Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos


À Espera de Passageiros II
Barcos de fundo de vidro ancorados na Kabira Bay, onde é proíbido aos visitantes banharem-se na água cálida.
Sombra tropical
Duas gerações de habitantes de Ishigaki no areal branco da Kabira Bay.
Ananazes de Yayama
Pequenos ananazes expostos numa venda de Ishigaki.
Trópicos nipónicos
Panorama do litoral coralífero de Ishigaki, uma das ilhas do grupo Yayeama.
Guardiães shisa
Uma das várias escultura de guardiães shisa agrupadas em Ishigaki.
Curiosidade marinha
Passageiros de barco fundo de vidro, examinam o leito coralífero do mar ao largo da Kabira Bay.
Foto em círculo
Grupo de amigos nipónicos fotografam-se à beira do mar tranquilo e quente da Kabira Bay.
Trabalhos hortícolas
Proprietário do grupo empresaria Hirata trabalha numa das suas estufas.
Passeio anfíbio
Amigas japonesas durante um pequeno passeio anfíbio ao longo da Kabira Bay.
Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.

É no seu grupo insular Yaeyama, o Japão espreita o Trópico de Câncer. E em dias límpidos, de Yonaguni, a ilha japonesa que mais se aventura a sudoeste, avista-se até a Formosa, a República da China “rebelde” por ele atravessada.

Momentos após aterrarmos em Ishigaki, confirmamos tratar-se, de longe, território mais desenvolvido e habitado do arquipélago.

Nuns Confins Nipónicos do Pacífico do Norte

Em tempos entregues aos seus indígenas, estas paragens longínquas sofreram recentemente um boom de turismo doméstico japonês, alimentado por veraneantes curiosos que optam pelos destinos nacionais em vez das praias estrangeiras mais idolatradas no Japão: Boracay, El Nido e outras nas Filipinas, Waikiki, no Havai, entre outras.

Quase se contam pelos dedos de uma mão os estrangeiros que aqui vêm parar. Assim se explica porque nos sentimos mais observados em três ou quatro horas em Ishigaki que em vários meses passados no Japão setentrional.

Quem visita as Yaeyama começa, como nós, por pousar em Ishigaki. De lá parte, em ferries ultra-rápidos ou voos de curta duração para as ilhas satélites, quase todas pródigas nos seus cenários bucólicos, selvagens e marítimos peculiares. Antes disso, é da praxe passear e banhar os pés. Não tínhamos os nossos bem assentes na ilha.

Mesmo assim, se se proporcionasse, estávamos dispostos a uma recriação digna desse nome. A Kabira Bay merecia-o e muito mais. Por estranho que antes nos parecesse, o Japão tinha mesmo os recantos marinhos irresistíveis como aquele.

A Surpresa Verde-Esmeralda de Kabira Bay

Na Kabira Bay, encontrámos águas protegidas do grande oceano por uma frente de bancos de areia florestados. Águas translúcidas, tingidas de verdes e azuis resplandecentes por um leito de origem coralífera e pelo sol a pique. Águas em que deslizam cardumes graciosos de mantas, golfinhos tubarões-baleia e tubarões convencionais, alguns das espécies mais temidas pelos mergulhadores.

Kaori Kinjo, a guia que nos acompanhava em Ishigaki e nas restantes Yaeyama que visitaríamos garante-nos que aquele era o melhor lugar para “percebermos” a configuração e as cores da baía. Fá-lo em inglês, de forma bastante clara. Apesar de, à boa maneira nipónica, achar que não está qualificada e de sentir alguma vergonha.

De tal maneira que, durante a maior parte da nossa estadia mantêm ao seu serviço, Seiko Kokuba, uma tradutora a tempo inteiro.

Kaori Kinjo era oriunda da prefeitura japonesa de Tochigi. Uns dias depois, lá nos viríamos a deslumbrar com os templos seculares de Nikko e o festival de Primavera Shunki Reitaisai.

A determinada altura, mudou-se para o sul tropical nipónico. Lá encontrou trabalho bem remunerado no grande Aquarium de Okinawa, até 2005, o maior do mundo. Já Seiko Kokuba viveu nas Filipinas onde trabalhou numa ONG e aprendeu a falar meio inglês, meio dialecto tagalog, como o fazem os filipinos.

Teve a ambição de ir estudar para o Reino Unido mas a família não pôde sustentar esse sonho. Em vez, mudou-se para a Índia e lá esteve a praticar o inglês. Nascida e criada em Tóquio, casou com um homem de Okinawa e radicou-se em Ishigaki, onde o Japão está sempre no Verão.

Uma Baía Pouco ou Nada Balnear

Chegamos a meio da manhã. Faz um calor húmido opressivo. Ainda assim, não vemos vivalma dentro de água, apenas os ocasionais grupos de amigos ou famílias que se passeiam sobre a areia de giz, um ou outro descalços de calça arregaçada, com o mar cálido do Mar da China a chegar-lhes no máximo aos joelhos.

Perguntamos às cicerones porque ninguém se banhava naquelas águas de sonho. Só metade da resposta nos surpreende. “Bom, há duas razões: uma, é que a maior parte dos japoneses ainda não se renderam por completo ao lazer balnear dos ocidentais.

A outra, a principal, é que por um lado existem viveiros de ostras de pérolas negras hipervaliosas na baía e os produtores querem-nas protegidas, isto, mesmo se aquelas águas integram o vasto Parque Nacional Iriomote-Ishigaki.

Além disso, por uma questão de segurança, os operadores destes barcos de recreio que vocês veem alinhados lá em baixo também estão pouco virados para que as pessoas se banhem junto às rotas que os barcos usam a toda hora.

Waikiki, Havai: o Destino Balnear de Eleição

À boa maneira japonesa, nenhum visitante desrespeita as regras. Para compensar, a tal frota de barcos com fundo de vidro está sempre pronta para mostrar aos visitantes o fundo coralífero e a fauna do Mar da China.

Ouvimos com atenção. Temos em conta os motivos e a vastidão da baía. Como banhistas inveterados que somos, assumimos o etnoegoismo e que tudo nos soou sobretudo a enorme desperdício.

Quanto à primeira das explicações, a do desprezo pelas idas a banhos, até podia ser assim no Japão. Mas, no ano anterior, tínhamos passado por Waikiki, uma extensão balnear da capital havaiana Honolulu.

Lá vimos as praias à pinha de japoneses mais alvos que a areia da Kabira Bay, a divertirem-se agarrados a boias e deitados sobre colchões insufláveis, no meio do Pacífico do Norte. Tantos eram os banhistas nipónicos que de lá trouxemos a impressão que, quase 80 anos depois do atrevimento de Pearl Harbour, os japoneses tinham regressado e se haviam apoderado do Havai.

A Compensação Possível do Barco Fundo de Vidro

Por mais frustrante que soasse a placa proibitiva com que esbarramos à entrada do mar, tal como os nipónicos, também nós estávamos abrangidos pela restrição. Kaori e Seiko sentem alguma frustração no ar. À laia de recompensa, informam-nos que nos arranjaram um tour num dos barcos de fundo de vidro que exibem os fundos da baía.

Não era bem a mesma coisa, mas como a cavalo dado não se olha o dente, tendo em conta que o levaríamos sobretudo como experiência cultural, lá embarcámos no meio de um grupo de famílias e amigos entusiasmados com a evasão.

O barco começa por se mover por uns 15 minutos a uma velocidade considerável. A um ritmo, ainda assim, bem mais acelerado que o da narração japonesa de tom infantil que ilustrava o passeio náutico.

Quando chegamos a uma zona com água pouco profunda, corais e a transparência ideal, passa para uma espécie de câmara lenta. De um momento para o outro, os vidros do fundo transformam-se em aquários móveis.

Os passageiros debruçam-se sobre parapeitos decorados com imagens legendadas da fauna e da flora que é suposto ali avistarem, instalados acima do fundo de vidro.

De quando em quando, um ou vários peixes garridos surgem no enquadramento dos corais e enchem o barco de vida e de sugois, – sugoi, o termo incontornável para sempre que os japoneses se confrontam com algo cool ou que os maravilha.

Curtas Férias à Moda Nipónica

Alguns dos passageiros a bordo serão os típicos salarymen com dez ou doze dias de férias, eventualmente as primeiras passadas na praia. Apreciam o fundo do mar, os peixes-trompete, os peixes-palhaço e afins com uma compenetração quase hipnótica sintomática da libertação do mundo empresarial, corporativo e de fata e gravata em que passam a demasiado tempo.

O barco dá mais uma volta pelo lado de lá dos bancos de areia, ainda por dentro do grande recife de coral que envolve boa parte de Ishigaki. Regressa à baía pelo canal central por que havíamos saído e ancora com a proa afiada sobre a areia molhada do litoral. Os passageiros desembarcam um a um, cada qual entregue ao deleite abafado da ilha.

Verdade seja dita que, mesmo só há pouco descoberta pelos japoneses e visitada por raríssimos gaijin (estrangeiros) Ishigaki dá para muito mais. Tantos os locais para mergulho como as praias em redor da ilha, são de classe mundial. O interior rugoso oculta trilhos selvagens que serpenteiam e sobem e descem do nível do mar aos 526 metros do monte Omoto-dake, o ponto mais elevado da ilha.

Às Voltas por Ishigaki

Kaori e Seiko recolhem-nos do barco. Levam-nos a um miradouro elevado de onde conseguimos contemplar a ilha num quase todo, à boa maneira das da Polinésia Francesa, envolta num anel de recife verde-esmeralda bem demarcado do oceano profundo.

Os cenários, a atmosfera cálida e húmida atraem há muito ao grupo insular de Yaeyama e a Ishigaki em particular uma minoria de vidas alternativas nipónicas, aquelas que nunca se enquadraram no sistema laboral quase-escravo das grandes cidades nipónicas ou, a determinada altura, contra ele se rebelaram.

Alguns, como fez Seiko, descem sobretudo da ilha-mãe Honshu – de longe, a mais modernizada do Japão – em busca de um afago sentimental, existencial, de uma liberdade que os compatriotas não chegam sequer a perceber que existe. Num caso excepcional, uma evasão revelou-se bem mais radical que as demais.

O Derradeiro Refúgio de Yasuao Hayashi da tresloucada Seita Aum

Em 1997, vinte um meses depois e a mais de 3000km do local do crime perpetrado, para espanto dos nativos e moradores, foi capturado, em Ishigaki ,Yasuao Hayashi. Era o membro mais velho (37 anos à data do ataque) do grupo do Ministério da Ciência e Tecnologia de Aum Shinrikyo, a seita maléfica que levou a cabo os ataques do metropolitano de Tóquio com gás sarin.

Nos trópicos, por mais Verão que seja, escurece cedo. O dia aproximava-se do fim. Ansiosas por voltarem à paz familiar das suas vidas, Kaori e Seiko, sinalizaram-nos que estava na hora de regressarmos à cidade. Pelo caminho, detemo-nos numa propriedade agrícola desafogada. O duo de guias informa-nos que gostariam de nos mostrar o horto do conglomerado (também de turismo para que trabalhavam).

Entramos. Seguimo-las. Espantamo-nos com plantações extensas de ananases bem amarelos. Passamos para uma zona de estufas.

Da Quinta do Grupo Hirata ao Sossego Nocturno da pousada Rakutenya

Numa delas, trajado de t-shirt feijão verde, calças azul-esverdeadas metidas para dentro de galochas brancas e equipado ainda com luvas, trabalha um homem cinquentão, eventualmente sessentão mas bem conservado. “É o dono da Hirata!, transmite-nos Kaori, antes de o apresentar. “Tem aqui uma bela fazenda!” gabamo-lo, em inglês, com a tradução imediata de Seiko. …..

O interlocutor sorri, faz-nos uma vénia de gratidão e mostra-nos as courgettes viçosas de que tratava. Trocamos mais algumas frases corteses até que o proprietário do lugar recomenda às empregadas que nos mostrem o resto das plantações.

Kaori apressa a tarefa. Na sequência, leva-nos ao âmago urbano de Ishigaki, disposto em redor do porto. Regressamos à guest-house Rakutenya que nos acolhera à chegada de Naha, a capital de Okinawa.

Os donos, um casal de hippies japoneses, dos tais que concretizaram o seu sonho nipónico ao sul, dão-nos as boas-vindas na pousada, instalada numa casa de madeira e pedra de coral erguida em 1930, em parte no estilo arquitectónico característico de Okinawa e das ilhas Yaeyama, uma de centenas que veríamos num dos destinos seguintes: a deliciosa pequena ilha Taketomi.

Antes, ainda explorámos Iriomote, a última fronteira japonesa no que diz respeito a aventura tropical. Foram ambas outras histórias.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao "A"

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Arquitectura & Design
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Lagoas fumarentas
Aventura

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia
Cerimónias e Festividades
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Entrada para a Cidade das Areias de Dunhuang, China
Cidades
Dunhuang, China

Um Oásis na China das Areias

A milhares de quilómetros para oeste de Pequim, a Grande Muralha tem o seu extremo ocidental e a China é outra. Um inesperado salpicado de verde vegetal quebra a vastidão árida em redor. Anuncia Dunhuang, antigo entreposto crucial da Rota da Seda, hoje, uma cidade intrigante na base das maiores dunas da Ásia.
Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Cultura
Apia, Samoa Ocidental

Fia Fia: Folclore Polinésio de Alta Rotação

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e daqui ao Havai, contam-se muitas variações de danças polinésias. As noites samoanas de Fia Fia, em particular, são animadas por um dos estilos mais acelerados.
Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Em Viagem
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Étnico
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Cavaleiros cruzam a Ponte do Carmo, Pirenópolis, Goiás, Brasil
História
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirenéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Banco improvisado
Ilhas
Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
Esqui
Inverno Branco

Lapónia, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Natureza
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Solidão andina
Parques Naturais

Mérida, Venezuela

A Renovação Vertiginosa do Teleférico mais Alto do Mundo

Em execução desde 2010, a reconstrução do teleférico de Mérida chegou à sua estação terminal. Foi levada a cabo nas montanhas andinas por operários intrépidos que sofreram na pele a grandeza da obra.

Maias de agora
Património Mundial UNESCO

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Conversa ao pôr-do-sol
Praias

White Beach, Filipinas

A Praia Asiática de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.

Templo Kongobuji
Religião

Monte Koya, Japão

A Meio Caminho do Nirvana

Segundo algumas doutrinas do budismo, são necessárias várias vidas para atingir a iluminação. O ramo shingon defende que se consegue numa só. A partir de Koya San, pode ser ainda mais fácil.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Noite Pachinko
Sociedade

Tóquio, Japão

O Vídeo-Vício Que Deprime o Japão

Começou como um brinquedo mas a apetência nipónica pelo lucro depressa transformou o pachinko numa obsessão nacional. Hoje, são 30 milhões os japoneses rendidos a estas máquinas de jogo alienantes.

Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.