Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas


Uma Cidade Perdida e Achada
A perspectiva mais famosa da cidade que os incas terão abandonado por altura da conquista hispânica do Império Inca.
Em trajes quechuas
Visitante peruano de Machu Picchu aprecia os cenários andinos em redor, em trajes tradicionais coloridos.
Arquitectura & Natura
Uma árvore desponta de um dos terraços em que se dispõe o urbanismo inca da cidadela que terão construído no século XV.
Fauna local
Lamas ocupam um terraço numa encosta oposta aos picos principais da cidadela de Machu Picchu.
Ruínas incas
Detalhe de uma das estruturas sólidas em que assentava a cidade, feita de pedras esculpidas e encaixadas na perfeição pelos obreiros incas.
Leitura andina
Visitante lê com vista para um dos precipícios para que espreita a cidadela de Machu Picchu, que Hiram Bingham considerou um dos locais mais bem defendidos pela natureza daquela região do Peru.
Em fila peruana
Visitantes sobem uma das escadarias longas de Machu Picchu, a caminho de um ponto alto do complexo de ruínas
À moda peruana
Amigos peruanos de Machu Picchu protegem-se do sol sob chapéus peculiares.
O Vale Sagrado
Cenário verdejante em redor do rio Urubamba na base das montanhas que acolheram a cidade inca.
Espécie de ruínas habitacionais
Estruturas de antigos domicílios de Machu Picchu com pequenos tufos de humidade em fundo.
Contraste Camelídeo
Lamas contemplam-se sobre um dos terraços criados em Machu Picchu pelos fundadores incas da cidade.
Um Avenida Inca
Um caminho limítrofe de Machu Picchu, conquistado à encosta luxuriante e calçado com pedra esculpida
Em repouso
Visitantes descansam das longas caminhadas estafantes a que obriga a visita de Machu Picchu
Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Em dois dias de habituação gradual à altitude, a imponência colonial de Cusco voltava a impressionar-nos mas os primeiros metros da Ferrovia Santa Ana destoavam.

Em vez de deslizar de forma digna e fluída, a composição soluçava. Não tardaria a deter-se e a inverter a marcha, algo que se repetiu por mais algumas vezes.

O estranho fenómeno a que os moradores e trabalhadores do PeruRail baptizaram de “El zig-zag” permitiu ao comboio conquistar a encosta abarracada nos arredores da cidade. E, pouco depois, enfrentar a descida para o vale sagrado do rio Urubamba.

O Vale Sagrado

Cenário verdejante em redor do rio Urubamba na base das montanhas que acolheram a cidade inca.

A Deslumbrante Abordagem Cinematográfica de Werner Herzog

Tínhamos admirado, pela primeira vez, aquelas paragens luxuriantes, nos planos épicos de abertura de “Aguirre, a Cólera dos Deuses”.

No filme, um destacamento de militares e missionários liderados por Gonçalo Pizarro, apoiados por carregadores nativos, mulas e lamas serpenteia subsumido na névoa por trilhos traiçoeiros embutidos na encosta acima do leito furioso do Urubamba.

Contraste Camelídeo

Lamas contemplam-se sobre um dos terraços criados em Machu Picchu pelos fundadores incas da cidade.

Pouco depois, Pizarro rende-se às dificuldades do terreno e decreta a divisão da comitiva. Parte da que desce o rio vê-se em apuros nos seus rápidos e remoinhos.

Inspirado pelos feitos de Hernán Cortéz, Don Lope de Aguirre (representado pelo irascível Klaus Kinski que receberia, como cachet, um terço do orçamento da longa metragem) não tarda a arrebatar a liderança do grupo. Em pouco tempo, revela a sua obsessão doentia pelo El Dorado.

Nos dias em que explorávamos a zona tropical de Ucayali, o El Dorado era, para todos os passageiros a bordo, outro.

Leitura andina

Visitante lê com vista para um dos precipícios para que espreita a cidadela de Machu Picchu, que Hiram Bingham considerou um dos locais mais bem defendidos pela natureza daquela região do Peru.

A Estação Final de Águas Calientes, na Base da Cidade Misteriosa de Machu Picchu

Cada minuto da viagem o tornava mais real. O comboio percorre as últimas centenas de metros entre a selva cerrada e o Urubamba. Deixa-nos na estação de Águas Calientes de onde prosseguimos, de autocarro, para as alturas intermédias (2.430m) da cordilheira andina.

Somos apenas dois de vários milhares de visitantes a ascender àquela montanha com face de velha, o significado inca do termo Machu Picchu e – assim defendem vários adeptos – o visual subliminar do relevo.

Os nativos da zona sabiam, havia muito, da existência das ruínas.

Há quem diga, aliás, que ao invés de isolada e remota, a cidadela estava acessível por distintos trilhos que a ligavam a pequenos núcleos familiares de indígenas.

Os Exploradores Europeus a Quem os Nativos Revelaram Machu Picchu

Além destes, é ainda possível que, no mínimo, dois missionários britânicos, um engenheiro alemão, um seu compatriota que, em 1860, comprara terras nas imediações, bem como três exploradores de Cusco: Enrique Palma, Gabino Sánchez e Agustín Lizárraga, já conhecessem o lugar.

Venham ou não alguma vez a comprovar-se os seus créditos (e até os de muitos outros) foi Hiram Bingham, um historiador, professor, explorador e, mais tarde, senador americano nascido no Havai, quem mais se dedicou a estudar Machu Picchu e a divulgou ao Mundo.

Foi ainda Bingham quem suscitou as incontáveis incursões facilitadas que a velha cidade hoje acolhe, dia após dia.

Em trajes quechuas

Visitante peruano de Machu Picchu aprecia os cenários andinos em redor, em trajes tradicionais coloridos.

Em 24 de Julho de 1911, Melchor Arteaga, um indígena que Bingham considerou “bastante melhor que o comum” viu o forasteiro deambular nas imediações da cabana de colmo que mantinha na sua plantação de Mandor Pampa.

Arteaga vendia erva, pasto e bebidas alcoólicas a quem passasse. A par do provável interesse do estrangeiro pelos vestígios históricos, ávido de ganhar algum dinheiro extra, ofereceu-se para lhe mostrar umas ruínas que conhecia a troco de meros 50 cêntimos de dólar diários.

Bingham aceitou, de imediato, a proposta. No dia seguinte, sem dificuldades de maior, confrontou-se com a cidade abandonada.

Uma Cidade Perdida e Achada

A perspectiva mais famosa da cidade que os incas terão abandonado por altura da conquista hispânica do Império Inca

O achado tê-lo-á certamente deliciado. O explorador nunca teve, no entanto, o privilégio de o admirar completamente reconstruído como o fazemos no mais absoluto assombro, após subirmos à cabana dos Vigilantes da Pedra Funerária, onde se crê que eram mumificados os nobres incas falecidos.

Dali, entre lamas e alpacas altivos, apreciamos a vista clássica e mais abrangente de Machu Picchu.

Fauna local

Lamas ocupam um terraço numa encosta oposta aos picos principais da cidadela de Machu Picchu.

As Teorias Que Ainda Não Explicaram Machu Picchu

É naquele ponto elevado que tentamos intuir a razão de ser de tão majestosa edificação. Sabemos que a tese mais popular a explica, com base num documento hispânico do século XVI, como um retiro de montanha dos imperadores incas Pachacutec Inca Yupanqui e Tupac Inca Yupanqui, vivos entre 1438 e 1493.

Teria sido erguida por volta de 1450, no apogeu do Império Inca. Foi abandonada à sua sorte um século depois, na altura em que os conquistadores espanhóis se apoderavam dos territórios indígenas, apesar de se acreditar que nunca descobriram a localização de Machu Picchu.

Um Avenida Inca

Um caminho limítrofe de Machu Picchu, conquistado à encosta luxuriante e calçado com pedra esculpida

De início, Bingham anunciou tratar-se de Vilcabamba la Vieja, a última cidade de onde os derradeiros governantes incas resistiram à conquista espanhola, durante o século XVI.

Outros arqueólogos viriam a descobrir que essa teria sido, na realidade, Espíritu Pampa, a 130 km a oeste de Cusco.

Após aturado estudo das ruínas, de ossadas humanas e outros elementos, Bingham defendeu, então, que Machu Picchu havia surgido como uma espécie de berçário das “Virgens Incas do Sol” uma ordem santa de mulheres dedicadas ao deus Inti. Viria, no entanto, a provar-se que muitas das ossadas eram, afinal, masculinas.

Uma teoria alternativa do arqueólogo e antropólogo Johan Reinhardt defende que a presença da cidade num lugar tão remoto se deveu aos Incas considerarem sagrados o rio Urubamba e a paisagem em redor.

Arquitectura & Natura

Uma árvore desponta de um dos terraços em que se dispõe o urbanismo inca da cidadela que terão construído no século XV.

E por terem apurado que o nascer e o pôr-do-sol, nos equinócios e solstícios, quando vistos de certos pontos, se alinhavam com as montanhas de Machu Picchu.

Ora, à imagem do rio, as montanhas tinham grande significado religioso para os nativos.

Uma Conquista Apressada e Atabalhoada do Pico Huayna Picchu

Após passarmos pelas portas do Templo do Sol, pela Praça Sagrada, pelos Templos das Três Janelas e pelo Templo Principal, investigamos a Casa do Sumo Sacerdote.

Logo, subimos ao santuário Intihuatana, de onde os astrónomos incas acompanhavam os “movimentos” do sol, previam os solstícios e outras posições chave do astro.

Decidimos ascender ainda ao pico de Huayna Picchu, de onde era garantida uma vista suprema sobre as ruínas e os cenários em redor.

Em fila peruana

Visitantes sobem uma das escadarias longas de Machu Picchu, a caminho de um ponto alto do complexo de ruínas

Mesmo se a morfologia deste cume agudo assusta qualquer montanhista de ocasião, depressa percebemos que o único problema sério com que nos debateríamos era termos que o conquistar em contra-relógio por as autoridades encerrarem o trilho muito antes do complexo em geral.

De acordo, com as pernas num longo sobreaquecimento, chegamos ao cume em 45 minutos.

Dedicamos 15 ou 20 adicionais a recuperarmos o fôlego violentado, a contemplarmos a cidadela no sopé irregular e as sucessivas faldas da cordilheira verdejante em que os Incas a encaixaram.

Espécie de ruínas habitacionaisÉ já após a hora limite que descemos, em óbvio excesso velocidade, pelo mesmo caminho de cabras andinas. A meio do percurso, voltamos a passar por um segmento apertado, mantido em pura vertigem entre um paredão de rocha protuberante e um abismo sem aparente fim.

Ali, a Sara deixa-se intimidar. Encosta-se demasiado à falésia e tropeça numa pequena laje destacada do solo. Quando aterra, tem a face sobre o limiar entre vida e a morte e contempla o precipício sobre o vale sagrado.

Quiseram o destino ou os deuses incas que o resto do seu corpo ficasse sustentado pela superfície exígua do passadiço.

Não temos sequer tempo para nos restabelecermos do susto.

Sanada a mente e soprados uns pequenos arranhões, continuamos o percurso em corrida.

Somos os últimos a apanhar o derradeiro autocarro mas ainda descemos sem ser em queda para junto do sempre furibundo Urubamba.

Grande Zimbabwe

Grande Zimbabué, Mistério sem Fim

Entre os séculos XI e XIV, povos Bantu ergueram aquela que se tornou a maior cidade medieval da África sub-saariana. De 1500 em diante, à passagem dos primeiros exploradores portugueses chegados de Moçambique, a cidade estava já em declínio. As suas ruínas que inspiraram o nome da actual nação zimbabweana encerram inúmeras questões por responder.  
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Hampi, India

À Descoberta do Antigo Reino de Bisnaga

Em 1565, o império hindu de Vijayanagar sucumbiu a ataques inimigos. 45 anos antes, já tinha sido vítima da aportuguesação do seu nome por dois aventureiros portugueses que o revelaram ao Ocidente.

Rapa Nui - Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão ilha da Páscoa faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de moais observadores permanece envolta em mistério.
PN Tayrona, Colômbia

Quem Protege os Guardiães do Mundo?

Os indígenas da Serra Nevada de Santa Marta acreditam que têm por missão salvar o Cosmos dos “Irmãos mais Novos”, que somos nós. Mas a verdadeira questão parece ser: "Quem os protege a eles?"
Ho Chi-Minh a Angkor, Camboja

O Tortuoso Caminho para Angkor

Do Vietname em diante, as estradas cambojanas desfeitas e os campos de minas remetem-nos para os anos do terror Khmer Vermelho. Sobrevivemos e somos recompensados com a visão do maior templo religioso
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Competição do Alaskan Lumberjack Show, Ketchikan, Alasca, EUA
Arquitectura & Design
Ketchikan, Alasca

Aqui Começa o Alasca

A realidade passa despercebida a boa parte do mundo, mas existem dois Alascas. Em termos urbanos, o estado é inaugurado no sul do seu oculto cabo de frigideira, uma faixa de terra separada dos restantes E.U.A. pelo litoral oeste do Canadá. Ketchikan, é a mais meridional das cidades alasquenses, a sua Capital da Chuva e a Capital Mundial do Salmão.
Aventura
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Baleias caçada com Bolhas, Juneau a Pequena Capital do Grande alasca
Cidades
Juneau, Alasca

A Pequena Capital do Grande Alasca

De Junho a Agosto, Juneau desaparece por detrás dos navios de cruzeiro que atracam na sua doca-marginal. Ainda assim, é nesta pequena capital que se decidem os destinos do 49º estado norte-americano.
mercado peixe Tsukiji, toquio, japao
Comida
Tóquio, Japão

O Mercado de Peixe que Perdeu a Frescura

Num ano, cada japonês come mais que o seu peso em peixe e marisco. Desde 1935, que uma parte considerável era processada e vendida no maior mercado piscícola do mundo. Tsukiji foi encerrado em Outubro de 2018, e substituído pelo de Toyosu.
Conversa entre fotocópias, Inari, Parlamento Babel da Nação Sami Lapónia, Finlândia
Cultura
Inari, Finlândia

O Parlamento Babel da Nação Sami

A Nação sami integra quatro países, que ingerem nas vidas dos seus povos. No parlamento de Inari, em vários dialectos, os sami governam-se como podem.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
jet lag evitar voo, jetlag, turbulência
Em Viagem
Jet Lag (Parte 1)

Evite a Turbulência do Pós Voo

Quando voamos através de mais que 3 fusos horários, o relógio interno que regula o nosso organismo confunde-se. O máximo que podemos fazer é aliviar o mal-estar que sentimos até se voltar a acertar.
San Cristobal de Las Casas, Chiapas, Zapatismo, México, Catedral San Nicolau
Étnico
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.
luz solar fotografia, sol, luzes
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Luzes de Ogimachi, Shirakawa-go, Ogimachi, Japao, Aldeia das Casas em Gassho
História
Ogimashi, Japão

Uma Aldeia Fiel ao A

Ogimashi revela uma herança fascinante da adaptabilidade nipónica. Situada num dos locais mais nevosos à face da Terra, esta povoação aperfeiçoou casas com verdadeiras estruturas anti-colapso.
Windward Side, Saba, Caraíbas Holandesas, Holanda
Ilhas
Saba, Holanda

A Misteriosa Rainha Holandesa de Saba

Com meros 13km2, Saba passa despercebida até aos mais viajados. Aos poucos, acima e abaixo das suas incontáveis encostas, desvendamos esta Pequena Antilha luxuriante, confim tropical, tecto montanhoso e vulcânico da mais rasa nação europeia.
Auroras Boreais, Laponia, Rovaniemi, Finlandia, Raposa de Fogo
Inverno Branco
Lapónia, Finlândia

Em Busca da Raposa de Fogo

São exclusivas dos píncaros da Terra as auroras boreais ou austrais, fenómenos de luz gerados por explosões solares. Os nativos Sami da Lapónia acreditavam tratar-se de uma raposa ardente que espalhava brilhos no céu. Sejam o que forem, nem os quase 30º abaixo de zero que se faziam sentir no extremo norte da Finlândia nos demoveram de as admirar.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
El Nido, Palawan a Ultima Fronteira Filipina
Natureza
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile
Parques Naturais
PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz.
Casario tradicional, Bergen, Noruega
Património Mundial UNESCO
Bergen, Noruega

O Grande Porto Hanseático da Noruega

Já povoada no início do século XI, Bergen chegou a capital, monopolizou o comércio do norte norueguês e, até 1830, manteve-se uma das maiores cidades da Escandinávia. Hoje, Oslo lidera a nação. Bergen continua a destacar-se pela sua exuberância arquitectónica, urbanística e histórica.
aggie grey, Samoa, pacífico do Sul, Marlon Brando Fale
Personagens
Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.
vista monte Teurafaatiu, Maupiti, Ilhas sociedade, Polinesia Francesa
Praias
Maupiti, Polinésia Francesa

Uma Sociedade à Margem

À sombra da fama quase planetária da vizinha Bora Bora, Maupiti é remota, pouco habitada e ainda menos desenvolvida. Os seus habitantes sentem-se abandonados mas quem a visita agradece o abandono.
Teleférico de Sanahin, Arménia
Religião
Alaverdi, Arménia

Um Teleférico Chamado Ensejo

O cimo da garganta do rio Debed esconde os mosteiros arménios de Sanahin e Haghpat e blocos de apartamentos soviéticos em socalcos. O seu fundo abriga a mina e fundição de cobre que sustenta a cidade. A ligar estes dois mundos, está uma cabine suspensa providencial em que as gentes de Alaverdi contam viajar na companhia de Deus.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Sociedade
Dali, China

Flash Mob à Moda Chinesa

A hora está marcada e o lugar é conhecido. Quando a música começa a tocar, uma multidão segue a coreografia de forma harmoniosa até que o tempo se esgota e todos regressam às suas vidas.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
PN Tortuguero, Costa Rica, barco público
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

A Costa Rica e Alagada de Tortuguero

O Mar das Caraíbas e as bacias de diversos rios banham o nordeste da nação tica, uma das zonas mais chuvosas e rica em fauna e flora da América Central. Assim baptizado por as tartarugas verdes nidificarem nos seus areais negros, Tortuguero estende-se, daí para o interior, por 312 km2 de deslumbrante selva aquática.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.