Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação


O Grande Chefe
Chefe tribal Meny V Kaya, exalta o seu poder durante o Festival Fetu Afahye de Cape Coast.
Trio andino
Acrobatas sobre andas, acima da Kotokuraba Rd. que acolhe a grande parada do festival Fetu Afahye.
Duo de pano
Mascarados em máscaras tradicionais de pano, numa pose ternurenta, durante a parada do festival Fetu Afahye.
Baleia asafo
Participantes da 7ª companhia militar Asafo fazem desfilar uma baleia simbólica do seu batalhão
Nana Kweku Ennu III
Nana Kweku Ennu III, chefe regional ganês da saúda a multidão do cimo do seu palanquim amarelo.
Geração Liberdade
Jovens ganeses posam junto a um mural anti-esclavagista e de libertação num edifício em ruínas de Cape Coast.
78e4260e-1c5e-4e19-ab15-b03396664517
Conversa fácil
Ancião dialoga com um jovem participante do cortejo do festival Fetu Afahye.
A Frota de Pesca da Cape Coast
Barcos artesanais de pesca junto ao forte de Cape Coast, Gana
Casa Dª Rosa
Participantes no desfile do Festival Fetu Afahye passam em frente a um edifício cor-de-rosa exuberante no percurso.
Legado Colonial
O forte de Cape Coast, construído pelos suecos durante o século XVII para suportar a sua actividade negreira e comercial na zona do actual Gana. Mais tarde adaptado e usado pelos Britânicos.
Os Emissários
Representantes regionais percorrem a Kotokuraba Rd em fila, nas suas túnicas ganesas coloridas.
Parada Online
Participantes da parada do festival Fetu Afahye entretidos com smartphones e disposotitivos afins.
Parelha
Dançarina em trajes e motivos arrojados é desafiada para uma dança a dois por um espectador do desfile.
Afahye 4G
Anúncio de empresa de telecomunicações ganesa parece tomar parte do desfile do festival Fetu Afahye.
Acima do Festival
Participante do Festival Fetu Afahye, bem acima da multidão.
Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.

Sem sabermos bem como, vemo-nos numa embrulhada daquelas bem africanas.

Frank, motorista da Autoridade de Turismo do Gana, tinha recebido instruções para nos deixar num lugar estratégico da parada mas, em tempo de festa, a zona litoral de Cape Coast estava toda à pinha.

Apesar dos apelos desesperados do condutor, de cabeça de fora da janela ou a buzinar sem cerimónias, emboscado pela multidão que seguia o cortejo, o sedan de vidros escuros mal se movia.

Frank olha para trás em desespero. Sabia que era tudo menos normal largar-nos, ali, sem a orientação dos anfitriões, nesse dia, entregues à sua própria celebração.

Contemplamo-lo, por momentos. Fazemos o que tínhamos que fazer. Estávamos no Gana pela primeira vez. Não tínhamos ideia do que representaria metermo-nos, de máquinas fotográficas ao pescoço, em tal turba eufórica.

Mesmo assim, deixamos o carro refrigerado e mergulhamos no rio de gente que descia a Kotokuraba Rd.

Participantes do Festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Participantes no desfile do Festival Fetu Afahye passam em frente a um edifício cor-de-rosa exuberante no percurso.

Entregues ao Frenesim de Fetu Afahye

Durante um primeiro trecho, progredimos num aperto húmido e transpirado. Não tarda, aproximamo-nos da zona do percurso em que muitos dos espectadores se haviam alinhado à beira da estrada. Muitos dos intervenientes do desfile estavam já para trás.

A visão de uma bancada partilhada por anciãos em túnicas tradicionais garridas indiciava ser um lugar privilegiado para nos determos. Recuperamos o fôlego.

Chefe ancião e súbdito, festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Ancião dialoga com um jovem participante do cortejo do festival Fetu Afahye.

Ensopamos o suor tropical que nos encharcava. Procuramos um espaço inofensivo e ficamos a apreciar o frenesim ora protocolar ora popular e gentio que fluía por aquela artéria congestionada da cidade, situada a 150km para ocidente da capital Acra.

Refastelados sobre cadeiras de plásticos, protegidos do sol cruel por um grande chapéu de sol escarlate com abas caídas, os anciãos da região de Oguaa (Cape Coast) apreciam espectáculos sucessivos com entusiasmo contido.

Súbditos em Êxtase que Louvam os Chefes Tribais

Clãs de personagens surgem de montante do cortejo. Chegados à frente da bancada, exibem as suas danças, ritmos, trajes, os seus visuais e artes tradicionais. Rodopiam dançarinos portadores de estandartes das suas regiões.

Mascarados em máscaras tradicionais de pano, festival Fetu Afahye, Cape Coast, Gana

Mascarados em máscaras tradicionais de pano, numa pose ternurenta, durante a parada do festival Fetu Afahye.

E apresentam-se guerreiros com fios e colares tribais dependurados dos troncos-nus musculados e inflados sobre saias franjadas vernaculares.

Estes guerreiros massivos, com ar condizente de poucos amigos seguram zagaias com ambas as mãos. Parecem nelas apoiar a austeridade e o seu excessivo peso bélico.

Desfilam ainda músicos, tocadores de grandes baterias de tambores elevados acima da multidão por carregadores sacrificados.

Dança de rua durante o festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Dançarina em trajes e motivos arrojados é desafiada para uma dança a dois por um espectador do festival Fetu Afahye.

E duos ou trios de trompetes e de trombones que metalizam a atmosfera com estranhas melodias hipnóticas. Entre os figurantes e artistas, prosseguiam os participantes populares casuais, muitos deles, tão ou mais motivados a brilhar.

Alguns, dançavam por nós em profundo transe, arrebatados pelo ritmo dos tambores e pelo apelo sobrenatural dos deuses. Outros, respondiam ao estímulo do inesperado duo de forasteiros de máquinas em riste.

Detinham-se. Encaravam-nos, surpresos e hesitantes. Então, movidos pelo álcool e pela adrenalina comunal do evento, ensaiavam poses estilosas de vedetas da ocasião.

Um Festival Místico e Cerimonial

O festival Fetu Afahye tem muito mais que se lhe diga que a ostentação com que ali nos deparávamos. Começa, aliás, de uma forma bem contrastante.

O seu cerimonial é inaugurado semanas antes, quando Osabarimba Kwesi Atta II, o Chefe Supremo da região de Oguua, se entrega a uma semana de confinamento e conferências com os deuses. Neste período, são proibidos a dança, os tambores, o ruído e a festividade em geral na municipalidade de Cape Coast.

Público do festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Participantes da parada do festival Fetu Afahye entretidos com smartphones e disposotitivos afins.

A Lagoa Fosu que se enfia costa adentro como uma extensão providencial do Golfo da Guiné e prenda os nativos com alimento fácil, tem a pesca interditada.

Os seus guardiães (amissafos) levam a cabo um ritual de purificação com o objectivo de espantar os maus espíritos, rogar pela abundância de peixes e por colheitas favoráveis.

Uma data em particular, a Amuntumadeze, é reservada para a comunidade limpar o seu ambiente: recolher lixo, desentupir sarjetas, pintar fachadas de prédios e tudo o mais que possa contribuir para a higienização e o embelezamento das ruas.

Esta preocupação advém do trauma que a população de Oguua terá sofrido ainda antes do período colonial, quando uma peste fulminante dizimou boa parte dos seus habitantes e estes, em desespero, oraram como nunca aos deuses.

A Reacção Religiosa a uma Séria Catástrofe

O nome do evento ganhou aí a sua origem. “Fetu” é uma adaptação de “efin tu” que se traduz no dialecto fante como “livrar-se da sujidade” ou “livrar-se do mal”.

Uns dias depois do Amuntumadeze, o povo aflui à lagoa onde, durante a noite, os sacerdotes e sacerdotisas invocam os deuses, acompanhados por danças populares ao som de tambores.

Outros rituais têm lugar num santuário local. Osabarimba Kwesi Atta II oferece uma bebida aos deuses e reabre oficialmente a lagoa, lançando ele próprio uma rede três vezes à agua. Se a rede capturar muito peixe, isso é sinal de pesca e colheitas abundantes no ano vindouro.

À medida que a semana se aproxima do fim, mais nativos chegam da área de Cape Coast mas também de partes longínquas do Gana.

Os chefes de Oguua dão-lhes as boas-vindas, após o que se reúnem num durbar diplomático com o propósito de resolver disputas que se tenham vindo a arrastar.

Seguem-se uma cerimónia de convocação dos espíritos ancestrais, o ritual Bakatue que envolve disparos solenes de mosquetes.

Por fim, o sacrifício de um touro pelo próprio Osabarimba Kwesi Atta II  em honra de Nana Paprata – um dos deuses fulcrais da Terra – valida as celebrações festivas e a parada semi-tresloucada de Sábado em que nos continuávamos a embrenhar.

De volta à Turba Agitada da Kotokuraba Road

Avançamos e recuamos na Kotokuraba Rd. em perseguição ofegante dos motivos mais excêntricos do cortejo.

Um enorme boneco de baleia negra de boca aberta, é empurrada por participantes de uma das asafos, as organizações militares do  subgrupo étnico ganês fante que contribuem para a segurança e paz da área tradicional de Oguua: a Bentsir, a Anaafo, a Ntsin, a Nkum, a Abrofomba, a Akrampa e a Amanful.

7ª companhia militar Asafo, Fetu Afahye, Acra, Gana

Participantes da 7ª companhia militar Asafo fazem desfilar uma baleia simbólica do seu batalhão

A migração sobre rodas daquela réplica de cetáceo rua abaixo expunha à comunidade de Cape Coast, a força da companhia militar que a adoptar como símbolo e o conceito histórico de que, por mais evolução tecnológica a que homem chegue, o mundo natural será sempre mais poderoso que o humano.

A espaços, animam ainda o cortejo as passagem mirabolantes dos chefes de distintas regiões ganesas. Surgem envoltos de exuberantes indumentárias nobiliárquicas: coroas, braceletes, enormes anéis de ouro, tecidos lustrosos e outros adereços tão ou mais vistosos.

Chefes regionais ganeses, festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Representantes regionais percorrem a Kotokuraba Rd em fila, nas suas túnicas ganesas coloridas

Saúdam o povo do cimo da sua soberania, deitados em palanquins com formas algures entre sofás e  banheiras e que dezenas de súbditos sustentam no ar.

A populaça exalta com a proximidade dos líderes. Clamam pelos diminutivos dos seus longos nomes dinásticos e acenam lenços ou t-shirts enroladas de volta, em jeito de gratidão.

Toda esta comoção atinge um auge bem audível com a entrada em cena do actual Omanhen Osabarimba Kwesi Atta II, como é suposto, sumptuoso e majestoso a dobrar e, por desfilar em casa e ser o supremo, muito mais louvado que os congéneres.

Nem sempre os chefes de Cape Coast puderam expor desta forma o seu poder, controlar o seu destino e o do seu povo, ou proporcionar-lhe o idolatrado Fetu Afahye.

portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra

Chefe tribal Meny V Kaya, exalta o seu poder durante o Festival Fetu Afahye de Cape Coast.

Missionários vs Crenças Locais, um confronto duradouro

A partir do fim do século XV, as potências coloniais europeias sucederam-se no controle desta parte da costa africana do Golfo da Guiné, do tráfico de ouro e, logo, de escravos que se apressaram a explorar.

Em 1482, os portugueses fundaram o forte de São Jorge de Mina, a pouco mais de 10 km de onde estávamos e, em simultâneo, a sua proveitosa colónia da Costa do Ouro.

Ao longo dos séculos, outros fortes e entrepostos se sucederam, alguns de nações ocupantes menos esperadas e notórias em África, casos da Suécia e da Dinamarca.

Durante este período de intensa rivalidade europeia, as autoridades coloniais de Cape Coast começaram a considerar o Fetu Afahye a uma espécie de Natal Negro, uma celebração tradicional maligna que comprometia os valores cristãos trazidos do Velho Mundo. Interditaram-no por largo tempo.

O festival só seria retomado após a contestação de vários líderes e sacerdotes da Região Tradicional de Oguua. Em 1948, apenas nove anos antes da declaração de independência ganesa do domínio britânico.

Rumo ao outro extremo da Kotokuraba Rd.

O cortejo sabático do Fetu Afahye prosseguia sem pausas ou clemência.

A determinada altura,  com a sensação de vertigem conferida por uma trupe de acrobatas sobre andas, que caminhava acima dos transeuntes e se detinha a conversar com os espectadores nas varandas mais elevadas do percurso.

Acrobatas sobre andas, acima da Kotokuraba Rd, festival Fetu Afahye, Acra, Gana

Acrobatas sobre andas, acima da Kotokuraba Rd. que acolhe a grande parada do festival Fetu Afahye.

Aproximávamo-nos do extremo sul da via, da Chapel Square e do Palácio do Chefe em que era suposto o desfile desembocar. Antes disso, ainda atravessou uma praça em que se transformou numa festa de rua efémera animada por uma banca que passava música a altos berros e seduzia ao estrelato dançarinos casuais.

Lá nos espantamos com uma peixeira que se contorcia com incrível graciosidade africana sem nunca deixar cair o tabuleiro equilibrado sobre a cabeça.

O cortejo atinge os derradeiros meandros. Serpenteamos pela Royal Lane e chegamos ao Victoria Park, o sítio pré-determinado para novo Durbar, a celebração oficial de encerramento que volta a reunir os chefes.

O Fim do Festival dá lugar a Celebração da Noite

A acção dá lugar a um aturado protocolo repleto de diplomacia e de locução. Osabarimba Kwesi Atta II circula com pompa, recebe os cumprimentos e saudações dos visitantes. Logo, senta-se e acolhe o orador convidado.

O Omanhen e os seus chefes devolvem as felicitações do orador convidado e, em seguida, o chefe supremo de Ouguua inaugura aquele que é o mais conceituado dos discursos.

A batalha verbal ainda tem uma derradeira resposta do orador convidado. Até que, por fim – para mais que provável alívio de muitos dos presentes – as companhias Asafo tomam o protagonismo e, com as suas acrobacias, encerram o Durbar.

Forte de Cape Coast, Gana

O forte de Cape Coast, construído pelos suecos durante o século XVII para suportar a sua actividade negreira e comercial na zona do actual Gana. Mais tarde adaptado e usado pelos Britânicos.

A multidão debanda para os distintos focos de festa nocturna  disseminados em redor. Um núcleo mais paciente precede a boémia de uma peregrinação ao Cape Coast Castle, outro dos fortes negreiros erguidos pelos europeus na costa do Gana, este pelos oportunistas suecos. Juntamo-nos a esta romaria.

Depois de termos já visitado o de São Jorge de Mina, inteiramo-nos, ali, do quão dramático se provou o período do tráfico negreiro que devassou a nação ganesa. Do cimo das suas muralhas nos deslumbramos com a cor e o vigor da frota tradicional pesqueira que preenche muito do areal da enseada contígua.

Barcos de pesca, Cape Coast, Gana

Barcos artesanais de pesca junto ao forte de Cape Coast, Gana

Para o interior, do litoral da cidade ao seu âmago, Cape Coast rejubilava de espiritualidade e liberdade. E inebriava-se à altura do encerramento do seu Fetu Afahye.

Mais informação sobre o Festival Fetu Afahye, na página respectiva da Wikipedia.

Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Acra, Gana

A Capital no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.
Elmina, Gana

O Primeiro Jackpot dos Descobrimentos Portugueses

No séc. XVI, Mina gerava à Coroa mais de 310 kg de ouro anuais. Este proveito suscitou a cobiça da Holanda e da Inglaterra que se sucederam no lugar dos portugueses e fomentaram o tráfico de escravos para as Américas. A povoação em redor ainda é conhecida por Elmina mas, hoje, o peixe é a sua mais evidente riqueza.
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida, Suas Danças e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Pueblos del Sur, Venezuela

Por uns Trás-os-Montes da Venezuela em Fiesta

Em 1619, as autoridades de Mérida ditaram a povoação do território em redor. Da encomenda, resultaram 19 aldeias remotas que encontramos entregues a comemorações com caretos e pauliteiros locais.
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Festival da Lua californiano.
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Safari
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Arquitectura & Design
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Cidades
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Celebração Nahuatl
Cultura

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
viagem de volta ao mundo, símbolo de sabedoria ilustrado numa janela do aeroporto de Inari, Lapónia Finlandesa
Em Viagem
Volta ao Mundo - Parte 1

Viajar Traz Sabedoria. Saiba como dar a Volta ao Mundo.

A Terra gira sobre si própria todos os dias. Nesta série de artigos, encontra esclarecimentos e conselhos indispensáveis a quem faz questão de a circundar pelo menos uma vez na vida.
Étnico
Espectáculos

O Mundo em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Horseshoe Bend
História
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
Palmeiras de San Cristobal de La Laguna, Tenerife, Canárias
Ilhas
Tenerife, Canárias

Pelo Leste da Ilha da Montanha Branca

A quase triangular Tenerife tem o centro dominado pelo majestoso vulcão Teide. Na sua extremidade oriental, há um outro domínio rugoso, mesmo assim, lugar da capital da ilha e de outras povoações incontornáveis, de bosques misteriosos e de incríveis litorais abruptos.
Verificação da correspondência
Inverno Branco
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Recompensa Kukenam
Literatura
Monte Roraima, Venezuela

Viagem No Tempo ao Mundo Perdido do Monte Roraima

Perduram no cimo do Mte. Roraima cenários extraterrestres que resistiram a milhões de anos de erosão. Conan Doyle criou, em "O Mundo Perdido", uma ficção inspirada no lugar mas nunca o chegou a pisar.
Passageira agasalhada-ferry M:S Viking Tor, Aurlandfjord, Noruega
Natureza
Flam a Balestrand, Noruega

Onde as Montanhas Cedem aos Fiordes

A estação final do Flam Railway, marca o término da descida ferroviária vertiginosa das terras altas de Hallingskarvet às planas de Flam. Nesta povoação demasiado pequena para a sua fama, deixamos o comboio e navegamos pelo fiorde de Aurland abaixo rumo à prodigiosa Balestrand.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Sal Muito Grosso
Parques Naturais
Salta e Jujuy, Argentina

Pelas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.
Kigurumi Satoko, Templo Hachiman, Ogimashi, Japão
Património Mundial UNESCO
Ogimashi, Japão

Um Japão Histórico-Virtual

Higurashi no Naku Koro ni” foi uma série de animação nipónica e jogo de computador com enorme sucesso. Em Ogimashi, aldeia de Shirakawa-Go, convivemos com um grupo de kigurumis das suas personagens.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Cargueiro Cabo Santa Maria, Ilha da Boa Vista, Cabo Verde, Sal, a Evocar o Sara
Praias
Ilha da Boa Vista, Cabo Verde

Ilha da Boa Vista: Vagas do Atlântico, Dunas do Sara

Boa Vista não é apenas a ilha cabo-verdiana mais próxima do litoral africano e do seu grande deserto. Após umas horas de descoberta, convence-nos de que é um retalho do Sara à deriva no Atlântico do Norte.
Glamour vs Fé
Religião
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a votaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
cowboys oceania, Rodeo, El Caballo, Perth, Australia
Sociedade
Perth, Austrália

Cowboys da Oceania

O Texas até fica do outro lado do mundo mas não faltam vaqueiros no país dos coalas e dos cangurus. Rodeos do Outback recriam a versão original e 8 segundos não duram menos no Faroeste australiano.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
PT EN ES FR DE IT