Dooars, Índia

Às Portas dos Himalaias


A derradeira luz

Silhuetas de gondoleiros definida pelo ocaso, no lago da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba.

Um portal para o passado

Tráfico intenso e diversificado em frente ao portão do palácio de Cooch Behar.

À caça de imagens

Gondoleiro move fotógrafos de vida selvagem no lago repleto de aves migratórias da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba.

Volta histórica

Funcionário governamental do palácio de Cooch Behar pedala em frente ao seu local de trabalho.

Confronto de gigantes

Participantes indianos de um safári de elefante admiram um rinoceronte unicórnio nativo da Índia, no PN Jaldapara.

Espelho de Cooch, reflexo de Behar

O palácio majestosos de Cooch Behar, até 1949, casa real do reino homónimo.

Fila indiana

Patos deslizam no lago da barragem do rio Teesta, em Gajoldoba, Bengala Ocidental.

Uma boleia sagrada

Transporte inusitado de vacas nas imediações do palácio de Cooch Behar.

Promoções sonoras

Vendedor ambulante ciclista promove os seus produtos com recurso a um grande altifalante.

Travessia colorida

Senhoras de visita à região de Jayanti, na fronteira entre Bengala Ocidental e o reino do Butão, cruzam um riacho do rio Jayanti, diminuído pela época seca.

Chegamos ao limiar norte de Bengala Ocidental. O subcontinente entrega-se a uma vasta planície aluvial preenchida por plantações de chá, selva, rios que a monção faz transbordar sobre arrozais sem fim e povoações a rebentar pelas costuras. Na iminência da maior das cordilheiras e do reino montanhoso do Butão, por óbvia influência colonial britânica, a Índia trata esta região deslumbrante por Dooars.

Despertamos em Cooch Behar para uma espécie de sonho. O Raj Britânico é história há setenta anos. O Estado Principesco homónimo, seus rajas e marajás há dois menos. Já o batalhão de edifícios majestosos e vermelhos que os acolheram durante séculos perdura destacado do caos sobrepovoado e frenético do distrito a que o Principado foi despromovido.

A própria Circuit House em que tínhamos passado a noite, hoje uma das muitas pousadas geridas pelo governo indiano, fazia dele parte. Deixamo-la às nove da manhã, após um pequeno-almoço que os anfitriões se esforçam por preparar o mais ocidental possível – composto por chá, café guarnecido por torradas e bolachas estilo “Maria” – e nos servem no quarto.

Entramos no carro. Saudamos Raney. O motorista Gurkha arranca para o tumulto rodoviário que se apoderara havia algumas horas da cidade.

Um Jornada pelo ex-Reino de Cooch Behar

Inaugura o seu dia de buzinadelas, guinadas e apertos forçados de condutores rivais que lhe permitem fluir na exuberante enxurrada de camiões folclóricos Tata e Ashok Leyland, dos inúmeros mini-automóveis que substituíram os velhos Ambassadors, de peões, riquexós motorizados e a pedais. De carroças puxadas por vacas e vacas deambulantes algo mais sagradas que as motrizes.

Vinte minutos depois, avistamos o alvo da viagem madrugadora. Passamos uma praça de riquexós wala (os movidos por ciclistas) e uma sequência ainda maior de negócios de rua. Sem que o esperássemos, à esquerda desta confusão, uma vedação elegante pouco ou nada perturba a visão longínqua e mirabolante do palácio de Cooch Behar.

Deixamos o carro, para espanto e contentamento dos transeuntes que por ali andavam, pouco habituados à presença de estrangeiros naquelas paragens do subcontinente menos famosas que tantas outras.

Apontamos a um pórtico rendilhado, fixo a duas colunas vermelhas, amarelas e brancas. Inclui capitéis coroados por estátuas do duo elefante e leão, símbolo indiano de realeza. Resolvida a burocracia da bilheteira, fazemo-nos à alameda extensa que aponta ao monumento, perseguidos pelas primeiras famílias de turistas nacionais que usufruíam do descanso sabático em modo de deleite cultural.

Na entrada para o palácio em si, um grupo antecipado de visitantes levava a cabo um ritual centrado na partilha de um cântico esotérico. Assistimos ao encerrar da cerimónia. Depois, seguimo-los paço adentro.

As autoridades proíbem a fotografia no interior do palácio. Concentramo-nos, assim, em enriquecer os nossos imaginários do que terá sido a vida elevada e faustosa dos seus condóminos.

A Resiliência Política e Diplomática de Cooch Behar

O estado de Cooch Behar teve origem quase um século após Vasco da Gama ter aportado em Calecute. De 1680 a 1772, viu-se acossado pelo inesperado expansionismo do Reino do Butão, apoiado por forças tibetanas. Receoso de novas e mais poderosas incursões vindas dos Himalaias, a corte de Cooch Behar tomou a medida radical de pedir a intervenção Britânica.

Desde 1600 que a Companhia Britânica das Índias Orientais alastrava o seu domínio na Índia. Na viragem para o século XIX, era já temida. Dharendra Narayan, o marajá de então de Cooch Behar, concordou em pagar-lhe um tributo para que expulsasse os butaneses para o seu território habitual nas encostas dos Himalaias.

Os Britânicos enviaram um regimento de Calcutá que se juntou ao exército de Cooch. Após uma série de confrontos, esta coligação triunfou. Os britânicos recusaram-se a perseguir os butaneses pelo terreno problemático dos Himalaias acima. Preferiram deixar uma guarnição em Behar e declarar súbdito o Estado Principesco de Cooch Behar. Essa indesejada submissão viria a atormentar Dharendra Narayan até ao fim da sua vida.

Neste período, a Companhia Britânica das Índias Orientais foi substituída pela administração directa do governo Britânico, o Raj Britânico que estabeleceu Calcutá como principal entreposto. Apesar de diminuto, o Estado Principesco de Cooch Behar situava-se a pouca distância da capital.

O Palácio despromovido pela União Indiana

Ao longo dos anos, o contacto intenso da realeza de marajás, maranis, descendentes e familiares com o universo dos colonos ditou a sua ocidentalização, uma improvável proeminência na esfera social britânica da Índia, pouco tempo depois, nas de Londres, Oxford, Cambridge e distintas urbes da Velha Ânglia e Europa continental.

Percorremos as salas e salões arejados e requintados do palácio atentos às fotografias e a outros registos e artefactos que atestavam da duplicidade social, cultural e até étnica, da sofisticação e luxo em que prosperaram as sucessivas dinastias e cortes de Cooch Behar até que, em 1949, quando os Britânicos entregaram a sua Joia da Coroa, o estado acedeu a integrar-se na Índia, parte da província de Bengala Ocidental.

Nem todos os súbditos ficaram ou se sentem satisfeitos com a nova despromoção. Uma associação com a sigla GCPA (The Greater Cooch Behar People Association) é apoiada por Ananta Rai, o marajá sem raj de Cooch Behar. A GCPA conquistou notoriedade por volta de 2005.

Ganhou ascendente em torno da exigência de um novo território homónimo bem mais vasto que o actual e com grau de autonomia C (de A a D, sendo A’s os principais Estados da Índia).  Ou, em alternativa, um Território da União Indiana como o são Delhi ou Damão e Diu, este, politicamente distinto do estado de Gujarat que o envolve.

Ao nos inteirarmos desta reclamação, também comprovamos a fascinante riqueza e complexidade étnica e política de que se reveste a Índia. A GCPA pretende há muito que Darjeeling faça parte desse território.

Dias depois, in loco, inteiramo-nos que a terra do famoso chá tinha saído de um período de três meses de greves e contestação pela exigência de abandonar ela própria a província de Bengala Ocidental e da criação de um estado Ghurkaland que melhor representasse a etnia predominante Ghurka.

Viajem pelo Sopé dos Himalaias Indianos

Deixamos Cooch Behar entregue à sua contenda e ao saudosismo dos tempos reais. Apontamos a norte e aos Himalaias. Nessa mesma tarde, atravessamos a selva do PN Bruxa, notório pelos tigres residentes, e atingimos o rio Jayanti.

Em vez de um verdadeiro caudal, deparamo-nos com um vasto mar de seixos brancos sulcado por pequenos riachos. Várias famílias indianas entretêm-se a contemplar o cenário meio extraterrestre e a refrescar os pés em poças fluídas. Raney arranja-nos programa melhor. “Sir, madam: come. I got us a jeep, there’s a waterfall you have to see!

Perante a amostra do rio, a sugestão de uma queda d’água deixa-nos de pé atrás mas, sem nada a perder, acolhemos o seu entusiasmo e subimos a bordo do pequeno Maruti Gypsi. Um guia local conduz-nos rio acima, sujeitos a diversas travessias de ribeiros do Jayanti.

Fa-lo até o mar de pedras afunilar num desfiladeiro dos baixos Himalaias. “Estão a ver aquela mancha da derrocada?” questiona-nos Raney. A partir dali é Butão. Vamos até lá?”

Uma vez mais, demoramos a levá-lo a sério. Entre o que sabíamos do Butão, contava-se que tinha invadido e preocupado anos a fio o antigo reino rival de Cooch Behar.  E que, na actualidade, cobrava a quase todos os forasteiros mais de duzentos euros por cada dia de descoberta do seu território.

Um Breve Incursão ao Reino do Butão

Na brincadeira, meio apreensivos, avisamos Raney que, caso houvesse problema, seria responsável pela despesa. Continuamos a segui-lo, ao guia e a um pelotão de indianos que sabiam de antemão que, como os nepaleses, podiam cruzar a fronteira sem custos.

Atravessamos o Jayanti já mais digno por uma ponte de troncos. Na margem oposta, pisamos oficialmente o Butão. E somos abençoados por um eremita hindu que havia instalado o seu lar e santuário numa laje luxuriante da encosta. A queda d’água provou-se ainda mais banal do que esperávamos. Fosse como fosse, a partir desse momento, podíamos dizer que tínhamos estado no misterioso Butão. Feitas as contas, a proeza revelava-se extraordinária.

De Jayanti, viajamos para oeste. Cruzamos o Torsha, outro dos rios que irrigam Dooars. Damos entrada no PN Jaldapara onde dormimos e madrugamos para participarmos num dos safaris de elefante a ter lugar das cinco às nove da manhã, por trilhos da selva local.

Do cimo do paquiderme domado avistamos pavões, javalis, búfalos, veados sambar e a criatura vedeta do parque, o peculiar rinoceronte unicórnio nativo do subcontinente que, contra todas as dificuldades, as autoridades da Índia e do Nepal conseguiram que proliferasse de 1900 no início dos anos 90, para 3550, em 2015.

O Lago Represado de Gajoldoba, um Trunfo Pseudo-Ecológico de Dooars

No fim da manhã, prosseguimos rumo ao limiar oeste de Bengala Ocidental. Uma vez mais, neste trecho, outro rio nos detém. Chegamos a Gajoldoba e à ponte formada pelo prolongamento da crista da barragem do Teesta. Serpenteamos no meio de uma multidão indiana entregue a um exuberante convívio de fim-de-semana.

Dali, para norte, quase até à base da omnipresente cordilheira suprema, estende-se um prolífico lago salpicado por vegetação flutuante. É pouso e habitat de dezenas de espécies de aves migratórias: patos, larros, tarambolas, mergulhões, garças, cegonhas, tartaranhões entre tantos outros. Um verdadeiro delírio para os mais obcecados observadores de pássaros.

As autoridades sediadas em Calcutá têm na calha um projecto de ecoturismo para Bengala Ocidental. O seu ministro chefe baptizou-o de “Brilho Matinal” numa alusão à reflexão intensa gerada pelas águas pouco mexidas e que, mesmo àquela hora tardia, contra o sol poente, tínhamos dificuldade em confrontar.

Não podíamos esperar pelo dia seguinte quanto mais pela concretização do projecto. De acordo, metemo-nos num dos barcos de madeira movidos por gondoleiros locais e zarpamos de imediato. A essa hora, só nós, outra dupla de fotógrafos de vida selvagem e três pescadores sulcávamos o enorme lago e perturbávamos a paz dos inúmeros espécimes asados.

O passeio soube-nos a uma revigorante evasão. Para desespero do barqueiro, prolongámo-la até ao ocaso dourar e, logo, rosar aquele cenário espelhado de Dooars, o fascinante portal indiano dos Himalaias.

Os autores agradecem o apoio na realização deste artigo às seguintes entidades:  Embaixada da Índia em Lisboa; Ministry of Tourism, Government of India; Department of Tourism, Government of West Bengal.

Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Goa, Índia

O Último Estertor da Portugalidade Goesa

A proeminente cidade de Goa já justificava o título de “Roma do Oriente” quando, a meio do século XVI, epidemias de malária e de cólera a vetaram ao abandono. A Nova Goa (Pangim) por que foi trocada chegou a sede administrativa da Índia Portuguesa mas viu-se anexada pela União Indiana do pós-independência. Em ambas, o tempo e a negligência são maleitas que agora fazem definhar o legado colonial luso.
Tawang, Índia

O Vale Místico da Profunda Discórdia

No limiar norte da província indiana de Arunachal Pradesh, Tawang abriga cenários dramáticos de montanha, aldeias de etnia Mompa e mosteiros budistas majestosos. Mesmo se desde 1962 os rivais chineses não o trespassam, Pequim olha para este domínio como parte do seu Tibete. De acordo, há muito que a religiosidade e o espiritualismo ali comungam com um forte militarismo.
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
Meghalaya, Índia

Pontes de Povos que Criam Raízes

A imprevisibilidade dos rios na região mais chuvosa à face da Terra nunca demoveu os Khasi e os Jaintia. Confrontadas com a abundância de árvores ficus elastica nos seus vales, estas etnias habituaram-se a moldar-lhes os ramos e estirpes. Da sua tradição perdida no tempo, legaram centenas de pontes de raízes deslumbrantes às futuras gerações.

Ooty, Índia

No Cenário Quase Ideal de Bollywood

O conflito com o Paquistão e a ameaça do terrorismo tornaram as filmagens em Caxemira e Uttar Pradesh um drama. Em Ooty, constatamos como esta antiga estação colonial britânica assumia o protagonismo.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Wilkommen in Africa
Arquitectura & Design
Lüderitz, Namibia

Wilkommen in Afrika

O chanceler Bismarck sempre desdenhou as possessões ultramarinas. Contra a sua vontade e todas as probabilidades, em plena Corrida a África, o mercador Adolf Lüderitz forçou a Alemanha assumir um recanto inóspito do continente. A cidade homónima prosperou e preserva uma das heranças mais excêntricas do império germânico.
Aventura
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-Braga, Nepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Via Crucis
Cerimónias e Festividades

Marinduque, Filipinas

Quando os Romanos Invadem as Filipinas

Nem o Império do Oriente chegou tão longe. Na Semana Santa, milhares de centuriões apoderam-se de Marinduque. Ali, se reencenam os últimos dias de Longinus, um legionário convertido ao Cristianismo.

Modelos de rua
Cidades

Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Debate ao molho
Cultura

Lhasa, Tibete

O Mosteiro da Sagrada Discussão

Em poucos lugares do mundo se usa um dialecto com tanta veemência como no mosteiro de Sera. Ali, centenas de monges travam, em tibetano, debates intensos e estridentes sobre os ensinamentos de Buda.

Radical 24h por dia
Desporto

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No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades extremas reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.

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Jet Lag (Parte 1)

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Colosso Ferroviário
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Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Aposentos dourados
Outono

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Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

À boleia do mar
Parques Naturais
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Sombras Quentes
Património Mundial Unesco

Grand Canyon, E.U.A.

América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.

Gang de 4
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Insólito Balnear
Praia

Sul do Belize

A Estranha Vida ao Sol do Caribe Negro

A caminho da Guatemala, constatamos como a existência proscrita do povo garifuna, descendente de escravos africanos e de índios arawaks, contrasta com a de vários redutos balneares bem mais airosos.

Via Conflituosa
Religião

Jerusalém, Israel

Pelas Ruas Beliciosas da Via Dolorosa

Em Jerusalém, enquanto percorrem o caminho de Cristo para a cruz, os crentes mais sensíveis apercebem-se de como a paz do Senhor é difícil de alcançar nas ruelas mais disputadas à face da Terra.

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Dança dos cabelos
Sociedade
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Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
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Vida Quotidiana

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Vida à Moda do Alasca

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.

Devils Marbles
Vida Selvagem

Alice Springs a Darwin, Austrália

A Caminho do Top End

Do Red Centre ao Top End tropical, a Stuart Hwy percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, a grande ilha muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.

Aterragem sobre o gelo
Voos Panorâmicos

Mount Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.