Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia


Champagne Beach

A enseada idílica de Champagne Beach, há muito desejada por investidores neozelandeses, australianos e outros.

LSC Hardware

Transeuntes em frente a loja LSC de Luganville.

Estrada sinuosa

Pai e filho percorrem uma estrada precária do norte de Espiritu Santo.

Mar de Verde, mar de Azul

Litoral frondoso nas imediações da Champagne Beach.

Banca Digicel

Jovens trabalham numa banca de saldos da marca Digicel, acabada de chegar a Espiritu Santo.

Venda Unity

Crentes da Unity Association of Santo vendem comida no Unity Park de Luganville.

Pedaço de Edén

Litoral idílico da Champagne Beach, alvo de propostas - recusadas - de companhias de cruzeiros australianas e neozelandesas.

Avó e neto

Avó da Unity Association de Santo cuida do seu neto alourado.

De Olho nos Corais

Timoneiro manobra uma embarcação de recreio no mar raso ao largo da eco-ilha Bokissa.

Cine-Loucura

Habitantes de Santu acompanham um filme a passar na TV numa loja de DVDs de rua.

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Nunca chegámos a perceber bem se por milagre ou mera misericórdia com os forasteiros mas o que é certo é que, apesar do overbooking madrugador que se tinha formado, nos meteram no avião lotado com os passageiros nativos e seus caixotes, galinhas e sabe-se lá que mais.

A hospedeira ainda desbobinava as instruções de segurança no divertido dialecto bislama e já subíamos para os céus do Pacífico do Sul. Um manto de nuvens escuras e profundas obstruiu-nos a visão sobre Efate e o arquipélago circundante, devolvida, a espaços, por intervalos solarengos.

Lá em baixo, desvendam-se recifes bem desenhados e um mar de verde que cobria as montanhas e os litorais mesmo até aos areais ora brancos ora negros.

 

Sobrevoamos Nguna, Emae e Epi. Com Paama para trás, avistamos Ambrym e o cenário luxuriante cede à desolação de lava gerada por dois vulcões activos, o Benbow e o Marum. Então, o avião muda de rumo e desce para Luganville, a segunda e última povoação de Vanuatu a que alguém se atreveria a chamar cidade.

A Descoberta Equivocada de Pedro Fernandres de Queirós

Pedro Fernandes de Queirós, o navegador de Évora que descobriu aquelas paragens para o Ocidente, teve bastante mais trabalho a viajar para o mesmo destino. Desembarcou ali com ambições de o desenvolver em nome de Deus e para usufruto do terceiro rei Filipino (segundo Filipe de Portugal).

Pensou tratar-se do grande continente esquivo do sul e chamou ao arquipélago Austrialis del Espiritu Santo. Inspirado por um forte fervor religioso propôs ainda a fundação de uma colónia naquela terra que estava certo “ser mais deliciosa, saudável e fértil que qualquer outra que fosse encontrada”. Decidiu baptizá-la de Nova Jerusalém.

Quando o Saudosismo derrotou o Romantismo

Mas os indígenas reprovavam as suas intenções e atacavam os colonos com frequência. Também parte da tripulação discordava do seu julgamento romântico. Num momento mais frágil da saúde do capitão, os opositores forçaram um regresso ao México.

Queirós viajou das Américas de volta a Espanha onde viveu por algum tempo na pobreza. Durante 7 anos, enviou memoriais a fio ao rei (crê-se que, pelo menos, 65) a implorar que lhe autorizasse uma terceira expedição.

Mas, para seu desgosto, o Concelho real respondia que as empreitadas no Pacífico enfraqueciam a Pátria-Mãe e que não as podiam pagar. Além disso, proibiu a publicação das descobertas do navegador para que nenhuma outra nação delas beneficiasse. Queirós morreu, frustrado ao largo do que é hoje o Panamá, a caminho do reino da Nova Espanha.

A ilha que descobriu e em que estávamos prestes a aterrar adoptou o nome de Espíritu Santo. Não demorámos a constatar nela alguns dos atributos que encantaram o navegador bem como outras relações duvidosas com os seus projectos coloniais.

Desembarque na Terra Divina de Espiritu Santo

O aeroporto Pekoa é diminuto mas um atraso do pessoal encarregue de descarregar a bagagem obriga-nos a uma espera na sala de desembarque. Aproveitamos para examinar algumas imagens nos portáteis e, quando damos por ela, temos um grupo de curiosos nas costas.

Um deles é negro (melanésio) mas surpreendentemente alourado. Despoleta em nós uma certa admiração e uma conversa animada acerca da origem africana ou Lapita do povo ni-vanuatu e sobre a razão de tantos ni-vanuatus terem cabelos dourados.

Um dos nativos, bem falante de inglês, deixa-nos atónitos com a sua explicação: “Bom, vocês conhecem a história das tribos perdidas de Israel, não conhecem? Por cá, muita gente acredita que os ni-vanuatu são descendentes de uma delas. “

A teoria não parece responder ao enigma capilar nem foi sustentada por evidências históricas ou científicas mas esteve muito na moda durante o século XIX e dá pano para mangas. Só a chegada das quase já esquecidas malas interrompe o debate.

Instalamo-nos em Luganville, a capital despretensiosa da ilha e, como o dia ainda vai no início, saímos para explorar as suas poucas ruas.

A Inevitável Colónia Chinesa e as Prolíficas Vendas ni-Vanuatu

Uma parte significativa dos edifícios térreos da Boulevard Higginson (a avenida principal) foi ocupada por emigrantes chineses donos e senhores de lojas que vendem de tudo um pouco a preços inflacionados pela insularidade e pela sino-genética do trabalho e do lucro.

Os estabelecimentos são escuros, atafulhados e até poeirentos. Empregam dois ou três auxiliares nativos que ajudam os proprietários a resolver problemas inesperados e a safar-se tanto com os dialectos tribais como com a língua nacional, um crioulo cerrado que mistura termos franceses e melanésios com um inglês básico.

O mercado local revela-se bem mais arejado. Abriga dezenas de mulheres com vestidos largos e coloridos que vendem os bens – vegetais, frutas e produtos animais – que as terras tribais produzem e, em que os chineses, não fazem concorrência.

Algumas deixam as suas bancas limítrofes e juntam-se a uma multidão espontânea de espectadores que assiste a um filme na TV de uma casa abarracada de aluguer de DVDs.

Logo ao lado, no Unity Park, a Unity Association of Santo, promove uma venda de rua que reverte para o núcleo religioso homónimo. Outras mulheres de vestidos, aventais e toucas, vendem fatias de bolo, tortas, pastéis, taro cozido e peixe frito à sombra de árvores seculares com longos troncos multi-ramificados.

Taste my pie, madam and sir”, oferece-nos uma com extrema delicadeza e dá o mote que as outras esperavam para impingir as suas especialidades. Acabamos a provar de tudo um pouco e deixamos alguns vatus em troca que as satisfazem em pleno.

A pouca distância, três ou quatro miúdos tentam a sua sorte num negócio distinto, protegidos do calor sob um chapéu-de-sol vermelho.

Top Up Here” e “Top Up With Me”, as mensagens do seu mini-stand e nas t-shirts deixam poucas dúvidas: são representantes da recém-chegada Digicel e recarregam o crédito dos poucos telemóveis já operacionais da ilha. De tempos a tempos, também vendem um ou outro telefone mas num território que vive feliz numa pura auto-suficiência kastom (tradicional), só os mais abastados cedem ao capricho.

Espiritu Santo como Deus a fez

Basta uma longa caminhada para lá dos montes Tabwemsana ou Kotamtam – os mais elevados da ilha – e podemos deparar-nos com tribos que não vêm à civilização e podem nunca ter visto um branco, o caso de alguns Lysepsep mais fugidios que, favorecidos pela sua estatura pigmeia (os adultos medem apenas 1 metro) se limitam a observar os forasteiros de esconderijos seguros.

Mas não é preciso ir tão longe para admirarmos outras facetas insólitas de Santo.

Harry, um condutor da vizinha ilha de Pentecostes que contratamos pede-nos desculpa pelo estado da estrada de terra vermelha que avança pela costa leste da ilha, entre grandes coqueirais, hortas frondosas e selva cerrada. Não há nada a desculpar.

Três horas de solavancos depois com paragens para banhos em vários lagoas salobras paradisíacas, o caminho embrenha-se por estranhas florestas de glória-da-manhã e desce para um mar azul-celeste.  Mesmo antes de o atingirmos somos barrados por uma cancela controlada por um ancião.

O Eden Trópico-Balnear da Champagne Beach

Harry pede-nos a portagem: “Muito bem amigos. Chegámos à famosa Champagne Beach. Este é proprietário. Temos que lhe pagar 1000 vatus”. A praia está deserta e, duvidamos que o dono disso tenha noção mas é uma das mais belas que até então tínhamos visto.

Em Espiritu Santo, como em Vanuatu em geral (o nome da nação significa A Nossa Terra) o que mais conta é o que se deixa para os descendentes da tribo e estas reúnem-se amiúde para vetarem negócios imobiliários que certos investidores estrangeiros tentam fazer com o governo.

Harry conta-nos que empresas de cruzeiros australianas e neozelandesas oferecem com frequência milhares de dólares para conseguirem a praia, lá construírem infra-estruturas e desembarcarem turistas. Até hoje, sempre em vão.

A Champagne Beach e o apego dos nativos pelo solo em que nasceram são apenas exemplos de todas as razões porque damos por nós a venerar Espiritu Santo e a louvar a paixão do seu descobridor Pedro Fernandes de Queirós pela sua ilha.

Wala, Vanuatu

Cruzeiro à Vista, a Feira Assenta Arraiais

Em grande parte de Vanuatu, os dias de “bons selvagens” da população ficaram para trás. Em tempos incompreendido e negligenciado, o dinheiro ganhou valor. E quando os grandes navios com turistas chegam ao largo de Malekuka, os nativos concentram-se em Wala e em facturar.

Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a "Survivor"

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Gizo, Ilhas Salomão

Gala dos Pequenos Cantores de Saeraghi

Em Gizo, ainda são bem visíveis os estragos provocados pelo tsunami que assolou as ilhas Salomão. No litoral de Saeraghi, a felicidade balnear das crianças contrasta com a sua herança de desolação.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Herança colonial
Arquitectura & Design

Lençois da Bahia, Brasil

Nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.

Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Nana Kwame V, chefe ganês, festival Fetu Afahye, Gana
Cerimónias e Festividades
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Cidades
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Garranos galopam pelo planalto acima de Castro Laboreiro, PN Peneda-Gerês, Portugal
Cultura
Castro Laboreiro, Portugal  

No Cimo Raiano-Serrano de Portugal

Chegamos à eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Pórtico de entrada em Ellikkalla, Uzbequistão
Em Viagem
Usbequistão

Viagem Pelo Pseudo-Alcatrão do Usbequistão

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Conversa entre fotocópias
Étnico

Inari, Finlândia

A Assembleia Babel da Nação Sami

A nação sami é afectada pela ingerência das leis de 4 países, pelas suas fronteiras e pela multiplicidade de sub-etnias e dialectos. Mesmo assim, no parlamento de Inari, lá se vai conseguindo governar

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Enseada do Éden
História

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Eden Polinésio
Ilhas

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Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.

Recta Final
Inverno Branco

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A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Natureza
Quedas d'água

Admiráveis Caudais Verticais

Dos quase 1000 metros de altura do Salto dançante de Angel à potência fulminante de Iguaçu ou Victoria após chuvas torrenciais, abatem-se sobre a Terra catadupas de todos os tipos.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Curiosidade ursa
Parques Naturais

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Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Mergulhão contra pôr-do-sol, Rio Miranda, Pantanal, Brasil
Património Mundial UNESCO
Passo da Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Lenha
Personagens

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Promessa?
Praias
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Via Crucis
Religião

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

A Toy Train story
Sobre carris
Darjeeling Himalayan Railway, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Aos repelões
Sociedade

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Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.

Fim da Viagem
Vida Quotidiana

Talkeetna, Alasca

Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

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Uma Pequena Amazónia Japonesa

Florestas tropicais e manguezais impenetráveis preenchem Iriomote sob um clima de panela de pressão. Aqui, os visitantes estrangeiros são tão raros como o yamaneko, um lince endémico esquivo.

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A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.