Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood


Olhar de galã
Protagonista Upendra - ou Uppi - encena olhares de espanto mas, ao mesmo tempo, sedutores aproveitados pelos operadores de câmara para uma sequência relâmpago de zoom in e zoom out.
Bastidores
Um clássico Ambassador, uma vaca e outros elementos aguardam a sua vez de entrar em cena.
Acção de Fachada
Visual das filmagens de "H2O" a decorrerem no exterior do velho palácio do Marajá de Mysore.
Pausa para almoço
Equipa de filmagens responsável pela rodagem de "H2O" prepara-se para almoçar.
Trabalho a sério
Auxiliares carregam sacas para uma carroça, durante as filmagens de H2O.
Inglaterra à moda indiana
Ala de "cottages" construídas pelos britânicos naquela que foi a sua estação de montanha preferida do sul da Índia.
Olhar de galã II
Protagonista Upendra - ou Uppi - actua da mesma maneira determinada que dele fez um dos ídolos do cinema kannada e indiano.
Expectativa cinéfila
Equipa de filmagem aguarda o fecho de alguns planos próximos com Upendra para disfrutarem da hora de almoço.
Figurantes humanos e animais
Pastor controla um pequeno rebanho que entraria em cena junto ao palácio do Marajá, após a hora de almoço.
Herança colonial britânica
Ala do hotel Regency Villas - hoje Fernhills Palace Hotel and Regency Villas - um dos hotéis clássicos de Ooty habituado a acolher filmagens de cinema indiano.
Plano de um plano
Moldura de ferro enquadra a acção a decorrer em redor de Uppi, o famoso actor e realizador de Bangalore.
Bastidores II
Figurantes percorrem a frente do palácio do Marajá de Mysore, nas imediações de uma mira técnica.
Actor e faz tudo
Equipa de filmagem concentra-se no desempenho do protagonista, escritor, argumentista, realizador, cantor e letrista Upendra, protegido do sol por um chapéu de chuva com motivos equestres.
O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Não precisámos de muito para intuir a origem do hotel Welcome Heritage Royale Regency Villa decadente em que nos tínhamos instalado.

Pensámos nas peles brancas e sardentas, nos cabelos claros ou arruivados dos colonos britânicos da Índia e até no se

u famoso beiço combativo de stiff upper lip. Na sequência, ocorreu-nos a urgência de se refugiarem do calor opressivo que fustigava a Jóia da Coroa na maior parte do ano.

Organizados e pragmáticos, os sahibs recém-instalados não perderam tempo a providenciar um retiro climatérico à altura da sua supremacia e soberba. Encontraram Udhagamandalam a 2.240 metros de altitude, no cimo das Nilgiri Hills.

São estas as terras mais altas do sul do subcontinente, dominadas, de 1789 até à independência, pela Companhia das Índias Orientais, após grande dedicação de um governador de Coimbatore, John Sullivan, que se havia apaixonado pelo lugar ao ponto de contar numa carta dirigida a um congénere que “se assemelhava à Suíça mais do que qualquer país da Europa.”

Quando a descobrimos, temos dificuldade em identificar Udhagamandalam com o que quer que fosse da Helvécia. E só a esforço conseguimos visualizar semelhanças com o sul de Inglaterra ou com a Austrália, como nos sugeriam vários livros de viagens.

Isto, malgrado os chalés, hoje vermelhos, cercados de jardins floridos, do hipódromo, das avenidas ladeadas por grandes eucaliptos e das igrejas de pedra.

Inglaterra à moda indiana

Ala de “cottages” construídas pelos britânicos naquela que foi a sua estação de montanha preferida do sul da Índia.

Tais elementos e, acima de tudo, a arquitectura dos edifícios apimentavam a velha anglofilia da estação da montanha.

Não chegavam para compensar a realidade actual em redor, salpicada de entulho, desorganizada e, aqui e ali, também suja, a começar pelo grande lago da cidade que acolhia os esgotos dos quase 90.000 habitantes mas em que o empresário do Tourist Cafe alugava, com sucesso, dezenas de embarcações para passeios a remo ou a pedais.

Os aspectos menos dignos da povoação pouco abalavam a confiança pós-colonial do gerente indiano do Regency Villa. “Parece-me que os senhores já estarão prontos para a visita, certo?“ indaga-nos com pompa, circunstância e a entoação de boca-cheia típica da aristocracia inglesa.

Mal demos entrada no hotel-palacete escarlate provindos da longínqua Varkalla (no litoral do estado de Kerala), o funcionário impingiu-nos um périplo às instalações. Mesmo esgotados pela viagem atribulada e contrariados, acabámos por lhe dizer que sim. O karma de Nilgiri não tardaria a recompensar-nos pela abertura de espírito.

O anfitrião começa por nos revelar quartos, salas e salões a que uma recente recuperação havia devolvido a elegância vitoriana. Quando os objectos da visita já se repetem e para nosso espanto, sugere-nos uma extensão ao antigo palácio do Marajá de Mysore.

Desconhecíamos que também um marajá se havia alojado por aqueles lados mas, já estávamos por tudo. Subimos uma escadaria, atravessamos novo salão e espreitamos por uma varanda entreaberta.

Dali, apercebemo-nos de um tumulto cromático e criativo a ter lugar no pátio abaixo.

Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Expectativa cinéfila

Equipa de filmagem aguarda o fecho de alguns planos próximos com Upendra para disfrutarem da hora de almoço.

Questionamos o gerente. “São filmagens.” adianta-nos. “Vêm cá muitas vezes e não são só as produtoras de Bombaim. Chegam um pouco de todo o país. Perdoem-me a falha, já vos devia ter dado essa informação.”

É conhecida a atracção dos indianos pelas paisagens alpinas, em particular, as da Suíça. Durante várias décadas, a relativa semelhança dos cenários de montanha de Caxemira e de Uttar Pradesh, tornaram-nos os locais preferidos para as filmagens de Bollywood e de “estúdios” indianos concorrentes.

Até que a disputa com o vizinho Paquistão por Caxemira se agudizou e as escaramuças militares e ameaças de terrorismo os forçaram a procurar outras paragens.

Desde então, Ooty – assim abreviaram os colonos britânicos o intratável nome oficial da povoação – provou-se a principal alternativa e ilustrou centenas de longas-metragens.

Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Plano de um plano

Moldura de ferro enquadra a acção a decorrer em redor de Uppi, o famoso actor e realizador de Bangalore.

A partir do momento em que nos dá autorização para ficarmos por conta própria, perdoamos-lhe tudo e mais alguma coisa. Despedimo-nos com um obrigado e até breve diplomático e descemos para o nível da acção.

Atravessamos um corredor escuro que dá para salas adaptadas a camarins e bastidores.

Uma vez no exterior, damos com auxiliares que carregam sacas pesadas para dentro um carro de bois, posicionado sobre uma mira marcada no chão com pó colorido.

Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood,, Trabalho a sério

Auxiliares carregam sacas para uma carroça, durante as filmagens de H2O.

Admiramos a paciência de um pastor muçulmano que controla um rebanho de ovelhas e acompanhamos os movimentos de uma série de outros trabalhadores e figurantes distribuídos sobre o solo ocre.

Todos eles dependem da representação de Upendra, o protagonista com visual densamente capilar, ídolo nacional que se tornou famoso pelas suas participações em vários dos cerca de cem filmes Kannada ou Sandalwood – assim é chamado o cinema do estado de Karnataka – produzidos todos os anos, num contexto bem distinto de Hollywood e do cinema europeu.

Após um hiato na carreira de quase dois anos, Uppi, como o trata com carinho o povo indiano, tinha uma participação multifuncional  em H2O, uma longa-metragem bilingue lançada em Tamil e Kannada que abriu a moda dos filmes indianos com nomes de compostos moleculares.

Uppi desenvolveu o argumento com base numa famosa disputa secular da água do rio Kaveri entre os estados indianos de Karnataka e Tamil Nadu. Criou ainda os diálogos e letras de todas as músicas. Também cantou duas delas “Dil Ilde Love” e “Bida Beda Bida Beda”.

Nós vimo-lo, acima de tudo, a representar, sob a protecção solar de um chapéu de chuva com motivos equestres que um qualquer assistente segurava acima do plano.

Aproveitamos a distração da equipa, fazemo-nos de sonsos e colocamo-nos atrás das câmaras. Quando percebemos que ninguém nos repele, enquadramos e registamos imagens do actor principal com tanto ou mais afinco que os operadores acreditados.

Estes criavam os planos relâmpago de zoom in, zoom out com que ilustraram um determinado espanto de Karnataka (a personagem de Upendra).

O ego do galã aumenta com a adulação dos forasteiros ocidentais. De acordo, tenta adornar o plano apertado da sua face peluda com um olhar o mais mágico e sedutor possível.

Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Olhar de galã

Protagonista Upendra – ou Uppi – encena olhares de espanto mas, ao mesmo tempo, sedutores aproveitados pelos operadores de câmara para uma sequência relâmpago de zoom in e zoom out.

Determinado a reforçar o efeito, o caracterizador havia-o dotado de lentes de contacto de um azul profundo. Mas, através das nossas teleobjectivas, percebemos que o adereço lhe está a irritar os olhos já quase mais vermelhos que azuis.

Entram em cena o carro de bois, o pastor e as ovelhas e ainda um Ambassador branco. A cena prevista é terminada com sucesso e a vasta equipa faz uma pausa para almoço sem nunca abandonar o local das filmagens.

Logo ali, no jardim em frente, organizam-se em duas filas opostas – uma para homens, outras para mulheres – cada um dos convivas com o seu tabuleiro prateado sobre a relva, pronto a ser servido.

Ooty, Tamil Nadu, cenário de Bollywood, Pausa para almoço

Equipa de filmagens responsável pela rodagem de “H2O” prepara-se para almoçar.

Não queremos parecer-lhes rudes, e evitamos fotografá-los a comer. Nessa altura, alguém da equipa nos chama à parte e surpreende-nos:

“Estivemos a observar-vos e o vosso contraste étnico e de figura ia servir às mil maravilhas para um filme que vamos rodar daqui a duas semanas, em Bangalore. Podemos contar convosco?“

Não temos esse tempo de sobra para ficarmos na Índia.

Com os bilhetes de avião já comprados e sem forma de trocarmos as datas, vemo-nos forçados a rejeitar a hipótese de uma vida de nos juntarmos ao fascinante mundo do cinema indiano, quem sabe, também um proveitoso estrelato asiático.

Bastidores

Um clássico Ambassador, uma vaca e outros elementos aguardam a sua vez de entrar em cena.

Para compensar, nos últimos dias passados no estado de Tamil Nadu continuámos a pedir posters nas salas de cinema por que fomos passando.

Depois de oferecermos várias dezenas a familiares e amigos, ainda guardamos muitos incluindo uns quatros ou cinco dos mais exuberantes nas paredes e portas de casa.

Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Guwahati, India

A Cidade que Venera Kamakhya e a Fertilidade

Guwahati é a maior cidade do estado de Assam e do Nordeste indiano. Também é uma das que mais se desenvolve do mundo. Para os hindus e crentes devotos do Tantra, não será coincidência lá ser venerada Kamakhya, a deusa-mãe da criação.
Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Espectáculos

O Mundo em Cena

Um pouco por todo o Mundo, cada nação, região ou povoação e até bairro tem a sua cultura. Em viagem, nada é mais recompensador do que admirar, ao vivo e in loco, o que as torna únicas.
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos.
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
hipopotamos, parque nacional chobe, botswana
Safari
PN Chobe, Botswana

Chobe: um rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.
Thorong Pedi a High Camp, circuito Annapurna, Nepal, caminhante solitário
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 12º: Thorong Phedi a High Camp

O Prelúdio da Travessia Suprema

Este trecho do Circuito Annapurna só dista 1km mas, em menos de duas horas, leva dos 4450m aos 4850m e à entrada do grande desfiladeiro. Dormir no High Camp é uma prova de resistência ao Mal de Montanha que nem todos passam.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Arquitectura & Design
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
Desfile de nativos-mericanos, Pow Pow, Albuquerque, Novo México, Estados Unidos
Cerimónias e Festividades
Albuquerque, E.U.A.

Soam os Tambores, Resistem os Índios

Com mais de 500 tribos presentes, o pow wow "Gathering of the Nations" celebra o que de sagrado subsiste das culturas nativo-americanas. Mas também revela os danos infligidos pela civilização colonizadora.
Península Iucatão, Cidade Mérida, México, Cabildo
Cidades
Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Casal Gótico
Cultura

Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Em Viagem
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Pequena súbdita
Étnico

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Ocaso, Avenida dos Baobás, Madagascar
Portfólio Fotográfico Got2Globe

Dias Como Tantos Outros

A pequena-grande Senglea II
História
Senglea, Malta

A Cidade Maltesa com Mais Malta

No virar do século XX, Senglea acolhia 8.000 habitantes em 0.2 km2, um recorde europeu, hoje, tem “apenas” 3.000 cristãos bairristas. É a mais diminuta, sobrelotada e genuína das urbes maltesas.
Caiaquer no lago Sinclair, Cradle Mountain - Lake Sinclair National Park, Tasmania, Austrália
Ilhas
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Entre Devonport e Strahan, florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antárctico geram enigma e respeito.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Inverno Branco
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Casal de visita a Mikhaylovskoe, povoação em que o escritor Alexander Pushkin tinha casa
Literatura
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Capacete capilar
Natureza
Viti Levu, Fiji

Canibalismo e Cabelo, Velhos Passatempos de Viti Levu, ilhas Fiji

Durante 2500 anos, a antropofagia fez parte do quotidiano de Fiji. Nos séculos mais recentes, a prática foi adornada por um fascinante culto capilar. Por sorte, só subsistem vestígios da última moda.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Cahuita, Costa Rica, Caribe, praia
Parques Naturais
Cahuita, Costa Rica

Um Regresso Adulto a Cahuita

Durante um périplo mochileiro pela Costa Rica, de 2003, deliciamo-nos com o aconchego caribenho de Cahuita. Em 2021, decorridos 18 anos, voltamos. Além de uma esperada, mas comedida modernização e hispanização do pueblo, pouco mais tinha mudado.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Património Mundial UNESCO
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
A República Dominicana Balnear de Barahona, Balneário Los Patos
Praias
Barahona, República Dominicana

A República Dominicana Balnear de Barahona

Sábado após Sábado, o recanto sudoeste da República Dominicana entra em modo de descompressão. Aos poucos, as suas praias e lagoas sedutoras acolhem uma maré de gente eufórica que se entrega a um peculiar rumbear anfíbio.
Chiang Khong a Luang prabang, Laos, Pelo Mekong Abaixo
Religião
Chiang Khong - Luang Prabang, Laos

Barco Lento, Rio Mekong Abaixo

A beleza do Laos e o custo mais baixo são boa razões para navegar entre Chiang Khong e Luang Prabang. Mas esta longa descida do rio Mekong pode ser tão desgastante quanto pitoresca.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Sociedade
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Vida Selvagem
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
EN FR PT ES