La Graciosa, Ilhas Canárias

A Mais Graciosa das Ilhas Canárias


A Caleta del Oro
Entardecer doura o ocidente acima do porto de Caleta del Sebo.
Cume à Vista
Caminhantes prestes a atingirem o cume da montaña Bermeja de La Graciosa.
A Marginal de Caleta
A Marginal de Caleta del Sebo, virada para o Estrecho del Rio.
Sem sinal de Asfalto
Jipe percorre uma estrada de areia da ilha. La Graciosa é um dos poucos territórios da Europa ainda sem asfalto.
Vaga Indomada
Onda desfaz-se sobre o areal dourado da Playa de Las Conchas, com a Isla Montaña Clara em fundo.
Banhos Arriscados
Casario branco de Caleta del Sebo contra os penhascos vulcânicos de Lanzarote.
Um Passeio Juvenil
Jovem moradora de Caleta del Sebo carrega um bebé ao colo, sobre o entardecer dourado de La Graciosa.
Último Mergulho do Dia
Visitante prepara-se para mergulhar nas águas do Estrecho del Rio que separa La Graciosa de Lanzarote.
Arte Graciosa
Pátio artístico numa vivenda da capital e única povoação fixa da ilha de La Graciosa.
Playa Dourada de Las Conchas
Areal dourado da praia das Conchas, no sopé da Montaña Bermeja
Caleta del Sebo
O porto e o casario alvo da única povoação fixa de La Graciosa.
Playa de Las Conchas vs Isla Montaña Clara
Bandeira vermelha na Playa de Las Conchas, com a Isla Montaña Clara em fundo.
Arte Canária
Decoração e arquitectura na fachada de uma das casas tradicionais de Caleta del Sebo.
A Punta Fariones
A ponta aguçada que encerra o norte de Lanzarote.
Tons Insulares
Encosta da Montaña Bermeja contrasta com o azul atlântico da Playa de Las Conchas.
Roques Fariones
Rochedos Fariones que acompanham a Ponta Farione no extremo norte de Lanzarote.
A Punta Fariones
A ponta aguçada que encerra o norte de Lanzarote.
Até 2018, a menor das Canárias habitadas não contava para o arquipélago. Desembarcados em La Graciosa, desvendamos o encanto insular da agora oitava ilha.

A sedução já vinha de há mais de um ano. No início de 2019, à descoberta de Lanzarote, chegámos ao extremo norte da ilha atrasados para visitarmos o seu famoso Mirador del Rio.

Conformados com o percalço, descemos na estrada que percorre o cimo das falésias contíguas.

Quando atingimos o limiar do Risco de Famara, a mais de 500 metros de altura e perscrutamos o Atlântico abaixo e por diante, a visão de La Graciosa e restantes ilhas do arquipélago Chinicho deixa-nos incrédulos.

Vista de La Graciosa de Lanzarote, Canárias, Espanha

Dois amigos conversam no limiar de Lanzarote, com vista para La Graciosa e outras ilhas do arquipélago Chinicho.

Mesmo diminutas face às massivas Lanzarote e Fuerteventura, de tal maneira que, mesmo próxima, La Graciosa nos cabia na amplitude de um só olhar, a extensão insular que ali admirávamos gerou-nos de imediato uma inquietude.

Ao longo dos dezasseis meses que se seguiram, entregues a planeamentos das próximas viagens, essa visão voltou-nos à mente vezes sem conta.

Com a hipótese de regressarmos para um novo itinerário nas Canárias, fizemos questão de que passasse pelo norte de Lanzarote e de que incluísse La Graciosa. Assim aconteceu.

Já a a bordo do ferry Liñeas Romero, quanto mais Orzola se desvanecia, mais nos aproximávamos da península aguçada que encerra o cimo de Lanzarote, da Punta Fariones e dos Fariones, os grandes rochedos também eles pontiagudos que lhe inspiraram o baptismo.

Fariones, Lanzarote, Canárias, Espanha

Rochedos Fariones que acompanham a Ponta Farione no extremo norte de Lanzarote.

Na sua iminência, o oceano a norte batalha com as águas do Estrecho del Rio, o canal, apesar do nome, marinho que separa Lanzarote de La Graciosa.

Habituado a ver-se nessa contenda, o comandante manobra a navegação com o jeito ganho em incontáveis de passagens por ali, suaves, num jeito oscilado de ser.

Contornamos a punta. Já com Graciosa à vista, internamo-nos no canal junto à base estriada de Lanzarote que, feita de falésias tão elevadas e brutas, tornava o barco uma casca de noz.

Punta Fariones, Lanzarote, Canárias, Espanha

A ponta aguçada que encerra o norte de Lanzarote.

Com o Mirador de Rio bem nas alturas, o comandante faz o barco cruzar o Rio. Aponta-o ao porto de Caleta del Sebo, a capital de La Graciosa.

O sábado desenrola-se. Damos com a cidade num óbvio modo de descompressão. O molhe que contornámos para entrar, serve de pouso a uma comunidade irrequieta de jovens pescadores que celebram a nossa entrada com uma mímica bem-disposta.

Desembarque Crepuscular na Pequena Capital de Caleta del Sebo

Já atracados ao lado de uma floresta de mastros e bandeirolas, examinamos a baía em frente. Um corrupio de banhistas entrega-se aos derradeiros banhos do dia na praia de areia da povoação. Em simultâneo, uma comunidade de convivas tagarelas bebe cañas e saboreia petiscos do mar nas esplanadas arejadas em redor.

Para trás do casario do oeste da cidade, o sol ora espreitava, ora se sumia entre uma caravana de nuvens baixas propulsionadas pelos Alísios. Foi já sob o escuro Atlântico que cruzámos a baía a carregar as malas, umas ao ombro, outras puxadas a esforço sobre o areal até ao apartamento que por ali tínhamos reservado.

Ocaso sobre Caleta del Sebo, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Entardecer doura o ocidente acima do porto de Caleta del Sebo.

Voltamos a sair uma hora depois, com o rumo do restaurante “El Marinero”, uma das suas Mecas gastronómicas. Lá nos empanturramos com Entrantes de sardinhas, camarões, com polvo e o gofio e papas arrugadas quase incontornáveis um pouco por todas as Canárias.

Findo o repasto, mesmo já sem malas, voltamos a arrastar-nos para o apartamento. Tínhamos toda uma nova ilha por descobrir. Para variar, íamos explorá-la de bicicleta.

Uma Semi-Volta em Bicicleta a La Graciosa

Bem menos cedo que o que desejávamos no dia seguinte, batemos a porta da La Molina Bike.

Doña Demelza, saúda-nos a pensar que ia encontrar visitantes algo mais novos. Mesmo assim, algures entre o nosso à vontade e a vontade de pedalarmos, deixa-se impressionar. “Vocês têm ar de aventureiros, já estou a ver que, para fotografarem, se vão querer meter pela areia, pelos caminhos pedregosos e isso tudo. Olhem… vou-vos dar bicis das todo-o-terreno, aquelas com os pneus mais grossos.”

Mesmo conscientes que, num dos poucos lugares com capital em que não existe asfalto, as bicicletas artilhadas nos cansariam a dobrar, sentimo-nos privilegiados. Agradecemos a benesse, despedimo-nos da sorridente Demelza, sumimos entre o casario branco de Caleta del Sebo.

Casario de Caleta del Sebo, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

A Marginal de Caleta del Sebo, virada para o Estrecho del Rio.

Deixada para trás a povoação, com excepção para uma sequência de pequenos hortos dos moradores, a ilha depressa se nos revelou como veio ao mundo.

Como seria de esperar no arquipélago das Canárias, La Graciosa é vulcânica, na prática geológica, um maciço vulcânico insular salpicado por cinco vulcões. Mesmo se com alturas contidas, são estes vulcões que, aqui e ali, apimentam o circuito de volta a ilha.

Umas boas pedaladas depois, vimo-nos numa encruzilhada de estradas de areia entre dois deles, La Aguja Grande (266m) o mais elevado da ilha, na companhia da cratera Aguja Chica e da vizinha Montanha del Mojon (185m).

Curiosos quanto ao que nos reservaria a costa de lá de Graciosa, seguimos na sua direcção, ao mesmo tempo, do norte da ilha. Rejeitamos a Playa Baja del Ganado. Em vez, apontamos à de Las Conchas e ao sopé do vulcão ocre da Montaña Bermeja.

A Conquista e Omni-Revelação da Montaña Bermeja

Na sua confluência, achamos um parque de estacionamento para bicicletas mais preenchido do que esperávamos. Estimámos que o areal amarelo da praia ao lado em duo com um delicioso mar turquesa ali atraísse boa parte dos ciclistas entretidos com a volta à Graciosa.

Vontade de nos entregarmos de imediato àquele Atlântico soprado pelos Alíseos não faltava mas, com o trilho e o desafio da conquista da Montaña Bermeja (157m) a terem início a uns poucos metros, não tínhamos como resistir.

Pé ante pé, pelo trilho já marcado na sua crista ascendemos ao cume colorado e pejado de líquenes verdes-claro ou de um amarelo muito torrado.

Ascensão da Montaña Bermeja, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Caminhantes prestes a atingirem o cume da montaña Bermeja de La Graciosa.

Além dos líquenes agarrados às rochas, encontrámos o cimo decorado com uma inesperada obra de arte, quatro estatuetas, esculpidas no que nos parecia arenito, com formas, se humanas retorcidas, quase amorfas.

Apuramos mais tarde que, chegou a acompanhar estas esculturas uma cruz com a inscrição de 1499, o ano em que se considera ter terminado a conquista do arquipélago das Canárias, iniciada em 1402.

Jean de Béthencourt e o Encanto com a Pequena Graciosa

Reza a história, que terá sido o descobridor Normando Jean de Béthencourt a baptizar La Graciosa.

Após várias semanas no mar, contadas desde a partida do porto de La Rochelle, Béthencourt deliciou-se com a visão da ilha quase rasa aos pés da gigantesca vizinha Lanzarote. Chamou-a, assim, de La Gracieuse, título que foi adaptado para castelhano.

Montaña Bermeja e Playa de Las Conchas, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Encosta da Montaña Bermeja contrasta com o azul da Playa de Las Conchas. Um cenário que ilustra o baptismo de Jean de Béthencourt.

Béthencourt vinha determinado a se abastecer de urzela, um líquen de que se extrai uma cor comparável ao violeta. Acabou por conquistar Lanzarote e Fuerteventura e por colonizar boa parte do arquipélago das Canárias.

Não vemos sinal nem da cruz nem, entre os abundantes líquenes que temos em torno, da valiosa urzela. De qualquer maneira, os cenários em redor depressa nos reclamaram a atenção e suscitaram um inevitável êxtase visual.

Para norte e leste, La Graciosa estendia-se numa vastidão arenosa preenchida por dunas baixas salpicadas de vegetação xerófita.

Para sul e sudeste, o pequeno deserto local cedia à ditadura do solo vulcânico e de um cinzento quase negro.

Deste solo pardo, à distância, víamos despontar as outras elevações da ilha, quanto mais para sul, mais difusas na calima (névoa poeirenta) que ali chegava do Sara.

E em Redor de La Graciosa, a Extensão do sub-Arquipélago Chinijo

Quando nos virávamos para norte e noroeste, com o mar pelo meio, contemplávamos diversas ilhas inóspitas e inabitadas: a Isla de Montaña Clara, ali em frente. A maior distância, a Isla de Alegranza.

Vislumbrávamos ainda dois outros ilhéus, o Roque del Oeste – também conhecido por Roque del Infierno – nas imediações da ilha de Montaña Clara, o Roque del Este.

Este conjunto, acrescido da nossa anfitriã La Graciosa (a maior ilha com 27km2), forma o sub-arquipélago canário de Chinicho que nos manteve uma boa meia-hora num absoluto deleite sensorial.

Interrompemo-lo pela noção do tempo que nos sobrava para circundar a ilha e pela urgência de recuperarmos o mergulho adiado na Praia de Las Conchas que, logo ali abaixo, se insinuava num dourado-turquesa.

Dito e feito. Regressamos à base da montaña Bermeja, cruzamos o areal. Com cuidado redobrado, mergulhamos por baixo das vagas que os alísios continuavam a espicaçar.

Onda na Playa de Las Conchas, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Onda desfaz-se sobre o areal dourado da Playa de Las Conchas, com a Isla Montaña Clara em fundo.

Com a volta à ilha por completar, regressamos às bicicletas ainda por secarmos.

Pedalamos até ao seu litoral norte, espreitamos a beira-mar ventosa das Playas Lambra e Del Ambar.

Em vez de circundarmos a totalidade do litoral norte, atalhamos caminho para Pedro Barba, a segunda povoação da ilha, mesmo se composta sobretudo por segundas casas de habitantes da Graciosa e outras de veraneantes forasteiros.

Caleta del Sebo vs Lanzarote, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Casario branco de Caleta del Sebo contra os penhascos vulcânicos de Lanzarote.

Não demorássemos a avistar a linha branca do seu casario, contra os penhascos imensos de Lanzarote, em fundo.

Na sequência, subimos, a esforço, entre os Morros Negros e as vertentes leste das Aguja Grande e da Chica. Tentamos estender o empenho de maneira a conquistarmos a ilha a sul de Caleta del Sebo.

Regresso a Tempo de um Novo Ocaso em Caleta del Sebo

Tal como Doña Demelza nos avisara, a estrada para a Punta de la Herradura e a sua Montaña Amarilla revelaram-se demasiado arenosas até para as as bicicletas supostamente todo-o-terreno que conduzíamos.

Exauridos, a vermos o sol precipitar-se sobre o Atlântico à nossa frente, sem termos tempo de atingirmos o destino planeado da Playa de la Cocina, invertemos caminho para a Caleta del Sebo.

De volta ao pueblo, devolvemos as bicis especiais a Demelza.

Caleta del Sebo, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Jovem moradora de Caleta del Sebo carrega um bebé ao colo, sobre o entardecer dourado de La Graciosa.

No templo que nos restava até ao escuro se reinstalar, caminhámos por entre as ruelas e pela beira-mar quase rasa que confronta as falésias descomunais de Lanzarote.

La Graciosa ainda hoje nos encanta.

Caleta del Sebo, La Graciosa, Ilhas Canárias, Espanha

Pátio artístico numa vivenda da capital e única povoação fixa da ilha de La Graciosa.

Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Fuerteventura, Ilhas Canárias, Espanha

A (a) Ventura Atlântica de Fuerteventura

Os romanos conheciam as Canárias como as ilhas afortunadas. Fuerteventura, preserva vários dos atributos de então. As suas praias perfeitas para o windsurf e o kite-surf ou só para banhos justificam sucessivas “invasões” dos povos do norte ávidos de sol. No interior vulcânico e rugoso resiste o bastião das culturas indígenas e coloniais da ilha. Começamos a desvendá-la pelo seu longilíneo sul.
El Hierro, Canárias

A Orla Vulcânica das Canárias e do Velho Mundo

Até Colombo ter chegado às Américas, El Hierro era vista como o limiar do mundo conhecido e, durante algum tempo, o Meridiano que o delimitava. Meio milénio depois, a derradeira ilha ocidental das Canárias fervilha de um vulcanismo exuberante.

La Palma, Espanha

O Mais Mediático dos Cataclismos por Acontecer

A BBC divulgou que o colapso de uma vertente vulcânica da ilha de La Palma podia gerar um mega-tsunami. Sempre que a actividade vulcânica da zona aumenta, os media aproveitam para apavorar o Mundo.

Vereda Terra Chã e Pico Branco, Porto Santo

Pico Branco, Terra Chã e Outros Caprichos da Ilha Dourada

No seu recanto nordeste, Porto Santo é outra coisa. De costas voltadas para o sul e para a sua grande praia, desvendamos um litoral montanhoso, escarpado e até arborizado, pejado de ilhéus que salpicam um Atlântico ainda mais azul.
Porto Santo, Portugal

Louvada Seja a Ilha do Porto Santo

Descoberta durante uma volta do mar tempestuosa, Porto Santo mantem-se um abrigo providencial. Inúmeros aviões que a meteorologia desvia da vizinha Madeira garantem lá o seu pouso. Como o fazem, todos os anos, milhares de veraneantes rendidos à suavidade e imensidão da praia dourada e à exuberância dos cenários vulcânicos.
Paul do Mar a Quebrada Nova, Madeira, Portugal

À Descoberta da Finisterra Madeirense

Curva atrás de curva, túnel atrás de túnel, chegamos ao sul solarengo e festivo de Paul do Mar. Arrepiamo-nos com a descida ao retiro vertiginoso da Quebrada Nova. Voltamos a ascender e deslumbramo-nos com o cabo derradeiro de Ponta do Pargo. Tudo isto, nos confins ocidentais da Madeira.
Pico do Arieiro - Pico Ruivo, Madeira, Portugal

Pico Arieiro ao Pico Ruivo, Acima de um Mar de Nuvens

A jornada começa com uma aurora resplandecente aos 1818 m, bem acima do mar de nuvens que aconchega o Atlântico. Segue-se uma caminhada sinuosa e aos altos e baixos que termina sobre o ápice insular exuberante do Pico Ruivo, a 1861 metros.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Caminhada Solitária, Deserto do Namibe, Sossusvlei, Namibia, acácia na base de duna
Parque Nacional
Sossusvlei, Namíbia

O Namibe Sem Saída de Sossusvlei

Quando flui, o rio efémero Tsauchab serpenteia 150km, desde as montanhas de Naukluft. Chegado a Sossusvlei, perde-se num mar de montanhas de areia que disputam o céu. Os nativos e os colonos chamaram-lhe pântano sem retorno. Quem descobre estas paragens inverosímeis da Namíbia, pensa sempre em voltar.
Picos florestados, Huang Shan, China, Anhui, Montanha Amarela dos Picos Flutuantes
Parques nacionais
Huang Shan, China

Huang Shan: as Montanhas Amarelas dos Picos Flutuantes

Os picos graníticos das montanhas amarelas e flutuantes de Huang Shan, de que brotam pinheiros acrobatas, surgem em ilustrações artísticas da China sem conta. O cenário real, além de remoto, permanece mais de 200 dias escondido acima das nuvens.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Escadaria Palácio Itamaraty, Brasilia, Utopia, Brasil
Arquitectura & Design
Brasília, Brasil

Brasília: da Utopia à Capital e Arena Política do Brasil

Desde os tempos do Marquês de Pombal que se falava da transferência da capital para o interior. Hoje, a cidade quimera continua a parecer surreal mas dita as regras do desenvolvimento brasileiro.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Cerimónias e Festividades
Pueblos del Sur, Venezuela

Os Pauliteiros de Mérida e Cia

A partir do início do século XVII, com os colonos hispânicos e, mais recentemente, com os emigrantes portugueses consolidaram-se nos Pueblos del Sur, costumes e tradições bem conhecidas na Península Ibérica e, em particular, no norte de Portugal.
Singapura, ilha Sucesso e Monotonia
Cidades
Singapura

A Ilha do Sucesso e da Monotonia

Habituada a planear e a vencer, Singapura seduz e recruta gente ambiciosa de todo o mundo. Ao mesmo tempo, parece aborrecer de morte alguns dos seus habitantes mais criativos.
Comida
Mercados

Uma Economia de Mercado

A lei da oferta e da procura dita a sua proliferação. Genéricos ou específicos, cobertos ou a céu aberto, estes espaços dedicados à compra, à venda e à troca são expressões de vida e saúde financeira.
Maiko durante espectaculo cultural em Nara, Geisha, Nara, Japao
Cultura
Quioto, Japão

Sobrevivência: A Última Arte Gueixa

Já foram quase 100 mil mas os tempos mudaram e as gueixas estão em vias de extinção. Hoje, as poucas que restam vêem-se forçadas a ceder a modernidade menos subtil e elegante do Japão.
Sol nascente nos olhos
Desporto

Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos, a nadar.

A Toy Train story
Em Viagem
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Punta Cahuita
Étnico
Cahuita, Costa Rica

Uma Costa Rica de Rastas

Em viagem pela América Central, exploramos um litoral da Costa Rica tão afro quanto das Caraíbas. Em Cahuita, a Pura Vida inspira-se numa fé excêntrica em Jah e numa devoção alucinante pela cannabis.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Ao fim da tarde
História
Ilha de Moçambique, Moçambique  

A Ilha de Ali Musa Bin Bique. Perdão, de Moçambique

Com a chegada de Vasco da Gama ao extremo sudeste de África, os portugueses tomaram uma ilha antes governada por um emir árabe a quem acabaram por adulterar o nome. O emir perdeu o território e o cargo. Moçambique - o nome moldado - perdura na ilha resplandecente em que tudo começou e também baptizou a nação que a colonização lusa acabou por formar.
Submarino Vesikko, Suomenlinna, Helsínquia, Finlândia
Ilhas
Helsínquia, Finlândia

A Fortaleza em Tempos Sueca da Finlândia

Destacada num pequeno arquipélago à entrada de Helsínquia, Suomenlinna foi erguida por desígnios político-militares do reino sueco. Durante mais de um século, a Rússia deteve-a. Desde 1917, que o povo suómi a venera como o bastião histórico da sua espinhosa independência.
Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Natureza
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Windward Side, Saba, Caraíbas Holandesas, Holanda
Parques Naturais
Saba, Holanda

A Misteriosa Rainha Holandesa de Saba

Com meros 13km2, Saba passa despercebida até aos mais viajados. Aos poucos, acima e abaixo das suas incontáveis encostas, desvendamos esta Pequena Antilha luxuriante, confim tropical, tecto montanhoso e vulcânico da mais rasa nação europeia.
Património Mundial UNESCO
Nikko, Japão

Nikko, Toshogu: o Santuário e Mausoléu do Xogum Tokugawa

Um tesouro histórico e arquitectónico incontornável do Japão, o santuário Toshogu de Nikko homenageia o mais importante dos xoguns nipónicos, mentor da nação japonesa: Tokugawa Ieyasu.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Tambores e tatoos
Praias
Taiti, Polinésia Francesa

Taiti Para lá do Clichê

As vizinhas Bora Bora e Maupiti têm cenários superiores mas o Taiti é há muito conotado com paraíso e há mais vida na maior e mais populosa ilha da Polinésia Francesa, o seu milenar coração cultural.
Solovestsky Outonal
Religião
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Sociedade
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Perigo de praia
Vida Selvagem

Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.

Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.