Laguna de Oviedo, República Dominicana

O Mar (nada) Morto da República Dominicana


A solo
Guia Saturnino na margem da Laguna de Oviedo.
Barcos-espelho
Barcos usados na Laguna de Oviedo reflectidos na água lisa e salgada.
Uma lagoa espinhosa
Encosta repleta de cactos, acima do plano salgado da Laguna de Oviedo.
Voo em duo
Flamingos adultos levantam voo da Laguna Oviedo, seu habitat natural.
Iguana saltadora
Iguana regressa à segurança do solo do Cayo Iguana.
Saturnino & Hector
Dois dos guias da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.
Íbises vs Garças
Íbis e garças partilham um ilhéu-aviário da lagoa.
Momento flamingo-balnear
Grupo de flamingos percorre a água salina da Laguna Oviedo.
Recorte da Laguna Oviedo
Litoral recortado, pejado de cactos.
Iguana Ocre
Uma das muitas iguanas que disputam o Cayo Iguana Laguna de Oviedo.
Uma Descolagem abrupta
Garça descola da vegetação de um dos ilhéus da Laguna de Oviedo.
A pente fino
Flamingos vasculham a água rasa e salina da lagoa.
A hipersalinidade da Laguna de Oviedo oscila consoante a evaporação e da água abastecida pela chuva e pelos caudais vindos da serra vizinha de Bahoruco. Os nativos da região estimam que, por norma, tem três vezes o nível de sal do mar. Lá desvendamos colónias prolíficas de flamingos e de iguanas entre tantas outras espécies que integram este que é um dos ecossistemas mais exuberantes da ilha de Hispaniola.

Desde pouco depois das seis da manhã que percorríamos o litoral sudoeste da República Dominicana com partida da Casa Bonita e o Km. 17 da Carretera de la Costa, com paragens sempre que não resistíamos ao encanto dos lugares e das pessoas porque passávamos.

Decorridas duas horas e meia, atingimos as imediações do Centro de Visitantes da Laguna de Oviedo com fome e a precisarmos de renovar energias. Carlos, o condutor e guia seguia em sintonia connosco.

De acordo, em vez de desviar de imediato para a via que lá nos levaria, avançou umas centenas de metros adicionais na ruta 44 e estacionou mesmo à entrada de um negócio de beira de estrada que conhecia de vários anos de visitas à lagoa e de ginjeira. A mercearia da beira da estrada chamava-se colmado Alba. 

Ditou o passar dos anos que os dominicanos adaptassem às pequenas lojas de víveres e outros produtos para a casa, o termo castelhano – e também usado em Espanhacolmado. O vocábulo deriva do verbo colmar, sinónimo de “encher”, “completar” mas também, de um modo mais figurativo, “satisfazer”.

De acordo, Dona Alba, a proprietária, serviu-nos cafés de termo, bem quentes mas muito mais açucarados do que estávamos habituados a saborear. Para o caminho, ainda trouxemos duas Maltas, bebida gaseificada de malte que tínhamos a impressão (não a certeza) que tínhamos bebido a última vez numa longínqua última visita à Venezuela de Outubro de 2013.

Guia, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Guia Saturnino na margem da Laguna de Oviedo.

Por Fim, a Chegada à Longínqua Laguna de Oviedo

Carlos termina o café. Remata a empanada da sua satisfação. Despedimo-nos de Alba e do rapaz que a ajudava no estabelecimento. Dali, ao Centro de Visitantes instalado à margem do limiar nordeste da lagoa, não tardaram sequer dois minutos.

Lá nos recebem Saturnino (Nino) Santana e o colega Héctor, de nome oficial Juan Carlos Jiménez. São os dois nativos das redondezas, membros já com historial da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.

Saturnino saúda Carlos com sentimento. Logo, assume o protagonismo do duo. Conduz-nos à frente de um mapa afixado e inaugura as explicações essenciais à exploração e ao conhecimento da laguna em cujas margens ambos cresceram, uma lagoa, há que sublinhá-lo bem sublinhado, mais que incomum, extravagante.

De entre as várias singularidades da Laguna de Oviedo salta à vista, no mapa, a língua de terra longilínea e insignificante que a separa do vasto Mar das Caraíbas. “É essa mesma proximidade que faz a lagoa salgada como é o que lhe dá a cor que tem e a torna especial por várias outras razões. Daqui a nada já vão perceber e sentir aquilo de que estamos a falar.” afiança-nos Saturnino.

Daquele recanto do Centro de Visitantes caminhamos em direcção à margem. Pelo caminho, passamos por uma vara de porcos domésticos entretida a escavar raízes num pedaço de terra ensopada à sombra de coqueiros. O corpo de água esverdeada da lagoa jazia, imóvel, ali ao lado.

Barcos, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Barcos usados na Laguna de Oviedo reflectidos na água lisa e salgada.

A Hora Ainda Fresca do Embarque

Subimos a um pequeno molhe de madeira. Logo, a bordo de um de vários pequenos barcos a motor com tejadilho sustido por barras em forma de xis. Durante mais de três horas, esse tejadilho, elementar mas providencial, protegeu-nos do sol inclemente que ali castiga a vegetação e evapora a água pouco profunda (1.5m).

Só quando zarpamos observamos algum movimento na superfície da lagoa. À medida que nela nos internamos, cruzamo-nos com as primeiras aves em voo: Um trio de garças brancas, dois íbis. Ao longe, a silhueta distendida, quase anguina de um flamingo solitário.

Contornamos uma península rochosa. Do lado de lá, a margem mais próxima é promovida a vertente, uma verdadeira encosta forrada de arbustos verdejantes de que se destacam cactos com ramificações intrincadas.

Hector aponta o barco a uma das vinte e quatro ilhotas disseminadas pelos 23km2 da lagoa. À medida que nos aproximamos contraluz, a quantidade de silhuetas de íbis, garças de outras espécies de passarada aumenta. Hector dá a volta ao ilhéu.

Íbises e garças, Laguna de Oviedo, República Dominicana,

Íbis e garças partilham um ilhéu-aviário da lagoa.

Íbis, Garças, Flamingos e Cia.

Aos poucos, as silhuetas transformam-se em imagens perfeitas das aves empoleiradas no cimo dos galhos e cactos que preenchiam aquela intrigante ilha aviário.

Dali, avançamos em direcção a El Salado, uma área subdividida da lagoa, contida por um braço de areia elevado. Saturnino dá-nos indicação para fazermos silêncio e para espreitarmos para lá desse braço, à distância.

A água é ali bem mais rasa que aquela em que navegávamos. Ainda sem brisa, espelhava a vegetação acima em tons viçosos de verde.

Deixamos o barco para um lodaçal típico das áreas de manguezal. Subimos para cima do banco de areia e camuflamo-nos atrás do mato denso e espinhoso que se erguia acima das nossas cinturas.

Através de uma abertura no mato escolhida a dedo, avistamos uma área daquela sub-lagoa salpicada de manchas rosadas que se moviam quase em câmara lenta.

Bando de flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana

Flamingos vasculham a água rasa e salina da lagoa.

Não estávamos sequer na época do ano em que ali afluem em maior número mas, mesmo assim, a Laguna de Oviedo acolhia uma colónia abundante de flamingos migrantes.

Aproximamo-nos o mais possível sem os fazermos debandar. Apreciamos as suas persistentes prospecções dos crustáceos que lhes dão a cor. E, claro está, fotografamo-los. Satisfeitos com a incursão, regressamos ao barco e à companhia de Hector.

Das Aves aos Répteis da Laguna de Oviedo

Havia já algum tempo que a lagoa nos prendava com a sua paisagem e com o avistamento de aves. No percurso seguinte, Saturnino e Hector trataram de quebrar essa falsa monotonia. “Sabem que quando nós éramos miúdos, gostávamos de ir até àquela mesma parte da lagoa, enchíamos os corpos de lama e ficávamos assim por ali a passear, a conversar enquanto a lama nos tratava da pele.

Guias, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Dois dos guias da Asociación de Guias de la Naturaleza de Oviedo.

Nessa altura, era mais uma traquinice. Mas, a verdade é que com o passar dos anos e a vinda cá de alguns famosos da República Dominicana, os banhos de lama da Laguna de Oviedo se tornaram populares.

Agora, recebemos grupos que chegam quase mais pelo tratamento de pele que pela fauna e flora.”

Não era de certeza o nosso caso. Saturnino sabia-o. De tal maneira que ele e Hector não tardaram a ancorar o barco num tal de Cayo Iguana. Outra das 24 ilhas da lagoa.

Damos apenas uns dez passos sobre a sua superfície meio terrosa meio rochosa quando confirmamos a lógica do baptismo que recebera. Saturnino tinha arrancado umas cerejas selvagens de uma árvore. Não precisou sequer de as exibir.

Iguana, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Uma das muitas iguanas que disputam o Cayo Iguana da Laguna de Oviedo.

Três ou quatro iguanas detectaram a intrusão da comitiva de humanos e apressam-se a estabelecer contacto. Saturnino oferece-lhes as cerejas. Várias mais aparecem, vagarosas, mas nem tanto assim. Surgem do interior do mato, competitivas e ansiosas de devorar um daqueles inesperados petiscos.

A determinada altura, vemo-nos num estranho convívio com iguanas do tipo rinoceronte (cyclura cornuta) e Ricord (cyclura ricordi). A cena faz-nos sentir na já bem velha série televisiva de ficção científica “V”, em que alienígenas humanóides e reptilíneos se infiltram aos poucos e acabam por dominar a Terra.

Iguana em salto, Laguna de Oviedo, República Dominicana

Iguana regressa à segurança do solo do Cayo Iguana.

Regresso Pela Orla Marinha da Lagoa

Por essa altura, tínhamos ultrapassado e de que maneira o tempo previsto para a volta na Laguna de Oviedo. Em vez de se mostrarem importunados, Saturnino e Hector revelam-nos um derradeiro recanto da lagoa, a sua zona de Los Pichiriles. Ali, avistamos novo bando prolífico de flamingos.

Flamingos em voo, Laguna Oviedo, República Dominicana

Flamingos adultos levantam voo da Laguna Oviedo, seu habitat natural.

Admiramo-los na sua elegância pernalta mas também em várias descolagens, momentos de incrível beleza coreográfica quando em duos e trios, sincronizam os seus movimentos e chegam a voar num modo que nos parece clonado.

Em Los Pichiriles, estamos o mais perto do Mar das Caraíbas de todo o itinerário ziguezagueante que havíamos cumprido.

Ali, na iminência do oceano, percebemos melhor que nunca o fenómeno que tinha gerado a hipersalinidade da lagoa. Com o tempo, a barreira de calcário que em tempos manteve a lagoa isolada, cedeu à erosão e tornou-se permeável à entrada de água marinha.

Flamingos, Laguna Oviedo, República Dominicana

Grupo de flamingos percorre a água salina da Laguna Oviedo.

Enquanto o influxo de água salgada oscila sobretudo com as marés e as correntes, a entrada da água doce depende da chuva que cai directa sobre a lagoa e dos caudais que para lá fluem provindos da Serra de Bahoruco. A cor extravagante da lagoa deve-se aos sedimentos arrastados pela entrada subterrânea da água marinha.

Regressamos ao Centro de Visitantes, despedimo-nos dos cicerones e ficamos uma vez mais entregues a Carlos. O regresso iria demorar pelo menos mais duas horas. Com tempo e um sinal de internet que ia e vinha, decidimos investigar o único aspecto da Lagoa de Oviedo que nos continuava a intrigar: o seu nome.

O Porquê Histórico de “Oviedo”

Sabíamos que andávamos em terras do Parque Nacional Jaragua, parte da província de Pedernales que faz fronteira com o sul do Haiti. Num ápice, descobrimos que a pequena cidade que servia a laguna, Oviedo, era a mais austral da República Dominicana.

Litoral da Laguna de Oviedo, República Dominicana.

Litoral recortado, pejado de cactos.

Tanto a lagoa como a província mantêm o baptismo dado em honra de Gonzalo Fernández de Oviedo y Valdez, polígrafo e cronista de Cristóvão Colombo, o incontornável primeiro visitante europeu destas paragens das Américas.

A Oviedo dominicana actual teve como génese um dos mais antigos povoados de Hispaniola. Há que ter, no entanto, em conta que a cidade sofreu um importante translado.

Em 1966, o furacão Inês arrasou-a quase por completo. O presidente dominicano de então, Joaquín Antonio Balaguer decretou que fosse reerguida noutro lugar, mais afastado da Laguna de Oviedo e protegido das fúrias ciclónicas do Caribe.

Mesmo em plena época de furacões desta região, continuávamos bafejados pela sorte. Os que apareciam a Oeste das Antilhas subiam a norte em vez de avançar para Oeste sobre Porto Rico e Hispaniola ou, ainda mais a ocidente, sobre Cuba. Os dias sucediam-se com céu azul, solarengos a condizer.

Pelo menos até às quatro e meia, cinco da tarde, hora em que as nuvens se precipitavam do Mar das Caraíbas sobre a serrania de Bahoruco e ali descarregavam a humidade acumulada durante as horas de sol a pique e calor intenso.

Carlos entregou-nos de volta à Casa Bonita bem antes da chuvarada dessa tarde.

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