Canal Beagle, Argentina

No Rumo da Evolução


Bark Europa

Marinheiro contempla as montanhas nos arredores de Ushuaia sobre o navio Barque Europa.

Aviso à navegação

O farol Les Eclaireurs, no meio do Canal Beagle, a algumas milhas de Ushuaia.

Apelo de pinguim

Um dos milhares de espécimes da colónia de pinguins da Ilha Martillo.

Acrobacias nauticas

Marinheiro cuida das velas do navio Barque Europa.

Indígena mas pouco

Actor do Beagle Show faz de Jemmy Button, um indígena que foi levado pela expedição do "Beagle" para Inglaterra e se transformou num dandi.

Anoitece em Ushuaia

Lusco-fusco apodera-se de Ushuaia, a cidade mais meridional do Mundo.

Bando Pinguineiro

Clã isolado da pinguinera da Ilha Martillo.

Sombra da verdade

Silhueta de Darwin e do capitão Fitz Roy durante uma das suas discussões sobre a origem dos seres e a sua evolução.

Frente-a-Frente

Passageiros de uma embarcação contemplam os leões-marinhos, no Canal Beagle.

Indiferença Alada

Pinguim ignora um batalhão de admiradores numa praia do Canal Beagle.

Colónia ao sol

Leões-marinhos acumulados sobre rochas elevadas do Canal Beagle.

Em 1833, Charles Darwin navegou a bordo do "Beagle" pelos canais da Terra do Fogo. A sua passagem por estes confins meridionais moldou a teoria revolucionária que formulou da Terra e das suas espécies

O pequeno veleiro sulca as águas gélidas e azuladas do Canal Beagle. Revela-nos, a cada milha vencida, perspectivas das montanhas semi-nevadas em redor que pouco ou nada mudaram nos quase cinco séculos que passaram desde as primeiras incursões de Fernão Magalhães e outros navegadores europeus por estas paragens.

Estamos no início do Outono do Hemisfério Sul e apenas 1000 km a norte da Antárctida. Se os primeiros dias de exploração nos concederam surpreendentes tardes solarengas que até de t-shirt se suportavam, a meteorologia vingou-se do imprevisto e lançou nova frente fria das profundezas do continente gelado que avisou a região para o que a esperava e agitou as águas até então tranquilas do canal.

Por sorte, ou mais provavelmente devido ao bom senso náutico do reputado capitão Fitz Roy, na sua segunda expedição, o H.M.S. Beagle avistou a Terra do Fogo a 18 de Dezembro, em pleno Verão austral.

Na primeira expedição do Beagle, um grupo de indígenas Yaghan tinha roubado uma das embarcações auxiliares do navio. Em troca, Fitz Roy decidiu tomar como reféns os familiares dos acusados, à espera de uma devolução que nunca aconteceu. Como resultado, os nativos acabaram por viajar até Inglaterra onde receberam educação e formação aristocrata e religiosa e se transformaram em celebridades exóticas. Mas Fitz Roy, um crente inveterado, tinha para eles outros planos: trazê-los de regresso à Terra do Fogo onde deveriam assumir o papel de missionários anglicanos entre os seus.

À medida que exploramos a Isla de Los Lobos e a de Los Pajaros encontramos apenas colónias barulhentas e conflituosas de leões-marinhos, focas, mergulhões, pinguins e outras que por certo deslumbraram Darwin. Nem em terra firme nem nas ilhotas rochosas que salpicam o canal Beagle detectamos sinais de vida humana o que vem reforçar o misticismo fronteiriço daqueles confins. Com Fitz Roy e Darwin as coisas passaram-se de forma diferente. 

Assim que detectaram as formas familiares do território em que antes viviam, os três Yaghan rejubilaram com a iminência do regresso. E dezenas de nativos apareceram no topo dos penhascos, seguiram o navio ao longo da costa e gritaram para os tripulantes durante horas a fio.

Na manhã seguinte, Fitz Roy decidiu estabelecer contacto com os indígenas. O grupo que desembarcou ofereceu-lhes algum tecido vermelho vivo e os nativos mostraram-se, de imediato, amigáveis. Seguiu-se um diálogo improvisado em que Jemmy Button – o mais famoso dos nativos raptados – funcionou como interprete.

Darwin ficou abismado com a habilidade e tendência dos nativos de imitar os gestos e as palavras dos ingleses – chegavam a conseguir repetir frases inteiras. E descreveu a sua impressão inicial sem cerimónias: “estes pobres desgraçados não cresceram o que deviam, as suas faces medonhas manchadas de tinta branca, as suas peles sujas e gordurosas, o cabelo desgrenhado e as vozes discordantes, os seus gestos violentos e sem dignidade. Ao ver tais homens, dificilmente podemos acreditar que se tratam de criaturas semelhantes e habitantes do mesmo mundo”.

Foi apenas o primeiro de muitos contactos do naturalista com os nativos. E, se Darwin depressa se habituou a analisá-los sob uma perspectiva antropológica, já Fitz Roy persistiu na sua ideia de estabelecer missões anglicanas. Malgrado vários contratempos desesperantes, teve relativo sucesso.

Quase 200 anos atrasados para acompanharmos os acontecimentos originais, concentramo-nos no melhor que a navegação do veleiro nos oferece e em sentir o rasto histórico do lugar.

Depois de contornarmos o farol emblemático Les Eclaireurs, invertemos a rota e regressamos ao ponto de partida. Apesar de surpreendidos por uma tempestade fulminante, desembarcamos em segurança. Sem o esperarmos, nessa mesma noite e já com os pés bem assentes em terra,  continuamos a seguir a aventura do capitão e do cientista.

O recente fluxo de visitantes chegados do norte e interessados em Ushuaia – a cidade mais meridional do mundo – foi o móbil que Raúl Podetti – um empresário com outros negócios na Argentina – buscava para colocar em prática um projecto cultural que guardava na manga: levar à cena um espectáculo multimédia que reconstituísse as peripécias de Fitz Roy e Charles Darwin na Terra do Fogo. 

Para tal, construiu uma réplica do bergantim HMS Beagle apoiada por uma sala adjacente. E surgiu, assim, o Centro Beagle em que uma mistura mal paga de jovens actores fueginos e porteños (de Buenos Aires) combinam cenografia, títeres, marionetas gigantes, teatro negro, jogo de sombras e efeitos especiais tudo a desenrolar-se sobre um palco que imita o convés do navio original, com vista para o canal homónimo.

À parte do Beagle show, o Centro Beagle é também um bar, sala de estar e de refeições em que, após o espectáculo, o público convive com alguns dos actores e figurantes e pode jantar, optando entre um espaço que alude à Plymouth do século XIX – o porto inglês de onde zarpou o HMS Beagle – ou outro contíguo que imita as aldeias e as canoas Yaghan e Yamaná encontradas por Fitz Roy e Darwin ao longo dos canais. Neste último, as mesas são iluminadas por pequenas fogueiras semelhantes às que quase sempre aqueciam os indígenas e que acabaram por fazer com que os navegadores europeus baptizassem a região de Terra do Fogo.

Achamos mais piada ao espectáculo do que estávamos à espera.  Acabamos por ficar para jantar e, durante uma conversa afável com o encenador, conseguimos autorização para fotografar nova exibição do espectáculo com acesso total aos bastidores.

Dois dias depois voltamos. A acção já decorre quando um dos rapazes  figurantes nos conduz por corredores escuros e escadarias até à zona dos camarins. Passamos ao lado do palco também pouco iluminado em que Fitz Roy introduz a sua epopeia. E damos com as cabinas de madeira em que se vestem e despem os restantes actores. Como é de esperar naquele mundo de marinheiros, não há mulheres no elenco e deparamo-nos com camarins desarrumados, repletos de pinturas e recados escritos nas paredes e um certo odor a testosterona. De início, quase todos estranham a presença do casal forasteiro mas diálogos curtos em castelhano quebram o gelo e dão origem a piadas e brincadeiras que quase sempre nos divertem. Os espelhos predominantes confundem a ordem das coisas e ajudam a desregular o tempo. Por nossa culpa, em mais do que uma cena, Arius e Marcos – os actores que fazem de Fitz Roy e Darwin – têm que sair a correr para evitarem quebrar a sequência da representação. E entre cabeleiras, trajes de marinheiros, vassouras e tábuas de passar a ferro, os restantes fazem fila no corredor, de marionetas nas mãos e preparados para se juntarem aos protagonistas numa longa cena musical. O grupo actua e convive há meses na Terra do Fogo e partilha uma intimidade que nem sempre se prova saudável. De volta aos bastidores, dois figurantes empurram-se e trocam insultos: “Callate boludo!" ou fazendo fé no forte sotaque porteño: “Cajate boludo” é a expressão que dá azo ao exagero e a brincadeira corre mal. Enquanto o espectáculo prossegue, os dois pós-adolescentes acabam por se envolver numa pancadaria infantil que só termina com a intervenção de vários colegas. Não sabemos o que dizer nem temos nada que dizer. Ocorre-nos apenas continuar a fotografar já que é aquele o show real dos bastidores. Só que o uso do flash está proibido desde início e tudo se passa numa área de penumbra por debaixo do palco.

Mas não é só na história verdadeira que Fitz Roy comanda o Beagle. Arius regressa do longo monólogo dramático em que confessa a sua desilusão perante as ideias hereges de Darwin. Inteira-se do que se passa e sana a desavença. Pouco depois, é Marcos – o Darwin – quem aparece. Informa-nos que já só volta para o agradecimento final e aproveitamos para falar com ele e fazer uns retratos descontraídos. Segundo nos dizem, o Beagle Show já teve mais espectadores e melhor saúde financeira mas, aos rapazes do elenco não custa usufruir do seu trabalho até porque, logo em seguida, espera-os algo de que nem Fitz Roy nem Darwin puderam alguma vez desfrutar, a vida nocturna  aconchegante de Ushuaia.

Cabo da Boa Esperança, África do Sul

À Beira do Velho Fim do Mundo

Chegamos onde a grande África cedia aos domínios do “Mostrengo” Adamastor e os navegadores portugueses tremiam como varas. Ali, onde a Terra estava, afinal, longe de acabar, a esperança dos marinheiros em dobrar o tenebroso Cabo era desafiada pelas mesmas tormentas que lá continuam a grassar.

Cebu, Filipinas

O Atoleiro de Magalhães

Tinham decorrido quase 19 meses de navegação pioneira e atribulada em redor do mundo quando o explorador português cometeu o erro da sua vida. Nas Filipinas, o carrasco Datu Lapu Lapu preserva honras de herói. Em Mactan, uma sua estátua bronzeada com visual de super-herói tribal sobrepõe-se ao mangal da tragédia.

De Barco

Desafios Para Quem Só Enjoa de Navegar na Net

Embarque de corpo e alma nestas viagens e deixe-se levar pela adrenalina ou pela imponência de cenários tão dispares como o arquipélago filipino de Bacuit e o mar gelado do Golfo finlandês de Bótnia.

Salta e Jujuy, Argentina

Nas Terras Altas da Argentina Profunda

Um périplo pelas províncias de Salta e Jujuy leva-nos a desvendar um país sem sinal de pampas. Sumidos na vastidão andina, estes confins do Noroeste da Argentina também se perderam no tempo.

Ilha da Páscoa, Chile

Sob o Olhar dos Moais

Rapa Nui foi descoberta pelos europeus no dia de Páscoa de 1722. Mas, se o nome cristão da ilha faz todo o sentido, a civilização que a colonizou de estátuas observadoras permanece envolta em mistério

Chiang Kong - Luang Prabang, Laos

Por Esse Mekong Abaixo

Os custos mais baixos e a beleza dos cenários são as principais razões para fazer esta viagem. Seja como for, a descida pelo rio "mãe de todas as águas" pode ser tão pitoresca como incómoda.

Ushuaia, Argentina

A Última das Cidades

A capital da Terra do Fogo marca o limiar austral da civilização. Dali partem inúmeras incursões ao continente gelado. Nenhuma destas aventuras de toca e foge se compara à da vida na cidade final.

Puerto Natales-Puerto Montt, Chile

Cruzeiro num Cargueiro

Após longa pedinchice de mochileiros, a companhia chilena NAVIMAG decidiu admiti-los a bordo. Desde então, muitos viajantes exploraram os canais da Patagónia, lado a lado com contentores e gado.

Ushuaia, Argentina

O Derradeiro Comboio Austral

Até 1947, o Tren del Fin del Mundo fez incontáveis viagens para que os condenados do presídio de Ushuaia cortassem lenha. Hoje, os passageiros são outros mas nenhuma outra composição passa mais a Sul

Perito Moreno, Argentina

O Glaciar Que Não se Rende

O aquecimento é supostamente global mas não chega a todo o lado. Na Patagónia, alguns rios de gelo resistem.De tempos a tempos, o avanço do Perito Moreno provoca derrocadas que fazem parar a Argentina

El Chalten, Argentina

Um Apelo de Granito

Duas montanhas de pedra geraram uma disputa fronteiriça entre a Argentina e o Chile.Mas estes países não são os únicos pretendentes.Há muito que os cerros Fitz Roy e Torre atraem alpinistas obstinados

Uma Cidade Perdida e Achada
Arquitectura & Design

Machu Picchu, Peru

A Cidade Perdida em Mistério dos Incas

Ao deambularmos por Machu Picchu, encontramos sentido nas explicações mais aceites para a sua fundação e abandono. Mas, sempre que o complexo é encerrado, as ruínas ficam entregues aos seus enigmas.

Totens tribais
Aventura

Malekula, Vanuatu

Canibalismo de Carne e Osso

Até ao início do século XX, os comedores de homens ainda se banqueteavam no arquipélago de Vanuatu. Na aldeia de Botko descobrimos porque os colonizadores europeus tanto receavam a ilha de Malekula

Bom conselho Budista
Cerimónias e Festividades

Chiang Mai, Tailândia

300 Wats de Energia Espiritual e Cultural

Os tailandeses chamam a cada templo budista wat e a sua capital do norte tem-nos em óbvia abundância. Entregue a sucessivos eventos realizados entre santuários, Chiang Mai nunca se chega a desligar.

A Crucificação em Helsínquia
Cidades

Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.

Orgulho
Comida

Vale de Fergana, Usbequistão

A Nação a Que Não Falta o Pão

Poucos países empregam os cereais como o Usbequistão. Nesta república da Ásia Central, o pão tem um papel vital e social. Os Usbeques produzem-no e consomem-no com devoção e em abundância.

Sapphire
Cultura

Tóquio, Japão

Fotografia Tipo-Passe à Japonesa

No fim da década de 80, duas multinacionais nipónicas já viam as fotocabines convencionais como peças de museu. Transformaram-nas em máquinas revolucionárias e o Japão rendeu-se ao fenómeno Purikura.

Desporto
Competições

Uma Espécie Sempre à Prova

Está-nos nos genes. Seja pelo prazer de participar, por títulos, honra ou dinheiro, os confrontos dão sentido à vida. Surgem sob a forma de modalidades sem conta, umas mais excêntricas que outras.
Capitalismo Oriental
Em Viagem
Viajar Não Custa

Na próxima viagem, não deixe o seu dinheiro voar

Nem só a altura do ano e antecedência com que reservamos voos, estadias etc têm influência no custo de uma viagem. A forma como fazemos pagamentos nos destinos pode representar uma grande diferença.
Promessa?
Étnico
Goa, Índia

Para Goa, Rapidamente e em Força

Uma súbita ânsia por herança tropical indo-portuguesa faz-nos viajar em vários transportes mas quase sem paragens, de Lisboa à famosa praia de Anjuna. Só ali, a muito custo, conseguimos descansar.
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Luz Natural (Parte 2)

Um Sol, tantas Luzes

A maior parte das fotografias em viagem são tiradas com luz solar. A luz solar e a meteorologia formam uma interacção caprichosa. Saiba como a prever, detectar e usar no seu melhor.
Rampa
História

Badaling, China

Uma Invasão Chinesa da Muralha da China

Com a chegada dos dias quentes, hordas de visitantes Han apoderam-se da maior estrutura criada pelo homem, recuam à era das dinastias imperiais e celebram o protagonismo recém-conquistado pela nação.

Praia Islandesa
Ilhas

Islândia

O Aconchego Geotérmico da Ilha do Gelo

A maior parte dos visitantes valoriza os cenários vulcânicos da Islândia pela sua beleza. Os islandeses também deles retiram calor e energia cruciais para a vida que levam às portas do Árctico.

Santas alturas
Inverno Branco

Kazbegi, Geórgia

Deus nas Alturas do Cáucaso

No século XIV, religiosos ortodoxos inspiraram-se numa ermida que um monge havia erguido a 4000 m de altitude e empoleiraram uma igreja entre o cume do Monte Kazbegi (5047m) e a povoação no sopé. Cada vez mais visitantes acorrem a estas paragens místicas na iminência da Rússia. Como eles, para lá chegarmos, submetemo-nos aos caprichos da temerária Estrada Militar da Geórgia.

Silhueta e poema
Literatura

Goiás Velho, Brasil

Uma Escritora à Margem do Mundo

Nascida em Goiás, Ana Lins Bretas passou a maior parte da vida longe da família castradora e da cidade. Regressada às origens, continuou a retratar a mentalidade preconceituosa do interior brasileiro

Frígida pequenez
Natureza
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o “Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Aposentos dourados
Outono

Sheki, Azerbaijão

Outono no Cáucaso

Perdida entre as montanhas nevadas que separam a Europa da Ásia, Sheki é uma das povoações mais emblemáticas do Azerbaijão. A sua história em grande parte sedosa inclui períodos de grande aspereza. Quando a visitámos, tons pastéis de Outono davam mais cor a uma peculiar vida pós-soviética e muçulmana.

Recanto histórico
Parques Naturais

Tasmânia, Austrália

À Descoberta de Tassie

Há muito a vítima predilecta das anedotas australianas, a Tasmânia nunca perdeu o orgulho no jeito mais rude que aussie de ser e mantém-se envolta em mistério no seu recanto meridional dos antípodas.

Travessia ao ocaso
Património Mundial Unesco

Lago Taungthaman, Myanmar

O Crepúsculo da Ponte da Vida

Com 1.2 km, a ponte de madeira mais antiga e mais longa do mundo permite aos birmaneses de Amarapura viver o lago Taungthaman. Mas 160 anos após a sua construção, U Bein carece de cuidados especiais.

Cabana de Brando
Personagens

Apia, Samoa Ocidental

A Anfitriã do Pacífico do Sul

Vendeu burgers aos GI’s na 2ª Guerra Mundial e abriu um hotel que recebeu Marlon Brando e Gary Cooper. Aggie Grey faleceu em 1988 mas o seu legado de acolhimento perdura no Pacífico do Sul.

Magníficos Dias Atlânticos
Praia

Morro de São Paulo, Brasil

Um Litoral Divinal da Bahia

Há três décadas, não passava de uma vila piscatória remota e humilde. Até que algumas comunidades pós-hippies revelaram o retiro do Morro ao mundo e o promoveram a uma espécie de santuário balnear.

As forças ocupantes
Religião

Lhasa, Tibete

A Sino-Demolição do Tecto do Mundo

Qualquer debate sobre soberania é acessório e uma perda de tempo. Quem quiser deslumbrar-se com a pureza, a afabilidade e o exotismo da cultura tibetana deve visitar o território o quanto antes. A ganância civilizacional Han que move a China não tardará a soterrar o milenar Tibete. 

Assento do sono
Sobre carris

Tóquio, Japão

Os Hipno-Passageiros de Tóquio

O Japão é servido por milhões de executivos massacrados com ritmos de trabalho infernais e escassas férias. Cada minuto de tréguas a caminho do emprego ou de casa lhes serve para passarem pelas brasas

Formação
Sociedade

Jerusalém, Israel

Em Festa no Muro das Lamentações

Nem só a preces e orações atende o lugar mais sagrado do judaísmo. As suas pedras milenares testemunham, há décadas, o juramento dos novos recrutas das IDF e ecoam os gritos eufóricos que se seguem.

Dança dos cabelos
Vida Quotidiana
Huang Luo, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Hipo-comunidade
Vida Selvagem

PN Chobe, Botswana

Um Rio na Fronteira da Vida com a Morte

O Chobe marca a divisão entre o Botswana e três dos países vizinhos, a Zâmbia, o Zimbabwé e a Namíbia. Mas o seu leito caprichoso tem uma função bem mais crucial que esta delimitação política.

Vale de Kalalau
Voos Panorâmicos

Napali Coast, Havai

As Rugas Deslumbrantes do Havai

Kauai é a ilha mais verde e chuvosa do arquipélago havaiano. Também é a mais antiga. Enquanto a exploramos por terra, mar e ar, espantamo-nos ao vermos como a passagem dos milénios só a favoreceu.