Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África


Um meandro demoníaco

A Hell's Bend do Fish River Canyon vista do Main View Point.

A caminho do Canyon

Carro aproxima-se do desvio da estrada B4 para o Fish River Canyon

Fauna asada

Avestruzes percorrem e vasculham o deserto de Nama Karoo.

A caminho II

Caminhante percorre a orla do Fish River Canyon.

Composição

Carripana e aloé aljava na Canyon Roadhouse.

Nativa garrida

Uma mulher Nama na vastidão do deserto de Nama-Karoo.

A ver a vista

Forasteiros apreciam o Fish River Canyon, após o pôr-do-sol.

Ao Sol

Um hirax sobre os rochedos ocre em redor do Gondwana-Lodge.

Nama-Karoo

Uma meseta desgastada em pleno deserto de Nama-Karoo.

Composição II

Aloé aljava nasce de dentro de uma carcaça de carripana, na Canyon Roadhouse.

Retalhos de Terra

Visitante sobre a orla do Fish River Canyon.

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o Grand Canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.

Depois de milhares de quilómetros percorridos em Damaraland e pela orla interior do longo PN Namib-Naukluft, o trecho pela estrada B4 com partida em Lüderitz revela-se uma trégua na areia escorregadia e poeira avassaladora da Namíbia.

Sobre um asfalto imaculado, chegamos em três tempos a Aus. Passamos Kuibis e Goageb. Segue-se Seeheim. Keetmanshoop e a B1 que nos permitiria continuar para norte ficam à mão de semear. Nunca as chegamos a avistar.

Estrada B4 que conduz às imediações do Fish River Canyon, Namíbia

Carro aproxima-se do desvio da estrada B4 às imedições do Fish River Canyon

Em Seeheim, o destino que perseguíamos força-nos a cortar para sul. Deixamos o asfalto. Só o voltamos a pisar, dois dias depois, no regresso ao mesmo entroncamento.

De Lüderitz, no frígido litoral Atlântico, Nama-Karoo adentro

Progredimos pela imensidão rugosa do Nama-Karoo Desert, um retalho de Namíbia entre o deserto costeiro do Namibe que deu nome à nação e o interior do Kalahari. Avançamos com mesetas, umas mais preservadas que outras, à vista.

Não tarda, ao longo de excertos que a época seca poupara ao rio Fish, o mais longo da Namíbia, com 650 km contados desde as montanhas Naukluft a norte do país até se entregar ao Orange, na fronteira com a África do Sul.

Arbustos resilientes impõem-se à paisagem árida. Aqui e ali, aloés-aljava salpicam e enriquecem o ecossistema e o cenário, com a beleza dos seus troncos hirtos e dourados, dos ramos esbranquiçados que se bifurcam e voltam a bifurcar, para cima, para os lados, e assim formam gloriosas copas candeeiro verde-amarelas.

Avestruzes no deserto Nama Karoo, Namíbia

Avestruzes percorrem e vasculham o deserto de Nama Karoo

São as também chamadas quiver trees, as árvores nacionais da Namíbia que os nativos San (bosquímanos) do actual território namibiano e sul-africano usavam para fabricar coldres fundos para as suas flechas. Nesse mesmo cenário mágico, bandos de avestruzes, manadas de zebras e de olongos deambulam em busca dos pastos e outros alimentos que os sustentam.

Cruzamos uma passagem de nível herdada do tempo em que a abundância de diamantes do Namibe e arredores justificou a construção de um caminho de ferro que os colonos estenderam à remota Holoog.

Gondwana, o Parque Natural. Inspirado no velho Supercontinente

Em Holoog entramos na área protegida do Parque Natural Gondwana. Um domínio de conservação da natureza privado, detido e gerido pelo grupo de lodges Gondwana que, por ali, nos iria acolher. Cortamos para sudoeste e avançamos até Hobas.

A meio caminho, detemo-nos na Canyon Roadhouse, uma estação de serviço e pousada artilhada de calhambeques e velharias de vários tipos, com visuais de relíquias extravagantes do deserto incluindo um aloé-aljava projectado de dentro da dianteira oca de uma carrinha enferrujada, na direcção do céu azulão.

Decoração da Canyon Roadhouse, Namíbia

Carripana e aloé aljava na Canyon Roadhouse

Lá temos que procurar pelo encarregado pela pitoresca bomba de serviço. E que esperar que retorne ao seu posto para voltarmos a atestar o carro de aluguer moderno e sensaborão em que nos fazíamos transportar.

Não tardamos a dar com o Gondwana Canyon Lodge. Instalamo-nos num chalé de pedra elevado sobre um dos amontoados de rochas ocres e envolto de outros desses outeiros mais, tão característicos de boa parte da Namíbia. Nesse preciso momento, o sol precipitava-se sobre o horizonte.

Nós e uma colónia de híraxes dispersos pelos abundantes calhaus admiramos o seu curto retiro com a admiração e respeito que sempre nos merecerá. Já jantados, contemplamos a abóboda celeste a transbordar de astros, brilhante a condizer a partir do terraço do lodge, onde nos havíamos instalado para usufruirmos do inesperado e surpreendente WiFi.

Hirax, Gondwana Lodge, Namíbia

Um hirax sobre os rochedos ocre em redor do Gondwana-Lodge.

Dormimos o suficiente para recarregar as energias despendidas com as sucessivas viagens acaloradas. Despertamos pelas sete. Uma hora depois, estamos a caminho da orla mais próxima do Fish River Canyon e do seu concorrido miradouro.

O Esplendor Geológico do Fish River Canyon

A luz matinal mantém-se tão suave quanto possível. Só não nos espantamos mais porque, com família a viver na Costa Oeste dos E.U.A., nos havíamos habituado a contemplar o abismo ainda mais amplo do Grand Canyon.

Fosse como fosse, os meandros intrincados talhados pelo rio Fish provam-se grandiosos a condizer. Mantêm-nos em suspenso por um bom tempo, focados nos contornos da ravina descomunal.

Hell's Bend do Fish River Canyon, Namíbia

A Hell’s Bend do Fish River Canyon vista do Main View Point.

Quando, por fim, nos recompomos, inauguramos uma caminhada pelo cimo da orla que nos leva a pontos de observação complementares: um deles sobre os rápidos do rio, um tal de Tamarisk Bush. Mais para sul, um adicional sobre a Wild Fig Bend.

Lá em baixo, o Fish fluí com o vigor reduzido típico da época seca, ainda distante da chuva parcimoniosa do Inverno namibiano de Junho a Agosto, quando torrentes repentinas inundam o seu caudal profundo e podem surpreender os caminhantes nas margens.

Em pleno Maio, parte do rio é feito de lagoas separadas mas máximas ainda acima dos 40º colocavam os trekkers em risco.

Ainda assim, desde o início do mês que as autoridades do parque concediam permissões de caminhada aos candidatos determinados a completar os itinerários de quatro e cinco dias entre o Main Viewpoint e os pontos quilométricos (50km ou mais) das Three Sisters, das Barble Pools, de Vasbyt Nek ou da German Soldier Grave.

Visitante no Fish River Canyon, Namíbia

Caminhante percorre a orla do Fish River Canyon

Por aqueles dias, a fornaça mantinha-se bem acesa. Só detectámos uns poucos aventureiros dispostos a descer.

O mesmo que fazem, ano após ano, os atletas ultra-preparados e tresloucados que competem na Ultra Maratona de 100km do Fish River completada em 2018 pelo vencedor sul-africano AJ Calitz em apenas 08h:28m:45s, e em 2012 (quando contava com menos 10km), pelo seu compatriota Ryan Sandes, em 6h57m.

A formação do Fish River Canyon demorou infinitamente mais. Estima-se que teve lugar há cerca de 500 milhões de anos. Foi causada sobretudo por movimentos tectónicos da crosta terrestre que causaram o abaulamento do vale e pelo deslizamento de velhos glaciares, hoje impensáveis.

Então, o  Fish corria em redor de 300 metros acima do que corre hoje. Com a deriva do supercontinente Gondwana e a separação da região no que viriam a ser a América do Sul e África, os movimentos tectónicos fizeram o rio afundar. Passou a erodir a base do desfiladeiro até ao extremo de 549 metros hoje medido.

Sulcos do Fish River Canyon, Namíbia

Visitante sobre a orla do Fish River Canyon.

O Território Profundo e Pungente da grande etnia Nama

Já na nossa era, a tribo itinerante e animista Nama dominou o deserto Nama-Karoo e a área profunda do Fish River Canyon. Tornou-se tradição entre os seus membros, colocar pedras sobre as Haitsi Aibeb, pilhas já formadas como sepulturas de Haiseb em anteriores passagens.

Haiseb era uma divindade que os Nama acreditavam ter vivido em tempos primitivos em que os animais reinavam e os mortos podiam ser ressuscitados.

Os Nama acreditavam que Haiseb, ela própria, tinha morrido e ressuscitado várias vezes e, no processo, salvado o mundo de um monstro maléfico. De acordo com a tradição oral, este demónio sentava-se junto do seu esconderijo e atirava pedras a quem se atrevesse a caminhar nas imediações.

Mulher de etnia nama no deserto de Nama-Karoo, Namíbia.

Uma mulher Nama na vastidão do deserto de Nama-Karoo.

Ávidos por garantir caminhadas seguras e boas caçadas, os Nama deixavam à deusa bens apaziguadores: mel diluído, água e até carne de antílope. Dizem os descendentes que, aquando das oferendas, proferiam no seu dialecto nama (ou Khoekhoe) repleto de cliques “Haiseb, khö tsi da” algo que se poderia traduzir como “Haiseb, sepultamos-te”.

A Crueldade Epidémica da Colonização Germânica

O sossego mitológico dos Nama durou o que durou. Na viragem para o século XX, os germânicos ocuparam a que se viria a tornar a sua vasta Deutsch-Südwestafrica. No auge, a colónia tinha uma população de cerca de 2.600 alemães.

Estes, expandiram as suas fazendas à custa da expulsão e do massacre dos nativos. Perpetuaram essa expansão com as sucessivas vinganças dos raides que os nativos levavam a cabo sobre as suas propriedades, mas não só.

Durante aquelas que ficaram conhecidas como Guerras Herero (nome de outra etnia local), os nativos mataram em volta de 150 colonos alemães. Como resposta, as autoridades germânicas formaram uma tropa de choque que começou por contar com apenas 766 elementos.

Cientes da vulnerabilidade dos invasores, os Herero e os Nama passaram à ofensiva. De início, causaram várias baixas e danos substanciais nas propriedades dos europeus. Até que foram colocadas ao dispor de um tal de Tenente-General Thilo Lothar von Trotha 14.000 tropas adicionais e este controlou a rebelião na Batalha de Waterberg.

Algum tempo antes, Trotha tinha lançado um ultimato aos Herero e aos Nama. Barrou-lhes a cidadania alemã e ameaçou que os mataria caso não deixassem o território. Mas, em 1905, foi morto durante um confronto entre as suas forças e os Nama em pleno Fish River Canyon.

O Fim Abrupto da Germanização

Os alemães perderam a Deutsch-Südwestafrica no decurso da 1ª Guerra Mundial, quando, a mando dos Britânicos, tropas sul-africanas tomaram-na. Pouco depois do triunfo definitivo dos aliados no conflito, a recém-criada Liga das Nações ditou que a colónia ficaria sob administração da anglófona África do Sul.

A sepultura de von Trotha subsiste na margem direita do rio, no extremo sul do Kooigoedhoogte Pass. É um dos pontos incontornáveis das caminhadas e da história do canyon. Mesmo volvido um século sobre a sua rendição e debandada, muitas famílias de colonos pioneiros beneficiaram da anuência dos sul-africanos e ficaram.

No Fish River Canyon, como um pouco por toda a Namíbia, são abundantes os nomes e termos germânicos. Também os cavalos usados e mais tarde abandonados pelas forças expedicionárias alemãs subsistiram. Hoje, os caminhantes mais afortunados cruzam-se com manadas destes equídeos selvagens até mesmo no fundo do canyon, onde o Fish corre e lhes fornece a água de que necessitam.

Um dos meandros mais curvos porque flui o rio tem o nome de Horseshoe Bend. Não pela passagem das manadas, devido à sua forma quase exacta de ferradura.

Pôr-do-sol sobre o Fish River Canyon, Namíbia

Sol põe-se sobre o Fish River Canyon e faz destacar um aloé aljava acima da linha de horizonte

Regressamos ao fim do dia para contemplar a luz a evadir-se da ravina. Como nós, uma séquito de entusiastas pela Natureza e pelos grandiosos cenários africanos colocam-se a postos nos lugares privilegiados da orla.

Aos poucos, o ocaso instala-se. Contra o céu escurecido, molda as silhuetas de grandes aloés-aljava, de eufórbias e de arbustos tamariscos concorrentes.

Um dos muitos camiões overland a passarem pelos lugares imperdíveis da África do Sul e da Namíbia, aproxima-se bem acima da velocidade permitida no parque e despeja um grupo multinacional de passageiros mesmo a tempo de apreciarem a magnificência da paisagem sob o lusco-fusco.

Silhuetas de visitantes do Fish River Canyon, Namíbia

Forasteiros apreciam o Fish River Canyon, após o pôr-do-sol.

A paz vigente é quebrada pelo fascínio que não conseguem conter. Até que o breu se instala e deixa o serpenteante Fish entregue ao seu pré-histórico canyon.

Mais informação sobre o Fish River Canyon na página correspondente da UNESCO.

Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Cape Cross, Namíbia

A Mais Tumultuosa das Colónias Africanas

Diogo Cão desembarcou neste cabo de África em 1486, instalou um padrão e fez meia-volta. O litoral imediato a norte e a sul, foi alemão, sul-africano e, por fim, namibiano. Indiferente às sucessivas transferências de nacionalidade, uma das maiores colónias de focas do mundo manteve ali o seu domínio e anima-o com latidos marinhos ensurdecedores e intermináveis embirrações.

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Garganta de Taroko, Taiwan

Nas Profundezas de Taiwan

Em 1956, taiwaneses cépticos duvidavam que os 20km iniciais da Central Cross-Island Hwy fossem possíveis. O desfiladeiro de mármore que a desafiou é, hoje, o cenário natural mais notável da Formosa.

Monte Roraima, Venezuela

Uma Ilha no Tempo

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.

Gentlemen Club & Steakhouse
Arquitectura & Design

Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Bebé entre reis
Cerimónias e Festividades
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Cidades
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Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Muito que escolher
Comida

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Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Transbordo
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Sol nascente nos olhos
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2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

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A Brincar com o Fogo

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

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