Moscovo, Rússia

A Fortaleza Suprema da Rússia


Marechal Zhukov
Monumento a um dos generais considerados heróis da 2ª Guerra Mundial, da Rússia.
Vislumbre da Catedral de São Basílio
Transeuntes em silhueta em plena Praça Vermelha.
Lenine e Nicolau II
Figurantes de duas personagens incontornáveis da história da Rússia.
O Mausoléu de Lenine
Guarda protege a entrada em que jaz, embalsamado, Vladimir Lenin.
Paixão por Minsk
Casal abraçado junto ao monumento ao Soldado Desconhecido do Kremlin.
A Catedral
A grande Catedral Ortodoxa do Kremlin moscovita.
Catedral São Basílio vs Kremlin
Cores do anoitecer envolvem as torres do Kremlin e a Catedral de São Basílio.
A Catedral de São Basílio
O mais famoso templo ortodoxo de Moscovo, símbolo religioso da capital da Rússia.
Cúpulas Ortodoxas
"Coroas" ortodoxas de uma das catedrais do Kremlin.
De Guarda, na Praça Vermelha
Homem a postos na base das muralhas do Kremlin.
No Âmago do Kremlin
Ruela colorida da cidade fortificada de Moscovo.
À Beira do Lago do Jardim Alexandre
Transeuntes em redor de fonte do Jardim Alexandre, junto ao Kremlin.
Mais Torres de Encantar ainda
Torres do Kremlin e da Praça Vermelha.
O Jardim Alexandre
As cores garridas do Kremlin, acima do verde do Jardim Alexandre.
Pela Base da Fortaleza
Funcionários do Kremlin, ao longo de uma fachada repleta de arcos.
Kremlin acima do Rio Moscovo
Barco percorre o rio Moscovo, com o Kremlin iluminado em fundo.
Peregrinação na Praça Vermelha
Visitantes cruzam a Praça Vermelha, ao anoitecer.
Falso Louro
Jovens alouradas, de visita à Praça Vermelha.
Entre o Kremlin e o rio Moscovo
Torres do Kremlin, ao longo do Rio Moscovo.
O Museu Histórico do Estado
O grande edifício histórico à entrada da Praça Vermelha.
Foram muitos os kremlins erguidos, ao longos dos tempos, na vastidão do país dos czares. Nenhum se destaca, tão monumental como o da capital Moscovo, um centro histórico de despotismo e prepotência que, de Ivan o Terrível a Vladimir Putin, para melhor ou pior, ditou o destino da Rússia.

Era assim, até ao alastrar da pandemia à Rússia.

Quem regressava à superfície numa das estações de metro da Manege Square depressa se surpreendia com a animação e a excentricidade em redor. Pela primeira vez na vida, vimos casas de banho móveis decoradas com padrões floridos do folclore russo.

Passamos pela base da estátua equestre do marechal soviético, Georgy Zhukov, de quem o planeamento da defesa da União Soviética contra a Invasão Nazi fez um herói multi-condecorado.

Através dos arcos da Porta e Capela Ibérica, chegamos a vislumbrar, distantes, as cúpulas arabescas da Catedral de São Basílio.

Embrenhamo-nos na multidão que por ali flui. Sem que o esperássemos um grande urso pardo, de peluche, animado por um qualquer morador, tapa-nos o indício da iminente Praça Vermelha.

Instantes depois, um séquito de sacerdotes ortodoxos abre caminho e as portas do templo diminuto a uma comitiva de fiéis. A capela fica à pinha de crentes. De tal maneira que, enquanto, lá dentro, decorre a cerimónia que os reunia, dois padres enfiados em batinas negras, seguem-na do exterior.

Cruzamos os arcos para o domínio da praça. Do lado de lá, posicionados à porta da loja de arte e souvenirs Nasledie, dois guardas em uniformes históricos que nos parecem cossacos posam para a fotografia, de espadas cruzadas acima de uma família visitante, todos os membros com olhos amendoados típicos dos confins orientais da nação.

Nas imediações, os figurantes multiplicam-se.

Um faz de czar Nicolau II. Um outro de Lenine. Um terceiro de Estaline.

Num dos hiatos do seu negócio com os turistas, Nicolau II e Lenine entregam-se a uma cavaqueira que atraiçoa a história.

Passamos em frente à catedral de Nª Srª de Kazan, de que admiramos os sucessivos arcos de mísula, coroados por uma cúpula dourada solitária de que desponta uma cruz ortodoxa.

Monumental e elegante como a vemos, atordoa-nos descobrir que, se trata de uma reconstrução.

Mais inacreditável ainda, que a original foi mandada destruir, em 1936, por ordem expressa do secretário geral do Partido Comunista Soviético, Josef Stalin, georgiano de berço, não russo, devemos sublinhá-lo.

Cruzamos a rua Nikolskaya.

A Monumental Praça Vermelha de Moscovo

Do lado de lá, entramos, por fim, no espaço sagrado da Praça Vermelha, a vastidão de empedrado listado entre a base dos muros do Kremlin de Moscovo e o grande edifício e centro comercial GUM.

Confirmada a derrocada da URSS, passados os anos de caos e agrura económica e social da Mãe-Rússia, o atropelo do Comunismo pelo capitalismo inexorável ditou que a praça deixasse de servir apenas para paradas, comícios e comemorações político-militares afins.

Quando a percorremos, uma boa parte da sua área está ocupada por uma exposição de horticultura, com plantas e flores mantidas em pequenos vasos, dispostas por cores e formas.

Mal a montra termina, os organizadores oferecem-nas aos visitantes. Deparamo-nos, assim, com um frenesim de amantes da jardinagem a disputarem rebentos de bromélias, buganvíleas, orquídeas e outras.

Esta pilhagem autorizada auxilia a desmontagem do viveiro para o espectáculo nocturno que se segue, um concerto pop-rock seguido de fogo de artifício.

A orla oposta, a contígua ao Kremlin, permanece imune a tais confusões e comoções populares.

O Mausoléu de Lenine, Sepulcro dos Primórdios da URSS

É lá que jaz, desde 1930, embalsamado a pedido do povo, vizinho do Túmulo do Soldado Desconhecido, o fundador da URSS Vladimir Lenin.

Erguido em mármore negro e vermelho, tons do luto e do sangue, o mausoléu mantém um guarda armado quase imóvel e de olho em tudo.

Em especial, na fila de visitantes que aguardam para entrar, dependendo da afiliação ou simpatia, prestar a sua homenagem ou apenas observar o corpo conservado por truques da ciência, o sarcófago refrigerado e o interior lúgubre do edifício.

A importância histórica e política de Lenine justifica que a frente do mausoléu acolha, com frequência, palanques em que os líderes russos se dirigem ao povo. Nas suas mais de duas décadas de liderança, Vladimir Putin já lá discursou várias vezes.

Mas se Lenine, Putin e os sucessivos dirigentes soviéticos e russos pelo meio, marcam presença no mausoléu e na Praça Vermelha, o verdadeiro covil, o assento do seu poder, esconde-se atrás dos muros ameados que a delimitam.

As imagens que nos habituámos a ver do presidente Putin sentado com outros líderes mundiais, frente a frente, numa mesa inflacionada contribuíram para um imaginário difuso da outra Casa Branca, a do Leste.

O Grande Kremlin da Rússia, Assento do Poder da Nação

Pois, o salão em que Putin acolhe, com distância comparável à da sua Rússia face ao mundo, é apenas um – o fulcral – de dezenas dos cinco palácios e quatro catedrais ortodoxas que integram o centro político e religioso imenso (275.000 m2) de Moscovo.

O termo russo kremlin define uma fortaleza dentro de uma cidade. São centenas os kremlins disseminados na vastidão da Rússia, como o pudemos comprovar, sendo o de Rostov, um dos mais sumptuosos.

O de Moscovo, como agora o vemos, começou a ser delimitado na sua forma triangulada, por maçons italianos, entre 1485 e 1495. No mais de meio milénio com que conta, nem sempre se provou inexpugnável.

No início do século XVII, tomaram-no senhores de guerra polacos e lituanos.

Em 1812, em plena Campanha da Rússia, e em jeito de afirmação do poderio bélico francês, Napoleão Bonaparte arrasou seis das várias torres da fortaleza.

Expulso o Imperador Louco, em apenas sete anos, os russos restabeleceram a integridade do kremlin e, à margem do mero lar dos czares, a sua função de impressionar, de controlar e de oprimir, num primeiro nível, a Rússia e os russos, noutro, o mais possível do mundo.

Nessa mesma tarde, contornamos a Praça Vermelha e damos entrada no seu domínio. Ao contrário do que se possa pensar, em tempos de pré-pandemia e de normalidade político-militar russa, o kremlin mantinha-se, em boa parte, visitável e turístico.

Os forasteiros percorriam-no.

Oravam nas naves das suas igrejas.

A Presença Dominadora da Igreja Ortodoxa Russa

Incluindo as das grandiosas Catedrais da Anunciação e da Dormição com que a igreja ortodoxa procurou eternizar a sua aliança com o poder e a presença na fortaleza. São ambas encimadas por cúpulas douradas, espécies de mísseis de pretensa fé apontados ao céu.

Durante todo o período bolchevique e soviético (1918-1991), o Comunismo ateu sem escrúpulos instaurado pelos bolcheviques, sequestrou a Igreja Ortodoxa. Manteve-a à parte.

Sobretudo de 1991 em diante, com a anuência dos líderes pós-soviéticos, os sacerdotes depressa recuperaram a influência que tinham junto dos czares.

Vemos os visitantes admirarem o sino Kolokol III, quebrado durante o grande incêndio de 1737 e outros elementos e recantos arquitectónicos e históricos do Kremlin.

A vasta fatia não visitável da fortaleza traduz o reduto em que se engendra a política externa russa, em que Putin e os seus súbditos do governo da nação, Serviço Federal de Segurança incluído, congeminam as medidas necessárias, amiúde, maquiavélicas, a eternizar o poder do líder pseudo-eleito.

Prepotência e Paranóia, Moradores de Há Muito do Kremlin de Moscovo

Na Fortaleza Vermelha, a paranóia, aliada de sempre do despotismo, faz, há muito, companhia aos líderes russos e soviéticos.

Um dos seus primeiros moradores, o czar Ivan Valievich, Ivan IV, via em quem lhe aparecesse à frente um conspirador do seu fim.

Entre membros do governo, família e “amigos”, mandou eliminar centenas de russos. Levou à morte até o próprio filho, herdeiro do trono, que espancou com uma bengala de ferro. Sem surpresa, Ivan IV conquistou o cognome de “o Terrível”.

Em épocas de anteriores pandemias, incluindo a da não menos terrível Gripe Espanhola, Lenine refugiou-se na estanquidade do kremlin em que dotou os seus aposentos de uma câmara de desinfecção privada.

Estaline, o seu sucessor, refugiou-se no kremlin de incontáveis tentativas de assassínio, a maior parte delas imaginárias. Começou por proibir os seus camaradas comunistas de acederem à fortaleza.

A partir do kremlin, terminou a exilar centenas deles e milhares de cidadãos soviéticos nas prisões e campos de concentração do crescente “Arquipélago GULAG”, como lhe chamou Alexander Soljenítsin.

A Continuação da História Soviética-Russa, às Mãos de Vladimir Putin

Herdeiro todo-poderoso do kremlin, Putin também herdou os métodos e procedimentos despóticos dos czares e ditadores soviéticos.

Ditou, sem cerimónias, inúmeros aprisionamentos (por exemplo de Alexei Navalny), as condenações de opositores à morte, tenham sido por disparos ou através dos famosos chás envenenados químicos.

E a recente invasão sanguinária da Ucrânia, de que são de esperar desenvolvimentos ainda mais catastróficos.

Deste legado e presente soviético e russo despótico e desprezível continuam a despontar, elegantes e imponentes, as estruturas seculares da grande fortaleza moscovita e da Praça Vermelha.

No extremo oposto à Porta e Capela Ibérica por onde nos habituámos a entrar, a catedral de São Basílio mais parece pairar.

Trata-se, sem discussão, de um dos edifícios religiosos mais deslumbrantes do mundo, com as suas cúpulas em espirais de distintas cores, desenhadas como chamas de uma fogueira de fé, em crescendo.

Já sobre o anoitecer, cruzamos para a margem afastada do Moscovo.

A distância revela-nos um kremlin panorâmico, com o seu grande palácio e catedrais dourados pela luz artificial, reflectidos nas águas lisas do rio que um ferry repleto de estrangeiros maravilhados sulca.

Nos dias que correm, a Rússia de Putin perdeu o encanto que, apesar de tudo, ainda conservava.

São Petersburgo, Rússia

A Rússia Vai Contra a Maré. Siga a Marinha

A Rússia dedica o último Domingo de Julho às suas forças navais. Nesse dia, uma multidão visita grandes embarcações ancoradas no rio Neva enquanto marinheiros afogados em álcool se apoderam da cidade.
Rostov Veliky, Rússia

Sob as Cúpulas da Alma Russa

É uma das mais antigas e importantes cidades medievais, fundada durante as origens ainda pagãs da nação dos czares. No fim do século XV, incorporada no Grande Ducado de Moscovo, tornou-se um centro imponente da religiosidade ortodoxa. Hoje, só o esplendor do kremlin moscovita suplanta o da cidadela da tranquila e pitoresca Rostov Veliky.
Novgorod, Rússia

A Avó Viking da Mãe Rússia

Durante quase todo o século que passou, as autoridades da U.R.S.S. omitiram parte das origens do povo russo. Mas a história não deixa lugar para dúvidas. Muito antes da ascensão e supremacia dos czares e dos sovietes, os primeiros colonos escandinavos fundaram, em Novgorod, a sua poderosa nação.
Fortalezas

O Mundo à Defesa - Castelos e Fortalezas que Resistem

Sob ameaça dos inimigos desde os confins dos tempos, os líderes de povoações e de nações ergueram castelos e fortalezas. Um pouco por todo o lado, monumentos militares como estes continuam a resistir.
Ilhas Solovetsky, Rússia

A Ilha-Mãe do Arquipélago Gulag

Acolheu um dos domínios religiosos ortodoxos mais poderosos da Rússia mas Lenine e Estaline transformaram-na num gulag. Com a queda da URSS, Solovestky recupera a paz e a sua espiritualidade.
Suzdal, Rússia

Mil Anos de Rússia à Moda Antiga

Foi uma capital pródiga quando Moscovo não passava de um lugarejo rural. Pelo caminho, perdeu relevância política mas acumulou a maior concentração de igrejas, mosteiros e conventos do país dos czares. Hoje, sob as suas incontáveis cúpulas, Suzdal é tão ortodoxa quanto monumental.
São Petersburgo, Rússia

Na Pista de "Crime e Castigo"

Em São Petersburgo, não resistimos a investigar a inspiração para as personagens vis do romance mais famoso de Fiódor Dostoiévski: as suas próprias lástimas e as misérias de certos concidadãos.
São João de Acre, Israel

A Fortaleza que Resistiu a Tudo

Foi alvo frequente das Cruzadas e tomada e retomada vezes sem conta. Hoje, israelita, Acre é partilhada por árabes e judeus. Vive tempos bem mais pacíficos e estáveis que aqueles por que passou.
Suzdal, Rússia

Em Suzdal, é de Pequenino que se Celebra o Pepino

Com o Verão e o tempo quente, a cidade russa de Suzdal descontrai da sua ortodoxia religiosa milenar. A velha cidade também é famosa por ter os melhores pepinos da nação. Quando Julho chega, faz dos recém-colhidos um verdadeiro festival.
Suzdal, Rússia

Séculos de Devoção a um Monge Devoto

Eutímio foi um asceta russo do século XIV que se entregou a Deus de corpo e alma. A sua fé inspirou a religiosidade de Suzdal. Os crentes da cidade veneram-no como ao santo em que se tornou.
São Petersburgo e Mikhaylovskoe, Rússia

O Escritor que Sucumbiu ao Próprio Enredo

Alexander Pushkin é louvado por muitos como o maior poeta russo e o fundador da literatura russa moderna. Mas Pushkin também ditou um epílogo quase tragicómico da sua prolífica vida.
Bolshoi Zayatsky, Rússia

Misteriosas Babilónias Russas

Um conjunto de labirintos pré-históricos espirais feitos de pedras decoram a ilha Bolshoi Zayatsky, parte do arquipélago Solovetsky. Desprovidos de explicações sobre quando foram erguidos ou do seu significado, os habitantes destes confins setentrionais da Europa, tratam-nos por vavilons.
Bolshoi Solovetsky, Rússia

Uma Celebração do Outono Russo da Vida

Na iminência do oceano Ártico, a meio de Setembro, a folhagem boreal resplandece de dourado. Acolhidos por cicerones generosos, louvamos os novos tempos humanos da grande ilha de Solovetsky, famosa por ter recebido o primeiro dos campos prisionais soviéticos Gulag.
Kronstadt, Rússia

O Outono da Ilha-Cidade Russa de Todas as Encruzilhadas

Fundada por Pedro o Grande, tornou-se o porto e base naval que protegem São Petersburgo e o norte da grande Rússia. Em Março de 1921, rebelou-se contra os Bolcheviques que apoiara na Revolução de Outubro. Neste Outubro que atravessamos, Kronstadt volta a cobrir-se do mesmo amarelo exuberante da incerteza.
Delta do Okavango, Nem todos os rios Chegam ao Mar, Mokoros
Safari
Delta do Okavango, Botswana

Nem Todos os Rios Chegam ao Mar

Terceiro rio mais longo do sul de África, o Okavango nasce no planalto angolano do Bié e percorre 1600km para sudeste. Perde-se no deserto do Kalahari onde irriga um pantanal deslumbrante repleto de vida selvagem.
Yak Kharka a Thorong Phedi, Circuito Annapurna, Nepal, iaques
Annapurna (circuito)
Circuito Annapurna 11º: Yak Karkha a Thorong Phedi, Nepal

A Chegada ao Sopé do Desfiladeiro

Num pouco mais de 6km, subimos dos 4018m aos 4450m, na base do desfiladeiro de Thorong La. Pelo caminho, questionamos se o que sentíamos seriam os primeiros problemas de Mal de Altitude. Nunca passou de falso alarme.
Visitantes nos Jameos del Água, Lanzarote, Canárias, Espanha
Arquitectura & Design
Lanzarote, Ilhas Canárias

A César Manrique o que é de César Manrique

Só por si, Lanzarote seria sempre uma Canária à parte mas é quase impossível explorá-la sem descobrir o génio irrequieto e activista de um dos seus filhos pródigos. César Manrique faleceu há quase trinta anos. A obra prolífica que legou resplandece sobre a lava da ilha vulcânica que o viu nascer.
Alturas Tibetanas, mal de altitude, montanha prevenir tratar, viagem
Aventura

Mal de Altitude: não é mau. É péssimo!

Em viagem, acontece vermo-nos confrontados com a falta de tempo para explorar um lugar tão imperdível como elevado. Ditam a medicina e as experiências prévias com o Mal de Altitude que não devemos arriscar subir à pressa.
Kente Festival Agotime, Gana, ouro
Cerimónias e Festividades
Kumasi a Kpetoe, Gana

Uma Viagem-Celebração da Moda Tradicional Ganesa

Após algum tempo na grande capital ganesa ashanti cruzamos o país até junto à fronteira com o Togo. Os motivos para esta longa travessia foram os do kente, um tecido de tal maneira reverenciado no Gana que diversos chefes tribais lhe dedicam todos os anos um faustoso festival.
Basseterre, São Cristóvão e Neves, St. Kitts, Berkeley Memorial
Cidades
Basseterre, São Cristóvão e Neves

Uma Capital ao Nível do Mar das Caraíbas

Instalada entre o sopé da montanha Olivees e o oceano, a diminuta Basseterre é a maior cidade de São Cristóvão e Neves. Com origem colonial francesa, há muito anglófona, mantém-se pitoresca. Desvirtuam-na, apenas, os gigantescos cruzeiros que a inundam de visitantes de toca-e-foge.
Comida
Margilan, Usbequistão

Um Ganha Pão do Uzbequistão

Numa de muitas padarias de Margilan, desgastado pelo calor intenso do forno tandyr, o padeiro Maruf'Jon trabalha meio-cozido como os distintos pães tradicionais vendidos por todo o Usbequistão
Verificação da correspondência
Cultura
Rovaniemi, Finlândia

Da Lapónia Finlandesa ao Árctico, Visita à Terra do Pai Natal

Fartos de esperar pela descida do velhote de barbas pela chaminé, invertemos a história. Aproveitamos uma viagem à Lapónia Finlandesa e passamos pelo seu furtivo lar.
arbitro de combate, luta de galos, filipinas
Desporto
Filipinas

Quando só as Lutas de Galos Despertam as Filipinas

Banidas em grande parte do Primeiro Mundo, as lutas de galos prosperam nas Filipinas onde movem milhões de pessoas e de Pesos. Apesar dos seus eternos problemas é o sabong que mais estimula a nação.
Em Viagem
Moçamedes ao PN Iona, Namibe, Angola

Entrada em Grande na Angola das Dunas

Ainda com Moçâmedes como ponto de partida, viajamos em busca das areias do Namibe e do Parque Nacional Iona. A meteorologia do cacimbo impede a continuação entre o Atlântico e as dunas para o sul deslumbrante da Baía dos Tigres. Será só uma questão de tempo.
Tabatô, Guiné Bissau, Balafons
Étnico
Tabatô, Guiné Bissau

Tabatô: ao Ritmo do Balafom

Durante a nossa visita à tabanca, num ápice, os djidius (músicos poetas)  mandingas organizam-se. Dois dos balafonistas prodigiosos da aldeia assumem a frente, ladeados de crianças que os imitam. Cantoras de megafone em riste, cantam, dançam e tocam ferrinhos. Há um tocador de corá e vários de djambés e tambores. A sua exibição gera-nos sucessivos arrepios.
Portfólio, Got2Globe, melhores imagens, fotografia, imagens, Cleopatra, Dioscorides, Delos, Grécia
Portfólio Fotográfico Got2Globe
Portfólio Got2Globe

O Terreno e o Celestial

Mexcaltitán, Nayarit, México, do ar
História
Mexcaltitán, Nayarit, México

Uma Ilha entre o Mito e a Génese Mexicana

Mexcaltitán é uma ilha lacustre, arredondada, repleta de casario e que, durante a época das chuvas, só é transitável de barco. Crê-se ainda que possa ser Aztlán. A povoação que os Aztecas deixaram numa deambulação que terminou com a fundação de Tenochtitlan, a capital do império que os espanhóis viriam a conquistar.
Champagne Beach, Espiritu Santo, Vanuatu
Ilhas
Espiritu Santo, Vanuatu

Divina Melanésia

Pedro Fernandes de Queirós pensava ter descoberto a Terra Australis. A colónia que propôs nunca se chegou a concretizar. Hoje, Espiritu Santo, a maior ilha de Vanuatu, é uma espécie de Éden.
Cavalos sob nevão, Islândia Neve Sem Fim Ilha Fogo
Inverno Branco
Husavik a Myvatn, Islândia

Neve sem Fim na Ilha do Fogo

Quando, a meio de Maio, a Islândia já conta com o aconchego do sol mas o frio mas o frio e a neve perduram, os habitantes cedem a uma fascinante ansiedade estival.
Lago Manyara, parque nacional, Ernest Hemingway, girafas
Literatura
PN Lago Manyara, Tanzânia

África Favorita de Hemingway

Situado no limiar ocidental do vale do Rift, o parque nacional lago Manyara é um dos mais diminutos mas encantadores e ricos em vida selvagem da Tanzânia. Em 1933, entre caça e discussões literárias, Ernest Hemingway dedicou-lhe um mês da sua vida atribulada. Narrou esses dias aventureiros de safari em “As Verdes Colinas de África”.
Spitzkoppe, Namíbia, espelho de água
Natureza
Spitzkoppe, Damaraland, Namíbia

A Montanha Afiada da Namíbia

Com 1728 metros, o “Matterhorn Namibiano” ergue-se abaixo das dez maiores elevações da Namíbia. Nenhuma delas se compara com a escultura granítica, dramática e emblemática de Spitzkoppe.
Estátua Mãe-Arménia, Erevan, Arménia
Outono
Erevan, Arménia

Uma Capital entre o Leste e o Ocidente

Herdeira da civilização soviética, alinhada com a grande Rússia, a Arménia deixa-se seduzir pelos modos mais democráticos e sofisticados da Europa Ocidental. Nos últimos tempos, os dois mundos têm colidido nas ruas da sua capital. Da disputa popular e política, Erevan ditará o novo rumo da nação.
Parques Naturais
Glaciares

Planeta Azul-Gelado

Formam-se nas grandes latitudes e/ou altitudes. No Alasca ou na Nova Zelândia, na Argentina ou no Chile, os rios de gelo são sempre visões impressionantes de uma Terra tão frígida quanto inóspita.
hué, cidade comunista, Vietname Imperial, Comunismo Imperial
Património Mundial UNESCO
Hué, Vietname

A Herança Vermelha do Vietname Imperial

Sofreu as piores agruras da Guerra do Vietname e foi desprezada pelos vietcong devido ao passado feudal. As bandeiras nacional-comunistas esvoaçam sobre as suas muralhas mas Hué recupera o esplendor.
Visitantes da casa de Ernest Hemingway, Key West, Florida, Estados Unidos
Personagens
Key West, Estados Unidos

O Recreio Caribenho de Hemingway

Efusivo como sempre, Ernest Hemingway qualificou Key West como “o melhor lugar em que tinha estado...”. Nos fundos tropicais dos E.U.A. contíguos, encontrou evasão e diversão tresloucada e alcoolizada. E a inspiração para escrever com intensidade a condizer.
Baie d'Oro, Île des Pins, Nova Caledonia
Praias
Île-des-Pins, Nova Caledónia

A Ilha que se Encostou ao Paraíso

Em 1964, Katsura Morimura deliciou o Japão com um romance-turquesa passado em Ouvéa. Mas a vizinha Île-des-Pins apoderou-se do título "A Ilha mais próxima do Paraíso" e extasia os seus visitantes.
Jovens percorrem a rua principal de Chame, Nepal
Religião
Circuito Annapurna: 1º - Pokhara a ChameNepal

Por Fim, a Caminho

Depois de vários dias de preparação em Pokhara, partimos em direcção aos Himalaias. O percurso pedestre só o começamos em Chame, a 2670 metros de altitude, com os picos nevados da cordilheira Annapurna já à vista. Até lá, completamos um doloroso mas necessário preâmbulo rodoviário pela sua base subtropical.
Chepe Express, Ferrovia Chihuahua Al Pacifico
Sobre Carris
Creel a Los Mochis, México

Barrancas de Cobre, Caminho de Ferro

O relevo da Sierra Madre Occidental tornou o sonho um pesadelo de construção que durou seis décadas. Em 1961, por fim, o prodigioso Ferrocarril Chihuahua al Pacifico foi inaugurado. Os seus 643km cruzam alguns dos cenários mais dramáticos do México.
Mahu, Terceiro Sexo da Polinesia, Papeete, Taiti
Sociedade
Papeete, Polinésia Francesa

O Terceiro Sexo do Taiti

Herdeiros da cultura ancestral da Polinésia, os mahu preservam um papel incomum na sociedade. Perdidos algures entre os dois géneros, estes homens-mulher continuam a lutar pelo sentido das suas vidas.
Vida Quotidiana
Profissões Árduas

O Pão que o Diabo Amassou

O trabalho é essencial à maior parte das vidas. Mas, certos trabalhos impõem um grau de esforço, monotonia ou perigosidade de que só alguns eleitos estão à altura.
Maria Jacarés, Pantanal Brasil
Vida Selvagem
Miranda, Brasil

Maria dos Jacarés: o Pantanal abriga criaturas assim

Eurides Fátima de Barros nasceu no interior da região de Miranda. Há 38 anos, instalou-se e a um pequeno negócio à beira da BR262 que atravessa o Pantanal e ganhou afinidade com os jacarés que viviam à sua porta. Desgostosa por, em tempos, as criaturas ali serem abatidas, passou a tomar conta delas. Hoje conhecida por Maria dos Jacarés, deu nome de jogador ou treinador de futebol a cada um dos bichos. Também garante que reconhecem os seus chamamentos.
Bungee jumping, Queenstown, Nova Zelândia
Voos Panorâmicos
Queenstown, Nova Zelândia

Queenstown, a Rainha dos Desportos Radicais

No séc. XVIII, o governo kiwi proclamou uma vila mineira da ilha do Sul "fit for a Queen". Hoje, os cenários e as actividades radicais reforçam o estatuto majestoso da sempre desafiante Queenstown.