Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana


A solo
Guia Saturnino na margem da Laguna de Oviedo.
Barcos-espelho
Barcos usados na Laguna de Oviedo reflectidos na água lisa e salgada.
Uma lagoa espinhosa
Encosta repleta de cactos, acima do plano salgado da Laguna de Oviedo.
Voo em duo
Flamingos adultos levantam voo da Laguna Oviedo, seu habitat natural.
Iguana saltadora
Iguana regressa à segurança do solo do Cayo Iguana.
Saturnino & Hector
Dois dos guias da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.
Íbises vs Garças
Íbis e garças partilham um ilhéu-aviário da lagoa.
Momento flamingo-balnear
Grupo de flamingos percorre a água salina da Laguna Oviedo.
Recorte da Laguna Oviedo
Litoral recortado, pejado de cactos.
Iguana Ocre
Uma das muitas iguanas que disputam o Cayo Iguana Laguna de Oviedo.
Uma Descolagem abrupta
Garça descola da vegetação de um dos ilhéus da Laguna de Oviedo.
A pente fino
Flamingos vasculham a água rasa e salina da lagoa.
A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.

Desde pouco depois das seis da manhã que percorríamos o litoral sudoeste da República Dominicana com partida da Casa Bonita e o Km. 17 da Carretera de la Costa, com paragens sempre que não resistíamos ao encanto dos lugares e das pessoas porque passávamos.

Decorridas duas horas e meia, atingimos as imediações do Centro de Visitantes da Laguna de Oviedo com fome e a precisarmos de renovar energias. Carlos, o condutor e guia seguia em sintonia connosco.

De acordo, em vez de desviar de imediato para a via que lá nos levaria, avançou umas centenas de metros adicionais na ruta 44 e estacionou mesmo à entrada de um negócio de beira de estrada que conhecia de vários anos de visitas à lagoa e de ginjeira. A mercearia da beira da estrada chamava-se colmado Alba. 

Ditou o passar dos anos que os dominicanos adaptassem às pequenas lojas de víveres e outros produtos para a casa, o termo castelhano – e também usado em Espanhacolmado. O vocábulo deriva do verbo colmar, sinónimo de “encher”, “completar” mas também, de um modo mais figurativo, “satisfazer”.

De acordo, Dona Alba, a proprietária, serviu-nos cafés de termo, bem quentes mas muito mais açucarados do que estávamos habituados a saborear. Para o caminho, ainda trouxemos duas Maltas, bebida gaseificada de malte que tínhamos a impressão (não a certeza) que tínhamos bebido a última vez numa longínqua última visita à Venezuela de Outubro de 2013.

Guia, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Guia Saturnino na margem da Laguna de Oviedo.

Por Fim, a Chegada à Longínqua Laguna de Oviedo

Carlos termina o café. Remata a empanada da sua satisfação. Despedimo-nos de Alba e do rapaz que a ajudava no estabelecimento. Dali, ao Centro de Visitantes instalado à margem do limiar nordeste da lagoa, não tardaram sequer dois minutos.

Lá nos recebem Saturnino (Nino) Santana e o colega Héctor, de nome oficial Juan Carlos Jiménez. São os dois nativos das redondezas, membros já com historial da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.

Saturnino saúda Carlos com sentimento. Logo, assume o protagonismo do duo. Conduz-nos à frente de um mapa afixado e inaugura as explicações essenciais à exploração e ao conhecimento da laguna em cujas margens ambos cresceram, uma lagoa, há que sublinhá-lo bem sublinhado, mais que incomum, extravagante.

De entre as várias singularidades da Laguna de Oviedo salta à vista, no mapa, a língua de terra longilínea e insignificante que a separa do vasto Mar das Caraíbas. “É essa mesma proximidade que faz a lagoa salgada como é o que lhe dá a cor que tem e a torna especial por várias outras razões. Daqui a nada já vão perceber e sentir aquilo de que estamos a falar.” afiança-nos Saturnino.

Daquele recanto do Centro de Visitantes caminhamos em direcção à margem. Pelo caminho, passamos por uma vara de porcos domésticos entretida a escavar raízes num pedaço de terra ensopada à sombra de coqueiros. O corpo de água esverdeada da lagoa jazia, imóvel, ali ao lado.

Barcos, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Barcos usados na Laguna de Oviedo reflectidos na água lisa e salgada.

A Hora Ainda Fresca do Embarque

Subimos a um pequeno molhe de madeira. Logo, a bordo de um de vários pequenos barcos a motor com tejadilho sustido por barras em forma de xis. Durante mais de três horas, esse tejadilho, elementar mas providencial, protegeu-nos do sol inclemente que ali castiga a vegetação e evapora a água pouco profunda (1.5m).

Só quando zarpamos observamos algum movimento na superfície da lagoa. À medida que nela nos internamos, cruzamo-nos com as primeiras aves em voo: Um trio de garças brancas, dois íbis. Ao longe, a silhueta distendida, quase anguina de um flamingo solitário.

Contornamos uma península rochosa. Do lado de lá, a margem mais próxima é promovida a vertente, uma verdadeira encosta forrada de arbustos verdejantes de que se destacam cactos com ramificações intrincadas.

Hector aponta o barco a uma das vinte e quatro ilhotas disseminadas pelos 23km2 da lagoa. À medida que nos aproximamos contraluz, a quantidade de silhuetas de íbis, garças de outras espécies de passarada aumenta. Hector dá a volta ao ilhéu.

Íbises e garças, Laguna de Oviedo, República Dominicana,

Íbis e garças partilham um ilhéu-aviário da lagoa.

Íbis, Garças, Flamingos e Cia.

Aos poucos, as silhuetas transformam-se em imagens perfeitas das aves empoleiradas no cimo dos galhos e cactos que preenchiam aquela intrigante ilha aviário.

Dali, avançamos em direcção a El Salado, uma área subdividida da lagoa, contida por um braço de areia elevado. Saturnino dá-nos indicação para fazermos silêncio e para espreitarmos para lá desse braço, à distância.

A água é ali bem mais rasa que aquela em que navegávamos. Ainda sem brisa, espelhava a vegetação acima em tons viçosos de verde.

Deixamos o barco para um lodaçal típico das áreas de manguezal. Subimos para cima do banco de areia e camuflamo-nos atrás do mato denso e espinhoso que se erguia acima das nossas cinturas.

Através de uma abertura no mato escolhida a dedo, avistamos uma área daquela sub-lagoa salpicada de manchas rosadas que se moviam quase em câmara lenta.

Bando de flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana

Flamingos vasculham a água rasa e salina da lagoa.

Não estávamos sequer na época do ano em que ali afluem em maior número mas, mesmo assim, a Laguna de Oviedo acolhia uma colónia abundante de flamingos migrantes.

Aproximamo-nos o mais possível sem os fazermos debandar. Apreciamos as suas persistentes prospecções dos crustáceos que lhes dão a cor. E, claro está, fotografamo-los. Satisfeitos com a incursão, regressamos ao barco e à companhia de Hector.

Das Aves aos Répteis da Laguna de Oviedo

Havia já algum tempo que a lagoa nos prendava com a sua paisagem e com o avistamento de aves. No percurso seguinte, Saturnino e Hector trataram de quebrar essa falsa monotonia. “Sabem que quando nós éramos miúdos, gostávamos de ir até àquela mesma parte da lagoa, enchíamos os corpos de lama e ficávamos assim por ali a passear, a conversar enquanto a lama nos tratava da pele.

Guias, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Dois dos guias da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.

Nessa altura, era mais uma traquinice. Mas, a verdade é que com o passar dos anos e a vinda cá de alguns famosos da República Dominicana, os banhos de lama da Laguna de Oviedo se tornaram populares.

Agora, recebemos grupos que chegam quase mais pelo tratamento de pele que pela fauna e flora.”

Não era de certeza o nosso caso. Saturnino sabia-o. De tal maneira que ele e Hector não tardaram a ancorar o barco num tal de Cayo Iguana. Outra das 24 ilhas da lagoa.

Damos apenas uns dez passos sobre a sua superfície meio terrosa meio rochosa quando confirmamos a lógica do baptismo que recebera. Saturnino tinha arrancado umas cerejas selvagens de uma árvore. Não precisou sequer de as exibir.

Iguana, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Uma das muitas iguanas que disputam o Cayo Iguana da Laguna de Oviedo.

Três ou quatro iguanas detectaram a intrusão da comitiva de humanos e apressam-se a estabelecer contacto. Saturnino oferece-lhes as cerejas. Várias mais aparecem, vagarosas, mas nem tanto assim. Surgem do interior do mato, competitivas e ansiosas de devorar um daqueles inesperados petiscos.

A determinada altura, vemo-nos num estranho convívio com iguanas do tipo rinoceronte (cyclura cornuta) e Ricord (cyclura ricordi). A cena faz-nos sentir na já bem velha série televisiva de ficção científica “V”, em que alienígenas humanóides e reptilíneos se infiltram aos poucos e acabam por dominar a Terra.

Iguana em salto, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Iguana regressa à segurança do solo do Cayo Iguana.

Regresso Pela Orla Marinha da Lagoa

Por essa altura, tínhamos ultrapassado e de que maneira o tempo previsto para a volta na Laguna de Oviedo. Em vez de se mostrarem importunados, Saturnino e Hector revelam-nos um derradeiro recanto da lagoa, a sua zona de Los Pichiriles. Ali, avistamos novo bando prolífico de flamingos.

Flamingos em voo, Laguna Oviedo, República Dominicana

Flamingos adultos levantam voo da Laguna Oviedo, seu habitat natural.

Admiramo-los na sua elegância pernalta mas também em várias descolagens, momentos de incrível beleza coreográfica quando em duos e trios, sincronizam os seus movimentos e chegam a voar num modo que nos parece clonado.

Em Los Pichiriles, estamos o mais perto do Mar das Caraíbas de todo o itinerário ziguezagueante que havíamos cumprido.

Ali, na iminência do oceano, percebemos melhor que nunca o fenómeno que tinha gerado a hipersalinidade da lagoa. Com o tempo, a barreira de calcário que em tempos manteve a lagoa isolada, cedeu à erosão e tornou-se permeável à entrada de água marinha.

Flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana

Grupo de flamingos percorre a água salina da Laguna Oviedo.

Enquanto o influxo de água salgada oscila sobretudo com as marés e as correntes, a entrada da água doce depende da chuva que cai directa sobre a lagoa e dos caudais que para lá fluem provindos da Serra de Bahoruco. A cor extravagante da lagoa deve-se aos sedimentos arrastados pela entrada subterrânea da água marinha.

Regressamos ao Centro de Visitantes, despedimo-nos dos cicerones e ficamos uma vez mais entregues a Carlos. O regresso iria demorar pelo menos mais duas horas. Com tempo e um sinal de internet que ia e vinha, decidimos investigar o único aspecto da Lagoa de Oviedo que nos continuava a intrigar: o seu nome.

O Porquê Histórico de “Oviedo”

Sabíamos que andávamos em terras do Parque Nacional Jaragua, parte da província de Pedernales que faz fronteira com o sul do Haiti. Num ápice, descobrimos que a pequena cidade que servia a laguna, Oviedo, era a mais austral da República Dominicana.

Litoral da Laguna de Oviedo, República Dominicana.

Litoral recortado, pejado de cactos.

Tanto a lagoa como a província mantêm o baptismo dado em honra de Gonzalo Fernández de Oviedo y Valdez, polígrafo e cronista de Cristóvão Colombo, o incontornável primeiro visitante europeu destas paragens das Américas.

A Oviedo dominicana actual teve como génese um dos mais antigos povoados de Hispaniola. Há que ter, no entanto, em conta que a cidade sofreu um importante translado.

Em 1966, o furacão Inês arrasou-a quase por completo. O presidente dominicano de então, Joaquín Antonio Balaguer decretou que fosse reerguida noutro lugar, mais afastado da Laguna de Oviedo e protegido das fúrias ciclónicas do Caribe.

Mesmo em plena época de furacões desta região, continuávamos bafejados pela sorte. Os que apareciam a Oeste das Antilhas subiam a norte em vez de avançar para Oeste sobre Porto Rico e Hispaniola ou, ainda mais a ocidente, sobre Cuba. Os dias sucediam-se com céu azul, solarengos a condizer.

Pelo menos até às quatro e meia, cinco da tarde, hora em que as nuvens se precipitavam do Mar das Caraíbas sobre a serrania de Bahoruco e ali descarregavam a humidade acumulada durante as horas de sol a pique e calor intenso.

Carlos entregou-nos de volta à Casa Bonita bem antes da chuvarada dessa tarde.

Puerto Plata, República Dominicana

Prata da Casa Dominicana

Puerto Plata resultou do abandono de La Isabela, a segunda tentativa de colónia hispânica das Américas. Quase meio milénio depois do desembarque de Colombo, inaugurou o fenómeno turístico inexorável da nação. Numa passagem-relâmpago pela província, constatamos como o mar, a montanha, as gentes e o sol do Caribe a mantêm a reluzir.
Península de Samaná, PN Los Haitises, República Dominicana

Da Península de Samaná aos Haitises Dominicanos

No recanto nordeste da República Dominicana, onde a natureza caribenha ainda triunfa, enfrentamos um Atlântico bem mais vigoroso que o esperado nestas paragens. Lá cavalgamos em regime comunitário até à famosa cascata Limón, cruzamos a baía de Samaná e nos embrenhamos na “terra das montanhas” remota e exuberante que a encerra.

Mar Morto, Israel

À Tona d'água, nas profundezas da Terra

É o lugar mais baixo à superfície do planeta e palco de várias narrativas bíblicas. Mas o Mar Morto também é especial pela concentração de sal que inviabiliza a vida mas sustém quem nele se banha. 

Nha Trang-Doc Let, Vietname

O Sal da Terra Vietnamita

Em busca de litorais atraentes na velha Indochina, desiludimo-nos com a rudeza balnear de Nha Trang. E é no labor feminino e exótico das salinas de Hon Khoi que encontramos um Vietname mais a gosto.

Passo do Lontra, Brasil

O Brasil Alagado a um Passo da Lontra

Estamos no limiar oeste do Mato Grosso do Sul mas mato, por estes lados, é outra coisa. Numa extensão de quase 200.000 km2, o Brasil surge parcialmente submerso, por rios, riachos, lagoas e outras águas dispersas em vastas planícies de aluvião. Nem o calor ofegante da estação seca drena a vida e a biodiversidade de lugares e fazendas pantaneiras como a que nos acolheu às margens do rio Miranda.
Maguri Bill, Índia

Um Pantanal nos Confins do Nordeste Indiano

O Maguri Bill ocupa uma área anfíbia nas imediações assamesas do rio Bramaputra. É louvado como um habitat incrível sobretudo de aves. Quando o navegamos em modo de gôndola, deparamo-nos com muito (mas muito) mais vida que apenas a asada.
Lençois da Bahia, Brasil

A Liberdade Pantanosa do Quilombo do Remanso

Escravos foragidos subsistiram séculos em redor de um pantanal da Chapada Diamantina. Hoje, o quilombo do Remanso é um símbolo da sua união e resistência mas também da exclusão a que foram votados.
Esteros del Iberá, Argentina

O Pantanal das Pampas

No mapa mundo, para sul do famoso pantanal brasileiro, surge uma região alagada pouco conhecida mas quase tão vasta e rica em biodiversidade. A expressão guarani Y berá define-a como “águas brilhantes”. O adjectivo ajusta-se a mais que à sua forte luminância.
Elafonisi, Creta, Grécia
Praia
Chania a Elafonisi, Creta, Grécia

Ida à Praia à Moda de Creta

À descoberta do ocidente cretense, deixamos Chania, percorremos a garganta de Topolia e desfiladeiros menos marcados. Alguns quilómetros depois, chegamos a um recanto mediterrânico de aguarela e de sonho, o da ilha de Elafonisi e sua lagoa.
Cena de rua, Guadalupe, Caribe, Efeito Borboleta, Antilhas Francesas
Parques nacionais
Guadalupe, Antilhas Francesas

Guadalupe: Um Caribe Delicioso, em Contra-Efeito Borboleta

Guadalupe tem a forma de uma mariposa. Basta uma volta por esta Antilha para perceber porque a população se rege pelo mote Pas Ni Problem e levanta o mínimo de ondas, apesar das muitas contrariedades.
Templo Nigatsu, Nara, Japão
Kikuno
Nara, Japão

Budismo vs Modernismo: a Face Dupla de Nara

No século VIII d.C. Nara foi a capital nipónica. Durante 74 anos desse período, os imperadores ergueram templos e santuários em honra do Budismo, a religião recém-chegada do outro lado do Mar do Japão. Hoje, só esses mesmos monumentos, a espiritualidade secular e os parques repletos de veados protegem a cidade do inexorável cerco da urbanidade.
costa, fiorde, Seydisfjordur, Islandia
Arquitectura & Design
Seydisfjordur, Islândia

Da Arte da Pesca à Pesca da Arte

Quando armadores de Reiquejavique compraram a frota pesqueira de Seydisfjordur, a povoação teve que se adaptar. Hoje, captura discípulos da arte de Dieter Roth e outras almas boémias e criativas.
Barcos sobre o gelo, ilha de Hailuoto, Finlândia
Aventura
Hailuoto, Finlândia

Um Refúgio no Golfo de Bótnia

Durante o Inverno, a ilha de Hailuoto está ligada à restante Finlândia pela maior estrada de gelo do país. A maior parte dos seus 986 habitantes estima, acima de tudo, o distanciamento que a ilha lhes concede.
A Crucificação em Helsínquia
Cerimónias e Festividades
Helsínquia, Finlândia

Uma Via Crucis Frígido-Erudita

Chegada a Semana Santa, Helsínquia exibe a sua crença. Apesar do frio de congelar, actores pouco vestidos protagonizam uma re-encenação sofisticada da Via Crucis por ruas repletas de espectadores.
Corrida de camelos, Festival do Deserto, Sam Sam Dunes, Rajastão, Índia
Cidades
Jaisalmer, Índia

Há Festa no Deserto do Thar

Mal o curto Inverno parte, Jaisalmer entrega-se a desfiles, a corridas de camelos e a competições de turbantes e de bigodes. As suas muralhas, ruelas e as dunas em redor ganham mais cor que nunca. Durante os três dias do evento, nativos e forasteiros assistem, deslumbrados, a como o vasto e inóspito Thar resplandece afinal de vida.
Moradora obesa de Tupola Tapaau, uma pequena ilha de Samoa Ocidental.
Comida
Tonga, Samoa Ocidental, Polinésia

Pacífico XXL

Durante séculos, os nativos das ilhas polinésias subsistiram da terra e do mar. Até que a intrusão das potências coloniais e a posterior introdução de peças de carne gordas, da fast-food e das bebidas açucaradas geraram uma praga de diabetes e de obesidade. Hoje, enquanto boa parte do PIB nacional de Tonga, de Samoa Ocidental e vizinhas é desperdiçado nesses “venenos ocidentais”, os pescadores mal conseguem vender o seu peixe.
Entusiasmo Vermelho
Cultura

Lijiang e Yangshuo, China

Uma China Impressionante

Um dos mais conceituados realizadores asiáticos, Zhang Yimou dedicou-se às grandes produções ao ar livre e foi o co-autor das cerimónias mediáticas dos J.O. de Pequim. Mas Yimou também é responsável por “Impressions”, uma série de encenações não menos polémicas com palco em lugares emblemáticos. 

Espectador, Melbourne Cricket Ground-Rules footbal, Melbourne, Australia
Desporto
Melbourne, Austrália

O Futebol em que os Australianos Ditam as Regras

Apesar de praticado desde 1841, o Futebol Australiano só conquistou parte da grande ilha. A internacionalização nunca passou do papel, travada pela concorrência do râguebi e do futebol clássico.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Em Viagem
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Navala, Viti Levu, Fiji
Étnico
Navala, Fiji

O Urbanismo Tribal de Fiji

Fiji adaptou-se à invasão dos viajantes com hotéis e resorts ocidentalizados. Mas, nas terras altas de Viti Levu, Navala conserva as suas palhotas criteriosamente alinhadas.
arco-íris no Grand Canyon, um exemplo de luz fotográfica prodigiosa
Fotografia
Luz Natural (Parte 1)

E Fez-se Luz na Terra. Saiba usá-la.

O tema da luz na fotografia é inesgotável. Neste artigo, transmitimos-lhe algumas noções basilares sobre o seu comportamento, para começar, apenas e só face à geolocalização, a altura do dia e do ano.
T4 à moda do Namibe
História

Kolmanskop, Namíbia

Gerada pelos Diamantes do Namibe, Abandonada às suas Areias

Foi a descoberta de um campo diamantífero farto, em 1908, que originou a fundação e a opulência surreal de Kolmanskop. Menos de 50 anos depois, as pedras preciosas esgotaram-se. Os habitantes deixaram a povoação ao deserto.

Amigas em Little Venice, Míconos
Ilhas
Míconos, Grécia

A Ilha Grega em Que o Mundo Celebra o Verão

Durante o século XX, Míconos chegou a ser apenas uma ilha pobre mas, por volta de 1960, ventos cicládicos de mudança transformaram-na. Primeiro, no principal abrigo gay do Mediterrâneo. Logo, na feira de vaidades apinhada, cosmopolita e boémia que encontramos quando a visitamos.
Passageiros sobre a superfície gelada do Golfo de Bótnia, na base do quebra-gelo "Sampo", Finlândia
Inverno Branco
Kemi, Finlândia

Não é Nenhum “Barco do Amor”. Quebra Gelo desde 1961

Construído para manter vias navegáveis sob o Inverno árctico mais extremo, o quebra-gelo Sampo” cumpriu a sua missão entre a Finlândia e a Suécia durante 30 anos. Em 1988, reformou-se e dedicou-se a viagens mais curtas que permitem aos passageiros flutuar num canal recém-aberto do Golfo de Bótnia, dentro de fatos que, mais que especiais, parecem espaciais.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Literatura
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
bangka, lago kayangan, coron, busuanga, filipinas
Natureza
Coron, Busuanga, Filipinas

A Armada Japonesa Secreta mas Pouco

Na 2ª Guerra Mundial, uma frota nipónica falhou em ocultar-se ao largo de Busuanga e foi afundada pelos aviões norte-americanos. Hoje, os seus destroços subaquáticos atraem milhares de mergulhadores.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Parques Naturais
Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.
Património Mundial UNESCO
Circuito Annapurna: 5º- Ngawal-BragaNepal

Rumo a Braga. A Nepalesa.

Passamos nova manhã de meteorologia gloriosa à descoberta de Ngawal. Segue-se um curto trajecto na direcção de Manang, a principal povoação no caminho para o zénite do circuito Annapurna. Ficamo-nos por Braga (Braka). A aldeola não tardaria a provar-se uma das suas mais inolvidáveis escalas.
Em quimono de elevador, Osaka, Japão
Personagens
Osaka, Japão

Na Companhia de Mayu

A noite japonesa é um negócio bilionário e multifacetado. Em Osaka, acolhe-nos uma anfitriã de couchsurfing enigmática, algures entre a gueixa e a acompanhante de luxo.
Mini-snorkeling
Praias
Ilhas Phi Phi, Tailândia

De regresso à Praia de Danny Boyle

Passaram 15 anos desde a estreia do clássico mochileiro baseado no romance de Alex Garland. O filme popularizou os lugares em que foi rodado. Pouco depois, alguns desapareceram temporária mas literalmente do mapa mas, hoje, a sua fama controversa permanece intacta.
Passagem, Tanna, Vanuatu ao Ocidente, Meet the Natives
Religião
Tanna, Vanuatu

Daqui se Fez Vanuatu ao Ocidente

O programa de TV “Meet the Natives” levou representantes tribais de Tanna a conhecer a Grã-Bretanha e os E.U.A. De visita à sua ilha, percebemos porque nada os entusiasmou mais que o regresso a casa.
white pass yukon train, Skagway, Rota do ouro, Alasca, EUA
Sobre carris
Skagway, Alasca

Uma Variante da Febre do Ouro do Klondike

A última grande febre do ouro norte-americana passou há muito. Hoje em dia, centenas de cruzeiros despejam, todos os Verões, milhares de visitantes endinheirados nas ruas repletas de lojas de Skagway.
Graffiti deusa creepy, Haight Ashbury, Sao Francisco, EUA, Estados Unidos America
Sociedade
The Haight, São Francisco, E.U.A.

Órfãos do Verão do Amor

O inconformismo e a criatividade ainda estão presentes no antigo bairro Flower Power. Mas, quase 50 anos depois, a geração hippie deu lugar a uma juventude sem-abrigo, descontrolada e até agressiva.
Mulheres com cabelos longos de Huang Luo, Guangxi, China
Vida Quotidiana
Longsheng, China

Huang Luo: a Aldeia Chinesa dos Cabelos mais Longos

Numa região multiétnica coberta de arrozais socalcados, as mulheres de Huang Luo renderam-se a uma mesma obsessão capilar. Deixam crescer os cabelos mais longos do mundo, anos a fio, até um comprimento médio de 170 a 200 cm. Por estranho que pareça, para os manterem belos e lustrosos, usam apenas água e arrôz.
Brincadeira ao ocaso
Vida Selvagem
PN Gorongosa, Moçambique

O Coração Selvagem de Moçambique dá Sinais de Vida

A Gorongosa abrigava um dos mais exuberantes ecossistemas de África mas, de 1980 a 1992, sucumbiu à Guerra Civil travada entre a FRELIMO e a RENAMO. Greg Carr, o inventor milionário do Voice Mail recebeu a mensagem do embaixador moçambicano na ONU a desafiá-lo a apoiar Moçambique. Para bem do país e da humanidade, Carr comprometeu-se a ressuscitar o parque nacional deslumbrante que o governo colonial português lá criara.
Pleno Dog Mushing
Voos Panorâmicos
Seward, Alasca

O Dog Mushing Estival do Alasca

Estão quase 30º e os glaciares degelam. No Alasca, os empresários têm pouco tempo para enriquecer. Até ao fim de Agosto, o dog mushing não pode parar.