Centro de São Tomé, São Tomé e Príncipe

De Roça em Roça Rumo ao Coração Tropical de São Tomé


Cortina Patriótica
Puro Cacau
A Ver a Vida Passar
Rapazes da Roça Bombaim
Lucas, da roça Bombaim
A Roça Monte Café
Mãe e Filho
Roça Santa Clara
Névoa sobre a Selva
Selva do PN Obo
trindade-cidade-sao-tome-ilha-carros
Trindade pós-Colonial
A Caminho
Pintura do Massacre Batepá
Roça Monte Café
Moradora da Roça Santa Clara
Os Correios de Trindade
O Palácio Presidencial de Trindade
No caminho entre Trindade e Santa Clara confrontamo-nos com o passado colonial terrífico de Batepá. À passagem pelas roças Bombaim e Monte Café, a história da ilha parece ter-se diluído no tempo e na atmosfera clorofilina da selva santomense.

O dia ainda amanhece, nebuloso e cinzento de gravana, quando, apontados a sudoeste e ao cerne da ilha, constatamos uma estranha convivência de nomes, uns familiares, outros, sobretudo estranhos e que não lembrariam nem ao diabo.

Almeirim aparece nas imediações de Blublu. Água Creola sobrepõe-se a Caixão Grande.

António Vaz antecede Trindade, capital do distrito santomense de Mé-Zochi e segunda cidade de São Tomé, mesmo se só dista sete quilómetros da capital homónima.

Em Trindade, o velho edifício de fachada arredondada dos CTT ainda está fechado. Diante, avançam uns poucos funcionários a caminho dos seus postos.

E grupos de moradores, apontados a uma fonte de água potável pintada de verde, a combinar com o negócio de madeira logo ao lado.

Trindade acolhe mais de seis mil habitantes, apenas um décimo da população da capital.

De tempos a tempos, um deles é o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, abrigado numa mansão rosada imposta a uma colina verdejante, velada por palmeiras com grandes copas.

Essa mansão inacessível intriga-nos por momentos. Já o edifício colonial amarelo, de portas e janelas altas e águas furtadas abertas num telhado oxidado pelos anos, destaca-se da soturnidade humidificada da paisagem.

Compele-nos a fotografá-lo em distintas cenas, com transeuntes e o tráfico que por ali circula.

A Mácula Colonial do Massacre de Batepá

A par de Batepá, Trindade foi um dos polos de que se proliferou a violência colonial infligida sobre a população negra santomense e que, muitos, creem ter despoletado o seu sentimento nacionalista e anseio independentista.

Gerou-a o Governador-geral feito Calígula do arquipélago, Carlos Gorgulho.

Nomeado em 1945, o coronel de artilharia Gorgulho ditou uma série de leis e medidas que visavam o controle da comunidade de servos das roças e afins.

Almejavam, em particular, proibir formas de subsistência a que os nativos se começavam a habituar, caso da venda de vinho de palma e de aguardente de cana, bebidas que Gorgulho considerava que diminuíam a produtividade dos trabalhadores.

Como se não bastasse, agravou o imposto sobre o labor.

O Desenvolvimento que Carlos Gorgulho queria Garantir com Trabalho Escravo

À viragem para a década de 50, Gorgulho pôs ainda em prática um plano ambicioso de urbanização das ilhas de São Tomé e de Príncipe.

Combinava um novo bairro residencial para funcionários, disposto em plena Av. Marginal, um mercado municipal, novos aeroportos, um estádio, um cinema e uma rede de avenidas e ruas que ligavam os edifícios planeados.

Até aqui, tudo bem. O abuso escravizante ter-se-á, todavia, repetido aquando do recrutamento de trabalhadores para as tais obras.

Diz-se que Gorgulho o procurou resolver através da divulgação de que o Estado procurava assalariados para diversos postos. Quando os candidatos surgiam, eram informados de uma inesperada falta de verba para os remunerar.

Pouco depois, viam-se cercados pela polícia e forçados a trabalhar pelo equivalente a um Euro por dia, bastante menos no caso de voluntários. Em Trindade, em específico, apenas cinco ou seis candidatos apareceram para uma trintena de vagas.

Frustrado, Gorgulho ordena que a polícia varra a ilha à procura de indocumentados para obrigar a preencher as brigadas laborais. A polícia fá-lo com tal afinco que os visados criam procedimentos de alarme contra o trabalho na base de rapto e manipulado na base das chicotadas e outros castigos corporais.

De acordo, a falta de mão-de-obra para os projectos de Gorgulho continuava sem resolução e piorada pela impossibilidade de recrutar trabalhadores em Angola, colónia que padecia do mesmo problema. Outros rumores surgiram que fizeram os Forros (assim se chamavam as potenciais vítimas) sentir-se encurralados.

O conflito intensificou-se. Em Caixão Grande, um polícia de origem angolana é vítima de um golpe de catana. Dias depois, surgem escritos anónimos em paredes de Trindade que ameaçam Gorgulho de morte, caso continuasse a tentar vergar os Forros (trabalhadores das roças).

No mesmo dia, Forros anónimos arrancam avisos de postos de trabalho colocados pelas autoridades. As autoridades anunciam que pagam o equivalente a cinco mil euros a quem delate os infractores. Daí em diante, a falta de mão-de-obra complicou-se ainda mais.

Como a desconfiança e agressividade mútuas que não tardaram a descambar.

A Paranóia de Carlos Gorgulho e o Disseminar da Violência

Agravou-se na mente do governador Gorgulho a paranoia de que os santomenses preparavam uma sublevação. Gorgulho reagiu de maneira preventiva e extemporânea.

Mobilizou os colonistas portugueses para se armarem e protegerem. Os proprietários das roças recrutaram trabalhadores cabo-verdianos, angolanos e moçambicanos.

A 3 de Fevereiro, Gorgulho deu instruções para que o CPI (Corpo de Polícia Indígena e outras autoridades, com a ajuda dos proprietários, capturassem, espancassem, torturassem e assassinassem centenas de suspeitos, sobretudo de Trindade, de Batepá e em volta.

Em certos casos, a chacina deu-se de formas terríveis.

Na ressaca da matança, Gorgulho terá proferido “atirem esta merda toda ao mar, para evitarmos problemas”. Os seus funcionários seguiram a ordem a letra.

O Marco de Batepá e a Vergonha que Subsiste

De Trindade, seguimos para Batepá. Lá encontramos um marco pintado de várias cores que relembra a tragédia e as suas vítimas. Pinturas em torno do memorial reconstituem os seus pormenores mais macabros, como um camião a despejar cadáveres no Atlântico.

Cruzamo-nos com um grupo de amigos de visita. Um deles, que traja uma camisa da selecção portuguesa, pede-nos para que o fotografemos junto ao memorial. Os compinchas torcem o nariz, incomodados pelo pedido.

Rogam-lhe que não o faça. Confiante nos seus princípios de luso-irmandade, o rapaz retorque “parem com isso! Povo santomense é ignorrrrrante!” dito assim mesmo, como os santomenses o fazem, com os erres carregados.

Da Roça de Santa Clara à Roça de Bombaim

Passamos pela roça Santa Clara. Nas suas plantações e sanzalas, constatamos uma miséria dos trabalhadores equiparável a que os antecedentes sofriam nos tempos do governador Gorgulho.

A que se soma a incontornável sodadi de Cabo Verde e dos tempos de pobreza e agrura, pelo menos livre, nas ilhas do arquipélago macaronésio.

Wilson, o guia que nos guia, conduz-nos por um caminho que sulca a floresta tropical, que serve de atalho para uma roça a sul, em tempos concorrente, a Bombaim.

Damos com Bombaim – o lugarejo e a fazenda que lhe deu origem – na iminência do vasto domínio selvagem e indómito do Parque Natural de Ôbo.

Bombaím surgiu como outra de tantas roças produtoras de café e de cacau da ilha. Teve o seu apogeu de produção e de lucro.

Roça Bombaim e a Decadência que Perdura

Com a abolição da escravatura e a internacionalização da produção do cacau, entrou no processo de decadência em que a encontramos. Vários edifícios estão arruinados, entregues às figueiras e restante mato. Como sempre acontece em São Tomé,

As sanzalas nuas e degradadas, ainda servem de casa a alguns santomenses. Cada vez menos, em Bombaím.

Em 2001, o lugar acolhia 30 almas. Uma década depois, já eram menos de vinte.

Um miúdo percorre o caminho sulcado na erva, na nossa direcção. Tímido, ganha coragem e apresenta-se. É Lucas. Seguimo-lo entre patos, galinhas e porcos, até a secção da sanzala ocupada pelos pais.

Saudamo-los. De imediato, sentimo-los absortos. Como que sedados pelo abandono a que foram votados. Uma inscrição feita a carvão numa parede resume a sua condição: “Roça Bombaim. Cidade desgraçada. Cumpra-se”.

Mesmo estando tudo por cumprir, pouco antes de deixarmos o que sobra da roça, o pai de Lucas aborda-nos junto ao carro. Oferece-nos um bouquet de rosas-porcelana que tinha acabado de compor.

Despedimo-nos comovidos. Com um sentimento misto de culpa e de impotência por os deixarmos assim. E, no entanto, é o que quase todos os visitantes de Bombaím e das roças fazem.

A Nova Vida da Roça Monte Café

Ao contrário da Bombaim, a roça Monte Café por que passamos em seguida, já a 670 metros de altitude, acolhe uma população abundante.

Insiste numa tentativa de recuperação da produção de café arábica e de cacau que, inaugurou em 1858, o que a torna uma das mais antigas de São Tomé.

Dessa data, até ao declínio, a Monte Café gerou lucro suficiente para se expandir e erguer o seu próprio hospital.

Quando a percorremos, encontramos jovens famílias a viverem em parte das instalações.

Outra secção é gerida por taiwaneses que, como parte do seu programa de apoio a São Tomé e Príncipe, asseguravam consultas duas vezes por semana.

A névoa paira sobre a floresta acima da roça.

De quando em quando, assenta e refresca os miúdos que brincam acima e abaixo de velhas escadarias e das vias que unem os edifícios seculares.

Aos poucos, o café recém-colhido seca. Falta-nos o tempo em que São Tomé e as suas roças se perderam.

São Tomé e Príncipe

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