PN Bromo Tengger Semeru, Indonésia

O Mar Vulcânico de Java


Anéis de Fogo

Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em plena actividade.

Degraus para os infernos

Escadaria de madeira conduz à cratera do vulcão Bromo.

Nativos de Tengger

Dono de um dos cavalos que transporta visitantes no Mar de Areia de Tengger.

Em erupção

Cinza e gases fluem da cratera do vulcão Semeru para os céus de Java.

Monte enxofrado

A cratera fumarenta e tóxica do vulcão Bromo, um dos mais baixos mas mais activos do Mar de Areia de Tengger.

Um perfil de Java

Visitante javanês sobre o cume do monte Penanjakan (2770 m), que oferece uma vista privilegiada sobre os restante vulcões.

Noite pouco escura

Lua cheia espreita sobre a orla da caldeira de Tennger.

Para mais tarde recordar

Viajante europeia fotografa o conjunto de vulcões da caldeira de Tengger

Fé na clemência

O templo hindu Luhur Poten, erguido pelo povo Tengger em reverência aos seus deuses e aos vulcões.

A gigantesca caldeira de Tengger eleva-se a 2000m no âmago de uma vastidão arenosa do leste de Java. Dela se projectam o monte supremo desta ilha indonésia, o Semeru, e vários outros vulcões. Da fertilidade e clemência deste cenário tão sublime quanto dantesco prospera uma das poucas comunidades hindus que resistiram ao predomínio muçulmano em redor.

Sempre fiel para com os seus postos em Surabaya e zelosa com aquela missão em particular, a dupla de oficiais do Ministério do Turismo indonésio Widarto e Bambang afiança-nos que o despertar tem que ser às três da madrugada. Franzimos os sobrolhos mas, somos meros forasteiros naquelas terras distantes de Bromo Tengger Semeru.

Mesmo renitentes, acatamos a indicação e regressamos ao quarto conformados com a certeza de que, uma vez mais, pouco ou nada iríamos dormir.

À hora em ponto, batem-nos à porta. Já enfiado no seu semi-uniforme verde-azeitona, Mr. Bambang certifica-se do nosso despertar com um sorriso estampado que nos sabe a sadismo. “Estão prontos? Esperamos por vocês dentro do jipe.” Saíamos preparados para tudo menos para a temperatura exterior.

Há meses que viajávamos. Por certo a roçar os 4 ou 5 graus, aquele era o único frio digno desse nome com que o Sudeste Asiático nos brindava. Metemo-nos no jipe.

Esgotadas algumas palavras de cerimónia, o condutor local acende as luzes e, devagar devagarinho, fá-lo sulcar o breu de quase lua-cheia sobre o solo arenoso da caldeira de 50km2 que nos admitira.

Noite sobre a orla da caldeira de Tennger em Java, Indonésia

Lua cheia espreita sobre a orla da caldeira de Tennger.

A Subida Nocturna ao Monte Penanjakan

Mais jipes surgem do nada. Alguns ultrapassam-nos. Outros, mantêm-se na rectaguarda. Esta dança motorizada termina numa caravana de seis ou sete veículos que logo se fazem ao caminho íngreme e pior que de cabras que nos levaria ao cimo de um tal de monte Penanjakan.

Quando atingimos os 2770 metros do seu cume, mesmo sem grande vento, a frigidez intensifica-se, estimamos que a roçar os 0 graus. Um batalhão de vendedores residentes lucra do sofrimento dos visitantes mais incautos.

Minuto após minuto, alugam casacões, vendem luvas, gorros e cachecóis e servem chás, cafés e chocolates quentes a preços inflacionados de acordo com a hora precoce e a necessidade imperiosa dos seus serviços.

As luzes que iluminam a operação tornam mais difícil reconhecer a configuração da paisagem que nos cerca. Em simultâneo, sarapintam o negrume focos de distintos espectros gerados pelas lanternas e frontais de caminhantes nos seus percursos através do Mar de Areia nas profundezas.

Podíamos estar às escuras quanto à paisagem mas uma coisa sabíamos: dentro em pouco, aquela secção do cume ficaria repleta de gente e, assim nos tinham contado Sílvia e Rafael, um casal espanhol de viajantes, seria feroz a disputa pela contemplação ideal da alvorada a devolver as cores ao céu e à reputada constelação de vulcões do Parque Nacional Bromo Tengger Semeru.

A Visão Resplandecente dos Grandes Vulcões de Java

Inauguramos uma volta de reconhecimento. Fazemos os nossos estudos e inquirimos o suficiente para não incorrermos em erros danosos. Na sequência do processo, mesmo ainda sem concorrência, montamos o tripé na extremidade de uma laje de cimento virada para onde havíamos concluído estarem os vulcões, em detrimento da direcção de que surgiria a aurora.

Durante meia-hora, suportamos o frio praticamente sós. Logo, mais e maiores caravanas compostas noutros hotéis e pousadas intersectam-se junto à base da montanha e completam a sua ascensão.

Visitantes no cimo do monte Penanjakan em Java, Indonésia

Visitante javanês sobre o cume do monte Penanjakan (2770 m), que oferece uma vista privilegiada sobre os restante vulcões.

Aos poucos, a claridade aumenta. Os passageiros recém-chegados depressa formam a multidão e a animosidade que nos haviam sido auguradas.

O sol re-emerge detrás de montanhas opostas. Boa parte do público prefere acompanhá-lo. Nós, apreciamos a evolução de tons do conjunto vulcânico por diante: o monte Batok logo abaixo. Atrás, ligeiramente à esquerda, cinzento em vez de ocre, com as suas vertentes também listadas, o fumegante vulcão Bromo.

Por último, na aparente projecção do monte Batok mas a grande distância para sul e bem mais elevada, a montanha superior da ilha de Java, o vulcão Semeru, com os seus majestosos 3.676 metros.

Semeru: um Gigante do Anel de Fogo

O grande astro revela-se em todo o seu esplendor e amorna a atmosfera acima da caldeira. Por essa altura, dá-se a primeira erupção iluminada – e visível – do Semeru que as gera com intervalos regulares.

Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em Java, Indonésia

Os vulcões Semeru (ao longe) e Bromo em plena actividade.

Atordoada pelo espectáculo do cone invertido esvoaçante de cinzas e gazes, a multidão corre do lado virado à aurora para o orientado para os vulcões e disputa cada recanto vago.

Com a luminosidade mais forte, aquele excêntrico sortido vulcânico revelava-nos as suas formas e linhas ao pormenor. Informados de que as mini-erupções do Semeru se repetiam a cada vinte minutos, esperámos por três mais.

Todas se provaram espectaculares. Todas tiveram as suas nuvens ardentes arrastadas para oeste pelo vento que soprava constante naquela direcção. Sumida a derradeira nuvem, por volta das sete da manhã, regressamos ao jipe, descemos para a planura borbulhenta do Mar de Areia de Tengger, o único ecossistema protegido com visual algo desértico de Java.

Erupção do vulcão Semeru, Java, Indonésia

Cinza e gases fluem da cratera do vulcão Semeru para os céus de Java.

O complexo de Tengger é tão excêntrico quanto possível. Produto da actividade vulcânica incessante característica do Anel de Fogo, cinco vulcões partilham o interior das paredes de 200 a 600 metros da sua caldeira. São eles o Batok e o Bromo, o Kursi (2.581 m), o Watangan (2.661 m) e o Widodaren (2.650 m). Do quinteto, o Batok é o único inactivo.

Várias outras montanhas acima dos 2000 metros surgem em volta da caldeira de Tengger. O vulcão Semeru, que nos tinha mantido ocupados toda a madrugada, – também tratado por Mahameru (A Grande Montanha) – polariza o seu próprio complexo. Naquele momento, era o Bromo que nos interessava. É para lá que apontamos.

À Conquista do Sagrado Bromo

De tanta reverência pelo Semeru, quando chegamos à base do Bromo, já o fluxo de visitantes vinha encosta abaixo, a caminho dos veículos. Alguns desciam a pé, outros faziam-no a cavalo.

Vertente do vulcão Bromo, Java, Indonésia

Escadaria de madeira conduz à cratera do vulcão Bromo.

Dezenas de indígenas da aldeia de Cemoro Lawang e de outras paragens, tinham tratado de lhes alugar os seus pequenos equídeos e de assim poupar os forasteiros mais indolentes ou impreparados à maçada da ascensão.

Subimos pela longa escadaria de madeira. Já sobre a aresta do cume, contemplamos as entranhas fumarentas e sulfurosas do vulcão. Por norma, o Bromo limita-se a expelir gases. De tempos a tempos, torna-se caprichoso e entra em erupção.

Em 2004, duas pessoas sucumbiram a rochas projectadas por uma sua explosão. Em 2010 e 2011, a perspectiva prolongada de uma erupção realmente catastrófica preocupou mais que nunca as autoridades e as gentes.

O estabelecimento de uma zona de exclusão que oscilou entre dois e três quilómetros arruinou o turismo.

Erupções que libertaram enormes quantidades de cinza a grandes altitudes obrigaram ao cancelamento de dezenas de voos para Bali, Lombok e outros destinos com rotas próximas.

As autoridades alertaram ainda os nativos para o risco de colapso dos telhados das suas casas devido à acumulação de cinzas, de tempos a tempos molhadas pela chuva.

O Legado de Hinduísmo Balinês do Império Majapahit

Mas as ameaças dos vulcões não são novidade para este povo que habita povoações das montanhas de Tengger desde o século XVI. Crê-se que os Tengger têm origem no Império hinduísta Majapahit (1293 – 1500) que, no seu auge, conquistou ou submeteu boa parte do Sudeste Asiático.

No século XVI, num contexto em que já os navegadores e conquistadores portugueses tinham o seu papel com base na recém-tomada Malaca, o Sultanato muçulmano de Demak conseguiu supremacia político-militar na ilha de Java. Derrotou os descendentes do Império Majapahit que guerreavam entre si,

De fé hindu, estes, viram-se obrigados a procurar refúgio. Cortesãos, artesãos, sacerdotes e membros da realeza mudaram-se para Bali onde a sua linhagem e religião são, hoje, predominantes.

Com o reforço do domínio muçulmano em Java, os reinos Hindus cederam onde antes ainda lá resistiam. Só os refúgios de Bali, Lombok e das cordilheiras do leste de Java os salvou de uma mais que provável aniquilação.

Os Tengger, hoje agricultores e criadores de gado, incluindo dos cavalos que carregam os visitantes, “guardiães” vulneráveis aos caprichos do Bromo e restantes vulcões mas crentes na sua clemência e na dos deuses, vêm desses tempos conflituosos.

Dono de um cavalo no Mar de Areia de Tengger em Java, Indonésia

Dono de um dos cavalos que transporta visitantes no Mar de Areia de Tengger

Com o posterior sobrepovoamento da ilha de Madura, os seus poderosos muçulmanos começaram a instalara-se em terras férteis e sagradas dos Tengger. Muitos Tengger acabaram por se converter ao Islão.

Esta cedência desgostou os seus líderes. Estes, recorreram aos Hindus Balineses para que os ajudassem a reformar a sua cultura e a aproximá-la do Hinduísmo mais puro de Bali.

O Reduto Divinal e agora Protegido de Bromo-Tengger-Semeru

Em anos bem mais recentes, as autoridades da Indonésia optaram por respeitar as exigências dos Tengger. Declararam as “suas” montanhas e vulcões uma reserva natural e cultural e proibiram várias das máculas anteriores.

Do cimo do Bromo, enquanto Widarto e Bambang esperam e desesperam no parque de estacionamento, detectamos a silhueta rectangular do templo Luhur Poten.

Este templo materializa a fé dos Tengger na bênção e clemência de Ida Sang Hyang Widi Wasa e do deus de Mahameru (do vulcão Semeru). Mas, o templo, só por si, não parece satisfazer alguns deles.

Templo hindu Luhur Poten, Java, Indonésia

O templo hindu Luhur Poten, erguido pelo povo Tengger em reverência aos seus deuses e aos vulcões

No décimo quarto dia do festival Yadnya Kasada, após se reunirem e rezarem, os Tengger de uma povoação chamada Prolinggo sobem ao cume do Bromo.

Sobre a borda estreita do vulcão, com vista para o abismo efervescente e para uma morte certa, centenas de fiéis atiram fruta, arroz, vegetais, flores e gado de pequeno porte para o interior da cratera, em jeito de oferendas ou de sacrifícios.

A cerimónia terá sido concebida com a dignidade e elegância tão próprias do Hinduísmo Balinês. E, no entanto, com o tempo, essa própria dupla característica contribuiu para admitir que vários nativos necessitados passassem a arriscar as vidas munidos de redes e outros utensílios mais abaixo, preparados para recolherem o máximo possível do que fosse atirado para perto de si.

Alguns creem que, mais do que víveres preciosos, as oferendas lhes trarão boa sorte. Verdade seja dita que ainda está para vir o dia em que os vulcões expulsam ou destroem os Tengger. Até lá, este povo em tempos marginalizado, continuará a prosperar da fertilidade e exuberância geológica das suas montanhas de fogo.

Mais informações sobre o PN Bromo-Tengger-Semeru na página respectiva da UNESCO.

Chã das Caldeiras, Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.

Ilha Moyo, Indonésia

Uma Ilha Só Para Alguns

Poucas pessoas conhecem ou tiveram o privilégio de explorar a reserva natural de Moyo. Uma delas foi a princesa Diana que, em 1993, nela se refugiou da opressão mediática que a viria a vitimar.

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Big Island, Havai

À Procura de Rios de Lava

São 5 os vulcões que fazem a Big Island aumentar de dia para dia. O Kilauea, o mais activo à face da Terra, liberta lava em permanência. Apesar disso, vivemos uma espécie de epopeia para a vislumbrar.

Lombok, Indonésia

Na Sombra de Bali

Há muito encobertos pela fama da ilha vizinha, os cenários exóticos de Lombok continuam por revelar, sob a protecção sagrada do guardião Gunung Rinjani, o segundo maior vulcão da Indonésia.

Vulcão Ijen, Indonésia

Escravos do Enxofre

Centenas de javaneses entregam-se ao vulcão Ijen onde são consumidos por gases venenosos e cargas que lhes deformam os ombros. Cada turno rende-lhes menos de 30€ mas todos agradecem o martírio.

Lombok, Indonésia

Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito

Monte Mauna Kea, Havai

Um Vulcão de Olho no Espaço

O tecto do Havai era interdito aos nativos por abrigar divindades benevolentes. Mas, a partir de 1968 várias nações sacrificaram a paz dos deuses e ergueram a maior estação astronómica à face da Terra

Pucón, Chile

A Brincar com o Fogo

Pucón abusa da confiança da natureza e prospera no sopé da montanha Villarrica.Seguimos este mau exemplo por trilhos gelados e conquistamos a cratera de um dos vulcões mais activos da América do Sul.

Gili Islands, Indonésia

As Ilhas que Não Passam Disso Mesmo

São tão humildes que ficaram conhecidas pelo termo bahasa que significa apenas ilhas. Apesar de discretas, as Gili tornaram-se o refúgio predilecto dos viajantes que passam por Lombok ou Bali.

Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões de Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori continua a reclamar aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.

Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Music Theatre and Exhibition Hall, Tbilissi, Georgia
Arquitectura & Design
Tbilisi, Geórgia

Geórgia ainda com Perfume a Revolução das Rosas

Em 2003, uma sublevação político-popular fez a esfera de poder na Geórgia inclinar-se do Leste para Ocidente. De então para cá, a capital Tbilisi não renegou nem os seus séculos de história também soviética, nem o pressuposto revolucionário de se integrar na Europa. Quando a visitamos, deslumbramo-nos com a fascinante mixagem das suas passadas vidas.
Lenha
Aventura

PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de dog sledding do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas do país mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf

Coragem
Cerimónias e Festividades

Pentecostes, Vanuatu

Bungee Jumping para Homens a Sério

Em 1995, o povo de Pentecostes ameaçou processar as empresas de desportos radicais por lhes terem roubado o ritual Naghol. Em termos de audácia, a imitação elástica fica muito aquém do original.

Comunismo Imperial
Cidades

Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.

Comodidade até na Natureza
Comida

Tóquio, Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.

Músicos de etnia karanga jnunto às ruínas de Grande Zimbabwe, Zimbabwe
Cultura
Grande Zimbabué

Grande Zimbabwe, Pequena Dança Bira

Nativos de etnia Karanga da aldeia KwaNemamwa exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas do Grande Zimbabwe. o lugar mais emblemático do Zimbabwe, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova e problemática nação.  
Desporto
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Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Casal Gótico
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Matarraña a Alcanar, Espanha

Uma Espanha Medieval

De viagem por terras de Aragão e Valência, damos com torres e ameias destacadas de casarios que preenchem as encostas. Km após km, estas visões vão-se provando tão anacrónicas como fascinantes.

Étnico
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Forte de São Filipe, Cidade Velha, ilha de Santiago, Cabo Verde
História
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

A inevitável pesca
Ilhas

Florianópolis, Brasil

O Legado Açoriano do Atlântico Sul

Durante o século XVIII, milhares de ilhéus portugueses perseguiram vidas melhores nos confins meridionais do Brasil. Nas povoações que fundaram, abundam os vestígios de afinidade com as origens.

Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Sombra vs Luz
Literatura

Quioto, Japão

O Templo que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.

Colosso Ferroviário
Natureza

Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.

Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Campo de géiseres
Parques Naturais

El Tatio, Chile

Uma Ida a Banhos Andina

Envolto de vulcões supremos, o campo geotermal de El Tatio surge como uma miragem dantesca de enxofre e vapor a uns gélidos 4300 m de altitude. Os seus geiseres e fumarolas atraem hordas de viajantes. Ditou o tempo que uma das mais concorridas celebrações dos Andes e do Deserto do Atacama passasse por lá partilharem uma piscina aquecida a 30º pelas profundezas da Terra.

Água grande
Património Mundial UNESCO

Cataratas Iguaçu, Brasil/Argentina

O Grande Splash

Após um longo percurso tropical, o rio Iguaçu dá o mergulho dos mergulhos. Ali, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se as cataratas maiores e mais impressionantes à face da Terra.

Riso no elevador
Personagens

Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A industria japonesa da noite é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, somos acolhidos por uma sua assalariada enigmática que opera algures entre a arte gueixa e a prostituição convencional.

Salvamento de banhista em Boucan Canot, ilha da Reunião
Praias
Reunião

O Melodrama Balnear da Reunião

Nem todos os litorais tropicais são retiros prazerosos e revigorantes. Batido por rebentação violenta, minado de correntes traiçoeiras e, pior, palco dos ataques de tubarões mais frequentes à face da Terra, o da ilha da Reunião falha em conceder aos seus banhistas a paz e o deleite que dele anseiam.
Braga ou Braka ou Brakra, no Nepal
Religião
Circuito Anapurna: 6º – Braga, Nepal

Num Nepal Mais Velho que o Mosteiro de Braga

Quatro dias de caminhada depois, dormimos aos 3.519 metros de Braga (Braka). À chegada, apenas o nome nos é familiar. Confrontados com o encanto místico da povoação, disposta em redor de um dos mosteiros budistas mais antigos e reverenciados do circuito Annapurna, lá prolongamos a aclimatização com agrado.
Cable car com Transamerica Pyramid, São Francisco, Califórnia, Estados Unidos da América
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Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
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O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

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O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
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Encaixado contra as montanhas Chugach, Prince William Sound abriga alguns dos cenários descomunais do 49º estado. Nem sismos poderosos nem uma maré negra devastadora afectaram o seu esplendor natural.

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Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o subdomíno retalhado entre Te Anau e o Mar da Tasmânia.