Grande Terre, Nova Caledónia

O Grande Calhau do Pacífico do Sul


Torres Kanak

O Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, um monumento à cultura Kanak criado pelo arquitecto Renzo Piano.

Baie des Tortues

Uma das enseadas mais famosas e agitadas de Grande Terra, limitada pelos pinheiros-de-Cook característicos da Nova Caledónia.

Mergulho Temerário

Banhista desafia a ondulação forte da Baie des Tortues.

Estendal Tropical

Roupa seca num tribu (pequena povoação) da costa nordeste de Grande Terre.

Bendita descida

Ciclista passa em frente à catedral de Saint Joseph, na capital Nouméa.

Balsa do Ouaiéme

Balsa acaba de cruzar o rio Ouaiéme, num cenário luxuriante e abafado do nordeste de Grande Terre.

Cores da Terra

Nativa num vestido tradicional Kanak.

Formação Defensiva

Vacas de criadores caldoches (franceses nascidos na Nova Caledónia) examinam a aproximação de estranhos na beira da estrada.

Surf sem Ondas

Casal percorre a Baie des Citrons em Prancha a Remo.

Arte Kanak

Pormenor de uma escultura tribal no Centro Cultural Jean Marie Tjibaou, nos arredores de Nouméa.

Torres Kanak II

Torres iluminadas do Centro Cultural Jean Marie Tjibaou destacadas contra o céu crepuscular sobre Magenta.

James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.

Chega mais um fim-de-semana e Nouméa muda para o seu modo de descompressão. Bem cedo, na manhã de Sábado, a longa marginal da cidade enche-se de desportistas determinados em suar do corpo o castigo de segunda a sexta, quando só podem sentir a atmosfera veraneant

e do exterior através das janelas dos escritórios, sujeitos aos horários das sucursais francesas da ilha, ou dos negócios e vidas alternativas em que se aventuraram para enriquecer e escapar aos constrangimentos da longínqua metrópole.

Os audazes p

arecem alcançar o primeiro dos objectivos com relativa facilidade.

Depois do jogging, dos patins em linha e da volta de bicicleta, segue-se uma passagem rápida por casa para o duche e, logo se unem à romagem aos areais arredondados da Baie des Citrons e de Anse Vata.  

A distância dos apartamentos só em casos raros justifica uma deslocação motorizada mas o desgaste do esforço matinal aliado a alguma necessidade de ostentação complica o transito paralelo ao mar. Circulam veículos banais, pequenos Peugeots, Citroens e Renaults que a pátria-mãe exporta a preços inflacionados. Mas, entre estes, procura estacionamento uma quantidade incomum de bólides recém-adquiridos, Audis Q7s, BMW’s exuberantes e os sumptuosos Porsches Cayenne que, graças à homenagem prestada pela marca germânica à capital exótica da Guiana Francesa, seduzem duplamente os milionários gauleses.

É um litoral urbano mas recompensador este partilhado pelos metros, zoreilles ou zozos (franceses que nasceram em França), caldoches caledonianos (franceses nascidos na Nova Caledónia descendentes de condenados penais ou emigrantes livres) e kanaks (os indígenas melanésios). Não oferece a cor ou o glamour tropical de outros que o Pacífico do Sul esconde ao largo mas está a três ou quatro minutos do centro da cidade. 

Como na maior parte das realidades coloniais, os kanaks reduzem-se à sua sobrevivência imigrada na dispendiosa capital. Ao invés, um surpreendente número de metros, caldoches citadinos e habitantes de origem asiática recorrem aos veleiros e iates que entopem a marina da cidade para navegarem às ilhas de sonho da Nova Caledónia. Ou dinamizam a economia emergente do território com os seus gastos nas lojas e esplanadas sofisticadas de Nouméa.

Centro Cultural Jean-Marie Tjibaou: um monumento à identidade kanak

A meio da tarde, a meteorologia atraiçoa o lazer balnear da população. Nuvens escuras como breu aproximam-se vindas dos lados de Vanuatu e soltam um dilúvio fulminante a que os raios e trovões ininterruptos dão ares de apocalipse nunca anunciado.

Por essa altura, entramos no Centro Cultural Tjibaou. Segundos antes de nos refugiarmos sob a estrutura excêntrica do complexo kanak desenhado por Renzo Piano, de longe, a estrutura mais criativa da cidade, atingem-nos umas meras gotas pesadas.

Uma exposição de fotografia exibe imagens históricas da Melanésia (região do Pacífico do Sul que abarca as Ilhas Salomão, a Nova Caledónia, Vanuatu e Fiji) encontrada por antropólogos aventureiros do início do século XX. Ao som da chuva, da trovoada e dos ensaios de músicos kanaks que vão actuar à noite, essas imagens permitem-nos recuar no tempo.

Como aconteceu com tantas outras paragens do Pacífico, foi o inevitável James Cook o primeiro navegador europeu a deparar-se com a ilha de Grande Terre, em 1774. Apesar de já então tropical, a seu ver, a costa acidentada e montanhosa assemelhava-se, à da Escócia, de onde era originário o seu pai. Cook decidiu, por isso, baptizá-la com o nome latino daquele território.

No século XIX, baleeiros começaram a operar a partir do litoral da principal ilha do arquipélago, bem como comerciantes de sândalo. A matéria-prima esgotou-se entretanto mas, à medida que outras ilhas em redor eram colonizadas pelos britânicos, estes incrementaram o blackbirding. Dedicaram-se a raptar nativos da Melanésia para os usar como escravos nas plantações de cana-de-açúcar de Fiji e da província australiana de Queensland. Com o tempo, as vítimas e todos os povos nativos da Oceânia seriam chamados de kanakas, segundo a palavra havaiana para “homem”. 

Após a anexação francesa da Nova Caledónia, conseguida por Napoleão III em competição acérrima com os ingleses, o termo viria a ser encurtado para kanak e começou a ser usado de forma pejorativa pelos colonos. Em reacção ao preconceito, a população autóctone adaptou-o com orgulho, para se auto-definir e à sua nação.

“Bonjour monsieur, madame” saúdam-nos as funcionárias melanésias na recepção do Centro Cultural Jean Tjibaou. O cumprimento é formalmente educado. Soa à delicada e tantas vezes forçada compostura gaulesa em vez de à timidez típica dos indígenas e diz muito do dilema em que vivem actualmente os kanaks.

Dois anos antes, tínhamos visitado  Vanuatu, um vasto reduto insular também colonizado pelos franceses, em condomínio com os britânicos, até 1980. E, apenas algum tempo depois de aterrarmos em Nouméa, espanta-nos já a distância civilizacional que separa aquele arquipélago da Nova Caledónia, apesar da proximidade geográfica e étnica dos seus povos, ambos, alguns séculos antes, selvagens e canibais. 

Por razões históricas e políticas, os franceses influenciaram a paisagem e a cultura da Nova Caledónia de uma forma bem mais forte. Marcaram presença com uma comunidade crescente de caldoches e metros e, mais tarde, com empresas e instituições importadas da metrópole. Hoje, como no passado, muitos kanaks duvidam ou discordam dos benefícios da presença francesa e do estatuto de colectividade francesa especial atribuído à sua nação.

Reexaminam os ideais e a contestação do padre-mártir Jean-Marie Tjibaou que deixou os estudos de Sociologia na Universidade Católica de Lyon e regressou à Nova Caledónia para liderar um processo de revolução cultural que visava recuperar a dignidade do povo kanak e perseguir a independência.

Tjibaou abandonou a vocação religiosa por considerar que, à época, “era impossível a um padre tomar posição, por exemplo, a favor da restituição das terras ao povo kanak. Entre outras formas posteriores de luta, liderou, em 1975, a Manifestação Melanésia 2000 que agrupou, no lugar do centro que o homenageia, todas as tribos da Nova Caledónia.  

Tendo sido evitada, em última instância, uma eminente guerra civil entre os nativos e os colonos, assinou, em Paris, em 1988, os Acordos de Matignon que estabeleceram um período de desenvolvimento de dez anos com garantias económicas e institucionais para a comunidade kanak, antes que os neo-caledonianos se pronunciassem sobre a independência.

Passado esse período, um novo acordo foi aprovado pela população e assinado em Nouméa, sob a égide de Lionel Jospin. Previa a transferência de soberania, em 2018, e a independência em todos os domínios excepto a defesa, a segurança, a justiça e a moeda.

Jean-Marie Tjibaou já não esteve presente em nenhum dos acordos pós-Matignon. Foi assassinado, na ilha de Ouvéa por um independentista radical, que se opunha às cedências do líder.  

À Descoberta da Grande Terre

Antes de deixarmos Nouméa, passamos pelo aeroporto para tratar de burocracias relacionadas com o aluguer do carro. E o funcionário ao balcão, dono de um visual eternamente juvenil que lembra o de Jean-Paul Belmondo não disfarça a sua curiosidade: “E que fazem dois portugueses na Nova Caledónia, coisa tão rara?”

Exulta, depois, com a resposta: “Repórteres? Olha que maravilha! É óptimo que nos promovam lá na Europa. Sabem que os franceses não ligam muito a isto. Para terem uma ideia, quando a TV francesa emite imagens das passagens de ano do Pacífico, mostram sempre Sydney e ignoram-nos, quando a nossa festa até acontece antes da de Sydney.”

Tomamos a auto-estrada em direcção a norte. Desvendamos as primeiras planícies e colinas verdejantes da La Brousse, a vastidão rural da Grande Terre de que os caldoches se apoderaram e continuam a explorar. A caminho de La Foa e de Sarraméa, a selva impenetrável que cobre ainda a maior parte do arquipélago Vanuatu vizinho, foi ali substituída por pastos sem fim percorridos por grandes manadas de vacas. Para as conduzirem, os cowboys caledonianos recorrem cada vez mais a carrinhas pick-up e a motos-quatro, em vez dos clássicos cavalos. 

A auto-estrada dá lugar a estradas convencionais, bem mantidas, que os locais, aborrecidos pelas distâncias, percorrem a enorme velocidade. O nome não engana. A Grande Terre é realmente grande. Feitas as contas surge no ranking geográfico como 52ª ilha do mundo, 22ª do Pacífico e tem o dobro do tamanho da Córsega.  Precavidos, continuamos para norte, na esperança de vislumbramos o coração de Voh – a capa do ilustre livro “A Terra Vista do Céu” de Yann Arthus-Bertrand – e explorar os cenários circundantes. Mas a realidade depressa desfaz qualquer romantismo.

Outro dos nomes dados pelos franceses à Grande Terre é Le Caillou, em português, O Calhau. Em Voh, tivemos oportunidade de perceber porquê.

O solo da ilha contem uma enorme riqueza de elementos e minerais industriais críticos, incluindo um quarto do níquel do mundo. A prospecção e mineração são visíveis um pouco por todo o lado mas a região de Voh concentra a actividade e a sua paisagem foi inevitavelmente revolvida e ferida.

O coração vegetal, esse, surge num pequeno mangal próximo das minas mas, como indicia o livro de Arthus-Bertrand, só é detectável do ar e em condições meteorológicas específicas.

Regressamos, assim, para sul, com Bourail em vista. Um vale verdejante conduz a uma praia ampla em que o litoral, por caprichos geológicos, surge ligeiramente abaixo do nível do mar. Repetem-se os aviso de perigo em caso de tsunami mas nenhum dos donos das vivendas ali instaladas se parece preocupar, ocupados com os jardins e os churrascos.

Logo ao lado, o Pacífico castiga a Baie des Tortues com as primeiras ondas a sério que vimos na Grande Terre que, como toda a Nova Caledónia, é protegida pela maior lagoa fechada do Mundo.

Percorridos alguns quilómetros adicionais no mato da La Brousse e chegamos a Pouembout, povoação em que tem início uma das possíveis travessias longitudinais da ilha. Internamo-nos e contornamos as montanhas para revalidar a visão de uma natureza com máculas evitáveis.  

Ao longo do caminho, pequenos exércitos de kanaks trabalham na berma da estrada, a cortar a vegetação resiliente que o clima tropical renova. Em plena época de monção do Pacífico do Sul, a chuva instala-se e some-se consoante o declive no percurso e dá a mais preciosa das contribuições.

Uma hora mais tarde, chegamos a Touho, na costa este da Grande Terre.

Naquele lado, a atmosfera cozinha a humidade e o calor como numa panela de pressão, fenómeno reforçado pela retenção da selva agora compacta e pela ausência de vento que faz do Pacífico interno ao largo (envolto por uma barreira de recife longínqua) uma espécie de mar morto.

Prosseguimos por uma via sombria e estreita em que surgem, a espaços, novos tribus – lugarejos ou aldeias kanaks – tranquilos, ou apenas as suas casas, identificadas por bancas de venda pouco preenchidas ou por estendais que exibem os padrões étnicos garridos das roupas indígenas.

Hienghène é a primeira povoação digna desse nome que encontramos no nordeste da ilha. E, se a população se prova, ali, maioritariamente kanak, a intromissão da modernidade francesa faz-se, de novo, sentir.  Várias mulheres que conversam agrupadas no mercado local formam um curioso conglomerado de vestidos folclóricos. A discussão flui animada sob a sombra do edifício branco polido mas não se vislumbra ou sente um verdadeiro ambiente de comércio tribal, como o que em tempos animou a região. Em vez, kanaks, caldoches e metros compram baguetes nas pequenas mercearias contíguas. Comprova-se, dessa maneira, a predominância funcional da francofonia por toda a Grande Terre.

O nordeste prolonga-se, no mapa, para cima de Hienghène, adornado por montanhas costeiras imponentes que só o Mont Panié bate em altitude. E quebrado por rios escuros perdidos na selva, como Ouaiéme que, ao jeito modernizado do imaginário Camel, é regularmente cruzado por uma balsa a motor.

Ouaiéme marca o limite setentrional que havíamos traçado para a exploração da Grande Terre. Investigadas mais uma ou outra das suas vistas exóticas, invertemos marcha para regressar a Nouméa. Algures nas imediações do Pacífico do Sul, aguardava-nos a Île des Pins, um dos recreios idílicos perfeitos da Nova Caledónia.

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Cilaos, Reunião

Refúgio sob o tecto do Índico

Cilaos surge numa das velhas caldeiras verdejantes da ilha de Reunião. Foi inicialmente habitada por escravos foragidos que acreditavam ficar a salvo naquele fim do mundo. Uma vez tornada acessível, nem a localização remota da cratera impediu o abrigo de uma vila hoje peculiar e adulada.

Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.

Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.

Honiara e Gizo, Ilhas Salomão

O Templo Profanado das Ilhas Salomão

Um navegador espanhol baptizou-as, ansioso por riquezas como as do rei bíblico. Assoladas pela 2a Guerra Mundial, por conflitos e catástrofes naturais, as Ilhas Salomão estão longe da prosperidade.

Guadalupe

Um Delicioso Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.

Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.

Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto o grande continente do sul. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.

Ouvéa, Nova Caledónia

Entre a Lealdade e a Liberdade

A Nova Caledónia sempre questionou a integração na longínqua França. Em Ouvéa, encontramos uma história de resistência mas também nativos que preferem a cidadania e os privilégios francófonos.

Minhocas
Arquitectura & Design

Tbilissi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.

Aventura
De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Creepy-Graffiti
Cidades

The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.

Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha-Pão do Usbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Tédio terreno
Cultura
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As Máscaras Nepalesas da Vida

O povo indígena Newar do Vale de Katmandu atribui grande importância à religiosidade hindu e budista que os une uns aos outros e à Terra. De acordo, abençoa os seus ritos de passagem com danças newar de homens mascarados de divindades. Mesmo se há muito repetidas do nascimento à reencarnação, estas danças ancestrais não iludem a modernidade e começam a ver um fim.
Fogo-de-artifício branco
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O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos E.U.A. é festejada, em Seward, de forma modesta. Para compensar, na cidade que honra o homem que prendou a nação com o seu maior estado, a data e a celebração parecem não ter fim.

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Sem que estivéssemos avisados, confrontamo-nos com uma subida que nos leva ao desespero. Puxamos ao máximo pelas forças e alcançamos Ghyaru onde nos sentimos mais próximos que nunca das Anapurnas. O resto do caminho para Ngawal soube como uma espécie de extensão da recompensa.
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Vigan, Filipinas

A Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina

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Ilhas

Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado à ilha que os encantou. Passados quase 500 anos, Taiwan prospera, algures entre a independência e a integração na grande China.

Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Um Apocalipse Televisionado
Natureza

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Madeira Excêntrica
Parques Naturais

Sitka, Alasca

Memórias de Uma América que Já foi Russa

134 anos após o início da colonização, o czar Alexandre II teve que vender parte do actual 49º estado dos EUA. Em Sitka, encontramos heranças desses colonos e dos nativos que os combateram.

Património Mundial Unesco
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Pedaço de Maldivas
Praia

Maldivas

De Atol em Atol

Trazido de Fiji para navegar nas Maldivas, o Princess Yasawa adaptou-se bem aos novos mares. Por norma, bastam um ou dois dias de itinerário, para a genuinidade e o deleite da vida a bordo virem à tona.

Solovestsky Outonal
Religião

Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag cruel. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.

Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Parada e Pompa
Sociedade

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré mas, Siga a Marinha.

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Trio das alturas
Vida Selvagem

PN Manyara, Tanzânia

Na África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.

Os sounds
Voos Panorâmicos

The Sounds, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.