Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa


Maikos a fingir

Visitantes de Quioto vestidas de maikos.

Gueixa de Nara

Exibição de Kikukawa, a última gueixa de Nara.

Costas de maikos a fingir

Visitantes vestidas de maikos passeiam-se pelo centro histórico de Quioto.

Sombra dourada

Sombra de Kikukawa, durante um espectáculo da última gueixa de Nara.

Pose Gueixa

Gueixa em Ponto-Cho, a ruela mais emblemática da arte gueixa de Quioto.

Gueixa em Pontocho

Gueixa percorre um beco do bairro de Pontocho.

Promo Quimono

Montra de loja de Gion com diversos quimonos em promoção.

Pose de gueixa

Kikukawa assume uma das poses que as gueixas apuram como forma de sensualidade.

Figurantes-Manequins

Manequim de quimono "recebe" clientes à entrada de um restaurante repleto de outros manequins, em Quioto.

Vulto do Passado

Gueixa percorre uma ruela estreita de Quioto.

Roteiro “maiko”

Amigas vestidas de "maiko" passeiam-se por uma rua tradicional de Quioto.

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e estas acompanhantes de luxo estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão

A derradeira luz do dia dissipa-se e os candeeiros balão destacam-se e animam a ruela de Ponto-cho que a história transformou no coração da vida nocturna de Quioto. A esta hora, as gueixas da cidade afluem para os bares e restaurantes preparadas para os compromissos que têm marcados. Aparecem sem aviso, com faces fantasmagóricas desafiadoras da penumbra. E somem-se em pequenos edifícios tradicionais térreos identificados por letreiros em kanji estilizado.

Por respeito à sua arte milenar e aos muitos milhares de ienes que auferem, um patrono não pode esperar. Mas, tão importante como a pontualidade, cada minuto de companhia deve ser usufruído como um momento especial.

Para o garantir, uma gueixa (gei=arte + sha=pessoa) desenvolve várias aptidões. Aprendem cedo a tocar koto (arpa japonesa), a declamar poesia e prosa, contar anedotas, interpretar canções e danças tradicionais japonesas. Mas, se estes são atributos superiores, também a conversação, a forma de servir chá ou outras bebidas, o simples caminhar, o riso e, em certas situações, até o choro se esperam graciosos. É suposto o nível cultural das gueixas alimentar diálogos requintados incluindo sobre política e arte mas, quando os efeitos do saqué e da cerveja se fazem sentir, as acompanhantes não se podem furtar aos piropos e a comportamentos eróticos.

A questão do sexo permanece envolta em mistério e polémica. O facto de fazer parte das funções ou chegar a acontecer é motivo de discórdia entre as gueixas quanto mais entre observadores gaijin (estrangeiros) da cultura nipónica. Algumas gueixas e maikos (jovens em aprendizagem) mostram-se ofendidas com a simples insinuação. É o caso de Ichimame, uma aprendiz que mantém um blogue sobre a profissão e para quem o filme “Memórias de uma Gueixa” se revelou abusador quer por ter envolvido actrizes chinesas na cultura nipónica, quer pela componente sexual acrescentada à narrativa. Também Susumu Harema, um dos gerentes da casa de chá que forma Ishigame se escandalizou: “uma gueixa não dorme com um cliente” a sua função é apenas divertir a clientela”.

Algumas admitiram, no entanto, que o sexo é pouco habitual mas nem sempre descartado e que certos clientes recusariam patrociná-las se lhes fosse interdito. Basta recuar no tempo para considerarmos a sua versão.

No fim do século XVII, começaram a proliferar, no Japão, as odoriki, dançarinas de aluguer que eram contratadas pelos samurais e senhores feudais mais abastados. Cem anos mais tarde, vendiam também serviços sexuais. Aquelas que tinham deixado de ser adolescentes (e, como tal, não se podiam considerar odorikis) adoptaram outros títulos. O que mais se popularizou foi gueixa, tomado de empréstimo aos animadores masculinos de então. A primeira mulher que assim se auto-denominou foi Kikuya, uma prostituta de Fukagawa. Fê-lo por volta de 1750, quando era já conhecida como cantora e jogadora de shamisen dotada. À medida que outras começaram a usar o título, muitas passaram a trabalhar apenas como animadoras (não como prostitutas), frequentemente nos mesmos estabelecimentos dos homens. Em 1800, ser gueixa era já uma ocupação feminina (apesar de ainda hoje existirem alguns gueixas homens) e aquelas tornaram-se bem mais desejadas que as cortesãs antiquadas rivais, as oirans.

Entretanto, as autoridades japonesas promulgaram leis que procuraram consolidar o estatuto cultural das gueixas. Tornou-se obrigatório que atassem o obi (faixa) nas costas para dificultar a remoção do quimono. E também o  penteado e a maquilhagem passaram a ser mais simples que os das oirans para que a sua beleza fosse encontrada na arte e não nos corpos.

A partir da Restauração imperial Meiji, o papel da gueixa foi gradualmente valorizado pela sociedade masculinizada japonesa. Por volta de 1920, atingiu um clímax de importância.  

Mas a 2ª Guerra Mundial destruiu esse ascendente. Enquanto o milagre da recuperação económica transformava o Japão na nação altamente industrializada e tecnológica das últimas décadas, o número de gueixas diminuía de 80.000 para um máximo de 2000 e o seu ofício tornou-se numa verdadeira relíquia que, malgrado, sobrevive por detrás de tantas portas e paredes de papel de arroz de Tóquio e Quioto.

Nos últimos anos, alguns empresários nipónicos dedicaram-se a explorar o fascínio dos japoneses e estrangeiros pela estranha profissão.

Gion tem duas hanamachis (comunidades de gueixas), a Kobu e a Higashi. Estes bairros preservam a tradição com uma base sólida na arquitectura antiga das machiyas, as casas “velhas” da cidade. As suas ruas são o ambiente fidedigno que inspirou um fenómeno da criatividade empresarial japonesa que começa a fazer furor. 

Enquanto deambulamos pelo bairro de Gion, deparamo-nos com estúdios coloridos e sofisticados que alugam trajes, serviços de caracterização, de guias e de fotografia a adolescentes japonesas e gaijin. Pautado pelo perfeccionismo nipónico, o seu trabalho é tão fiel que quase só os nativos detectam as diferenças. As clientes agradecem a dedicação e rejubilam com a sua nova imagem.

Encontramo-las protegidas da timidez em grupos de amigas e aconchegadas em quimonos extra-coloridos. Passeiam-se de faces alvas ao longo dos cenários perfeitos das ruas Hanami-koji e Shinmonzen-dori, hirtas sobre sandálias de madeira okobo-geta e orgulhosas de cada passo da sua curta vida de geikos (outro termo para gueixas). Como se tratassem das personagens originais, são frequentemente seguidas e interpeladas por forasteiros de máquinas fotográficas em riste e por grupos de alunos fardados a caminho das aulas ou de casa. Não nos fazemos rogados e acompanhamos os seus movimentos.

Mas estas encenações descartáveis não compensam o desaparecimento gradual das verdadeiras gueixas.

Em Nara – outra antiga capital nipónica – só existe uma maiko. Enquanto inúmeros adolescentes nativos se queixam do excessivo tradicionalismo e atraso civilizacional da sua cidade, Kikuwaka, a tal aprendiz, sempre se orgulhou do passado nipónico. Por sugestão da mãe, inscreveu-se no Ganrin In, uma espécie de escola que continua a ensinar as antigas artes requeridas às gueixas. Em menos tempo do que esperava, tornou-se numa atracção única e incontornável. Só que a ausência de concorrência revelou-se, ao mesmo tempo, um trunfo e um fardo.

Durante um espectáculo a que assistimos numa associação cultural que a acolhe vezes sem conta, os seus passos sobre o palco acompanham a música dramática e minimal. São tão belos e arrastados quanto possível e os restantes movimentos pausados, como as expressões que mudam com suavidade, iluminadas pelo fundo brilhante de biombos dourados.

Quando a actuação termina, pelo contrário, a pretendente de gueixa deixa as instalações a grande velocidade. Está atrasada para um dos quatro compromissos culturais que assumira para essa noite.

Apesar do stress a que foi condenada, Kikukawa não tem as piores razões de queixa da sua actividade.

O Japão também foi assolado pela nova crise económica e cada vez menos homens se atrevem a pagar os honorários elevadíssimos contabilizados ao minuto pelas mama-san e cobrados por algumas gueixas de Quioto e Tóquio. Estas tiveram que improvisar. Ignoraram regras milenares da profissão e tornaram-se menos exclusivas, misteriosas e furtivas.

A partir do virar do milénio em diante, todos os anos, em Fevereiro, várias gueixas servem 3000 pessoas numa cerimónia do chá ao ar livre realizada durante o Festival das Ameixas em Flor da cidade dos templos. E, no Verão de 2010, começaram a servir imperiais e canecas e a dançar no jardim de cerveja de um teatro local. A evolução (ou degradação) da sua arte dificilmente ficará por aí.

Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro de Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita a ilha de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Ali, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.

Takayama, Japão

Entre o Passado Nipónico e a Modernidade Japonesa

Em três das suas ruas, Takayama retém uma arquitectura tradicional de madeira e concentra velhas lojas e produtoras de saquê. Em redor, aproxima-se dos 100.000 habitantes e rende-se à modernidade.

Quioto, Japão

Um Japão Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Em louvor do vulcão
Cerimónias e Festividades

Lombok, Indonésia

Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito

Dourado sobre azul
Cidades
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Silhuetas Islâmicas
Cultura

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Bola de volta
Desporto

Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o AFL Rules football só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.

Épico Western
Em Viagem

Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos E.U.A. Hoje, na Navajo Nation, os navajos também vivem na pele dos velhos inimigos.

Tatooine na Terra
Étnico

Sudeste da Tunísia

A Base Terráquea da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.

 

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Capacete capilar
História

Viti Levu, Fiji

Velhos Passatempos de Fiji: Canibalismo e Cabelo

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.

7 Cidades
Ilhas

São Miguel, Açores

O Grande Éden Micaelense

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada. 

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Um rasto na madrugada
Natureza
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Meandros do Matukituki
Parques Naturais
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Abençoado repouso
Património Mundial Unesco

Hoi An, Vietname

O Porto Vietnamita Que Ficou a Ver Navios

Hoi An foi um dos entrepostos comerciais mais importantes da Ásia. Mudanças políticas e o assoreamento do rio Thu Bon ditaram o seu declínio e preservaram-na como as cidade mais pitoresca do Vietname.

Curiosidade ursa
Personagens

Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.

Caribe profundo
Praia

Islas del Maiz, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.

Preces ao fogo
Religião

Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se

White Pass & Yukon Train
Sobre carris

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Chegada à festa
Sociedade

Perth, Austrália

Em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.

O projeccionista
Vida Quotidiana

Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.

Manada de búfalos asiáticos numa zona lamaçenta do Maguri Beel, Assam
Vida Selvagem
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.