Cobá a Pac Chen, México

Das Ruínas aos Lares Maias


Maias de agora
Três das Marias do clã morador do acampamento Hidalgo.
Água breu
A lagoa escura e habitada por jacarés de Pac Ben, usada por esta eco-aldeia maia para percursos de tirolesa.
Topo à vista
Casal prestes a chegar ao topo da pirâmide Nohuch Mul, em Cobá.
Protector da aldeia
Um dos jacarés da lagoa de Pac Ben.
Empañaderas
Trio de cozinheiras maias a fritar empañadas para o restaurante de Pac Chen.
Nohuch Mul
A mais impressionante das pirâmides maias de Cobá.
Traços Maias
Rapariga maia do acampamento Hidalgo, um pequeno clã das imediações de Cobá.
Ciclo-boleias
Visitantes a bordo de triciclos que percorrem parte do que poderão ter sido os antigos sacbés (caminhos maias).
Xamã Adolfo
Xaman Adolfo bendiz os visitantes mais recentes à aldeia de Pac Chen.
Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

“Amigos, desculpem-me mas vou mesmo insistir para que não lhes chamem ruínas, pode ser? Ruínas são edifícios em mau estado.

Acho que todos concordamos que não é bem o caso destes…” professava o guia Miguel da frente da carrinha à medida que completávamos a estrada que nos levava das imediações de Tulum e do litoral azul-turquesa do Mar das Caraíbas para o interior plano e forrado a selva da Península de Iucatão e da sua província de Quintana Roo.

Chegámos pouco depois e tivemos que decidir aquele que seria o meio de deslocação no vasto complexo. Os arqueólogos acreditam que, na origem, Cobá tinha cerca de 50km2 e, entre 400 e 1100 d.C., acolhia cerca de quarenta mil habitantes maias.

Também crêem que só foram desenterrados 5% dos edifícios. Mesmo assim, a área de selva que íamos cobrir era relativamente vasta e estávamos carregados.

Optámos por percorrê-la à boleia de um dos muitos triciclos de uma frota local ao serviço dos visitantes.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, triciclos

Visitantes a bordo de triciclos que percorrem parte do que poderão ter sido os antigos sacbés (caminhos maias).

As Pirâmides Maias Majestosas de Cobá

Além de extensa, Cobá inclui a mais alta das pirâmides maias da península de Iucatão, Nohuch Mul, ou grande monte no dialecto nativo.

Durante largo tempo, a ascensão ao cimo dos seus 42 metros foi proibida pelos arqueólogos, devido ao desgaste que provocava nas pedras.

Mas, a pressão dos guias e outros trabalhadores que se fartaram da supremacia turística de complexos mais famosos como Chichen Itzá, Tulum e Palenque, fez com as autoridades cedessem.

Nohuch Mul tornou-se, agora, para todos os que não sofram de vertigens e – como testemunhámos – até para alguns desses desafortunados mais corajosos, um zénite histórico a conquistar.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, Nohuch Mul

A mais impressionante das pirâmides maias de Cobá.

A arquitectura de Cobá provou-se um mistério que o próprio significado do nome maia “água mexida pelo vento” parece justificar.

Continua a intrigar os arqueólogos o porquê de as suas enormes pirâmides se parecerem mais com as de Tikal, na Guatemala, do que com as de Chichen Itzá ou outras da península do Iucatão, muito mais próximas.

Alguns sugeriram que teria sido estabelecida uma aliança com Tikal através de matrimónios por forma a viabilizar o comércio entre os maias hoje guatemaltecos e os iucatecas. A extensa rede de sacbés (trilhos pavimentados) que existiam nesta zona e que tinham Cobá como eixo – alguns com mais de 100 km de extensão – serviam este mesmo comércio.

Em redor de 40 sacbés distintos passavam por Cobá, uma infraestrutura impressionante que comprova o dinamismo do povo maia à chegada dos conquistadores espanhóis.

Cobá, viagem às Ruínas Maias,

Abutres secam as asas sob o sol matinal, no cimo da pirâmide de Nohuch Mul.

A Ascensão Algo Vertiginosa ao Topo de Nohuch Mul

Não seria já, por certo, por um desses sacbés que seguíamos mas, com pedaladas vigorosas, o condutor do triciclo deixou-nos na base da grande Nohuch Mul. “Ai está ela!” anunciou-nos aliviado pelo fim da sua viagem.

“Divirtam-se, de preferência subam em ziguezague e vejam bem onde põem os pés.!”

Por instantes, ficámos a contemplar aquela escadaria para o céu de pedra perdida na floresta tropical que, no momento, conduzia a nuvens bem brancas.

Entretanto, ganhámos coragem e inaugurámos a massacrante ascensão. Primeiro em recta mas, quando os degraus começaram a aumentar de tamanho – bem como a altura a que chegávamos – aos ésses, tal e qual tínhamos sido aconselhados a fazer.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, ascensão

Casal prestes a chegar ao topo da pirâmide Nohuch Mul, em Cobá.

Passámos por visitantes obesos, ou simplesmente de mais idade e já em manifesta dificuldade, zonzos ou em sobreaquecimento.

Fomos passados por adolescentes em forma olímpica que subiram tudo o que puderam quase em corrida a exibir a si próprios e aos competidores imaginários a sua destreza física.

Ao nosso ritmo, lá chegámos ao topo. Assim que pudemos, recuperámos o fôlego, virámo-nos para trás e reclamámos a recompensa. Para diante e a perder de vista, estendia-se a selva tropical da península de Iucatão, lar milenar do grande e resiliente povo maia.

Cobá, viagem às Ruínas Maias,

Caveira encrustrada numa superfície do complexo de Cobá.

Por norma, os guias da região poupam-se a estes esforços físicos intensos que, caso não se esquivassem, poderiam ter que fazer numa base diária. Miguel não foi excepção.

Limitou-se a esperar pela nossa descida à sombra.

Templo das Iglésias e o Restante Complexo Arqueológico de Cobá

Após o derradeiro degrau, prosseguirmos com o périplo pelo complexo de Cobá, pelo seu Templo de Las Iglésias, a pirâmide mais proeminente, pelo incontornável jogo da bola maia, uma estrutura e desporto partilhados por várias antigas cidades maias e de que existem, hoje, representações fidedignas.

O calor e a humidade começavam a enfraquecer-nos. À primeira queixa, Miguel e a colega Emma – que, entretanto, se lhe havia juntado – guiaram-nos até junto de uma área de comes e bebes do complexo. “Acho que estamos todos a precisar de um refresco e quem sabe de mais qualquer coisita, sugeriu Miguel.”

Examinámos com atenção a oferta dos vendedores maias.

Acabámos por escolher coco aos pedaços polvilhado com mel e, à boa maneira mexicana, um cheirinho de chili. A mistura deixou-nos a ferver mais do que estávamos à espera.

Pelo menos, a nutritiva noz tratou de restabelecer as calorias e minerais que nos faltavam.

Foi, assim, em processo de recobro físico que viajámos até Pac Chen, uma aldeia maia das imediações que tinha recentemente aderido ao ecoturismo.

Do Passado de Cobá à Vida Maia de Agora de Pac Chen

Entrámos no povoado directamente para a sua sala de refeições.

O petisco de despedida de Cobá tinha disfarçado levemente a fome antes voraz.

De acordo, aproveitamos para investigar o espaço em que se dispunha a povoação, o varandim amplo para que dava a sala, a lagoa para diante e a selva em redor.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, lago

A lagoa escura e habitada por jacarés de Pac Ben, usada por esta eco-aldeia maia para percursos de tirolesa.

No regresso, demos ainda com a cozinha onde três mulheres maias tagarelavam no seu dialecto enquanto preparavam e fritavam empanadas em série numa grande frigideira.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, Empañaderas

Trio de cozinheiras maias a fritar empañadas para o restaurante de Pac Chen.

Metemos conversa em castelhano. Piada puxa piada, porque fingimos ser exigentes com a qualidade da refeição por que esperávamos acabámos recrutados para ajudar.

“Que bem que ficam de escumadeira, señores, já viram quantas mais ali estão por fritar?” atira Regina Pot, a mais bem-disposta.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, Xamã Adolfo

Xaman Adolfo bendiz os visitantes mais recentes à aldeia de Pac Chen.

Após o almoço tradicional, Adolfo, o xamã da aldeia benzeu-nos e a um grupo de outros forasteiros prestes a entrar no Inframundo maia a que dava acesso o cenote (lagoa subterrânea) local.

Sem o saber, também nos abençoou para a tirolesa que depressa nos arrependemos de fazer sobre outra lagoa escura como breu que não a que tínhamos antes espreitado, repleta de jacarés.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, crocodilo

Um dos jacarés da lagoa de Pac Ben.

Lares Doces Lares Maias entre Pac Chen e Cobá

No regresso de Pac-Chen a Tulum, ainda parámos no lar de um clã que, por alguma razão, os guias conheciam por acampamento Hidalgo e em que todos os membros se chamavam ora Maria ora José mas se tratavam pelos segundos nomes para evitarem a confusão.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, Maias de agora

Três das Marias do clã morador do acampamento Hidalgo.

Ali, enquanto as crianças mais novas faziam questão de exibir a sua desafinação musical com instrumentos artesanais, pudemos constatar o pouco ou nada que terão evoluído as condições de vida dos maias mais humildes desde o auge do seu império aos dias de hoje.

Numerosa, a família partilhava uma casa de madeira exígua, algo lúgubre e algumas cabanitas adicionais entre si e com macacos, galinhas, porcos, javalis e outros espécimes. Sobreviviam quase só desses animais e da venda de artesanato e roupa aos turistas que ali paravam ou que os guias lá levavam.

Em 2005, Maria Isidra Hoil, uma irmãzita da Maria matriarca do clã, conseguiu uma fonte de rendimento inesperada e bem mais proveitosa.

Então com oito anos, foi selecionada pelo casting de Apocalypto de Mel Gibson, a longa-metragem hollywoodesca que se seguiu a “A Paixão de Cristo” e retratou o drama da intensificação dos sacrifícios humanos ditada pelos imperadores maias quando confrontados com a decadência do império.

A

Traços Maias

Rapariga maia do acampamento Hidalgo, um pequeno clã das imediações de Cobá.

essa data, a miúda só falava maia e nunca vira um filme.

Acabou por ter um desempenho como rapariga do Oráculo que surpreendeu e maravilhou Gibson, a restante equipa, espectadores de todo o mundo bem como outros realizadores, caso do polémico Spike Lee, que incluiu “Apocalypto” na sua lista de filmes essenciais.

Como era de esperar, a opinião de Lee e concordantes não foi propriamente consensual.

Várias comunidades maias tanto do Iucatão como guatemaltecas protestaram contra as autoridades mexicanas e a obra por exibir uma imagem errada, demasiado sanguinária, da sua cultura milenar.

Cobá, viagem às Ruínas Maias, Pac Chen, acampamento Hidalgo

Jovens mulheres maias do povoado Hidalgo, entre Pac Chen e Cobá.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech

Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.
Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.
San Cristóbal de Las Casas, México

O Lar Doce Lar da Consciência Social Mexicana

Maia, mestiça e hispânica, zapatista e turística, campestre e cosmopolita, San Cristobal não tem mãos a medir. Nela, visitantes mochileiros e activistas políticos mexicanos e expatriados partilham uma mesma demanda ideológica.

Cidade do México, México

Alma Mexicana

Com mais de 20 milhões de habitantes numa vasta área metropolitana, esta megalópole marca, a partir do seu cerne de zócalo, o pulsar espiritual de uma nação desde sempre vulnerável e dramática.

Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Campeche, México

Um Bingo tão lúdico que se joga com bonecos

Nas noites de sextas um grupo de senhoras ocupam mesas do Parque Independencia e apostam ninharias. Os prémios ínfimos saem-lhes em combinações de gatos, corações, cometas, maracas e outros ícones.
Iucatão, México

A Lei de Murphy Sideral que Condenou os Dinossauros

Cientistas que estudam a cratera provocada pelo impacto de um meteorito há 66 milhões de anos chegaram a uma conclusão arrebatadora: deu-se exatamente sobre uma secção dos 13% da superfície terrestre suscetíveis a tal devastação. Trata-se de uma zona limiar da península mexicana de Iucatão que um capricho da evolução das espécies nos permitiu visitar.
Uxmal, Iucatão, México

A Capital Maia que Se Empilhou Até ao Colapso

O termo Uxmal significa construída três vezes. Na longa era pré-Hispânica de disputa do mundo Maia, a cidade teve o seu apogeu, correspondente ao cimo da Pirâmide do Adivinho no seu âmago. Terá sido abandonada antes da Conquista Espanhola do Iucatão. As suas ruínas são das mais intactas da Península do Iucatão.
Barrancas del Cobre, Chihuahua, México

O México Profundo das Barrancas del Cobre

Sem aviso, as terras altas de Chihuahua dão lugar a ravinas sem fim. Sessenta milhões de anos geológicos sulcaram-nas e tornaram-nas inóspitas. Os indígenas Rarámuri continuam a chamar-lhes casa.
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Chihuahua, México

¡ Ay Chihuahua !

Os mexicanos adaptaram a expressão como uma das suas preferidas manifestações de surpresa. À descoberta da capital do estado homónimo do Noroeste, exclamamo-la amiúde.
Chichen Itza, Iucatão, México

À Beira do Cenote, no Âmago da Civilização Maia

Entre os séculos IX a XIII d.C., Chichen Itza destacou-se como a cidade mais importante da Península do Iucatão e do vasto Império Maia. Se a Conquista Espanhola veio precipitar o seu declínio e abandono, a história moderna consagrou as suas ruínas Património da Humanidade e Maravilha do Mundo.
Real de Catorce, San Luís Potosi, México

De Filão da Nova Espanha a Pueblo Mágico Mexicano

No início do século XIX, era uma das povoações mineiras que mais prata garantia à Coroa Espanhola. Um século depois, a prata tinha-se desvalorizado de tal maneira que Real de Catorce se viu abandonada. A sua história e os cenários peculiares filmados por Hollywood, cotaram-na uma das aldeias preciosas do México.
Real de Catorce, San Luís Potosi, México

A Depreciação da Prata que Levou à do Pueblo (Parte II)

Com a viragem para o século XX, o valor do metal precioso bateu no fundo. De povoação prodigiosa, Real de Catorce passou a fantasma. Ainda à descoberta, exploramos as ruínas das minas na sua origem e o encanto do Pueblo ressuscitado.
Xilitla, San Luís Potosi, México

O Delírio Mexicano de Edward James

Na floresta tropical de Xilitla, a mente inquieta do poeta Edward James fez geminar um jardim-lar excêntrico. Hoje, Xilitla é louvada como um Éden do surreal.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Safari
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Circuito Annapurna, Manang a Yak-kharka
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 10º: Manang a Yak Kharka, Nepal

A Caminho das Terras (Mais) Altas dos Annapurnas

Após uma pausa de aclimatização na civilização quase urbana de Manang (3519 m), voltamos a progredir na ascensão para o zénite de Thorong La (5416 m). Nesse dia, atingimos o lugarejo de Yak Kharka, aos 4018 m, um bom ponto de partida para os acampamentos na base do grande desfiladeiro.
Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design
Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.
O pequeno farol de Kallur, destacado no relevo caprichoso do norte da ilha de Kalsoy.
Aventura
Kalsoy, Ilhas Faroé

Um Farol no Fim do Mundo Faroês

Kalsoy é uma das ilhas mais isoladas do arquipélago das faroés. Também tratada por “a flauta” devido à forma longilínea e aos muitos túneis que a servem, habitam-na meros 75 habitantes. Muitos menos que os forasteiros que a visitam todos os anos atraídos pelo deslumbre boreal do seu farol de Kallur.
Cansaço em tons de verde
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
praca registao, rota da seda, samarcanda, uzbequistao
Cidades
Samarcanda, Uzbequistão

Um Legado Monumental da Rota da Seda

Em Samarcanda, o algodão é agora o bem mais transaccionado e os Ladas e Chevrolets substituíram os camelos. Hoje, em vez de caravanas, Marco Polo iria encontrar os piores condutores do Uzbequistão.
Comida
Comida do Mundo

Gastronomia Sem Fronteiras nem Preconceitos

Cada povo, suas receitas e iguarias. Em certos casos, as mesmas que deliciam nações inteiras repugnam muitas outras. Para quem viaja pelo mundo, o ingrediente mais importante é uma mente bem aberta.
Intersecção
Cultura
Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo Country

Os GI's partiram com o fim da 2ª Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz de Hungduan.
Desporto
Competições

Homem, uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, as competições dão sentido ao Mundo. Umas são mais excêntricas que outras.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Em Viagem
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
Tabatô, Guiné Bissau, tabanca músicos mandingas. Baidi
Étnico
Tabatô, Guiné Bissau

A Tabanca dos Músicos Poetas Mandingas

Em 1870, uma comunidade de músicos mandingas em itinerância, instalou-se junto à actual cidade de Bafatá. A partir da Tabatô que fundaram, a sua cultura e, em particular, os seus balafonistas prodigiosos, deslumbram o Mundo.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Albreda, Gâmbia, Fila
História
Barra a Kunta Kinteh, Gâmbia

Viagem às Origens do Tráfico Transatlântico de Escravos

Uma das principais artérias comerciais da África Ocidental, a meio do século XV, o rio Gâmbia era já navegado pelos exploradores portugueses. Até ao XIX, fluiu pelas suas águas e margens, boa parte da escravatura perpetrada pelas potências coloniais do Velho Mundo.
Ilha do Principe, São Tomé e Principe
Ilhas
Príncipe, São Tomé e Príncipe

Viagem ao Retiro Nobre da Ilha do Príncipe

A 150 km de solidão para norte da matriarca São Tomé, a ilha do Príncipe eleva-se do Atlântico profundo num cenário abrupto e vulcânico de montanha coberta de selva. Há muito encerrada na sua natureza tropical arrebatadora e num passado luso-colonial contido mas comovente, esta pequena ilha africana ainda abriga mais estórias para contar que visitantes para as escutar.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Maori haka, Waitangi Treaty Grounds, Nova Zelândia
Natureza
Bay of Islands, Nova Zelândia

O Âmago Civilizacional da Nova Zelândia

Waitangi é o lugar chave da Independência e da já longa coexistência dos nativos maori com os colonos britânicos. Na Bay of Islands em redor, celebra-se a beleza idílico-marinha dos antípodas neozelandeses mas também a complexa e fascinante nação kiwi.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Mulher atacamenha, Vida nos limites, Deserto Atacama, Chile
Parques Naturais
Deserto de Atacama, Chile

A Vida nos Limites do Deserto de Atacama

Quando menos se espera, o lugar mais seco do mundo revela novos cenários extraterrestres numa fronteira entre o inóspito e o acolhedor, o estéril e o fértil que os nativos se habituaram a atravessar.
Buda Vairocana, templo Todai ji, Nara, Japão
Património Mundial UNESCO
Nara, Japão

O Berço Colossal do Budismo Nipónico

Nara deixou, há muito, de ser capital e o seu templo Todai-ji foi despromovido. Mas o Grande Salão mantém-se o maior edifício antigo de madeira do Mundo. E alberga o maior buda vairocana de bronze.
Mascarado de Zorro em exibição num jantar da Pousada Hacienda del Hidalgo, El Fuerte, Sinaloa, México
Personagens
El Fuerte, Sinaloa, México

O Berço de Zorro

El Fuerte é uma cidade colonial do estado mexicano de Sinaloa. Na sua história, estará registado o nascimento de Don Diego de La Vega, diz-se que numa mansão da povoação. Na sua luta contra as injustiças do jugo espanhol, Don Diego transformava-se num mascarado esquivo. Em El Fuerte, o lendário “El Zorro” terá sempre lugar.
Avião em aterragem, Maho beach, Sint Maarten
Praias
Maho Beach, Sint Maarten

A Praia Caribenha Movida a Jacto

À primeira vista, o Princess Juliana International Airport parece ser apenas mais um nas vastas Caraíbas. Sucessivas aterragens a rasar a praia Maho que antecede a sua pista, as descolagens a jacto que distorcem as faces dos banhistas e os projectam para o mar, fazem dele um caso à parte.
Casario de Gangtok, Sikkim, Índia
Religião
Gangtok, Índia

Uma Vida a Meia-Encosta

Gangtok é a capital de Sikkim, um antigo reino da secção dos Himalaias da Rota da Seda tornado província indiana em 1975. A cidade surge equilibrada numa vertente, de frente para a Kanchenjunga, a terceira maior elevação do mundo que muitos nativos crêem abrigar um Vale paradisíaco da Imortalidade. A sua íngreme e esforçada existência budista visa, ali, ou noutra parte, o alcançarem.
A Toy Train story
Sobre Carris
Siliguri a Darjeeling, Índia

Ainda Circula a Sério o Comboio Himalaia de Brincar

Nem o forte declive de alguns tramos nem a modernidade o detêm. De Siliguri, no sopé tropical da grande cordilheira asiática, a Darjeeling, já com os seus picos cimeiros à vista, o mais famoso dos Toy Trains indianos assegura há 117 anos, dia após dia, um árduo percurso de sonho. De viagem pela zona, subimos a bordo e deixamo-nos encantar.
Ponte u bein, Amarapura, Myanmar
Sociedade
Ponte u-BeinMyanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein está no seu crepúsculo.
Amaragem, Vida à Moda Alasca, Talkeetna
Vida Quotidiana
Talkeetna, Alasca

A Vida à Moda do Alasca de Talkeetna

Em tempos um mero entreposto mineiro, Talkeetna rejuvenesceu, em 1950, para servir os alpinistas do Monte McKinley. A povoação é, de longe, a mais alternativa e cativante entre Anchorage e Fairbanks.
Tartaruga recém-nascida, PN Tortuguero, Costa Rica
Vida Selvagem
PN Tortuguero, Costa Rica

Uma Noite no Berçário de Tortuguero

O nome da região de Tortuguero tem uma óbvia e antiga razão. Há muito que as tartarugas do Atlântico e do Mar das Caraíbas se reunem nas praias de areia negro do seu estreito litoral para desovarem. Numa das noites que passamos em Tortuguero assistimos aos seus frenéticos nascimentos.
The Sounds, Fiordland National Park, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Fiordland, Nova Zelândia

Os Fiordes dos Antipodas

Um capricho geológico fez da região de Fiordland a mais crua e imponente da Nova Zelândia. Ano após anos, muitos milhares de visitantes veneram o sub-domínio retalhado entre Te Anau e Milford Sound.