The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor


Creepy-Graffiti

Graffiti numa rua do bairro de Haight-Ashbury.

Evasão Chique

Fachada da boutique Piedmont.

Passadeira Movimentada

Transeuntes num cruzamento amarelado de Haight-Ashbury.

Tattoo & skate

Skater deixa um estúdio de tatuagens.

Sinal-Bigode

Sinalização original do cruzamento da rua Haight com a Ashbury.

Frankie Zmetra

Empregada de loja de chapéus Frankie Zmetra.

Verão de 67

Montra psicadélica celebra o passado hippie das ruas Haight-Ashbury.

Dupla bem Protegida

Casal prestes a deixar a rua Haight de moto.

Shiva à moda de Haight

Decoração de Haight inspirada num deus Shiva psicadélico.

Creepy-Graffiti II

Mais uma pintura excêntrica ilustra a sempre criativa e insatisfeita avenida Haight.

Neo-punks

Neo-punks percorrem um passeio de Haight-Ashbury.

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.

Caminhamos pela Ashbury Street e estamos prestes a entrar numa das suas muitas lojas alternativas quando uma rapariga sai disparada porta fora e se estatela no chão. Soam gritos tanto masculinos como femininos e, logo após, surge um homem cinquentão que a agarra pelos longos cabelos louros e expulsa para o passeio, apesar da acção detentora de um outro cliente que depressa percebemos ser o seu companheiro e cúmplice.

“Não roubaste nada pois não?” Interroga visivelmente nervoso o dono da boutique enquanto lhe retira objectos dos bolsos do casaco e da mala. “Tens que me explicar de onde veio tudo isto! Por coincidência, são só produtos que vendo aqui na loja”. Já não vos podemos ver à frente! Cambada de inúteis sem princípios! Desapareçam de vez!”.

Se não é por um motivo é pelo outro. O conflito instalou-se à entrada dos anos 70, quando o Haight se tornou numa espécie de Shangri-La californiana para sonhadores, vagabundos e excluídos da sociedade em geral. Desde então, só se agravou.

Na década de cinquenta, os membros e adeptos da Geração Beat inundaram North Beach, iluminados pelos espíritos inquietos e nómadas de Allen Ginsberg, William S. Burroughs e Jack Kerouac. A determinada altura, deixaram de existir vagas nas casas desse bairro e muitos aproveitaram o facto de Haight-Ashbury ter entrado em declínio – com inúmeras casas abandonadas após a 2a Guerra Mundial – e se revelar uma opção bastante acessível da cidade.

A Geração Beat deu o mote para a libertação da falsa moral porque se regia a nação e, a meio dos anos 60, Haight-Ashbury estava prestes a tornar-se na sede do Conselho do Verão do Amor. Foi para as suas ruas que John Phillips, dos Mamas & the Papas convocou os hippies e não hippies do país a convergirem com flores no cabelo. Janes Joplin, os membros dos Jefferson Airplane e dos Grateful Dead viviam todos a pouca distância. Conheciam a comunidade local e acolheram os recém-chegados com o seu rock psicadélico e reivindicador, e o mesmo fizeram os Diggers, uma comunidade anarquista local famosa devido ao seu teatro de rua e que oferecia refeições aos residentes necessitados.

Os tempos mudaram, como São Francisco e o Haight. Frisco confirmou-se uma das cidades mais livres e criativas do país. E o bairro tudo isso e também uma das suas áreas históricas realmente valiosas em termos imobiliários, onde uma mera casa vitoriana pode custar mais de dois milhões de euros. Mas o dinheiro só é fácil para parte da população dos Estados Unidos. A prosperidade crescente conseguida através do capitalismo desenfreado deu origem a uma mais que óbvia disparidade sócio-económica.

Se, nos anos 60, era fácil às Flower Children sobreviver quase sem rendimentos dividindo rendas de algumas dezenas de dólares, às vezes, por outras dezenas de inquilinos solidários, hoje, enquanto percorremos os seus passeios, somos obrigados a serpentear para evitar a multidão de jovens marginalizados e sem-abrigo que ali acampam.

Dizem-nos que são conhecidos como gutter punks (punks da sarjeta). Usam rastas sujas e anéis nos narizes ou mohawks coloridos e exuberantes e faces pintadas a spray. Numas centenas de metros, vários clãs interpelam-nos para pedir dinheiro com abordagens mais ou menos criativas mas sempre determinadas. Lemos nos seus pequenos cartazes de cartão “Por favor, ajudem-nos a ficarmos assóbrios (un-sober)” ou “Também aceitamos cerveja e erva”. 

Estes americanos de segunda tornam-se frequentemente agressivos para os transeuntes. Bloqueiam a passagem enquanto tocam as suas guitarras e jambés, como manda o relógio do cruzamento da Haight St com a Ashbury St que marca sempre 4:20, o International Bong Hit Time. E intimidam quem se atreve a tentar furar ou simplesmente insultam quem não tem intenção de satisfazer os seus pedidos. ”Morre yuppie!” e “Onde foi parar o espírito do Verão do Amor” são ofensas e reclamações frequentes e, se aos novos rebeldes o passado que nunca viveram continua a servir de justificação, muitos dos verdadeiros protagonistas da era Flower Power já não têm paciência para sentir compaixão.

É algo que se lhes deve ser perdoado nem que seja porque, entre tantas outras tropelias, parte da vasta comunidade desenquadrada de Haight usa os canteiros de flores das suas moradias como casa de banho e atira seringas hipodérmicas usadas para um pequeno lago das redondezas a que chamam agora lago Hep-C. 

“Muitos de nós que aqui continuamos a morar fomos Flower Children…” queixa-se à imprensa Robert Shadoian, um terapeuta familiar reformado com 58 anos. “… depois crescemos. É isso que eles deviam fazer. A determinada altura, há responsabilidades que devem ser assumidas. Não se pode estar drogado 24 horas por dia e esperar que o mundo tome conta de nós.”

A presença e as atitudes extremadas da comunidade misfit provocam outros danos menos visíveis. Moradores e empresários investiram dinheiro a sério em negócios a que entregam imensa energia mas parte da potencial clientela é afastada pela sensação de incómodo associada ao bairro.

Em 1977, a Dra. Sami Sunchild, uma artista e activista ambiental e social adquiriu um velho hotel com arquitectura vitoriana e rebaptizou-o “Red Victorian”. Tinha como objectivo que o lugar congregasse os principais ideais e movimentos históricos daquela área. Hoje, o Peace Café do hotel acolhe as World Conversations realizadas aos Domingos. Logo ao lado, ao mesmo tempo, é comum grupos de skaters irreverentes percorrerem as estradas em redor atrasando e provocando condutores condescendentes.

Proprietários decoram e fornecem boutiques, lojas e cafés de forma a revolucionar a moda e a gerar atmosferas criativas e acolhedoras. Mas basta um dos clãs marginais eleger para seu poiso a entrada de um destes lugares para a sua viabilidade financeira ficar ameaçada. Numa das cidade mais libertinas dos E.U.A., as autoridades têm dificuldades em lidar com essa situação. É só uma entre tantas outras. Os vários clubes locais de marijuana médica, por exemplo, requerem uma prescrição médica e um período de espera de 30 dias. Ainda assim, continuam a oferecer sorrisos a muitos falsos pacientes.

Apesar das suas comoções e desilusões, o Haight inspira os mais persistentes. Mais adiante, entramos numa curiosa loja de chapéus em que conhecemos Frankie Zmetra, a empregada com ar angelical que atende os clientes. Acabamos por fotografá-la e, em seguida, durante uma longa conversa com várias interrupções, ouvimos a sua visão do problema. “Eles podem ser marginais maltrapilhos mas têm direito a existir e à sua revolta.” Eu, pela minha parte, não os uso como desculpa. Adoro este bairro e aposto o que puder nele” Agora trabalho aqui na loja mas, ao mesmo tempo, estou a lançar a minha própria linha de roupa. Também faço de modelo e vou ter tudo à venda através de um blog que estou a desenvolver.”

À primeira vista, nenhum dos gutter punks parece ter condições para perseguir sonhos do género. Na mesma peça em que testemunha o ex-Flower Child Robert Shadoian, um pedinte de nome Jonah Lawrence reclama que deviam ser os residentes a civilizar-se. “Dizem-me sempre para arranjar um trabalho. E eu respondo: “por acaso tem roupas que me arranje ou um sítio onde tomar banho de maneira a que possa procurar um emprego ?”

É comum encontrarem-se adolescentes que não se adaptam ao mundo de colarinho branco em que vivem as famílias, que fogem  de abusos sexuais e de pais com problemas com drogas e álcool. Tão comum como o facto de muitos não conseguirem escapar a destinos semelhantes. Alguns chegam de outros estados dos E.U.A. esperançados em encontrar a famosa solidariedade dos anos 60. Mas depressa percebem que, salvo uma ou outra excepção, no Haight, as pessoas que se preocupam com eles são os restantes sem-abrigo.

Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
São Francisco, E.U.A.

Uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.

São Francisco, E.U.A.

Com a Cabeça na Lua

Chega a Setembro e os chineses de todo o mundo celebram as colheitas, a abundância e a união. A enorme sino-comunidade de São Francisco entrega-se de corpo e alma ao maior Moon Festival californiano.

São Francisco, E.U.A.

De Volta ao Rochedo

40 anos passados sobre o fim da sua pena, o ex-presídio de Alcatraz recebe mais visitas que nunca.Alguns minutos da sua reclusão explicam porque o imaginário do The Rock arrepiava os piores criminosos

Big Sur, E.U.A.

A Costa de Todos os Refúgios

Ao longo de 150km, o litoral californiano submete-se a uma vastidão de montanha, oceano e nevoeiro. Neste cenário épico, centenas de almas atormentadas seguem os passos de Jack Kerouack e Henri Miller

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Sirocco
Arquitectura & Design

Helsínquia, Finlândia

O Design que Veio do Frio

Com parte do território acima do Círculo Polar Árctico, os finlandeses respondem ao clima com soluções eficientes e uma obsessão pela estética e pelo modernismo inspirada pela vizinha Escandinávia.

Doca gelada
Aventura

Ilha Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.

Verificação da correspondência
Cerimónias e Festividades

Rovaniemi, Finlândia

Árctico Natalício

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar. 

Para diante
Cidades

Acra, Gana

A Cidade que Nasceu no Berço da Costa do Ouro

Do desembarque dos navegadores portugueses à independência em 1957, sucederam-se as potências que dominaram a região do Golfo da Guiné. Após o século XIX, Acra, a actual capital do Gana, instalou-se em redor de três fortes coloniais erguidos pela Grã-Bretanha, Holanda e Dinamarca. Nesse tempo, cresceu de mero subúrbio até uma das megalópoles mais pujantes de África.

Muito que escolher
Comida

São Tomé e Príncipe

Que Nunca Lhes Falte o Cacau

No início do séc. XX, São Tomé e Príncipe geravam mais cacau que qualquer outro território. Graças à dedicação de alguns empreendedores, a produção subsiste e as duas ilhas sabem ao melhor chocolate.

Maikos a fingir
Cultura

Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e estas acompanhantes de luxo estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão

Recta Final
Desporto

Inari, Lapónia, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final Kings Cup, confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.

À sombra da falésia
Em Viagem

Red Centre, Austrália

No Coração Partido da Austrália

O Red Centre abriga alguns dos monumentos naturais incontornáveis da Grande Ilha. Impressiona-nos pela grandiosidade dos cenários mas também a incompatibilidade renovada das suas duas civilizações.

Forte de São Filipe, Cidade Velha, ilha de Santiago, Cabo Verde
Étnico
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
White Pass & Yukon Train
História

Skagway, Alasca

Uma Variante da Corrida ao Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.

Mme Moline popinée
Ilhas

Lifou, Ilhas Lealdade

A Maior das Lealdades

Lifou é a ilha do meio das três que formam o arquipélago semi-francófono ao largo da Nova Caledónia. Dentro de algum tempo, os nativos kanak decidirão se querem o seu paraíso independente da longínqua metrópole.

Tempo de aurora
Inverno Branco

Lapónia Finlandesa

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.

Suspeitos
Literatura

São Petersburgo, Rússia

Na Pista de “Crime e Castigo”

Em São Peterburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.

Um Apocalipse Televisionado
Natureza

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Normatior
Parques Naturais

PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.

Submarino Vesikko, Suomenlinna, Helsínquia, Finlândia
Património Mundial UNESCO
Suomenlinna, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Personagens
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Brigada incrédula
Praias

La Digue, Seichelles

Monumental Granito Tropical

Praias escondidas por selva luxuriante, feitas de areia coralífera banhada por um mar turquesa-esmeralda são tudo menos raras no oceano Índico. La Digue recriou-se. Em redor do seu litoral, brotam rochedos massivos que a erosão esculpiu como uma homenagem excêntrica e sólida do tempo à Natureza.

Cena natalícia, Shillong, Meghalaya, Índia
Religião
Shillong, India

Selfiestão de Natal num Baluarte Cristão da Índia

Chega Dezembro. Com uma população em larga medida cristã, o estado de Meghalaya sincroniza a sua Natividade com a do Ocidente e destoa do sobrelotado subcontinente hindu e muçulmano. Shillong, a capital, resplandece de fé, felicidade, jingle bells e iluminações garridas. Para deslumbre dos veraneantes indianos de outras partes e credos.
Colosso Ferroviário
Sobre carris

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Tsumago em hora de ponta
Sociedade

Magome-Tsumago, Japão

O Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o shogun Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é frequentemente invadido por uma turba ansiosa por evasão.

Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Abastecimento
Vida Selvagem

PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.

Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Digna de uma Raínha

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.