Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia


Magníficos Dias Atlânticos
Banhistas mergulham no mar tropical ao largo do Morro de São Paulo.
Vida submarina a dois
Casal faz snorkeling nas piscinas naturais em frente ao Morro do Farol.
Ao cuidado de Deus
Burro e carrinho de gelados abençoados pela igreja da Nª Senhora da Luz.
Pescaria em equilíbrio
Amigas pescam à mão na barra do rio Vermelho.
Verde-coco num céu azul
Copas de coqueiros projectam-se sobre a área do forte velho.
Cicerone e Skipper
Guia Dentinho conduz um grupo de visitantes estrangeiros em redor do Morro.
Velha Protecção
O forte velho, em tempos essenciais para defesa dos ataques de embarcações inimigas.
Foz do Rio Vermelho
Litoral curvilíneo na boca do rio Vermelho, na fronteira das ilhas de Tinharé e de Boipeba
Coco para Gelar
Vendedor de cocos conduz a sua mula carregada pela beira-mar do Morro de São Paulo.
Transporte Balnear
Carregador conduz um carrinho-de-mão ao longo de uma das últimas praias do Morro de São Paulo.
Transbordo delicado
Nativo tenta chegar ao seu barco sem molhar a roupa.
Baía da 1ª Praia
A enseada original do Morro de São Paulo, a que reúne as casas originais dos pescadores.
À espera do poente
Pequena comunidade de adoradores do pôr-do-sol convive sobre as velhas muralhas do forte velho do Morro de São Paulo.
Tirolesa da Bahia
Veraneante do Morro de São Paulo lança-se sobre o mar da Primeira Praia na famosa tirolesa do Morro de São Paulo
O Forte de Velho
Visitantes entram na área interior do forte velho do Morro de São Paulo, em tempos providencial para a defesa da povoação.
Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Mesmo que a vista a partir da lancha provinda de Salvador o tivesse deixado claro, começava a parecer-nos que o Morro fazia questão de provar que não era uma elevação qualquer.

Já desembarcados, enquanto percorremos o cais, somos abordados por condutores de carrinho-de-mão que oferecem os seus préstimos. Não demoramos a perceber porque quase toda a gente os aceitava de bom grado.

No fim do pontão, surge uma primeira rampa que conduz ao portal da povoação.

Passado esse portal, damos de caras com a ladeira que conduz à igreja da Nossa Senhora da Luz, ainda mais longa e íngreme.

Ao cuidado de Deus

Burro e carrinho de gelados abençoados pela igreja da Nª Senhora da Luz.

Por norma, é aqui que aqueles que fizeram questão de transportar a sua bagagem se arrependem, se vêem obrigados a ceder e a dispensar alguns reais aos trabalhadores da doca.

O negócio dos carregadores do Morro foi de tal forma abençoado pelo relevo local e pela quase total ausência de viaturas (com excepção para alguns tractores) que nunca parou de prosperar.

A determinada altura, os profissionais do ramo eram tantos que tiveram que formar a ACMSP (Associação dos Carregadores do Morro de São Paulo) encarregue de regulamentar os procedimentos, ditar a moda do uniforme e tabelar os preços: cinco reais até à Segunda praia, o dobro para a Quarta, mais ajuste, menos ajuste.

Baía da 1ª Praia

A enseada original do Morro de São Paulo, a que reúne as casas originais dos pescadores.

Cinco Secções de Litoral, Cinco Praias Divinais da Bahia

Povo acolhedor, os morrenses depressa se provaram também pragmáticos. Com cinco extensões de litoral bem demarcadas ao dispor, em vez de improvisarem nomes folclóricos para as identificarem, optaram pela sua denominação numérica.

A Primeira praia tem cerca de 500 metros de extensão e acolheu os visitantes pioneiros da vila. É na enseada que a delimita, com o farol a espreitar das alturas, que as suas casas se dispõem de frente para o mar e para a Pedra do Moleque, uma reentrância rochosa que gera uma ondulação aproveitada pelos surfistas.

O surf está longe de ser a actividade mais radical que se pratica por estes lados.

A Famosa e Temida Tirolesa do Morro do Farol

Empreendedores da aventura decidiram lucrar com a localização suprema do Morro do Farol e instalaram uma corda de tirolesa. De quando em quando, alguém aparece em voo controlado sobre a Primeira praia e provoca um enorme splash que assusta os banhistas mais distraídos.

Tirolesa da Bahia

Veraneante do Morro de São Paulo lança-se sobre o mar da Primeira Praia na famosa tirolesa do Morro de São Paulo

Esta experiência produz adrenalina em permanência e refresca as almas destemidas que a tentam. Durante os fins-de-semana e feriados do Verão, também dá origem a uma fila considerável na rampa de salto.

Como tivemos oportunidade de comprovar, o tempo de espera não é passado em vão. Dali de cima, o Morro de São Paulo revela, em formato panorâmico, todo o seu esplendor.

Formada por três colinas interligadas – os Morros de Farol, Mangaba e Galeão – a vila surge na ponta nordeste de Tinharé, uma das ilhas da Costa de Dendê, que por sua vez, se situa entre o recôncavo baiano e o Rio de Contas.

Verde-coco num céu azul

Copas de coqueiros projectam-se sobre a área do forte velho.

A Segunda praia fica ali ao lado mas tem pouco que ver com a anterior. É, de longe, a mais famosa e mais equipada das cinco, o que, para os adeptos irredutíveis da ecologia, se podia dispensar.

Logo pela manhã, o seu extenso areal transforma-se num campo para vários tipos de desportos e artes: futebol, futevólei, vólei, frescobol (vulgo ténis de praia), capoeira e por aí fora. Ou apenas e só num refúgio em que os banhistas aproveitam o calor tropical nas cadeiras e espreguiçadeiras de aluguer.

A Muvuca Sempre Animada da Segunda Praia

Se, durante o dia, a Segunda é agitada, depois do escurecer, pouco ou nada se altera. Por essa altura, os bares e as discotecas preparam-se para receber a “muvuca”, uma espécie de festa intensa, barulhenta e internacional que, muitas vezes, só termina com a alvorada.

À espera do poenteAté por volta das dez da noite, os convivas concentram-se nos bares e restaurantes do centro da vila, animados em redor das bancas de caipirinhas e cocktails. Mais cedo ou mais tarde, lá surgem os primeiros focos de música ao vivo. A euforia generaliza-se com toda a gente a dançar e a cantar os êxitos do momento.

Num dos dias que dedicámos ao Morro, por volta das onze, juntamo-nos a uma destas migrações com destino à “pequena Ibiza” onde a pista abre quase sempre com introduções mobilizadoras gritadas pelos DJ’s e MC’s de serviço: “A noite vai ser boooooooooa!”

Mais banquinhas de fruta e bebidas fecham um quadrado desenhado sobre a areia, em jeito de cerco. Quando o cansaço e a sede se fazem sentir, lá estão elas, à mão de semear, como se fossem stands de restabelecimento de energia ou, nos casos mais drásticos, de assistência médica.

Terceira e Quarta Praias. O Retiro Balnear do Morro de São Paulo

Quase sem areal, sobra à Terceira praia proporcionar algumas actividades aquáticas, como o mergulho ao largo do ilhéu do Caitá. Mas não só. As suas pousadas acolhem quem prefere adormecer embalado pelo som das ondas em vez do ribombar electrónico vindo das praias antecessoras.

Com quatro quilómetros de comprimento e uma maré baixa que lhe empresta muitos metros de areal extra e inúmeras piscinas naturais de água morna, a Quarta Praia é menos explorada.

Concede aos visitantes uma sensação de paz e liberdade única no Morro.

Magníficos Dias Atlânticos

Banhistas mergulham no mar tropical ao largo do Morro de São Paulo.

A Quinta, por sua vez, não passa de um trecho final da Quarta, com cerca de 1 km de comprimento. Ainda que a separação estabelecida pela foz do rio Vermelho lhe confira um cenário distinto tão ou mais apelativo.

Talvez já fartos da sequenciação balnear, as agências e o turismo do Morro de São Paulo, optaram por divulgá-la como Praia do Encanto.

Outro tipo de apelo dos sentidos leva-nos a aderir uma nova peregrinação, desta feita, vespertina.

O Ocaso Quase Sagrado do Forte do Morro

Por volta das cinco, seguimos o fluxo de dezenas de veraneantes que percorrem o caminho paralelo às muralhas da velha fortaleza do Morro e se instalam no que resta das ameias.

Velha Protecção

O forte velho, em tempos essenciais para defesa dos ataques de embarcações inimigas.

Vêm quase todos munidos de máquinas fotográficas. Alguns poucos destes adoradores do crepúsculo privilegiam as violas e os jambés e animam o estranho cerimonial com temas clássicos e rejuvenescidos de samba e bossa-nova.

Quando o sol se aproxima da linha do horizonte, o forte é já uma bancada que o público sobrelotou. Fica vários metros acima de um mar translúcido contido, logo abaixo, pela ruína do paredão secular.

Vida submarina a dois

Casal faz snorkeling nas piscinas naturais em frente ao Morro do Farol.

Nos dias anteriores, a meteorologia havia-nos prendado quase só com céu limpo. De novo, nesse delicioso anoitecer, o firmamento imaculado assume tonalidades quentes.

Os contornos da ilha de Tinharé tornam-se mais nítidos que nunca.

Transbordo delicado

Nativo tenta chegar ao seu barco sem molhar a roupa.

A pouco e pouco, o sol abriga-se do outro lado do Mundo. Deixa padrões incandescentes acima do horizonte e uma aura celestial que progride de rosa-suave para lilás e, junto ao oceano Atlântico, se colore de um roxo intenso.

Fartos de admirar o lento mergulho da estrela, divertimo-nos a apreciar como, malgrado a adesão massiva dos forasteiros, a maior parte dos nativos ali presentes ignorava o romantismo universalizado do momento.

Pescaria em equilíbrio

Amigas pescam à mão na barra do rio Vermelho.

Alguns aproveitam a vulnerabilidade sensorial da multidão, para vender gelados.

Outros, disputam peladas de três para três (com balizas de um passo) num campo improvisado entre coqueiros altivos.

Destes últimos, o único comentário alusivo ao grande astro digno de registo foi proferido, com indisfarçável mau génio, por um “peladeiro” irascível saturado de criticismo:

“ Que é que você quer rapaizzz?! ‘Tô levando com esse sol nos olhos! Não vi o cara vindo, não!”

Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Ilhabela, Brasil

Ilhabela: Depois do Horror, a Beleza Atlântica

Nocenta por cento de Mata Atlântica preservada, cachoeiras idílicas e praias gentis e selvagens fazem-lhe jus ao nome. Mas, se recuarmos no tempo, também desvendamos a faceta histórica horrífica de Ilhabela.
Ilhabela, Brasil

Em Ilhabela, a Caminho de Bonete

Uma comunidade de caiçaras descendentes de piratas fundou uma povoação num recanto da Ilhabela. Apesar do acesso difícil, Bonete foi descoberta e considerada uma das dez melhores praias do Brasil.
Ilha Margarita ao PN Mochima, Venezuela

Ilha Margarita ao Parque Nacional Mochima: um Caribe bem Caribenho

A exploração do litoral venezuelano justifica uma festa náutica de arromba. Mas, estas paragens também nos revelam a vida em florestas de cactos e águas tão verdes como a selva tropical de Mochima.
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Ilhas Gili, Indonésia

Gili: as Ilhas da Indonésia que o Mundo Trata por "Ilhas"

São tão humildes que ficaram conhecidas pelo termo bahasa que significa apenas ilhas. Apesar de discretas, as Gili tornaram-se o refúgio predilecto dos viajantes que passam por Lombok ou Bali.
Coron, Busuanga, Filipinas

A Armada Japonesa Secreta mas Pouco

Na 2ª Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.
Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Waikiki, OahuHavai

A Invasão Nipónica do Havai

Décadas após o ataque a Pearl Harbor e da capitulação na 2ª Guerra Mundial, os japoneses voltaram ao Havai armados com milhões de dólares. Waikiki, o seu alvo predilecto, faz questão de se render.
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto a Terra Australis. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.
Reserva Masai Mara, Viagem Terra Masai, Quénia, Convívio masai
Safari
Masai Mara, Quénia

Reserva Masai Mara: De Viagem pela Terra Masai

A savana de Mara tornou-se famosa pelo confronto entre os milhões de herbívoros e os seus predadores. Mas, numa comunhão temerária com a vida selvagem, são os humanos Masai que ali mais se destacam.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Jardin Escultórico, Edward James, Xilitla, Huasteca Potosina, San Luis Potosi, México, Cobra dos Pecados
Arquitectura & Design
Xilitla, San Luís Potosi, México

O Delírio Mexicano de Edward James

Na floresta tropical de Xilitla, a mente inquieta do poeta Edward James fez geminar um jardim-lar excêntrico. Hoje, Xilitla é louvada como um Éden do surreal.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Cerimónias e Festividades
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Chania Creta Grécia, Porto Veneziano
Cidades
Chania, Creta, Grécia

Chania: pelo Poente da História de Creta

Chania foi minóica, romana, bizantina, árabe, veneziana e otomana. Chegou à actual nação helénica como a cidade mais sedutora de Creta.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Espectáculo Impressions Lijiang, Yangshuo, China, Entusiasmo Vermelho
Cultura
Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Indígena Coroado
Étnico
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
luz solar fotografia, sol, luzes
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Jerusalém deus, Israel, cidade dourada
História
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Igreja Ortodoxa de Bolshoi Zayatski, ilhas Solovetsky, Rússia
Ilhas
Bolshoi Zayatsky, Rússia

Misteriosas Babilónias Russas

Um conjunto de labirintos pré-históricos espirais feitos de pedras decoram a ilha Bolshoi Zayatsky, parte do arquipélago Solovetsky. Desprovidos de explicações sobre quando foram erguidos ou do seu significado, os habitantes destes confins setentrionais da Europa, tratam-nos por vavilons.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Inverno Branco
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Casinhas miniatura, Chã das Caldeiras, Vulcão Fogo, Cabo Verde
Natureza
Chã das Caldeiras, Ilha do Fogo Cabo Verde

Um Clã “Francês” à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Lago Tinquilco no PN Huerquehue, Pucón, La Araucania, Chile
Parques Naturais
Pucón, Chile

Entre as Araucárias de La Araucania

A determinada latitude do longilíneo Chile, entramos em La Araucanía. Este é um Chile rude, repleto de vulcões, lagos, rios, quedas d’água e das florestas de coníferas de que brotou o nome da região. E é o coração de pinhão da maior etnia indígena do país: a Mapuche.
Uxmal, Iucatão, capital Maia, a Pirâmide do Adivinho
Património Mundial UNESCO
Uxmal, Iucatão, México

A Capital Maia que Se Empilhou Até ao Colapso

O termo Uxmal significa construída três vezes. Na longa era pré-Hispânica de disputa do mundo Maia, a cidade teve o seu apogeu, correspondente ao cimo da Pirâmide do Adivinho no seu âmago. Terá sido abandonada antes da Conquista Espanhola do Iucatão. As suas ruínas são das mais intactas da Península do Iucatão.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
Espantoso
Praias

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Ilha Maurícia, viagem Índico, queda de água de Chamarel
Religião
Maurícias

Uma Míni Índia nos Fundos do Índico

No século XIX, franceses e britânicos disputaram um arquipélago a leste de Madagáscar antes descoberto pelos portugueses. Os britânicos triunfaram, re-colonizaram as ilhas com cortadores de cana-de-açúcar do subcontinente e ambos admitiram a língua, lei e modos francófonos precedentes. Desta mixagem, surgiu a exótica Maurícia.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Sociedade
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Vida Selvagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
PT EN ES FR DE IT