce e ilumina a Kanchenjunga, a terceira montanha mais elevada à face da Terra.jpg

Véu budista

O Mosteiro de Rumtek, um dos mais disputados de todos os domínios budistas

2º Toque

Jovem aprendiz budista convoca outros para as aulas no mosteiro Rumtek.

Kamal Saloon

Barbearia em pleno centro de Gangktok

Degraus para o céu

Arquitectura garrida e tibetana do mosteiro de Rumtek.

T.P.C.

Aprendizes budistas num raro momento de aplicação, no meio de muita traquinice

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.

A Gestão Espiritual de Wangyal Buthia

Sir Wangyal Buthia revelou-se uma espécie de Winston “The Wolf” Wolfe de “Pulp Fiction”. Por distintas divergências, a nossa relação com os responsáveis pelo turismo de Sikkim começara bem mas depressa se complicou. Conhecemo-los no início de Dezembro. Desde Dezembro que tentávamos confirmar o nosso itinerário naquela província.

Sir Buthia só seria informado de que nos iria acolher lá para 7 de Janeiro, dois dias antes de chegarmos. Nessa data, a maior parte das questões continuavam por desbloquear. Buthia resolveu-as a todas com incrível subtileza e humildade.

Ok. Sir… just enjoy. Everything is according to u. Let’s together florish Sikkim world wide” garante-nos com recurso a um tradutor automático e a mais positiva das atitudes.

Quando o encontramos em Rangpo, onde Bengala Ocidental e Sikkim namoriscam, depressa confirmamos que Wangyal era o Zen em pessoa. Iluminados pelo seu conhecimento e luz espiritual, Gantkok e Sikkim pareceram-nos sempre mais radiosos.

O cicerone prenda-nos com os lenços khata, garantias sedosas da sinceridade e boa-vontade das suas intenções. De Rangpo, viajámos encosta acima apostados em espreitar o Festival Cultural Red Panda, um dos mais importantes de Sikkim.

O evento realizava-se, no entanto, num estádio. A sua atmosfera artificial de betão e relva sintética anulava qualquer interesse fotográfico que nele pudéssemos ter.

Gangtok acima, Gangtok abaixo

Malgrado o descontentamento dos seus superiores, Sir Buthia compreende os nossos motivos e anui. Definimos como paragem seguinte o Namgyal Institute of Tibetology. Este museu e estabelecimento emprega investigadores da língua e tradições do Tibete e do budismo tibetano.

Nos últimos tempos, também o estudo e o registo informático da história dos cerca de sessenta mosteiros de Sikkim e dos seus documentos e obras.

Lá fazemos as nossas próprias investigações que só trocamos por outras, ali ao lado, em redor de Do-Drul Chorten, estupa que abriga livros e outras relíquias sagradas do budismo. Uma cerimónia religiosa para lá prevista mantêm vários jovens monges entretidos a cortar e a preparar flores, enquanto fiéis budistas fazem girar as 108 rodas de oração dispostas em redor do monumento.

Algum tempo depois, a inauguração do Red Panda Festival terminara. O trânsito voltava a fluir pela ladeira principal da cidade. Também nós nos dirigimos ao seu alto.

Precisávamos de comprar fruta para a noite. Wangyal conduz-nos ao edifício multipisos do grande mercado Lal. Quando chegamos à base, reconhecemos um corte do casario da cidade que tínhamos descoberto na Internet e que nos encantava. Esquecemos de imediato, as tangerinas e as uvas. Imploramos que nos leve ao terraço do mercado.

Sir Buthia lidera a correria com que galgamos vários lances de escadas. No cimo, desvenda-nos um recanto escondido entre as muitas tendas de comidas típicas de Sikkim que preenchiam a orla do prédio.

Desse recanto, apreciamos melhor a tal curva de casario arredondado, colorido e emblemático, minutos antes do pôr-do-sol, ao som de um bingo comunal que centenas de moradores de Sikkim – incluindo oficiais da polícia – ali jogam todos os fins de tarde.

A noite não tardava a cair. Estávamos cansados da viagem matinal desde Kalimpong e a jornada seguinte de exploração começaria a horas impróprias.

A Omnipresente Montanha Kanchenjunga

A história enfiou Sikkim numa espécie de ranhura do mapa asiático. O antigo reino surge sob o Tibete, entre o Nepal e o Butão, com a fronteira entre o vasto subcontinente indiano e o Bangladesh logo abaixo. Os Himalaias também despontam no seu território. Uma parte exuberante há que dizê-lo, protagonizada pela terceira maior montanha da cordilheira e do Planeta.

Em Gangtok, desde que fora dos meses de monção, a Kanchenjunga está quase sempre presente.  Vimo-la despertar e rosar para o dia do topo ventoso e gélido de Tashi, um dos vários miradouros que servem a cidade.

A temperatura roça os 0º. Um grupo de militares indianos em t-shirts aproveita a atmosfera espartana e treinam para uma qualquer estafeta que se avizinha. Já o sol, emerge, triunfante à partida, do leste nas nossas costas. Por breves instantes, rosa e doura os diversos pináculos dos Himalaias.

Deixa-os entregue à frigidez da alvura e da altura enquanto um bando tresloucado de corvos segue o exemplo dos militares e compete entre si e contra o vento pelos melhores telhados, terraços e ramos das redondezas.

Mais que um pico majestoso, a Kanchenjunga faz parte da espiritualidade das gentes destas paragens. Dos Buthias e dos Lepchas. Ainda dos nepalis que formam a maioria na província, têm a sua língua franca e deram o nome à nação vizinha. Por último, dos tibetanos que residem nas franjas norte e leste da província, mais próximo do Tibete.

Boa parte deles acredita numa divindade Dzo-nga – uma espécie de yeti local – e na existência de um Vale da Imortalidade escondido na cordilheira. Pelo menos a crença no Beyul Dmoshong, é de tal forma real que, em 1962, um Lama Tibetano conduziu centenas de seguidores a encostas elevadas e nevadas da Kanchenjunga, numa peregrinação com o propósito de abrir caminho para esse mesmo vale.

Sikkim: de Reino a Província Indiana

Mas Sikkim não é feito só de montanhas e de redutos budistas. Durante muito tempo independente ou protectorado, o antigo reino viu-se incorporado na Índia, em 1975, durante a vigência de Indira Ghandi, após forte contestação contra a monarquia Chogyal e um referendo que teve como resultado 97.5% de Sim à entrada na União, mas cuja legalidade continua a ser rebatida.

Hoje, plenamente integrada, a província de Sikkim acolhe ainda um número crescente de Bengalis, muçulmanos vindos de Bihar e Marwaris, este, o trio étnico que prospera com o comércio na região sul de Sikkim e em Gangtok.

Encontramo-los de cada vez que voltamos ao mercado Lal para reabastecermos, instalados nas suas bancas geminadas e repletas de fruta, vegetais da época e restantes víveres do ano inteiro.

Também noutras em que vendem os incontáveis vestuários e utensílios Made in China que, malgrado as péssimas relações entre a Índia e o Dragão, cruzam a fronteira a norte numa base regular e abastecem bem mais que Sikkim, todo Subcontinente.

Com o sol apontado ao zénite, a temperatura torna-se suportável. Damos por encerrada a contemplação e adoração da Kanchenjunga. Regressamos ao coração de Gangtok desejosos da papa de aveia aconchegante que, como crianças, pedinchamos ao Sir Bhutia para fugirmos aos pequenos-almoços indianizados.

As Ruas e Ruelas Sobrelotadas de Gangtok

Ao chegarmos à artéria principal MG Marg, uma estátua tão humilde como o próprio Mahatma Ghandi abençoa uma multidão multiétnica, jovem e de trajes ora ocidentalizados ora tradicionais que se cruza de forma bastante mais ordeira que a sul do Subcontinente.

Curva e dividida em duas secções em função do relevo caprichoso, a MG Marg é a avenida por excelência de Gangtok. Sikkim orgulha-se do seu estatuto de província mais “verde”, orgânica e limpa da Índia. A MG Marg comprova, pelo menos, o último dos títulos.

Quando a percorremos, entre lojas e lojinhas repletas de produtos de marcas famosas mas aldrabadas, agências, bares e restaurantes com visuais minimamente cuidados, entregamo-nos à impressão de que aterrámos num qualquer recanto europeu, ou da mais civilizada Ásia.

Dali, Gangtok ramifica-se numa fascinante rede de ladeiras e escadarias que mantém fortes as pernas dos moradores. Subimos a bordo do teleférico que serve a cidade e apreciamos, a uma boa distância panorâmica, o casario garrido e dependurado.

Numa outra manhã, Wangyal consegue a companhia e o jipe de um cunhado. Na maior parte do tempo em amena cavaqueira, os dois levam-nos ao lado de lá do rio Teesta e ao Mosteiro Rumtek, um dos mais emblemáticos mas também polémicos de Gangtok.

No início dos anos 90, o direito de posse e administração do mosteiro, o maior de Sikkim e o mais rico centro monástico da Índia gerou um estado de sítio.

Rumtek: um Mosteiro Budista em Estado de Guerra

Engane-se quem pense que o Budismo é só meditação e espiritualismo. Rebentaram verdadeiras batalhas campais entre as duas facções. Desde então, até hoje, o governo indiano mantém presentes militares de metralhadoras, com instruções para dispersarem quaisquer ataques perpetrados pelo lado que pretende reconquistar o mosteiro.

O ambiente é surreal. Quase nos hipnotiza um tema cerimonial místico de trompas e címbalos, adornado pelo gongo tocado por um jovem monge que chama os colegas para a aprendizagem do dia.

Ao som dessa banda sonora, passamos entre soldados volumosos e camuflados e atravessamos o pórtico principal. Visitantes indianos divertem-se a atirar moedas ao ar com o objectivo supersticioso de as imobilizar no cimo do mastro central da bandeira da paz. Um grande bando de pombos sobrevoa-os.

Procuramos um ponto de observação privilegiado quando damos com um outro grupo mais jovem de aprendizes sentado no chão de um terraço, entregue aos seus cadernos. O adulto que os supervisiona ausenta-se. De imediato, substituem os afazeres monásticos por sucessivas tropelias.

Atraem os pombos com pedaços de chapatis deixados num canto da ala. A determinada altura, todas as aves deles se aproximam. Os pequenos religiosos atingem-nos com pedrinhas e bolas de farinha recém-produzidas. Assustados, os pombos esvoaçam por cima de nós, dão uma pequena volta de reconhecimento e regressam à mendigagem.

A brincadeira repete-se até que o tutor regressa e os põe na linha com vergastadas vigorosas. Do lado de lá do pátio, numa das muitas camadas estruturais do templo, prosseguem as trompas, os címbalos e a cerimónia de homenagem e oferendas ao 16º Karmapa, que tem as suas relíquias numa estupa dourada e sagrada.

Deixamos Rumtek entregue à paz podre em que caíra. Voltamos a Gangktok. À chegada, as luzes artificiais já iluminavam as cem mil vidas da cidade. Libertamos Sir Buthia para a sua e ficamos a ver o bingo do mercado de Lal alienar centenas de outras.

Os autores agradecem o apoio na realização deste artigo às seguintes entidades:  Embaixada da Índia em Lisboa; Ministry of Tourism, Government of India; Sikkim Tourism

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Guwahati, India

A Cidade que Venera o Desejo e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Wilkommen in Africa
Arquitectura & Design
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Aventura
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Tsumago em hora de ponta
Cidades

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Tatooine na Terra
Cultura

Sudeste da Tunísia

A Base Terráquea da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Fuga de Seljalandsfoss
Em Viagem

Islândia

Ilha de Fogo, Gelo e Quedas d’água

A catarata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.

Coragem
Étnico

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Litoral Gentil
História

Ilhabela, Brasil

Depois do Horror, a Beleza

90% de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ihabela.

Passerelle secular
Ilhas

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.

Lenha
Inverno Branco

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Recompensa Kukenam
Natureza

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Acima de tudo
Parques Naturais
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Torres del Paine I
Património Mundial UNESCO

PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz. 

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Praia soleada
Praias

Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Flórida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.

Resistência
Religião

Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus radicais pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação

Sobre carris
Sobre Carris

Sempre Na Linha

Nenhuma forma de viajar é tão repetitiva e enriquecedora como seguir sobre carris. Suba a bordo destas carruagens e composições díspares e aprecie cenários imperdíveis dos quatro cantos do mundo.
Torre Fushimi Yagura
Sociedade

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.