Elalab, Guiné Bissau

Uma Tabanca na Guiné dos Meandros sem Fim


Elalab Vista do Ar II
Sorriso Iluminado
Os Retalhos de Elalab
Por Casa
Bolanha Encharcada
Verde-Elalab
A Caminho
Casa Nova
Âmago de Elalab
Arroz aos Molhos
Escolha Criteriosa
Aconchego do Fim do Dia
Bando Organizado
Tarefa Pesada
Modo Multifunções
Trio Colorido
Penteado Complicado
Uma Vida Equilibrada
Gado Malhado
De Volta ao Rio
São incontáveis os afluentes e canais que, a norte do grande rio Cacheu, serpenteiam entre manguezais e encharcam terras firmes. Contra todas as dificuldades, gentes felupes lá se instalaram e mantêm povoações prolíficas que envolveram de arrozais. Elalab, uma delas, tornou-se uma das tabancas mais naturais e exuberantes da Guiné Bissau.

Damos por encerrada a exploração de Cacheu, a povoação e fortaleza colonial e esclavagista portuguesa. Continuarmos o périplo pela Guiné Bissau implicava passarmos para a margem oposta do rio Cacheu.

Cumprimo-lo a bordo de uma “canoa” tradicional prestes a zarpar do molhe da povoação. O tempo de espera, foi o do carregamento de tudo um pouco, até ao fundo da embarcação ficar preenchido e nos sobrar uma das traves estruturais em que, à imagem das sacas de arroz e restante carga, os passageiros se instalam.

Cruzamos o Cacheu apenas umas poucas centenas de metros, na diagonal. O homem do leme enfia a embarcação no rio São Domingos, um afluente.

Percorremo-lo, contracorrente, até darmos com o limiar sul da São Domingos cidade. Cumprido um desembarque lodoso, caminhamos até ao terminal de toca-tocas. Metemo-nos no primeiro que partia rumo a Varela. Saímos 16 km antes, em Susana.

Durante quase duas horas de estrada poeirenta, falhamos em contactar Mário Sungo, o anfitrião da tabanca que almejávamos. Por fim, já em Susana, com dois jovens moto-táxis prontos para nos levarem ao braço de rio que dá acesso ao rio Defename, Mário atende.

Confirma o transbordo que faltava. Num exercício de equilíbrio, sobre as motorizadas “Made in China” que, preservavam semi-embrulhadas nos plásticos pré-venda, os dois rapazes deixam-nos à beira do canal.

Mário estava por chegar. Admiramos as bolanhas em redor, com a época das chuvas mais que vencida, a secarem a olhos vistos.

Faz um calor condizente. Sentimo-nos batidos pela dureza das pirogas, dos toca-tocas e das pseudo-estradas esburacadas.

Navegação por Canal e Rumo ao Rio Defename

Deitamo-nos à sombra de um abrigo de pau e palha por ali improvisado, com as cabeças sobre as mochilas.

Uma senhora que aparece do nada, ou da vastidão das bolanhas junta-se-nos. Também ia para Elalab. Não se importava de esperar connosco, até que Mário aparecesse.

Mário irrompe do canal. Acompanham-no dois outros adultos, seis miúdos e um bezerro pardo, intrigado com a razão de ser do passeio fluvial. Saudamos Mário e a comitiva.

Logo, embarcamos. A senhora sobe para uma canoa estreita. Ganha-nos avanço canal abaixo.

Motorizados, apanhamo-la num ápice.

Instantes depois, damos entrada no rio Defename, outro dos afluentes do rio Cacheu, que ao Cacheu se junta na iminência da foz.

A certo ponto, avistamos um crocodilo pequeno, que recarregava baterias ao sol. “Então, afinal, ainda existem crocodilos por aqui, perguntamos, surpreendidos.” Mário esclarece-nos. “Eles vão aparecendo, mas as pessoas não lhes dão grandes hipóteses.”

No rio São Domingos, havia uns bem grandes, com cinco ou seis metros.

Só que, em 2016, mataram dois homens. A população fez tudo para os exterminar, contra a vontade do IBAP (Instituto da Biodiversidade e das Espécies Protegidas). Mesmo assim, continuam a aparecer.”

O Ansiado Desembarque em Elalab

Vencemos outro meandro.

A canoa faz-se a nova margem lodosa, entre tarrafes. Por fim, estamos em Elalab.

Mário passa o bezerro e a carga para terra.

Conduz-nos às cabanas de ecoturismo e acolhimento, projectadas pelo colectivo portuense de arquitectura M.E.L., erguidas na tabanca com recurso a materiais locais e respeito pela tradição nativa de construir.

Instalamo-nos. Reacertamos agulhas e recuperamos o fôlego.

Entusiasmados pela beleza dos cenários desde Susana, saímos à descoberta de Elalab.

Logo ao lado, entre um clã de embondeiros ainda folhados e uma bolanha alagada, miúdos disputam uma pelada aguerrida.

Outros, deambulam numa espécie de batalhão de diversão.

Vagueiam, por ali, porcos, galinhas e vacas, receosos de cruzarem o espaço sagrado entre balizas.

Também o contornamos.

Elalab acima, quase sempre entre Arrozais

Até que nos metemos num trilho que progride entre cabanas paliçadas, apontados o que nos parecia o extremo oposto da povoação.

O núcleo habitacional em que tínhamos desembarcado abre para uma planura. Caminhamo-la, entre minifúndios de arrozais de sequeiro, com as plantas altas.

Cruzamo-nos com moradores que se moviam e agiam em função do arroz.

Uns, cortavam molhos de de arroz inteiro para cestos de verga.

Outros, embrulhavam tapetes recém-limpos de cascas e palhinhas.

Outros ainda, de regresso aos lares, equilibravam, sobre a cabeça, cestos, tapetes e utensílios afins.

O Conflito entre o Tradicional e o Moderno

Adiante, damos com novo núcleo habitacional.

Uns poucos homens combinam esforços na construção duma nova cabana de adobe, destinada ao irmão de Rui, um dos chefes da tabanca.

Conversa puxa conversa, Rui diz-nos que a vão cobrir com chapa, já não com a palha ainda predominante em Elalab. “Sim, nós sabemos que vocês visitantes da fotografia e assim, ficam desapontados, mas, para nós, a palha é uma carga de trabalhos e de despesa.

Temos que a mudar de três em três anos.

Depois, nem sequer existe nesta zona. Temos que a comprar, em Susana, e pagar o transporte. Já a chapa, colocamo-la e dura a vida toda.”

Agradecemos-lhes a gentileza. Prosseguimos para o norte da vasta Elalab. Passamos por uma igreja simples, que identifica e propaga a fé cristã da tabanca.

A Controvérsia dos Diolas vs Felupes e as Suas Fés

Perguntamos a Mário Sunga se, entre os mais de 430 moradores de Elalab co-habitavam muçulmanos, como nos lembrávamos de acontecer em Uite, principal povoação da ilha bijagó de Orangozinho.

Íamos informados de que Elalab era uma tabanca de étnica Felupe.

Mário Sunga discordava. “Isso dos Felupes foi uma invenção dos portugueses.

Nós somos Diolas, como boa parte da gente do norte da Guiné Bissau e Casamansa.”

Sem desrespeito pela sua opinião, provou-se quase consensual a necessidade de distinguir os Felupes dos Diola em geral.

A Combatividade Histórica da sub-Etnia Felupe

Durante a Guerra Colonial, muitos Felupes alinharam com o lado português.

Por estes lados, a resistência guineense refugiava-se na Casamansa senegalesa. A partir de lá, levava a cabo ataques de guerrilha a posições e movimentações dos portugueses.

Após a independência da Guiné Bissau, os Felupes apoiantes dos Portugueses viram-se em apuros. A ameaça do ajuste de contas às mãos dos homens do PAIGC obrigou-os a refugiarem-se em Casamansa. Quando, após um golpe de estado, Nino Vieira se instalou no poder, viabilizou uma reconciliação das diversas etnias da Guiné, fosse qual fosse o lado por que tinham lutado.

Nessa altura, milhares de Felupes voltaram a cruzar para sul da fronteira. A maior parte reinstalou-se em São Domingos e em redor da cidade que “une” a Guiné Bissau a Casamansa e ao Senegal, em vez de nas tabancas em que antes habitavam.

Os felupes aceitaram, todavia, muito do que os portugueses legaram.

Na sua génese, eram animistas. Com o tempo, abraçaram o Islão e, à imagem de Elalab, o Cristianismo. O espírito aguerrido, esse, nunca o perderam. Chegamos à linha lateral de outro campo de futebol arenoso.

Nem de propósito, um grupo de crianças desafia-se e luta sobre a areia. A partir do momento em que detectam a atenção de forasteiros, com vigor redobrado. Fotografamo-los e filmamo-los por algum tempo, ao pôr-do-sol e já sob a luz magenta e lilás do arrebol.

A temperatura desce. Gera arrepios na miudagem. Uns poucos adultos que se mantêm de olho nas crianças, acendem uma fogueira atrás de uma das balizas.

Aos poucos, até os mini-lutadores se deixam seduzir pelo afago do fogo e do convívio.

Juntamo-nos.

O tempo possível até evitarmos um regresso aos aposentos, aos tropeções.

Pelas nove da noite, Mário Sunga prenda-nos com galinha cafriela com massinha fina.

Já menos ocupado, janta connosco. Tagarelamos até quase às dez e meia. Desde as sete da manhã que não parávamos. Sabíamos que Mário também queria parte do fim do dia junto dos seus.

De acordo, despedimo-nos por essa noite.

Salvaguardados os múltiplos carregamentos de baterias do equipamento, esticada a rede mosquiteira e uns poucos outros procedimentos, caímos redondos.

Novo Dia, a mesma Elalab Atarefada

Raia a aurora. Sobre as sete, voltamos a sair para a tabanca.

Tão cedo que ainda apanhamos moradores, ensonados, a deixarem os lares ou a inaugurarem as tarefas do dia.

A maior parte seguia para as suas terras.

As terras ribeirinhas de Elalab estão, desde há algum tempo, ameaçadas pela indefinição das épocas climáticas desta região e, sobretudo, pela subida do nível do mar que invade rios e canais, passa sobre diques e aniquila os arrozais.

Vulneráveis aos caprichos do clima e não só, as gentes de Elalab apostaram em diversificar.

Mário concorda em nos mostrar uma das produções alternativas.

Voltamos a enfrentar o lodaçal em que tínhamos desembarcado na tabanca. Embarcamos numa canoa tradicional estreita e tão rasa que não admitia movimentos descoordenados.

Quase imóveis, cruzamos o Defename sem incidentes.

Ostras: outra Fonte de Rendimento Concedida pelos Tarrafes

Mário revela-nos viveiros de ostras, feitos de troncos e cordas, expostos acima da água, mas ao alcance da maré cheia.

A sua venda a restaurantes, hotéis e afins representa um rendimento extra com que Elalab se habitou a contar, enquanto a oportunidade perdurar.

Quase tudo, por estes lados, é de marés. A propícia à navegação de volta a Susana aproximava-se.

Como a visita a Varela, a derradeira paragem antes de cruzarmos a fronteira de São Domingos para o Senegal.

Como Ir:

Voo Lisboa – Guiné Bissau

Euroatlantic Airways: flyeuroatlantic.pt, partir de 700€. 

Reserve a sua visita a Elalab contactando a

Elalab Ecoturismo:  Mário Sungo, Whats App: +245 966673443

ou através da

Kalmasoul: https://kalmasoul.com/    Whats App:  (+245) 965 100 583

Ilha Kéré, Bijagós, Guiné Bissau

A Pequena Bijagó que Acolheu um Grande Sonho

Criado na Costa do Marfim, o francês Laurent encontrou, no arquipélago das Bijagós, o lugar que o arrebatou. A ilha que partilha com a esposa portuguesa Sónia, aceitou-os e ao afecto que sentiam pela Guiné Bissau. Há muito que Kéré e as Bijagós encantam quem os visita.
Ilha Kéré a Orango, Bijagós, Guiné Bissau

Em Busca dos Hipopótamos Lacustres-Marinhos e Sagrados das Bijagós

São os mamíferos mais letais de África e, no arquipélago das Bijagós, preservados e venerados. Em virtude da nossa admiração particular, juntamo-nos a uma expedição na sua demanda. Com partida na ilha de Kéré e fortuna no interior da de Orango.
Cruzeiro Africa Princess, 1º Bijagós, Guiné Bissau

Rumo a Canhambaque, pela História da Guiné Bissau

O Africa Princess zarpa do porto de Bissau, estuário do rio Geba abaixo. Cumprimos uma primeira escala na ilha de Bolama. Da antiga capital, prosseguimos para o âmago do arquipélago das Bijagós.
Bubaque, Bijagós, Guiné Bissau

O Portal das Bijagós

No plano político, Bolama subsiste capital. No âmago do arquipélago e no dia-a-dia, Bubaque ocupa esse lugar. Esta cidade da ilha homónima acolhe a maior parte dos forasteiros. Em Bubaque se encantam. A partir de Bubaque, muitos se aventuram rumo a outras Bijagós.
Tabatô, Guiné Bissau

A Tabanca dos Músicos Poetas Mandingas

Em 1870, uma comunidade de músicos mandingas em itinerância, instalou-se junto à actual cidade de Bafatá. A partir da Tabatô que fundaram, a sua cultura e, em particular, os seus balafonistas prodigiosos, deslumbram o Mundo.
Tabatô, Guiné Bissau

Tabatô: ao Ritmo do Balafom

Durante a nossa visita à tabanca, num ápice, os djidius (músicos poetas)  mandingas organizam-se. Dois dos balafonistas prodigiosos da aldeia assumem a frente, ladeados de crianças que os imitam. Cantoras de megafone em riste, cantam, dançam e tocam ferrinhos. Há um tocador de corá e vários de djambés e tambores. A sua exibição gera-nos sucessivos arrepios.
Cruzeiro Africa Princess, 2º Orangozinho, Bijagós, Guiné Bissau

Orangozinho e os Confins do PN Orango

Após uma primeira incursão à ilha Roxa, zarpamos de Canhambaque para um fim de dia à descoberta do litoral no fundo vasto e inabitado de Orangozinho. Na manhã seguinte, navegamos rio Canecapane acima, em busca da grande tabanca da ilha, Uite.
Varela, Guiné Bissau

Praia, derradeiro Litoral, até à Fronteira com o Senegal

Algo remota, de acesso desafiante, a aldeia pacata e piscatória de Varela compensa quem a alcança com a afabilidade da sua gente e com um dos litorais deslumbrantes, mas em risco, da Guiné Bissau.
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James Cook baptizou assim a longínqua Nova Caledónia porque o fez lembrar a Escócia do seu pai, já os colonos franceses foram menos românticos. Prendados com uma das maiores reservas de níquel do mundo, chamaram Le Caillou à ilha-mãe do arquipélago. Nem a sua mineração obsta a que seja um dos mais deslumbrantes retalhos de Terra da Oceânia.
Verificação da correspondência
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Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
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Com o cimo de Cabo Verde conquistado, dormimos e recuperamos em Chã das Caldeiras, em comunhão com algumas das vidas à mercê do vulcão. Na manhã seguinte, iniciamos o regresso à capital São Filipe, 11 km de caminho para Mosteiros abaixo.
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