Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

A Rampa de Lançamento do Programa Espacial Americano


Fonte Kennedy
Fonte à entrada do Kennedy Space Center homenageia o Presidente que mais impulsionou o Programa Espacial Americano.
Saturn V
Base do foguetão Saturn V em que viajaram todos os astronautas que pisaram a superfície da Lua.
Destroço de vaivém espacial
Criança ajuda a definir a dimensão de uma peça de um vaivém espacial destruído.
Miniatura
Miniatura de foguetões no Kennedy Space Center.
Space X Test
Fotógrafos capturam a ascensão do foguetão Falcon 9 durante o Space X In-Flight Abort Test.
Sala Controle.
Réplica da sala de controle do programa Apollo.
Falcon 9
Foguetão Falcon 9 da Space S ascende durante o Space X In-Flight Abort Test.
Em Espera
Fotógrafos aguardam o lançamento do Falcon 9, parte do Space X In-Flight Abort Test.
Base KSC
Base estrutural de uma das rampas de lançamento do Kennedy Space Center.
Filme 3D “Journey to Space”
Momento de um filme 3D que aborda a conquista do espaço pelos Estados Unidos.
Cápsula Lunar
Cápsula Lunar Apollo 11 exposta no complexo Saturn V.
Astronaut Hall of Fame
Salão espelhado do Astronaut Hall of Fame, que louva os astronautas americanos.
Jardim dos Foguetões
Sol atrás do Rocket Garden do Kennedy Space Center.
Aviso de Entrada
Entrada do Kennedy Space Center com aviso de suspensão do Space X In-Flight Abort Test.
Rocket Garden
Visitante percorre um passadiço elevado do Rocket Garden do Kennedy Space Center.
De viagem pela Flórida, desviamos da órbita programada. Apontamos ao litoral atlântico de Merrit Island e do Cabo Canaveral. Lá exploramos o Kennedy Space Center e acompanhamos um dos lançamentos com que a empresa Space X e os Estados Unidos agora almejam o Espaço.

Foi o primeiro despertar madrugador.

Pesado, sonolento, soturno, na noite que teimava em resistir. Partimos do relvado da Willow Lane de Cocoa. Daquela ruela ajardinada, seguimos as coordenadas sem percalços.

Tinham-nos dito que, em dia de lançamento, devíamos chegar bem cedo. Cumprimos o conselho num grau que roçava o insano. Mesmo assim, percorrida a vastidão de floresta sub-tropical e de prados ensopados, quando nos detemos no semáforo da grande alameda do Kennedy Space Center, somos tudo menos pioneiros.

Desligamos o motor. Reclinamos os bancos. Com o despertador activado, dormitamos.

A ideia era entrarmos a tempo de assistirmos ao lançamento do Space X Crew Dragon In-Flight Abort Test, como o nome indica, programado para interromper a sua ascensão e assegurar que, sem danos, a nave pousasse no Atlântico.

Space X Crew Dragon In-Flight Abort Test que Acabou Abortado

O teste tinha como fim comprovar a segurança da tripulação caso o lançamento oficial tivesse que ser abortado por qualquer razão. Quando despertarmos, apercebemo-nos de que o próprio teste estava enguiçado.

Os painéis electrónicos acima dos pórticos indicavam que o lançamento tinha sido adiado para o dia seguinte.

Segundo apurámos, agitado por um ou dois dias de vento forte, o mar ao largo do Cabo Canaveral, não garantia a integridade da nave, nem a sua recuperação.

Entrada do Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Entrada do Kennedy Space Center com aviso de suspensão do Space X In-Flight Abort Test.

A Space X e a NASA contavam que, na manhã seguinte, o vento e o mar amainassem.

Decidimos ficar à descoberta do Kennedy Space Center. Por norma, o centro só abria às nove da manhã. Mas as suas autoridades faziam questão de recompensar o esforço do público dos lançamentos.

De acordo, permitiram-lhe o acesso às instalações duas horas antes.

Entramos. Cumprimentamos com um “salamat” efusivo a funcionária das Filipinas com quem tínhamos falado na tarde anterior, quando levantámos os bilhetes.

À Descoberta do Espaço, no Vasto Kennedy Space Center

Bastam uns passos do pórtico interior em diante para nos confrontarmos com o Rocket Garden, uma espécie de instalação feita de foguetões a apontarem para o céu que parecem saudar os recém-chegados.

Rocket Garden, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Sol atrás do Rocket Garden do Kennedy Space Center.

Deambulamos entre aqueles prodígios agora de museu, intrigados pelas suas histórias espaciais e abismais.

Lá constava o Mercury Redstone 3 que lançou o sonho americano e em que Alan Shepard levou a bom porto o primeiro voo espacial tripulado dos Estados Unidos, entre vários outros dos sucessivos programas da NASA: o Mercury, o Gemini e o Apollo.

Investigamos as cápsulas tripuladas ali expostas para que os visitantes possam sentir o conforto – ou, na maior parte dos casos, a falta dele – em que os astronautas viajaram para o Espaço.

O sol empinava-se já sobre Atlântico a leste e o Hall of Fame dos Astronautas dos Estados Unidos não tardou a abrir.

Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Visitante percorre um passadiço elevado do Rocket Garden do Kennedy Space Center.

No Hall of Fame, encontramos um sortido de momentos e de personalidades determinantes para a ciência espacial, e, claro está, os astronautas que, ao longo das décadas, lhe tinham concedido as suas vidas.

Mas não só.

A Memória Controversa de Martin Luther King no Hall of Fame do KSC

O memorial revelou-se político que bastasse para destacar também Martin Luther King.

Este malogrado activista visitou a Florida por várias vezes, incluindo a região de Cocoa da actual Space Coast e das imediações do Kennedy Space Center. Ali conviveu e partilhou ideais com o pastor influente W.O. Wells.

Numa dessas ocasiões, Wells chegou a escrever a Kennedy e expressou preocupação com o dever que a NASA tinha de contratar também empregados da minoria negra e de outras, algo que até à data estava longe de acontecer.

Fonte, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Fonte à entrada do Kennedy Space Center homenageia o Presidente que mais impulsionou o Programa Espacial Americano.

No seu livro “Where do We Go From Here” de 1967, meio ano após a explosão que matou três astronautas da missão Apollo I num lançamento de teste, Luther King, desafiou os Estados Unidos a darem prioridade à resolução dos seus problemas internos, em vez da conquista da Lua:

“…se a nossa nação pode gastar 35 mil milhões de dólares por ano para travar uma guerra maléfica, injusta no Vietname e 20 mil milhões para levar um homem à Lua, então também pode gastar alguns mil milhões para pôr os filhos de Deus sobre os seus próprios pés, aqui na Terra.”

Por contraditório que possa soar, Wells testemunhou que Luther King expressou o desejo de assistir a um dos lançamentos de foguetões.

Em simultâneo, cerca de um ano após o seu assassínio em Atlanta, as palavras de King nos seus discursos e obras, instigaram manifestações junto ao Kennedy Space Center, numa altura em que a NASA se preparava para lançar o seu Apollo II, a primeira missão tripulada a visar a Lua.

Hall of Fame, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Salão espelhado do Astronaut Hall of Fame, que louva os astronautas americanos.

Continuamos a atravessar o Hall of Fame, cada vez mais incomodados com o protagonismo exagerado e até ridículo dado ao heroísmo que os americanos tanto valorizam e que já não parecem conseguir dissociar das suas vidas.

O pavilhão do Hall of Fame termina em tons de azul-cosmos e dourado, num salão com dezenas de perfis dos protagonistas da conquista do Espaço, reflectidos num solo lustroso.

De Autocarro, em Órbita das Instalações da NASA

Deixamo-lo à pressa, disparados para uma doca de embarque, apesar de tudo, bem menos pomposa do Centro. “The Journey Starts Here” dita uma escotilha com visual de “Espaço 1999”.

Do lado de lá, juntamo-nos a uma fila já longa e embarcamos num dos autocarros que percorrem as instalações da NASA, as suas diversas plataformas de ensaios, de lançamentos e afins.

Base, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Base estrutural de uma das rampas de lançamento do Kennedy Space Center.

É o próprio motorista que narra a viagem, que nos introduz ao grande edifício quase cúbico da NASA, ao complexo de lançamentos 39B, e ao enorme hangar de montagem dos foguetões e veículos espaciais.

O Programa Apollo e o foguetão Saturn V, uma Dupla de Sucesso

Numa das suas paragens, o autocarro deixa-nos à porta do complexo Apollo/Saturn V. Lá nos impressiona, pela sua dimensão avassaladora, o foguetão Saturn V, mais importante que os demais já que todos os humanos que pisaram a Lua com partida do Kennedy Space Center a atingiram a bordo de um Saturn V.

Ali, de uma ponta à outra, tentamos destrinçar as diversas partes da sua estrutura:

a cápsula Apollo, o módulo lunar, os tanques de oxigénio líquido (LOX), os de combustível e as secções ocupadas pelos três conjuntos de RocketDynes, a começar pelos cinco motores F-1 da base a que uma inesperada proximidade confere um dramatismo especial.

Saturn V, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Base do foguetão Saturn V em que viajaram todos os astronautas que pisaram a superfície da Lua.

Admiramos também os vários protótipos de fatos espaciais propostos à NASA e os moldes das mãos dos astronautas usados para criar as suas luvas.

Observamos o Lunar Roving Vehicle com o fascínio saudosista de quem gastou muitas horas de infância a jogar “Moon Alert”, um dos primeiros lançamentos (leia-se criação e comercialização de jogos) para ZX Spectrum da empresa Ocean Software.

Já mais a sério, se bem que ainda em modo de simulação, assistimos às operações que viabilizaram o lançamento do Saturn V do programa Apollo 8.

A Alunagem Periclitante de Neil Armstrong e Buzz Aldrin

E, numa outra sala, acompanhamos a viagem lunar que terminou com a alunagem pioneira.

Lá compreendemos melhor o quão periclitante e marginal se provou a sua concretização.

Como Neil Armstrong se apercebeu de que o lugar de contacto programado no computador do veículo correspondia a uma área repleta de rochas.

Sala Controle Apollo, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Réplica da sala de controle do Programa Apollo.

Como se viu obrigado a assumir o modo semi-automático do “Eagle” e, com o combustível prestes a terminar, o conseguiu pousar numa área relativamente plana de Mare Tranquilitatis.

Experimentamos tudo isto. E muito mais.

Na curta e, por comparação, insignificante viagem de volta no autocarro pela área entre os rios Indian e Banana, o motorista aponta aos passageiros alguns dos aligators com que os funcionários da NASA se habituaram a conviver. Frustrados por aquele súbito regresso às banalidades terrenas, corremos para o complexo do Space Shuttle Atlantis.

No interior, à imagem do que acontecera com o foguetão Saturn V, espantamo-nos com a elegância – bem mais que com a dimensão – deste vaivém espacial que deixava a terra a bruar e a fumegar mas regressava num pouso suave mais planante que o de muitos aviões comerciais.

E que conseguiram furtar-se às piores tragédias do Programa Espacial Americano, os vaivéns Challenger e Columbia.

Fragmento de vaivém espacial, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Criança ajuda a definir a dimensão de uma peça de um vaivém espacial destruído.

Uma Simulação Trepidante do Lançamento de um Foguetão Espacial

Conhecíamos bem a última das modalidades. Experimentámos, assim, o que sentiam os astronautas durante os lançamentos dos foguetões.

Quase deitados, amarrados por cintos de segurança em grandes cadeirões, vibrámos e estremecemos como se os gigantescos motores dos foguetões nos tivessem, de facto, a propulsionar.

Apesar de tudo, pensávamos que as descolagens fossem, para os astronautas, experiências mais extremas.

Cumpridas todas aquelas visitas e simulações, o dia no Space Center aproximava-se do fim. Passámo-lo em absoluto deslumbre. Mas não nos esquecíamos da frustração em que tínhamos amanhecido.

De acordo, na madrugada seguinte, repetimos o despertar nocturno.

De Volta ao Space X Crew Dragon In-Flight Abort Test 

A Space X ia tentar uma vez mais o Space X Crew Dragon In-Flight Abort Test. Nós, tudo faríamos para o testemunhar.

Em vez de nos dirigirmos ao Space Center, tentamos aproximar-nos mais da área do lançamento. Apontamos à praia de Playa Linda, um desses lugares privilegiados.

Chegados a Titusville, atravessamos a ponte A. Max Brewer. Como receávamos, do lado de lá, a polícia barrava o acesso à Merrit Island que acolhia o Space Center e dava acesso à Playa Linda.

Invertemos rumo. Estacionamos num ponto da margem do Indian River que nos parecia favorável. Fotografamos o raiar do dia. Desligamos o motor, reclinamos os bancos.

Com o despertador activado, dormitamos.

A Ascensão Estratosférica e a Descida Programada Sobre o Oceano Atlântico

Aos poucos, toda a margem se encheu de um público multinacional entusiasta, munido de câmaras e tripés  orientados para o Atlântico.

Espera do teste, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Fotógrafos aguardam o lançamento do Falcon 9, parte do Space X In-Flight Abort Test.

Verificamos os sucessivos anúncios enviados pela app do Kennedy Space Center.

Tudo indicava que o lançamento se iria mesmo realizar.

Por volta das dez da manhã, à hora anunciada, o foguetão Falcon 9 lá surgiu acima da vegetação da ilha de Merrit, com os motores a gerarem um longo feixe incandescente. Subiu até quase o perdermos de vista.

Falcon 9, Kennedy Space Center, Florida, Estados Unidos

Foguetão Falcon 9 da Space S ascende durante o Space X In-Flight Abort Test.

Pouco depois, desfez-se num fogo de artifício estratosférico.

Tinha sido aquele o momento da interrupção do lançamento testado pela Space X de Elon Musk, a empresa privada que, saturados com os gigantescos custos e fracos proveitos da NASA, os Estados Unidos encarregaram de prosseguir com o programa espacial, com foco em Marte e num modo bastante mais económico.

Já imperceptível aos olhos, como às objectivas que possuíamos, a cápsula Dragon da tripulação precipitou-se sobre o oceano.

De acordo com o planeado, a Space X recuperou-a.

Voltou a furtar-se a danos multimilionários.

 

COMO IR

Reserve e voe com TAP Air Portugal: www.flytap.com  A TAP voa, directo, de Lisboa para Miami, todos os dias.

Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Samarcanda, Usbequistão

O Sultão Astrónomo

Neto de um dos grandes conquistadores da Ásia Central, Ulugh Beg preferiu as ciências. Em 1428, construiu um observatório espacial em Samarcanda. Os seus estudos dos astros levaram-lhe o nome a uma cratera da Lua.
Mauna Kea, Havai

Mauna Kea: um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra
Little Havana, E.U.A.

A Pequena Havana dos Inconformados

Ao longo das décadas e até aos dias de hoje, milhares de cubanos cruzaram o estreito da Florida em busca da terra da liberdade e da oportunidade. Com os E.U.A. ali a meros 145 km, muitos não foram mais longe. A sua Little Havana de Miami é, hoje, o bairro mais emblemático da diáspora cubana.
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É parco para o número de almas que a desejam.
Miami, E.U.A.

Uma Obra-Prima da Reabilitação Urbana

Na viragem para o século XXI, o bairro Wynwood mantinha-se repleto de fábricas e armazéns abandonados e grafitados. Tony Goldman, um investidor imobiliário astuto, comprou mais de 25 propriedades e fundou um parque mural. Muito mais que ali homenagear o grafiti, Goldman fundou o grande bastião da criatividade de Miami.
Florida Keys, E.U.A.

A Alpondra Caribenha dos E.U.A.

Os Estados Unidos continentais parecem encerrar-se, a sul, na sua caprichosa península da Flórida. Não se ficam por aí. Mais de cem ilhas de coral, areia e mangal formam uma excêntrica extensão tropical que há muito seduz os veraneantes norte-americanos.
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Grand Canyon, E.U.A.

Viagem pela América do Norte Abismal

O rio Colorado e tributários começaram a fluir no planalto homónimo há 17 milhões de anos e expuseram metade do passado geológico da Terra. Também esculpiram uma das suas mais deslumbrantes entranhas.
Monte Denali, Alasca

O Tecto Sagrado da América do Norte

Os indígenas Athabascan chamaram-no Denali, ou o Grande e reverenciam a sua altivez. Esta montanha deslumbrante suscitou a cobiça dos montanhistas e uma longa sucessão de ascensões recordistas.
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
Monument Valley, E.U.A.

Índios ou cowboys?

Realizadores de Westerns emblemáticos como John Ford imortalizaram aquele que é o maior território indígena dos Estados Unidos. Hoje, na Nação Navajo, os navajo também vivem na pele dos velhos inimigos.
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Las Vegas, E.U.A.

Onde o Pecado tem Sempre Perdão

Projectada do Deserto Mojave como uma miragem de néon, a capital norte-americana do jogo e do espectáculo é vivida como uma aposta no escuro. Exuberante e viciante, Vegas nem aprende nem se arrepende.
Navajo Nation, E.U.A.

Por Terras da Nação Navajo

De Kayenta a Page, com passagem pelo Marble Canyon, exploramos o sul do Planalto do Colorado. Dramáticos e desérticos, os cenários deste domínio indígena recortado no Arizona revelam-se esplendorosos.
Vale da Morte, E.U.A.

O Ressuscitar do Lugar Mais Quente

Desde 1921 que Al Aziziyah, na Líbia, era considerado o lugar mais quente do Planeta. Mas a polémica em redor dos 58º ali medidos fez com que, 99 anos depois, o título fosse devolvido ao Vale da Morte.
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Pearl Harbor, Havai

O Dia em que o Japão foi Longe Demais

Em 7 de Dezembro de 1941, o Japão atacou a base militar de Pearl Harbor. Hoje, partes do Havai parecem colónias nipónicas mas os EUA nunca esquecerão a afronta.
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
savuti, botswana, leões comedores de elefantes
Safari
Savuti, Botswana

Os Leões Comedores de Elefantes de Savuti

Um retalho do deserto do Kalahari seca ou é irrigado consoante caprichos tectónicos da região. No Savuti, os leões habituaram-se a depender deles próprios e predam os maiores animais da savana.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a ChameNepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
planicie sagrada, Bagan, Myanmar
Arquitectura & Design
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Aventura
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
bebe entre reis, cavalhadas de pirenopolis, cruzadas, brasil
Cerimónias e Festividades
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Atenas, Grécia, Render da Guarda na Praça Sintagma
Cidades
Atenas, Grécia

A Cidade que Perpetua a Metrópolis

Decorridos três milénios e meio, Atenas resiste e prospera. De cidade-estado belicista, tornou-se a capital da vasta nação helénica. Modernizada e sofisticada, preserva, num âmago rochoso, o legado da sua gloriosa Era Clássica.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Kiomizudera, Quioto, um Japão Milenar quase perdido
Cultura
Quioto, Japão

Um Japão Milenar Quase Perdido

Quioto esteve na lista de alvos das bombas atómicas dos E.U.A. e foi mais que um capricho do destino que a preservou. Salva por um Secretário de Guerra norte-americano apaixonado pela sua riqueza histórico-cultural e sumptuosidade oriental, a cidade foi substituída à última da hora por Nagasaki no sacrifício atroz do segundo cataclismo nuclear.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Desporto
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
Em Viagem
Estradas Imperdíveis

Grandes Percursos, Grandes Viagens

Com nomes pomposos ou meros códigos rodoviários, certas estradas percorrem cenários realmente sublimes. Da Road 66 à Great Ocean Road, são, todas elas, aventuras imperdíveis ao volante.
Tatooine na Terra
Étnico
Matmata, Tataouine:  Tunísia

A Base Terrestre da Guerra das Estrelas

Por razões de segurança, o planeta Tatooine de "O Despertar da Força" foi filmado em Abu Dhabi. Recuamos no calendário cósmico e revisitamos alguns dos lugares tunisinos com mais impacto na saga.  
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

New Orleans luisiana, First Line
História
New Orleans, Luisiana, E.U.A.

A Musa do Grande Sul Americano

New Orleans destoa dos fundos conservadores dos E.U.A. como a defensora de todos os direitos, talentos e irreverências. Em tempos francesa, para sempre afrancesada, a cidade do jazz inspira, a novos ritmos contagiantes, a fusão de etnias, culturas, estilos e sabores.
Natal nas Caraíbas, presépio em Bridgetown
Ilhas
Bridgetown, Barbados e Granada

Um Natal nas Caraíbas

De viagem, de cima a baixo, pelas Pequenas Antilhas, o período natalício apanha-nos em Barbados e em Granada. Com as famílias do outro lado do oceano, ajustamo-nos ao calor e aos festejos balneares das Caraíbas.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Estátuas de elefantes à beira do rio Li, Elephant Trunk Hill, Guilin, China
Natureza
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Parques Naturais
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Rio Matukituki, Nova Zelândia
Património Mundial UNESCO
Wanaka, Nova Zelândia

Que Bem que Se Está no Campo dos Antípodas

Se a Nova Zelândia é conhecida pela sua tranquilidade e intimidade com a Natureza, Wanaka excede qualquer imaginário. Situada num cenário idílico entre o lago homónimo e o místico Mount Aspiring, ascendeu a lugar de culto. Muitos kiwis aspiram a para lá mudar as suas vidas.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Pórtico de Daytona Beach, praia mais famosa do ano, Florida
Praias
Daytona Beach, Flórida, Estados Unidos

A Dita Praia Mais Famosa do Mundo

Se a sua notoriedade advém sobretudo das corridas NASCAR, em Daytona Beach, encontramos uma estância balnear peculiar e um areal vasto e compacto que, em tempos, serviu para testes de velocidade automóvel.
Banhistas em pleno Fim do Mundo-Cenote de Cuzamá, Mérida, México
Religião
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Trem do Serra do Mar, Paraná, vista arejada
Sobre Carris
Curitiba a Morretes, Paraná, Brasil

Paraná Abaixo, a Bordo do Trem Serra do Mar

Durante mais de dois séculos, só uma estrada sinuosa e estreita ligava Curitiba ao litoral. Até que, em 1885, uma empresa francesa inaugurou um caminho-de-ferro com 110 km. Percorremo-lo, até Morretes, a estação, hoje, final para passageiros. A 40km do término original e costeiro de Paranaguá.
imperador akihito acena, imperador sem imperio, toquio, japao
Sociedade
Tóquio, Japão

O Imperador sem Império

Após a capitulação na 2ª Guerra Mundial, o Japão submeteu-se a uma constituição que encerrou um dos mais longos impérios da História. O imperador japonês é, hoje, o único monarca a reinar sem império.
Vendedores de fruta, Enxame, Moçambique
Vida Quotidiana
Enxame, Moçambique

Área de Serviço à Moda Moçambicana

Repete-se em quase todas as paragens em povoações de Moçambique dignas de aparecer nos mapas. O machimbombo (autocarro) detém-se e é cercado por uma multidão de empresários ansiosos. Os produtos oferecidos podem ser universais como água ou bolachas ou típicos da zona. Nesta região a uns quilómetros de Nampula, as vendas de fruta eram sucediam-se, sempre bastante intensas.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.