Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo Country


Intersecção
Dois condutores de trycicles cruzam-se na estrada lamacenta que liga Hungduan a Banaue.
Celeiro verdejante
Os arrozais em socalco de Hungduan.
Caminhada solitária
Nativo percorre um arrozal ressequido, na proximidade de uma palmeira de betel.
Em equilíbrio
Camponês percorre um dos caminhos que retalham os arrozais de Hungduan.
Rosto da experiência
Camponês ancião sob a sombra de um chapéu sintético.
Linhas solidárias
Detalhe da divisão harmoniosa dos arrozais de Hungduan.
Em obras
Habitante conserta um muro em risco de desabar.
Mini-sombra
Nativa de Hungduan retira ervas daninhas de um seu arrozal.
Retalho rizícola
Um pedaço de planta de arroz sobressai de um campo alagado.
Atalhos labirínticos
Alunos regressam a casa da escola pelo meio dos arrozais.
Jipe Rural
Jeepney chega a Hungduan vindo de Banaue.
Muros e mais muros
Aldeão percorre um dos caminhos separadores dos socalcos de Hungduan.
Os GI's partiram com o fim da 2ª Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz de Hungduan.

Nos dias que correm, Banaue carece do encanto folclórico que lhe conferiram, em tempos, os seus antepassados de etnia ifugao que há muito se instalaram nestas paragens.

Quando os visitantes ali chegam, depressa censuram a colónia decadente de edifícios com telhados de lata enferrujados. Encontram-se melhores motivos fotográficos por perto.

Alguns, como os avistados do famoso viewpoint nos arredores da cidade ficam apenas a uma hora a pé ou bastante menos num veículo motorizado mas, até que a fuga para o verdadeiro campo da cordilheira se consuma, a realidade abarracada da povoação cria algum desconforto e a poluição gerada pela frota local de tricyles e jeepneys – os últimos, jipes da 2a Guerra Mundial que os filipinos transformaram no meio de transporte nacional – sufoca qualquer pretensão ecológica.

Em jeito de compensação, a cidade é central. O alojamento e as refeições mantêm-se autênticas pechinchas se comparadas com as de outras paragens turísticas das Filipinas. Além disso, os estrangeiros sabem ao que vêm. Por norma, após uma tarde de preparativos logísticos e uma noite de descanso, partem em busca das vistas grandiosas da região.

A negociação em que nos metemos é bem mais curta do que prevíamos. São muitos os moto-triciclos a circular por Banaue. Cada proprietário tem que se esforçar para conseguir um número aceitável de viagens por dia e a sua subsistência. Os filipinos, em particular, usam e abusam dos donos destes veículos de museu.

Chegámos a ver um tricycle carregado com três adultos e três crianças, seis criaturas mais os sacos e as caixas que transportavam.

Por comparação, nós, seríamos uma espécie de Clientes do Mês para o condutor que teria a fortuna de nos encontrar.

De Banaue a Hapao, a Bordo de um Pitoresco Tricycle

Jon, assim se chamava, puxa bem pela vertente panorâmica da viagem. Garante-nos que vamos adorar a volta e faz um preço que nos afiança generoso para não deixar fugir a oportunidade. Convencidos, instalamo-nos e à bagagem na cabine do sidecar o melhor que conseguimos e damos-lhe o sinal de partida.

Intersecção

Dois condutores de trycicles cruzam-se na estrada lamacenta que liga Hungduan a Banaue.

As primeiras subidas são íngremes e obrigam a poderosa mas velha moto a um longo sobresforço. Assim que a grande encosta é vencida, o percurso suaviza-se. Jon pode por fim descontrair. Liga a instalação sonora mal-amanhada do painel e mete um dos seus temas preferidos a tocar em alto volume.

Os GI’s norte-americanos partiram das Filipinas após o término da 2ª Guerra Mundial que se desenrolou de forma atroz em várias partes deste arquipélago do Pacífico.

Já a música Country que ouviam perdura na cordilheira de Luzon e ganhou milhares de novos apreciadores quase fanáticos.

A Fascinante Paixão Filipina pela Música Country Americana

Jon era um deles. Este pinoy nativo de Banaue presenteia-nos com “Neon Moon”, um single de 1992 do duo Brooks & Dunn, o seu terceiro sucesso consecutivo a chegar ao primeiro lugar do top U.S. Billboard Hot Country Singles & Tracks.

Enquanto conduz, trauteia e inventa partes da letra que, apesar do barulho ensurdecedor do velho motor de dois tempos e dos hiatos no som provocados pelos solavancos, percebemos descrever o desgosto amoroso de um homem abandonado pela companheira que, para vencer a solidão, passa todas as noites num bar texano, à luz de uma lua de néon.

O absoluto desfasamento geográfico face ao imaginário da banda sonora deixa-nos algo confusos. De qualquer maneira, não tarda, chegamos ao destino final. A paisagem reclama-nos toda a atenção.

Celeiro verdejante

Os arrozais em socalco de Hungduan.

Jon imobiliza o tricycle. Saúda a dona da loja em frente, sua conhecida. Dá-nos um meio minuto para desentorpecermos as pernas. Depois, convoca-nos para uma plataforma de madeira improvisada à beira da estrada.

De lá, revela-nos a vastidão verdejante e ensopada dos terraços de arroz de Hapao, com tudo o que lhe dá encanto: o vale fluvial a que se moldaram e que favorece a distribuição da água, os pequenos muros arredondados de pedra, as diferenças de tons de zona para zona, as palmeiras de areca em redor das poucas casas que salpicam o panorama.

Os nativos de Banaue que trabalham com turistas orgulham-se como ninguém da beleza da sua região e conhecem o fascínio que provoca em quem viaja de tão longe para os descobrir.

Hungduan e Hapao não constam sequer entre os lugares mais reputados como, por exemplo, Batad, que guardávamos para os derradeiros dias.

Mesmo assim, pelo que dali víamos, provavam-se uma introdução deslumbrante.

Retalho rizícola

Escadaria abaixo, à Descoberta de Hapao

Contemplamos o cenário por alguns minutos mais até que decidimos descer. Deixamos Jon entregue a uma sesta sobre a mota. De pouco ou nada serve preocuparmo-nos com a saúde das suas costas. Quando  questionamos o conforto duvidoso daquele leito improvisado responde-nos, despachado: “Não se preocupem amigos, há muito que isto é a minha segunda cama. Divirtam-se, já nos vemos.”

Uma longa escadaria feita de degraus demasiado altos leva-nos ao início dos socalcos. Do último degrau em diante, avançamos sobre os trilhos estreitos de pedra que alisam o cimo de cada muro. Mas, se do topo da encosta a estrutura da paisagem nos parecia fácil de compreender e seguir, tudo se altera com a proximidade.

De um momento para o outro, os terraços tornam-se autênticos labirintos que nos obrigam a retroceder por mais que uma vez para tentarmos novos caminhos.

Cruzamo-nos com uns poucos aldeões da barangay (aldeia) Hapao. Tolerantes para com a intrusão dos forasteiros, quando nos vêem por maus caminhos, apontam-nos a saída.

O primeiro é um ancião franzino de camisa e calçonitos bem acima dos joelhos, moda rural que nos exibe a pele morena das pernas. Aproximamo-nos dele e interpelamo-lo. O seu inglês é quase nulo. Como o eram os nossos conhecimentos dos dialectos ifugao (o da região) ou tagalog (o nacional filipino).

Rosto da experiência

Camponês ancião sob a sombra de um chapéu sintético.

O senhor mantinha a face bem protegida do sol tropical por uma moldura de tecido branco que lhe cobre o pescoço e toda a cabeça, com excepção da face. Sobre essa máscara, usava um boné.

Encaixado no cume do boné, um mini-chapéu de sol/chuva assegurava uma derradeira protecção.

Agradecemos-lhe a ajuda. Em troca, concede-nos um olhar de despedida mais que pacífico, etéreo, que nos faz sentir bem-vindos ao seu mundo.

Enquanto nos afastamos, espreitamos para trás para admirarmos o seu perfil de sombrinha caminhante a avançar num equilíbrio nato sobre um dos muros de pedras que dividia o arrozal.

Em equilíbrio

Camponês percorre um dos caminhos que retalham os arrozais de Hungduan.

Muro atrás de Muro, Socalcos de Arroz de Hapao Fora

Prosseguimos com todo o cuidado retalho após retalho. De cada vez que falhamos um passo sobre trechos mais estreitos dos muros, metemos pelo menos um pé na água e molhamo-nos, por vezes, até quase ao joelho.

Após dois ou três destes percalços, atingirmos uma casa na meia-encosta em frente, dotada de uma sebe bem alta de palmeiras de areca. Àquela hora, não encontrámos vivalma no lar.

Mas à boa maneira da região Ifugao, a família era consumidora da noz produzida por aquelas árvores, um estimulante em que os nativos – os ifugao, como vários outros filipinos e de outras partes do mundo – se viciam e que mastigam várias vezes ao dia para continuarem a se sentirem estimulados.

Caminhada solitária

Nativo percorre um arrozal ressequido, na proximidade de uma palmeira de betel.

Invertemos caminho. Descemos para as margens do rio Hapao que divide os arrozais em duas áreas com inclinações distintas.

Caudal acima, aproximamo-nos do núcleo de lares da povoação. Por ali, encontramos bastantes mais sinais de vida da aldeia que até então. Um grupo de trabalhadores consertava um muro mais alto de um arrozal que as chuvas quase tinham feito colapsar.

Camponeses dobrados sobre o verde ensopado, tratavam da pureza das plantações a arrancarem o que quer que houvesse de espécies daninhas e a reforçarem o vigor das suas pegas de arroz, meros futuros bagos de um domínio rizícola milenar da maior das 7000 ilhas filipinas.

Mini-sombra

Nativa de Hungduan retira ervas daninhas de um seu arrozal.

O Âmago de Hungduan e as Origens Remotas do Povo Ifugao

Sabe-se que os terraços de arroz foram erguidos nas montanhas da província de Ifugao pelos antepassados do povo homónimo com recurso apenas a equipamento básico. A sua localização, numa altitude média de 1500 metros acima do nível do mar, permitiu aos nativos desenvolver sistemas de irrigação extensos a partir das florestas húmidas acima.

E, quando confirmaram que podiam contar com a gravidade, os construtores continuaram a acrescentar mais e mais terraços.

O relevo e a ameaça de povos hostis isolaram-nos das terras planas para lá das montanhas e fizeram a sua vida depender dessa obra interminável.

Muros e mais muros

Aldeão percorre um dos caminhos separadores dos socalcos de Hungduan.

De tal maneira que, a determinada altura, os terraços já cobriam cerca de 10.000 km2. Há quem diga que, colocados lado a lado, poderiam “abraçar” metade do globo.

Mais complicado foi, até agora, apurar indubitavelmente a identidade étnica dos autores pioneiros dos terraços. Não existem registos escritos das culturas responsáveis e mesmo as teorias mais lógicas e populares carecem de fundamentos factuais.

Alguns estudos históricos e evidências estabeleceram uma relação entre os terraços e a tribo Miao que prosperava nas regiões montanhosas e frias da China entre 2205 e 2106 a.C.

A determinada altura, esta tribo ter-se-á revoltado contra o imperador Yu – fundador da dinastia Xia – que a cercou e tentou eliminar. E sabe-se que os sobreviventes do massacre fugiram para sudeste e que alguns cruzaram o Mar da China.

Apesar de a sua história se ter perdido para o mundo em Luzon, vários estudiosos depreenderam que parte dos fugitivos alcançou as montanhas da ilha onde encontraram um ambiente semelhante ao que tinham sido forçados a abandonar.

Passageiro de um autocarro da região de Banaue, também ele animado a música country,.

Outros factores substanciam esta hipótese. É sabido que os traços físicos e os comportamentos “chineses” dos habitantes do norte de Luzon e as crenças e tradições dos povos Igorot e Ifugao se assemelham sob diversos aspectos aos da cultura Miao. Pois, mesmo não sendo os únicos, os Ifugao e os Igorot sempre foram considerados os melhores construtores de terraços.

Um Fim de Tarde Mais Agitado do que Era de Esperar

De volta ao quotidiano actual de Hapao, de um momento para o outro, começamos a ver miúdos a correr por um caminho íngreme abaixo, de mochilinhas às costas. Com uma velocidade tal que só uma corrida a podia justificar. Quase tão rápido como a debandada da criançada, concluímos que tinha terminado o último turno escolar.

O caminho de saída da escola sobranceira para os lares abaixo passava por pequenas pontes sobre o rio Hapao, sobre canais e por degraus anexados aos muros dos terraços. Os primeiros miúdos voaram baixinho por nós e sumiram-se na vastidão rizícola.

Atalhos labirínticos

Alunos regressam a casa da escola pelo meio dos arrozais.

Um terceiro ou quarto, calculou mal um salto, desequilibrou-se e caiu uns bons metros abaixo para o fundo de um canal que ia dar ao rio. Ouvimo-lo chorar e corremos a ver como estava.

Chegamos quase em simultâneo com outras duas aldeãs que trabalhavam semi-camufladas num arrozal mais alto. São elas que removem o miúdo da vala. Por sorte, tinha aterrado nuns tufos de erva e magoara apenas um braço.

A mãe não tardou. Antes de levar o rebento ao centro médico do barangay, ainda lhe pregou umas palmadas. E foi este o evento do dia na pacata Hapao.

Em obras

Habitante conserta um muro em risco de desabar.

Os nossos telefones marcavam 4h30 da tarde, uma hora mais do que tínhamos combinado com Jon. Regressamos à pressa, apostados em reduzir o dano a um mínimo possível. Encontramos o condutor, deliciado, à conversa com a jovem dona da loja que conhecia e, como tal, pouco ou nada preocupado com o nosso atraso.

Voltamos a encaixar-nos na velha cabine do tricycle. Jon, liga-a e faz-nos à estrada. Não tarda a religar também a sua espécie de aparelhagem.

Tal como na vinda, é ao som do mais desfasado country americano que regressamos, já de noite, a Banaue.

Bacolod, Filipinas

Um Festival para Rir da Tragédia

Por volta de 1980, o valor do açúcar, uma importante fonte de riqueza da ilha filipina de Negros caia a pique e o ferry “Don Juan” que a servia afundou e tirou a vida a mais de 176 passageiros, grande parte negrenses. A comunidade local resolveu reagir à depressão gerada por estes dramas. Assim surgiu o MassKara, uma festa apostada em recuperar os sorrisos da população.
Camiguin, Filipinas

Uma Ilha de Fogo Rendida à Água

Com mais de vinte cones acima dos 100 metros, a abrupta e luxuriante, Camiguin tem a maior concentração de vulcões que qualquer outra das 7641 ilhas filipinas ou do planeta. Mas, nos últimos tempos, nem o facto de um destes vulcões estar activo tem perturbado a paz da sua vida rural, piscatória e, para gáudio dos forasteiros, fortemente balnear.
Talisay City, Filipinas

Monumento a um Amor Luso-Filipino

No final do século XIX, Mariano Lacson, um fazendeiro filipino e Maria Braga, uma portuguesa de Macau, apaixonaram-se e casaram. Durante a gravidez do que seria o seu 11º filho, Maria sucumbiu a uma queda. Destroçado, Mariano ergueu uma mansão em sua honra. Em plena 2ª Guerra Mundial, a mansão foi incendiada mas as ruínas elegantes que resistiram eternizam a sua trágica relação.
Boracay, Filipinas

A Praia Filipina de Todos os Sonhos

Foi revelada por mochileiros ocidentais e pela equipa de filmagem de “Assim Nascem os Heróis”. Seguiram-se centenas de resorts e milhares de veraneantes orientais mais alvos que o areal de giz.
El Nido, Filipinas

El Nido, Palawan: A Última Fronteira Filipina

Um dos cenários marítimos mais fascinantes do Mundo, a vastidão de ilhéus escarpados de Bacuit esconde recifes de coral garridos, pequenas praias e lagoas idílicas. Para a descobrir, basta uma bangka.
Filipinas

Os Donos da Estrada Filipina

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, os filipinos transformaram milhares de jipes norte-americanos abandonados e criaram o sistema de transporte nacional. Hoje, os exuberantes jeepneys estão para as curvas.
Vigan, Filipinas

Vigan, a Mais Hispânica das Ásias

Os colonos espanhóis partiram mas as suas mansões estão intactas e as kalesas circulam. Quando Oliver Stone buscava cenários mexicanos para "Nascido a 4 de Julho" encontrou-os nesta ciudad fernandina
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Coron, Busuanga, Filipinas

A Armada Japonesa Secreta mas Pouco

Na 2ª Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.
Bohol, Filipinas

Umas Filipinas do Outro Mundo

O arquipélago filipino estende-se por 300.000 km² de oceano Pacífico. Parte do sub-arquipélago Visayas, Bohol abriga pequenos primatas com aspecto alienígena e as colinas extraterrenas de Chocolate Hills.
Batad, Filipinas

Os Socalcos que Sustentam as Filipinas

Há mais de 2000 anos, inspirado pelo seu deus do arroz, o povo Ifugao esquartejou as encostas de Luzon. O cereal que os indígenas ali cultivam ainda nutre parte significativa do país.
Serengeti, Grande Migração Savana, Tanzania, gnus no rio
Safari
PN Serengeti, Tanzânia

A Grande Migração da Savana Sem Fim

Nestas pradarias que o povo Masai diz siringet (correrem para sempre), milhões de gnus e outros herbívoros perseguem as chuvas. Para os predadores, a sua chegada e a da monção são uma mesma salvação.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a Chame, Nepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Bertie em calhambeque, Napier, Nova Zelândia
Arquitectura & Design
Napier, Nova Zelândia

De Volta aos Anos 30

Devastada por um sismo, Napier foi reconstruida num Art Deco quase térreo e vive a fazer de conta que parou nos Anos Trinta. Os seus visitantes rendem-se à atmosfera Great Gatsby que a cidade encena.
lagoas e fumarolas, vulcoes, PN tongariro, nova zelandia
Aventura
Tongariro, Nova Zelândia

Os Vulcões de Todas as Discórdias

No final do século XIX, um chefe indígena cedeu os vulcões do PN Tongariro à coroa britânica. Hoje, parte significativa do povo maori reclama aos colonos europeus as suas montanhas de fogo.
Cerimónias e Festividades
Sósias, actores e figurantes

Estrelas do Faz de Conta

Protagonizam eventos ou são empresários de rua. Encarnam personagens incontornáveis, representam classes sociais ou épocas. Mesmo a milhas de Hollywood, sem eles, o Mundo seria mais aborrecido.
Penhascos acima do Valley of Desolation, junto a Graaf Reinet, África do Sul
Cidades
Graaf-Reinet, África do Sul

Uma Lança Bóer na África do Sul

Nos primeiros tempos coloniais, os exploradores e colonos holandeses tinham pavor do Karoo, uma região de grande calor, grande frio, grandes inundações e grandes secas. Até que a Companhia Holandesa das Índias Orientais lá fundou Graaf-Reinet. De então para cá, a quarta cidade mais antiga da nação arco-íris prosperou numa encruzilhada fascinante da sua história.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Cultura
Lagoa de Jok​ülsárlón, Islândia

O Canto e o Gelo

Criada pela água do oceano Árctico e pelo degelo do maior glaciar da Europa, Jokülsárlón forma um domínio frígido e imponente. Os islandeses reverenciam-na e prestam-lhe surpreendentes homenagens.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Desporto
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.
Natal na Austrália, Platipus = ornitorrincos
Em Viagem
Atherton Tableland, Austrália

A Milhas do Natal (parte II)

A 25 Dezembro, exploramos o interior elevado, bucólico mas tropical do norte de Queensland. Ignoramos o paradeiro da maioria dos habitantes e estranhamos a absoluta ausência da quadra natalícia.
Músicos de etnia karanga jnunto às ruínas de Grande Zimbabwe, Zimbabwe
Étnico
Grande ZimbabuéZimbabué

Grande Zimbabwe, Pequena Dança Bira

Nativos de etnia Karanga da aldeia KwaNemamwa exibem as danças tradicionais Bira aos visitantes privilegiados das ruínas do Grande Zimbabwe. o lugar mais emblemático do Zimbabwe, aquele que, decretada a independência da Rodésia colonial, inspirou o nome da nova e problemática nação.  
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Teatro de Manaus, Brasil
História
Manaus, Brasil

Os Saltos e Sobressaltos da ex-Capital Mundial da Borracha

De 1879 a 1912, só a bacia do rio Amazonas gerava o latex de que, de um momento para o outro, o mundo precisou e, do nada, Manaus tornou-se uma das cidades mais avançadas à face da Terra. Mas um explorador inglês levou a árvore para o sudeste asiático e arruinou a produção pioneira. Manaus voltou a provar a sua elasticidade. É a maior cidade da Amazónia e a sétima do Brasil.
Bonaire, ilha, Antilhas Holandesas, ABC, Caraíbas, Rincon
Ilhas
Rincon, Bonaire

O Recanto Pioneiro das Antilhas Holandesas

Pouco depois da chegada de Colombo às Américas, os castelhanos descobriram uma ilha caribenha a que chamaram Brasil. Receosos da ameaça pirata, esconderam a primeira povoação num vale. Decorrido um século, os holandeses apoderaram-se dessa ilha e rebaptizaram-na de Bonaire. Não apagaram o nome despretensioso da colónia precursora: Rincon.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
silhueta e poema, cora coralina, goias velho, brasil
Literatura
Goiás Velho, Brasil

Vida e Obra de uma Escritora à Margem

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro
À boleia do mar
Natureza
Maui, Havai

Divino Havai

Maui é um antigo chefe e herói do imaginário religioso e tradicional havaiano. Na mitologia deste arquipélago, o semi-deus laça o sol, levanta o céu e leva a cabo uma série de outras proezas em favor dos humanos. A ilha sua homónima, que os nativos creem ter criado no Pacífico do Norte, é ela própria prodigiosa.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Parques Naturais
Vulcões

Montanhas de Fogo

Rupturas mais ou menos proeminentes da crosta terrestre, os vulcões podem revelar-se tão exuberantes quanto caprichosos. Algumas das suas erupções são gentis, outras provam-se aniquiladoras.
Gravuras, Templo Karnak, Luxor, Egipto
Património Mundial UNESCO
Luxor, Egipto

De Luxor a Tebas: viagem ao Antigo Egipto

Tebas foi erguida como a nova capital suprema do Império Egípcio, o assento de Amon, o Deus dos Deuses. A moderna Luxor herdou o Templo de Karnak e a sua sumptuosidade. Entre uma e a outra fluem o Nilo sagrado e milénios de história deslumbrante.
Sósias dos irmãos Earp e amigo Doc Holliday em Tombstone, Estados Unidos da América
Personagens
Tombstone, E.U.A.

Tombstone: a Cidade Demasiado Dura para Morrer

Filões de prata descobertos no fim do século XIX fizeram de Tombstone um centro mineiro próspero e conflituoso na fronteira dos Estados Unidos com o México. Lawrence Kasdan, Kurt Russel, Kevin Costner e outros realizadores e actores hollywoodescos tornaram famosos os irmãos Earp e o duelo sanguinário de “O.K. Corral”. A Tombstone que, ao longo dos tempos tantas vidas reclamou, está para durar.
Santa Maria, ilha do Sal, Cabo Verde, Desembarque
Praias
Santa Maria, Sal, Cabo Verde

Santa Maria e a Bênção Atlântica do Sal

Santa Maria foi fundada ainda na primeira metade do século XIX, como entreposto de exportação de sal. Hoje, muito graças à providência de Santa Maria, o Sal ilha vale muito que a matéria-prima.
Pemba, Moçambique, Capital de Cabo Delgado, de Porto Amélia a Porto de Abrigo, Paquitequete
Religião
Pemba, Moçambique

De Porto Amélia ao Porto de Abrigo de Moçambique

Em Julho de 2017, visitámos Pemba. Dois meses depois, deu-se o primeiro ataque a Mocímboa da Praia. Nem então nos atrevemos a imaginar que a capital tropical e solarenga de Cabo Delgado se tornaria a salvação de milhares de moçambicanos em fuga de um jihadismo aterrorizador.
Comboio Kuranda train, Cairns, Queensland, Australia
Sobre Carris
Cairns-Kuranda, Austrália

Comboio para o Meio da Selva

Construído a partir de Cairns para salvar da fome mineiros isolados na floresta tropical por inundações, com o tempo, o Kuranda Railway tornou-se no ganha-pão de centenas de aussies alternativos.
Magome a Tsumago, Nakasendo, Caminho Japão medieval
Sociedade
Magome-Tsumago, Japão

Magome a Tsumago: o Caminho Sobrelotado Para o Japão Medieval

Em 1603, o xogum Tokugawa ditou a renovação de um sistema de estradas já milenar. Hoje, o trecho mais famoso da via que unia Edo a Quioto é percorrido por uma turba ansiosa por evasão.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Jipe cruza Damaraland, Namíbia
Vida Selvagem
Damaraland, Namíbia

Namíbia On the Rocks

Centenas de quilómetros para norte de Swakopmund, muitos mais das dunas emblemáticas de Sossuvlei, Damaraland acolhe desertos entrecortados por colinas de rochas avermelhadas, a maior montanha e a arte rupestre decana da jovem nação. Os colonos sul-africanos baptizaram esta região em função dos Damara, uma das etnias da Namíbia. Só estes e outros habitantes comprovam que fica na Terra.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.
PT EN ES FR DE IT