Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação


Nana Kwame V

Nana Kwame Menya V, nkyidomhen (chefe da área tradicional de Oguua) -, exibe o seu poder levitado por súbditos.

Trio andino

Acrobatas sobre andas, acima da Kotokuraba Rd. que acolhe a grande parada do Fetu Afahye.

Duo de pano

Mascarados em máscaras tradicionais de pano, numa pose ternurenta, durante a parada.

Baleia asafo

Participantes da 7ª companhia militar asafo fazem desfilar uma baleia simbólica do seu "batalhão".

Nana Kweku Ennu III

Nana Kweku Ennu III, chefe regional ganês da saúda a multidão do cimo do seu palanquim amarelo.

Geração Liberdade

Jovens ganeses posam junto a um mural anti-esclavagista e de libertação num edifício em ruínas de Cape Coast.

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Conversa fácil

Ancião dialoga com um jovem participante do cortejo do festival Fetu Afahye.

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Participantes no desfile do Festival Fetu Afahye passam em frente a um edifício cor-de-rosa exuberante no percurso.

Casa Dª Rosa

Participantes no desfile do Festival Fetu Afahye passam em frente a um edifício cor-de-rosa exuberante no percurso.

Legado Colonial

O forte de Cape Coast, construído pelos suecos durante o século XVII para suportar a sua actividade negreira e comercial na zona do actual Gana. Mais tarde adaptado e usado pelos Britânicos.

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.

Sem sabermos bem como, vemo-nos numa embrulhada daquelas bem africanas. Frank, motorista da Autoridade de Turismo do Gana, tinha recebido instruções para nos deixar num lugar estratégico da parada mas, em tempo de festa, a zona litoral de Cape Coast estava toda à pinha.

Apesar dos apelos desesperados do condutor, de cabeça de fora da janela ou a buzinar sem cerimónias, emboscado pela multidão que seguia o cortejo, o sedan de vidros escuros mal se movia. Frank olha para trás em desespero. Sabia que era tudo menos normal largar-nos, ali, sem a orientação dos anfitriões, nesse dia, entregues à sua própria celebração.

Contemplamo-lo, por momentos. Fazemos o que tínhamos que fazer. Estávamos no Gana pela primeira vez. Não tínhamos ideia do que representaria metermo-nos, de máquinas fotográficas ao pescoço, em tal turba eufórica. Mesmo assim, deixamos o carro refrigerado e mergulhamos no rio de gente que descia a Kotokuraba Rd.

Entregues ao Frenesim de Fetu Afahye

Durante um primeiro trecho, progredimos num aperto húmido e transpirado. Não tarda, aproximamo-nos da zona do percurso em que muitos dos espectadores se haviam alinhado à beira da estrada. Muitos dos intervenientes do desfile estavam já para trás.

A visão de uma bancada partilhada por anciãos em túnicas tradicionais garridas indiciava ser um lugar privilegiado para nos determos. Recuperamos o fôlego. Ensopamos o suor tropical que nos encharcava. Procuramos um espaço inofensivo e ficamos a apreciar o frenesim ora protocolar ora popular e gentio que fluía por aquela artéria congestionada da cidade.

Refastelados sobre cadeiras de plásticos, protegidos do sol cruel por um grande chapéu de sol escarlate com abas caídas, os anciãos da região de Oguaa (Cape Coast) apreciam espectáculos sucessivos com entusiasmo contido.

Súbditos em Êxtase que Louvam os Chefes Tribais

Clãs de personagens surgem de montante do cortejo. Chegados à frente da bancada, exibem as suas danças, ritmos, trajes, os seus visuais e artes tradicionais. Rodopiam dançarinos portadores de estandartes das suas regiões. E apresentam-se guerreiros com fios e colares tribais dependurados dos troncos-nus musculados e inflados sobre  saias franjadas vernaculares.

Estes guerreiros massivos, com ar condizente de poucos amigos seguram zagaias com ambas as mãos. Parecem nelas apoiar a austeridade e o seu excessivo peso bélico.

Desfilam ainda músicos, tocadores de grandes baterias de tambores elevados acima da multidão por carregadores sacrificados. E duos ou trios de trompetes e de trombones que metalizam a atmosfera com estranhas melodias hipnóticas. Entre os figurantes e artistas, prosseguiam os participantes populares casuais, muitos deles, tão ou mais motivados a brilhar.

Alguns, dançavam por nós em profundo transe, arrebatados pelo ritmo dos tambores e pelo apelo sobrenatural dos deuses. Outros, respondiam ao estímulo do inesperado duo de forasteiros de máquinas em riste. Detinham-se. Encaravam-nos, surpresos e hesitantes. Então, movidos pelo álcool e pela adrenalina comunal do evento, ensaiavam poses estilosas de vedetas da ocasião.

Um Festival Místico e Cerimonial

O festival Fetu Afahye tem muito mais que se lhe diga que a ostentação com que ali nos deparávamos. Começa, aliás, de uma forma bem contrastante. O seu cerimonial é inaugurado semanas antes, quando Osabarimba Kwesi Atta II, o Chefe

Supremo da região de Oguua, se entrega a uma semana de confinamento e conferências com os deuses. Neste período, são proibidos a dança, os tambores, o ruído e a festividade em geral na municipalidade de Cape Coast.

A Lagoa Fosu que se enfia costa adentro como uma extensão providencial do Golfo da Guiné e prenda os nativos com alimento fácil, tem a pesca interditada.

Os seus guardiães (amissafos) levam a cabo um ritual de purificação com o objectivo de espantar os maus espíritos, rogar pela abundância de peixes e por colheitas favoráveis.

Uma data em particular, a Amuntumadeze, é reservada para a comunidade limpar o seu ambiente: recolher lixo, desentupir sarjetas, pintar fachadas de prédios e tudo o mais que possa contribuir para a higienização e o embelezamento das ruas.

Esta preocupação advém do trauma que a população de Oguua terá sofrido ainda antes do período colonial, quando uma peste fulminante dizimou boa parte dos seus habitantes e estes, em desespero, oraram como nunca aos deuses.

A Reacção Religiosa a uma Séria Catástrofe

O nome do evento ganhou aí a sua origem. “Fetu” é uma adaptação de “efin tu” que se traduz no dialecto fante como “livrar-se da sujidade” ou “livrar-se do mal”.

Uns dias depois do Amuntumadeze, o povo aflui à lagoa onde, durante a noite, os sacerdotes e sacerdotisas invocam os deuses, acompanhados por danças populares ao som de tambores.

Outros rituais têm lugar num santuário local. Osabarimba Kwesi Atta II oferece uma bebida aos deuses e reabre oficialmente a lagoa, lançando ele próprio uma rede três vezes à agua. Se a rede capturar muito peixe, isso é sinal de pesca e colheitas abundantes no ano vindouro.

À medida que a semana se aproxima do fim, mais nativos chegam da área de Cape Coast mas também de partes longínquas do Gana. Os chefes de Oguua dão-lhes as boas-vindas, após o que se reúnem num durbar diplomático com o propósito de resolver disputas que se tenham vindo a arrastar.

Seguem-se uma cerimónia de convocação dos espíritos ancestrais, o ritual Bakatue que envolve disparos solenes de mosquetes. Por fim, o sacrifício de um touro pelo próprio Osabarimba Kwesi Atta II  em honra de Nana Paprata – um dos deuses fulcrais da Terra – valida as celebrações festivas e a parada semi-tresloucada de Sábado em que nos continuávamos a embrenhar.

De volta à Turba Agitada da Kotokuraba Road

Avançamos e recuamos na Kotokuraba Rd. em perseguição ofegante dos motivos mais excêntricos do cortejo.

Um enorme boneco de baleia negra de boca aberta, é empurrada por participantes de uma das asafos, as organizações militares do  subgrupo étnico ganês fante que contribuem para a segurança e paz da área tradicional de Oguua: a Bentsir, a Anaafo, a Ntsin, a Nkum, a Abrofomba, a Akrampa e a Amanful.

A migração sobre rodas daquela réplica de cetáceo rua abaixo expunha à comunidade de Cape Coast, a força da companhia militar que a adoptar como símbolo e o conceito histórico de que, por mais evolução tecnológica a que homem chegue, o mundo natural será sempre mais poderoso que o humano.

A espaços, animam ainda o cortejo as passagem mirabolantes dos chefes de distintas regiões ganesas. Surgem envoltos de exuberantes indumentárias nobiliárquicas: coroas, braceletes, enormes anéis de ouro, tecidos lustrosos e outros adereços tão ou mais vistosos.

Saúdam o povo do cimo da sua soberania, deitados em palanquins com formas algures entre sofás e  banheiras e que dezenas de súbditos sustentam no ar.

A populaça exalta com a proximidade dos líderes. Clamam pelos diminutivos dos seus longos nomes dinásticos e acenam lenços ou t-shirts enroladas de volta, em jeito de gratidão.

Toda esta comoção atinge um auge bem audível com a entrada em cena do actual Omanhen Osabarimba Kwesi Atta II, como é suposto, sumptuoso e majestoso a dobrar e, por desfilar em casa e ser o supremo, muito mais louvado que os congéneres.

Nem sempre os chefes de Cape Coast puderam expor desta forma o seu poder, controlar o seu destino e o do seu povo, ou proporcionar-lhe o idolatrado Fetu Afahye.

Missionários vs Crenças Locais, um confronto duradouro

A partir do fim do século XV, as potências coloniais europeias sucederam-se no controle desta parte da costa africana do Golfo da Guiné, do tráfico de ouro e, logo, de escravos que se apressaram a explorar.

Em 1482, os portugueses fundaram o forte de São Jorge de Mina, a pouco mais de 10 km de onde estávamos e, em simultâneo, a sua proveitosa colónia da Costa do Ouro. Ao longo dos séculos, outros fortes e entrepostos se sucederam, alguns de nações ocupantes menos esperadas e notórias em África, casos da Suécia e da Dinamarca.

Durante este período de intensa rivalidade europeia, as autoridades coloniais de Cape Coast começaram a considerar o Fetu Afahye a uma espécie de Natal Negro, uma celebração tradicional maligna que comprometia os valores cristãos trazidos do Velho Mundo. Interditaram-no por largo tempo.

O festival só seria retomado após a contestação de vários líderes e sacerdotes da Região Tradicional de Oguua. Em 1948, apenas nove anos antes da declaração de independência ganesa do domínio britânico.

Rumo ao outro extremo da Kotokuraba Rd.

O cortejo sabático do Fetu Afahye prosseguia sem pausas ou clemência. A determinada altura,  com a sensação de vertigem conferida por uma trupe de acrobatas sobre andas, que caminhava acima dos transeuntes e se detinha a conversar com os espectadores nas varandas mais elevadas do percurso.

Aproximávamo-nos do extremo sul da via, da Chapel Square e do Palácio do Chefe em que era suposto o desfile desembocar. Antes disso, ainda atravessou uma praça em que se transformou numa festa de rua efémera animada por uma banca que passava música a altos berros e seduzia ao estrelato dançarinos casuais.

Lá nos espantamos com uma peixeira que se contorcia com incrível graciosidade africana sem nunca deixar cair o tabuleiro equilibrado sobre a cabeça.

O cortejo atinge os derradeiros meandros. Serpenteamos pela Royal Lane e chegamos ao Victoria Park, o sítio pré-determinado para novo Durbar, a celebração oficial de encerramento que volta a reunir os chefes.

O Fim do Festival dá lugar a Celebração da Noite

A acção dá lugar a um aturado protocolo repleto de diplomacia e de locução. Osabarimba Kwesi Atta II circula com pompa, recebe os cumprimentos e saudações dos visitantes. Logo, senta-se e acolhe o orador convidado. O Omanhen e os seus chefes devolvem as felicitações do orador convidado e, em seguida, o chefe supremo de Ouguua inaugura aquele que é o mais conceituado dos discursos.

A batalha verbal ainda tem uma derradeira resposta do orador convidado. Até que, por fim – para mais que provável alívio de muitos dos presentes – as companhias Asafo tomam o protagonismo e, com as suas acrobacias, encerram o Durbar.

A multidão debanda para os distintos focos de festa nocturna  disseminados em redor. Um núcleo mais paciente precede a boémia de uma peregrinação ao Cape Coast Castle, outro dos fortes negreiros erguidos pelos europeus na costa do Gana, este pelos oportunistas suecos. Juntamo-nos a esta romaria.

Depois de termos já visitado o de São Jorge de Mina, inteiramo-nos, ali, do quão dramático se provou o período do tráfico negreiro que devassou a nação ganesa. Do cimo das suas muralhas nos deslumbramos com a cor e o vigor da frota tradicional pesqueira que preenche muito do areal da enseada contígua.

Para o interior, do litoral da cidade ao seu âmago, Cape Coast rejubilava de espiritualidade e liberdade. E inebriava-se à altura do encerramento do seu Fetu Afahye.

Mais informação sobre o Festival Fetu Afahye, na página respectiva da Wikipedia.

Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.

Acra, Gana

A Cidade que Nasceu no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.

Elmina, Gana 

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.

Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.

Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes Venezuelanos em Festa

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.

Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival. 

Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.

Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por um padre português, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.

São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Moon Festival californiano.

Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.

Wall like an Egyptian
Arquitectura & Design
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo-Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Fogo-de-artifício branco
Aventura

Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

Tédio terreno
Cerimónias e Festividades
Bhaktapur, Nepal

As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Bar sobre o grande estuário
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Vendedores de Tsukiji
Comida

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No Reino do Sashimi

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