À Descoberta de Tassie,  Parte 2 - Hobart a Port Arthur, Austrália

Uma Ilha Condenada ao Crime


De Vigia
Ave bicuda permanece alerta sobre um muro do complexo prisional de Port Arthur.
Caminho Verde
Alameda verdejante percorre o território do antigo complexo prisional de Port Arthur.
Port Arthur
Vista das muralhas do edifício prisional para lá de uma vedação do complexo.
O ex-Presídio
Fachada do complexo prisional, ou o que dela resta após várias décadas de abandono.
Num isolamento também marinho
As ruínas prisionais do complexo prisional de Port Arthur cercadas por águas infestadas de tubarões.
Liberdade de Turista
Visitante examina um recanto do complexo histórico de Port Arthur.
Segundo o Roteiro
Visitante percorre os edifícios do complexo prisional guiada pela locução gravada do museu.
Sol vs Sombra
Detalhe arquitectónico do complexo de Port Arthur.
O que Sobrou do Complexo
Cenário do complexo prisional de Port Arthur, abrigado numa península da Tasmânia, de fuga quase impossível.
O grande Paredão
As paredes degradadas da prisão de Port Artur, vistas de Mason Cove.
Confinado
Visitante examina um recanto da beira-mar de Port Arthur.
Torre Grande
Casal surge de dentro de um torreão de um dos edifício do complexo prisional.
Peter Brannon
Figura ilustrativa do museu do complexo prisional, inspirada no condenado Peter Brannon.
Os Crimes dos Convictos
Visitante investiga curiosidades escabrosas nas sentenças que levaram vários prisioneiros a Port Arthur.
O complexo prisional de Port Arthur sempre atemorizou os desterrados britânicos. 90 anos após o seu fecho, um crime hediondo ali cometido forçou a Tasmânia a regressar aos seus tempos mais lúgubres.

É sábado de manhã, e como em tantos outros sábados, dezenas de saltimbancos disputam os últimos recantos do jardim de Salamanca Place, quase todo preenchido pela feira mais famosa de Hobart, a capital da Tasmânia.

El Diabolero exibe o corpo escanzelado. De tronco nu, o busker apregoa o seu número à multidão de transeuntes e não demora a conquistar uma audiência considerável.

«Muito bem, vou precisar de dois voluntários sem grandes razões para viver», comunica aos berros para logo accionar uma motoserra assustadora. Recrutadas as vítimas, liga um pequeno leitor de CD’s e passa, em alto volume, a banda sonora contagiante do filme “Missão Impossível”.

Pouco depois, inaugura a sua actuação feita de malabarismos com facas, um diábolo e maças em fogo sobre um monociclo vertiginoso. E, já de volta ao solo, com moto-serras em funcionamento. Truque atrás de truque, piada após piada, o público do artista aumenta a olhos vistos.

Encerrado o acto, a diversão que ofereceu e o apelo sincero do saltimbanco conquistam uma cartola cheia de dólares aussies. Agradecido mas mesmo assim insatisfeito, El Diabolero prenda os últimos resistentes com uma tirada final: “Vocês aí ao fundo que não têm trocos: não se preocupem. É só virem aqui ao terminal multibanco!

A Grande Prisão Austral de Port Arthur

A empatia e admiração de Hobart pelas formas alternativas e extremas de vida já vem de há muito. E está nos genes dos seus habitantes. Dos primeiros 262 europeus que chegaram, à colónia penal britânica, 178 eram criminosos degredados.

Em 1830, o governador da Tasmânia achou na península de Tasman um lugar onde podia confinar os condenados que tinham reincidido já na ilha. Viu-a como uma penitenciária natural, já que estava ligada ao restante território por um istmo com menos de cem metros de largura.

Ruinas Port Arthur, Tasmania, Australia

As ruínas prisionais do complexo prisional de Port Arthur cercadas por águas infestadas de tubarões.

Para impedir a fuga dos condenados através dessa faixa – que foi chamada de Eaglehawk Neck – posicionou uma linha de cães de guarda ferozes e espalhou o boato de que as águas em redor, além de gélidas, estavam infestadas de tubarões.

Nos 47 anos seguintes, cerca de 12.500 criminosos cumpriram pena no complexo prisional de Port Arthur. Para os mais problemáticos, a sua estada foi um inferno.

Visitante museu, Port Arthur, Tasmania, Australia

Visitante investiga curiosidades escabrosas nas sentenças que levaram vários prisioneiros a Port Arthur.

Os que se submetiam às regras, chegaram a viver na Tasmânia com condições melhores que as que tinham na Grã-Bretanha.

À medida que caminhamos entre as ruínas dos edifícios, num cenário austral tão peculiar como clássico e bucólico, percebemos como foram possíveis os dois extremos.

Museu, Port Arthur, Tasmania, Australia

Visitante percorre os edifícios do complexo prisional guiada pela locução gravada do museu.

Mais que uma cadeia, toda uma Cidade Prisional

Port Arthur provou-se mais que uma simples prisão. Com o tempo, tornou-se numa verdadeira povoação que funcionava como centro da rede prisional da ilha e contemplava uma serração, um estaleiro naval, uma mina de carvão, fábricas de sapatos, de tijolos e de pregos mas também hortas e criação de animais.

Para servir toda esta produção, foi ainda construído uma espécie de caminho de ferro – o primeiro da Austrália. Tinha 7 km e ligava Norfolk Bay a Long Bay e as suas carruagens eram empurradas pelos prisioneiros.

De Colónia Prisional a Monumento ao Obscuro Passado Colonial

Em 1877, o complexo foi desactivado. Anos depois, sucumbiu a dois incêndios que destruíram boa parte dos edifícios. Mas alguns dos habitantes das redondezas estavam determinados em recuperá-lo para ali se instalarem.

Quando chegaram os primeiros curiosos a querer conhecer o lugar infame, sem o saberem, inauguraram o turismo da região entretanto dotado de infraestruturas de acolhimento e venda de recordações, bem como do serviço de guias.

Torre, Port Arthur, Tasmania, Australia

Casal surge de dentro de um torreão de um dos edifício do complexo prisional.

Daí para cá, Port Arthur ascendeu a ex-libris do património histórico da Tasmânia. Visitam-no, anualmente, milhares de ozzies e estrangeiros. Como nós, ali se espantam e fascinam com um passado cru e dramático que parece condenado a renovar-se.

Mas nem o contexto histórico tenebroso que lhe deu origem tinha preparado a Tasmânia e a Austrália para os acontecimentos de 28 de Abril de 1996, uma tragédia de tal forma marcante que acabou por correr mundo.

109 Anos Depois, o Crime Volta a Assombrar Port Arthur

Narra a imprensa australiana que Martin Bryant, então com 28 anos, residia na povoação vizinha de New Town. Dotado de um QI extremamente baixo (cerca de 66), era conhecido por stupid Marty mas, em termos financeiros, a vida sorria-lhe.

Helen Harvey, uma mulher muito mais velha, solitária e excêntrica das redondezas, começou a apreciar a sua companhia e a ajuda que dava a tratar das dezenas de gatos e outros animais que acolhia em casa.

Tornaram-se inseparáveis e Helen legou-lhe mais de 400 mil euros que Martin foi gastando em viagens frequentes para o estrangeiro, muitas, em primeira classe.

O dinheiro não chegou para resolver a miséria em que se transformou a sua vida após ter perdido, quase de seguida, esta amiga e o pai.

Museu, Port Arthur, Tasmania, Australia

Figura ilustrativa do museu do complexo prisional, inspirada no condenado Peter Brannon.

Frustrado por motivos incertos, mas provavelmente devido às frequentes humilhações de que era vítima e ao suicídio do progenitor – que sofria de uma depressão crónica agravada por não ter conseguido comprar a propriedade dos seus sonhos – Martin decidiu vingar-se do tormento que o acossava.

Irrompeu pela guest house Seascape – a tal propriedade – munido de uma metralhadora AR-15 e de uma faca e matou o casal que se havia antecipado ao seu pai no negócio.

Depois de algumas voltas de carro pela região, às 13h10, entrou no complexo histórico de Port Arthur e almoçou. Terminada a refeição, tirou a sua metralhadora de um saco e deu início a um terrível assassínio em série. Trinta e cinco pessoas de diferentes países pereceram, 20 outras ficaram feridas.

Parede ex-Presidio, Port Arthur, Tasmania, Australia

As paredes degradadas da prisão de Port Artur, vistas de Mason Cove.

O Perfil Esquivo e Dúbio de Martin Bryant

Em vez de se redimir da sua origem tortuosa, Port Arthur e a Tasmânia mancharam-se de sangue.

Martin Bryant foi condenado a 35 de sentenças de vida, 1035 anos no total. Cumpre pena numa prisão de máxima segurança dos arredores de Hobart a que a população chama The Pink Palace.

Carlene Bryant, a sua mãe e única visitante, respondeu ao entrevistador australiano do programa “60 Minutes” emitido aquando dos 15 anos do acontecimento: “O Martin, quando foi interrogado, provavelmente durante semanas a seguir ao que aconteceu, disse sempre que não tinha estado em Port Arthur ou no café Broad Arrow.

Vou arrepender-me para toda a vida de ter apoiado a sua confissão. Mais tarde, algumas pessoas presentes, vieram afirmar que não reconheciam o atirador como sendo o Martin Bryant. Nunca houve um julgamento justo ou foram apresentadas provas conclusivas.”

Visitante, Port Arthur, Tasmania, Australia

Visitante examina um recanto do complexo histórico de Port Arthur.

Carlene diz ainda que foi diagnosticado recentemente Síndrome de Asperger em Martin e que o filho denota um óbvio excesso de peso. “Já lhe voltei a perguntar se tinha sido ele o autor mas não consigo que me dê uma resposta ou que queira falar do assunto.

Se o voltar a tentar, ele deixa de me querer ver porque tem medo que lhe faça mais perguntas”.

Uma Tragédia Difícil de Ultrapassar

A emissão da entrevista enfureceu as famílias das vítimas. E renovou a sensação de que, apesar dos muitos anos passados, a matança de Port Arthur está por sanar.

Pormenor ruínas de Port Arthur, Tasmania, Australia

Detalhe arquitectónico do complexo de Port Arthur.

Basta investigar um pouco na Internet para verificar que várias teorias da conspiração criadas ao longo do tempo continuam a entusiasmar alguns tazzies e ozzies que se recusam a acreditar na versão dos factos apresentada pelas autoridades e pela maior parte dos média.

Uma teoria em particular conquistou vários milhares de adeptos. Sugere que a chacina foi planeada pelo governo australiano para  escandalizar a opinião pública e assim justificar uma lei que viesse a desarmar os cidadãos.

Defendem os seus apoiantes que, entre vários outros aspectos, não tem lógica que Martin Bryant, com o seu baixíssimo Q.I. conseguisse disparar com a arma apoiada na anca e acertar em grande parte das vítimas na cabeça. Que, na verdade, teria sido uma equipa de agentes  contratados a levar a cabo a matança.

Ruínas, Port Arthur, Tasmania, Australia

Vista das muralhas do edifício prisional para lá de uma vedação do complexo.

Ainda Mais Teorias da Conspiração

Um acusador, em particular, incrimina a toda a hora no You Tube e Facebook um antigo polícia de Hobart. Revela o seu nome, profissão, morada e dados de contacto e incita a comunidade de Internautas a investigarem-no.

Em 1996, o primeiro-ministro John Howard tinha conseguido uma eleição com grande maioria de votos. Mesmo sendo conservador, enfrentou uma oposição de monta nas regiões rurais e conseguiu o banimento nacional das armas automáticas e semi-automáticas, sem necessidade de um referendo.

Como sempre acontece, nestes casos, os conspiradores continuam a divulgar inúmeras justificações para as suas conjecturas. Alguns australianos ficam intrigados ou deixam-se convencer, outros limitam-se a ridicularizá-las.

É pouco provável que Martin Bryant saia em liberdade nos próximos tempos.

Em termos de número de vítimas, o massacre que perpetrou na Tasmânia foi ensombrado em 22 de Julho de 2011, na ilha norueguesa de Utoya, por um ultra-radical de Direita de nome Anders Behring Breivik.

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Wycliffe Wells, Austrália

Os Ficheiros Pouco Secretos de Wycliffe Wells

Há décadas que os moradores, peritos de ovnilogia e visitantes testemunham avistamentos em redor de Wycliffe Wells. Aqui, Roswell nunca serviu de exemplo e cada novo fenómeno é comunicado ao mundo.
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
Cairns a Cape Tribulation, Austrália

Queensland Tropical: uma Austrália Demasiado Selvagem

Os ciclones e as inundações são só a expressão meteorológica da rudeza tropical de Queensland. Quando não é o tempo, é a fauna mortal da região que mantém os seus habitantes sob alerta.

Sydney, Austrália

De Desterro de Criminosos a Cidade Exemplar

A primeira das colónias australianas foi erguida por reclusos desterrados. Hoje, os aussies de Sydney gabam-se de antigos condenados da sua árvore genealógica e orgulham-se da prosperidade cosmopolita da megalópole que habitam. 

Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.

À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
À Descoberta de Tassie, Parte 1 - Hobart, Austrália

A Porta dos Fundos da Austrália

Hobart, a capital da Tasmânia e a mais meridional da Austrália foi colonizada por milhares de degredados de Inglaterra. Sem surpresa, a sua população preserva uma forte admiração pelos modos de vida marginais.
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Alcatraz, São Francisco, E.U.A.

De Volta ao Rochedo

Quarenta anos passados sobre o fim da sua pena, a ex-prisão de Alcatraz recebe mais visitas que nunca. Alguns minutos da sua reclusão explicam porque o imaginário do The Rock arrepiava os piores criminosos.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques nacionais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Arquitectura & Design
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Cerimónias e Festividades
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos Trinta

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
Comunismo Imperial
Cidades

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Basmati Bismi
Comida

Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade e qualidade de víveres do Oriente. 

Verão Escarlate
Cultura

Valência a Xàtiva, Espanha

Do outro Lado da Ibéria

Deixada de lado a modernidade de Valência, exploramos os cenários naturais e históricos que a "comunidad" partilha com o Mediterrâneo. Quanto mais viajamos mais nos seduz a sua vida garrida.

Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Fuga de Seljalandsfoss
Em Viagem
Islândia

Ilha de Fogo, Gelo, Cascatas e Quedas de Água

A cascata suprema da Europa precipita-se na Islândia. Mas não é a única. Nesta ilha boreal, com chuva ou neve constantes e em plena batalha entre vulcões e glaciares, despenham-se torrentes sem fim.
MAL(E)divas
Étnico
Malé, Maldivas

As Maldivas a Sério

Contemplada do ar, Malé, a capital das Maldivas, pouco mais parece que uma amostra de ilha atafulhada. Quem a visita, não encontra coqueiros deitados, praias de sonho, SPAs ou piscinas infinitas. Deslumbra-se com o dia-a-dia maldivano  genuíno que as brochuras turísticas omitem.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Cores e sombras
História

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Cidade de Mindelo, São Vicente, Cabo Verde
Ilhas
São Vicente, Cabo Verde

O Milagre de São Vicente

Uma volta a esta ilha revela uma aridez tão deslumbrante como inóspita. Contra todas as probabilidades, por um capricho da história, São Vicente viu o Mindelo prosperar como a segunda cidade mais populosa de Cabo Verde e a sua indisputada capital cultural.
Praia Islandesa
Inverno Branco

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Viajante acima da lagoa gelada de Jökursarlón, Islândia
Natureza
Lagoa Jökursarlón, Glaciar Vatnajökull, Islândia

Já Vacila o Glaciar Rei da Europa

Só na Gronelândia e na Antárctica se encontram geleiras comparáveis ao Vatnajökull, o glaciar supremo do velho continente. E no entanto, até este colosso que dá mais sentido ao termo Terra do Gelo se está a render ao cerco inexorável do aquecimento global.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Barcos fundo de vidro, Kabira Bay, Ishigaki
Parques Naturais
Ishigaki, Japão

Inusitados Trópicos Nipónicos

Ishigaki é uma das últimas ilhas da alpondra que se estende entre Honshu e Taiwan. Ishigakijima abriga algumas das mais incríveis praias e paisagens litorais destas partes do oceano Pacífico. Os cada vez mais japoneses que as visitam desfrutam-nas de uma forma pouco ou nada balnear.
Banco improvisado
Património Mundial UNESCO
Ilha Ibo, Moçambique

Ilha de um Moçambique Ido

Foi fortificada, em 1791, pelos portugueses que expulsaram os árabes das Quirimbas e se apoderaram das suas rotas comerciais. Tornou-se o 2º entreposto português da costa oriental de África e, mais tarde, a capital da província de Cabo Delgado, Moçambique. Com o fim do tráfico de escravos na viragem para o século XX e a passagem da capital para Porto Amélia, a ilha Ibo viu-se no fascinante remanso em que se encontra.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Mangal entre Ibo e ilha Quirimba-Moçambique
Praias
Ilha do Ibo a Ilha QuirimbaMoçambique

Ibo a Quirimba ao Sabor da Maré

Há séculos que os nativos viajam mangal adentro e afora entre a ilha do Ibo e a de Quirimba, no tempo que lhes concede a ida-e-volta avassaladora do oceano Índico. À descoberta da região, intrigados pela excentricidade do percurso, seguimos-lhe os passos anfíbios.
Maksim, povo Sami, Inari, Finlandia-2
Religião
Inari, Finlândia

Os Guardiães da Europa Boreal

Há muito discriminado pelos colonos escandinavos, finlandeses e russos, o povo Sami recupera a sua autonomia e orgulha-se da sua nacionalidade.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Kogi, PN Tayrona, Guardiães do Mundo, Colômbia
Sociedade
PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Bando de flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana
Vida Selvagem
Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana

A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.