Campeche, México

Campeche Sobre Can Pech


Pastéis nos ares
Detalhes da arquitectura religiosa-colonial de Campeche, erguida pelos conquistadores espanhóis sobre a cidade maia por eles destruída de Cam Pech
Encontro de gerações
Criança passa por um ancião num dos muitos passeios elevados das ruas da cidade.
Torres Gémeas de Campeche
As torres gémeas e imponentes da Catedral de Nuestra Sra de la Purísima Concepción, a maior das igrejas de Campeche, elevada bem acima do seu casario.
Com a luz de frente
Pedestre caminha pela sombra garantida pelas arcadas do Parque Principal de Campeche.
Natureza & história
Sombras tropicais num recanto de um antigo edifício colonial da cidade.
A solidez do catolicismo
Pedestres de dimensão insignificante contra a base da fachada da Catedral de Nuestra Sra de la Purísima Concepción.
Sombra vs Sol
Esquina de uma calle tradicional e colorida nas imediações do âmago histórico de Campeche
d30f6b59-130e-4c93-8e9d-7fc4d0203f37
Fiéis numa pequena igreja colonial aberta para a rua.
1 de 11
Pormenor do mural "Once Campeches"
Esquina a cores
Moradores concentram-se numa esquina profunda de um velho bairro de Campeche.
11 de 11
Mural "Once Campeches" que retrata os visuais de onze nativos da cidade.
Fé arejada
Fiéis numa pequena igreja colonial aberta para a rua.
Conversa de arcada
Moradores partilham o espaço sombrio e secular de uma arcada do Parque Principal de Campeche.
À Puerta
Momento nocturno do espectáculo de luz e som realizado na Puerta de Tierra da cidade.
Como aconteceu por todo o México, os conquistadores chegaram, viram e venceram. Can Pech, a povoação maia, contava com quase 40 mil habitantes, palácios, pirâmides e uma arquitetura urbana exuberante, mas, em 1540, subsistiam menos de 6 mil nativos. Sobre as ruínas, os espanhóis ergueram Campeche, uma das mais imponentes cidades coloniais das Américas.

Luís Villanueva e Wilberth Alejandro Sala Pech transaccionam-nos como a uma mercadoria numa estação de serviço da via rápida que liga Mérida a Campeche.

A estrada seguia paralela ao velho Caminho Real Maia entre as duas cidades.  Passava junto a aldeolas que, como Wilberth, preservavam óbvias raízes indígenas. Pedimos para pararmos numa ou outra, algo que o jovem cicerone nos concede com satisfação.

Detemo-nos em Becal. Wilberth revela-nos uma pequena fábrica familiar e artesanal de chapéus panamá. Apesar do nome, os “jipijapas” – assim lhes chamam os mexicanos – foram inventados no Equador. Admiramos como os artesãos os tecem um atrás do outro, a partir da fibra da folha de uma palmeira, por forma a satisfazer a procura dos muitos gringos que visitam o México.

Sepulturas Maias e Chapéus do Panamá

De Becal, apontamos a Pomush, povoação em que subsiste um dos raros cemitérios maias do mundo. Ali, em vez de em convencionais campas, as ossadas dos mortos são depositadas para a eternidade em pequenos caixas de madeira, forradas por toalhas com flores bordadas.

Nelas, caveiras e ossos ficam expostos ao ar e ao olhar. “Os meus avós estão por aqui algures”, revela-nos Wilberth, seguro da impressão adicional que nos causaria. Antes que nos indicasse o lugar exacto, atrapalhamo-lo com questões sobre como os padres católicos lidavam com aquela prática. Wilberth assegura-nos que, com os séculos, se estabeleceu uma saudável convivência. O nosso tempo começava a escassear. Apressámo-nos a regressar ao caminho.

Quando damos entrada no hotel de Campeche, o sol poente dourava o âmago histórico da cidade. A viagem tinha-nos deixado exaustos mas um espectáculo nocturno de luz e som a ter lugar entre as muralhas do seu enorme forte justificava que recorrêssemos às derradeiras energias.

A exibição, junto a uma tal de Puerta de Tierra, reencenou o passado atribulado da cidade, da era indígena à invasão dos conquistadores espanhóis e dai em diante. Tínhamos acabado de chegar e Campeche já nos irradiava a riqueza da sua história.

Despertar com Céu Azul e Entre Fachadas Pastel

Sete horas depois, rejuvenescidos, apreciámo-la sob a luz tropical da manhã. Paragens mais coloniais que estas não abundam. Da Plaza Campeche, para qualquer que fosse a direcção, a cidade desdobra-se numa sucessão geometrizada de calles numeradas e largos que se encontram em curiosas esquinas: a del Cometa, a del Toro, a del Perro.

No sudoeste imediato, essa grelha é ainda mais rigorosa, submissa às velhas muralhas e aos baluartes que antes protegiam a medula urbana das sucessivas tentativas de conquista ou saque.

A umas centenas de metros do Barrio de Guadalupe que nos acolhera, a Calle 10 conduz-nos ao longo de uma das fachadas laterais da Catedral de Nuestra Sra de la Purísima Concepción. Logo, ao Parque Principal, este, centrado em redor de uma espécie de coreto sob esteróides.

Como é suposto acontecer em urbes de tal calibre católico, as torres gémeas da catedral sobrepõem-se ao parque, ao seu arvoredo e ao casario campechano em geral.

O dia começara há apenas três horas mas os moradores já percorriam preferencialmente as arcadas dos palacetes nobres e garridos, a salvo do braseiro que se intensificava. Para o interior, Campeche rende-se a uma profusão de quarteirões de um pastel multicolor.

As suas casas e passeios surgem elevados face ao plano das ruas, assim protegidos das raras chuvadas fulminantes. Deslocada do frenesim intenso do cientro, a vida flui ali mais lenta e desafogada, afectada de quando em quando, pelos roncos característicos de um outro fusca.

A repetição padronizada dessas calles mantêm-nos num modo semi-alienado de exploração, de tal forma absortos do todo que nos esquecemos de que o mar só distava umas centenas de metros. Com excepção para as tropelias de um qualquer furação ou tempestade tropical, o fundo do Golfo do México embate no Malecon marginal da cidade, com uma preguiça adequada ao lugar.

A Submissão Maia e o Longo Período Colonial

Desde a viragem para o século XVI a cirandarem pelo Mar das Caraíbas, em 1517, os descobridores e conquistadores espanhóis acabaram por ali desembarcar. Segundo narrou Bernal Diaz Castillo – o principal escriba da Conquista do México – abasteceram-se de água com a complacência dos chefes locais que lhes mostraram ainda os seus palácios e pirâmides.  A sede por riqueza e poder dos forasteiros viria a ditar um desfecho trágico da civilização maia local.

A povoação denominava-se, então, Ah-Kin-Pech, simplificado como Can Pech. De forma rude, o nome traduzia-se como lugar da cobra e da carraça. Se a primeira incursão se provou pacífica, a passagem dos homens de Francisco Hernández de Córdoba e Antón de Alaminos para a zona vizinha de Champoton, despoletou uma saga de violência que veio a gerar muitas baixas e só terminaria mais de vinte anos volvidos, sob comando de Francisco de Montejos.

Quando os espanhóis a encontraram, Can Pech abrigava cerca de 40 mil maias. Alguns anos depois, muito graças às epidemias de varíola e de outras maleitas desconhecidas no Novo Mundo, o número era já inferior a 6 mil. Com os Maias destroçados, os conquistadores ergueram uma nova cidade sobre a povoação antes majestosa dos nativos.

Como seria de esperar, San Francisco de Campeche desenvolveu-se sob os fortes padrões hispânicos da época. Rivalizou com outras cidades grandiosas e influentes do império, Havana e Cartagena de Índias. Concentrou o ouro, outros metais preciosos e comodidades subtraídos um pouco por todo o México que de lá eram despachados para Espanha.

Bartolomeu Português entre um Enxame de Piratas

À medida que enriqueceu, Campeche recebeu mais e mais mansões coloniais, palacetes e igrejas. Como Havana e Cartagena, os piratas que esquadrinhavam os mares ao largo não lhe conseguiram resistir: John Hawkins, Francis Drake e tantos outros visaram-na.

Também um tal de Bartolomeu Português, famoso bucaneiro luso que viveu e operou durante o século XVII e cuja vida dava para um filme. Crê-se ter sido o autor de um código de conduta que, espantemo-nos, os piratas adoptaram e seguiram durante o século XVIII.

Pelo menos entre 1666 e 1669, Campeche manteve-se o seu alvo preferencial. Português navegava num barco que roubara, dotado com quatro canhões, assistido por uma tripulação de trinta homens. Após capturar uma embarcação espanhola e encher o seu navio com 70 mil Reales de a Ocho (moedas de prata) e toneladas de grãos de cacau enfrentou mau tempo.

Como se não bastasse, viu-se detido por uma pequena frota de navios espanhóis de guerra. Foi forçado a voltar a Campeche onde as autoridades o aprisionaram num outro barco. Mas, Bartolomeu Português conseguiu matar a sentinela e escapar.

Terá atravessado 150 km de selva até ao leste da Península de Iucatão de onde regressou a Campeche com vinte novos auxiliares. Em Campeche, capturou o barco onde havia estado preso. Durante a fuga, a tripulação fez o barco encalhar e perdeu uma vez mais a carga armazenada a bordo.

Bartolomeu Português passou o resto da sua vida a atacar navios e povoações espanholas sem grande proveito. Em “Buccaneers of America”, o flibusteiro, historiador da pirataria e autor Alexandre Exquemelin afirma ter testemunhado, na Jamaica, os seus derradeiros dias, passados na miséria.

Os ataques dos piratas, bucaneiros e corsários a Campeche tornaram-se tantos e tão frequentes que os espanhóis investiram boa parte dos seus proveitos em muralhas e baluartes, os mesmos que continuam a encerrar o fulcro histórico oval da cidade.

A Deslumbrante Mestiçagem de Campeche

Hoje, os Maias e os descendentes dos colonos hispânicos cruzam-se nas calles como se cruzam no eterno processo mexicano de mestiçagem. Entre o Parque Principal e o Malecón, encontramos uma obra que ilustra na perfeição a riqueza genética e a diversidade das gentes da cidade. Um enorme mural decora a fachada lateral de um banco. Denominado “Once Campeches” ilustra os traços, os trajes e os modos de vida do mesmo número de nativos campechanos, da criancice à velhice.

Mais para o fim da tarde, com uma quase frescura a instalar-se, o Parque Principal e outras plazas acolhem o ansiado modo pós-laboral e pós-escolar dos moradores. Caminhamos calle 12 fora até darmos com os Portales de la Plazuela de San Francisco, lugar de restaurantes-esplanada, vários, animados por música ao vivo. Éramos, há muito, fãs da orchata mexicana.

Quando o recepcionista nos informa que não a serviam no hotel mas que encontraríamos, nos Portales, a melhor à face da Terra, sentimo-nos um pouco como Francis Drake, Hawkins e Bartolomeu Português: sem nos podermos poupar à incursão. A orchata não desiludiu. De tal maneira que, em vez de comermos uma refeição convencional, as fomos repetindo.

Bingo a Feijões no Parque Principal

No regresso, constatamos como, em simultâneo com a vida prazerosa da rua, Campeche se entregava a uma outra, a dos incontáveis lares térreos que os moradores mantêm de portas e janelas abertas, com entradas, pátios e varandas que usam como extensões das calles.

Regressamos ao Parque Principal com a noite instalada. O grande coreto acolhia um ritual barulhento e profano que escapava à supervisão austera da catedral ao lado. Do lado de lá da sua circunferência, um bar passa reggaeton caribenho – por certo porto-riquenho – a altos berros.

Aquém, mais próximo do templo, tinha início nova sessão do bingo de rua da cidade. Grupos de mulheres instaladas em distintas mesas acompanhavam a extração dos números e símbolos pictóricos. O bingo era “cantado” por Rosa Puga que há nove anos ditava a sorte pelo puro prazer do convívio, já que o valor das apostas permitido se mantém tão simbólico como as próprias figurinhas extraídas.

Sem melhores planos, sentamo-nos na companhia das senhoras. Lá ficamos a assistir à sua excitação na iminência de preencherem os cartões com os gatos, mulas, cometas, rosas, cavalos e navalhas saídos da tômbola adesivada. Lá apreciamos a harmonia com que Campeche encerrava mais um dos seus serões abafados e se rendia ao silêncio da noite caribenha.

 

Mais informações sobre Campeche no site Visit Mexico.

Izamal, México

A Cidade Mexicana, Santa, Bela e Amarela

Até à chegada dos conquistadores espanhóis, Izamal era um polo de adoração do deus Maia supremo Itzamná e Kinich Kakmó, o do sol. Aos poucos, os invasores arrasaram as várias pirâmides dos nativos. No seu lugar, ergueram um grande convento franciscano e um prolífico casario colonial, com o mesmo tom solar em que a cidade hoje católica resplandece.
Tulum, México

A Mais Caribenha das Ruínas Maias

Erguida à beira-mar como entreposto excepcional decisivo para a prosperidade da nação Maia, Tulum foi uma das suas últimas cidades a sucumbir à ocupação hispânica. No final do século XVI, os seus habitantes abandonaram-na ao tempo e a um litoral irrepreensível da península do Iucatão.

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Mérida, México

A Mais Exuberante das Méridas

Em 25 a.C, os romanos fundaram Emerita Augusta, capital da Lusitânia. A expansão espanhola gerou três outras Méridas no mundo. Das quatro, a capital do Iucatão é a mais colorida e animada, resplandecente de herança colonial hispânica e vida multiétnica.

Cobá, México

Das Ruínas aos Lares Maias

Na Península de Iucatão, a história do segundo maior povo indígena mexicano confunde-se com o seu dia-a-dia e funde-se com a modernidade. Em Cobá, passámos do cimo de uma das suas pirâmides milenares para o coração de uma povoação dos nossos tempos.

Champotón, México

Rodeo Debaixo de Sombreros

Champoton, em Campeche, acolhe uma feira honra da Virgén de La Concepción. O rodeo mexicano sob sombreros local revela a elegância e perícia dos vaqueiros da região.
Cartagena de Índias, Colômbia

A Cidade Apetecida

Muitos tesouros passaram por Cartagena antes da entrega à Coroa espanhola - mais que os piratas que os tentaram saquear. Hoje, as muralhas protegem uma cidade majestosa sempre pronta a "rumbear".
San Cristobal de las Casas a Campeche, México

Uma Estafeta de Fé

Equivalente católica da Nª Sra. de Fátima, a Nossa Senhora de Guadalupe move e comove o México. Os seus fiéis cruzam-se nas estradas do país, determinados em levar a prova da sua fé à patrona das Américas.
Campeche, México

Há 200 Anos a Brincar com a Sorte

No fim do século XVIII, os campechanos renderam-se a um jogo introduzido para esfriar a febre das cartas a dinheiro. Hoje, jogada quase só por abuelitas, a loteria local pouco passa de uma diversão.
Iucatão, México

O Fim do Fim do Mundo

O dia anunciado passou mas o Fim do Mundo teimou em não chegar. Na América Central, os Maias da actualidade observaram e aturaram, incrédulos, toda a histeria em redor do seu calendário.
Rebanho em Manang, Circuito Annapurna, Nepal
Parques nacionais
Circuito Annapurna: 8º Manang, Nepal

Manang: a Derradeira Aclimatização em Civilização

Seis dias após a partida de Besisahar chegamos por fim a Manang (3519m). Situada no sopé das montanhas Annapurna III e Gangapurna, Manang é a civilização que mima e prepara os caminhantes para a travessia sempre temida do desfiladeiro de Thorong La (5416 m).
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Salto Angel, Rio que cai do ceu, Angel Falls, PN Canaima, Venezuela
Aventura
PN Canaima, Venezuela

Kerepakupai, Salto Angel: O Rio Que Cai do Céu

Em 1937, Jimmy Angel aterrou uma avioneta sobre uma meseta perdida na selva venezuelana. O aventureiro americano não encontrou ouro mas conquistou o baptismo da queda d'água mais longa à face da Terra
Cortejo Ortodoxo
Cerimónias e Festividades
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
Nissan, Moda, Toquio, Japao
Cidades
Tóquio, Japão

À Moda de Tóquio

No ultra-populoso e hiper-codificado Japão, há sempre espaço para mais sofisticação e criatividade. Sejam nacionais ou importados, é na capital que começam por desfilar os novos visuais nipónicos.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Cabine lotada
Cultura
Saariselka, Finlândia

O Delicioso Calor do Árctico

Diz-se que os finlandeses criaram os SMS para não terem que falar. O imaginário dos nórdicos frios perde-se na névoa das suas amadas saunas, verdadeiras sessões de terapia física e social.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Caiaquer no lago Sinclair, Cradle Mountain - Lake Sinclair National Park, Tasmania, Austrália
Em Viagem
À Descoberta de Tassie, Parte 4 -  Devonport a Strahan, Austrália

Pelo Oeste Selvagem da Ilha da Tasmânia

Se a quase antípoda Tazzie já é um mundo australiano à parte, o que dizer então da sua inóspita região ocidental. Florestas densas, rios esquivos e um litoral rude batido por um oceano Índico quase Antártico geram enigma e respeito a norte do Estreito de Bass. À descoberta da região mais acessível entre Devonport e Strahan, ficamos com uma leve ideia da sua excentricidade meridional.
As Cores da Ilha Elefante
Étnico

Assuão, Egipto

Onde O Nilo Acolhe a África Negra

1200km para montante do seu delta, o Nilo deixa de ser navegável. A última das grandes cidades egípcias marca a fusão entre o território árabe e o núbio. Desde que nasce no lago Vitória, o rio dá vida a inúmeros povos africanos de tez escura.

Crepúsculo exuberante
Fotografia
Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Silhuetas Islâmicas
História

Istambul, Turquia

Onde o Oriente encontra o Ocidente, a Turquia Procura um Rumo

Metrópole emblemática e grandiosa, Istambul vive numa encruzilhada. Como a Turquia em geral, dividida entre a laicidade e o islamismo, a tradição e a modernidade, continua sem saber que caminho seguir

Cargueiro Cabo Santa Maria, Ilha da Boa Vista, Cabo Verde, Sal, a Evocar o Sara
Ilhas
Ilha da Boa Vista, Cabo Verde

Ilha da Boavista: Vagas do Atlântico, Dunas do Sara

Boa Vista não é apenas a ilha cabo-verdiana mais próxima do litoral africano e do seu grande deserto. Após umas horas de descoberta, convence-nos de que é um retalho do Sara à deriva no Atlântico do Norte.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
De visita
Literatura

Rússia

O Escritor que Não Resistiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.

Estátuas de elefantes à beira do rio Li, Elephant Trunk Hill, Guilin, China
Natureza
Guilin, China

O Portal Para o Reino Chinês de Pedra

A imensidão de colinas de calcário afiadas em redor é de tal forma majestosa que as autoridades de Pequim a imprimem no verso das notas de 20 yuans. Quem a explora, passa quase sempre por Guilin. E mesmo se esta cidade da província de Guangxi destoa da natureza exuberante em redor, também lhe achámos os seus encantos.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Parques Naturais
Viagens de Barco

Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque e deixe-se levar em viagens de barco imperdíveis como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.
Ilha de São Miguel, Acores Deslumbrantes por Natureza
Património Mundial UNESCO
São Miguel, Açores

Ilha de São Miguel: Açores Deslumbrantes, Por Natureza

Uma biosfera imaculada que as entranhas da Terra moldam e amornam exibe-se, em São Miguel, em formato panorâmico. São Miguel é a maior das ilhas portuguesas. E é uma obra de arte da Natureza e do Homem no meio do Atlântico Norte plantada.
femea e cria, passos grizzly, parque nacional katmai, alasca
Personagens
PN Katmai, Alasca

Nos Passos do Grizzly Man

Timothy Treadwell conviveu Verões a fio com os ursos de Katmai. Em viagem pelo Alasca, seguimos alguns dos seus trilhos mas, ao contrário do protector tresloucado da espécie, nunca fomos longe demais.
Pura Vida em risco
Praias

Montezuma, Costa Rica

Um Recanto Abnegado da Costa Rica

A partir dos anos 80, Montezuma acolheu uma comunidade cosmopolita de artistas, ecologistas, pós-hippies, de adeptos da natureza e do famoso deleite costariquenho. Os nativos chamam-lhe Montefuma.

planicie sagrada, Bagan, Myanmar
Religião
Bagan, Myanmar

A Planície dos Pagodes, Templos e Redenções Celestiais

A religiosidade birmanesa sempre assentou num compromisso de redenção. Em Bagan, os crentes endinheirados e receosos continuam a erguer pagodes na esperança de conquistarem a benevolência dos deuses.
De volta ao sol. Cable Cars de São Francisco, Vida Altos e baixos
Sobre carris
São Francisco, E.U.A.

Cable Cars de São Francisco: uma Vida aos Altos e Baixos

Um acidente macabro com uma carroça inspirou a saga dos cable cars de São Francisco. Hoje, estas relíquias funcionam como uma operação de charme da cidade do nevoeiro mas também têm os seus riscos.
Dia da Austrália, Perth, bandeira australiana
Sociedade
Perth, Austrália

Dia da Austrália: em Honra da Fundação, de Luto Pela Invasão

26/1 é uma data controversa na Austrália. Enquanto os colonos britânicos o celebram com churrascos e muita cerveja, os aborígenes celebram o facto de não terem sido completamente dizimados.
O projeccionista
Vida Quotidiana
Sainte-Luce, Martinica

Um Projeccionista Saudoso

De 1954 a 1983, Gérard Pierre projectou muitos dos filmes famosos que chegavam à Martinica. 30 anos após o fecho da sala em que trabalhava, ainda custava a este nativo nostálgico mudar de bobine.
Rinoceronte, PN Kaziranga, Assam, Índia
Vida Selvagem
PN Kaziranga, Índia

O Baluarte dos Monocerontes Indianos

Situado no estado de Assam, a sul do grande rio Bramaputra, o PN Kaziranga ocupa uma vasta área de pântano aluvial. Lá se concentram dois terços dos rhinocerus unicornis do mundo, entre em redor de 100 tigres, 1200 elefantes e muitos outros animais. Pressionado pela proximidade humana e pela inevitável caça furtiva, este parque precioso só não se tem conseguido proteger das cheias hiperbólicas das monções e de algumas polémicas.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.