Ribeira Grande, Santo AntãoCabo Verde

Santo Antão, Ribeira Grande Acima


O Grande Aqueducto
Santo Crucifixo Futebol Clube
Convívio Colorido
Lugarejo lá no Fundo
Fim do dia Exuberante
Abençoado Casario
O Cimo da Penha de França
Sol & Sombra
Ribeira Grande vs Atlântico
Caminho Monumental
Ribeira Grande vs Atlântico II
ribeira-grande-santo-antao-ilha-cabo-verde-mural-ozmo-transeunte
ribeira-grande-santo-antao-ilha-cabo-verde-mural-ozmo
ribeira-grande-santo-antao-ilha-cabo-verde-ocaso
Mais Lugarejos
Há Gato na Tasca
Os Prédios Coloniais
Dª Vendedora
Verde Verdejante
ribeira-grande-santo-antao-ilha-cabo-verde-por-do-sol-ocaso
Na origem, uma Povoação diminuta, a Ribeira Grande seguiu o curso da sua história. Passou a vila, mais tarde, a cidade. Tornou-se um entroncamento excêntrico e incontornável da  ilha de Santo Antão.

Ao examinarmos o mapa, percebemos que eram dois os caminhos que nos permitiam ir de Porto Novo, a capital, até à segunda cidade.

Um deles, o da Estrada da Corda, fazia-se ao interior e às montanhas de Santo Antão. O outro, seguia para nordeste e flectia para noroeste, sempre pela beira-mar não menos vertiginosa.

Dotados de uma pick-up poderosa, decidimo-nos por nos estrearmos pela Estrada da Corda.

Mesmo se exigente, em termos de condução, uma das mais incríveis recompensas do percurso revelou-se a descida íngreme do cimo do Delgadinho para a Povoação, que é como quem diz Ribeira Grande.

A Ribeira Grande, como Recompensa Visual da Estrada da Corda

Aos poucos, por sucessivos esses, cada vez mais apertados, o calçadão passa para a vertente norte das montanhas. Curva atrás de curva, desvenda-nos um inesperado casario multicolor.

Vamo-lo disposto sobre a entrada do vale. Sobre o delta aluvial em que, após as chuvas, se encontram os caudais da Ribeira da Torre e o da Ribeira Grande, esta, a que empresta o nome à, desde 2010, cidade, vizinha da Ponta do Sol.

Inaugura-a uma estranha correnteza de edifícios, alguns, do cinzento característico do reboco, alternados com vizinhos das suas cores. Como os vislumbramos, parecem pairar sobre o Atlântico azul-profundo.

A aproximação acaba por os revelar a coroarem a crista da montanha do bairro da Penha de França que, a ocidente, veda a cidade ao mar.

Continuamos a descer. Do cerro do Segundo Espelho, rumo ao leito arenoso, acima de incontáveis telhados e terraços improvisados.

Daquela perspectiva, pareciam-nos uma composição experimental de lego, abençoada pelas cruzes e torres perdidas no todo polícromo.

Um derradeiro U da via, deixa-nos lado a lado com os derradeiros metros da Ribeira da Torre, e sobranceiros ao leito, então seco, de cascalho vulcânico.

Percorremos a marginal ribeirinha. Estacionamos junto a uma estação de serviço nas imediações da rotunda central da Povoação.

A Descoberta Pedestre da Povoação (Ribeira Grande)

Desentorpecemos as pernas. Passamos a um já ansiado modo pedestre.

A pé, procuramos o âmago urbano do Terreiro, uma das seis zonas bem demarcadas de que é feita a Ribeira Grande, a que acolhe as instituições que fazem funcionar Santo Antão:

o banco, os correios, lojas e lojinhas, algumas, dos sempre presentes expatriados chineses, armazéns, mercearias, uma ou outra tasca, a boutique Chierry, no rés-do-chão de um prédio amarelo torrado que combina com o azul-claro, coroado de cruz, do da igreja do Nazareno.

Entre ambos, há ainda um candeeiro de estilo parisiense, como os que abundam na distante ex-metrópole portuguesa.

Ribeira Grande: a Povoação Pioneira de Santo Antão

A ilha de Santo Antão foi descoberta em 1462, desabitada, como o restante arquipélago de Cabo Verde. A primeira tentativa de colonização só se deu em 1548.

E o assentamento que viria a dar origem à Povoação, é já do século XVII, levado a cabo com gente chegada das ilhas do Fogo e de Santiago a que se juntaram colonos embarcados no norte de Portugal.

A escolha da zona por que continuávamos a deambular obedeceu a uma lógica inequívoca de abundância de água e fertilidade do solo. Neste âmbito, Santo Antão tem o seu quê de bipolar.

Boa parte das vertentes viradas a sul e situadas mais a sul, na sombra das grandes elevações, são áridas e inóspitas. Por ali, onde a colonização foi esboçada, uma combinação fortuita de vantagens, desde cedo augurou sucesso.

A costa norte da ilha retinha a humidade soprada, em contínuo pelos Alísios. Como se não bastasse, os colonos ditaram a Povoação sobre a foz dupla de duas das principais ribeiras de Santo Antão.

À época, de acordo com as marés e a direcção e força do vento, o mar subia mais ou menos pelos seus leitos e formava uma enseada. Com o passar do tempo, estima-se que durante o século XIX, a foz das ribeiras assoreou.

Só quase durante a época das chuvas, em Agosto e Setembro, as ribeiras Grande e da Torre, chegam ao Atlântico com um caudal digno dos desfiladeiros amplos e profundos por que fluem.

Esta secura e parcimónia fluvial permitiu que, com o mesmo passar do tempo, a Povoação se espraiasse por boa parte do delta aluvial.

Da Penha de França ao Terreiro e ao Tarrafal da Ribeira Grande

Sempre sobre o calçadão histórico e perpétuo, exploramos mais de outras zonas da cidade. Cruzamos uma ponte para o bairro do Tarrafal que a largura do leito ressequido da Torre mantém isolado.

Àquela hora, decorre uma partida aguerrida sobre o pelado do Santo Crucifixo Futebol Clube que, veja-se lá a estranheza, tem, a poucos metros, a companhia de um tal de “Mastur Bar”.

A falta de espaço entalou o campo entre o casario, a brita da ribeira e a estrada de saída para costa nordeste da ilha.

O pelado ficou situado tão próximo do areal basáltico que um qualquer pontapé forte e mal direcionado, entrega a bola ao oceano.

Também por ali nos deixamos perder no encanto da Ribeira Grande.

Quatro jovens convivem à entrada de um outro bar, todos de chinelo no pé, dois rapazes de gorros, duas raparigas de cabelos em distintos estilos crioulos.

Os Murais Exuberantes que Decoram a Ribeira Grande

Do lado de lá da rua, um outro grupo de moradores, com mais idade, convive sentado em bancos, na base de um dos grandes murais que enfeitam a cidade.

Vários deles, são da autoria de Ozmo, heterónimo de Gionata Nesti, um artista de rua italiano que tem deixado obras impressionantes ao Mundo, incluindo a estes confins ocidentais de Cabo Verde.

Cruzamo-nos com outras das suas pinturas. Algumas, inspiram-nos fotos em que as fazemos interagir com os moradores, em que as tornamos elementos vivos da velha Ribeira Grande.

Um grupo de miúdos, diverte-se a posar contra o perfil de uma crioula de olhos de mel que repousa com um guarda-rios cabo-verdiano (Passarinha) pousado num braço.

Com a tarde a meio, percebemos a sombra a apoderar-se da parede respectiva. Decidimos regressar à pick up e aventurarmo-nos leito da Ribeira Grande acima.

Pela Ribeira Grande Acima, rumo à Fajãzinha

À imagem do vale da Ribeira da Torre, também este se revela amplo, esculpido por milénios em que a água por ali fluiu em torrentes e muito maior abundância.

A espaços, damos com plantações que preenchem socalcos criteriosos, a meio de encostas que se elevam com cumes serrados que parecem rasgar o céu. Passamos sob um aqueducto erguido numa curva em que o vale estreita em forma de garganta.

Em redor, abundam a cana-de-açúcar, a mandioca, o milho e feijoca, fulcrais da Cachupa, o prato nacional cabo-verdiano.

O vale volta a abrir. Força-nos a subirmos para terras mais altas e para dentro da serrania, por uma estradinha que, perdida em tal enrugada monumentalidade, se poderia chamar “da Insignificância”.

Do lado oposto da vertente, abrigado dos Alísios, o solo volta a secar. A penumbra apodera-se dos fundos dos talvegues. Num deles, a silhueta de uma mini-floresta de coqueiros recorta a face ocre-esverdeada das falésias.

Sem que o esperássemos, o caminho revela-nos um ou dois lugarejos destemidos. Num deles, há uma mercearia com donos conscientes que, em jeito de aviso, a baptizaram de “Na Medida do Possível”.

Passamos Coculi e várias Bocas, em que ribeiras afluentes, caso da Chã de Pedra, vindas de mais acima na montanha, se unem à Grande. Primeiro, a Boca de Curral.

Logo, a Boca de Ambas as Ribeiras.

Por essa altura, sentimos o coração geológico de Santo Antão a palpitar. É tão forte o seu ribombar que nos deixa intimidados.

Nas imediações de Garça de Cima, um meandro amplo da estrada, manda-nos de volta para o cimo da ilha. Flectimos para o seu litoral nordeste, ao longo do canhão profundo de uma terceira Ribeira principal, a da Garça.

Encontramo-la já no último terço do seu percurso abrupto de 8km, desde os 1810m do Lombo Gudo.

Como acontece com as restantes ribeiras de Santo Antão e, por toda a parte na ilha também macaronésia da Madeira, desde cedo, os colonos desenvolveram um sistema complexo de levadas que, como o nome indica, permitem levar a água onde quer que as plantações e gado dela careçam.

Foi, em boa parte, este sistema que viabilizou a formação de povoações remotas de dimensão já considerável, envoltas de minifúndios, casos de Chã de Igreja e da vizinha Fajãnzinha.

Malgrado a iminência da foz recortada e, uma vez mais do Atlântico, o anoitecer e o breu obrigaram-nos a decretar Fajãnzinha o destino final do dia.

Santo Antão, Cabo Verde

Pela Estrada da Corda Toda

Santo Antão é a mais ocidental das ilhas de Cabo Verde. Lá se situa um limiar Atlântico e rugoso de África, um domínio insular majestoso que começamos por desvendar de uma ponta à outra da sua deslumbrante Estrada da Corda.
Santo Antão, Cabo Verde

Porto Novo a Ribeira Grande pelo Caminho do Mar

Desembarcados e instalados em Porto Novo de Santo Antão, depressa constatamos duas rotas para chegar à segunda maior povoação da ilha. Já rendidos ao sobe-e-desce monumental da Estrada da Corda, deslumbramo-nos com o dramatismo vulcânico e atlântico da alternativa costeira.
Ponta do Sol a Fontainhas, Santo Antão, Cabo Verde

Uma Viagem Vertiginosa a Partir da Ponta do Sol

Atingimos o limiar norte de Santo Antão e de Cabo Verde. Em nova tarde de luz radiosa, acompanhamos a azáfama atlântica dos pescadores e o dia-a-dia menos litoral da vila. Com o ocaso iminente, inauguramos uma demanda sombria e intimidante do povoado das Fontainhas.
São Nicolau, Cabo Verde

Fotografia dess Nha Terra São Nicolau

A voz da saudosa Cesária Verde cristalizou o sentimento dos cabo-verdianos que se viram forçados a deixar a sua ilha. Quem visita São Nicolau ou, vá lá que seja, admira imagens que a bem ilustrem, percebe porque os seus lhe chamam, para sempre e com orgulho, nha terra.
Chã das Caldeiras, Ilha do Fogo Cabo Verde

Um Clã "Francês" à Mercê do Fogo

Em 1870, um conde nascido em Grenoble a caminho de um exílio brasileiro, fez escala em Cabo Verde onde as beldades nativas o prenderam à ilha do Fogo. Dois dos seus filhos instalaram-se em plena cratera do vulcão e lá continuaram a criar descendência. Nem a destruição causada pelas recentes erupções demove os prolíficos Montrond do “condado” que fundaram na Chã das Caldeiras.    
Cidade Velha, Cabo Verde

Cidade Velha: a anciã das Cidades Tropico-Coloniais

Foi a primeira povoação fundada por europeus abaixo do Trópico de Câncer. Em tempos determinante para expansão portuguesa para África e para a América do Sul e para o tráfico negreiro que a acompanhou, a Cidade Velha tornou-se uma herança pungente mas incontornável da génese cabo-verdiana.

Ilha da Boa Vista, Cabo Verde

Ilha da Boa Vista: Vagas do Atlântico, Dunas do Sara

Boa Vista não é apenas a ilha cabo-verdiana mais próxima do litoral africano e do seu grande deserto. Após umas horas de descoberta, convence-nos de que é um retalho do Sara à deriva no Atlântico do Norte.
Santa Maria, Sal, Cabo Verde

Santa Maria e a Bênção Atlântica do Sal

Santa Maria foi fundada ainda na primeira metade do século XIX, como entreposto de exportação de sal. Hoje, muito graças à providência de Santa Maria, o Sal ilha vale muito que a matéria-prima.
Ilha do Fogo, Cabo Verde

À Volta do Fogo

Ditaram o tempo e as leis da geomorfologia que a ilha-vulcão do Fogo se arredondasse como nenhuma outra em Cabo Verde. À descoberta deste arquipélago exuberante da Macaronésia, circundamo-la contra os ponteiros do relógio. Deslumbramo-nos no mesmo sentido.
São Nicolau, Cabo Verde

São Nicolau: Romaria à Terra di Sodade

Partidas forçadas como as que inspiraram a famosa morna “Sodade” deixaram bem vincada a dor de ter que deixar as ilhas de Cabo Verde. À descoberta de Saninclau, entre o encanto e o deslumbre, perseguimos a génese da canção e da melancolia.
Chã das Caldeiras a Mosteiros, Ilha do Fogo, Cabo Verde

Chã das Caldeiras a Mosteiros: descida pelos Confins do Fogo

Com o cimo de Cabo Verde conquistado, dormimos e recuperamos em Chã das Caldeiras, em comunhão com algumas das vidas à mercê do vulcão. Na manhã seguinte, iniciamos o regresso à capital São Filipe, 11 km de caminho para Mosteiros abaixo.
Brava, Cabo Verde

A Ilha Brava de Cabo Verde

Aquando da colonização, os portugueses deparam-se com uma ilha húmida e viçosa, coisa rara, em Cabo Verde. Brava, a menor das ilhas habitadas e uma das menos visitadas do arquipélago preserva uma genuinidade própria da sua natureza atlântica e vulcânica algo esquiva.
Leão, elefantes, PN Hwange, Zimbabwe
Safari
PN Hwange, Zimbabwé

O Legado do Saudoso Leão Cecil

No dia 1 de Julho de 2015, Walter Palmer, um dentista e caçador de trofeus do Minnesota matou Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué. O abate gerou uma onda viral de indignação. Como constatamos no PN Hwange, quase dois anos volvidos, os descendentes de Cecil prosperam.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Lençóis da Bahia, Diamantes Eternos, Brasil
Arquitectura & Design
Lençois da Bahia, Brasil

Lençois da Bahia: nem os Diamantes São Eternos

No século XIX, Lençóis tornou-se na maior fornecedora mundial de diamantes. Mas o comércio das gemas não durou o que se esperava. Hoje, a arquitectura colonial que herdou é o seu bem mais precioso.
Alturas Tibetanas, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades
Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Marcha Patriota
Cidades
Taiwan

Formosa mas Não Segura

Os navegadores portugueses não podiam imaginar o imbróglio reservado a Formosa. Passados quase 500 anos, mesmo insegura do seu futuro, Taiwan prospera. Algures entre a independência e a integração na grande China.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Intersecção
Cultura
Hungduan, Filipinas

Filipinas em Estilo Country

Os GI's partiram com o fim da 2ª Guerra Mundial mas a música do interior dos EUA que ouviam ainda anima a Cordillera de Luzon. É de tricycle e ao seu ritmo que visitamos os terraços de arroz de Hungduan.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Ponte de Ross, Tasmânia, Austrália
Em Viagem
À Descoberta de Tassie, Parte 3, Tasmânia, Austrália

Tasmânia de Alto a Baixo

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito aussie mais rude ser. Tassie mantém-se envolta em mistério e misticismo numa espécie de traseiras dos antípodas. Neste artigo, narramos o percurso peculiar de Hobart, a capital instalada no sul improvável da ilha até à costa norte, a virada ao continente australiano.
Creel, Chihuahua, Carlos Venzor, coleccionador, museu
Étnico
Chihuahua a Creel, Chihuahua, México

A Caminho de Creel

Com Chihuahua para trás, apontamos a sudoeste e a terras ainda mais elevadas do norte mexicano. Junto a Ciudad Cuauhtémoc, visitamos um ancião menonita. Em redor de Creel, convivemos, pela primeira vez, com a comunidade indígena Rarámuri da Serra de Tarahumara.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Willemstad, Curaçao, Punda, Handelskade
História
Willemstad, Curaçao

O Coração Multicultural de Curaçao

Uma colónia holandesa das Caraíbas tornou-se um grande polo esclavagista. Acolheu judeus sefarditas que se haviam refugiado da Inquisição em Amesterdão e Recife e assimilou influências das povoações portuguesas e espanholas com que comerciava. No âmago desta fusão cultural secular esteve sempre a sua velha capital: Willemstad.
Dominica, Soufriére e Scotts Head, fundo da ilha
Ilhas
Soufriére e Scotts Head, Dominica

A Vida que Pende da Ilha Caribenha da Natureza

Tem a fama da ilha mais selvagem das Caraíbas e, chegados ao seu fundo, continuamos a confirmá-lo. De Soufriére ao limiar habitado sul de Scotts Head, a Dominica mantém-se extrema e difícil de domar.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Vista do topo do Monte Vaea e do tumulo, vila vailima, Robert Louis Stevenson, Upolu, Samoa
Literatura
Upolu, Samoa

A Ilha do Tesouro de Stevenson

Aos 30 anos, o escritor escocês começou a procurar um lugar que o salvasse do seu corpo amaldiçoado. Em Upolu e nos samoanos, encontrou um refúgio acolhedor a que entregou a sua vida de alma e coração.
Parque Terra Nostra, Furnas, São Miguel, Açores, Portugal
Natureza
Vale das Furnas, São Miguel

O Calor Açoriano do Vale das Furnas

Surpreendemo-nos, na maior ilha dos Açores, com uma caldeira retalhada por minifúndios agrícolas, massiva e profunda ao ponto de abrigar dois vulcões, uma enorme lagoa e quase dois mil micaelenses. Poucos lugares do arquipélago são, ao mesmo tempo, tão grandiosos e acolhedores como o verdejante e fumegante Vale das Furnas.
Sheki, Outono no Cáucaso, Azerbaijão, Lares de Outono
Outono
Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.
Parques Naturais
Nelson a Wharariki, PN Abel Tasman, Nova Zelândia

O Litoral Maori em que os Europeus Deram à Costa

Abel Janszoon Tasman explorava mais da recém-mapeada e mítica "Terra Australis" quando um equívoco azedou o contacto com nativos de uma ilha desconhecida. O episódio inaugurou a história colonial da Nova Zelândia. Hoje, tanto a costa divinal em que o episódio se sucedeu como os mares em redor evocam o navegador holandês.
Torres del Paine, Patagónia Dramática, Chile
Património Mundial UNESCO
PN Torres del Paine, Chile

A Mais Dramática das Patagónias

Em nenhuma outra parte os confins austrais da América do Sul se revelam tão arrebatadores como na cordilheira de Paine. Ali, um castro natural de colossos de granito envolto de lagos e glaciares projecta-se da pampa e submete-se aos caprichos da meteorologia e da luz.
Era Susi rebocado por cão, Oulanka, Finlandia
Personagens
PN Oulanka, Finlândia

Um Lobo Pouco Solitário

Jukka “Era-Susi” Nordman criou uma das maiores matilhas de cães de trenó do mundo. Tornou-se numa das personagens mais emblemáticas da Finlândia mas continua fiel ao seu cognome: Wilderness Wolf.
Fila Vietnamita
Praias

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Peregrinos no cimo, Monte Sinai, Egipto
Religião
Monte Sinai, Egipto

Força nas Pernas e Fé em Deus

Moisés recebeu os Dez Mandamentos no cume do Monte Sinai e revelou-os ao povo de Israel. Hoje, centenas de peregrinos vencem, todas as noites, os 4000 degraus daquela dolorosa mas mística ascensão.
Executivos dormem assento metro, sono, dormir, metro, comboio, Toquio, Japao
Sobre Carris
Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para o seu inemuri, dormitar em público.
Bar de Rua, Fremont Street, Las Vegas, Estados Unidos
Sociedade
Las Vegas, E.U.A.

O Berço da Cidade do Pecado

Nem sempre a famosa Strip concentrou a atenção de Las Vegas. Muitos dos seus hotéis e casinos replicaram o glamour de néon da rua que antes mais se destacava, a Fremont Street.
saksun, Ilhas Faroé, Streymoy, aviso
Vida Quotidiana
Saksun, StreymoyIlhas Faroé

A Aldeia Faroesa que Não Quer ser a Disneylandia

Saksun é uma de várias pequenas povoações deslumbrantes das Ilhas Faroé, que cada vez mais forasteiros visitam. Diferencia-a a aversão aos turistas do seu principal proprietário rural, autor de repetidas antipatias e atentados contra os invasores da sua terra.
Pesca, Caño Negro, Costa Rica
Vida Selvagem
Caño Negro, Costa Rica

Uma Vida à Pesca entre a Vida Selvagem

Uma das zonas húmidas mais importantes da Costa Rica e do Mundo, Caño Negro deslumbra pelo seu ecossistema exuberante. Não só. Remota, isolada por rios, pântanos e estradas sofríveis, os seus habitantes encontraram na pesca um meio embarcado de fortalecerem os laços da sua comunidade.
Passageiros, voos panorâmico-Alpes do sul, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Aoraki Monte Cook, Nova Zelândia

A Conquista Aeronáutica dos Alpes do Sul

Em 1955, o piloto Harry Wigley criou um sistema de descolagem e aterragem sobre asfalto ou neve. Desde então, a sua empresa revela, a partir do ar, alguns dos cenários mais grandiosos da Oceania.
PT EN ES FR DE IT