Couchsurfing (Parte 1)

Mi Casa, Su Casa


Tóquio, uma megalópole couchsurfer

Existem milhares de anfitriões em Tóquio, muito disputados pelos inúmeros visitantes da sempre dispendiosa capital nipónica.

Em 2003, uma nova comunidade online globalizou um antigo cenário de hospitalidade, convívio e de interesses. Hoje, o Couchsurfing acolhe milhões de viajantes, mas não deve ser praticado de ânimo leve.

Parece simples, o Couchsurfing.

Entra-se online, regista-se uma conta e preenche-se um perfil e fornecem-se mais alguns dados. A partir de então, torna-se possível dormir sem gastos com hostels ou hotéis em domicílios de milhões de anfitriões de literalmente todos os países do Mundo, Coreia do Norte incluída.

Em 2013, existia mais de um milhão de utilizadores registados, com uma média de 28 anos. Até Julian Assange da Wikileaks fazia parte da comunidade mas, agora, é a Embaixada do Equador – que saibamos, não registada no site – que o acolhe há um bom tempo.

De Movimento Espontâneo a Comunidade Online HiperOrganizada

De início, liderava esta comunidade, sem fins lucrativos e óptimas intenções, um grupo de voluntários idealistas mas a fama inesperada do projecto veio a corromper os ideais originais de partilha e convívio. Mesmo assim, inúmeras pessoas continuam a esforçar-se para fazerem mais feliz quem viaja.

Em troca do alojamento de que necessitamos, é suposto pelo menos um ou outro desses milhões de utilizadores registados também poderem ficar em nossa casa, algumas vezes por ano.

A partir daí, a relação estabelecida depende da boa vontade e abertura de espírito tanto do hóspede como do viajante mas, como nem sempre tudo corre como esperado, deixamos-lhe aqui um apanhado do melhor e pior do Couchsurfing, com alguns exemplos pessoais.

Santos da Casa nem sempre Fazem Milagres

Falsas Ofertas do Couchsurfing:

parte dos alegados hóspedes atraem viajantes para os seus perfis e até para as suas propriedades com o único intuito de lhes impingirem estadias a cobrar, com valores semelhantes aos de hostels e pousadas.

Por vezes, isso é declarado no perfil mas, noutras permitem uma primeira noite gratuita e anunciam que há um valor a pagar – por um motivo ou outro – na manhã seguinte. Esta foi uma questão com que nos deparámos dezenas de vezes em duas viagens de volta ao mundo e volta ao Pacífico.

Felizmente, com cuidado na leitura dos perfis e das mensagens trocadas, bem como atenção às conversas telefónicas, conseguimos geri-la com relativa facilidade.

Por vezes, mesmo contra os princípios fundadores da comunidade Couchsurfing, não conseguíamos alojamento a preços comportáveis num outro lugar e altura e, para sermos sinceros, acabamos por ficar em quartos/casas “anunciados” no site da Couchsurfing.

Diga-se de passagem que nos lembramos deste problema nos imensamente dispendiosos territórios ultramarinos franceses – Polinésia FrancesaAntilhas Francesas. É natural que aconteça um pouco por toda a parte.

O Hóspede Solitário e/ou com Interesses Pré-definidos do Couchsurfing: 

é uma das situações realmente comuns na comunidade Couchsurfing. Inúmeros anfitriões sentem-se sós ou por problemas psicológicos, familiares e de enquadramento social ou porque vivem expatriados, desenquadrados dos lugares e culturas para que mudaram e esperam que os hóspedes lhes apimentem a existência.

Esta realidade torna-se realmente desagradável quando já idealizaram que vão ter a companhia dos hóspedes 24 horas por dia e tolhem a sua liberdade ou os seus planos. Passámos por várias situações deste género, com vivências e resultados completamente distintos.

Correu Bem: nos arredores de Perth, Austrália OcidentalTim tinha-se recentemente divorciado. Vivia apenas com um filho que o ignorava por completo. 

Acolheu-nos e a um casal de alemães. Dormiu ele no sofá, ofereceu-nos o carro para explorarmos a Great Ocean Road e levou-nos a ver um jogo de futebol australiano entre várias outras incríveis simpatias. Apesar do seu trato algo coloquial, tivemos inúmeras conversas divertidas. 

Já o louvámos em vários artigos sobre Melbourne e nunca o esqueceremos. Se vier a Portugal, fazemos questão que fique connosco.

Correu Mal: em Utsunomya, no Japão, a meio caminho de Nikko e do seu complexo de templos, fomos acolhidos por um adolescente japonês obcecado por aprender inglês que, além disso, apesar de não o informar, vivia num T0 diminuto.

Como já chegámos à sua casa às tantas da noite e estávamos longe de qualquer alternativa, acabámos a dormir os três no chão, lado a lado com as pernas debaixo de uma mesa.

Mas nem sequer foi isso que mais nos incomodou. O pior foi que, no dia seguinte, se tentou colar a nós de forma tão declarada e opressiva que tivemos que inventar uma desculpa para o deixar a meio da tarde.

Lares Doces Lares ou Nem Tão Doces Quanto Isso

Também ficámos em domicílios sofisticados e imaculados e evitámos ou deixámos, assim que possível, lares, para nós, inabitáveis. Não é que o tenhamos conseguido sempre cumprir mas é importante ter sempre um plano alternativo de outros Couchsurfers ou, não sendo possível, de outro tipo de alojamento, para quando as coisas não correm como se esperava.

Correu bem: num dos bairros mais conceituados de Tóquio, o anfitrião americano, consultor numa multinacional recebeu-nos a dizer que tínhamos batido o recorde da demora a chegar da entrada do prédio à porta de sua casa, tal era a complexidade tecnológica do prédio em que vivia.

Como é de calcular, neste caso, sentimo-nos fisicamente confortáveis na sua casa moderna, quase futurista, mesmo se ele se veio a provar uma pessoa demasiado corporativa e “numérica” para os nossos padrões – o típico americano ansioso por se tornar no próximo “Lobo de Wall Street“.

Correu mal: em Christchurch, na ilha do Sul da Nova Zelândia, tivemos uma resposta de um estudante com vinte e tal anos.

Quando chegámos a sua casa, não estava. Mas estavam seis ou sete outras jovens, quase todas mulheres, também couchsurfers, disseminadas um pouco por toda a casa. Uma delas deu-nos as boas-vindas e disse-nos para nos instalarmos onde quiséssemos.

Em redor, tudo era um caos desarrumado, sujo e repulsivo e estamos muito longe de nos considerarmos mimados. Agradecemos mas transmitimos da forma o mais sensível possível àquela amiga que afinal não íamos ficar. Ainda hoje nos ocorre que, ou o anfitrião era, ele próprio mas só ele, irresistível, ou aquelas raparigas estavam realmente sem um tostão.

O SexSurfing e as Ciladas

Nem era preciso referir que, mesmo que alguns países praticamente não mereçam preocupações, ande por onde andar, a questão da segurança deve estar na mente de qualquer couchsurfer.

Uma das críticas mais apontadas recentemente à comunidade é que abriga demasiados hóspedes e também viajantes cujo interesse é meramente sexual. Se bem que quase todas as relações acabam por se dar de forma consensual, tornaram-se cada vez mais frequentes as notícias de relações sexuais forçadas, algumas com violência extrema.

São as próprias directivas do Couchsurfing a aconselhar que mulheres a viajar sozinhas ou até mesmo em pequenos grupos femininos evitem procurar e aceitar acolhimento de hóspedes masculinos.

Por último, em alguns países com reconhecidos problemas de criminalidade, até o Couchsurfing passou a ser usado como instrumento para roubos e raptos. Os procedimentos maldosos são simples de calcular, o anfitrião mal-intencionado cria um perfil falso e atrai vítimas onde lhe for mais conveniente, não necessariamente à sua casa.

Para evitar estes dois problemas acima, leia com extrema atenção os perfis e todas as referências das pessoas que contactar e lhe responderem. Não confie em hóspedes sem perfis completos.

Aliás, confie apenas em hóspedes com várias referências positivas de outros couchsurfers de distintas partes do mundo. Investigue também o máximo que puder da restante presença online da pessoa. Aqui, o Facebook tem, como é óbvio um papel de destaque.

O site Couchsurfing lançou ainda, há algum tempo, um sistema de verificação de cartão de crédito pago que permite associar de forma alegadamente segura (com envio de código) um nome e um e-mail a uma conta mediante um pagamento de cerca de 20€.

Esta verificação tornou-se na principal fonte de receita do Couchsurfing mas é muito criticada porque, na prática, é amplamente ignorado já que aquilo que se compromete a fazer não dá quaisquer garantias de real segurança.

Para mais informações e conselhos de segurança do próprio Couchsurfing, aceda a Dicas de Segurança do site Couchsurfing .

Viajar não custa

Reserve Estadias Confortáveis Também para as Suas Finanças

Tal como acontece com os voos, marcar alojamento tem os seus segredos. Saiba quais as estratégias para garantir estadias acolhedoras e financeiramente recompensadoras.
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. As formas de pagamento que usamo nos destinos pode representar uma grande diferença.
Casario

Lares Doces Lares

Poucas espécies são mais sociais e gregárias que a humana. Os habitantes da Terra tendem a emular as moradias de outros e a instalar-se junto a elas. Alguns desses núcleos revelam-se impressionantes.

Perth, Austrália

A Cidade Solitária

A mais 2000km de uma congénere digna desse nome, Perth é considerada a urbe mais remota à face da Terra. Apesar de isolados entre o Índico e o vasto Outback, são poucos os habitantes que se queixam.

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
tunel de gelo, iceberg, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Parques nacionais
Valdez, Alasca

Na Rota do Ouro Negro

Em 1989, o petroleiro Exxon Valdez provocou um enorme desastre ambientai. A embarcação deixou de sulcar os mares mas a cidade vitimada que lhe deu o nome continua no rumo do crude do oceano Árctico.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Sem corrimão
Arquitectura & Design

Brasília, Brasil

Da Utopia à Euforia

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Coreografia pré-matrimonial
Cidades

Old Jaffa, Israel

Onde Assenta a Cidade que Nunca Pára

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Cabine Saphire, Purikura, Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Espera sem fim
Em Viagem
Jet Lag (Parte 1)

Evite a Turbulência do Pós-voo

Quando voamos através de mais que 3 fusos horários, o relógio interno que regula o nosso organismo confunde-se. O máximo que podemos fazer é aliviar o mal-estar que sentimos até se voltar a acertar.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Étnico
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Mural de Key West, Flórida Keys, Estados Unidos
História
Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
Magníficos Dias Atlânticos
Ilhas

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Normatior
Natureza

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Caribe rosado
Parques Naturais

PN Henri Pittier, Venezuela

Entre o Mar das Caraíbas e a Cordilheira da Costa

Em 1917, o botânico Henri Pittier afeiçoou-se à selva das montanhas marítimas da Venezuela. Os visitantes do parque nacional que este suíço ali criou são, hoje, mais do que alguma vez desejou

As forças ocupantes
Património Mundial UNESCO

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Curiosidade ursa
Personagens
Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Praias
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Religião
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
A Toy Train story
Sobre carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Puro Pacífico do Sul
Sociedade
Tongatapu, Tonga

O Último Trono da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma outra monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.
Gado
Vida Quotidiana

Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.

Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Vida Selvagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.