Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso


Selva de Glória-da-Manhã
Floresta de glória-da-manhã da da aldeia de Botko.
Praínha Negra de Malekula
Mar tranquilo invade um dos inúmeros areais semi-vulcânicos da ilha de Malekula.
A Prova de Osso
Chefe Gilbert mostra uma caveira guardada no cimo cerimonial-canibal nas imediações da aldeia de Botko.
Benvindo a Botko
Palhotas da aldeia ex-canibal de Botko. Situada no cimo da ilha de Malekula
Taro & Leite de coco
Nativa da aldeia de Botko prepara um petisco feito de taro e leite de coco.
Pausa para cacau
Jovem da aldeia de Botko corta cacau para oferecer aos visitantes.
Por uma selva densa
Guia George e um auxiliar prestes a sumirem-se num trilho de selva que conduz à aldeia ex-canibal Botko.
Trio de Totens
Totens cerimoniais e territoriais à entrada da aldeia de Botko.
Um Curto Descanso
Chefe Gilbert nas suas melhores roupas repousa junto ao guia George após uma caminhada íngreme de Botko até; ao lugar em que se processavam os rituais canibais da aldeia.
Um rio sinuoso
Rio lamacento desce das terras mais altas de Malekula para o mar em repetidos meandros e ao longo da selva cerrada de Malekula.
Floresta de Glória-da-manhã
Mata densa de glória da manhã;, predominante em várias zonas de várias ilhas de Vanuatu
A Natureza do Chefe Gilbert
Chefe de Botko, Gilbert, semi-sumido na vegetação densa em redor da aldeia.
Gado tribal
Vaca da aldeia Botko, na base de um coqueiro.
Pacífico do Sul vs Selva
Litoral selvagem de Malekula, uma das mais de 80 ilhas do arquipélago melanésio de Vanuatu.
Uma Antiga Prática Canibal
Chefe Gilbert exemplifica a antiga técnica de esquartejar os corpos, num local antes usado pelos seus antecedentes para rituais canibais.
A Caminho de Botko
Guia George e auxiliares caminham por uma praia de Malekula, em direcção a Botko.
Grande Chefe contra Figueira-das-Índias
O grande chefe Gilbert diminuto contra os troncos tentaculares de um enorme figueira-das-índias projectada do local em que eram realizados os rituais canibais da aldeia de Botko.
Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.

Ainda faltam alguns quilómetros mas George, o guia que tínhamos para aquelas paragens de Vanuatu já vem a tentar comunicar com a aldeia faz tempo.

De quando em quando, ouvem-se respostas difusas aos seus chamamentos guturais que se confundem com um eco longínquo mas o nativo ni-vanuatu assegura-nos que, em Botko, já todos nos esperam.

Mais meia-hora de caminhada e damos com três troncos com cabeças humanas esculpidas. George puxa de um bastão e bate numa delas produzindo um som que percebemos funcionar como uma espécie de campainha tribal.

Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu

Totens cerimoniais e territoriais à entrada da aldeia de Botko.

”Não podemos entrar no território deles sem antes nos anunciarmos à entrada, explica.” E continua a liderar-nos caminho acima.

O Acolhimento Francófono na Aldeia de Botko

O chefe da aldeia aguarda, curioso, no cimo da última rampa enfiado numa camisa florida e fluorescente que nos espanta de tão surreal. “Soyez bienvenus” profere num francês de sotaque crioulo, assim que chegamos ao pé de si, enquanto outros indígenas nos examinam da cabeça aos pés.

George completa as apresentações em bislama, o estranho dialecto anglófono desta nação melanésia. Quando o protocolo inicial termina, Gilbert retoma a palavra e deixa perceber uma enorme preocupação em explicar que a sua tribo evoluiu, foi convertida pelos missionários e que mantém tanto a crença em Jesus como orgulho na fé.

Chefe Gilbert, Botko, Malekula, Vanuatu

Chefe de Botko, Gilbert, semi-sumido na vegetação densa em redor da aldeia.

“De onde são? Portugal? Europa não é? Creio que esses também por cá andaram. Então devem ser um povo cristão, certo? Connosco, os missionários franceses fizeram um bom trabalho, não se preocupem que estão em boas mãos.”

Mesmo assim, como é essa a vossa vontade, vamos mostrar-vos os costumes terríveis dos nossos antepassados. Descansem agora. Já caminharam muito, mas olhem que ainda têm um bom bocado para andar.”

A Caminho do Cume Cerimonial e Canibal de Botko

Concordamos sem reservas. Durante mais de seis horas e sob um calor húmido atroz, subimos da beira-mar de Malekula até àquele domínio elevado e big namba, assim considerado por pertencer a tribos que usam cápsulas vegetais a cobrir o pénis maiores que as de tribos de outras partes, estas logicamente chamadas de small nambas.

Nativos em trilho, Malekula, Vanuatu

Guia George e um auxiliar prestes a sumirem-se num trilho de selva que conduz à aldeia ex-canibal Botko.

Faltava uma hora para chegarmos ao lugar que mais interessava. Para preparar os derradeiros quilómetros, sentamo-nos sobre uma esteira que os anfitriões tinham colocado de frente para um vale luxuriante. Refrescamo-nos e devoramos alguma fruta tropical.

Nativo corta cacau, aldeia de Botko, Malekula, Vanuatu

Jovem da aldeia de Botko corta cacau para oferecer aos visitantes.

Algum tempo depois, o chefe Gilbert volta a aparecer e tomamos um novo trilho. Um jovem segue na frente enquanto outro protege a rectaguarda do grupo. Estão ambos munidos de catanas que usam a toda a hora para cortar a vegetação invasiva ou simplesmente para se entreterem.

O uso repetido daquela arma, no contexto histórico porque nos tínhamos aventurado e no ambiente selvagem envolvente parecia activar-nos o lado mórbido da imaginação. Renovavam-se, assim, receios primários que nem a mais pura racionalidade conseguia afastar e risadas nervosas intermitentes que partilhávamos para os eliminar.

Atravessamos riachos infestados de mosquitos potencialmente portadores de malária e trepamos sobre troncos massivos, tombados durante as piores tempestades da época das chuvas.

A determinada altura, o trilho atinge um cume destacado em que, começamos por ter uma vista longínqua do oceano Pacífico circundante para logo regressarmos à habitual atmosfera sombria.

Selva, Malekula, Vanuatu

Floresta de Glória-da-manhã da da aldeia de Botko.

Caveiras, ossadas, Pedras de Arranjo: uma Espécie de Matadouro Canibal

Gilbert conduz-nos aos diversos locais e artefactos a que os seus antepassados recorriam para realizar os rituais antropófagos. Começa por mostrar uma pedra com um buraco maior cheio de água e outros mais pequenos, vazios.

Explica que os nativos ali se pintavam para o sacrifício final dos inimigos, usando os orifícios menores como palete de cores naturais e a água no maior, como espelho e para corrigir imperfeições.

Passa, em seguida, para uma outra grande rocha abrasiva em que demonstra como faziam fogo e o aumentavam, de imediato, incendiando folhas secas. Logo após, leva-nos a uma enorme pilha de pedras usadas para lavar, cortar e cozinhar os cadáveres das tribos inimigas.

Chefe Gilbert, aldeia de Botko, Malekula, Vanuatu

Chefe Gilbert exemplifica a antiga técnica de esquartejar os corpos, num local antes usado pelos seus antecedentes para rituais canibais.

Acrescenta que a forma tradicional de confeccionar as refeições era cortar os corpos aos bocados, metê-los num buraco que funcionava como forno natural, junto com inhames e taro, tudo sob uma cobertura de folhas de bananeira que aprisionava o vapor.

Ficamos ainda a saber que o tempo de confecção normal se situava entre as três e as cinco horas e “que os chefe das aldeias tinham o privilégio de comer as cabeças das vítimas, algo que faziam por então se acreditar que, dessa forma, conquistavam mais força”.

Pormenores Mórbidos do Canibalismo de Botko, de Malekula e de Vanuatu

Meio a brincar, meio a sério, alguns ni-vanuatus idosos acabam por tocar no tema agora tabu do gosto da carne humana e comparam-no com o de outros animais.

O chefe de Botko sublinha que não pode falar por si mas confessa: “os meus avós consideravam-na mais doce que a de vaca ou de porco.”

Chefe Gilbert segura caveira, aldeia de Botko, Malekula, Vanuatu

Chefe Gilbert mostra uma caveira guardada no cimo cerimonial-canibal nas imediações da aldeia de Botko.

Gilbert acaba de descrever o processo prático. E para que não restem quaisquer dúvidas, mostra-nos dezenas de caveiras conservadas antes de prosseguir para a base de uma enorme figueira-da-índia usada para os mesmos propósitos antropófagos.

Chefe Gilbert e figueira das índias, Botko, Malekula, Vanuatu

O grande chefe Gilbert diminuto contra os troncos tentaculares de um enorme figueira-das-índias projectada do local em que eram realizados os rituais canibais da aldeia de Botko.

Ali, faz questão de nos voltar a tranquilizar: “costumávamos matar e comer os inimigos que vinham roubar as nossas mulheres mas já há muito que as tribos de Vanuatu o deixaram de fazer”.

Os Últimos Casos de Canibalismo Não Tão Remotos como Isso de Vanuatu

Leituras e investigações prévias pareciam provar que não tinha passado assim tanto tempo. A maior parte dos antropólogos parece concordar em que o último caso conhecido de canibalismo de Vanuatu teve lugar em 1969, mais precisamente numa baía do sudoeste de Malekula.

Aldeia de Botko, Malekula, Vanuatu

Palhotas da aldeia ex-canibal de Botko. Situada no cimo da ilha de Malekula

No entanto, os nativos desta ilha falam de outro evento macabro mais recente que se transformou numa espécie de mito selvagem, um caso em que um ancião matou e comeu uma criança da sua tribo.

É algo em que os descobridores e aventureiros pioneiros deste arquipélago de 83 ilhas luxuriantes, não teriam dificuldade em acreditar.

Até 1980, Vanuatu foi colonizado em regime de condomínio – a meias pela Grã-Bretanha e França. Apesar ou devido à independência, mantém-se profundamente tradicional, com mais de 80 por cento da população a viver em palhotas e em pequenas aldeias cercadas de selva cerrada, perdidas entre montanhas e no sopé de vulcões imponentes.

Rio, Malekula, Vanuatu

Rio lamacento desce das terras mais altas de Malekula para o mar em repetidos meandros e ao longo da selva cerrada de Malekula.

Os ni-vanuatu creem em diversas formas de magia negra e em mitos quase espontâneos. Muitos, continuam a vestir apenas saiotes feitos de ervas e nambas,  grandes ou pequenas, consoante a tribo em questão.

A Temida História de Canibalismo das ilhas de Vanuatu

Mas se as coisas se revelam assim no presente, saiba que eram bem mais primitivas nos tempos em que os navegadores ocidentais esquadrinhavam esta parte do mundo.

Praia areia negra, Malekula, Vanuatu

Mar tranquilo invade um dos inúmeros areais semi-vulcânicos da ilha de Malekula.

Os dois primeiros missionários britânicos enviados para o arquipélago foram de imediato capturados e comidos na que ficou conhecida por ilha dos Mártires, hoje chamada Erromango.

O nome de Malekula – a mesma ilha que continuamos a explorar – teve origem em desgraças semelhantes. Louis Antoine de Bougainville e outros marinheiros franceses navegaram vezes sem conta junto ao seu litoral recortado e depressa se ressentiram com a ameaça permanente do canibalismo.

De tal maneira, que a começaram a tratar por mal au cul (literalmente dor no cu). O capitão James Cook, um contemporâneo de Bouganville, terá registado a expressão no seu diário. E o tempo encarregou-se de a transformar e eternizar.

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.
Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a "Survivor"

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2ª Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.
Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
Pentecostes, Vanuatu

Naghol de Pentecostes: Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.
Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto a Terra Australis. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Via Crucis de Boac, Festival de Moriones, Marinduque, Filipinas
Cerimónias e Festividades
Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.
Pemba, Moçambique, Capital de Cabo Delgado, de Porto Amélia a Porto de Abrigo, Paquitequete
Cidades
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Comida
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Assuão, Egipto, rio Nilo encontra a África negra, ilha Elefantina
Em Viagem
Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.
Vegetais, Little India, Singapura de Sari, Singapura
Étnico
Little India, Singapura

Little Índia. A Singapura de Sari

São uns milhares de habitantes em vez dos 1.3 mil milhões da pátria-mãe mas não falta alma à Little India, um bairro da ínfima Singapura. Nem alma, nem cheiro a caril e música de Bollywood.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Hiroxima, cidade rendida à paz, Japão
História
Hiroxima, Japão

Hiroxima: uma Cidade Rendida à Paz

Em 6 de Agosto de 1945, Hiroxima sucumbiu à explosão da primeira bomba atómica usada em guerra. Volvidos 70 anos, a cidade luta pela memória da tragédia e para que as armas nucleares sejam erradicadas até 2020.
Visitante, Michaelmas Cay, Grande Barreira de Recife, Australia
Ilhas
Michaelmas Cay, Austrália

A Milhas do Natal (parte I)

Na Austrália, vivemos o mais incaracterístico dos 24os de Dezembro. Zarpamos para o Mar de Coral e desembarcamos num ilhéu idílico que partilhamos com gaivinas-de-bico-laranja e outras aves.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Na pista de Crime e Castigo, Sao Petersburgo, Russia, Vladimirskaya
Literatura
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
Natureza
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Parques Naturais
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Ilha de Miyajima, Xintoismo e Budismo, Japão, Portal para uma ilha sagrada
Património Mundial UNESCO
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Praias
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Religião
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
A Toy Train story
Sobre carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
San Cristobal de Las Casas, Chiapas, Zapatismo, México, Catedral San Nicolau
Sociedade
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Vida Selvagem
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
EN FR PT ES