Miami, Flórida, E.U.A.

A Porta de Entrada da América Latina


Céus Atlânticos
Emergência
10th Street
Stars & Stripes
A Esquina
The Biltmore
Cavalier
Estilo Cubano
Praia de Miami Beach
A Torre da Liberdade
Recifes das Boas Vindas
Selfie Beach
Skyline II
Arte Deco
the Carlysle
Miami All
A Marina
Miami Skyline
Não é só a localização privilegiada, entre um oceano exuberante e o verde dos Everglades, com a vastidão caribenha logo ali a sul. É o afago tropical, o do clima e o cultural e uma modernidade urbana exemplar. Cada vez mais em castelhano, num contexto latino-americano.

A travessia atlântica desde Lisboa demora as suas nove horas.

Passamos o tempo quase todo acima de água salgada e azulada. Com sorte, ainda na primeira metade do percurso, vislumbramos algumas ilhas açorianas. De Maio a fim de Outubro, em plena época dos furacões, o voo revela-se algo mais turbulento, nada que chegue a gerar apreensão.

Quase finda a rota em arco apontada à latitude do Trópico de Câncer, sobre o norte do arquipélago das Bahamas e na iminência da península da Flórida, a janela do avião emoldura uma inesperada compensação paisagística.

Numa zona deixada para trás por um furacão que se desfaz para norte, centenas de nuvenzinhas rasantes e etéreas pairam sobre o mar liso e translúcido.

As suas sombras parecem flutuar logo abaixo, em manchas abundantes que suplantam as de uns poucos retalhos de recife.

Progredimos para sudoeste.

Esses retalhos dão lugar a uma longa barreira, coberta por ondas de areia coralífera, tão alva que a superficialidade as tinge de ciano.

O sobrevoo mantem-nos nesse tom e num deslumbre absoluto por quinze minutos mais.

Até que passamos sobre uma verdadeira língua de terra, consolidada ao ponto de sustentar vegetação e edifícios.

Miami: Porta de Entrada da América Latina à Vista

É a badalada franja de Miami Beach.

Uma lagoa salpicada de ilhéus quase todos edificados, surge ligada à Flórida contígua por quatro ou cinco vias e pontes impostas à lagoa.

Pelo menos três delas conduzem ao núcleo da grande metrópole que tínhamos como destino final. Dita a direcção do vento que, para aterrar, ainda tivéssemos que entrar e dar voltas sobre os Everglades, a pradaria alagada que contem a cidade a oeste.

A aterragem e incursão no imenso aeroporto reforça o que já tínhamos constatado em visitas anteriores. Estamos a chegar aos Estados Unidos.

As gentes que processam a entrada e com que nos cruzamos têm quase todas visuais hispano-americanos. Conversam num espanhol suavizado pelo clima mais quente.

Quando nos abordam, têm dificuldade em concluir se somos ou não “como eles”. De acordo, mudam para o inglês com sotaque a que os obrigam os protocolos profissionais.

O predomínio linguístico que sentimos à chegada é sintoma de uma realidade mais abrangente. Nos E.U.A., só Nova Iorque acolhe mais visitantes anuais que Miami.

Se, como no nosso caso, lá desembarcam europeus e ainda mais norte-americanos, o grosso dos forasteiros provem da ampla metade sul das Américas, a que, como a Flórida, foi descoberta para o Novo Mundo pelos espanhóis e que se preservou hispânica.

A grande excepção desse universo, reside nos milhões de passageiros brasileiros, divididos entre turistas, trabalhadores imigrados e recém-convertidos em americanos.

O Protagonismo Cubano em Miami

Devido à proximidade e ao passado de êxodo intenso que se seguiu à tomada de poder de Fidel Castro, em 1959, os Cubanos são mais de 1.2 milhões. O facto de o mais famoso bairro cubano de Miami se denominar Little Havana prova-se ilusório.

Quase metade da população do Condado de Miami tem origem cubana. Os refugiados mais abastados voaram de Cuba assim que perceberam que a viragem Revolucionária-Comunista da ilha os condenaria. Ao longo das décadas, seguiram-nos muitos mais, como podiam, uns a bordo de aviões e grandes barcos.

Outros, os balseros, sobre jangadas improvisadas que, nalguns casos trágicos, os atraiçoaram.

Domino Park

O centro de dominó e de convívio onde confraternizam diariamente milhares de cubanos.

A Little Havana, com os seus bares, murais, casas de charutos e o parque Máximo Gomez em que os cubanos disputam partidas e torneios ruidosos de dominó, a discutirem as novidades desportivas e políticas da sua nova pátria, exibe o lado pitoresco da migração cubana.

Um pouco por todo o condado, destacam-se monumentos ao empreendedorismo destes recém-chegados.

Jorge Mas Santos nasceu já em Miami (em 1962), filho de imigrantes cubanos. É o presidente da MasTec, uma multinacional especializada em construção e infraestruturas, sediada em Coral Gables.

Mesmo se considerado bilionário, no incrível extracto do sucesso financeiro das gentes de Miami, não surge sequer no Top 10. Mesmo assim, a sua fortuna estimada em 1.3 mil milhões de dólares permitiu-lhe adquirir o clube de futebol Inter Miami e, em Julho de 2023, contratar por valores extraterrestres (leia-se entre 50 a 60 milhões anuais), a estrela argentina em decadência Lionel Messi.

Miami e os seus Outros Latino-Americanos

A outra grande comunidade latino-americana de Miami é a formada pelo sempre criativos porto-riquenhos, já mais de duzentos mil. Seguem-se os colombianos e os mexicanos. Nos últimos tempos, só Madrid se pode equiparar a Miami no acolhimento de hispano-americanos.

Ambas assimilam, sem pruridos, os investimentos imobiliários que lá realizam. Ambas oferecem em troca, vivências sofisticadas e cosmopolitas.

Em termos meteorológicos, a mácula do frio invernal de Madrid está a par do calor, humidade e furacões excessivos do Verão de Miami.

De tal maneira excessivos nos últimos tempos que as autoridades decidiram nomear um pioneiro Oficial Chefe para o Calor.

Ano após ano, chegado o Inverno do hemisfério norte, junta-se à comunidade latino-americana de Miami uma outra, por norma, sazonal. Compõe-na os reformados e nómadas digitais norte-americanos (americanos e canadianos) que se abrigam, em Miami, do Inverno enregelante do grande Norte.

Desde que a Venezuela tomou o mesmo caminho ideológico de Cuba, os venezuelanos chegam e instalam-se em número considerável, atraídos pelas possibilidades sem fim deste sul-abafado da Terra da Oportunidade.

Miami Beach, a Waterfront e a Miami Bay

À descoberta de Miami, deambulamos pelo domínio Art Deco de Miami Beach que as autoridades transformaram numa ilha com espaço para a arte, cultura, para um convívio multinacional mais saudável.

Apesar de já pouco parecer, a partir do que era um antro festivo pejado dos vícios combatidos na TV e na cidade pelas brigadas “Miami Vice” e, à sua maneira sanguinária, mais tarde, por “Dexter”.

Com o passar dos anos, esta maré evolutiva alastrou-se a outras partes de Miami. Inspirou outras cidades floridenses e de estados vizinhos a seguirem-lhe o exemplo.

Até o abandonado e degradado bairro de Wynwood deu lugar a uma vasta galeria de arte urbana. E, com essa metamorfose, as suas ruas e edifícios valorizaram-se sobremaneira no mercado imobiliário.

Wynwood Walls em Wynwood, Miami, Estados Unidos da América

O pórtico das Wynwood Walls sonhadas por Tony Goldman.

Exploramos a Miami Waterfront e a Miami Bay que se estende entre ambas.

Uma volta de barco guiada por estas águas represadas revela-nos – agora de baixo para cima – a prolífica skyline de Miami, formada por arranha-céus comedidos, exuberantes que baste.

Mais tarde, de uma das ilhas da baía, fecharíamos o dia a admirar como, com o arrebol, o seu perfil acinzentado se convertia num festival de luz, duas das suas pontes iluminadas de azul quase fluorescente.

Os incontáveis quadradinhos dourados dos arranha-céus reflectidos na água, a brilharem, contra o derradeiro azul-celeste.

Ainda de manhã, por detrás dos prédios e acima, uma frente de cumulus nimbuscarregados e azulados preparava-se para invadir a cidade, para sobre ela chover, relampejar e fazer os moradores suarem as estopinhas.

Se tivermos em conta a apetência da Flórida para atrair e sofrer com os furacões, eram todos males menores.

Little Haiti e a Génese Histórica de Miami

Noutros dias, embrenhamo-nos em bairros distintos, menos visitados da cidade, porque menos seguros e, sobretudo menos turísticos.

Em Little Haiti, encontramos uma congénere da Little Havana, bem mais afastada, para norte, do CBD da cidade.

Ali, na também denominada Lemon City, se concentrou boa parte dos haitianos, bahamianos e caribenhos de outras paragens, muitos deles, imigrantes ancestrais da cidade, chegados desde o início do século XX. Hoje, reunidos numa comunidade com predomínio afroamericano de quase 30 mil habitantes.

As gentes de Little Haiti moram numa expansão de pequenas vivendas térreas, em ruas com nomes franceses-crioulos. Constatamo-las, humildes, degradadas, mas, à imagem de Miami em geral, arejadas e refrescadas por uma camada arbórea generosa que a meteorologia irriga.

Em termos arquitectónicos, lá se destacam o edifício garrido do mercado e a estátua de homenagem a Toussaint L’Ouverture, o general negro que fez espoletar a Revolução Haitiana.

Diz-se que Miami é uma das poucas urbes dos Estados Unidos fundadas por uma mulher, no caso, Julia Tuttle, uma produtora de citrinos que, a braços com a necessidade de transportar os seus frutos, terá convencido um magnata de nome Henry Flagler a fazer o caminho de ferro que construía passar junto às suas terras.

Os carris fizeram valorizar as plantações e as propriedades. Num ápice, devido à migração, os moradores de Miami aumentaram de meros trezentos para muitos milhares. Entretanto, para cima de dois milhões.

O nome emblemático e sonoro que ostenta adveio do termo Mayami (grande água) que os nativos Calusa e Tequesta usavam para o actual lago Okeechobee e para a etnia Mayami que também habitava as suas margens.

Preserva o seu quê de irónico que, dois séculos decorridos desde que – dos conquistadores espanhóis ao exército dos E.U.A. – os invasores da América submeteram os nativos destas paragens, o Mundo parece dividir-se entre duas formas divergentes de proferir o nome da cidade: entre a original Mayami e a hispânica Míami.

Para Miami, pouca diferença faz. A cidade tem todo um mundo para seduzir e acolher.

 

 

COMO IR

Reserve o voo Lisboa – Miami (Flórida), Estados Unidos, com a TAP: flytap.com por a partir de 620€.

Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É parco para o número de almas que a desejam.
Parque Nacional Everglades, Flórida, E.U.A.

O Grande Rio Ervado da Flórida

Quem sobrevoa o sul do 27º estado espanta-se com a vastidão verde, lisa e ensopada que contrasta com os tons oceânicos em redor. Este ecossistema de pântano-pradaria único nos EUA abriga uma fauna prolífica dominada por 200 mil dos 1.25 milhões de jacarés da Flórida.
Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Florida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.
Saint Augustine, Florida, E.U.A.

De Regresso aos Primórdios da Florida Hispânica

A disseminação de atracções turísticas de gosto questionável, torna-se superficial se tivermos em conta a profundidade histórica em questão. Estamos perante a cidade dos E.U.A. contíguos há mais tempo habitada. Desde que os exploradores espanhóis a fundaram, em 1565, que St. Augustine resiste a quase tudo.
Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

A Rampa de Lançamento do Programa Espacial Americano

De viagem pela Flórida, desviamos da órbita programada. Apontamos ao litoral atlântico de Merrit Island e do Cabo Canaveral. Lá exploramos o Kennedy Space Center e acompanhamos um dos lançamentos com que a empresa Space X e os Estados Unidos agora almejam o Espaço.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
San Juan, Porto Rico

O Porto Rico e Muralhado de San Juan Bautista

San Juan é a segunda cidade colonial mais antiga das Américas, a seguir à vizinha dominicana de Santo Domingo. Entreposto pioneiro da rota que levava o ouro e a prata do Novo Mundo para Espanha, foi atacada vezes sem conta. As suas fortificações incríveis ainda protegem uma das capitais mais vivas e prodigiosas das Caraíbas.
Key West, E.U.A.

O Faroeste Tropical dos E.U.A.

Chegamos ao fim da Overseas Highway e ao derradeiro reduto das propagadas Florida Keys. Os Estados Unidos continentais entregam-se, aqui, a uma deslumbrante vastidão marinha esmeralda-turquesa. E a um devaneio meridional alentado por uma espécie de feitiço caribenho.
San Juan, Porto Rico (Parte 2)

Ao Ritmo do Reggaeton

Os porto-riquenhos irrequietos e inventivos fizeram de San Juan a capital mundial do reggaeton. Ao ritmo preferido da nação, encheram a sua “Cidade Muralhada” de outras artes, de cor e de vida.
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Chã das Caldeiras, Ilha do Fogo Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Passo do Lontra, Miranda, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Castro Laboreiro, Portugal  

Do Castro de Laboreiro à Raia da Serra Peneda - Gerês

Chegamos à (i) eminência da Galiza, a 1000m de altitude e até mais. Castro Laboreiro e as aldeias em redor impõem-se à monumentalidade granítica das serras e do Planalto da Peneda e de Laboreiro. Como o fazem as suas gentes resilientes que, entregues ora a Brandas ora a Inverneiras, ainda chamam casa a estas paragens deslumbrantes.
Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  
Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Cape Coast, Gana

O Festival da Divina Purificação

Reza a história que, em tempos, uma praga devastou a população da Cape Coast do actual Gana. Só as preces dos sobreviventes e a limpeza do mal levada a cabo pelos deuses terão posto cobro ao flagelo. Desde então, os nativos retribuem a bênção das 77 divindades da região tradicional Oguaa com o frenético festival Fetu Afahye.
Fish River Canyon, Namíbia

As Entranhas Namibianas de África

Quando nada o faz prever, uma vasta ravina fluvial esventra o extremo meridional da Namíbia. Com 160km de comprimento, 27km de largura e, a espaços, 550 metros de profundidade, o Fish River Canyon é o Grand Canyon de África. E um dos maiores desfiladeiros à face da Terra.
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Circuito Annapurna: 2º - Chame a Upper PisangNepal

(I)Eminentes Annapurnas

Despertamos em Chame, ainda abaixo dos 3000m. Lá  avistamos, pela primeira vez, os picos nevados e mais elevados dos Himalaias. De lá partimos para nova caminhada do Circuito Annapurna pelos sopés e encostas da grande cordilheira. Rumo a Upper Pisang.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Caminhantes no trilho do Ice Lake, Circuito Annapurna, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 7º - Braga - Ice Lake, Nepal

Circuito Annapurna – A Aclimatização Dolorosa do Ice Lake

Na subida para o povoado de Ghyaru, tivemos uma primeira e inesperada mostra do quão extasiante se pode provar o Circuito Annapurna. Nove quilómetros depois, em Braga, pela necessidade de aclimatizarmos ascendemos dos 3.470m de Braga aos 4.600m do lago de Kicho Tal. Só sentimos algum esperado cansaço e o avolumar do deslumbre pela Cordilheira Annapurna.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Salto para a frente, Naghol de Pentecostes, Bungee Jumping, Vanuatu
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol de Pentecostes: Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.
Natal nas Caraíbas, presépio em Bridgetown
Cidades
Bridgetown, Barbados e Granada

Um Natal nas Caraíbas

De viagem, de cima a baixo, pelas Pequenas Antilhas, o período natalício apanha-nos em Barbados e em Granada. Com as famílias do outro lado do oceano, ajustamo-nos ao calor e aos festejos balneares das Caraíbas.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Cruzamento movimentado de Tóquio, Japão
Cultura
Tóquio, Japão

A Noite Sem Fim da Capital do Sol Nascente

Dizer que Tóquio não dorme é eufemismo. Numa das maiores e mais sofisticadas urbes à face da Terra, o crepúsculo marca apenas o renovar do quotidiano frenético. E são milhões as suas almas que, ou não encontram lugar ao sol, ou fazem mais sentido nos turnos “escuros” e obscuros que se seguem.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Em Viagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
vale profundo, socalcos arroz, batad, filipinas
Étnico
Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.
tunel de gelo, rota ouro negro, Valdez, Alasca, EUA
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

Sensações vs Impressões

Almada Negreiros, Roça Saudade, São Tomé
História
Saudade, São Tomé, São Tomé e Príncipe

Almada Negreiros: da Saudade à Eternidade

Almada Negreiros nasceu, em Abril de 1893, numa roça do interior de São Tomé. À descoberta das suas origens, estimamos que a exuberância luxuriante em que começou a crescer lhe tenha oxigenado a profícua criatividade.
Brava ilha Cabo Verde, Macaronésia
Ilhas
Brava, Cabo Verde

A Ilha Brava de Cabo Verde

Aquando da colonização, os portugueses deparam-se com uma ilha húmida e viçosa, coisa rara, em Cabo Verde. Brava, a menor das ilhas habitadas e uma das menos visitadas do arquipélago preserva uma genuinidade própria da sua natureza atlântica e vulcânica algo esquiva.
Igreja Sta Trindade, Kazbegi, Geórgia, Cáucaso
Inverno Branco
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Natureza
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
ilha de Praslin, cocos do mar, Seychelles, Enseada do Éden
Parques Naturais

Praslin, Seychelles

 

O Éden dos Enigmáticos Cocos-do-Mar

Durante séculos, os marinheiros árabes e europeus acreditaram que a maior semente do mundo, que encontravam nos litorais do Índico com forma de quadris voluptuosos de mulher, provinha de uma árvore mítica no fundo dos oceanos.  A ilha sensual que sempre os gerou deixou-nos extasiados.
Património Mundial UNESCO
Nikko, Japão

Nikko, Toshogu: o Santuário e Mausoléu do Xogum Tokugawa

Um tesouro histórico e arquitectónico incontornável do Japão, o santuário Toshogu de Nikko homenageia o mais importante dos xoguns nipónicos, mentor da nação japonesa: Tokugawa Ieyasu.
Verificação da correspondência
Personagens
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
Promessa?
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Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
Solovestsky Outonal
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A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
A Toy Train story
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Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Tombola, bingo de rua-Campeche, Mexico
Sociedade
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
manada, febre aftosa, carne fraca, colonia pellegrini, argentina
Vida Quotidiana
Colónia Pellegrini, Argentina

Quando a Carne é Fraca

É conhecido o sabor inconfundível da carne argentina. Mas esta riqueza é mais vulnerável do que se imagina. A ameaça da febre aftosa, em particular, mantém as autoridades e os produtores sobre brasas.
Tombolo e Punta Catedral, Parque Nacional Manuel António, Costa Rica
Vida Selvagem
PN Manuel António, Costa Rica

O Pequeno-Grande Parque Nacional da Costa Rica

São bem conhecidas as razões para o menor dos 28 parques nacionais costarriquenhos se ter tornado o mais popular. A fauna e flora do PN Manuel António proliferam num retalho ínfimo e excêntrico de selva. Como se não bastasse, limitam-no quatro das melhores praias ticas.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.