Serra Dourada, Goiás, Brasil

Onde o Cerrado Ondula Dourado


Os Retalhos da Serra Dourada
O Monte da Sombra
O Guia Orlei
De Olho na Boiada
Caipira Cansado
Linhas da Serra Dourada
Ipê Rosado
O Dourado da Serra Dourada
Cachoeira
Palmeiral
A Cidade de Pedra
Ocaso Colorado
Cidade de Pedra empilhada
Mais Dourado da Serra Dourada
Um dos tipos de savana da América do Sul, o Cerrado estende-se por mais de um quinto do território brasileiro que abastece de boa parte da água doce. Situado no âmago do Planalto Central e do estado de Goiás, o do Parque Estadual Serra Dourada resplandece a dobrar.

Um passeio demorado em redor da Vila Boa de Goiás revela a beleza pitoresca de certas bolsas de floresta e das roças.

As plantações de cana-de-açúcar alongam-se sem fim. A boiada pasta na vastidão das planícies gramadas e infestadas de cupinzeiros.

Os ipês brancos e rosados destacam-se dos prados, na proximidade de chácaras e sítios centenários a que descendentes de emigrantes europeus perdidos no tempo, há muito entregam o seu suor.

Numa delas, cruzamo-nos com um grupo de caipiras.

Seguem uma longa caravana de juntas de bois que, para nos darem passagem, se veem obrigados a desviar do caminho.

Um dos caipiras, ancião, abriga-se do sol tropical sob um chapéu de couro negro, de abas largas que condiz com as calças escuras.

Malgrado a protecção, tem a pele avermelhada e os olhos verdes embaciados pelos raios solares, como que esvaziados de emoção.

Mostra-se tão intimidado pelos forasteiros que prefere não interromper o corte de cana a que se dedicava.

Saúda-nos de volta, de forma fugidia. Permite que tiremos um retrato. Logo, regressa ao aconchego do afazer rural.

Cerrado de Goiás e a Complexidade dos seus Ecossistemas

Por ali, como por toda a vastidão do Planalto Central, os “oásis” de buritis assinalam os rios e lençóis de água subterrâneos, prolíficos neste Centro-Oeste retirado de Brasília e do Brasil.

Os fazendeiros sabem-no. Expandem e alinham as suas propriedades de acordo com os sagrados buritizais, quanto mais densos e extensos, melhor. O que não quer, todavia, dizer que a água doce seja escassa.

O Cerrado brasileiro é conhecido pelos cientistas como o “berço das águas” ou a caixa d’água do país. Renova-se sobre três grandes aquíferos, essenciais ao Brasil. O maior, o Guarani, situa-se no sul e sudoeste. Tem continuação sobre terras argentinas. Bastante menores, o Urucuia e o Bambui estão mais para leste.

Em qualquer dos casos, retêm-nos as raízes profundas da vegetação do Cerrado, no caso do da Serra Dourada, prolífica, diversificada e com nomes que, com frequência, ainda são os usados pelos indígenas da zona, ou deles derivam.

Dependendo das combinações da sua flora, a Serra Dourada pode abarcar distintos sub-Cerrados. O típico, o Cerradão ou as Veredas. Estas, escondem água suficiente para irrigar as fantasmagóricas árvores de pau-papel e as distintas palmeiras que, a espaços, nos voltam a encantar.

Além dos buritis, proliferam as babaçus, bacuris, guarirobas, jussaras e outras, em espaços percorridos por onças, por tamanduás-bandeira, tatus ou até lobos-guarás, entre tantos outros.

À distância pode não parecer, mas, o bioma do cerrado está também pejado de árvores de fruta mais baixas e lenhosas com nomes também eles algo surreais, os araticuns, diversos araçás, jabuticabas, goiabas e marmelinhos, mangabas, cajás, gravatás entre tantas, tantas outras.

Encontramos e saboreamos parte delas nas casas de sucos e batidos da Vila Boa. Deliciamo-nos também com o pequi, ingrediente do arroz com pequi de Goiás, uma das especialidades da região.

Orlei, um dos guias de serviço aos visitantes da Vila Boa e do município de Mossâmedes, é filho de Goiás. Conhece um pouco de tudo, incluindo os recantos mais improváveis da Serra Dourada.

Com ele como cicerone, a bordo seu buggy amarelo condizente, deambulamos pela serrania.

A Cidade de Pedra da Serra Dourada

Metemo-nos no labirinto cinzento da Cidade de Pedra, uma de várias que coexistem neste centro-oeste e noutras áreas mais ou menos distantes do Brasil, como é o caso da dos Pireneus, arredores da vizinha cidade de Pirenópolis.

Lá desvendamos um reduto em que uma base de rocha foi erodida e esculpida pelos agentes naturais com tal critério que legou uma urbe de colunas recortadas, arcos e outras formações caprichosas.

Algumas, menos altas, assemelham-se a vultos.

A Sabotagem Tresloucada da Famosa Pedra Goiana

Outras ainda, colapsaram mas preservam um lugar de destaque no passado de Goiás. É o caso da Pedra Goiana.

Até 11 de Julho de 1965, um enorme monólito áspero, com peso estimado entre as 25 e as 50 toneladas, mantinha-se num equilíbrio natural prodigioso, sobre dois pés diminutos e a 1050 metros de altitude, com acesso complicado, algures entre Goiás e Mossâmedes.

Séria desafiadora da gravidade, a pedra atraía um bom número de visitantes, ávidos por a admirarem e, amiúde, se fazerem fotografar na sua base ou, em pose conquistadora, sobre o topo.

Este outro produto da erosão, único na Serra Dourada resistiu aos sucessivos milénios. Sem que alguém se atrevesse a prevê-lo aniquilou-o a estupidez de jovens de Goiás.

A escritora Ercília Macedo-Eckel era uma séria admiradora da “Pedra que Caiu do Céu”.

Reconhecia-lhe os poderes extraterrestres, imunes “às leis da mudança, da decrepitude e da morte”. Via nela um dos mais sérios simbolismos do deus indígena Goyá, que habitaria as vizinhanças da Serra Dourada.

E como assim homenageou a Pedra Goiana, também se dignou a pôr o dedo na ferida e a apontar a autoria de “uma gangue composta de nove playboys da cidade de Goiás: Aluizio de Alencastro (Luz da Lua), Joel de Alencastro Veiga (Vequinho), José Alves (Zé Sancha), Sebastião Alves (Tião Sancha), Ailton da Silva Oliveira (“Dentista”), Sebastião Bento de Morais (Bentinho), Nelson Curado Filho (Curê). Luiz Nascimento (Lulu) e Eugênio Brito Jardim (Tatá).

Apesar da abertura, à data, “de um inquérito rigoroso”, a maior parte do grupo tinha familiares ou amigos influentes na cidade. Nenhum deles sofreu punição pelo crime.

Vários tiveram, mais tarde, profissões e cargos de relevo na comunidade de Goiás. Um, foi professor universitário, director de faculdade e de fundação. Um outro, foi servidor da Assembleia Legislativa de Tocantins.

Malgrado as várias posteriores teorizações, a sua atrocidade foi resultado de um desejo de grupo, idiota e possivelmente acachaçado, de protagonismo e notoriedade.

E a Narrativa de Incredulidade da Escritora Ercília Macedo-Eckel

Ercília Macedo-Eckel vai ao ponto de narrar um aviso desafiador que o grupo fez à passagem por um militar: “ Olhe, soldado Miguel, não vá dizer que não avisamos. Estamos indo destronar a Pedra Goiana, de aproximadamente 30 toneladas.

Queremos entrar na História de Goiás, através desse feito original e inimaginável. A ex-capital já não aguenta mais os quebra-quebras promovidos por nós, sob efeito de cachaça ou não…

“Brevemente seremos manchete em Goiás e no Brasil.” “ O Soldado Miguel nem ligou, achou um disparate, conversa de doidos, de bêbados quebradores de baile.”

E, no entanto, o grupo subiu a bordo da pick-up de Alaor Barros Curado, munido de um macaco hidráulico, talvez também de dinamite.

Tal como haviam prometido, em breves instantes, fizeram rolar encosta abaixo e danificaram o monólito que a Natureza tinha demorado mais de 700 milhões de anos a esculpir.

Insatisfeitos com a réplica que ergueram em Goiânia, elementos da Universidade Federal de Goiás e o governo do Estado uniram recentemente esforços para reporem a pedra original de volta no seu lugar.

Até agora, sem resultados.

A Imensidão do Cerrado da Serra Dourada

Sem a podermos admirar, entregamo-nos, de mãos dadas com o mistério, ao restante cenário inverosímil, selvagem e agreste.

Uns nenhures rochosos em que, malgrado o imaginário citadino, qualquer forasteiro incauto se perde em três tempos e se vê em apuros.

Numa primeira impressão imperceptíveis, refrescam-no riachos e lagoas cristalinas que, durante a longa época das chuvas, de Outubro a Março, geram quedas d’água curtas.

Ainda e sempre a bordo do buggy poderoso de Orlei, subimos ao miradouro Urubu-Rei.

Ao entardecer, do cimo panorâmico, percebemos o quão óbvio se torna o nome da serra, com os seus retalhos verdes, amarelados e áureos dispostos como uma manta de retalhos.

Do miradouro do Urubu-Rei serpenteamos, aos solavancos, rumo ao Vale da Areia, um domínio de solo alvo e granulado escondido no meio do planalto.

Na sua iminência, Orlei esclarece-nos com indisfarçável orgulho: “São estas areias e pedras que a Goiandira usava nas pinturas dela.” conta-nos enquanto recolhe amostras do solo. (…)

“Ela vinha de vez em quando à serra procurá-las, nos mesmos locais onde os bandeirantes prospectavam o ouro, como fizeram também em Pirenópolis e tantas outras partes.” (…) “Permanece no seu atelier uma colecção de mais de 500 tons de areia e pigmentos da Serra Dourada.”

Goiandira Ayres do Couto (1915-2011) foi uma artista plástica conterrânea, prima da também já falecida poetisa Cora Coralina.

Mesmo após os seus 90 anos, ainda com muita vitalidade, Goiandira continuou a retratar os casarões e paisagens vilaboenses.

Para tal, criou uma técnica de pintura própria que patenteou no Rio de Janeiro e que lhe granjeou o reconhecimento internacional: riscava o desenho na tela, aplicava cola e salpicava areia nos dedos.

Quadros da sua autoria decoram a sede da ONU. Estão patentes em museus e integram colecções de grandes personalidades brasileiras e estrangeiras de dezenas de países.

Para desgosto de Orlei, boa parte dessas personalidades – como tantos outros possíveis visitantes da região – ainda desconhecem os motivos retratados pela autora.

O reconhecimento adiado é algo que não perturba demasiado a região. Como o tempo se esqueceu de Goiás e da Serra Dourada, a Goiás e à Serra Dourada já não custa esperar.

Goiás Velho, Brasil

Um Legado da Febre do Ouro

Dois séculos após o apogeu da prospecção, perdida no tempo e na vastidão do Planalto Central, Goiás estima a sua admirável arquitectura colonial, a riqueza supreendente que ali continua por descobrir.
Pirenópolis, Brasil

Uma Pólis nos Pirenéus Sul-Americanos

Minas de Nossa Senhora do Rosário da Meia Ponte foi erguida por bandeirantes portugueses, no auge do Ciclo do Ouro. Por saudosismo, emigrantes provavelmente catalães chamaram à serra em redor de Pireneus. Em 1890, já numa era de independência e de incontáveis helenizações das suas urbes, os brasileiros baptizaram esta cidade colonial de Pirenópolis.
Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Chapada Diamantina, Brasil

Bahia de Gema

Até ao final do séc. XIX, a Chapada Diamantina foi uma terra de prospecção e ambições desmedidas.Agora que os diamantes rareiam os forasteiros anseiam descobrir as suas mesetas e galerias subterrâneas
Pirenópolis, Brasil

Cruzadas à Brasileira

Os exércitos cristãos expulsaram as forças muçulmanas da Península Ibérica no séc. XV mas, em Pirenópolis, estado brasileiro de Goiás, os súbditos sul-americanos de Carlos Magno continuam a triunfar.
Pirenópolis, Brasil

Cavalgada de Fé

Introduzida, em 1819, por padres portugueses, a Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis agrega uma complexa rede de celebrações religiosas e pagãs. Dura mais de 20 dias, passados, em grande parte, sobre a sela.
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Fazenda São João, Miranda, Brasil

Pantanal com o Paraguai à Vista

Quando a fazenda Passo do Lontra decidiu expandir o seu ecoturismo, recrutou a outra fazenda da família, a São João. Mais afastada do rio Miranda, esta outra propriedade revela um Pantanal remoto, na iminência do Paraguai. Do país e do rio homónimo.
Manaus, Brasil

Ao Encontro do Encontro das Águas

O fenómeno não é único mas, em Manaus, reveste-se de uma beleza e solenidade especial. A determinada altura, os rios Negro e Solimões convergem num mesmo leito do Amazonas mas, em vez de logo se misturarem, ambos os caudais prosseguem lado a lado. Enquanto exploramos estas partes da Amazónia, testemunhamos o insólito confronto do Encontro das Águas.

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Ilha do Marajó, Brasil

A Ilha dos Búfalos

Uma embarcação que transportava búfalos da Índia terá naufragado na foz do rio Amazonas. Hoje, a ilha de Marajó que os acolheu tem uma das maiores manadas do mundo e o Brasil já não passa sem estes bovídeos.
Leão, elefantes, PN Hwange, Zimbabwe
Safari
PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com subida ao Ice Lake (4620m).
Sombra vs Luz
Arquitectura & Design
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Aventura
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Teatro de Manaus, Brasil
Cidades
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Conversa entre fotocópias, Inari, Parlamento Babel da Nação Sami Lapónia, Finlândia
Cultura
Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Desporto
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
viagem austrália ocidental, Surfspotting
Em Viagem
Perth a Albany, Austrália

Pelos Confins do Faroeste Australiano

Poucos povos veneram a evasão como os aussies. Com o Verão meridional em pleno e o fim-de-semana à porta, os habitantes de Perth refugiam-se da rotina urbana no recanto sudoeste da nação. Pela nossa parte, sem compromissos, exploramos a infindável Austrália Ocidental até ao seu limite sul.
Parque Nacional Cahuita, Costa Rica, Caribe, Punta Cahuita vista aérea
Étnico
Cahuita, Costa Rica

Uma Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral da Costa Rica tão afro quanto das Caraíbas. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Avestruz, Cabo Boa Esperança, África do Sul
História
Cabo da Boa Esperança - Cape of Good Hope NP, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.
Efate, Vanuatu, transbordo para o "Congoola/Lady of the Seas"
Ilhas
Efate, Vanuatu

A Ilha que Sobreviveu a “Survivor”

Grande parte de Vanuatu vive num abençoado estado pós-selvagem. Talvez por isso, reality shows em que competem aspirantes a Robinson Crusoes instalaram-se uns atrás dos outros na sua ilha mais acessível e notória. Já algo atordoada pelo fenómeno do turismo convencional, Efate também teve que lhes resistir.
Geotermia, Calor da Islândia, Terra do Gelo, Geotérmico, Lagoa Azul
Inverno Branco
Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Literatura
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Natureza
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Maria Jacarés, Pantanal Brasil
Parques Naturais
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Património Mundial UNESCO
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Mini-snorkeling
Praias
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Arménia Berço Cristianismo, Monte Aratat
Religião
Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Acolhedora Vegas
Sociedade
Las Vegas, E.U.A.

Capital Mundial dos Casamentos vs Cidade do Pecado

A ganância do jogo, a luxúria da prostituição e a ostentação generalizada fazem parte de Las Vegas. Como as capelas que não têm olhos nem ouvidos e promovem matrimónios excêntricos, rápidos e baratos.
saksun, Ilhas Faroé, Streymoy, aviso
Vida Quotidiana
Saksun, StreymoyIlhas Faroé

A Aldeia Faroesa que Não Quer ser a Disneylandia

Saksun é uma de várias pequenas povoações deslumbrantes das Ilhas Faroé, que cada vez mais forasteiros visitam. Diferencia-a a aversão aos turistas do seu principal proprietário rural, autor de repetidas antipatias e atentados contra os invasores da sua terra.
Devils Marbles, Alice Springs a Darwin, Stuart hwy, Caminho do Top End
Vida Selvagem
Alice Springs a Darwin, Austrália

Estrada Stuart, a Caminho do Top End da Austrália

Do Red Centre ao Top End tropical, a estrada Stuart Highway percorre mais de 1.500km solitários através da Austrália. Nesse trajecto, o Território do Norte muda radicalmente de visual mas mantém-se fiel à sua alma rude.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.
PT EN ES FR DE IT