Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos


À Espera de Passageiros II
Barcos de fundo de vidro ancorados na Kabira Bay, onde é proíbido aos visitantes banharem-se na água cálida.
Sombra tropical
Duas gerações de habitantes de Ishigaki no areal branco da Kabira Bay.
Ananazes de Yayama
Pequenos ananazes expostos numa venda de Ishigaki.
Trópicos nipónicos
Panorama do litoral coralífero de Ishigaki, uma das ilhas do grupo Yayeama.
Guardiães shisa
Uma das várias escultura de guardiães shisa agrupadas em Ishigaki.
Curiosidade marinha
Passageiros de barco fundo de vidro, examinam o leito coralífero do mar ao largo da Kabira Bay.
Foto em círculo
Grupo de amigos nipónicos fotografam-se à beira do mar tranquilo e quente da Kabira Bay.
Trabalhos hortícolas
Proprietário do grupo empresaria Hirata trabalha numa das suas estufas.
Passeio anfíbio
Amigas japonesas durante um pequeno passeio anfíbio ao longo da Kabira Bay.
Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.

É no seu grupo insular Yaeyama, o Japão espreita o Trópico de Câncer. E em dias límpidos, de Yonaguni, a ilha japonesa que mais se aventura a sudoeste, avista-se até a Formosa, a República da China “rebelde” por ele atravessada.

Momentos após aterrarmos em Ishigaki, confirmamos tratar-se, de longe, território mais desenvolvido e habitado do arquipélago.

Nuns Confins Nipónicos do Pacífico do Norte

Em tempos entregues aos seus indígenas, estas paragens longínquas sofreram recentemente um boom de turismo doméstico japonês, alimentado por veraneantes curiosos que optam pelos destinos nacionais em vez das praias estrangeiras mais idolatradas no Japão: Boracay, El Nido e outras nas Filipinas, Waikiki, no Havai, entre outras.

Quase se contam pelos dedos de uma mão os estrangeiros que aqui vêm parar. Assim se explica porque nos sentimos mais observados em três ou quatro horas em Ishigaki que em vários meses passados no Japão setentrional.

Quem visita as Yaeyama começa, como nós, por pousar em Ishigaki. De lá parte, em ferries ultra-rápidos ou voos de curta duração para as ilhas satélites, quase todas pródigas nos seus cenários bucólicos, selvagens e marítimos peculiares. Antes disso, é da praxe passear e banhar os pés. Não tínhamos os nossos bem assentes na ilha.

Mesmo assim, se se proporcionasse, estávamos dispostos a uma recriação digna desse nome. A Kabira Bay merecia-o e muito mais. Por estranho que antes nos parecesse, o Japão tinha mesmo os recantos marinhos irresistíveis como aquele.

A Surpresa Verde-Esmeralda de Kabira Bay

Na Kabira Bay, encontrámos águas protegidas do grande oceano por uma frente de bancos de areia florestados. Águas translúcidas, tingidas de verdes e azuis resplandecentes por um leito de origem coralífera e pelo sol a pique. Águas em que deslizam cardumes graciosos de mantas, golfinhos tubarões-baleia e tubarões convencionais, alguns das espécies mais temidas pelos mergulhadores.

Kaori Kinjo, a guia que nos acompanhava em Ishigaki e nas restantes Yaeyama que visitaríamos garante-nos que aquele era o melhor lugar para “percebermos” a configuração e as cores da baía. Fá-lo em inglês, de forma bastante clara. Apesar de, à boa maneira nipónica, achar que não está qualificada e de sentir alguma vergonha.

De tal maneira que, durante a maior parte da nossa estadia mantêm ao seu serviço, Seiko Kokuba, uma tradutora a tempo inteiro.

Kaori Kinjo era oriunda da prefeitura japonesa de Tochigi. Uns dias depois, lá nos viríamos a deslumbrar com os templos seculares de Nikko e o festival de Primavera Shunki Reitaisai.

A determinada altura, mudou-se para o sul tropical nipónico. Lá encontrou trabalho bem remunerado no grande Aquarium de Okinawa, até 2005, o maior do mundo. Já Seiko Kokuba viveu nas Filipinas onde trabalhou numa ONG e aprendeu a falar meio inglês, meio dialecto tagalog, como o fazem os filipinos.

Teve a ambição de ir estudar para o Reino Unido mas a família não pôde sustentar esse sonho. Em vez, mudou-se para a Índia e lá esteve a praticar o inglês. Nascida e criada em Tóquio, casou com um homem de Okinawa e radicou-se em Ishigaki, onde o Japão está sempre no Verão.

Uma Baía Pouco ou Nada Balnear

Chegamos a meio da manhã. Faz um calor húmido opressivo. Ainda assim, não vemos vivalma dentro de água, apenas os ocasionais grupos de amigos ou famílias que se passeiam sobre a areia de giz, um ou outro descalços de calça arregaçada, com o mar cálido do Mar da China a chegar-lhes no máximo aos joelhos.

Perguntamos às cicerones porque ninguém se banhava naquelas águas de sonho. Só metade da resposta nos surpreende. “Bom, há duas razões: uma, é que a maior parte dos japoneses ainda não se renderam por completo ao lazer balnear dos ocidentais.

A outra, a principal, é que por um lado existem viveiros de ostras de pérolas negras hipervaliosas na baía e os produtores querem-nas protegidas, isto, mesmo se aquelas águas integram o vasto Parque Nacional Iriomote-Ishigaki.

Além disso, por uma questão de segurança, os operadores destes barcos de recreio que vocês veem alinhados lá em baixo também estão pouco virados para que as pessoas se banhem junto às rotas que os barcos usam a toda hora.

Waikiki, Havai: o Destino Balnear de Eleição

À boa maneira japonesa, nenhum visitante desrespeita as regras. Para compensar, a tal frota de barcos com fundo de vidro está sempre pronta para mostrar aos visitantes o fundo coralífero e a fauna do Mar da China.

Ouvimos com atenção. Temos em conta os motivos e a vastidão da baía. Como banhistas inveterados que somos, assumimos o etnoegoismo e que tudo nos soou sobretudo a enorme desperdício.

Quanto à primeira das explicações, a do desprezo pelas idas a banhos, até podia ser assim no Japão. Mas, no ano anterior, tínhamos passado por Waikiki, uma extensão balnear da capital havaiana Honolulu.

Lá vimos as praias à pinha de japoneses mais alvos que a areia da Kabira Bay, a divertirem-se agarrados a boias e deitados sobre colchões insufláveis, no meio do Pacífico do Norte. Tantos eram os banhistas nipónicos que de lá trouxemos a impressão que, quase 80 anos depois do atrevimento de Pearl Harbour, os japoneses tinham regressado e se haviam apoderado do Havai.

A Compensação Possível do Barco Fundo de Vidro

Por mais frustrante que soasse a placa proibitiva com que esbarramos à entrada do mar, tal como os nipónicos, também nós estávamos abrangidos pela restrição. Kaori e Seiko sentem alguma frustração no ar. À laia de recompensa, informam-nos que nos arranjaram um tour num dos barcos de fundo de vidro que exibem os fundos da baía.

Não era bem a mesma coisa, mas como a cavalo dado não se olha o dente, tendo em conta que o levaríamos sobretudo como experiência cultural, lá embarcámos no meio de um grupo de famílias e amigos entusiasmados com a evasão.

O barco começa por se mover por uns 15 minutos a uma velocidade considerável. A um ritmo, ainda assim, bem mais acelerado que o da narração japonesa de tom infantil que ilustrava o passeio náutico.

Quando chegamos a uma zona com água pouco profunda, corais e a transparência ideal, passa para uma espécie de câmara lenta. De um momento para o outro, os vidros do fundo transformam-se em aquários móveis.

Os passageiros debruçam-se sobre parapeitos decorados com imagens legendadas da fauna e da flora que é suposto ali avistarem, instalados acima do fundo de vidro.

De quando em quando, um ou vários peixes garridos surgem no enquadramento dos corais e enchem o barco de vida e de sugois, – sugoi, o termo incontornável para sempre que os japoneses se confrontam com algo cool ou que os maravilha.

Curtas Férias à Moda Nipónica

Alguns dos passageiros a bordo serão os típicos salarymen com dez ou doze dias de férias, eventualmente as primeiras passadas na praia. Apreciam o fundo do mar, os peixes-trompete, os peixes-palhaço e afins com uma compenetração quase hipnótica sintomática da libertação do mundo empresarial, corporativo e de fata e gravata em que passam a demasiado tempo.

O barco dá mais uma volta pelo lado de lá dos bancos de areia, ainda por dentro do grande recife de coral que envolve boa parte de Ishigaki. Regressa à baía pelo canal central por que havíamos saído e ancora com a proa afiada sobre a areia molhada do litoral. Os passageiros desembarcam um a um, cada qual entregue ao deleite abafado da ilha.

Verdade seja dita que, mesmo só há pouco descoberta pelos japoneses e visitada por raríssimos gaijin (estrangeiros) Ishigaki dá para muito mais. Tantos os locais para mergulho como as praias em redor da ilha, são de classe mundial. O interior rugoso oculta trilhos selvagens que serpenteiam e sobem e descem do nível do mar aos 526 metros do monte Omoto-dake, o ponto mais elevado da ilha.

Às Voltas por Ishigaki

Kaori e Seiko recolhem-nos do barco. Levam-nos a um miradouro elevado de onde conseguimos contemplar a ilha num quase todo, à boa maneira das da Polinésia Francesa, envolta num anel de recife verde-esmeralda bem demarcado do oceano profundo.

Os cenários, a atmosfera cálida e húmida atraem há muito ao grupo insular de Yaeyama e a Ishigaki em particular uma minoria de vidas alternativas nipónicas, aquelas que nunca se enquadraram no sistema laboral quase-escravo das grandes cidades nipónicas ou, a determinada altura, contra ele se rebelaram.

Alguns, como fez Seiko, descem sobretudo da ilha-mãe Honshu – de longe, a mais modernizada do Japão – em busca de um afago sentimental, existencial, de uma liberdade que os compatriotas não chegam sequer a perceber que existe. Num caso excepcional, uma evasão revelou-se bem mais radical que as demais.

O Derradeiro Refúgio de Yasuao Hayashi da tresloucada Seita Aum

Em 1997, vinte um meses depois e a mais de 3000km do local do crime perpetrado, para espanto dos nativos e moradores, foi capturado, em Ishigaki ,Yasuao Hayashi. Era o membro mais velho (37 anos à data do ataque) do grupo do Ministério da Ciência e Tecnologia de Aum Shinrikyo, a seita maléfica que levou a cabo os ataques do metropolitano de Tóquio com gás sarin.

Nos trópicos, por mais Verão que seja, escurece cedo. O dia aproximava-se do fim. Ansiosas por voltarem à paz familiar das suas vidas, Kaori e Seiko, sinalizaram-nos que estava na hora de regressarmos à cidade. Pelo caminho, detemo-nos numa propriedade agrícola desafogada. O duo de guias informa-nos que gostariam de nos mostrar o horto do conglomerado (também de turismo para que trabalhavam).

Entramos. Seguimo-las. Espantamo-nos com plantações extensas de ananases bem amarelos. Passamos para uma zona de estufas.

Da Quinta do Grupo Hirata ao Sossego Nocturno da pousada Rakutenya

Numa delas, trajado de t-shirt feijão verde, calças azul-esverdeadas metidas para dentro de galochas brancas e equipado ainda com luvas, trabalha um homem cinquentão, eventualmente sessentão mas bem conservado. “É o dono da Hirata!, transmite-nos Kaori, antes de o apresentar. “Tem aqui uma bela fazenda!” gabamo-lo, em inglês, com a tradução imediata de Seiko. …..

O interlocutor sorri, faz-nos uma vénia de gratidão e mostra-nos as courgettes viçosas de que tratava. Trocamos mais algumas frases corteses até que o proprietário do lugar recomenda às empregadas que nos mostrem o resto das plantações.

Kaori apressa a tarefa. Na sequência, leva-nos ao âmago urbano de Ishigaki, disposto em redor do porto. Regressamos à guest-house Rakutenya que nos acolhera à chegada de Naha, a capital de Okinawa.

Os donos, um casal de hippies japoneses, dos tais que concretizaram o seu sonho nipónico ao sul, dão-nos as boas-vindas na pousada, instalada numa casa de madeira e pedra de coral erguida em 1930, em parte no estilo arquitectónico característico de Okinawa e das ilhas Yaeyama, uma de centenas que veríamos num dos destinos seguintes: a deliciosa pequena ilha Taketomi.

Antes, ainda explorámos Iriomote, a última fronteira japonesa no que diz respeito a aventura tropical. Foram ambas outras histórias.

Iriomote, Japão

Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

Okinawa, Japão

Danças de Ryukyu: têm séculos. Não têm grandes pressas.

O reino Ryukyu prosperou até ao século XIX como entreposto comercial da China e do Japão. Da estética cultural desenvolvida pela sua aristocracia cortesã contaram-se vários estilos de dança vagarosa.
Okinawa, Japão

O Pequeno Império do Sol

Reerguida da devastação causada pela 2ª Guerra Mundial, Okinawa recuperou a herança da sua civilização secular ryukyu. Hoje, este arquipélago a sul de Kyushu abriga um Japão à margem, prendado por um oceano Pacífico turquesa e bafejado por um peculiar tropicalismo nipónico.

Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.

Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Nikko, Japão

O Derradeiro Cortejo do Grande Xógum

Em 1600, Ieyasu Tokugawa inaugurou um xogunato que uniu o Japão por 250 anos. Em sua homenagem, Nikko re-encena, todos os anos, a transladação medieval do general para o mausoléu faustoso de Toshogu.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao "A"

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Arquitectura & Design
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Via Conflituosa
Cerimónias e Festividades

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Tsumago em hora de ponta
Cidades

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Smoke sauna
Cultura

Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. Mas o imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Épico Western
Em Viagem

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Um outro templo
Étnico
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
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Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
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História

Victoria Falls, Zimbabwe

O Presente Trovejante de Livingstone

O explorador procurava uma rota para o Índico quando nativos o conduziram a um salto do rio Zambeze. As quedas d'água que encontrou eram tão majestosas que decidiu baptizá-las em honra da sua raínha

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Ilhas
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No Coração Partido da Polinésia

O imaginário do Pacífico do Sul paradisíaco é inquestionável em Samoa Ocidental mas a sua formosura tropical não paga as contas nem da nação nem dos habitantes. Quem visita este arquipélago encontra um povo dividido entre sujeitar-se à tradição e ao marasmo financeiro ou desenraizar-se em países com horizontes mais vastos.
Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Litoral de Upolu
Literatura

Upolu, Samoa Ocidental

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado.Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração

Maori haka, Waitangi Treaty Grounds, Nova Zelândia
Natureza
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O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.
Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

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Flam Railway: Noruega Sublime da Primeira à Última Estação

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Por volta de 1500 a.C. uma erupção devastadora fez afundar no Mar Egeu boa parte do vulcão-ilha Thira e levou ao colapso a civilização minoica, apontada vezes sem conta como a Atlântida. Seja qual for o passado, 3500 anos volvidos, Thira, a cidade homónima, tem tanto de real como de mítico.
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Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

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Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das 10 melhores praias do Brasil.
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Sobre carris
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Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
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São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.

Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
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Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, os cães e os trenós não podem parar.