Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso


Baie d’Oro em paz
Àgua imóvel e nem sinal de gente numa das baías mais concorridas da Île-des-Pins.
Banhista metro
Banhista "metropolitana" (do continente francês) na Baie d'Oro
Baie d’Oro
Banhistas nipónicos fazem snorkeling no aquário natural da Baie d'Oro.
Paliçada “Tiki”
Pormenor da paliçada "tiki" uma expressão étnica do povo kunie, predominante na île-des-Pins
Piroga local
Veraneantes sobem a bordo duma piroga tradicional.
Puro Deleite Tropical
Banhistas deliciam-se com a àgua translúcida da Baie d'Oro
Peixe garrido
Um dos muitos peixes coloridos que habitam a Baie d'Oro.
Igreja de Vao
Ciclistas param o seu passeio para repousar em frente à igreja de Vao.
Nativo sorridente
Habitante kunie da Île-des-Pins.
Passeio Tropical
Visitante Metro da Baie d'Oro passeia ao longo do areal que o encher da maré torna cada vez mais estreito.
Em território Kunie
Rapariga escrevinha na areia molhada em frente à paliçada "tiki".
Desembarque
Família regressa a terra na praia de Kuto.
Divinal Snorkeling
Casal observa a vida submarina colorida da Baie d'Oro.
De volta ao sol
Visitante japonesa regressa ao areal da praia de Kuto.
Tiki
Escultura-paliçada "tiki" da etnia Kunie.
Embarque sem pressas
Turistas sobem para uma volta numa das pirogas tradicionais da Île des Pins.
Crepúsculo sobre o Pacífico do Sul
Silhueta peculiar formada por uma vasta colónia de Pinheiros-de-Cook numa extremidade da Île-des-Pins
Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Por volta dos seus vinte anos, a jovem escritora embarcou numa viagem, vista, à época, como mais que alternativa.

O Japão recuperava a olhos vistos da destruição e da má fama de que a nação se viu a braços após a tentativa frustrada de conquistar o Pacífico.

Morimura desistiu de uma curta experiência como editora de uma revista feminina. Pouco depois,  visitou um arquipélago que os japoneses nunca conseguiram tomar apesar da apetência pelas reservas de níquel da principal ilha da Nova Caledónia.

Interessava-lhe, sobretudo, a evasão e o exotismo tropical daquele lugar perdido no maior dos oceanos.

A Romantização Literária da Ilha de Ouvéa

De regresso, Morimura embarcou num romance. Pouco depois, publicou-o e partilhou com os leitores a aventura que vivera. Os japoneses continuavam comprometidos com a regeneração da pátria mas ansiavam por imaginários prazerosos de retiro. A “Ilha Mais Próxima do Paraíso” tornou-se, em pouco tempo, num best-seller e revelou-lhes o éden melanésio de Ouvéa.

Não tínhamos lido a obra quando por lá passámos mas reparámos na presença de casais nipónicos, instalados em espreguiçadeiras dos poucos resorts a fazer snorkeling ou a passear de mão dada nos areais de giz contíguos.

Divinal snorkeling, Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia

Banhistas nipónicos fazem snorkeling no aquário natural da Baie d’Oro.

Entretanto, percebemos que Ouvéa tinha beneficiado e um estímulo também cinematográfico. Nos anos 70, Nobuhiko Ôbayashi era um realizador em ascensão a quem, durante a rodagem de certos anúncios, Charles Bronson e Kirk Douglas impingiram a alcunha de OB, por acharem demasiado difícil pronunciar o seu nome.

Do Livro para os Ecrãs Nipónicos

Já na década de 80, Ôbayashi pegou na novela de Morimura e mudou-se de armas e bagagens para a Nova Caledónia. Destacava-se do elenco que escolhera, uma cândida e versátil Tomoyo Harada em início de carreira.

O Japão rendeu-se aos encantos da protagonista e da sua personagem Mari Katsuragi. Mas, principalmente, aos das paisagens sedutoras do atol em que as cenas haviam sido rodadas.

Muitos japoneses fixaram também, nas suas mentes, a imagem do figurante indígena Zacaharie Daoumé que, surpreendido pela súbita notoriedade, viria a declarar à imprensa: “eu tinha a minha fotografia afixada em posters por todo o Japão mas nunca deixei a minha ilha para lá ir.”

Familia de barco, Praia de Kuto, Ile des Pins, Nova Caledonia

Família regressa a terra na praia de Kuto.

A Ruptura Étnico-Política da Prise d’Outages e os Acordos de Matignon

Em 1988, Ouvéa foi palco de acontecimentos violentos, de grande significado político mas pouco condizentes com o fascínio nipónico.

Destes, destacou-se a fase de Prise d’outages, em que os independentistas nativos do FLNKS mataram quatro agentes da esquadra de polícia de uma povoação, e tomaram como reféns 27 outros, a metade deles, aprisionados numa gruta da ilha.

Forçaram, assim, a intervenção do exército da metrópole que acabou com 19 dos raptores e 3 militares mortos e gerou um ressentimento mútuo que continua por sanar.

As partes sentaram-se à mesa e assinaram os acordos de Matignon. Asseguraram a amnistia dos responsáveis pelos raptos e uma paz temporária que resultou no estatuto de autonomia especial e provisória em que vivem, ainda hoje, o território e os nativos kanak.

Nativo, habitante Kunie, Ile des Pins, Nova Caledonia

Habitante de etnia kunie da Île-des-Pins.

E, por Fim, a Fama Turística de Ouvéa e da Ilhas Lealdade

O conflito teria já acalmado quando, depois de ler o livro de Morimura e ver o filme de Ôbayashi, um empresário nipónico oportunista desembarcou na ilha determinado em construir um hotel luxuoso para atrair uma vasta clientela japonesa.

Passou-se uma década de negociação e burocracia. Em 2000, o Paradis d’Ouvéa abriu finalmente as portas, após um acordo entre o clã proprietário do terreno, as autoridades provinciais das Ilhas Lealdade e os investidores japoneses.

No entanto, passados mais de 10 anos, mesmo se a UNESCO declarou, em 2008, a lagoa azul de Ouvéa como Património Mundial, os seus principais visitantes são ainda os franceses da metrópole que vivem em Nouméa ou os familiares.

Igreja de Vao, Baie d'Oro, île des Pins, Nova Caledonia

Ciclistas param o seu passeio para repousar em frente à igreja de Vao.

Os japoneses chegam à ordem de 18.000 ao ano. Por norma, voam da capital do arquipélago para passar um ou dois dias na ilha. Popularizaram-se os casamentos ou re-casamentos românticos, sem validade oficial. Grande parte tem lugar em Nouméa.

Dos 300 a 400 ali realizados, alguns “unem” casais mais abastados e têm um complemento nupcial exaustivo nas Lealdade.

A Colagem ao “Paraíso” da Vizinha Île-des-Pins

O número final acaba por se provar residual, também por culpa da concorrência das ilhas mais renomeadas da Polinésia Francesa e, da rivalidade recente da vizinha Île-des-Pins que, a determinada altura do seu processo promocional, não resistiu à tentação e se passou a publicitar também como “A Ilha Mais Próxima do Paraíso”.

O número de passageiros nipónicos a bordo do voo em que chegamos comprova-o.  Depressa percebemos porque esta última se afirmou como uma competidora de Ouvéa, no mínimo, à altura.

Embarque piroga, Baie d'Oro, Ile des Pins, Nova Caledonia

Turistas sobem para uma volta numa das pirogas tradicionais da Île des Pins.

O mais que provável James Cook foi o primeiro ocidental a avistar a Île-des-Pins. Durante a sua segunda viagem à Nova Zelândia, apesar da dimensão exígua da ilha (apenas 14 km por 18), o navegador detectou fumo que atribuiu à presença humana.

Também constatou a estranha abundância de pinheiros araucaria columnaris que se destacavam do horizonte longínquo. Mesmo sendo um frequentador recorrente dos arquipélagos tropicais do Pacífico, Cook não ficou indiferente à beleza excêntrica da Île-des-Pins.

Tiki, etnia Kunie, Ile des Pins, Nova Caledonia

Pormenor da paliçada “tiki” uma expressão étnica do povo kunie, predominante na île-des-Pins

Como não ficamos nós, nem os veraneantes nipónicos que se deparam com o litoral verde-azul turquesa imaculado da Baie de Kuto ou com a peculiar Baie d’Oro que a maré invade e enche tal como um aquário natural, delimitado por uma sebe altiva de pinheiros-de-Cook, como foram entretanto chamados.

Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia

Banhistas deliciam-se com a àgua translúcida da Baie d’Oro

Vemo-los entrar e sair da água com o seu equipamento de snorkeling, em êxtase pelo contacto tão fácil e íntimo com o ecossistema subaquático da ilha. Ou a partilhar, em casal, o júbilo absoluto mas efémero concedido por aquele lugar surreal.

Os Santuários Casamenteiros de Ouvéa e da Île-des-Pins

À imagem de Ouvéa, os promotores turísticos de Île-des-Pins não demoraram a fomentar a celebração das bodas nas instalações dos seus hotéis e nas praias da ilha. Um site, em particular, destaca com orgulho uma recente emenda à lei francesa que deixa requerer que os estrangeiros residam em território francês pelo menos um mês.

“Basta agora que os visitantes sejam adultos, apresentem prova do estado civil ou de que não são já casados, bem como prova de residência.” E, como nada pode falhar numa cerimónia nupcial de conto de fadas, “é oferecido um tradutor certificado para que os votos sejam trocados na língua-mãe.”

O casamento nipónico online, tem ainda direito a um vídeo de apresentação especial que inclui imagens da cerimónia numa pequena capela de vidro quase sobre o areal e de uma sessão fotográfica com o casal à beira do mar idílico do Pacífico do Sul.

Katsura Morimura casou por duas vezes, mas nunca na Nova Caledónia. Após o segundo casamento, entrou em depressão crónica. Morreu, em 2004, num hospital de Nagano. As causas oficiais apontaram para suicídio.

Hoje, a maior parte dos japoneses de visita ao arquipélago não passa pelo cenário do seu romance. Em vez, delicia-se com a outra Ilha Mais Próxima do Paraíso.

Crepusculo, pinheiros, Île des Pins, Nova Caledonia

Silhueta peculiar formada por uma vasta colónia de Pinheiros-de-Cook numa extremidade da Île-des-Pins

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Praslin, Seichelles

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Guadalupe, Antilhas Francesas

Guadalupe: Um Caribe Delicioso, em Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Na ilha de Ouvéa, arquipélago das Lealdade, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.
Crocodilos, Queensland Tropical Australia Selvagem
Parques nacionais
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Luderitz, Namibia
Arquitectura & Design
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Queima de preces, Festival de Ohitaki, templo de fushimi, quioto, japao
Cerimónias e Festividades
Quioto, Japão

Uma Fé Combustível

Durante a celebração xintoísta de Ohitaki são reunidas no templo de Fushimi preces inscritas em tabuínhas pelos fiéis nipónicos. Ali, enquanto é consumida por enormes fogueiras, a sua crença renova-se.
Anoitecer no Parque Itzamna, Izamal, México
Cidades
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Cacau, Chocolate, Sao Tome Principe, roça Água Izé
Comida
São Tomé e Príncipe

Roças de Cacau, Corallo e a Fábrica de Chocolate

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.
Cultura
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

Vista do John Ford Point, Monument Valley, Nacao Navajo, Estados Unidos
Em Viagem
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
As forças ocupantes
Étnico

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
História
Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Moa numa praia de Rapa Nui/Ilha da Páscoa
Ilhas
Ilha da Páscoa, Chile

A Descolagem e a Queda do Culto do Homem-Pássaro

Até ao século XVI, os nativos da Ilha da Páscoa esculpiram e idolatraram enormes deuses de pedra. De um momento para o outro, começaram a derrubar os seus moais. Sucedeu-se a veneração de tangatu manu, um líder meio humano meio sagrado, decretado após uma competição dramática pela conquista de um ovo.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Trio das alturas
Literatura

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Ilha do Pico, Montanha Vulcão Açores, aos Pés do Atlântico
Natureza
Ilha do Pico, Açores

Ilha do Pico: o Vulcão dos Açores com o Atlântico aos Pés

Por um mero capricho vulcânico, o mais jovem retalho açoriano projecta-se no apogeu de rocha e lava do território português. A ilha do Pico abriga a sua montanha mais elevada e aguçada. Mas não só. É um testemunho da resiliência e do engenho dos açorianos que domaram esta deslumbrante ilha e o oceano em redor.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Caminhantes abaixo do Zabriskie Point, Vale da Morte, Califórnia, Estados Unidos da América
Parques Naturais
Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
Aposentos dourados
Património Mundial UNESCO

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Intervenção policial, judeus utraortodoxos, jaffa, Telavive, Israel
Religião
Jaffa, Israel

Protestos Pouco Ortodoxos

Uma construção em Jaffa, Telavive, ameaçava profanar o que os judeus ultra-ortodoxos pensavam ser vestígios dos seus antepassados. E nem a revelação de se tratarem de jazigos pagãos os demoveu da contestação.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Casamentos em Jaffa, Israel,
Sociedade
Jaffa, Israel

Onde Assenta a Telavive Sempre em Festa

Telavive é famosa pela noite mais intensa do Médio Oriente. Mas, se os seus jovens se divertem até à exaustão nas discotecas à beira Mediterrâneo, é cada vez mais na vizinha Old Jaffa que dão o nó.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Vida Selvagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.