Mtskheta, Geórgia

A Cidade Santa da Geórgia


A Beira-Rios de Mtshketa
Aquém das Muralhas
Mtshketa-diospiros-georgia-
Desembarque
Pedintes à Porta
A ovelha
Catedral de Svetitskhoveli
Padres Ortodoxos
Passos de Noiva
A Catedral de Svetitskhoveli
O Biombo da Boda
4 Níveis de Ortodoxia
Velas de Fé
Baptismo Ortodoxo
Mosteiro de Jvari II
Velas por Cristo
O Frontão
Beijo Matrimonial
O Mosteiro de Jvari
Se Tbilissi é a capital contemporânea, Mtskheta foi a cidade que oficializou o Cristianismo no reino da Ibéria predecessor da Geórgia, e uma das que difundiu a religião pelo Cáucaso. Quem a visita, constata como, decorridos quase dois milénios, é o Cristianismo que lá rege a vida.

É Domingo à tarde. Mtskheta enfrenta um frenesim cerimonial.

Percorremos a ruela que dá acesso ao domínio da catedral Svetitskhoveli. No sentido contrário, um ex-noivo carrega a esposa ao colo, sobre um calçadão irregular.

Por fim, a muralha que protege o grande templo ortodoxo da cidade cede a um portão entreaberto. Passamos para o interior.

Um grupo de vendedoras de flores e de pedintes, sentados num banco de madeira reclamam a quem entra um gesto de caridade.

A Azáfama Cerimonial-Ortodoxa da catedral Svetitskhoveli

Quem entra de vez, impressiona-se com a imponência da catedral, empilhada em quatro níveis, até à cúpula abençoada por cruz dourada que a aclama.

Surgem mais fiéis da penumbra emoldurada da entrada na nave, entre eles, duas convidadas, uma loura, outra morena, ajustadas a vestidos elegantes.

Logo, nova noiva, auxiliada por o que estimamos ser uma dama d’honor, também ela a resplandecer de alvura.

Com o fim de semana a aproximar-se do término, o ciclo cerimonial prossegue, a forte ritmo.

Internamo-nos na abadia do Pilar da Vida.

Crentes acendem velas, sussurram as suas preces e leem trechos da Bíblia, diante de uma imagem de Cristo crucificado, dourada pela luz da multitude de chamas.

Depois de um Matrimónio, Outro Casamento

Na iminência do altar, damos com novo matrimónio, protocolar e sumptuoso à altura da ortodoxia cristã anfitriã.

Padrinhos e noivos seguram velas. Os nubentes, distinguidos e louvados por coroas prateadas, são conduzidos na cerimónia por um sacerdote de longas barbas negras, enfiado numa batina tom de sangue debruada e adornada com padrões e símbolos religiosos.

O padre abandona o seu púlpito, a segurar uma cruz brilhante abaixo do queixo. Puxa os noivos pelas mãos até diante do iconostásio.

Ali, posiciona a noiva à esquerda, o noivo à direita.

Depois, ao contrário.

De acordo com instruções da sua liturgia, o casal beija ambos os lados da divisória decorada por imagem de santos. Quando volta ao sacerdote, este, sela a sua união, felicitada pelos familiares em espera que, logo, debandam para o átrio.

Chegados a um outro recanto lúgubre, um segundo padre celebra um baptismo, criança mergulhada na água sagrada por três vezes, numa sequência de movimentos ágeis.

Ainda os pais acalmam e secam a criança, já um próximo duo casamenteiro está alinhado na casa de partida matrimonial, tanto eles como os padrinhos, em trajes georgianos tradicionais, todos a aguardarem que o sacerdote das bodas se recomponha da anterior e reapareça no seu posto.

Esta azáfama ortodoxa em que deambulamos e que registamos tem a sua óbvia razão de ser. A catedral Svetitskhoveli não é a maior igreja da Geórgia. Esse título pertence à Catedral da Santa Trindade, de Tbilissi.

Mtskheta e a Génese do Cristianismo da Geórgia

É, no entanto, uma das importantes e veneradas da Geórgia e do Cáucaso, uma das quatro principais igrejas do “mundo” ortodoxo georgiano.

Com o passar dos anos, o protagonismo religioso da catedral muralhada, alastrou-se a Mtskheta em geral.

Mtskheta foi o lugar em que, em 337 d.C., os monarcas da Ibéria proclamaram o Cristianismo a religião do seu reino. No século seguinte, a Cristandade estava consolidada.

A Ibéria pôde eleger o seu primeiro Catholicus e determinar que teria como residência Svetitskhoveli, à época, uma fracção do complexo defensivo e religioso que se tornaria.

Conscientes da relevância que a povoação estava a conquistar, os monarcas ditaram a sua múltipla fortificação, assente nas citadelas de Armazi, de Tsitsamuri e de Sarkine.

A História do Templo Pioneiro de Svetitskhoveli

Svetitskhoveli ficou conhecida como o lugar de enterro do manto que Cristo usou antes de ser crucificado, levado de Jerusalém por judeus desta região do Cáucaso e diz-se que guardado sob um cibório erguido no século XVII.

Com o passar do tempo, a pequena igreja de madeira pioneira de Svetitskhoveli, do século IV, deixou de servir os propósitos dos recém-convertidos, Cristãos.

Dá entrada o século V. Atento às necessidades do Catholicus e do povo, um monarca de seu nome Vakhtang Gorgasali (nascido Kartli) ditou a construção de uma basílica desafogada, à data, a maior igreja da actual Geórgia.

Essa basílica perdurou, como tal, até ao século XI. Até que a comunidade cristã voltou a aumentar demasiado para o espaço que o templo oferecia. O Catholicus de então, reclamou uma nova, ainda mais ampla. O resultado subsiste na deslumbrante catedral Svetitskhoveli de hoje.

Do século XI em diante, Svetitskhoveli afirmou-se ainda o lugar da coroação e última morada de uma série de reis da região. Esse estatuto transferiu-se para o subsequente reino da Geórgia. Manteve-se até ao século XIX, quando o Império Russo incorporou a Geórgia.

Voltas de Fé, pela Catedral-Mãe de Svetitskhoveli

Mesmo se situada a meros 20km da capital Tbilissi, e com menos de oito mil habitantes, Mtskheta assumiu-se a sede da Igreja Ortodoxa Georgiana.

Tornou-se um centro de peregrinação e religiosidade que a coexistência do mosteiro de Jvari e de distintos templos ortodoxos místicos só veio reforçar. Viríamos a desvendá-los.

No entretanto, continuamos a explorar o reduto murado, que o sol poente fazia dourado, de Svetitskhoveli. Vemos dois crentes arrastarem uma ovelha pelo lombo e orelhas.

Deixam-na a pastar sobre um ervado, junto de um sacerdote num hábito todo negro que fala ao telemóvel.

Contornamos uma esquina do templo.

Sentados num banco de mármore, contra uma parede de pedra, os dois padres que tínhamos acompanhado nos sucessivos casamentos e baptismos, recuperam do desgaste das suas tarefas, lado a lado, ambos com dois grandes crucifixos dourados a penderem sobre o peito.

Nenhum falava uma língua que nos permitisse comunicar, apenas georgiano e russo. Como tal, esboçamos um pedido de os fotografarmos, desejo que vemos de imediato concedido.

Os sacerdotes posam, pesados e orgulhosos, da sua preponderância na sociedade georgiana. Após o que os deixamos entregues à conversa que tínhamos interrompido.

Por fim, deixamos Svetitskhoveli aos fiéis. Primeiro, de volta à ruela calçada, entre charretes, diospireiros sobrecarregados e lojas de itens religiosos e recordações já quase à sombra.

Ascensão às Alturas Panorâmicas do Mosteiro de Jvari

Momentos mais tarde, rumo ao cimo panorâmico do mosteiro de Jvari, situado nos arredores de Mtskheta.

Sem que o esperássemos, voltamos a cruzar-nos com pares recém-casados, acompanhados dos seus séquitos de familiares e de amigos, livres das formalidades ortodoxas e, como tal, espontâneos e divertidos.

O duo que casara, em Svetitskhoveli, em trajes tradicionais georgianos, beija-se como se não houvesse amanhã, filmado por um compincha promovido a cineasta.

Completada a cena, inauguram a descida de volta à cidade, numa romaria de tal maneira eufórica que a ex-noiva ignora que a cauda do seu vestido varre o chão.

Observamo-los sumirem-se nos fundos do trilho da colina. E o sol fazer o mesmo para o lado iluminado do Mundo.

Holofotes destacam o mosteiro de Jvari do crepúsculo, uma vez mais em dourado, sobre a orla vertiginosa em que os cristãos pioneiros do reino da Ibéria o ergueram, decorria o século VI.

A iluminação artificial gera silhuetas que admiramos a alongarem-se e encurtarem, numa dança caprichosa de luz e breu.

Assim entretidos, vencemos os 656 metros do monte Jvari. Deslumbramo-nos com os panoramas grandiosos que nos revela.

O Fluxo dos Grandes Rios Georgianos entre Países Ortodoxos e Muçulmanos

Abaixo, o rio Aragvi une-se ao Mtkvari (também conhecido por Kura), na sua própria comunhão fluvial, dali, destinado ao Mar Cáspio, com passagem sinuosa por Tbilissi e boa parte do vizinho Azerbaijão.

Por um capricho da História, o Azerbaijão tornou-se uma nação muçulmana, como o são o Daguestão e a Chechénia a norte. A Turquia, a oeste e o Irão, a sul.

Malgrado a disseminação islâmica em seu torno, a Geórgia e a Arménia mantêm-se cunhos milenares do Cristianismo, bastiões e difusores da fé em Cristo, desde pouco depois da sua Ressurreição.

Na Arménia, a sede do Cristianismo Ortodoxo e assento do Catholicos está em Etchmiadzin.

Na Geórgia, o assento equivalente permanece na Mtskheta de todas as missas, casamentos, crismas e baptismos, cidade santa do Cáucaso e uma das há mais tempo habitadas em contínuo à face da Terra.

Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Uplistsikhe e Gori, Geórgia

Do Berço da Geórgia à Infância de Estaline

À descoberta do Cáucaso, exploramos Uplistsikhe, uma cidade troglodita antecessora da Geórgia. E a apenas 10km, em Gori, damos com o lugar da infância conturbada de Joseb Jughashvili, que se tornaria o mais famoso e tirano dos líderes soviéticos.
Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbek (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.
Arménia

O Berço do Cristianismo Oficial

Apenas 268 anos após a morte de Jesus, uma nação ter-se-á tornado a primeira a acolher a fé cristã por decreto real. Essa nação preserva, ainda hoje, a sua própria Igreja Apostólica e alguns dos templos cristãos mais antigos do Mundo. Em viagem pelo Cáucaso, visitamo-los nos passos de Gregório o Iluminador, o patriarca que inspira a vida espiritual da Arménia.
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Lago Sevan, Arménia

O Grande Lago Agridoce do Cáucaso

Fechado entre montanhas a 1900 metros de altitude, considerado um tesouro natural e histórico da Arménia, o Lago Sevan nunca foi tratado como tal. O nível e a qualidade da sua água deterioram-se décadas a fio e uma recente invasão de algas drena a vida que nele subsiste.
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Khinalig, Azerbaijão

A Aldeia no Cimo do Azerbaijão

Instalado aos 2300 metros rugosos e gélidos do Grande Cáucaso, o povo Khinalig é apenas uma de várias minorias da região. Manteve-se isolado durante milénios. Até que, em 2006, uma estrada o tornou acessível aos velhos Ladas soviéticos.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com subida ao Ice Lake (4620m).
Cabana de Bay Watch, Miami beach, praia, Florida, Estados Unidos,
Arquitectura & Design
Miami Beach, E.U.A.

A Praia de Todas as Vaidades

Poucos litorais concentram, ao mesmo tempo, tanto calor e exibições de fama, de riqueza e de glória. Situada no extremo sudeste dos E.U.A., Miami Beach tem acesso por seis pontes que a ligam ao resto da Florida. É manifestamente parco para o número de almas que a desejam.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Aventura
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Cerimónias e Festividades
Militares

Defensores das Suas Pátrias

Mesmo em tempos de paz, detectamos militares por todo o lado. A postos, nas cidades, cumprem missões rotineiras que requerem rigor e paciência.
Chihuahua, cidade do México, pedigree, Deza y Ulloa
Cidades
Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !

Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Pitões das Júnias, Montalegre, Portugal
Cultura
Montalegre, Portugal

Pelo Alto do Barroso, Cimo de Trás-os-Montes

Mudamo-nos das Terras de Bouro para as do Barroso. Com base em Montalegre, deambulamos à descoberta de Paredes do Rio, Tourém, Pitões das Júnias e o seu mosteiro, povoações deslumbrantes do cimo raiano de Portugal. Se é verdade que o Barroso já teve mais habitantes, visitantes não lhe deviam faltar.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Cruzeiro Navimag, Puerto Montt a Puerto-natales, Chile
Em Viagem
Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.
Cenário marciano do Deserto Branco, Egipto
Étnico
Deserto Branco, Egipto

O Atalho Egípcio para Marte

Numa altura em que a conquista do vizinho do sistema solar se tornou uma obsessão, uma secção do leste do Deserto do Sahara abriga um vasto cenário afim. Em vez dos 150 a 300 dias que se calculam necessários para atingir Marte, descolamos do Cairo e, em pouco mais de três horas, damos os primeiros passos no Oásis de Bahariya. Em redor, quase tudo nos faz sentir sobre o ansiado Planeta Vermelho.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Teleférico que liga Puerto Plata ao cimo do PN Isabel de Torres
História
Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Singapura Capital Asiática Comida, Basmati Bismi
Ilhas
Singapura

A Capital Asiática da Comida

Eram 4 as etnias condóminas de Singapura, cada qual com a sua tradição culinária. Adicionou-se a influência de milhares de imigrados e expatriados numa ilha com metade da área de Londres. Apurou-se a nação com a maior diversidade gastronómica do Oriente.
Corrida de Renas , Kings Cup, Inari, Finlândia
Inverno Branco
Inari, Finlândia

A Corrida Mais Louca do Topo do Mundo

Há séculos que os lapões da Finlândia competem a reboque das suas renas. Na final da Kings Cup - Porokuninkuusajot - , confrontam-se a grande velocidade, bem acima do Círculo Polar Ártico e muito abaixo de zero.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
Fieis acendem velas, templo da Gruta de Milarepa, Circuito Annapurna, Nepal
Natureza
Circuito Annapurna: 9º Manang a Milarepa Cave, Nepal

Uma Caminhada entre a Aclimatização e a Peregrinação

Em pleno Circuito Annapurna, chegamos por fim a Manang (3519m). Ainda a precisarmos de aclimatizar para os trechos mais elevados que se seguiam, inauguramos uma jornada também espiritual a uma caverna nepalesa de Milarepa (4000m), o refúgio de um siddha (sábio) e santo budista.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Parques Naturais
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
Chichen Itza, Iucatão, História Maia, cabeças de Kukulkan, El Castillo
Património Mundial UNESCO
Chichen Itza, Iucatão, México

À Beira do Cenote, no Âmago da Civilização Maia

Entre os séculos IX a XIII d.C., Chichen Itza destacou-se como a cidade mais importante da Península do Iucatão e do vasto Império Maia. Se a Conquista Espanhola veio precipitar o seu declínio e abandono, a história moderna consagrou as suas ruínas Património da Humanidade e Maravilha do Mundo.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Personagens
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Soufrière e Pitons, Saint Luci
Praias
Soufrière, Saint Lucia

As Grandes Pirâmides das Antilhas

Destacados acima de um litoral exuberante, os picos irmãos Pitons são a imagem de marca de Saint Lucia. Tornaram-se de tal maneira emblemáticos que têm lugar reservado nas notas mais altas de East Caribbean Dollars. Logo ao lado, os moradores da ex-capital Soufrière sabem o quão preciosa é a sua vista.
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé
Religião
Kirkjubour, Streymoy, Ilhas Faroé

Onde o Cristianismo Faroense deu à Costa

A um mero ano do primeiro milénio, um missionário viquingue de nome Sigmundur Brestisson levou a fé cristã às ilhas Faroé. Kirkjubour, tornou-se o porto de abrigo e sede episcopal da nova religião.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Sobre Carris
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Sociedade
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Visitantes nas ruínas de Talisay, ilha de Negros, Filipinas
Vida Quotidiana
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Vida Selvagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.
PT EN ES FR DE IT