Elalab, Guiné Bissau

Uma Tabanca na Guiné dos Meandros sem Fim


Elalab Vista do Ar II
Sorriso Iluminado
Os Retalhos de Elalab
Por Casa
Bolanha Encharcada
Verde-Elalab
A Caminho
Casa Nova
Âmago de Elalab
Arroz aos Molhos
Escolha Criteriosa
Aconchego do Fim do Dia
Bando Organizado
Tarefa Pesada
Modo Multifunções
Trio Colorido
Penteado Complicado
Uma Vida Equilibrada
Gado Malhado
De Volta ao Rio
São incontáveis os afluentes e canais que, a norte do grande rio Cacheu, serpenteiam entre manguezais e encharcam terras firmes. Contra todas as dificuldades, gentes felupes lá se instalaram e mantêm povoações prolíficas que envolveram de arrozais. Elalab, uma delas, tornou-se uma das tabancas mais naturais e exuberantes da Guiné Bissau.

Damos por encerrada a exploração de Cacheu, a povoação e fortaleza colonial e esclavagista portuguesa. Continuarmos o périplo pela Guiné Bissau implicava passarmos para a margem oposta do rio Cacheu.

Cumprimo-lo a bordo de uma “canoa” tradicional prestes a zarpar do molhe da povoação. O tempo de espera, foi o do carregamento de tudo um pouco, até ao fundo da embarcação ficar preenchido e nos sobrar uma das traves estruturais em que, à imagem das sacas de arroz e restante carga, os passageiros se instalam.

Cruzamos o Cacheu apenas umas poucas centenas de metros, na diagonal. O homem do leme enfia a embarcação no rio São Domingos, um afluente.

Percorremo-lo, contracorrente, até darmos com o limiar sul da São Domingos cidade. Cumprido um desembarque lodoso, caminhamos até ao terminal de toca-tocas. Metemo-nos no primeiro que partia rumo a Varela. Saímos 16 km antes, em Susana.

Durante quase duas horas de estrada poeirenta, falhamos em contactar Mário Sungo, o anfitrião da tabanca que almejávamos. Por fim, já em Susana, com dois jovens moto-táxis prontos para nos levarem ao braço de rio que dá acesso ao rio Defename, Mário atende.

Confirma o transbordo que faltava. Num exercício de equilíbrio, sobre as motorizadas “Made in China” que, preservavam semi-embrulhadas nos plásticos pré-venda, os dois rapazes deixam-nos à beira do canal.

Mário estava por chegar. Admiramos as bolanhas em redor, com a época das chuvas mais que vencida, a secarem a olhos vistos.

Faz um calor condizente. Sentimo-nos batidos pela dureza das pirogas, dos toca-tocas e das pseudo-estradas esburacadas.

Navegação por Canal e Rumo ao Rio Defename

Deitamo-nos à sombra de um abrigo de pau e palha por ali improvisado, com as cabeças sobre as mochilas.

Uma senhora que aparece do nada, ou da vastidão das bolanhas junta-se-nos. Também ia para Elalab. Não se importava de esperar connosco, até que Mário aparecesse.

Mário irrompe do canal. Acompanham-no dois outros adultos, seis miúdos e um bezerro pardo, intrigado com a razão de ser do passeio fluvial. Saudamos Mário e a comitiva.

Logo, embarcamos. A senhora sobe para uma canoa estreita. Ganha-nos avanço canal abaixo.

Motorizados, apanhamo-la num ápice.

Instantes depois, damos entrada no rio Defename, outro dos afluentes do rio Cacheu, que ao Cacheu se junta na iminência da foz.

A certo ponto, avistamos um crocodilo pequeno, que recarregava baterias ao sol. “Então, afinal, ainda existem crocodilos por aqui, perguntamos, surpreendidos.” Mário esclarece-nos. “Eles vão aparecendo, mas as pessoas não lhes dão grandes hipóteses.”

No rio São Domingos, havia uns bem grandes, com cinco ou seis metros.

Só que, em 2016, mataram dois homens. A população fez tudo para os exterminar, contra a vontade do IBAP (Instituto da Biodiversidade e das Espécies Protegidas). Mesmo assim, continuam a aparecer.”

O Ansiado Desembarque em Elalab

Vencemos outro meandro.

A canoa faz-se a nova margem lodosa, entre tarrafes. Por fim, estamos em Elalab.

Mário passa o bezerro e a carga para terra.

Conduz-nos às cabanas de ecoturismo e acolhimento, projectadas pelo colectivo portuense de arquitectura M.E.L., erguidas na tabanca com recurso a materiais locais e respeito pela tradição nativa de construir.

Instalamo-nos. Reacertamos agulhas e recuperamos o fôlego.

Entusiasmados pela beleza dos cenários desde Susana, saímos à descoberta de Elalab.

Logo ao lado, entre um clã de embondeiros ainda folhados e uma bolanha alagada, miúdos disputam uma pelada aguerrida.

Outros, deambulam numa espécie de batalhão de diversão.

Vagueiam, por ali, porcos, galinhas e vacas, receosos de cruzarem o espaço sagrado entre balizas.

Também o contornamos.

Elalab acima, quase sempre entre Arrozais

Até que nos metemos num trilho que progride entre cabanas paliçadas, apontados o que nos parecia o extremo oposto da povoação.

O núcleo habitacional em que tínhamos desembarcado abre para uma planura. Caminhamo-la, entre minifúndios de arrozais de sequeiro, com as plantas altas.

Cruzamo-nos com moradores que se moviam e agiam em função do arroz.

Uns, cortavam molhos de de arroz inteiro para cestos de verga.

Outros, embrulhavam tapetes recém-limpos de cascas e palhinhas.

Outros ainda, de regresso aos lares, equilibravam, sobre a cabeça, cestos, tapetes e utensílios afins.

O Conflito entre o Tradicional e o Moderno

Adiante, damos com novo núcleo habitacional.

Uns poucos homens combinam esforços na construção duma nova cabana de adobe, destinada ao irmão de Rui, um dos chefes da tabanca.

Conversa puxa conversa, Rui diz-nos que a vão cobrir com chapa, já não com a palha ainda predominante em Elalab. “Sim, nós sabemos que vocês visitantes da fotografia e assim, ficam desapontados, mas, para nós, a palha é uma carga de trabalhos e de despesa.

Temos que a mudar de três em três anos.

Depois, nem sequer existe nesta zona. Temos que a comprar, em Susana, e pagar o transporte. Já a chapa, colocamo-la e dura a vida toda.”

Agradecemos-lhes a gentileza. Prosseguimos para o norte da vasta Elalab. Passamos por uma igreja simples, que identifica e propaga a fé cristã da tabanca.

A Controvérsia dos Diolas vs Felupes e as Suas Fés

Perguntamos a Mário Sunga se, entre os mais de 430 moradores de Elalab co-habitavam muçulmanos, como nos lembrávamos de acontecer em Uite, principal povoação da ilha bijagó de Orangozinho.

Íamos informados de que Elalab era uma tabanca de étnica Felupe.

Mário Sunga discordava. “Isso dos Felupes foi uma invenção dos portugueses.

Nós somos Diolas, como boa parte da gente do norte da Guiné Bissau e Casamansa.”

Sem desrespeito pela sua opinião, provou-se quase consensual a necessidade de distinguir os Felupes dos Diola em geral.

A Combatividade Histórica da sub-Etnia Felupe

Durante a Guerra Colonial, muitos Felupes alinharam com o lado português.

Por estes lados, a resistência guineense refugiava-se na Casamansa senegalesa. A partir de lá, levava a cabo ataques de guerrilha a posições e movimentações dos portugueses.

Após a independência da Guiné Bissau, os Felupes apoiantes dos Portugueses viram-se em apuros. A ameaça do ajuste de contas às mãos dos homens do PAIGC obrigou-os a refugiarem-se em Casamansa. Quando, após um golpe de estado, Nino Vieira se instalou no poder, viabilizou uma reconciliação das diversas etnias da Guiné, fosse qual fosse o lado por que tinham lutado.

Nessa altura, milhares de Felupes voltaram a cruzar para sul da fronteira. A maior parte reinstalou-se em São Domingos e em redor da cidade que “une” a Guiné Bissau a Casamansa e ao Senegal, em vez de nas tabancas em que antes habitavam.

Os felupes aceitaram, todavia, muito do que os portugueses legaram.

Na sua génese, eram animistas. Com o tempo, abraçaram o Islão e, à imagem de Elalab, o Cristianismo. O espírito aguerrido, esse, nunca o perderam. Chegamos à linha lateral de outro campo de futebol arenoso.

Nem de propósito, um grupo de crianças desafia-se e luta sobre a areia. A partir do momento em que detectam a atenção de forasteiros, com vigor redobrado. Fotografamo-los e filmamo-los por algum tempo, ao pôr-do-sol e já sob a luz magenta e lilás do arrebol.

A temperatura desce. Gera arrepios na miudagem. Uns poucos adultos que se mantêm de olho nas crianças, acendem uma fogueira atrás de uma das balizas.

Aos poucos, até os mini-lutadores se deixam seduzir pelo afago do fogo e do convívio.

Juntamo-nos.

O tempo possível até evitarmos um regresso aos aposentos, aos tropeções.

Pelas nove da noite, Mário Sunga prenda-nos com galinha cafriela com massinha fina.

Já menos ocupado, janta connosco. Tagarelamos até quase às dez e meia. Desde as sete da manhã que não parávamos. Sabíamos que Mário também queria parte do fim do dia junto dos seus.

De acordo, despedimo-nos por essa noite.

Salvaguardados os múltiplos carregamentos de baterias do equipamento, esticada a rede mosquiteira e uns poucos outros procedimentos, caímos redondos.

Novo Dia, a mesma Elalab Atarefada

Raia a aurora. Sobre as sete, voltamos a sair para a tabanca.

Tão cedo que ainda apanhamos moradores, ensonados, a deixarem os lares ou a inaugurarem as tarefas do dia.

A maior parte seguia para as suas terras.

As terras ribeirinhas de Elalab estão, desde há algum tempo, ameaçadas pela indefinição das épocas climáticas desta região e, sobretudo, pela subida do nível do mar que invade rios e canais, passa sobre diques e aniquila os arrozais.

Vulneráveis aos caprichos do clima e não só, as gentes de Elalab apostaram em diversificar.

Mário concorda em nos mostrar uma das produções alternativas.

Voltamos a enfrentar o lodaçal em que tínhamos desembarcado na tabanca. Embarcamos numa canoa tradicional estreita e tão rasa que não admitia movimentos descoordenados.

Quase imóveis, cruzamos o Defename sem incidentes.

Ostras: outra Fonte de Rendimento Concedida pelos Tarrafes

Mário revela-nos viveiros de ostras, feitos de troncos e cordas, expostos acima da água, mas ao alcance da maré cheia.

A sua venda a restaurantes, hotéis e afins representa um rendimento extra com que Elalab se habitou a contar, enquanto a oportunidade perdurar.

Quase tudo, por estes lados, é de marés. A propícia à navegação de volta a Susana aproximava-se.

Como a visita a Varela, a derradeira paragem antes de cruzarmos a fronteira de São Domingos para o Senegal.

Como Ir:

Voo Lisboa – Guiné Bissau

Euroatlantic Airways: flyeuroatlantic.pt, partir de 700€. 

Reserve a sua visita a Elalab contactando a

Elalab Ecoturismo:  Mário Sungo, Whats App: +245 966673443

ou através da

Kalmasoul: https://kalmasoul.com/    Whats App:  (+245) 965 100 583

Ilha Kéré, Bijagós, Guiné Bissau

A Pequena Bijagó que Acolheu um Grande Sonho

Criado na Costa do Marfim, o francês Laurent encontrou, no arquipélago das Bijagós, o lugar que o arrebatou. A ilha que partilha com a esposa portuguesa Sónia, aceitou-os e ao afecto que sentiam pela Guiné Bissau. Há muito que Kéré e as Bijagós encantam quem os visita.
Ilha Kéré a Orango, Bijagós, Guiné Bissau

Em Busca dos Hipopótamos Lacustres-Marinhos e Sagrados das Bijagós

São os mamíferos mais letais de África e, no arquipélago das Bijagós, preservados e venerados. Em virtude da nossa admiração particular, juntamo-nos a uma expedição na sua demanda. Com partida na ilha de Kéré e fortuna no interior da de Orango.
Cruzeiro Africa Princess, 1º Bijagós, Guiné Bissau

Rumo a Canhambaque, pela História da Guiné Bissau

O Africa Princess zarpa do porto de Bissau, estuário do rio Geba abaixo. Cumprimos uma primeira escala na ilha de Bolama. Da antiga capital, prosseguimos para o âmago do arquipélago das Bijagós.
Bubaque, Bijagós, Guiné Bissau

O Portal das Bijagós

No plano político, Bolama subsiste capital. No âmago do arquipélago e no dia-a-dia, Bubaque ocupa esse lugar. Esta cidade da ilha homónima acolhe a maior parte dos forasteiros. Em Bubaque se encantam. A partir de Bubaque, muitos se aventuram rumo a outras Bijagós.
Tabatô, Guiné Bissau

A Tabanca dos Músicos Poetas Mandingas

Em 1870, uma comunidade de músicos mandingas em itinerância, instalou-se junto à actual cidade de Bafatá. A partir da Tabatô que fundaram, a sua cultura e, em particular, os seus balafonistas prodigiosos, deslumbram o Mundo.
Tabatô, Guiné Bissau

Tabatô: ao Ritmo do Balafom

Durante a nossa visita à tabanca, num ápice, os djidius (músicos poetas)  mandingas organizam-se. Dois dos balafonistas prodigiosos da aldeia assumem a frente, ladeados de crianças que os imitam. Cantoras de megafone em riste, cantam, dançam e tocam ferrinhos. Há um tocador de corá e vários de djambés e tambores. A sua exibição gera-nos sucessivos arrepios.
Cruzeiro Africa Princess, 2º Orangozinho, Bijagós, Guiné Bissau

Orangozinho e os Confins do PN Orango

Após uma primeira incursão à ilha Roxa, zarpamos de Canhambaque para um fim de dia à descoberta do litoral no fundo vasto e inabitado de Orangozinho. Na manhã seguinte, navegamos rio Canecapane acima, em busca da grande tabanca da ilha, Uite.
Varela, Guiné Bissau

Praia, derradeiro Litoral, até à Fronteira com o Senegal

Algo remota, de acesso desafiante, a aldeia pacata e piscatória de Varela compensa quem a alcança com a afabilidade da sua gente e com um dos litorais deslumbrantes, mas em risco, da Guiné Bissau.
Jabula Beach, Kwazulu Natal, Africa do Sul
Safari
Santa Lucia, África do Sul

Uma África Tão Selvagem Quanto Zulu

Na eminência do litoral de Moçambique, a província de KwaZulu-Natal abriga uma inesperada África do Sul. Praias desertas repletas de dunas, vastos pântanos estuarinos e colinas cobertas de nevoeiro preenchem esta terra selvagem também banhada pelo oceano Índico. Partilham-na os súbditos da sempre orgulhosa nação zulu e uma das faunas mais prolíficas e diversificadas do continente africano.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
hacienda mucuyche, Iucatão, México, canal
Arquitectura & Design
Iucatão, México

Entre Haciendas e Cenotes, pela História do Iucatão

Em redor da capital Mérida, para cada velha hacienda henequenera colonial há pelo menos um cenote. Com frequência, coexistem e, como aconteceu com a semi-recuperada Hacienda Mucuyché, em duo, resultam nalguns dos lugares mais sublimes do sudeste mexicano.

Totems, aldeia de Botko, Malekula,Vanuatu
Aventura
Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula.
Hinduismo Balinês, Lombok, Indonésia, templo Batu Bolong, vulcão Agung em fundo
Cerimónias e Festividades
Lombok, Indonésia

Lombok: Hinduísmo Balinês Numa Ilha do Islão

A fundação da Indonésia assentou na crença num Deus único. Este princípio ambíguo sempre gerou polémica entre nacionalistas e islamistas mas, em Lombok, os balineses levam a liberdade de culto a peito
O Capitólio de Baton Rouge reflectido num espelho d'água da State Library
Cidades
Baton Rouge, Luisiana, Estados Unidos

Da Fronteira Indígena à Capital do Luisiana

Aquando da sua incursão Mississipi acima, os franceses detectaram um bastão vermelho que separava os territórios de duas nações nativas. Dessa expedição de 1723 para cá, sucederam-se as nações europeias dominadoras destas paragens. Com o fluir da História, Baton Rouge tornou-se o cerne político do 18º estado dos E.U.A.
Máquinas Bebidas, Japão
Comida
Japão

O Império das Máquinas de Bebidas

São mais de 5 milhões as caixas luminosas ultra-tecnológicas espalhadas pelo país e muitas mais latas e garrafas exuberantes de bebidas apelativas. Há muito que os japoneses deixaram de lhes resistir.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cultura
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Em Viagem
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a ChameNepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Moradora de Nzulezu, Gana
Étnico
Nzulezu, Gana

Uma Aldeia à Tona do Gana

Partimos da estância balnear de Busua, para o extremo ocidente da costa atlântica do Gana. Em Beyin, desviamos para norte, rumo ao lago Amansuri. Lá encontramos Nzulezu, uma das mais antigas e genuínas povoações lacustres da África Ocidental.
portfólio, Got2Globe, fotografia de Viagem, imagens, melhores fotografias, fotos de viagem, mundo, Terra
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Porfólio Got2Globe

O Melhor do Mundo – Portfólio Got2Globe

Missoes, San Ignacio Mini, argentina
História
San Ignácio Mini, Argentina

As Missões Jesuíticas Impossíveis de San Ignácio Mini

No séc. XVIII, os jesuítas expandiam um domínio religioso no coração da América do Sul em que convertiam os indígenas guarani em missões jesuíticas. Mas as Coroas Ibéricas arruinaram a utopia tropical da Companhia de Jesus.
Rottnest Island, Wadjemup, Australia, Quokkas
Ilhas
Wadjemup, Rottnest Island, Austrália

Entre Quokkas e outros Espíritos Aborígenes

No século XVII, um capitão holandês apelidou esta ilha envolta de um oceano Índico turquesa, de “Rottnest, um ninho de ratos”. Os quokkas que o iludiram sempre foram, todavia, marsupiais, considerados sagrados pelos aborígenes Whadjuk Noongar da Austrália Ocidental. Como a ilha edénica em que os colonos britânicos os martirizaram.
lago ala juumajarvi, parque nacional oulanka, finlandia
Inverno Branco
Kuusamo ao PN Oulanka, Finlândia

Sob o Encanto Gélido do Árctico

Estamos a 66º Norte e às portas da Lapónia. Por estes lados, a paisagem branca é de todos e de ninguém como as árvores cobertas de neve, o frio atroz e a noite sem fim.
José Saramago em Lanzarote, Canárias, Espanha, Glorieta de Saramago
Literatura
Lanzarote, Canárias, Espanha

A Jangada de Basalto de José Saramago

Em 1993, frustrado pela desconsideração do governo português da sua obra “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, Saramago mudou-se com a esposa Pilar del Río para Lanzarote. De regresso a esta ilha canária algo extraterrestre, reencontramos o seu lar. E o refúgio da censura a que o escritor se viu votado.
Parque Nacional Gorongosa, Moçambique, Vida Selvagem, leões
Natureza
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Parques Naturais
Circuito Annapurna: 5º - Ngawal a BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Thingvelir, Origens Democracia Islândia, Oxará
Património Mundial UNESCO
PN Thingvellir, Islândia

Nas Origens da Remota Democracia Viking

As fundações do governo popular que nos vêm à mente são as helénicas. Mas aquele que se crê ter sido o primeiro parlamento do mundo foi inaugurado em pleno século X, no interior enregelado da Islândia.
ora de cima escadote, feiticeiro da nova zelandia, Christchurch, Nova Zelandia
Personagens
Christchurch, Nova Zelândia

O Feiticeiro Amaldiçoado da Nova Zelândia

Apesar da sua notoriedade nos antípodas, Ian Channell, o feiticeiro da Nova Zelândia não conseguiu prever ou evitar vários sismos que assolaram Christchurch. Com 88 anos de idade, após 23 anos de contrato com a cidade, fez afirmações demasiado polémicas e acabou despedido.
Espantoso
Praias

Ambergris Caye, Belize

O Recreio do Belize

Madonna cantou-a como La Isla Bonita e reforçou o mote. Hoje, nem os furacões nem as disputas políticas desencorajam os veraneantes VIPs e endinheirados de se divertirem neste refúgio tropical.

Jerusalém deus, Israel, cidade dourada
Religião
Jerusalém, Israel

Mais Perto de Deus

Três mil anos de uma história tão mística quanto atribulada ganham vida em Jerusalém. Venerada por cristãos, judeus e muçulmanos, esta cidade irradia controvérsias mas atrai crentes de todo o Mundo.
Comboio do Fim do Mundo, Terra do Fogo, Argentina
Sobre Carris
Ushuaia, Argentina

Ultima Estação: Fim do Mundo

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul.
Mahu, Terceiro Sexo da Polinesia, Papeete, Taiti
Sociedade
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Gandoca Manzanillo Refúgio, Baía
Vida Selvagem
Gandoca-Manzanillo (Refúgio de Vida Selvagem), Costa Rica

O Refúgio Caribenho de Gandoca-Manzanillo

No fundo do seu litoral sudeste, na iminência do Panamá, a nação “tica” protege um retalho de selva, de pântano e de Mar das Caraíbas. Além de um refúgio de vida selvagem providencial, Gandoca-Manzanillo revela-se um deslumbrante éden tropical.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.