Rio e Lagoa Madu, Sri Lanka

No Curso do Budismo Cingalês


Lagoa Madua adentro
Travessia para Madhuwa
Mascote Equilibrista
Uma Incursão Planeada
Fish SPA terapia
Estupa em Kothduwa
Garça sobre Estacas
Um Pavilhão Cingalês
Langur Intrigado
Ponte sobre o Madu
Cobrança de Doação
Devoção por Buda
Descanso Palafítico
Por ter escondido e protegido um dente de Buda, uma ilha diminuta da lagoa da lagoa Madu recebeu um templo evocativo e é considerada sagrada. O Maduganga imenso em redor, por sua vez, tornou-se uma das zonas alagadas mais louvadas do Sri Lanka.

Os muitos quilómetros de auto-estrada de Negombo para sul pouco ou nada indiciam quanto ao que se seguiria.

Chegados a Balapitya, Ary, o guia de modos lentos que nos conduzia indaga-nos “Estamos a chegar ao rio, querem lá ir fazer o safari?”

Assim, do nada, não contávamos com a possibilidade de um safari por aqueles lados. Muito menos, com um safari fluvial. Inundamos Ary com questões e pedidos de explicações, ao ponto de o guia se aborrecer.

Rogamos-lhe que pare para almoçarmos junto ao ponto de partida. Quando lá chegamos, o cenário revela-se de tal forma tropical e luxuriante que o veredicto se simplifica. Íamos para a frente com o safari no rio, ou com o que quer que dali saísse.

Uma derradeira ponte de cimento com algum trânsito separa-nos do desconhecido. Para diante, estende-se um manguezal. Verde.

O do mangue a perder de vista e o da água dele tingida. Quatro ou cinco barcos garridos quebram o predomínio vegetal.

O dono de um deles dá-nos as boas-vindas. Acordado o preço, embarcamos.

Sem mais demoras, zarpamos.

Madunganga adentro: à Descoberta do Rio e Lagoa Madu

Seguimos por um braço de rio que parece fechado por um coqueiral denso.

Em vez, um meandro dissimulado revela, primeiro, o rumo certo, depois, um túnel de mangal que abre passagem para um qualquer lado de lá.

Quanto mais nos embrenhamos, mais se diversifica a fauna com que nos cruzamos.

Vemos uns poucos morcegos dependurados do cimo de uma árvore. Garças, guarda-rios, lagartos-monitores e langures.

Passamos por crocodilos e por corvos-marinhos equilibrados sobre estruturas de cana.

Estas armações fazem de viveiros de camarão, uma actividade anciã a que os cingaleses da região chamam Jakotu. Em tempos, foi das mais lucrativas que o rio e o lago Madu concederam.

Com a intensificação do turismo no Sri Lanka e a popularidade do denominado Maduganga, os barcos a percorrerem-no aumentaram sobremaneira.

A agitação provocada pelos motores gera danos frequentes nas estruturas e afecta a desova dos camarões sobre o mangue.

Aos poucos, os pescadores e donos dos viveiros desmotivaram-se.

Muitos, renderam-se ao lucro provindo dos visitantes do rio e lago Madu, sob formas distintas que a imaginação das gentes nativas faz multiplicar.

A Indústria Local dos Fish SPAs

O barqueiro aponta a outra estrutura flutuante, diferente das que até então tínhamos visto. Convida-nos a desembarcar. Um passadiço leva-nos a uma série de outros viveiros.

Quando os espreitamos, percebemos que, em vez de camarão, retinham centenas de peixes de distintos tons de vermelho e laranja.

O cingalês encarregue da plataforma vê-nos a cirandar sem o destino que lhe interessava. Para o sugerir, senta-se sobre o extremo de um dos rectângulos.

Coloca os pés dentro de água. De imediato, centenas de peixes-médicos disputam-lhe os pés. De início, mordiscam-nos num frenesim.

Aos poucos, organizam-se num turbilhão centrípeto.

São tilápias-moçambicanas e tilápias-do-Nilo, em vez dos populares garra-rufa.

Em 2010, inspirado por experiências de outros lugares, um estrangeiro a viver no Sri Lanka lembrou-se de ali instalar um SPA-piscícola pioneiro. Com os anos, apareceram vários outros. Ao ponto de a actividade já ter merecido estudos e relatórios científicos e universitários.

Os criadores dos peixes mantêm-nos de diferentes tamanhos, por forma a proporcionarem experiências de esfoliação mais ou menos suaves. Assemelha-se ao que fazem com os preços.

O valor pago pelos cingaleses é metade – ou até menos – que o pago pelos estrangeiros. Barqueiros como o nosso recebem comissões correspondentes pelos passageiros que lá fazem desembarcar.

Já tínhamos usufruído dessa mesma terapia quatro ou cinco vezes, noutras partes do Mundo, com estreia em Singapura. Os tais turbilhões escarlates, esses, estávamos a vê-los pela primeira vez.

Fotografamos um deles, deslumbrados. Após o que retomamos a navegação.

A Lagoa do Madu River e as suas Ilhas

Instantes depois, confrontamo-nos com nova iniciativa empresarial. Um homem aproxima-se, a remar sobre uma canoa elementar.

Traz o que nos parece uma civeta juvenil.

Com a anuência do nosso barqueiro comissionista, exibe-a, sobre a palma da mão.

Coloca-a na cabeça e noutros equilíbrios, com o propósito de nos encantar.

Fotografamos a sua intimidade com a mascote explorada. E prosseguimos.

É vasta a lagoa formada pelo Madu, o rio que desce da selva que forra o velho Ceilão.

Salpicam-na quinze ilhas. Continuávamos a contar meandros sem pôr os pés em nenhuma.

Até que nos vemos de frente para uma longa ponte de ferro envelhecido.

Cruzam-na mulheres de saris garridos, seguidas de crianças carregadas com malas da escola. Sobrevoam-nos grandes raposas voadoras, também conhecidas por morcegos-da-fruta.

A ponte liga a margem à mais ampla das ilhas habitadas da lagoa, Madhuwa.

A sul desta, fica a “ilha canela” de Kurundu Duwa, toda habitada pela família de G.H. Premadasa, um dos produtores de canela abastados da região.

Lá nos explicam como descascar a canela de maneira a produzir óleo com as mais diversas propriedades medicinais.

Kothduwa, a Ilha Budista Sagrada de Maduganga

As ilhas não se ficam por aí. Junto ao extremo norte do lago, encontramos a de Kothduwa. Em termos religiosos e históricos, é a mais importante de Maduganga.

Mal desembarcamos, uma mensagem num painel impinge a sua unicidade: “Poderes cósmicos especiais subsistem neste lugar. Mantenha-se calmo e silencioso. O poder cósmico entrará no seu corpo e mente e criará desenvolvimento espiritual.”

À entrada, um monge budista cobra uma contribuição registada.

Passamos para o interior do templo.

Ficamos de frente para uma estátua de Buda, amarelado, trajado com uma expectável túnica laranja, só um pouco mais clara que a do monge cobrador.

Uma mãe e filha colocam pequenas flores brancas sobre a mesa baixa que faz de altar.

Louvam a figura e o Buda como qualquer budista cingalês deve louvar.

Assim dita o passado entre o histórico e o mitológico daquelas paragens, partilhado por outro templo cingalês sagrado, situado em Cândia.

O Esconderijo Eleito do Dente de Buda

Rezam as narrativas do Budismo que, por volta do século IV d.C., um tal de rei Guhasiva da região indiana de Kalinga guardava um dente de Buda.

Desde há séculos que esse dente conferia a quem o possuísse, a legitimidade divina de governar.

Como tal, era invejado por vários outros pretendentes que o procuravam obter, fosse como fosse. Receoso de o perder e à sua soberania, Guhasiva, entregou o dente à filha e ao marido, princesa e príncipe, para que o colocassem em segurança.

A princesa escondeu o dente no cabelo. Logo, o casal partiu para o Ceilão.

A Crónica da Relíquia do Dente, revela que desembarcam em Balapitya, a mesma povoação porque passámos antes de iniciarmos a descoberta do rio e lago Madu. De Balapitya, foram até Kothduwa.

Enterraram-no na areia da ilha. Mais tarde, entregaram-no a Sirimeghavanna, o rei de então do Ceilão, que consideravam um guardião de confiança.

Avancemos até ao séc. XVI. A ilha do Ceilão tornou-se dividida e disputada pelos reinos de Kotte e Sitawaka. Os portugueses entrariam em cena em 1603.

Por essa altura, era já o príncipe Veediya Bandara o guardião do dente.

Temente de o perder para os poderes rivais, resolveu devolvê-lo, por algum tempo mais, à segurança de Kothduwa.

No conflito complexo pelo controle do Ceilão, a relíquia passou por vários outros lugares.

Crê-se que regressou à cidade de Cândia.

Malgrado ataques que se repetiram até tão tarde como 1989 e 1998, lá continua.

Madu e o Resgate Providencial de Kothduwa

Kothduwa passou por períodos de esquecimento e negligência. Budistas devotos e estudiosos preservaram o conhecimento da sua história.

Em 1860, um deles, um homem de negócios chamado Sansom Rajapkse ditou a construção do templo actual, em volta de uma figueira-da-Índia, considerada sagrada, por, durante a sua vida, Siddharta Gautama (Buda) se ter sentado numa outra, conhecida como a figueira de Bodhi.

Zarparmos da ilha. Outros dois monges budistas cruzam a ponte-passadiço de Madhuwa. Nuvens de monção, carregadas até mais não, escurecem a água ligeiramente salobra da lagoa.

O barqueiro sabe ao que vêm. Aponta ao rio homónimo que a liga ao Índico.

Quando desembarcamos, a bátega já reabastecia o inundado Maduganga.

COMO IR

Reserve o seu programa de viagem no Sri Lanka com o operador QUADRANTE VIAGENS  Tel. 256 33 11 10

email: [email protected]

Galle, Sri Lanka

Nem Além, Nem Aquém da Lendária Taprobana

Camões eternizou o Ceilão como um marco indelével das Descobertas onde Galle foi das primeiras fortalezas que os portugueses controlaram e cederam. Passaram-se cinco séculos e o Ceilão deu lugar ao Sri Lanka. Galle resiste e continua a seduzir exploradores dos quatro cantos da Terra.
Sigiriya, Sri Lanka

A Capital Fortaleza de um Rei Parricida

Kashyapa I chegou ao poder após emparedar o monarca seu pai. Receoso de um provável ataque do irmão herdeiro do trono, mudou a principal cidade do reino para o cimo de um pico de granito. Hoje, o seu excêntrico refúgio está mais acessível que nunca e permitiu-nos explorar o enredo maquiavélico deste drama cingalês.
PN Yala-Ella-Candia, Sri Lanka

Jornada Pelo Âmago de Chá do Sri Lanka

Deixamos a orla marinha do PN Yala rumo a Ella. A caminho de Nanu Oya, serpenteamos sobre carris pela selva, entre plantações do famoso Ceilão. Três horas depois, uma vez mais de carro, damos entrada em Kandy, a capital budista que os portugueses nunca conseguiram dominar.
Cândia, Sri Lanka

Incursão à Raíz Dental do Budismo Cingalês

Situada no âmago montanhoso do Sri Lanka, no final do século XV, Cândia assumiu-se a capital do reino do velho Ceilão que resistiu às sucessivas tentativas coloniais de conquista. Tornou-se ainda o seu âmago budista, para o que continua a contribuir o facto de a cidade preservar e exibir um dente sagrado de Buda.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Thorong La, Circuito Annapurna, Nepal, foto para a posteridade
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna: 13º - High Camp a Thorong La a Muktinath, Nepal

No Auge do Circuito dos Annapurnas

Aos 5416m de altitude, o desfiladeiro de Thorong La é o grande desafio e o principal causador de ansiedade do itinerário. Depois de, em Outubro de 2014, ter vitimado 29 montanhistas, cruzá-lo em segurança gera um alívio digno de dupla celebração.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Alturas Tibetanas, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Cerimónias e Festividades
Pentecostes, Vanuatu

Naghol: O Bungee Jumping sem Modernices

Em Pentecostes, no fim da adolescência, os jovens lançam-se de uma torre apenas com lianas atadas aos tornozelos. Cordas elásticas e arneses são pieguices impróprias de uma iniciação à idade adulta.
city hall, capital, oslo, noruega
Cidades
Oslo, Noruega

Uma Capital (sobre) Capitalizada

Um dos problemas da Noruega tem sido decidir como investir os milhares milhões de euros do seu fundo soberano recordista. Mas nem os recursos desmedidos salvam Oslo das suas incoerências sociais.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Cultura
Cemitérios

A Última Morada

Dos sepulcros grandiosos de Novodevichy, em Moscovo, às ossadas maias encaixotadas de Pomuch, na província mexicana de Campeche, cada povo ostenta a sua forma de vida. Até na morte.
Fogo artifício de 4 de Julho-Seward, Alasca, Estados Unidos
Desporto
Seward, Alasca

O 4 de Julho Mais Longo

A independência dos Estados Unidos é festejada, em Seward, Alasca, de forma modesta. Mesmo assim, o 4 de Julho e a sua celebração parecem não ter fim.
Barco e timoneiro, Cayo Los Pájaros, Los Haitises, República Dominicana
Em Viagem
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.
Train Fianarantsoa a Manakara, TGV Malgaxe, locomotiva
Étnico
Fianarantsoa-Manakara, Madagáscar

A Bordo do TGV Malgaxe

Partimos de Fianarantsoa às 7a.m. Só às 3 da madrugada seguinte completámos os 170km para Manakara. Os nativos chamam a este comboio quase secular Train Grandes Vibrations. Durante a longa viagem, sentimos, bem fortes, as do coração de Madagáscar.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
Acre, Fortaleza dos Templários, Israel, Doces crocantes
História
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Vista da Casa Iguana, Corn islands, puro caribe, nicaragua
Ilhas
Corn Islands-Ilhas do Milho, Nicarágua

Puro Caribe

Cenários tropicais perfeitos e a vida genuína dos habitantes são os únicos luxos disponíveis nas também chamadas Corn Islands ou Ilhas do Milho, um arquipélago perdido nos confins centro-americanos do Mar das Caraíbas.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Inverno Branco
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
Sombra vs Luz
Literatura
Quioto, Japão

O Templo de Quioto que Renasceu das Cinzas

O Pavilhão Dourado foi várias vezes poupado à destruição ao longo da história, incluindo a das bombas largadas pelos EUA mas não resistiu à perturbação mental de Hayashi Yoken. Quando o admirámos, luzia como nunca.
Aurora, Pico do Arieiro ao Pico Ruivo, Ilha da Madeira, Portugal
Natureza
Pico do Arieiro - Pico Ruivo, Madeira, Portugal

Pico Arieiro ao Pico Ruivo, Acima de um Mar de Nuvens

A jornada começa com uma aurora resplandecente aos 1818 m, bem acima do mar de nuvens que aconchega o Atlântico. Segue-se uma caminhada sinuosa e aos altos e baixos que termina sobre o ápice insular exuberante do Pico Ruivo, a 1861 metros.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Monteverde, Costa Rica, quakers, Reserva Biológica Bosque Nuboso, caminhantes
Parques Naturais
Monteverde, Costa Rica

O Refúgio Ecológico que os Quakers Legaram ao Mundo

Desiludidos com a propensão militar dos E.U.A., um grupo de 44 Quakers migrou para a Costa Rica, nação que havia abolido o exército. Agricultores, criadores de gado, tornaram-se conservacionistas. Viabilizaram um dos redutos naturais mais reverenciados da América Central.
Nelson Dockyards, Docas de Antigua,
Património Mundial UNESCO
English Harbour, Antigua

Docas de Nelson: a Antiga Base Naval e Morada do Almirante

No século XVII, já os ingleses disputavam o controle das Caraíbas e do comércio do açúcar com os seus rivais coloniais, apoderaram-se da ilha de Antígua. Lá se depararam com uma enseada recortada a que chamaram English Harbour. Tornaram-na um porto estratégico que também abrigou o idolatrado oficial da marinha.
Mascarado de Zorro em exibição num jantar da Pousada Hacienda del Hidalgo, El Fuerte, Sinaloa, México
Personagens
El Fuerte, Sinaloa, México

O Berço de Zorro

El Fuerte é uma cidade colonial do estado mexicano de Sinaloa. Na sua história, estará registado o nascimento de Don Diego de La Vega, diz-se que numa mansão da povoação. Na sua luta contra as injustiças do jugo espanhol, Don Diego transformava-se num mascarado esquivo. Em El Fuerte, o lendário “El Zorro” terá sempre lugar.
Natação, Austrália Ocidental, Estilo Aussie, Sol nascente nos olhos
Praias
Busselton, Austrália

2000 metros em Estilo Aussie

Em 1853, Busselton foi dotada de um dos pontões então mais longos do Mundo. Quando a estrutura decaiu, os moradores decidiram dar a volta ao problema. Desde 1996 que o fazem, todos os anos. A nadar.
Ilha de Miyajima, Xintoismo e Budismo, Japão, Portal para uma ilha sagrada
Religião
Miyajima, Japão

Xintoísmo e Budismo ao Sabor das Marés

Quem visita o tori de Itsukushima admira um dos três cenários mais reverenciados do Japão. Na ilha de Miyajima, a religiosidade nipónica confunde-se com a Natureza e renova-se com o fluir do Mar interior de Seto.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Vista para ilha de Fa, Tonga, Última Monarquia da Polinésia
Sociedade
Tongatapu, Tonga

A Última Monarquia da Polinésia

Da Nova Zelândia à Ilha da Páscoa e ao Havai nenhuma outra monarquia resistiu à chegada dos descobridores europeus e da modernidade. Para Tonga, durante várias décadas, o desafio foi resistir à monarquia.
Retorno na mesma moeda
Vida Quotidiana
Dawki, Índia

Dawki, Dawki, Bangladesh à Vista

Descemos das terras altas e montanhosas de Meghalaya para as planas a sul e abaixo. Ali, o caudal translúcido e verde do Dawki faz de fronteira entre a Índia e o Bangladesh. Sob um calor húmido que há muito não sentíamos, o rio também atrai centenas de indianos e bangladeshianos entregues a uma pitoresca evasão.
Parque Nacional Amboseli, Monte Kilimanjaro, colina Normatior
Vida Selvagem
PN Amboseli, Quénia

Uma Dádiva do Kilimanjaro

O primeiro europeu a aventurar-se nestas paragens masai ficou estupefacto com o que encontrou. E ainda hoje grandes manadas de elefantes e de outros herbívoros vagueiam ao sabor do pasto irrigado pela neve da maior montanha africana.
Napali Coast e Waimea Canyon, Kauai, Rugas do Havai
Voos Panorâmicos
NaPali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto exploramos a sua Napalo Coast por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.